O que é avaliado na avaliação neuropsicológica para Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

3 respostas
O que é avaliado na avaliação neuropsicológica para Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Avalia-se, na neuropsicologia, para Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), as funções executivas (planejamento, flexibilidade cognitiva, inibição, tomada de decisão), memória e atenção, processamento visuoespacial, e também a regulação emocional, impulsividade, autoimagem, padrões de relacionamento, memória (verbal e visual), e capacidade de insight. Há, também, a possibilidade de distinguir outras condições como TDAH ou TEA, utilizando testes, observação clínica e entrevista para um perfil cognitivo-emocional completo e diagnóstico preciso, focando, de maneira individualizada, nos déficits centrais do transtorno.

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Na avaliação neuropsicológica do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são avaliados:

Funções executivas (controle inibitório, tomada de decisão, flexibilidade cognitiva)

Atenção (especialmente sob estresse emocional)

Impulsividade

Regulação emocional

Cognição social (interpretação de rejeição, ameaça e intenções alheias)

Impacto funcional no cotidiano

O foco é compreender como a instabilidade emocional interfere no funcionamento cognitivo e comportamental, e não identificar déficits cognitivos globais
Tânia Regina Holanda Bezerra
Psicóloga & Hipnoterapeuta
CRP 17/8125
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Na avaliação neuropsicológica no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline, o foco não é confirmar o diagnóstico em si, mas compreender como determinadas funções cognitivas e emocionais estão organizadas e como elas se alteram diante de estresse, vínculos e emoções intensas. Avalia-se, principalmente, como a pessoa processa informações, toma decisões e regula respostas quando está emocionalmente ativada, algo central no funcionamento do TPB.

Costumam ser investigadas funções como atenção e concentração, especialmente a capacidade de manter o foco quando há estímulos emocionais envolvidos, além da memória de trabalho, que é aquela usada para sustentar informações enquanto se pensa ou age. Também se observa o controle inibitório, ou seja, a habilidade de frear impulsos e respostas automáticas, já que no TPB essa função tende a oscilar bastante conforme o estado emocional do momento.

Outro aspecto importante é a flexibilidade cognitiva, que envolve a capacidade de mudar de estratégia, considerar outros pontos de vista e sair de pensamentos rígidos ou do tipo tudo ou nada. Avalia-se ainda o planejamento, a organização e a tomada de decisão, especialmente em situações que envolvem recompensa, frustração ou risco, pois muitas pessoas com TPB relatam saber “o que seria melhor fazer”, mas não conseguir acessar isso no calor da emoção.

Além das funções cognitivas, a avaliação considera o impacto das emoções sobre o desempenho. Muitas vezes, a pessoa apresenta resultados preservados em contextos neutros, mas queda significativa quando tarefas exigem tolerância à frustração ou envolvem estímulos emocionais. Isso ajuda a entender que as dificuldades não são globais nem fixas, mas dependentes do nível de ativação emocional.

Vale refletir se você percebe que seu funcionamento muda muito conforme o estado emocional, se sente que “trava” cognitivamente em conflitos ou vínculos importantes, ou se depois de crises demora a recuperar clareza mental. Essas informações, quando integradas à psicoterapia, ajudam a ajustar o tratamento de forma mais realista e menos autocrítica. Caso precise, estou à disposição.

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