Faço terapia há 2 anos e tenho uma ótima relação com minha terapeuta, e ela me ajudou até onde está

43 respostas
Faço terapia há 2 anos e tenho uma ótima relação com minha terapeuta, e ela me ajudou até onde está o alcance dela. Desses dois anos, mais 6 anos foram usando várias medicações que não surtiram nenhuma melhora, nada, não ajudou em nada. Fui diagnosticado com depressão resistente e simplesmente não sei o que fazer. As crises estão cada vez piores e tenho medo de não resistir. Como a psicologia lida em casos como esse? Que outros recursos posso procurar?
Dra. Zuleika Araújo
Psicólogo
São José
Sugiro que você inicie o processo psicoterápico o quanto antes, visto que a depressão resistente se não acompanhada pode intensificar os sintomas. Por mais que ainda não tenha tido bons resultados com o farmacológico, ainda assim, precisa buscar outro psiquiatra para adequar a medicação, conforme necessidade e perfil.
A psicologia, falarei em especial da terapia cognitiva comportamental, ajudará muito através de técnicas focadas nesse transtorno. Posso citar algumas: Entrevista motivacional, busca de propósito, valores, ativação comportamental e etc...

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 Deborah Reggiani Intropedi
Psicólogo
São Paulo
A depressão realmente causa muito sofrimento e muitas vezes nos faz acreditar que não existe saída. A terapia Cognitivo Comportamental foi criada a partir da necessidade de trabalhar as distorções cognitivas que os pacientes depressivos apresentam. Esses pensamentos disfuncionais negativos que permeiam a percepção de si, dos outros e do mundo influenciam nas emoções e comportamentos do paciente. Utilizamos técnicas de ativação comportamental, para que aos poucos o paciente vá conseguindo realizar as atividades que tem dificuldade por conta de seu quadro e trabalhamos pensamentos distorcidos que só levam em conta o aspecto negativo e desconsideram a realidade e outras possibilidades. Incluímos também um plano de segurança com o paciente para esses momentos mais difíceis. Geralmente o tratamento ocorre com o uso da medicação acompanhado da terapia. Espero ter ajudado, estou a disposição!
Dr. Bennelson da Silva
Psicólogo
Ponta Grossa
Lidar com depressão resistente pode ser desafiador. Além da terapia convencional, é importante considerar recursos adicionais. Isso inclui consultar um psiquiatra especializado, explorar terapias alternativas como TCC ou mindfulness, participar de grupos de apoio e adotar um estilo de vida saudável. Explorar novas abordagens terapêuticas, como acupuntura ou meditação, também pode ser útil. Mantenha-se em contato próximo com sua equipe de saúde mental para encontrar o melhor plano de tratamento para você.
Olá! O tratamento da depressão é realizado por meio de um trabalho multidisciplinar entre psiquiatra e psicólogo. A medicação prescrita pelo psiquiatra irá atuar nos sintomas, enquanto que, o psicólogo irá atuar nas causas, nos pensamentos distorcidos, identificados no processo de autoconhecimento. Portanto, continue fazendo a terapia. Procure um psicólogo da linha terapia cognitiva comportamental, como os colegas acima já mencionaram. Continue cuidando de sua saúde mental.
Oi! O tratamento para a depressão dever ser conciliado com o psicólogo e o psiquiatra. Procure ajuda de ambos para que possa tornar possível uma vida saudável. Na psicoterapia será possível você buscar compreender como a depressão está presente e sua vida e formas de lidar com ela.
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 Gisele Rodrigues
Psicólogo
Florianópolis
Olá. Para lidar com a depressão é preciso esforços em múltiplas direções, que envolvem acertar na medicação, psicoterapia, exercício físico, tempo de qualidade para fazer coisas agradáveis, rede de apoio, por exemplo. Nenhuma dessas ferramentas, por assim dizer, resolvem a depressão sozinhas. Penso que você pode refletir sobre os pontos positivos e limitações na psicoterapia que fez anteriormente e conversar com outros profissionais tendo em vista essa reflexão. Fazer uma atividade para ajudar outras pessoas também é indicado. Abraço.
 Josiane Zim Zaniol
Psicólogo
Porto Alegre
Olá! Não entendi bem se você já faz terapia ou se estava se referindo ao acompanhamento com psiquiatra. Imagino que antes do diagnóstico de depressão resistente, a médica tenha investigado a sua saúde de forma global, mas caso isso não tenha ocorrido, saliento que é bem importante. alterações hormonais, de algumas vitaminas e endocrinológicas podem causar sintomas muito parecidos com a depressão ou mesmo agravar a síndrome depressiva.
Chamo assim porque não existe apenas um tipo de depressão e porque ela é multifatorial e se expressa de muitas formas diferentes. Por isso a importância de um acompanhamento com psiquiatra e psicoterapia.
Na psicoterapia será possível explorar os aspectos emocionais envolvidos, sua história de vida, a forma como se relaciona com os outros e consigo mesma e ir trabalhando novas formas de fazer isso.
 Tiago Costa Rocha
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá,
Se percebe que os tratamentos que já faz algum tempo não estão apresentando melhoras, sugiro que informe isso aos profissionais que te atendem para ter um outro manejo. Caso não, contrário seria importante ter novo acompanhamento.
A psicologia pode te ajudar a desenvolver habilidades de autocuidado, incluindo técnicas de relaxamento, prática de mindfulness, exercícios físicos regulares e hábitos alimentares saudáveis, que podem complementar o tratamento médico. Além disso, apoio emocional e social é fundamental no tratamento da depressão resistente. Grupos de apoio, redes de suporte social e atividades que promovam a conexão interpessoal podem desempenhar um papel importante na sua recuperação.
Dra. Denise Mendes Gomes
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Prezado cliente,

Primeiramente, quero expressar minha preocupação e solidariedade com você neste momento desafiador. É compreensível sentir-se desanimado e assustado diante da persistência dos sintomas depressivos, especialmente após tantos anos de tratamento sem resultados satisfatórios.

É muito importante que você continue com o processo psicoterápico, especialmente com alguém em quem confia e com quem tem uma ótima relação, como mencionou. A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro e acolhedor para explorar seus sentimentos, pensamentos e experiências, e encontrar maneiras construtivas de lidar com eles.

Além disso, é fundamental que você continue recebendo acompanhamento psiquiátrico, especialmente quando os sintomas depressivos, a ansiedade e o desespero estiverem presentes de forma aguda. Se os tratamentos anteriores não surtiram efeito, pode ser necessário explorar outras opções medicamentosas ou terapêuticas em conjunto com sua terapeuta e psiquiatra.

Dada a gravidade do seu quadro e a falta de melhora com o tratamento atual, também é aconselhável que você consulte um neurologista para uma avaliação mais ampla do seu quadro clínico. Se você teve covid ou possui outras comorbidades, isso pode estar contribuindo para agravar seus sintomas depressivos, e é importante investigar essa possibilidade.

Recentemente acompanhei um paciente que teve seu quadro de depressão e ansiedade gravemente agudizado por dois fatores de saúde: um infarto seguido de uma covid longa.
Foi apenas quando um neurologista introduziu uma nova medicação que ele começou a melhorar. Depois disso foi necessário mudar a medicação psiquiátrica que ele estava recebendo.
Foi apenas o quarto psiquiatra que acertou a medicação dele.
Ele saiu completamente do quadro de sofrimento agudo após quase dois anos de muito sofrimento.
A perisitência dele foi fundamental no processo de recuperação.

Lembre-se de que você não está sozinho nessa jornada. Estou aqui para apoiá-lo e ajudá-lo da melhor forma que puder. Não hesite em entrar em contato se precisar de mais orientações ou suporte.

Com solidariedade e empatia,
Denise Mendes Gomes
 Elida Biasoli
Psicanalista, Psicólogo
São Paulo
Olá. Dentro da própria psicologia, há uma variedade de possibilidades. Psicologia é um termo que, ao meu ver, deve ser usado no plural, uma vez que não existe uma psicologia, mas várias. Isso quer dizer que são muitas as teorias psicológicas, o que implica em várias maneiras de se conceber a mente humana. Dentro dessas teorias psicológicas temos: a cognitivo-comportamental, o behaviorismo, a psicanálise, dentre outras. Sigo a psicanálise de orientação lacaniana pelo rigor, profundidade e pela experiência clínica que tenho com essa prática há mais de 15 anos. E é ela que indico pra você, caso você considere que, apesar da sua ótima relação com sua terapeuta, talvez seja o momento de buscar outra ajuda profissional. Seria interessante você conversar isso com ela.
 Adriana de Araújo
Psicólogo
São Paulo
Olá! Tudo bem? Entendo o quanto essa situação pode ser desafiadora. Como psicóloga e autora de livros, inclusive, sobre o tema que você pergunta, posso afirmar que é possível um novo caminho para sua melhoria emocional. Gostaria de destacar o quanto é importante reconhecer a coragem e a perseverança que você demonstrou ao buscar ajuda e continuar lutando, apesar das dificuldades. Lidar com uma depressão resistente pode ser extremamente difícil, mas há várias opções que podemos explorar juntos para encontrar o melhor caminho para você.
Na psicologia, quando nos deparamos com casos de depressão resistente, é fundamental adotar uma abordagem integrativa e colaborativa. Isso significa trabalhar em conjunto com você e com os profissionais que lhe atendem para explorar diferentes estratégias e intervenções que possam ser úteis. Além da terapia tradicional, existem várias abordagens complementares que podem ser consideradas, sessões de hipnose, pnl e outras técnicas da terapia breve.
Além disso, é importante avaliar e considerar outros recursos e tratamentos disponíveis, como a consulta com um novo psiquiatra para reavaliação da medicação atual ou a consideração de novas opções terapêuticas. Em alguns casos, outros tratamentos como a estimulação magnética transcraniana (indolor) pode ser recomendadas.
Também é essencial cuidar da sua saúde física, incluindo a prática regular de exercícios físicos, uma alimentação balanceada e a garantia de um sono adequado. O autocuidado é uma parte crucial do processo de recuperação e pode contribuir significativamente para o seu bem-estar geral.
Além disso, muitos estudos mostram o poder do contato social. Ter pessoas em quem confiar e com quem contar pode fazer toda a diferença. Considere também participar de grupos de apoio ou buscar comunidades presencial ou online que você possa compartilhar suas experiências e encontrar suporte de pessoas que estão passando por situações semelhantes.
Quero destacar e reforçar que você não está sozinho nessa jornada. E que mesmo você tendo um excelente relacionamento com a profissional que lhe atende nada impede de você também ter uma outra opinião, outras técnicas para lhe ajudar dentro do universo da psicologia. Estou aqui para apoiá-lo e trabalhar junto com você para encontrar as melhores estratégias para enfrentar essa fase difícil. Havendo interesse, me mande uma mensagem para mais detalhes e vamos conversar melhor durante suas sessões de psicoterapia. Lembre-se de que há esperança sempre, e é possível a melhoria, sim! Estamos aqui e todos os profissionais que já lhe responderam para lhe ajudar a encontrar o caminho rumo à recuperação e ao bem-estar emocional. Sucesso naquilo que busca e até breve! Abraço, psicóloga Adriana de Araújo. @psicologaadrianadearaujo
Olá. Sinto muito pela sua situação.
Primeira coisa que preciso te dizer é que você não é definido pelo seu diagnóstico. A grande importância dele está ligada ao ajuste do seu tratamento, mas não o que você é como indivíduo.
Talvez a questão dos medicamentos e psiquiatria precise ser ajustada, buscando outras opiniões.
Já o processo psicoterapêutico funcionará como um mecanismo de sustentação até a melhora do quadro e esse processo realmente pode ser longo, exigindo um esforço tanto de você quanto da pessoa psicóloga que te atende.
Se você tiver possibilidade, faça mais sessões semanais, pelo menos duas. E busque, dentro da sua capacidade física e psicológica terapias que possam complementar este tratamento.
Espero ter ajudado. Abraços.
Olá! Do ponto de vista do tratamento psicológico ainda há o que evoluir mesmo depois de dois anos de tratamento. A psicoterapia pode durar muito mais que dois anos. Do ponto de vista do tratamento psiquiátrico, você também poderá encontrar uma medicação que venha a te ajudar. Então não perca a esperança!
 Tatiana Maceira
Psicólogo
Rio de Janeiro
As vezes a opção da morte parece uma escolha, contudo a dor que está sentindo irá passar com o tratamento adequado. Busque acompanhamento psiquiatrico urgentemente e aumente o numero de terapia. Praticar esporte desenvolve alguns hormonios que auxiliaram, a meditação tem apresentado respostas positivas no tratamento da depressão. Faça as coisas mesmo quando não tiver vontade e busca a sua rede de apoio, irá ter mais resiliencia, para enfrentar esse momento delicado que enfrenta. O tratamento da depressão pressupõem a busca de um propósito. A terapia funciona melhor quando você acredita no terapeuta, penso que é importante você conversar com a sua psicologa, sobre a sua insatisfação.. Melhoras !
Olá ! Sua situação parece bem delicada, quando falamos de depressão resistente falamos em não ter sentido na vida, ter pouca ou nenhuma visão de futuro entre outros agravantes de pensamentos persistentes. Vi que você já faz acompanhamento psicológico, não desista das medicações e encare exercícios como uma terapia alternativa necessária. Busque fazer coisas novas, trazer emoção para seu dia-a-dia, mindfulness, massoterapia entre outras possibilidades imensas.
Converse com seus profissionais de referência sobre alternativas de mudança de paradigma, peça ideias e busque sempre uma rede de apoio saudável para te acompanhar nessa caminhada.
 Lisiane Hadlich Machado
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! Sinto muito por sua situação. Sugiro buscar um profissional com experiencia no tratamento da depressão, quem sabe fazer um tratamento/psicoterapia intensivo? Nesses casos sugiro uma nova avaliação e trocar de psicoterapia. Depressão resistente não consiste em um diagnostico e existem muitas técnicas conforme o diagnostico. Talvez uma abordagem diferente. Não desista de encontrar uma psicoterapia que te ajude, ainda mais se você esta piorando.
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 Bárbara Vargas
Psicólogo, Psicanalista
Taubaté
Procurar um profissional qualificado para entender sobre sua sintomática, e dar uma condução mais assertiva nesse momento, pode ser uma solução interessante. Estar desconfortável com essa situação já é um indicio potente para construir uma nova estratégia.
 Renata Santoro
Psicólogo, Psicanalista
Taubaté
Qual a linha de psicoterapia que fez até agora?
As vezes é importante olhar para isso.
As vezes mudar a linha de tratamento pode ser necessário.
Pense nisso e não desista de vc!
Sou psicanalista e encontro nela uma ótima abordagem para casos mais graves. As vezes é necessário um olhar profundo sobre tudo em vc e a psicanálise nos permite olhar nesse lugar que é difícil de acessar.
Olá, sinto muito pelo seu sofrimento, a depressão persistente, que não melhora com medicação é bem difícil. Na terapia há basicamente dois objetivos. Melhorar os sintomas, que é algo mais de curto prazo e depois também investigar causas, que podem ser orgânicas ou psicológicas. Traumas de infância, abandono, privações emocionais, senso de menos-valia, isolamento social, tudo isso pode ter contribuído para o estabelecimento de uma depressão mais resistente. Não sei em qual abordagem você foi atendido, mas eu entendo que uma terapia que trabalhe as causas mais profundas poderão te ajudar. Estou à disposição se precisar.
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 Elaine Alves
Psicólogo
Barueri
Olá sinto por ouvir sobre suas dificuldades. A depressão resistente pode ser desafiadora, mas há esperança. A psicologia tem abordagens como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), terapia interpessoal e terapia de aceitação e compromisso (ACT) que podem ser eficazes. Não desista, há sempre opções e apoio disponíveis. Converse com sua terapeuta sobre outras possibilidades e considere buscar uma segunda opinião médica. Você não está sozinho nessa jornada.Espero que fique bem.
Caso precise conversar sobre essa ou outras questões fico a disposição.
Abraços e melhoras
 Rosimeire Faria
Psicólogo
Guarulhos
A depressão é de fato algo muito desafiador em alguns casos. Existem muitas ferramentas que podem te auxiliar a passar por ela e encontrar saídas para que você consiga se sentir melhor. A hipnose é uma ferramenta que somada a outras aliviam os sintomas. estarei por aqui se precisar. Abraços!
 Adriana Barbosa Almeida
Psicólogo
Rio de Janeiro
Oiê. Não sei se é esta a sua situação mas vou falar sobre minha experiência sobre depressão resistente, a pessoa fica cansada, muitas vezes se utilizam muitas medicações e vai-se mudando porque na depressão resistente as medicações do protocolo que são usadas primeiramente se mostram ineficazes, aí é necessário mudar. e a pessoa vai ficando desanimada e até mesmo desesperançosa. Eu sugiro que converse sobre esta sensação de que não está evoluindo com sua psicóloga e com seu médico. É muito importante que eles entendam como se sente. E pode ser que uma mudança faça bem, não que você saia da sua profissional da psicologia, mas que possa talvez fazer uma permuta como uma colega acima falou, com entrevista motivacional da TCC, faz as sessões e volta ou ao mesmo tempo, depende do acerto terapêutico que os profissionais façam. Apesar de incomum no Brasil, é possível.
Dra. Rebeca Souza Rocha
Psicólogo
Aracaju
Olá, tudo bem? É impossível dizer o que é melhor, tendo em vista que cada caso é singular, então é preciso uma escuta atenta para entender melhor como esses sintomas se manifestam em você! O caminho é o já conhecido por vc, acompanhamento psiquiátrico e psicológico, você não precisa enfrentar isso sozinho!
A depressão resistente deve ser assistida pelo médico, deve ser medicada e também acompanhada pelo Psicoterapeuta e você não deve interromper este tratamento para que não agrave seu estado atual. Busque trocar de abordagem como alternativa a TCC é muito indicada para seu caso e tem uma proposta mais dinâmica com exercícios que podem te ajudar.
Dra. Patricia De Lucia Nadruz
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Segundo a TCC o nosso humor está intimamente relacionado a forma com que pensamos; com nossas crenças sobre nós mesmos, como enxergamos o mundo e o nosso futuro. Pessoas deprimidas tem padrões de pensamento que mantem o humor deprimido. Quando estamos deprimidos apresentamos pensamentos negativos sobre nós mesmos na forma de autocrítica exacerbada; apresentamos uma atenção seletiva somente sobre o ponto de vista negativo (vemos as situações que vivemos em nossa vinda somente pela lente negativa; só conseguimos ver o que está ruim) e não temos esperança no futuro. A depressão também tem um aspecto neuroquímico e é uma doença que necessita de medicação para equilibrar os neurotransmissores). A medicação equilibra a quimica cerebral e a terapia faz novas conecções neuronais a fim de mudar os padrões de pensamento. Algumas depressões podem realmente serem resistentes a medicações e para isso existem outras alternativas que você deve avaliar com o seu médico que vão desde interações medicamentosas até estimulação transcraniana, entre outras); existem coisas além de remédio e terapia, mas como esse tratamento é padrão ouro as tentativas tem que ser esgotadas. O objetivo da terapia seria identificar esses padrões de pensamento; testa-los de acordo com a realidade e modifica-los. Quando mudo essas crenças passo a ter um sentimento neutro ou positivo. O terapeuta auxilia a como fazer essas mudanças em seu pensamento para que você possa sentir-se melhor. Existe ainda a possibilidade de haver uma comorbidade (outra patologia - distimia, transtorno de personalidade, transtorno bipolar, etc) em conjunto com a depressão que precisa ser avaliada (isso pode dificultar a melhora). Além disso é importante entendermos o meio em que vivemos (familiar, relacionamentos, ambiente de trabalho, etc. ) que também podem ser tóxicos e sustentarem o humor depressivo - se for o caso é necessário efetuarmos mudanças em nossa vida. Espero ter ajudado. Abraço.
olá primeiramente gostaria de me solidarizar com sua demanda, a depressão pode ser muito desafiadora. Compreendo que já fez um processo psicológico, porém na psicologia temos varias abordagens e em alguns momentos por mas que a psicóloga(o) esteja lhe acompanhando e já tenha feito um processo interessante, seja o momento de você trocar. Para que possa as vezes ter uma outra visão e quem sabe dessa maneira lidar com a depressão com mais resultados. Enfim na teoria cognitiva comportamental, compreende-se que os nossos pensamentos interferem em nossos comportamentos, que temos crenças que irão modificar a visão que temos sobre nos mesmos e sobre o mundo. Com isso percebe-se o quanto é importante entender quais são as situações que ocorreram para desencadearem os sintomas da depressão fazendo com que o paciente compreenda o que desenvolveu a depressão logo em seguida fazendo uma psicoeducação. Deste modo seria muito importante se você tenta-se fazer uma alteração para analisar esses fatos. Continue cuidando da sua saúde mental, você é muito importante.
 Keith Lee
Psicólogo
Belo Horizonte
Olá! O transtorno depressivo persistente deve ser assitido principalmente pelos profissionais da psiquiatria e da psicologia. Não interrompa seu tratamento para que não se agrave. Se você estiver em um momento da psicoterapia que acredita estar estagnado, use do seu vínculo terapêutico para conversar a respeito com sua psicóloga. E, talvez juntos, vocês possam encontrar alternativas que ativem sua motivação e luz para vida. Mas, se sentir que é o momento de buscar outro profissional, encontro-me a sua disposição. Abraços e força!!
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Sugiro que busque um psicólogo que atenda pela abordagem da Terapia Cognitivo Comportamental, possui um protocolo para tratar casos de depressão e pode te ajudar com mais assertividade.
Sobre a medicação é muito importante que seja realizado o ajuste correto com seu psiquiatra e o acompanhamento de casos de depressão é realizado com uma equipe que deve estar trocando informações, no caso o terapeuta psicólogo com o seu psiquiatra cada um irá realizar seu trabalho individualmente, mas é imprescindível que exista troca entre os profissionais envolvidos.
Medicamento requer acompanhamento e adaptação individual e a terapia é fundamental para garantir suporte emocional e auto conhecimento.
Dr. Elton Alexandre
Psicólogo
São Paulo
Oi, tudo bem? Sinto muito por esta situação. Eu atendo com a psicologia junguiana, do Carl Jung, e ela encara a depressão resistente de um jeito mais amplo. Em vez de só tratar os sintomas, ela vai fundo pra entender o que tá rolando na mente da pessoa. Tipo, explorando sonhos, conflitos internos e até símbolos pra ver o que pode estar por trás da tristeza. E não é só isso, também fala sobre o desenvolvimento pessoal, tipo aceitar todos os lados da nossa personalidade. Em resumo, é uma abordagem que busca entender a fundo e trazer uma cura mais completa.
 Viviane Lima
Psicólogo
João Pessoa
Olá! É importante fazer o uso da medicação juntamente com a terapia. A abordagem mais utilizada e indicada em casos de depressão é a terapia cognitivo comportamental, nela se trabalha tanto os pensamentos disfuncionais que causam o humor deprimido, quanto o comportamento. Cuide-se! Sua saúde mental é muito importante!
 Luisa Helena Cleto
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Olá, como está? Muito obrigada pela coragem de buscar ajuda e orientação. Fico feliz em saber da sua boa relação com a sua terapeuta, mas me preocupo com essas crises. Importante dizer que terapia não é espaço só de acolhimento e de interpretações das questões do passado, mas de sustentar a pessoa em momentos como esse. Espero que ela se coloque disponível pra falar com você fora dos horários de atendimento por exemplo, pois isso é muito importante quando estamos mais fragilizados. E sobre outras atividades, além de buscar apoio psiquiátrico eu buscaria conhecer com você atividades que você goste: atendo pessoas que se sentiram muito melhor depois de começar a praticar yôga, depois de adotar um bichinho, de encontrar um hobby que crie um espaço de pertencimento e acolhimento. Me coloco à disposição para ajudar, e inclusive acompanhar em primeiras idas a lugares assim caso seja a sua vontade
Dra. Tânia Mascarenhas
Psicólogo
Curitiba
Você está em terapia há dois anos. Considera que foi bom seu processo terapêutico, mas agora não está mais surtindo tanto efeito. É isso? Às vezes isso acontece mesmo e talvez indique a necessidade de mudar de terapeuta. Porém, pode ser apenas uma fase, em que nada parece fazer muito sentido, inclusive a terapia. Sugiro que continue seu processo terapêutico e aborde este assunto na própria terapia. É muito importante conversarmos sobre os impasses que o processo terapêutico sofre. Para isso, não se intimide de falar abertamente que não está mais vendo sentido em sua terapia e juntos analisem essa situação. Quanto a medicação também. É preciso que seu psiquiatra saiba que efeitos a medicação está fazendo ou deixando de fazer para você, para que ele possa avaliar e mudar dosagens, horários, ou mesmo alterar sua medicação. No entanto, caso ache necessário busque uma segunda avaliação com outro psiquiatra e certifique-se tanto do seu diagnóstico como o tratamento que está utilizando se está adequado a você.
 Marcia Kloss
Psicólogo
Curitiba
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem eficaz no tratamento da depressão, mesmo em casos de depressão resistente. Aqui estão algumas estratégias que podem ser úteis para ajudar com depressão resistente usando a TCC:

Estabeleça uma relação terapêutica sólida;

A TCC ajuda o paciente a identificar padrões de pensamento negativos e distorcidos que contribuem para sua depressão. Identificar esses pensamentos e a desafiá-los de forma a reconstruir pensamentos mais realistas e positivos.

Além de trabalhar com os pensamentos negativos, é importante mudar comportamentos que possam estar contribuindo para a depressão. A prática de atividades agradáveis e que promovam o bem-estar emocional.

Lidar com situações estressantes e desafiadoras de forma mais adaptativa. Isso pode incluir o desenvolvimento de habilidades de resolução de problemas, técnicas de relaxamento e estratégias de enfrentamento emocional.

A depressão resistente pode levar tempo para ser tratada com sucesso, por isso é importante enfatizar a importância da continuidade do tratamento.

Lembrando que cada caso é único. Um acompanhamento próximo e personalizado é essencial para o sucesso do tratamento.

Estou aqui para ajuda-la.
Dra. Flávia Morize
Psicólogo
Sorocaba
Talvez outra abordagem de psicoterapia te ajude melhor. Pergunte a sua terapeuta qual abordagem ela segue e procure conhecer outras pra ver qual melhor funciona para você.
 André Luiz Almeida
Psicólogo
Belo Horizonte
Sinto muito que você esteja passando por esse momento tão difícil. A psicoterapia pode continuar sendo um apoio importante, mesmo em casos de depressão resistente. Ela pode ajudar a compreender as raízes mais profundas do sofrimento e a promover formas de lidar com ele, ao explorar aspectos emocionais e relacionais. Em casos como o seu, é fundamental que o tratamento seja multidisciplinar, envolvendo tanto o acompanhamento psicológico quanto psiquiátrico. Pode ser útil explorar abordagens diferentes ou até buscar outros especialistas em saúde mental, como psicanalistas ou psicoterapeutas com uma abordagem mais profunda. Não desista de procurar apoio.
 Marcella Fleuri
Psicólogo
São Paulo
Sinto muito por você estar passando por isso, e entendo que estar nesse ponto pode ser extremamente angustiante. Quando se fala em depressão resistente (ou tratamento resistente), isso geralmente significa que, apesar do tratamento com medicamentos e terapia, os sintomas continuam presentes ou até pioram. Isso pode ser muito frustrante, mas há maneiras de lidar com essa situação.

Como a psicologia lida com casos de depressão resistente:
Avaliação contínua: A psicoterapia pode continuar sendo uma ferramenta valiosa, mas em casos de depressão resistente, pode ser necessário revisar a abordagem terapêutica. Algumas técnicas ou abordagens podem ser mais eficazes, dependendo do seu perfil e dos sintomas que você está enfrentando.

Terapias específicas: No caso de depressão resistente, a psicoterapia pode ser complementada com abordagens mais estruturadas ou direcionadas, como:

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): A TCC é frequentemente usada para ajudar a identificar e mudar padrões de pensamento negativos que podem perpetuar a depressão.
Terapia Interpessoal (TIP): Focada em melhorar os relacionamentos interpessoais e resolver questões que podem estar contribuindo para o quadro depressivo.
Terapia baseada em mindfulness (atenção plena): Que ajuda a focar no momento presente e a lidar com a ruminação e pensamentos negativos.
Intervenções adicionais:

Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT): Essa abordagem ajuda a pessoa a aceitar seus sentimentos e pensamentos sem tentar mudar ou evitar, promovendo uma maior flexibilidade psicológica e melhor manejo emocional.
Psicoterapia psicodinâmica: Que pode ajudar a explorar questões mais profundas do inconsciente que podem estar contribuindo para os sintomas.
Outros recursos a considerar:
Psiquiatra especializado: Se você ainda não buscou uma avaliação psiquiátrica mais aprofundada, é importante considerar a possibilidade de tentar novas abordagens medicamentosas, talvez com um psiquiatra especializado em tratamentos mais complexos. Algumas opções podem ser:

Antidepressivos diferentes: Se os medicamentos anteriores não surtiram efeito, talvez novas classes ou combinações de medicamentos possam ser testadas.
Estimulação cerebral: Tratamentos como a Eletroconvulsoterapia (ECT) ou estimulação magnética transcraniana (rTMS) podem ser eficazes para pessoas com depressão resistente ao tratamento. Esses tratamentos ajudam a regular a atividade cerebral e têm mostrado bons resultados em muitos casos.
Grupos de apoio: Participar de grupos de apoio, seja presencialmente ou online, pode proporcionar um espaço seguro para compartilhar experiências e sentimentos com outras pessoas que enfrentam desafios semelhantes. Isso pode ajudar você a se sentir menos isolado.

Abordagens alternativas: Algumas pessoas consideram abordagens complementares, como a meditação, yoga ou acupuntura, que podem ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade, e melhorar o bem-estar emocional.

Monitoramento contínuo e apoio constante: É importante ter apoio emocional, seja da sua terapeuta, amigos ou familiares, para garantir que você tenha um suporte contínuo, especialmente quando as crises se tornam mais intensas.

O que fazer agora:
Explorar novos tratamentos: Discutir com seu psiquiatra a possibilidade de adicionar ou trocar a medicação, ou até considerar tratamentos mais avançados como a ECT ou rTMS.
Aprofundar a terapia: Leve suas preocupações sobre a resistência ao tratamento para sua terapeuta. Pode ser útil conversar sobre estratégias terapêuticas mais avançadas ou buscar uma segunda opinião sobre abordagens.
Buscar ajuda imediata: Se você estiver em risco ou sentindo que não consegue mais lidar com os sintomas, procure ajuda imediata. Contate um serviço de emergência, um centro de saúde mental ou um psicoterapeuta que possa oferecer suporte contínuo.
Não desista de buscar formas de melhorar sua saúde mental. A depressão resistente não é uma sentença permanente, e com a combinação certa de tratamentos, muitas pessoas conseguem se recuperar ou encontrar formas de lidar melhor com seus sintomas.

Se precisar de mais informações ou de mais ajuda, estarei à disposição.
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
A psicologia lida de várias formas com isso, é bem complicado lhe dar uma reposta precisa para essa pergunta. Acredito que falar com sua psicóloga sobre todas essas suas impressões, dificuldades, limitações, tanto dos remédios quanto da terapia, pode ser bem interessante para ela e você manejarem. Até mesmo perguntar pra ela se seria o recomendado mudar de psiquiatra, mudar de psicóloga, até onde ela puder ajudar, mais uma vez. Espero ter ajudado, fico à disposição.
 Mariana Marçal
Psicólogo
Salvador
Olá! Fico feliz que esteja buscando meios de entender as alternativas que existem para tratar o quadro depressivo.
A vida, apesar de difícil muitas vezes, tem também o seu mistério em nos surpreender: seja nas experiências compartilhadas com pessoas queridas, seja no encontro de atividades que trazem prazer ou nas coincidências que surgem onde e com quem menos se espera. É importante que você fale dos recursos que podem fazer sentido para você nesse processo de tratamento da depressão persistente. A Psicologia oferece ferramentas, especialmente nas abordagens cognitivo-comportamentais, que poderiam te auxiliar neste processo de construção de significados e no cultivo de uma vida mais significativa. Você não está só, e entender o que te aproximaria da vida que você gostaria de viver é um começo, dos tantos possíveis. Conte comigo.
 Valter Rodrigues
Psicanalista, Psicólogo
Contagem
Quando se trata de depressão resistente, é compreensível que você se sinta perdido e sem saber como proceder. A psicologia lida com casos de depressão resistente por meio de uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir diferentes tipos de intervenções e terapias.

Abaixo estão algumas opções que podem ser consideradas:

Terapias Alternativas: Existem tratamentos alternativos que podem ser explorados. A terapia com cetamina, por exemplo, tem mostrado resultados promissores em pacientes com depressão resistente. A cetamina pode promover a regeneração de conexões neuronais prejudicadas na depressão e proporcionar alívio rápido dos sintomas.

Estimulação Magnética Transcraniana (EMT): Este método não invasivo utiliza campos magnéticos para estimular áreas do cérebro que têm atividade reduzida na depressão. A EMT pode ser uma opção para pacientes que não respondem bem aos medicamentos tradicionais.

Estimulação do Nervo Vago (TENV): Esta terapia envolve a implantação de um dispositivo que envia impulsos elétricos ao nervo vago, potencialmente melhorando os sintomas da depressão.

Eletroconvulsoterapia (ECT): Embora seja uma opção mais intensiva, a ECT é utilizada em casos severos de depressão resistente. Este tratamento pode ajudar a aliviar sintomas depressivos significativos.

Psicoterapias Especializadas: Além das abordagens tradicionais, terapias focadas em trauma e técnicas de mindfulness podem ser eficazes em tratar aspectos que podem estar contribuindo para a resistência ao tratamento.

É importante discutir essas opções com seu psiquiatra ou terapeuta atual, que pode ajudá-lo a encontrar o melhor caminho a seguir. Eles podem avaliar sua situação específica e considerar quais tratamentos alternativos podem ser mais adequados para você.

Se você está enfrentando esses desafios, disponibilizo-me para uma consulta, onde poderemos aprofundar suas preocupações e delinear um plano de tratamento individualizado.

 Aline Braga
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá!
Sinto muito que você esteja passando por tanta dor — é realmente muito difícil conviver com algo que parece não ter fim. Na Psicologia, especialmente na abordagem cognitivo-comportamental (TCC), em casos de depressão resistente, é comum complementar o tratamento com estratégias mais específicas, como a TCC para depressão resistente, esquemas de ativação comportamental mais estruturados, e, em alguns casos, Terapias de Terceira Geração, como a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) ou a Terapia Dialética Comportamental (DBT).
Não precisa enfrentar isso sozinho! Caso tenha interesse, estou à disposição.
A depressão resistente é uma condição em que os sintomas persistem mesmo após o uso de diferentes medicações e tempo de acompanhamento. Isso não significa que não haja saída — mas que o tratamento precisa ser reavaliado e ampliado, envolvendo diferentes recursos.

Além da terapia e da medicação, há abordagens complementares que podem ser indicadas pelo psiquiatra, como ajustes na dosagem, associação de medicamentos, estimulação magnética transcraniana (EMT) ou, em casos específicos, tratamentos hospitalares breves para estabilização.

A psicologia, nesse contexto, tem papel fundamental em sustentar o vínculo, acolher o desespero e ajudar na reconstrução do sentido de vida, mesmo nos momentos em que parece não haver saída.

E se o medo de não resistir estiver presente, não enfrente isso sozinho: procure ajuda imediata em um pronto atendimento ou ligue para o 188 (CVV – Centro de Valorização da Vida), que oferece escuta gratuita e sigilosa 24h.

Com o cuidado certo e acompanhamento integrado, é possível reduzir as crises e retomar o equilíbrio emocional.
 Larissa Zani
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? O que você está trazendo é muito sério, profundo e merece ser acolhido com o máximo de cuidado. Receber um diagnóstico de depressão resistente costuma provocar exatamente esse sentimento de esgotamento e desamparo que você descreve, como se tivesse feito “tudo certo” e ainda assim nada tivesse funcionado. Isso não significa que você falhou, nem que a psicologia ou a medicina chegaram a um limite definitivo — significa que o seu sofrimento é complexo e precisa ser cuidado em camadas mais amplas.

Quando a depressão não responde às medicações tradicionais, a psicologia não entende isso como “não há mais o que fazer”, mas como um sinal de que o tratamento precisa ser ampliado, integrado e, muitas vezes, repensado em profundidade. A psicoterapia continua tendo um papel central, não apenas para aliviar sintomas, mas para sustentar você nos momentos de crise, trabalhar o desespero, a desesperança e o medo de não aguentar, além de ajudar a construir estratégias de segurança. Em quadros assim, a relação terapêutica que você descreve como boa é, inclusive, um fator de proteção importante.

Ao mesmo tempo, quando as crises se intensificam e surge o medo real de não resistir, é fundamental não ficar restrito a um único eixo de cuidado. Existem outros recursos além dos antidepressivos clássicos, como abordagens psiquiátricas específicas para depressão resistente, ajustes mais refinados de medicação, tratamentos combinados, além de intervenções como estimulação magnética transcraniana, eletroconvulsoterapia em contextos bem indicados, ou acompanhamentos mais intensivos em momentos críticos. Isso não invalida nada do que você já fez — amplia o campo de possibilidades.

Quero te perguntar algo com muita delicadeza: quando você diz que tem medo de não resistir, esses pensamentos vêm como um cansaço profundo de existir ou já aparecem ideias mais diretas de se machucar ou de não estar mais aqui? Você consegue identificar se há momentos do dia em que isso piora? E hoje, existe alguém — além da sua terapeuta — que saiba da gravidade do que você está vivendo? Essas respostas são importantes porque ajudam a definir o nível de suporte necessário agora.

É essencial dizer com clareza: você não deve atravessar essa fase sozinho. Se em algum momento sentir que o risco aumenta, buscar ajuda imediata é um ato de cuidado com a própria vida. No Brasil, o CVV atende 24 horas pelo número 188, e serviços de emergência podem ser acionados quando o sofrimento ultrapassa o que é possível sustentar. Isso não é desistir — é reconhecer que a dor está grande demais para um corpo só.

A psicologia, nesses casos, trabalha para manter você vivo, amparado e em conexão, enquanto novas possibilidades de tratamento são exploradas. Mesmo quando tudo parece fechado, ainda existem caminhos — mas eles precisam ser percorridos com apoio. Se fizer sentido, conversar com sua terapeuta sobre esses medos e sobre a necessidade de ampliar a rede de cuidado pode ser um passo importante agora. Caso precise, estou à disposição.

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