Namoro a 1 ano e moramos juntos, tivemos muitas brigas feias mesmo. A um tempo atrás eu errei com el
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Namoro a 1 ano e moramos juntos, tivemos muitas brigas feias mesmo. A um tempo atrás eu errei com ele e tivemos uma briga feia, porém depois dessa briga, eu comecei a ficar muito apática em relação a ele, só que essa apatia se estendeu a todas as áreas da minha vida, como querer estudar, se arrumar, fazer tarefas básicas do dia. Eu fico tentando procurar respostas por meio se tarot e quando alguém diz "você ainda o ama" eu tenho um alívio imediato. Porém volta a mesma ansiedade, e o mais estranho é que não sinto mais atração física, fico comparando ele com outros caras, e eu me sinto mal pq eu quero sentir amor e atração por ele... As vezes do nada sinto um frio na barriga quando ele me beija, e fico feliz as vezes do nada em imaginar eu e ele se tornando pais. Porém essa falta de amor por ele volta muito forte e eu sinto culpa, não consigo terminar pq eu tenho muita gratidão por tudo que vivemos e tenho medo de se arrepender. Quero muito voltar a amar ele, muito mesmo. O que pode ser isso que está acontecendo?
Depois de conflitos intensos, é comum que algo dentro de nós se “proteja”, criando uma espécie de apatia ou distanciamento emocional. Esse vai e-volta entre sentir algo e depois sentir vazio pode indicar conflito interno, culpa ou medo de perder a relação.
Buscar respostas externas o tempo todo tende a aliviar momentaneamente, mas a dúvida retorna. Na psicanálise, olhamos para o que esse conflito revela sobre seus sentimentos, desejos e medos mais profundos. Compreender isso em análise pode ajudar você a decidir com mais clareza.
Buscar respostas externas o tempo todo tende a aliviar momentaneamente, mas a dúvida retorna. Na psicanálise, olhamos para o que esse conflito revela sobre seus sentimentos, desejos e medos mais profundos. Compreender isso em análise pode ajudar você a decidir com mais clareza.
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O que você descreve não é apenas uma dúvida sobre amar ou não amar. A apatia que surgiu depois da briga e se espalhou para outras áreas da sua vida indica que algo ali foi vivido como um corte, algo que não foi elaborado e acabou “silenciando” o desejo.
A oscilação entre querer ficar, sentir culpa, buscar garantias externas e, ao mesmo tempo, perder a atração mostra um conflito interno importante. Amor não desaparece nem retorna por decisão racional, e tentar forçá-lo costuma aumentar a angústia.
A psicanálise oferece um espaço para entender o que mudou em você depois desse acontecimento, o que essa culpa sustenta e por que o desejo ficou tão instável. Quando isso pode ser dito e elaborado, a relação com o outro, e consigo mesma, deixa de ser vivida como um impasse permanente.
Se essa dúvida insiste e te paralisa, ela merece escuta. É exatamente aí que a análise começa.
A oscilação entre querer ficar, sentir culpa, buscar garantias externas e, ao mesmo tempo, perder a atração mostra um conflito interno importante. Amor não desaparece nem retorna por decisão racional, e tentar forçá-lo costuma aumentar a angústia.
A psicanálise oferece um espaço para entender o que mudou em você depois desse acontecimento, o que essa culpa sustenta e por que o desejo ficou tão instável. Quando isso pode ser dito e elaborado, a relação com o outro, e consigo mesma, deixa de ser vivida como um impasse permanente.
Se essa dúvida insiste e te paralisa, ela merece escuta. É exatamente aí que a análise começa.
Sinto muito que você esteja passando por esse momento de tanto peso e confusão interna. É visível o quanto você está tentando se reencontrar no meio desse turbilhão de sentimentos contraditórios.
O que você descreve parece ser um quadro de exaustão emocional. Quando passamos por brigas muito intensas e "feias", o nosso psiquismo muitas vezes cria uma espécie de "anestesia" como forma de proteção. Essa apatia que você sente, e que se estendeu para outras áreas da sua vida, pode ser um sinal de que sua energia emocional foi tão consumida pelo conflito e pela culpa que o seu sistema simplesmente "desligou" para evitar mais dor.
A ansiedade que surge, e a busca por respostas externas como o tarot, mostra o quanto você está desesperada por uma certeza que, no momento, o seu coração não consegue dar. Esse alívio imediato que você sente quando alguém diz que você o ama é a confirmação de um desejo seu: o desejo de que as coisas voltem a ser como antes, sem o peso da culpa ou do medo.
É importante observar que a falta de atração e as comparações podem não ser uma ausência definitiva de amor, mas sim um reflexo dessa desconexão que a briga e o trauma do erro geraram em você. Quando estamos magoados ou nos sentindo culpados, é muito difícil acessar o desejo e a libido.
O fato de você ainda sentir lampejos de alegria, o "frio na barriga" ou imaginar um futuro juntos, indica que o vínculo ainda existe, mas ele está soterrado por camadas de cansaço e autocrítica. A gratidão e o medo do arrependimento são sentimentos válidos, mas eles também podem estar impedindo você de olhar para o que você sente hoje, no presente, sem se cobrar tanto.
Tente ser mais gentil com você mesma agora. Esse estado de apatia não é necessariamente uma escolha ou um ponto final, mas um sintoma de algo que precisa ser elaborado com calma. O amor não é um sentimento linear; ele oscila, silencia e, às vezes, precisa de espaço e cuidado para reaparecer por trás da névoa da ansiedade.
Espero ter ajudado! Fique bem!
O que você descreve parece ser um quadro de exaustão emocional. Quando passamos por brigas muito intensas e "feias", o nosso psiquismo muitas vezes cria uma espécie de "anestesia" como forma de proteção. Essa apatia que você sente, e que se estendeu para outras áreas da sua vida, pode ser um sinal de que sua energia emocional foi tão consumida pelo conflito e pela culpa que o seu sistema simplesmente "desligou" para evitar mais dor.
A ansiedade que surge, e a busca por respostas externas como o tarot, mostra o quanto você está desesperada por uma certeza que, no momento, o seu coração não consegue dar. Esse alívio imediato que você sente quando alguém diz que você o ama é a confirmação de um desejo seu: o desejo de que as coisas voltem a ser como antes, sem o peso da culpa ou do medo.
É importante observar que a falta de atração e as comparações podem não ser uma ausência definitiva de amor, mas sim um reflexo dessa desconexão que a briga e o trauma do erro geraram em você. Quando estamos magoados ou nos sentindo culpados, é muito difícil acessar o desejo e a libido.
O fato de você ainda sentir lampejos de alegria, o "frio na barriga" ou imaginar um futuro juntos, indica que o vínculo ainda existe, mas ele está soterrado por camadas de cansaço e autocrítica. A gratidão e o medo do arrependimento são sentimentos válidos, mas eles também podem estar impedindo você de olhar para o que você sente hoje, no presente, sem se cobrar tanto.
Tente ser mais gentil com você mesma agora. Esse estado de apatia não é necessariamente uma escolha ou um ponto final, mas um sintoma de algo que precisa ser elaborado com calma. O amor não é um sentimento linear; ele oscila, silencia e, às vezes, precisa de espaço e cuidado para reaparecer por trás da névoa da ansiedade.
Espero ter ajudado! Fique bem!
Sua mente parece estar alerta e atenta, consumida pelo susto dos últimos conflitos, isso quebra algumas expectativas anteriores, vc precisa olhar pra si mesma e se perguntar se ele atende seus criterios a longo prazo no companheiro que deseja para construir uma vida juntos.
O que você descreve pode ser um conflito interno entre gratidão, culpa e desejo, que acaba confundindo seus sentimentos pelo parceiro.
Depois de brigas intensas e de um erro que gerou culpa, é comum a mente entrar em estado de vigilância e dúvida, o que pode produzir apatia, comparação com outras pessoas e dificuldade de sentir atração.
A busca por respostas externas, como tarot ou opiniões de terceiros, muitas vezes aparece quando a pessoa tenta aliviar essa angústia e confirmar que ainda ama.
Explorar com calma esses sentimentos e a culpa envolvida pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo dentro de você.
Se sentir que precisa de um espaço online seguro, acolhedor e sem julgamentos para conversar sobre o que você está passando, procure um profissional da área terapêutica. No perfil dos especialistas aqui na plataforma há informações sobre atendimento.
Depois de brigas intensas e de um erro que gerou culpa, é comum a mente entrar em estado de vigilância e dúvida, o que pode produzir apatia, comparação com outras pessoas e dificuldade de sentir atração.
A busca por respostas externas, como tarot ou opiniões de terceiros, muitas vezes aparece quando a pessoa tenta aliviar essa angústia e confirmar que ainda ama.
Explorar com calma esses sentimentos e a culpa envolvida pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo dentro de você.
Se sentir que precisa de um espaço online seguro, acolhedor e sem julgamentos para conversar sobre o que você está passando, procure um profissional da área terapêutica. No perfil dos especialistas aqui na plataforma há informações sobre atendimento.
O que você descreve parece estar relacionado a um conflito psíquico importante que surgiu após a experiência da briga e do erro que você menciona. Em muitos casos, quando há culpa, frustração ou feridas emocionais dentro da relação, o psiquismo pode reagir com um certo distanciamento afetivo como forma de defesa. Essa apatia que você relata, inclusive se estendendo para outras áreas da vida, pode indicar um estado de esgotamento emocional ou um movimento inconsciente de proteção.
Na psicanálise compreendemos que o desejo e o amor não são sentimentos totalmente voluntários ou controláveis pela razão. Eles são atravessados por processos inconscientes, por fantasias, culpas e conflitos internos. Por isso, às vezes a pessoa quer sentir algo conscientemente, mas o inconsciente produz um bloqueio ou uma ambivalência…ou seja, sentimentos contraditórios de aproximação e afastamento.
O fato de você sentir culpa, buscar respostas externas (como no tarot) e oscilar entre momentos de esperança e momentos de distanciamento mostra que existe um conflito interno que ainda não foi elaborado.
Mais do que tentar forçar um sentimento, o caminho mais saudável costuma ser compreender o que está acontecendo dentro de você: o que essa relação representa, o que mudou após os acontecimentos e quais emoções estão sendo mobilizadas.
Um processo de análise, pode ajudar muito nesse momento, justamente para que você possa compreender esses movimentos internos e tomar decisões a partir de uma posição mais consciente de si mesma.
Se quiser, dá uma olhada nos comentários do meu perfil, e se sentir confortável, pode agendar uma sessão.
Um forte abraço.
Na psicanálise compreendemos que o desejo e o amor não são sentimentos totalmente voluntários ou controláveis pela razão. Eles são atravessados por processos inconscientes, por fantasias, culpas e conflitos internos. Por isso, às vezes a pessoa quer sentir algo conscientemente, mas o inconsciente produz um bloqueio ou uma ambivalência…ou seja, sentimentos contraditórios de aproximação e afastamento.
O fato de você sentir culpa, buscar respostas externas (como no tarot) e oscilar entre momentos de esperança e momentos de distanciamento mostra que existe um conflito interno que ainda não foi elaborado.
Mais do que tentar forçar um sentimento, o caminho mais saudável costuma ser compreender o que está acontecendo dentro de você: o que essa relação representa, o que mudou após os acontecimentos e quais emoções estão sendo mobilizadas.
Um processo de análise, pode ajudar muito nesse momento, justamente para que você possa compreender esses movimentos internos e tomar decisões a partir de uma posição mais consciente de si mesma.
Se quiser, dá uma olhada nos comentários do meu perfil, e se sentir confortável, pode agendar uma sessão.
Um forte abraço.
Obrigada por enviar sua dúvida!!!
O que você está sentindo parece ser muito angustiante, e é compreensível que essa dúvida esteja gerando tanta ansiedade em você. Quando um relacionamento passa por conflitos intensos ou por momentos em que sentimos culpa por algo que aconteceu, é comum que nossas emoções fiquem confusas. Às vezes a mente tenta se proteger e acabamos nos sentindo mais distantes ou apáticos, não apenas em relação ao parceiro, mas também em outras áreas da vida.
Percebo também que você busca respostas para aliviar essa incerteza, o que mostra o quanto essa situação é importante para você. Porém, sentimentos não costumam aparecer como certezas absolutas o tempo todo — eles podem oscilar, principalmente quando estamos ansiosos ou emocionalmente sobrecarregados.
Talvez seja mais gentil consigo mesma, neste momento, não se pressionar tanto para ter uma resposta imediata sobre o que sente. Dar espaço para compreender melhor suas emoções, suas culpas, seus medos e o que esse relacionamento representa para você pode ajudar muito.
Conversar com um profissional pode ser um caminho importante para elaborar tudo isso com calma e profundidade, sem julgamentos. Você não precisa lidar com essas dúvidas sozinha. Conte comigo!!!
O que você está sentindo parece ser muito angustiante, e é compreensível que essa dúvida esteja gerando tanta ansiedade em você. Quando um relacionamento passa por conflitos intensos ou por momentos em que sentimos culpa por algo que aconteceu, é comum que nossas emoções fiquem confusas. Às vezes a mente tenta se proteger e acabamos nos sentindo mais distantes ou apáticos, não apenas em relação ao parceiro, mas também em outras áreas da vida.
Percebo também que você busca respostas para aliviar essa incerteza, o que mostra o quanto essa situação é importante para você. Porém, sentimentos não costumam aparecer como certezas absolutas o tempo todo — eles podem oscilar, principalmente quando estamos ansiosos ou emocionalmente sobrecarregados.
Talvez seja mais gentil consigo mesma, neste momento, não se pressionar tanto para ter uma resposta imediata sobre o que sente. Dar espaço para compreender melhor suas emoções, suas culpas, seus medos e o que esse relacionamento representa para você pode ajudar muito.
Conversar com um profissional pode ser um caminho importante para elaborar tudo isso com calma e profundidade, sem julgamentos. Você não precisa lidar com essas dúvidas sozinha. Conte comigo!!!
Em muitos relacionamentos, é comum que sentimentos como amor, dúvida, culpa e ansiedade apareçam misturados. Isso pode gerar uma busca intensa por uma resposta clara sobre o que se sente.
Mas os afetos nem sempre seguem uma lógica simples; às vezes queremos sentir algo e, ao mesmo tempo, nos percebemos distantes ou confusos.
Na psicanálise, essas contradições podem ser trabalhadas com escuta e tempo, para que a pessoa possa compreender melhor o que está em jogo em seus sentimentos e nas próprias escolhas.
Mas os afetos nem sempre seguem uma lógica simples; às vezes queremos sentir algo e, ao mesmo tempo, nos percebemos distantes ou confusos.
Na psicanálise, essas contradições podem ser trabalhadas com escuta e tempo, para que a pessoa possa compreender melhor o que está em jogo em seus sentimentos e nas próprias escolhas.
O que você descreve parece ir além do “amar ou não amar”. Essa apatia voce relata que começou na relação e se estendeu para outras áreas da sua vida pode ser um sinal de que algo te afetou de forma mais profunda. Depois de situações intensas (como brigas e culpa, por exemplo), é comum que o psiquismo “desligue” um pouco como forma de proteção. Isso pode impactar diretamente o desejo, o afeto e até a forma como você percebe o outro. Essa oscilação que você sente, que em um momento sente algo e em outro não, mostra que não é uma ausência total de sentimento, mas algo atravessado por conflitos internos. Buscar por respostas externas, como o tarot, que você citou, também diz muito sobre o quanto isso tem te angustiado. Talvez a questão não seja só “voltar a amar”, mas entender o que mudou dentro de você depois das situações que aconteceram. Um espaço de escuta é sempre aconselhado para você se aproximar dessas respostas com mais calma, sem precisar se forçar a sentir algo. Quando precisar, estou à disposição.
Primeiramente, gostaria de agradecer por compartilhar sua experiência e seus sentimentos.
Talvez o que você esteja vivenciando possa envolver uma culpa inconsciente, possivelmente relacionada à briga que tiveram e ao fato de você já ter mencionado anteriormente que cometeu um erro na relação. Essa culpa pode atuar no inconsciente e se manifestar indiretamente por meio de um bloqueio afetivo, perda de desejo, distanciamento emocional ou até mesmo uma forma de autopunição psíquica.
Em alguns casos, o psiquismo pode expressar algo como: “Talvez eu não me sinta mais merecedor(a) desse amor, nem do prazer que essa relação me proporcionava.”
Esse movimento pode gerar uma espécie de apatia emocional, funcionando como um mecanismo inconsciente de defesa. O desligamento afetivo, em muitas situações, aparece justamente como uma forma de proteção diante de conflitos internos.
Outro ponto possível é o conflito entre o desejo e o superego. Quando esses elementos entram em tensão, podem gerar uma intensa dúvida interna entre permanecer ou ir embora da relação, o que muitas vezes se manifesta como ansiedade constante.
A ambivalência psíquica também pode levar o objeto amado (o parceiro) a ser momentaneamente deslocado para outros objetos, surgindo comparações com outras pessoas. Isso dialoga com o que Sigmund Freud descreve na psicanálise: amor e hostilidade podem coexistir dentro do mesmo vínculo afetivo.
Além disso, o relato de apatia que se estende para outras áreas da vida — como falta de motivação para estudar, se arrumar ou realizar tarefas básicas — pode sugerir uma retração libidinal, na qual a energia psíquica se retira do mundo externo e se volta para o interior do aparelho psíquico, onde conflitos emocionais e culpas inconscientes estão sendo elaborados.
Ao observar o quadro sob uma perspectiva psicanalítica, também é possível considerar que o objeto amoroso ainda está investido psiquicamente. Caso esse investimento tivesse sido totalmente retirado, o discurso tenderia a aparecer mais próximo de: indiferença, ausência de culpa ou um desejo claro de terminar a relação.
Por isso, deixo como reflexão que, em um processo analítico, não haveria pressa em decidir se você ainda ama ou não essa pessoa, nem em tomar decisões precipitadas.
O trabalho seria investigar, com cuidado, as camadas mais profundas dessa experiência — como quem analisa uma árvore até chegar à semente que deu origem a tudo.
Esse processo poderia ocorrer por meio de perguntas que favoreçam o autoconhecimento, como por exemplo:
• O que essa briga representou para você?
• Quais sentimentos podem estar reprimidos dentro dessa relação?
• O que significa, para você, o “erro” que mencionou?
Essas reflexões podem ajudar a compreender melhor o que está acontecendo no seu mundo interno.
Espero ter contribuído, de alguma forma, para ampliar sua compreensão sobre essa experiência e mostrar como esse tema poderia ser trabalhado em um processo psicanalítico, trazendo à consciência conteúdos que ainda podem estar atuando no inconsciente.
Caso você que esteja lendo esta resposta sinta que precisa conversar com um psicanalista, entre em contato para agendarmos uma sessão.
Talvez o que você esteja vivenciando possa envolver uma culpa inconsciente, possivelmente relacionada à briga que tiveram e ao fato de você já ter mencionado anteriormente que cometeu um erro na relação. Essa culpa pode atuar no inconsciente e se manifestar indiretamente por meio de um bloqueio afetivo, perda de desejo, distanciamento emocional ou até mesmo uma forma de autopunição psíquica.
Em alguns casos, o psiquismo pode expressar algo como: “Talvez eu não me sinta mais merecedor(a) desse amor, nem do prazer que essa relação me proporcionava.”
Esse movimento pode gerar uma espécie de apatia emocional, funcionando como um mecanismo inconsciente de defesa. O desligamento afetivo, em muitas situações, aparece justamente como uma forma de proteção diante de conflitos internos.
Outro ponto possível é o conflito entre o desejo e o superego. Quando esses elementos entram em tensão, podem gerar uma intensa dúvida interna entre permanecer ou ir embora da relação, o que muitas vezes se manifesta como ansiedade constante.
A ambivalência psíquica também pode levar o objeto amado (o parceiro) a ser momentaneamente deslocado para outros objetos, surgindo comparações com outras pessoas. Isso dialoga com o que Sigmund Freud descreve na psicanálise: amor e hostilidade podem coexistir dentro do mesmo vínculo afetivo.
Além disso, o relato de apatia que se estende para outras áreas da vida — como falta de motivação para estudar, se arrumar ou realizar tarefas básicas — pode sugerir uma retração libidinal, na qual a energia psíquica se retira do mundo externo e se volta para o interior do aparelho psíquico, onde conflitos emocionais e culpas inconscientes estão sendo elaborados.
Ao observar o quadro sob uma perspectiva psicanalítica, também é possível considerar que o objeto amoroso ainda está investido psiquicamente. Caso esse investimento tivesse sido totalmente retirado, o discurso tenderia a aparecer mais próximo de: indiferença, ausência de culpa ou um desejo claro de terminar a relação.
Por isso, deixo como reflexão que, em um processo analítico, não haveria pressa em decidir se você ainda ama ou não essa pessoa, nem em tomar decisões precipitadas.
O trabalho seria investigar, com cuidado, as camadas mais profundas dessa experiência — como quem analisa uma árvore até chegar à semente que deu origem a tudo.
Esse processo poderia ocorrer por meio de perguntas que favoreçam o autoconhecimento, como por exemplo:
• O que essa briga representou para você?
• Quais sentimentos podem estar reprimidos dentro dessa relação?
• O que significa, para você, o “erro” que mencionou?
Essas reflexões podem ajudar a compreender melhor o que está acontecendo no seu mundo interno.
Espero ter contribuído, de alguma forma, para ampliar sua compreensão sobre essa experiência e mostrar como esse tema poderia ser trabalhado em um processo psicanalítico, trazendo à consciência conteúdos que ainda podem estar atuando no inconsciente.
Caso você que esteja lendo esta resposta sinta que precisa conversar com um psicanalista, entre em contato para agendarmos uma sessão.
O que você está vivendo pode ser muito angustiante, mas não é incomum. Depois de conflitos intensos ou de um momento marcante na relação, é possível que algo em você entre em um estado de defesa. A apatia, a dúvida constante e a oscilação entre sentir algo e depois não sentir nada muitas vezes estão mais ligadas à ansiedade e a um bloqueio emocional do que a uma ausência real de sentimento. O fato de você ainda ter momentos de conexão, sentir algo em alguns instantes e desejar voltar a amar mostra que não é algo simplesmente acabado. Ao mesmo tempo, a busca constante por respostas externas pode alimentar ainda mais a ansiedade e reforçar a dúvida. A psicoterapia pode ajudar você a compreender o que aconteceu internamente após essa briga, o lugar da culpa, o medo de perder e por que esses sentimentos oscilam tanto. O objetivo não é forçar um sentimento, mas entender o que está impedindo ele de fluir de forma mais natural. Você não precisa decidir tudo agora, primeiro é importante se compreender.
O que você descreve costuma aparecer quando há desgaste emocional após conflitos intensos na relação. Brigas fortes, culpa e tensão contínua podem levar a um bloqueio afetivo, causando apatia, ansiedade, confusão sobre os sentimentos e até diminuição da atração.
Isso nem sempre significa que o amor acabou, mas que você pode estar emocionalmente sobrecarregada e tentando entender o vínculo a partir da ansiedade. Por isso surgem momentos de carinho e conexão, seguidos novamente pela dúvida e culpa.
Mais do que decidir agora se deve continuar ou terminar, o importante é compreender o que mudou emocionalmente em você depois dessas experiências. A psicoterapia ajuda a diferenciar amor, culpa e medo de arrependimento, trazendo mais clareza para que a decisão sobre a relação seja feita com segurança emocional, e não apenas pela angústia do momento.
Isso nem sempre significa que o amor acabou, mas que você pode estar emocionalmente sobrecarregada e tentando entender o vínculo a partir da ansiedade. Por isso surgem momentos de carinho e conexão, seguidos novamente pela dúvida e culpa.
Mais do que decidir agora se deve continuar ou terminar, o importante é compreender o que mudou emocionalmente em você depois dessas experiências. A psicoterapia ajuda a diferenciar amor, culpa e medo de arrependimento, trazendo mais clareza para que a decisão sobre a relação seja feita com segurança emocional, e não apenas pela angústia do momento.
Olá. Lamento a situação em que você se encontra. Uma boa opção e fazer uma terapia para compreender seu enlaçamento com todas essas questões. Encontrar em você, o que a mantém e como estruturar para que você viva livre dessas preocupações. Abraço.
Invista em terapia e entenda porque você faz essas escolhas. Você pode investir no processo de terapia online, buscando uma abordagem na psicanálise, que é uma técnica que atua além do sintoma, buscando a origem das acontecimentos e do pensamento que toma conta do dia. Ao longo do processo, é possível acessar conflitos psíquicos que não aparecem de forma racional. Isso permite uma elaboração mais profunda e mudanças mais duradouras.
Sua situação é marcada por uma profunda confusão emocional que se espalhou do relacionamento para outras áreas da sua vida, a qual você deu o nome de apatia. Você vivencia uma batalha interna de sentimentos contraditórios: sente culpa por não sentir aquilo que dizem que é o natural sentir quando se relaciona com alguém, por isso sente alívio quando alguém diz que você ainda o ama, mas a ansiedade e a perda de atração física persistem, misturadas com momentos de esperança e desejo de reacender o amor. Ou seja, você na verdade não sabe o que realmente sente, mas fica presa no “dever” de sentir isso ou aquilo que dizem sobre relacionamentos ou o que chamam de amor. A gratidão pelo passado e o medo do arrependimento dificultam a tomada de decisões, enquanto você anseia por voltar a sentir amor e atração pelo seu parceiro. A apatia generalizada sugere um esgotamento emocional e a necessidade de atenção ao seu bem-estar geral. Para lidar com essa complexa teia de emoções e buscar clareza, o direcionamento mais eficaz seria dedicar tempo para entender seus próprios sentimentos, desejos e o que a briga inicial realmente significou para você. Reconheça a gravidade da apatia que afeta todas as áreas da sua vida.
Talvez você precise ter uma conversa aberta e honesta com ele sobre o que você está sentindo, incluindo a confusão, a apatia, e o seu desejo genuíno de tentar recuperar o amor.
Eu indico apoio profissional com um terapeuta para você. Um profissional pode ajudar a processar o impacto das brigas passadas, entender as raízes da sua apatia e ansiedade, e guiá-la na exploração dos seus verdadeiros sentimentos e desejos, auxiliando no seu bem-estar geral.
Outra providência pode ser propor ao seu parceiro uma terapia de casal, caso ambos estejam dispostos a tentar reconstruir a relação, pode ser fundamental. Ela proporciona um espaço seguro para comunicação, ajuda a identificar padrões de comportamento, a curar feridas antigas e a desenvolver novas formas de conexão e intimidade.
Talvez você precise ter uma conversa aberta e honesta com ele sobre o que você está sentindo, incluindo a confusão, a apatia, e o seu desejo genuíno de tentar recuperar o amor.
Eu indico apoio profissional com um terapeuta para você. Um profissional pode ajudar a processar o impacto das brigas passadas, entender as raízes da sua apatia e ansiedade, e guiá-la na exploração dos seus verdadeiros sentimentos e desejos, auxiliando no seu bem-estar geral.
Outra providência pode ser propor ao seu parceiro uma terapia de casal, caso ambos estejam dispostos a tentar reconstruir a relação, pode ser fundamental. Ela proporciona um espaço seguro para comunicação, ajuda a identificar padrões de comportamento, a curar feridas antigas e a desenvolver novas formas de conexão e intimidade.
A apatia e a falta de atração física não significam necessariamente que o amor acabou, mas que seu sistema emocional está exausto. É como se sua mente tivesse criado um "muro" para você não sofrer mais com os conflitos. A psicanalise vai ajudar muito a entender melhor os seus próprios desejos.
A psicanálise pode ajudar a balizar isso.
Olá,
O que você descreve não é falta de caráter nem “falta de amor simples”, mas um conflito psíquico importante que merece ser compreendido com cuidado.
Pela perspectiva psicanalítica, alguns pontos chamam atenção:
1) Apatia após a briga
Depois do conflito, você relata uma queda geral de energia (estudo, autocuidado, tarefas). Isso pode indicar um estado depressivo reativo, muitas vezes ligado à culpa e ao conflito interno. Quando há algo difícil de elaborar, a psique pode “desligar” como forma de proteção.
2) Ambivalência afetiva
Você descreve duas forças coexistindo:
— momentos de afeto, desejo de futuro, até “frio na barriga”
— seguidos de afastamento, comparação com outros, falta de atração
Na psicanálise, isso é chamado de ambivalência: amor e rejeição coexistem. Não significa ausência de amor, mas dificuldade em sustentar o vínculo sem conflito interno.
3) Busca de respostas externas (tarot)
O alívio momentâneo quando alguém diz “você ainda o ama” indica uma necessidade de confirmação externa. Ou seja, há dúvida interna, e você tenta apaziguá-la fora de você. Mas como o conflito é interno, a ansiedade retorna.
4) Culpa e dificuldade de decisão
Você não consegue terminar por gratidão e medo de arrependimento. Aqui pode haver uma mistura de:
— vínculo real
— culpa pelo “erro”
— medo de perda
— dificuldade em se separar emocionalmente
Isso pode prender você numa posição de indecisão.
O que pode estar acontecendo (síntese)
Não é simplesmente “deixei de amar”.
É mais provável que exista um conflito entre desejo, culpa e vínculo, que está afetando não só a relação, mas sua vitalidade geral.
Um ponto importante
Você diz: “quero voltar a amar ele”.
Na psicanálise, o amor não se produz por decisão.
Ele pode reaparecer quando o conflito é elaborado — ou pode dar lugar a outra verdade emocional.
Caminho possível:
Mais do que tentar forçar um sentimento, o essencial seria investigar:
— O que mudou em você após essa briga?
— O que exatamente você sente culpa?
— O que a proximidade com ele desperta hoje em você?
— O que você teme perder — ele ou o lugar que essa relação ocupa na sua vida?
Consideração final
O mais importante não é decidir rápido, mas compreender o que está acontecendo dentro de você.
Sem isso, qualquer decisão (ficar ou terminar) tende a manter o sofrimento.
Um espaço terapêutico pode te ajudar a organizar isso com mais clareza e menos culpa.
Você não está “quebrada” — você está em conflito.
E conflitos podem ser trabalhados.
Um abraço,
Rosana Viegas Mentora de Carreira e Psicanálise Clínica
O que você descreve não é falta de caráter nem “falta de amor simples”, mas um conflito psíquico importante que merece ser compreendido com cuidado.
Pela perspectiva psicanalítica, alguns pontos chamam atenção:
1) Apatia após a briga
Depois do conflito, você relata uma queda geral de energia (estudo, autocuidado, tarefas). Isso pode indicar um estado depressivo reativo, muitas vezes ligado à culpa e ao conflito interno. Quando há algo difícil de elaborar, a psique pode “desligar” como forma de proteção.
2) Ambivalência afetiva
Você descreve duas forças coexistindo:
— momentos de afeto, desejo de futuro, até “frio na barriga”
— seguidos de afastamento, comparação com outros, falta de atração
Na psicanálise, isso é chamado de ambivalência: amor e rejeição coexistem. Não significa ausência de amor, mas dificuldade em sustentar o vínculo sem conflito interno.
3) Busca de respostas externas (tarot)
O alívio momentâneo quando alguém diz “você ainda o ama” indica uma necessidade de confirmação externa. Ou seja, há dúvida interna, e você tenta apaziguá-la fora de você. Mas como o conflito é interno, a ansiedade retorna.
4) Culpa e dificuldade de decisão
Você não consegue terminar por gratidão e medo de arrependimento. Aqui pode haver uma mistura de:
— vínculo real
— culpa pelo “erro”
— medo de perda
— dificuldade em se separar emocionalmente
Isso pode prender você numa posição de indecisão.
O que pode estar acontecendo (síntese)
Não é simplesmente “deixei de amar”.
É mais provável que exista um conflito entre desejo, culpa e vínculo, que está afetando não só a relação, mas sua vitalidade geral.
Um ponto importante
Você diz: “quero voltar a amar ele”.
Na psicanálise, o amor não se produz por decisão.
Ele pode reaparecer quando o conflito é elaborado — ou pode dar lugar a outra verdade emocional.
Caminho possível:
Mais do que tentar forçar um sentimento, o essencial seria investigar:
— O que mudou em você após essa briga?
— O que exatamente você sente culpa?
— O que a proximidade com ele desperta hoje em você?
— O que você teme perder — ele ou o lugar que essa relação ocupa na sua vida?
Consideração final
O mais importante não é decidir rápido, mas compreender o que está acontecendo dentro de você.
Sem isso, qualquer decisão (ficar ou terminar) tende a manter o sofrimento.
Um espaço terapêutico pode te ajudar a organizar isso com mais clareza e menos culpa.
Você não está “quebrada” — você está em conflito.
E conflitos podem ser trabalhados.
Um abraço,
Rosana Viegas Mentora de Carreira e Psicanálise Clínica
Olá,
Pelo que você conta em seu relato, creio que se beneficiaria com um trabalho de Psicoterapia. São muitas as abordagens, vc precisaria buscar algo com que se indentifique. Sugiro Psicanálise.
Pelo que você conta em seu relato, creio que se beneficiaria com um trabalho de Psicoterapia. São muitas as abordagens, vc precisaria buscar algo com que se indentifique. Sugiro Psicanálise.
Isso pode ser uma mistura de ansiedade + desgaste emocional + queda de energia, e não simplesmente falta de amor.
Tomar uma decisão agora, nesse estado, aumenta muito a chance de arrependimento — que é justamente o que você teme.
Tomar uma decisão agora, nesse estado, aumenta muito a chance de arrependimento — que é justamente o que você teme.
Bom dia, você precisa fazer as sessões de análise para identificarmos os gatilhos e porque aconteceram. Fico a sua disposição para agendarmos uma sessão. Meus atendimentos são online.
O que você descreve não é simplesmente “falta de amor”.
É um estado emocional travado, onde afeto, culpa e ansiedade se misturam até você não conseguir mais distinguir o que sente de verdade.
Perceba o movimento:
depois de uma briga intensa e de um erro seu, algo em você parece ter “desligado”. A apatia não ficou só na relação — ela se espalhou pela sua vida. Isso é importante. Quando o desânimo atinge várias áreas (estudo, autocuidado, rotina), não estamos falando apenas do relacionamento, mas de um esgotamento emocional mais profundo.
A culpa também tem um papel central. Muitas vezes, quando ela é muito forte, o psiquismo cria um afastamento afetivo como forma de defesa. É como se, inconscientemente, você se impedisse de sentir para não entrar em contato com o peso do que aconteceu.
Ao mesmo tempo, existe ambivalência:
em alguns momentos, você sente algo, um frio na barriga, uma imagem de futuro, um certo bem-estar. Em outros, vem o vazio, a dúvida e até a comparação com outras pessoas. Isso não é incoerência. É conflito interno.
A busca por respostas em oráculos ou validações externas (“você ainda o ama”) mostra o quanto você está tentando aliviar a angústia rapidamente. Funciona por instantes, mas não resolve — porque a resposta não está fora.
Sobre a falta de atração: ela raramente desaparece “do nada”. Geralmente é afetada por desgaste, mágoas acumuladas, tensão constante. Relações com brigas intensas frequentes tendem a corroer o desejo.
E aqui entra um ponto delicado:
querer voltar a amar não significa, necessariamente, que o amor ainda está disponível da mesma forma. Às vezes, o desejo de sentir vem mais da história construída, da gratidão e do medo de arrependimento do que do sentimento atual.
Então, o que pode estar acontecendo?
Um estado de esgotamento emocional que ultrapassa o relacionamento
Culpa interferindo diretamente na sua capacidade de sentir
Ambivalência afetiva (querer e não querer ao mesmo tempo)
Desgaste relacional impactando o desejo e a conexão
Ansiedade tentando “resolver” o que precisa ser elaborado
Antes de tomar qualquer decisão sobre continuar ou terminar, o mais importante agora é cuidar de você. Porque, do jeito que está, qualquer escolha será feita a partir da confusão, não da clareza.
Você não precisa decidir se ama ou não neste momento.
Precisa entender o que em você está impedindo esse sentir de aparecer com verdade.
Quando isso começa a se organizar, a resposta vem, e ela costuma ser mais silenciosa do que ansiosa.
Se perceber que isso está difícil de sustentar sozinho, um acompanhamento pode te ajudar a diferenciar o que é sentimento, o que é culpa e o que é apenas cansaço emocional.
Fico à disposição
É um estado emocional travado, onde afeto, culpa e ansiedade se misturam até você não conseguir mais distinguir o que sente de verdade.
Perceba o movimento:
depois de uma briga intensa e de um erro seu, algo em você parece ter “desligado”. A apatia não ficou só na relação — ela se espalhou pela sua vida. Isso é importante. Quando o desânimo atinge várias áreas (estudo, autocuidado, rotina), não estamos falando apenas do relacionamento, mas de um esgotamento emocional mais profundo.
A culpa também tem um papel central. Muitas vezes, quando ela é muito forte, o psiquismo cria um afastamento afetivo como forma de defesa. É como se, inconscientemente, você se impedisse de sentir para não entrar em contato com o peso do que aconteceu.
Ao mesmo tempo, existe ambivalência:
em alguns momentos, você sente algo, um frio na barriga, uma imagem de futuro, um certo bem-estar. Em outros, vem o vazio, a dúvida e até a comparação com outras pessoas. Isso não é incoerência. É conflito interno.
A busca por respostas em oráculos ou validações externas (“você ainda o ama”) mostra o quanto você está tentando aliviar a angústia rapidamente. Funciona por instantes, mas não resolve — porque a resposta não está fora.
Sobre a falta de atração: ela raramente desaparece “do nada”. Geralmente é afetada por desgaste, mágoas acumuladas, tensão constante. Relações com brigas intensas frequentes tendem a corroer o desejo.
E aqui entra um ponto delicado:
querer voltar a amar não significa, necessariamente, que o amor ainda está disponível da mesma forma. Às vezes, o desejo de sentir vem mais da história construída, da gratidão e do medo de arrependimento do que do sentimento atual.
Então, o que pode estar acontecendo?
Um estado de esgotamento emocional que ultrapassa o relacionamento
Culpa interferindo diretamente na sua capacidade de sentir
Ambivalência afetiva (querer e não querer ao mesmo tempo)
Desgaste relacional impactando o desejo e a conexão
Ansiedade tentando “resolver” o que precisa ser elaborado
Antes de tomar qualquer decisão sobre continuar ou terminar, o mais importante agora é cuidar de você. Porque, do jeito que está, qualquer escolha será feita a partir da confusão, não da clareza.
Você não precisa decidir se ama ou não neste momento.
Precisa entender o que em você está impedindo esse sentir de aparecer com verdade.
Quando isso começa a se organizar, a resposta vem, e ela costuma ser mais silenciosa do que ansiosa.
Se perceber que isso está difícil de sustentar sozinho, um acompanhamento pode te ajudar a diferenciar o que é sentimento, o que é culpa e o que é apenas cansaço emocional.
Fico à disposição
Sou Maria Auxiliadora, psicanalista e posso a te ajudar a rever estes seus sentimentos e escutar sua História. Existe um caminho terapêutico para que você se reconecte com você primeiro e depois com seu parceiro.
Especialistas
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