Olá,eu sempre achava que sou louca por me sentir assim,tenho duas filhas,uma de 23 e uma de dezoito

69 respostas
Olá,eu sempre achava que sou louca por me sentir assim,tenho duas filhas,uma de 23 e uma de dezoito nunca consegui sentir esse arrebatamento de mãe,sou bem fria com elas,inclusive elas reclamam que não abraço ou beijo constantemente.Não consigo sentir falta delas quando viajam,e mais velha quando casou,todos ficaram esperando que eu fosse chorar,ou algo assim.Mas não senti nada.Tenho muita culpa por isso e sempre pesquiso pra saber se mais pessoas tem esse problema.Devo fazer psicanálise pra descobrir o motivo desse desapego?
 Lucas Nunes
Psicólogo, Psicanalista
Aracaju
Todas as abordagens da psicologia tem seus benefícios, assim como a psicanálise. Deste modo, independente da abordagem, parece que seria interessante buscar terapia/análise, pois, como você mesma comentou, tal situação acaba gerando sentimento de culpa.

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O sentimento de culpa é uma questão hoje para você, é o que está mais emergente...talvez em uma terapia você consiga chegar a outros conteúdos... ou não. Cuide de você, procure sim uma terapia.
Um lugar de fala, de escuta, de acolhimento são propiciados em uma terapia. Abraço!
 Clarice Coelho
Psicanalista, Psicólogo
Curitiba
O fato de você já considerar a busca pela ajuda terapêutica já é um bom indício. Afinal, tudo que pudermos fazer para entendermos nossas demandas, nossas angústias, nossas questões, de alguma forma nos propicia manejo diante da vida e em face destas inquietações que nos consomem. O processo analítico é de extrema relevância caso queira se ouvir e se implicar em um tratamento. Acredito que vale a pena!
 Cleide Marchiotti
Psicólogo, Psicanalista
Maringá
Olá! Uma análise é sempre muito importante, pois vc tem vários questionamentos. Penso que vale a pena buscar por ajuda para seu autoconhecimento e benefícios. O fato de se questionar, ja demonstra alguma coisa bem importante. Como diz uma frase que gosto muito e não me recordo o autor; "fazer terapia é como aprender a ler a si mesmo, vc nunca sai ileso diante do autoconhecimento e seria um enorme desperdício morrer analfabeto da própria história". Recomendo; faça análise!
 Jéssica de Lima Leite
Psicólogo, Psicanalista
Taubaté
Se há angústia, é um ótimo início para análise!!
Procure uma ajuda profissional, fale dessa angústia. Tenta identificar suas referências maternas, e o que você desejou enquanto mãe.
Importante pensar sobre a própria vida, e como você se relaciona afetivamente com as pessoas. Se conhecendo melhor, não precisa se ver como “louca”.
Dra. Kennia Wandenkolk
Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá!!! Seu relato chama a atenção por você se auto rotular como "louca" e sentir culpa por não atender às expectativas do que você considera "normal" . Certamente a análise vai te ajudar muito a se conhecer, a se libertar de rótulos e, principalmente a poder falar com liberdade e sem julgamento sobre algo que tanto a perturba. Busque ajuda profissional, sim!!!
 Silvane dos Reis Rodrigues
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá, é importante você se dá conta em buscar ajuda psicológica. Você deixa claro quantos questionamentos a ser analisados. Para que alivie suas angústias a psicoterapia é o caminho.
 Maria Alice Nahes
Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá. É importante dizer já de início que ser mãe corresponde a uma função - materna - e que cada mulher irá ter o seu jeito próprio e particular de desenvolvê-la. Não existe certo e errado, bom ou ruim, mas sim uma maneira singular de ser mãe e de se relacionar com os seus filhos. Assim sendo, o que uma terapia psicanalítica pode te acrescentar em relação a esse aspecto é a reflexão acerca da culpa e da sensação de "ser louca" que você relata como questão, podendo repensar os motivos que fazem com que você se sinta assim, buscando promover, portanto, novas formas de lidar com essas percepções. Espero ter auxiliado. Estou à disposição.
Prezada, percebo que voce achava e não acha mais que estava louca, assim como percebo que voce considera desapego seu modo de ser. Eu não entendi qual é a sua questão, no fundo voce se considera normal e acredita estar correto seu jeito frio e distante de amar suas filha, que já estão crescidas. Não sei se voce precisa de psicoterapia ou se precisa de alguém que te absolva dos teus "pecados" que te geram "culpas". Se suas filhas precisarem de atendimento psicoterápico, vale a pena investir neste processo.
 José Antonio Reis
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Se você desejar fazer uma análise para se conhecer melhor, ótimo. Autoconhecimento nunca é demais. Mas o que você relatou, por si só, não configuraria um "problema". No meu entendimento o seu sentimento de culpa vem muito mais de um discurso cultural de "o que é ser mãe" e de como uma mãe deve se comportar do que uma questão propriamente sua.
Dr. Guilherme Bcheche
Psicanalista
São Paulo
A psicanálise pode te ajudar a lidar com a sua angústia e entrar em contato com seu inconsciente. Com um tratamento bem conduzido, é possível dar uma nova direção às suas insatisfações. De qualquer maneira, é importante dizer que, como outros colegas pontuaram, ser mãe não é uma fórmula pronta que serve para todas - a sua maneira de ser mãe é única e não precisa estar necessariamente adequada a qualquer tipo de padrão.
 Elizabeth Sartori
Psicanalista
São Paulo
Quem é a mãe senão aquela que cuida. Cada pessoa tem uma personalidade. Tem mulheres que são governadas pelos pensamentos, conceitos, etc, outras são pelas possibilidades de que algo vai acontecer, outras são mais sensíveis, outras .... Por que acreditar que deve seguir um padrão?
Bem, mas se está incomodando, o autoconhecimento poderá esclarecer.
 Roberta Veloso de Matos
Psicanalista
São Paulo
Olá, boa noite! Me parece que se há uma questão que esteja lhe incomodando e você se preocupa com os desdobramentos dessa questão faz sentido buscar um espaço que você se sinta confortável.
 Sheila Pareschi
Psicanalista, Psicopedagogo
Nova Friburgo
Sim, mais pessoas têm esse problema.
Não acredite no mito da mãe perfeita, no instinto materno inato, em conexão imediata mãe e filho. Foram criados para sustentar uma sociedade em que o papel da mulher era ser cuidadora e acabava sendo o projeto de vida delas.
Você foi mãe, e é, fora de todos os padrões, da sua maneira. Se seu modelo própria de maternidade incomoda você e trás desconforto, a psicanálise pode ajudar a ressignificar suas emoções e a reconstruir a maternidade sem culpas.
 Sandra Quintino
Psicanalista
São Paulo
Olá como vai ? Sim acredito que a Psicanálise possa colaborar muito na sua situação. Sinta-se abraçada. A maternidade não é fácil e lidar com a expectativa do outro é muito desgastante. Nas sessões semanais todas essas questões e outras que você quiser trazer são trabalhadas e trazem alívio depois de certo tempo. Um ambiente acolhedor com uma escuta profissional e sem julgamentos pode ser muito bom.
 Talita Azevedo
Psicanalista
Niterói
Com certeza é possível investigar é tratar esses sintoma ,eles eles estão relacionados à algo relacionado a sua infância.
 Maíra Souza
Psicólogo, Psicanalista
Brasília
Olá! Se isso que você relata gera um sofrimento em você como a culpa, por exemplo, sim!
Uma análise, ajudaria muito a você entender esses sentimentos e a construção da sua maternidade.
Abraço.
Dra. Crisélia Sanromán Barral
Psicanalista, Psicólogo
Brasília

Olá. Tentar explicar ou entender o que ocorre com você em relação aos sentimentos maternos sem saber sua história infantil é impossível. Pode ter ocorrido inúmeras circunstâncias traumáticas, que não necessitam ser violentas, que fizeram você se defender do sentimento de apego (afeto). Há muitos anos tratei uma pessoa que possuía essas mesmas sensações que você descreve e sentia muita culpa, o que ocorreu é que ela foi adotada e isso causou uma supressão afetiva como forma de defesa, ao longo do tratamento pode viver a emoção de amar seus filhos. Outra pessoa que possuía essas mesmas características, que acompanhei junto a uma colega em supervisão, possuía uma história infantil de maltrato emocional provocado pela sua mãe. No decorrer da analise descobrimos que evitava contato com seus filhos por temer ser tão violenta quanto a sua mãe. Outra ainda tinha sofrido inúmeras perdas afetivas por morte desde muito cedo em sua vida, assim evitava se apegar a sua prole para não sentir a dor da perda novamente. Esses são alguns exemplos, mas cada caso tem suas motivações singulares. Procure um psicanalista, não perca a oportunidade de sentir os sentimentos que a maternidade nos pressente-a. Mesmo aqueles como a frustração e desgosto são verdadeiros alimentos para nossa psiquê.
 Leonardo Zaiden Longhini
Psicólogo, Psicanalista
Ribeirão Preto
Olá! Um psicoterapeuta ou psicanalista qualificado vai poder te acompanhar e escutar os detalhes da sua história, com isso permitindo compreender melhor aquilo que te angustia. É arriscado supor qualquer causa sem antes esclarecer e conhecer especificidades suas. O desapego e a culpa podem ocupar funções importantes na sua vida, e um início de análise permitirá você formular questões sobre isso.
Boa noite!
O que pensei ao ler sua pergunta foi que o questionamento por si só já é um movimento e não é pouca coisa! O movimento vem quando existe um incômodo ou algo não vai bem, mesmo que você ainda não saiba ao certo o que é... então aproveite este momento e comece um trabalho psicanalítico para que vocês (você e seu/sua analista) possam investigar o que alimenta esta falta de afeto e com o tempo, você terá "novos olhares" para você, para mundo e poderá descobrir outras possibilidades de ser!
Espero ter ajudado um pouquinho e fico à disposição para outras perguntas!
Abraços!
Ana
 Rosana Britva
Psicanalista
São Paulo
Sim, a minha resposta é: sim, você deve fazer analise! Através do processo analítico você descobrirá os motivos de agir, se sentir assim. Estou à sua disposição!
 Ruan Pablo
Psicanalista
Caratinga
Olá! Se isso tudo te causa algum desconforto, deve sim. Se você acha importante entender suas estruturas emocionais e como elas afetam a sua vida, a psicanálise pode ser de grande ajuda. Além desse movimento de autoconhecimento falar com alguém que possa te oferecer uma escuta aberta e acolhedora provavelmente trará para você um grande alívio dessa culpa.
 Rondineli Souza
Psicanalista
Centro
Olá, sua fala é muito interessante! Existe um grito dentro de você, incomodando o seus pensamentos. Escolha fazer análise, terei uma enorme alegria em ajudar a você a construir uma verdadeira aceitação de tudo que a vida é exclusivamente em você primeiro.
Boa noite. O fato é que vivemos em sociedade e, para podermos estar com os outros, somos obrigados a seguir o que os outros querem, até mesmo a sentir o que a sociedade impõe. E muitos vezes o que essa sociedade impõe como o melhor para a maioria, para uma minoria não é. A maternidade com certeza não é para todas as mulheres, mas como a sociedade impõe que deveria ser, aquelas mulheres que não conseguem se sentir mães com certeza se sentirão culpadas e podem adoecer. É possível escolher não ser mãe, mas e as que já são e não se sentem assim? É importante que tenham um espaço de reflexão, com a escuta de um psicanalista/psicólogo que não repitam as imposições da sociedade, a fim de que a paciente possa compreender o que se passa com ela, com diminuição da angústia e a possibilidade de entrar em contato com seus sentimentos mais profundos. Boa sorte. Abraços
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Boa tarde querida! Com certeza a hipnoterapia pode te ajudar muito a se conhecer, a se libertar e a expor suas dores e medos com liberdade e principalmente a ressignificar tudo isso que te perturba! Busque ajuda profissional, sim!!!
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 Tatiana Pitthan
Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! Isso não significa necessariamente um desapego. Pode ser sua forma de ser, em função de sua personalidade ou por algum bloqueio emocional antigo que ainda não conseguiu identificar. Em sessões de psicanálise, sim, irá refletir sobre esses sentimentos e se entender melhor!
O vínculo que atualmente conhecemos entre mãe e filho não existia até o século XVIII. Como havia uma alta mortalidade, a tendência era que a mãe não se "apegasse" aos filhos. Mais do que isso: de acordo com P. Ariés, culturalmente falando, a criança era um "adulto em miniatura", portanto, já tendo uma gama de responsabilidades a cumprir. Por esta lógica, tais crianças não precisavam da proteção dos pais.
Havia outras questões: as mulheres mais aristocratizadas não estavam dispostas a perder suas posições na Corte para cuidar dos filhos. Muitas temiam que a amamentação - incluindo-se aí o cheiro do leite - afastasse o marido. Daí o uso recorrente das amas-de-leite.
Com esta brevíssima recuperação histórica, quero dizer que a relação amorosa entre mãe e filho é uma construção social. Porém, esta reflexão tem pouca potência explicativa para experiências subjetivas como a sua. Recomendo que você procure um psicanalista para entender as razões da ausência de investimento libidinal em relação aos filhos. É provável que haja algum "gozo" neste posicionamento que você só compreenderá sendo escutada por um profissional. Coloco-me à disposição.
 Mario Eduardo Paes
Psicanalista
Campinas
Olá, seria impossível em poucas palavras fazer um diagnóstico assertivo quanto aos seus relatos, mas acredito que posso ajudá-la fazendo você refletir, então vamos lá.
Diga pra você mesma o que é ser uma boa mãe? O que seria uma mãe ideal? Responda não olhando para o modelo da sociedade, mas sim, olhando para dentro de você, para seu conceito e visão de que é ser uma boa mãe. Aliás, durante a sua jornada como mãe, como você se vê? Acha que fez o seu melhor?
Bem, só você tem essas respostas, gostaria de fazer muitas outras perguntas para você refletir, pois se questionando e refletindo, você poderia entender qual a possível razão do seu sentimento de culpa. Seria por causa da idealização que as pessoas fazem da figura materna? Se for isso, esse ideal é da sociedade e não seu, sendo assim, você não deveria se sentir culpada, caso você entenda que tenha feito seu melhor (seu papel enquanto figura materna).
Procure através da análise ter esse entendimento sobre essa sua culpa/desapego, se precisar de ajuda conte comigo. Boa sorte!
 Daniela Branco
Psicanalista
São Paulo
Olá, você diz não sentir nada, mas sente culpa. E interessante que no seu relato a culpa está relacionada ao que vem do outro, do não arrebatamento da maternidade, da ausência física das suas filhas, do que suas filhas relatam sobre você não abraçar ou beijá-las e também das pessoas esperarem que você chore no casamento da sua filha, mas você não chorou. Será que esta culpa é do que vc diz não sentir ou a culpa de decepcionar as expectativas alheias? Como psicanalista eu acredito que a psicanálise pode ser uma ótima ferramenta para você pensar estas questões que coloca em seu relato e ir mais fundo na questão do desapego e da culpa. Se quiser ajuda, conte comigo!
Dra. Vanessa Cosentino
Psicanalista
São Paulo
A terapia é um local no qual vc será escutada e acolhida em suas angústias. Se a forma como vc encara a sua maternidade lhe gera culpa, é sobre a culpa que a terapia irá tratar. Não há um modelo correto de maternidade e a sociedade idealiza em grande medida esse papel. Ser mãe, é ser humana e como tal, cada uma tem a sua forma individual de ser.
 Rita Martins
Psicanalista
Rio de Janeiro
Acredito que a resposta a sua pergunta possa estar relacionada a sua família de origem. Neste sentido, gosto muito da abordagem da teoria sistêmica. Afinal, é preciso estudar o passado, para entender o presente para assim poder fazer diferente no futuro.
 Daniel Strucchi
Terapeuta complementar, Psicanalista
Rio de Janeiro
Se você está se sentindo culpada por não ter o vínculo emocional que espera-se que uma mãe tenha com seus filhos e quer entender essas questões, uma terapia pode ser uma boa opção para você. O objetivo da psicanálise é ajudar as pessoas a compreender suas emoções, pensamentos e comportamentos, e pode ser uma forma eficaz de tratar questões relacionadas à relações familiares, incluindo vínculos maternos. O terapeuta pode trabalhar com você para compreender as razões por trás desses sentimentos e ajudá-la a encontrar maneiras de melhorar as relações com seus filhos.
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 Rafael Haddad
Psicanalista, Terapeuta complementar
Niterói
Faça qualquer linha terapêutica. De verdade, não há linha certa. Existe aquela que funciona para você. O objetivo da terapia não é resolver problema: É promover felicidade. Muitos problemas apenas deixarão de afetá-la quando estiver completa consigo mesma. A felicidade salva.

Busque um profissional de confiança. Isso fará toda diferença.
Respondendo diretamente a sua pergunta, acredito que seria muito interessante se você se engajasse numa busca mais atenta para entender melhor essa sua angústia.
Visto que você nomeou a psicanálise, creio que ela poderia, sim - por seus pressupostos - ser uma abordagem muito adequada para seu caso e que permitiria compreender mais o porquê do seu sentimento de culpa e não só: frequentemente, uma questão puxa a outra e, assim, podemos perceber o que está agindo, de fato, na manutenção daquele sofrimento.
Fique bem.
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 Rayoni Ray
Psicanalista
São Sebastião
Olá, espero que fique bem. Ninguém oferece aquilo que não tem [porque não teve e/ou não aprendeu a ter]. A Psicanálise certamente te ajudará a investigar as causas desse comportamento e, ao tomar consciência delas, poderá aprender a desenvolver o afeto que, inconscientemente, você também reivindica para si. Abraço
 Ness Liendo
Psicanalista
Belo Horizonte
Olá! Parece que você está passando por um momento difícil ao lidar com a falta de conexão emocional com suas filhas. É comum que as pessoas se questionem e se culpem por não sentir certas emoções que parecem ser esperadas em situações como essa. A psicanálise pode ser uma ferramenta valiosa para ajudá-la a entender melhor suas emoções e a origem desse desapego. Será importante explorar seu passado, sua história familiar e os relacionamentos significativos em sua vida para obter uma compreensão mais profunda de como você aprendeu a formar laços emocionais. Um psicanalista pode ajudá-la a trabalhar na culpa que está sentindo e a descobrir maneiras de construir conexões saudáveis ​​com suas filhas. Lembrando que a psicanálise é um processo individual, então o foco será você e suas emoções predominantes. Boa sorte e espero que você encontre ajuda e orientação para esta questão.

Olá! Primeiramente, quero dizer que é muito corajoso da sua parte compartilhar seus sentimentos dessa maneira. Cada pessoa é única e todas nós vivenciamos a maternidade de formas diferentes. Não existe uma única maneira "certa" de ser mãe, e sentimentos de desapego não são necessariamente incomuns.
É importante lembrar que os relacionamentos familiares e as emoções são complexos. Não sentir um arrebatamento emocional intenso em relação aos filhos não significa que você não os ama ou se importa com eles. As emoções variam de pessoa para pessoa e podem ser influenciadas por várias circunstâncias, experiências de vida, personalidade e outras questões.
Se você está sentindo culpa em relação a isso, é compreensível, mas também é importante ser gentil consigo mesma. A psicanálise pode ser uma opção interessante para entender mais profundamente seus sentimentos e talvez descobrir os motivos por trás desse desapego aparente. Um profissional de psicanálise pode ajudá-la a explorar suas emoções, sua história de vida e possíveis fatores que possam estar contribuindo para esses sentimentos.
Lembre-se de que buscar ajuda não significa que há algo "errado" com você. É uma oportunidade de autodescoberta e autoconhecimento, o que pode ser benéfico em várias áreas da vida. Independentemente da direção que você escolher, seja aberta consigo mesma e permita-se explorar esses sentimentos de forma saudável.
Seja paciente com você mesma e lembre-se de que você está buscando maneiras de entender e melhorar seu relacionamento com suas filhas. O importante é trabalhar em direção a um entendimento mais profundo de seus próprios sentimentos e, possivelmente, encontrar maneiras de se conectar com suas filhas de maneira que seja autêntica para você.
Prof. Paola Verlangieri
Psicanalista
Sorocaba
Olá, entendo sua colocação. Maternidade não tem receita, e pode ser uma experiência diferente para cada família.
Todas temos nossas personalidades e história, que nos constituem como seres viventes e, que regem nossas interações. Mas o mais complexo nas relações, é lidar com a expectativa do outro.
Na sua fala fica claro que isto a incomoda. E o fato de você relatar esta situação aqui, indica que você quer ajuda. Sábia atitude!
Desta forma, sugiro que você busque por terapia.
Penso que a psicanálise é uma abordagem que pode ajudá-la no processo de autoconhecimento nos seus relacionamentos e seus afetos.
 Diogo Betini
Psicanalista
Vitória
É importante lembrar que cada pessoa tem uma maneira única de experimentar e expressar emoções, incluindo o amor maternal. Não se sentir arrebatada por emoções fortes ou não demonstrar afeto de maneiras convencionais não significa que você não se importa com suas filhas. A experiência emocional e a expressão de afeto variam muito entre as pessoas.Sentir culpa por isso pode ser um sinal de que você está preocupada com o bem-estar emocional de suas filhas, o que, por si só, é uma forma de cuidado. A psicanálise, ou outras formas de terapia, podem ser úteis para explorar esses sentimentos e entender melhor suas emoções e reações. Um profissional pode ajudá-la a compreender suas experiências e encontrar maneiras de se conectar com suas filhas de uma forma que seja autêntica para você.
 Lucas Jerzy Portela
Psicanalista
Salvador
"Dever" não é um bom verbo quando se trata de pedir por uma psicanálise a um psicanalista - mas acho que você pode sim agendar uma sessão com um psicanalista e ver que efeitos tem, não...?
 Paulo Bonzanini
Psicanalista
Santo André
Primeiramente, é importante reconhecer e validar seus sentimentos. A experiência que você descreve, de não sentir o arrebatamento ou conexão emocional intensa que muitas vezes é associada ao papel de mãe, pode ser profundamente confusa e fonte de culpa. No entanto, você não está sozinha nessa experiência. A maternidade é vivenciada de formas muito diversas e é influenciada por uma ampla gama de fatores psicológicos, sociais e culturais.

Sobre a Psicanálise
Optar pela psicanálise pode ser um caminho valioso para explorar os sentimentos e pensamentos que você tem em relação à maternidade e às suas relações com suas filhas. A psicanálise foca no entendimento profundo dos processos mentais inconscientes, o que pode ajudar a descobrir as raízes de seus sentimentos de desapego.

Benefícios Potenciais da Psicanálise:
Compreensão mais profunda de si mesma: Ajudará a explorar aspectos do seu inconsciente que podem estar influenciando seus relacionamentos e sentimentos atuais.

Processamento de sentimentos de culpa: Fornecerá um espaço seguro para enfrentar e trabalhar quaisquer sentimentos de culpa ou inadequação que possa estar sentindo.

Exploração das relações passadas e presentes: Pode revelar como suas experiências passadas estão moldando suas relações atuais, incluindo a relação com suas filhas.

Desenvolvimento de novas formas de se relacionar: Poderá explorar maneiras de construir ou fortalecer seu vínculo emocional com suas filhas, dentro de suas capacidades e de forma autêntica para você.

Considerações
Individualidade da Experiência Materna: É importante lembrar que a maternidade é vivida de maneira única por cada pessoa. Não existe uma única maneira "correta" de ser mãe, e os sentimentos de desapego não a fazem menos mãe ou menos capaz de amor.

Auto-Compaixão: Seja gentil consigo mesma durante esse processo. Explorar esses sentimentos pode ser desafiador, mas também é um ato de coragem.

Próximos Passos
Se decidir prosseguir com a psicanálise, procure um profissional qualificado que faça você se sentir confortável e compreendido. É importante ter uma boa relação terapêutica, onde você se sinta segura para explorar seus sentimentos e pensamentos mais íntimos.

Lembrar que buscar entender-se melhor e desejar melhorar suas relações já é um ato de amor significativo.
 Solange Sousa
Psicanalista
Guarulhos
É compreensível que você esteja se sentindo confusa e culpada por não experimentar os sentimentos esperados em relação às suas filhas. É importante reconhecer que cada pessoa tem sua própria maneira de expressar amor e afeto, e que nem todos os pais experienciam o mesmo tipo de vínculo emocional com seus filhos.

A psicanálise pode ser uma ferramenta útil para explorar suas emoções e entender as origens do seu desapego emocional em relação às suas filhas. Um psicanalista pode ajudá-la a explorar experiências passadas, traumas ou conflitos inconscientes que possam estar influenciando suas relações familiares.

No entanto, é importante abordar essa questão com compaixão e sem julgamento. Não há nada de "errado" em não sentir o arrebatamento emocional esperado em relação aos filhos. Cada pessoa é única e suas experiências emocionais podem ser influenciadas por uma variedade de fatores.

Além da psicanálise, também pode ser útil procurar outras formas de apoio, como terapia familiar ou grupos de apoio para pais. Esses recursos podem oferecer um espaço seguro para compartilhar suas preocupações e receber suporte de outras pessoas que possam estar passando por experiências semelhantes.

Lembre-se de que você não está sozinha nessa jornada e que buscar ajuda é um passo corajoso em direção ao autoconhecimento e ao crescimento pessoal. Estou aqui para oferecer suporte e orientação ao longo desse processo, e espero que você encontre as respostas e o apoio de que precisa para lidar com essa questão.
Dr. Rubens Torres
Psicanalista
Hortolândia
A Psicanalise vai te ajudar a entender porque deste comportamento
A psicanálise busca acessar conteúdos reprimidos ou inconscientes que podem estar contribuindo para sintomas psicológicos, padrões de comportamento disfuncionais ou conflitos internos. Essa abordagem visa trazer à luz os desejos, impulsos, traumas e fantasias inconscientes que podem estar influenciando o sofrimento emocional do paciente.

Nós damos ao outro o que recebemos durante a nossa vida.

Te convido a agendar uma consulta online através do site Doctoralia, clicando no botão "agendar uma visita".
 Felipe Firenze
Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! O que você compartilhou demonstra um sofrimento profundo e uma busca por respostas. O sentimento de culpa e a dificuldade de se conectar emocionalmente com suas filhas podem ter raízes complexas, relacionadas a experiências passadas ou questões emocionais não resolvidas. A psicanálise pode ser um caminho importante para compreender essas dinâmicas e lidar com esses sentimentos. Estarei à disposição para acolher você nesse processo.

Dra. Stephanye Lopes
Psicanalista, Psicólogo
Moema
Olá! O que você sente é algo que merece ser explorado com cuidado, sem julgamentos. A psicanálise pode ser muito útil para entender as raízes desse desapego emocional e a culpa associada, ajudando a identificar possíveis padrões de sua história de vida que influenciam esses sentimentos. É um espaço seguro para você se compreender melhor e, possivelmente, transformar a relação consigo mesma e com suas filhas. Estarei à disposição para ajudá-la nesse processo, caso decida iniciar a terapia.
 Flavia Palermo
Psicanalista, Terapeuta complementar
Campinas
Olá,
Acredito que esse é um caminho, amar? com esse pequeno texto que deixou sobre sua história, reflete seu vazio, nas sessões de psicanálise escuto toda ela, e você pode entender como isso foi criado, mas uma dica, abrace suas filhas, não temos todo tempo do mundo para dizer "eu te amo" sinta o calor de suas obras de arte (2 filhas) e começe a ser feliz.
 Alexandre Pedro
Psicanalista, Terapeuta complementar
São Paulo
É muito positivo que você esteja refletindo sobre seus sentimentos e buscando entender melhor a situação. Não, você não é louca – cada pessoa tem formas únicas de expressar emoções, e o que você sente (ou não sente) pode estar ligado a fatores emocionais ou experiências passadas que talvez nem perceba conscientemente. A psicanálise pode, sim, ser uma ótima ferramenta para explorar as causas desse desapego e trabalhar essa relação com suas filhas, ajudando você a lidar com a culpa e a se conectar de formas mais naturais e confortáveis. O mais importante é que você já deu o primeiro passo ao querer entender e melhorar. Buscar ajuda é um ato de coragem e cuidado consigo mesma e com suas filhas.
Espero ter ajudado!
 Rosalia Sousa
Psicanalista
Fortaleza
Olá, diante do seu relato, iniciar o processo de análise será algo positivo para sua vida, pois a psicanálise ajuda a compreender as questões inconscientes de cada paciente e também ajuda a clarificar como vc vem participando desse sofrimento. Como vc citou que sente "culpa" e considera ser um desapego, que na verdade pode ter outros motivos que vc não consegue recordar. Freud tem uma frase que afirma que sofremos por aquilo que não conseguimos lembrar.
 Alice Ferraz
Psicanalista
Rio de Janeiro
O que você está descrevendo pode refletir um padrão de apego que, muitas vezes, tem raízes em questões emocionais ou experiências passadas que interferem na maneira como você se relaciona com suas filhas. O fato de não sentir o que seria esperado culturalmente em relação ao amor materno, como arrebatamento ou apego profundo, pode ser originado por uma série de fatores inconscientes, como experiências de abandono, dificuldades emocionais passadas ou até questões relacionadas ao seu próprio vínculo com os seus pais durante a infância. Na psicanálise, uma das premissas fundamentais é que os comportamentos e sentimentos que temos na vida adulta estão muitas vezes enraizados em experiências da infância e em relações familiares anteriores. O desapego e a falta de afeto que você menciona podem estar relacionados a mecanismos de defesa, como o afastamento emocional, que podem ter se formado como uma forma de proteção frente a dificuldades emocionais.
A psicanálise pode ser uma excelente ferramenta para você investigar mais profundamente essas questões e entender melhor o porquê de sentir-se assim. Não se trata de ser "errada" ou "louca", mas de compreender como suas experiências e sentimentos moldaram a forma como você vivencia o amor e o apego. O processo terapêutico pode ajudá-la a explorar essas questões de forma mais consciente, permitindo uma maior conexão com seus sentimentos e, talvez, com suas filhas, e ajudando a lidar com a culpa que você sente de uma maneira mais saudável.
A psicanalise vai ajudar a compreender o seu papel materno, a sua ligação com o amor na meternida, tambem entender a ligação amorosa sua com sua mae, essa ligação forte nossa e com nossa mae, nos promove muitas formas de relacionamentos, sua relação com suas filhas pode ser um reflexo da sua relação com sua mae.
 Patricia Rodrigues
Psicanalista
Caraguatatuba
Na psicanalise, acessamos o inconsciente e lá encontramos muitas respostas, sim te convido a iniciar sessões de psicanalise e buscar o seu autoconhecimento. Estou a disposição para iniciar esta jornada cm você, entre em contato . Att Psicanalista Patricia Rodrigues
Olá. Indico a você fazer uma terapia que investigue as origens dessa forma de não expressão e dificuldade de acessar os sentimentos. Eu trabalho com a abordagem Compassionate Inquiry, cujo foco é acessar as origens dos sentimentos e pensamentos, para então exercitar novas formas de relações. Fico à disposição para conversarmos online. Abraço.
 Eliana Almeida
Psicanalista, Terapeuta complementar
Sorocaba
Bom dia, o que você descreve pode ser muito angustiante, especialmente por conta da culpa que sente. O fato de você estar buscando entender melhor seus sentimentos já é um grande passo.

Existem muitas razões pelas quais uma pessoa pode sentir esse "desapego", e nem sempre isso significa um problema. Algumas possibilidades incluem a forma como você foi criada, traumas emocionais, dificuldades em expressar afeto ou até mesmo um traço de personalidade mais reservado. Às vezes, certas experiências na infância podem influenciar a forma como nos conectamos emocionalmente com os outros, incluindo os filhos.

A psicanálise pode sim ser uma ferramenta valiosa para explorar a raiz desses sentimentos e entender melhor sua relação com a maternidade e com suas emoções. Outras abordagens terapêuticas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), também podem ajudar a trabalhar a culpa e encontrar formas de se conectar com suas filhas de maneira autêntica, dentro do que for confortável para você.

Olá,

O que seria um arrebatameto de mãe? Não sente amor ou não consegue expressá-lo? Se há culpa, há amor, pois você se sente fazendo mal a suas filhas e não gostaria que isto acontecesse. São questões que necessitam de tempo e investigação para conseguirmos compreender, por -isso sugiro que você busque a ajuda de um/a profissional.
 Betânia Tassis
Psicólogo, Psicanalista, Sexólogo
Rio de Janeiro
Olá. Que coragem imensa a sua trazer isso com tanta sinceridade — não há “loucura” alguma no que você sente, mas sim uma experiência emocional que merece ser acolhida com respeito e escuta profunda. O que você descreve toca em camadas delicadas da maternidade, do vínculo e também das pressões sociais e internas que nos dizem como deveríamos sentir.

Vamos olhar com calma:

Primeiro: O que você sente não te define como “ruim”

Ser mais contida emocionalmente ou não corresponder ao “ideal afetivo materno” não significa que você é desumana, insensível ou incapaz de amar. O que está presente aqui é um modelo de vínculo que pode ter raízes na sua história de vida, na forma como foi cuidada, nos afetos que recebeu — ou não.

Vínculo não é automático

O instinto materno é uma construção social e psicológica muito romantizada. Muita gente sente estranhamento, rejeição, distância, ou até indiferença em relação a seus filhos — mas isso não é dito em voz alta por medo de julgamento. O afeto, especialmente em maternidades complexas, não é automático: é cultivado. E às vezes, ele não encontra solo fértil por traumas não resolvidos, cansaço emocional, sobrecarga, ou modelos antigos de vínculo que foram mais duros ou distantes.

Culpa não é solução

A culpa que você sente é um sinal de que existe amor e ética em você. Mas a culpa sozinha não transforma vínculos — o que transforma é consciência, presença e disponibilidade para rever a si mesma. E você já está fazendo isso agora.

Sobre procurar psicanálise:

Sim, procurar um espaço de escuta profunda como a psicanálise (ou outras abordagens terapêuticas mais contemporâneas, como a psicoterapia vincular ou a psicodinâmica) pode te ajudar imensamente. Não necessariamente para descobrir o “motivo do desapego”, mas para construir compreensão sobre o que formou sua maneira de se vincular, como você experimenta o amor e o que deseja cultivar daqui em diante.

Posso te ajudar a organizar algumas microações para iniciar esse processo com mais clareza, se quiser. Por exemplo:
1. Escrever uma carta não enviada para cada filha — onde você fale o que sente (ou não sente), sem filtros nem culpa. Isso ajuda a abrir canais de escuta interna.
2. Explorar sua história de afeto: Como foram seus cuidadores? Você foi abraçada? Te ensinaram a sentir? Ou te ensinaram a sobreviver?
3. Observar pequenas brechas de afeto em você — às vezes o amor aparece não no beijo, mas em preparar uma comida, se preocupar, ou respeitar o espaço da outra.

O que você está vivendo não é um erro de caráter, nem um defeito pessoal — é uma história emocional que precisa ser ouvida, sem rótulos nem vergonhas. Ao trazer esse tema com tanta honestidade, você abre uma porta não só para si mesma, mas também para outras mulheres que, em silêncio, sentem o mesmo mas não sabem como nomear. A maternidade é feita de muitos matizes — e reconhecer que o afeto não veio da forma esperada não significa que ele não possa existir, mudar, ou ser cuidado a partir de agora.

Você está em movimento. E só isso já é sinal de amor.

Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, especialista em terapia de casais, saúde mental e sexualidade humana. Há mais de duas décadas escuto histórias que, como a sua, desafiam os padrões e revelam a verdade emocional por trás das idealizações. Falar abertamente sobre temas como maternidade não idealizada, vínculos difíceis e culpa silenciosa é essencial para criar espaços de escuta e reconstrução — porque sim, o que você sente também é a questão de muitas outras mulheres. E merece ser tratado com a dignidade, o cuidado e a profundidade que só uma escuta verdadeira pode oferecer.
 Andrea A. Alterio
Psicanalista, Nutricionista
São Paulo
Bom dia

Eu indicaria sim sessões de análise para avaliarmos uma série de fatores envolvidos bem como o tratamento de reprocessamento para tratamos eficazmente questões pontuais e estabelecimento do panorama que julga ser saudável.
Existem diferentes ferramentas para utilizarmos para este equilíbrio mental, mantendo-o saudável e com completa digestão de medos, culpas e outros estados emocionais.

Estou à disposição
Abraço
 Samuel Viana
Psicanalista
São Paulo
O que você sente, mesmo sendo difícil de admitir, é mais comum do que você imagina — mas poucas pessoas têm a coragem de dizer em voz alta como você disse agora. Isso não te torna uma mãe ruim, nem uma pessoa sem coração. Talvez signifique que dentro de você exista uma história de desconexão emocional que começou muito antes delas nascerem. Muitas vezes, quando a gente não recebeu afeto de um jeito que tocou verdadeiramente nossa alma, fica difícil entregar algo que nunca sentimos de forma natural. Não é frieza — é uma proteção antiga, uma forma de sobreviver.

A culpa que você sente mostra que existe amor aí dentro. Quem não sente nada de verdade, não sente culpa. Sua alma percebe que algo falta, e isso te dói.

A psicanálise pode ser sim um caminho precioso para você. Não para te transformar em uma “mãe perfeita” ou alguém diferente, mas para entender o porquê desse afastamento interno. Muitas vezes o amor está lá, só que trancado atrás de barreiras emocionais construídas ao longo da sua vida.

Não vá para a análise para se culpar. Vá para se encontrar.

Você não está sozinha. E não é louca. Só está machucada, de um jeito que talvez ninguém nunca tenha percebido.

E se posso te dizer algo como quem acolhe: há tempo para se aproximar, à sua maneira, no seu tempo. As portas do afeto nunca se fecham completamente.
Olá! Obrigada por compartilhar com tanta sinceridade seus sentimentos e dúvidas. Quero dizer que você não está sozinha — muitas pessoas têm experiências diferentes na relação com os filhos, e nem sempre o que a sociedade espera corresponde ao que sentimos de verdade.

O fato de você se sentir “fria” ou distante não significa que você não ame suas filhas, mas pode ser sinal de algo mais profundo, que merece ser compreendido com cuidado e carinho.

A psicanálise é uma excelente ferramenta para explorar essas questões, ajudando a entender suas emoções, sua história e as razões por trás desse desapego que você sente. É um caminho para se conhecer melhor e, se quiser, transformar essa relação com mais leveza e autenticidade.

Se desejar, posso ajudar a encontrar um profissional ou orientar como iniciar esse processo.

Estou aqui para apoiar você.
O que você descreve não significa que você seja uma mãe sem amor. Muitas vezes, o distanciamento afetivo tem raízes profundas, ligadas à história de vida, vivências emocionais ou mesmo a mecanismos de defesa inconscientes. A psicanálise pode ser um caminho valioso para compreender a origem desse desapego e, pouco a pouco, permitir novas formas de se conectar. Não se culpe: entender-se é o primeiro passo para transformar essa relação consigo mesma e com suas filhas.
Dr. Bruno Guimarães Tannus
Psicanalista, Médico de família
Curitiba
Olá! Sim, a psicanálise poderá lhe proporcionar um espaço apropriado para elaborar esses sentimentos e pensar alternativas para lidar melhor com eles, seguindo os passos do seu próprio desejo.
 Lívia Vernaci Estrella
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Olá. Tudo bem?
Sim, a psicanálise pode te ajudar a entender sua relação com as filhas, entender a sua personalidade versus a pressão socio-cultural sobre os pressupostos da maternidade. Espero que tenha iniciado uma jornada psicanalítica. Se não, te convido a iniciarmos juntas!
Um abraço
 Daniel  Castilhos
Psicanalista, Psicopedagogo
Porto Alegre
Algumas pessoas apresentam mecanismo de defesa que as protegem do sofrimento e apego emocional a objetos e pessoas. No entanto, ser assim tem coisas boas e ruins e fazer uma psicanálise é uma maneira de compreender esses processos e fazer escolhas de como viver com essa condição.
Seria interessante começar sua análise para que através da associação livre (a cura pela fala) o profissional entendesse quais os traumas que seu inconsciente guarda e que te traz esse bloqueio de demonstrar ou sentir afeto.
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como tem passado?
Me parece que o que você descreve é um sofrimento que muitas mães carregam em silêncio, a sensação de não corresponder ao ideal de maternidade que a sociedade espera. Existe uma imagem cultural muito forte de que toda mãe deveria sentir um amor arrebatador, sempre querer estar perto dos filhos e demonstrar afeto com beijos e abraços. Quando alguém não se reconhece nessa expectativa, acaba acreditando que há algo de supostamente errado consigo mesma.
Na psicanálise, entendemos que o vínculo com os filhos não é algo homogêneo nem universal. Cada mulher se relaciona de maneira singular com a maternidade, atravessada por sua própria história, pelas identificações com seus pais, pelas condições em que a gravidez e a criação se deram e pelos desejos inconscientes que a constituem. Não sentir saudade ou não corresponder a certas manifestações de afeto não significa falta de amor, mas mostra que esse amor se organiza de outra forma. O problema é quando a comparação com o esse suposto ideal de mãe gera culpa e impede que você reconheça a sua própria maneira de maternar.
A frieza que você percebe pode ter raízes inconscientes, ligadas a experiências da sua infância, ao modo como recebeu ou não recebeu afeto, às defesas que construiu para lidar com a proximidade emocional. Nós na psicanálise não julgamos, não partimos da ideia de que você deveria sentir de uma forma específica. Abrimos espaço para compreender por que seu laço com as filhas se deu desse modo, o que essa distância significa na sua história e como você pode lidar com a culpa que aparece.
Muitas mães vivem algo parecido, mas não falam por medo de serem vistas como más mães. O fato de você buscar entender já mostra um desejo de elaborar essa questão, de não se deixar aprisionar pelo silêncio. Fazer análise pode ajudar justamente nisso: transformar a culpa em possibilidade de compreender suas escolhas, suas faltas e também os modos singulares de amar que não precisam copiar um padrão idealizado. Procurar um psicólogo ou psicanalista pode ser um caminho importante para dar sentido a esse desapego e encontrar uma forma mais autêntica de se relacionar com as suas filhas e consigo mesma.
Espero ter ajudado com um pouco e até mais, fico à disposição.
 Stephanie Von Wurmb Helrighel
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
O que você chama de “frieza” pode, na verdade, ser uma forma de defesa emocional construída há muito tempo. Algumas pessoas, por histórias de vida marcadas por rejeição, falta de acolhimento ou experiências de amor que vieram acompanhadas de dor, aprendem inconscientemente a se proteger do sentir. O psiquismo, para não se despedaçar, cria uma espécie de armadura: sente-se, mas à distância.

Essa barreira afetiva, que hoje aparece nas suas relações com as filhas, talvez tenha começado muito antes — nas relações que você viveu com seus próprios pais ou nas experiências de infância em que o afeto era confundido com vulnerabilidade. A psicanálise nos ajuda a compreender justamente isso: as raízes invisíveis do que sentimos (ou não conseguimos sentir).

Você não está sozinha nesse tipo de vivência. Muitas mães se cobram por não corresponderem ao ideal romântico da maternidade — o de estar sempre tomada por um amor arrebatador, por uma entrega incondicional. Mas o amor materno é muito mais complexo e humano do que isso. Ele se manifesta de formas diferentes, e em alguns casos, vem atravessado por medos, traumas e silêncios.

A psicanálise é, sim, o caminho mais indicado nesse momento. Não para te “ensinar a amar”, mas para te ajudar a entender por que o seu modo de amar precisou se defender tanto. É um processo de reencontro com partes de si que, por sobrevivência, ficaram adormecidas.

Ao longo desse trabalho, o que era culpa se transforma em compreensão, e o que era distância pode, aos poucos, se converter em presença. Você pode descobrir um jeito mais leve e possível de se vincular — com as filhas, com o mundo e, principalmente, consigo mesma.

Eu te convido a iniciar esse processo comigo. Será um espaço sem julgamentos, onde você poderá falar o que talvez nunca tenha dito em voz alta. E, nesse espaço, vamos escutar juntas não o que falta em você, mas o que ainda precisa ser acordado.
Muitas mães sentem algo parecido, mas quase ninguém fala disso ,e aí vem a culpa, como se o amor precisasse ter sempre a mesma forma. O que você descreve não significa que não ama suas filhas, mas que talvez o modo como aprendeu a sentir e expressar afeto tenha sido atravessado por histórias mais antigas, talvez vínculos onde o calor emocional não era algo seguro de se mostrar.

Na visão da psicanálise, especialmente em Winnicott e Ferenczi, o amor não nasce pronto nem segue um padrão. Ele se constrói na relação, e às vezes algo dentro de nós precisou “esfriar” para sobreviver. Esse mesmo mecanismo que um dia protegeu, agora pode impedir a entrega afetiva, e é aí que o sofrimento aparece.

A psicanálise pode, sim, ajudar muito. Não para te “ensinar” a amar, mas para te ajudar a entender o que dentro de você precisou se afastar do sentir. Com o tempo e o cuidado certo, o amor pode encontrar outro jeito de circular ,mais espontâneo, mais seu.

Sentir-se “diferente” das outras mães não te torna menos mãe; talvez apenas uma mulher tentando, com coragem, se reaproximar de si mesma.
 Andriele Barbosa
Psicanalista, Psicólogo
Florianópolis
Olá, o que você sente — ou o que não consegue sentir — não te torna uma pessoa má, mas mostra que existe algo muito profundo na sua história emocional que talvez nunca tenha sido escutado, e sim, a psicanálise pode ajudar a entender por que esse bloqueio afetivo se formou e como você pode se relacionar de um jeito menos doloroso consigo mesma e com elas.
Dr. Erick Polasse
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Você não é louca — e o que você descreve acontece com mais pessoas do que se fala. O problema não é não sentir “arrebatamento”, é a culpa que você carrega por não corresponder a um ideal de maternidade.

Nem toda mãe sente amor de forma calorosa, física ou emotiva. Algumas sentem de forma mais racional, prática, silenciosa. Isso não significa falta de amor — significa outra forma de vínculo.

Sobre terapia:

Psicanálise pode sim ajudar se você quiser entender de onde vem esse distanciamento, sua história emocional, como aprendeu a se vincular.

Mas não para “te consertar”. E sim para tirar a culpa e dar sentido ao que você sente (ou não sente).

O ponto central não é “sentir mais”, é se punir menos.
E isso, sim, merece cuidado.

Se você sofre por isso, terapia é indicada. Não porque há algo errado com você — mas porque você merece viver sem esse peso.
 Andrea  Nathan
Psicanalista
São Paulo
A culpa nunca é boa conselheira. Sim, psicanálise pode ajudar a entende e lidar melhor com o seu jeito de ser mãe.

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