Olá sou casado ha 15 anos e nao sei se seria um vício, pois gosto de sexo, não tds os dias e tmb pq

35 respostas
Olá sou casado ha 15 anos e nao sei se seria um vício, pois gosto de sexo, não tds os dias e tmb pq ja fiquei por até 2 semanas sem, mas fico muito estressado qnd isso acontece,não procuro parceiras fora pois tento preservar meu casamento, contudo tento suprir com a masturbação onde acabo ficando indignado pois tenho uma parceira dentro da minha casa, tivemos um problema na 2 gravidez onde precisou ficar sem relaçoes durante 7 meses até o nascimento e a recuperação, e me comportei melhor do que eu esperava, a minha parceira fala que sou doente por procura-la ou por alguma piada que faço...fala que só penso em sexo, será?
 Stefano Caberlon
Psicólogo
Porto Alegre
Olá. O que gera estresse em você é a falta de sexo em si, o espaçamento entre uma relação e outra ou ter que recorrer à masturbação tendo uma esposa? Independente disso, parece que está havendo uma discrepância entre o desejo do casal. Não sei te responder se de fato você só pensa em sexo, se isso está dentro de uma faixa normal ou está exagerado, pois para isso necessitaria averiguar outras variáveis. Recomendo buscar um Psicólogo para discutir essas questões e talvez até considerar um acompanhamento de casal.

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 Bruna Leão de Almeida
Psicólogo
Curitiba
Olá! Pelo seu relato, o sexo parece ser algo importante na sua vida, no entanto, há um certo descompasso com o interesse da sua parceira (algo corriqueiro nos relacionamentos amorosos, principalmente em períodos delicados para a mulher, como na gravidez ou no pós parto). Essa fala dela, que você “só pensa em sexo” de alguma forma te afetou, fazendo você vir perguntar a um especialista. Um processo de psicoterapia pode ser muito interessante pra você se interrogar: será que você só pensa em sexo? Apenas você vai poder responder. E a partir daí se compreender melhor, falando sobre si, sobre a sua relação com o sexo, com o desejo, com o corpo (seu e do outro), com as expectativas que tem, com a frustração quando tais expectativas não são correspondidas, e como isso impacta na sua vida, seja com muito estresse, com indignação ou mesmo com eventual descontrole. Entendo que esse é o primeiro passo para lidar com o incomodo relatado. Espero ter ajudado. Um abraço, Bruna.
 Alcyanne de Oliveira Gouveia
Psicólogo, Psicanalista
Fortaleza
Desejar ter sexo todos os dias não é em si um problema. O que se precisa avaliar, em um contexto terapêutico, é em que medida isso afeta a sua vida. Isso prejudica suas relações sociais, seu trabalho, sua saúde...? Busque a ajuda de um profissional que possa ajudar a você a construir essas respostas.
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 Lilian Beatriz Zucca
Psicólogo, Psicanalista
Caraguatatuba
Muitas vezes parece que o homem sente mais desejo e necessidade de praticar o sexo que a mulher. Isso é muito comum entre os casais. Mas você precisa se pergunta o que significa para você o sexo. Se é a procura de um relaxamento, uma maneira de se desestressar, uma autoafirmação excessiva, uma maneira de dominar sua esposa, etc, etc. E, para a mulher, muitos outros elementos do relacionamento entram para ela aceitar o coito como prazeroso. Quem sabe um acompanhamento com um psicólogo poderá ajudá-lo a responder estas questões.
Há várias questões que podem ser discutidas, a terapia seria interessante pois além do acompanhamento de um profissional você teria privacidade e segurança de falar essas questões com uma escuta sem julgamentos. Questões como, desde quando isso acontece, se existe algum fator ou acontecimento que iniciou esses comportamentos, quais outras estratégias que usa para lidar com suas emoções ou situações aversivas. E junto com um profissional tatear essas emoções e construir uma forma mais flexível de lidar com as experiencias. Espero ter ajudado, estarei a disposição para qualquer dúvida.
 Stephanie Von Wurmb Helrighel
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Oi, bom dia. Tudo bem?
Olha, você não deixou muito claro o que lhe incomoda. Parto do princípio que o que te incomoda é pensar que podes ter uma compulsão sexual?
Bom, em primeiro lugar, sexo é uma das formas de dar vazão ao estresse e de ter prazer ( liberação de dopamina). A primeira pergunta que lhe faria seria: você tem fontes de prazer além desta? Quais e quantas?
É importante que faças uma avaliação com um profissional, essa avaliação provavelmente não será de um sessão. Provavelmente duas ou três. Isso que você relata pode ter diversas fontes e pode ser patológico ou não... Não há aqui informações suficientes.
O que posso lhe antecipar é que é natural e saudável teres desejo sexual, se na intensidade e frequência que você tem, eu já não sei, pois não esta claro na sua mensagem.
Agora, não é natural que você exija da sua esposa algo que ela não quer ou não pode lhe dar.
Fico a disposição. Abraço
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 Rosemar Prota
Psicólogo
São Paulo
Olá! Uma terapia de casal seria interessante no seu caso. As pessoas têm diferenças na intensidade e frequencia do desejo sexual e é importante que o casal converse sobe isso sem tabus para chegar a um ponto que seja bom para ambos. A terapia de casal ajudaria a vocês nesse diálogo para que vocês conheçam melhor os desejos e anseios um do outro para que com isso possam melhorar sua vida sexual.
É natural e saudável ter desejo sexual, o cuidado apenas é identificar se é vício ou não, se é uma compulsão sexual ou não. Inicialmente penso que você possa buscar por uma psicoterapia individual na abordagem Cognitiva Comportamental com especialização na Sexualidade Humana possa ser bem eficaz, lhe trará muitas respostas e melhorias na relação do casal, e num segundo momento uma terapia de casal. Salientando que você teve que ficar 7 meses sem relação por conta da gestação de sua esposa, pois o cenário me parece que era de risco, e a mulher também precisa ser "olhada", "cuidada" e respeitada neste período.
 Thais Costa de Souza
Psicólogo
São Paulo
Olá. Espero que esteja bem. Pelo seu relato não consigo te responder se você tem compulsão por sexo ou não. Aparentemente não. Visto que até hoje não procurou sexo fora do casamento, mesmo com a sua esposa recusando as relações. Neste caso eu recomendaria uma terapia de casal, visto que o desejo dos dois estão em desacordo. E é necessária uma conversa mais aberta entre os dois, de preferencia mediada por um profissional para avaliar melhor a situação. Um abraço.
Dra. Jussara Campos Machado
Psicólogo
Belo Horizonte
Olá, é difícil falar se você só pensa em sexo, são poucas informações e pelo seu relato, parece tudo muito normal.
O melhor seria você procurar um profissional, digo: fazer uma psicoterapia.


Olá. Parece ser uma questão que vai muito além de sexo, parece que há uma necessidade de pensar sobre a forma como vocês se comunicam como casal e quais os combinados podem ser feitos para que a relação flua melhor. Terapia de casal poderia ser um ótimo recurso para vocês continuarem preservando o casamento de vocês.
 Laricyanne Amorim
Psicólogo
Parnamirim
Olá, manter uma relação sexual regular é saudável, o sexo trás benefícios físicos e emocionais com a liberação da endorfina. Já a sua questão deve ser realizada uma devida analise para que possa elucidar a sua pergunta, levando em conta sua relação e outros aspectos. Espero ter ajudado.
 Whigney Costa
Psicólogo
Goiânia
Olá! O campo da sexualidade é bastante amplo e, dito isso, a sua pergunta não poderia ser respondida de maneira simplória, com um "sim" ou "não". Como sua questão é sobre a sua experiência sexual, é importante compreender melhor como você vivencia este aspecto da sua vida. Além disso, há aspectos relacionais ao que tange a sua experiência conjugal. O fator gênero (ser homem ou mulher) e as vivências que tais diferenças propiciam em nossa cultura são o suficiente para que haja uma diferença em relação ao seu desejo e da sua esposa. Dessa forma, o processo terapêutico pode ser uma possibilidade para que você compreenda melhor acerca de sua experiência sexual e os desafios e possibilidades que esta encontra no relacionamento com a sua esposa.
 Arthur Rodrigues de Oliveira
Psicólogo
Goiânia
Olá! O desejo recorrente pelo sexo pode significar muitas coisas, desde problemas na infância ou experiências conturbadas em relações sexuais na vida adulta. Pelo que você diz não é possível elaborar uma resposta clara, mas tente observar se esse desejo excessivo não pode estar ligado às dificuldades relacionais do seu casamento. Sexo não acontece apenas no momento do ato sexual ou da penetração, ele é uma extensão de como a relação entre o casal funciona. Mas são hipóteses que seriam melhor trabalhadas com a ajuda de um profissional. Espero que dê certo!
 Nadia Carvalho Orizio
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Olá, se você achar que é algo que o casal poderia discutir, talvez uma terapia de casal pode ser interessante. Porém, no seu relato, me pareceu que você acha que seu interesse por sexo é até em excesso, e aí, seria necessário averiguar contigo o que seria esse excesso que você mesmo diz ter. Sessões de psicanálise poderiam te ajudar, em todas as suas faltas e excessos! Estou à disposição para pensarmos juntos em tudo que te circunda, inclusive suas faltas e excessos.
Ola, sinto mto por estarem passando por isso. A vida sexual satisfatória é fundamental pra qualidade de vida e pra saúde de forma geral. Porém parece que sua esposa não tem sentido desejo. Que estratégias você tem usado pra ajudar ela com isso? A mulher funciona mto diferente dos homens, elas precisam de elementos extras como a intimidade. Como anda a intimidade e a parceria de vcs? Se quiser olhar um pouco pra isso, estou a disposição.
 Sara Guedes
Psicólogo
São Paulo
Isso pode indicar que você tem uma alta libido, mas não necessariamente que é viciado em sexo. Quanto à masturbação, é bastante comum que as pessoas busquem o prazer sexual através da masturbação, mesmo quando estão em um relacionamento. O que é preocupante é o fato de recorrer à masturbação como uma forma de suprir uma falta de intimidade com sua parceira.
Talvez, seja necessário, conversarem para entender o quanto sua parceira se sente incomodada em relação à frequência e intensidade da atividade sexual, o quanto isso também pode estar afetando, principalmente se ela acredita que tem que ceder, mesmo sem vontade. Um terapeuta consegue ajudar o casal, para abordar também esses assuntos, além de ter formas de contribuir para a conexão emocional do casal.
Olá! É difícil determinar se você tem um vício em sexo apenas com base nas informações que você forneceu. Ter um desejo sexual saudável é normal e natural, mas se você sente que sua necessidade de sexo está interferindo em sua vida cotidiana e relacionamentos, pode ser um sinal de vício.

No entanto, o que parece ser mais importante no seu caso é a dinâmica em seu relacionamento. Sua parceira está preocupada com sua busca por sexo e sente que isso é uma fonte de conflito em seu relacionamento. Ela também parece estar incomodada com algumas de suas piadas, o que pode estar alimentando essa preocupação.

É importante que você e sua parceira conversem abertamente sobre seus sentimentos e preocupações. Tente ter empatia pelo ponto de vista dela e veja se há coisas que você pode fazer para ajudar a tranquilizá-la e criar um ambiente mais seguro e confiante em seu relacionamento. Se você estiver preocupado com seu próprio comportamento sexual, pode ser útil procurar um profissional de saúde mental para obter orientação e suporte. Abraço!
 Thamires Souza
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá! Ter desejo sexual todos os dias não é um problema, só requer atenção quando traz prejuízos a você ou a (o) parceira (o). Cabe avaliar essa questão com atenção, até mesmo buscar orientação com um especialista para entender melhor o que pode estar acontecendo. Conversar abertamente com a sua esposa também é o ideal, o diálogo com a parceira precisa ser aberto e verdadeiro, para que possam chegar juntos a um consenso sobre o que está acontecendo e o que é melhor para ambos. Lembre-se: um relacionamento é feito de mais de uma pessoa, os desejos e limites do outro devem ser sempre levados em consideração.
 Bruno Bueno de Castro Setti
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Olá! É muito natural que haja diferenças na libido entre parceiros, e essas diferenças podem causar tensão em um relacionamento. Não parece que você seja viciado em sexo com base no que descreveu, mas parece que você e sua esposa podem ter diferentes níveis de desejo sexual.

O vício em sexo é caracterizado por comportamentos compulsivos relacionados ao sexo que continuam apesar das consequências negativas, o que não parece ser o caso aqui. No entanto, se você está preocupado, um terapeuta ou conselheiro especializado em questões de sexualidade poderia fornecer uma perspectiva mais abrangente.

Dito isto, é importante lembrar que a comunicação aberta e sincera é a chave para resolver desafios como este em um relacionamento. Pode ser útil ter uma conversa tranquila e sincera com sua esposa sobre como você está se sentindo. Tente explicar sua perspectiva sem culpar ou criticar, e esteja aberto para ouvir os sentimentos dela também.

Se essas conversas forem desafiadoras ou se a situação continuar a causar tensão, a terapia de casais pode ser uma opção útil. Um terapeuta poderia ajudar a facilitar a conversa e oferecer estratégias para lidar com a diferença no desejo sexual.

Além disso, é importante lembrar que existem muitas maneiras de expressar intimidade e amor em um relacionamento que não envolvem sexo. Passar tempo juntos, expressar carinho e apreciação, e compartilhar atividades que vocês dois gostam também são partes importantes de um relacionamento saudável.
 Lucas Machado
Psicólogo
Belo Horizonte
Oi! De acordo com o seu relato, parece que tem algumas divergências entre você e sua parceira em relação ao sexo, isso é algo frequente em vários relacionamentos amorosos, afinal, cada pessoa vivencia a experiência do sexo de uma maneira singular. A fala dela de que você "só pensa em sexo" causou um incômodo que te fez refletir sobre a questão, gerando uma dúvida, mas esse pode ser apenas o início dessa reflexão. Talvez o tom da sua piada soe agressivo para sua parceira. Pode ser que a masturbação seja um comportamento compulsivo no seu cotidiano diante da recusa da sua parceira ao sexo. Mas isso são apenas hipóteses, por isso precisam de uma avaliação mais profunda. A psicoterapia pode te ajudar a aprofundar nessa questão, permitindo que você amplie a consciência sobre a forma que enxerga o seu corpo e certas experiências da sua vida, como o casamento, o sexo, o trabalho, a paternidade e outros aspectos da sua história. Abraços!
 Christiane Intrieri
Psicólogo
Curitiba
Bom dia!
Não existe isso de frequência sexual ideal. Tudo irá depender do casal e de cada um. Teria que te escutar no consultório mas, pela descrição, não me parece se tratar de uma compulsão ou vício. Aparentemente vocês tem um descompasso na frequência sexual. Sua parceira tem feito psicoterapia? Inúmeros fatores podem impactar seu desejo sexual e seria interessante entender melhor isso.
 Gisele Rodrigues
Psicólogo
Florianópolis
Em um vício a pessoa tem uma dependência seja física e/ou emocional a uma substância/situação/objeto que se caracteriza, principalmente, por uma impossibilidade de parar, não sei se é o seu caso, para poder avaliar melhor seria preciso acompanhamento. O que é fato é que há uma disparidade no desejo sexual do casal e também uma significancia dessa diferença de desejo. Minha orientação é iniciar processo terapêutico de preferência de casal.
 Rodrigo Teixeira
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
É compreensível que você esteja buscando esclarecimentos sobre suas experiências e sentimentos em relação à sua sexualidade e relacionamento. Na psicanálise, entendemos que a sexualidade e os desejos de cada pessoa são complexos e únicos, e podem ser influenciados por diversos fatores.

A atração sexual e o desejo variavam de pessoa para pessoa e ao longo do tempo. Não é incomum que as pessoas tenham diferentes níveis de desejo sexual, assim como também é normal que haja momentos de estresse ou atritos quando as necessidades não são atendidas.

O fato de você continuar à masturbação não necessariamente indica um vício em sexo, mas pode refletir uma maneira de lidar com o estresse ou buscar satisfação pessoal. É importante lembrar que a comunicação aberta e honesta com seu parceiro é fundamental para entender as preocupações de ambos e trabalhar juntos para fortalecer o relacionamento.

A situação que você descreveu após a segunda gravidez pode ter afetado sua percepção de como você lida com a sexualidade, mas é importante não se julgar severamente por isso. É recomendável considerar discutir esses sentimentos e preocupações com um psicanalista ou psicólogo, que pode ajudá-lo a explorar esses aspectos mais a fundo e auxiliá-lo no entendimento de suas emoções e comportamentos.

Lembre-se de que a sexualidade é uma parte natural da vida humana, e é importante buscar apoio e compreensão, tanto de profissionais de saúde mental quanto de sua parceira, para criar um ambiente de comunicação saudável e construtiva em seu relacionamento.
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Dra. Fernanda Ataide
Psicólogo
São Paulo
Quadros de ansiedade, fobia e qualquer crise na saúde mental que tire qualidade de vida precisa ser tratado devidamente com especialistas. Busque ajuda clinica, não deixe o sintoma persistir.
Pensar e desejar sexo todos os dias não é, por si só, um problema ou indicativo de compulsão sexual. No entanto, é importante avaliar se esse desejo causa algum prejuízo nas relações sociais, no trabalho ou em outros aspectos da sua vida. No que diz respeito ao relacionamento, fica evidente que existe um descompasso entre o seu desejo e o da sua esposa, o que pode estar relacionado a diversas variáveis biológicas, psicológicas e sociais. Esses fatores precisam ser avaliados e considerados para que ambos possam encontrar maior satisfação no relacionamento.

Se você acredita que precisa compreender melhor a sua relação individual com o sexo, recomendo buscar terapia individual. Por outro lado, se deseja trabalhar em conjunto com sua esposa para construir uma relação saudável em todos os aspectos, incluindo o sexual, a terapia de casal é uma excelente opção. Ela pode ajudar a identificar pontos de conflito, melhorar a comunicação e encontrar soluções para que ambos se sintam realizados e felizes no relacionamento.
 Erick Pereira Costa
Psicólogo
Belo Horizonte
Não parece ser um comportamento compulsivo, mas é necessario uma melhor avaliação para entender melhor todo o contexto e quanto isso tem impactado sua vida e sua relação. É importante ver se existe algum evento especificico que seja gatilho ou aumente esses pensamentos e determinar formar de gerenciar as emoções. Buscar uma comunicação assertiva com sua esposa para que voces encontrem um equilibrio na relação.
 André Luiz Almeida
Psicólogo
Belo Horizonte
A questão que você está trazendo envolve muitos aspectos complexos relacionados à sexualidade, ao relacionamento e à forma como esses desejos são expressos. O fato de sentir estresse quando não tem relações sexuais, mas ainda assim não procurar parceiros fora do casamento, indica que seu comportamento está centrado no desejo de conexão, mais do que em um vício ou compulsão. A masturbação, nesse caso, pode estar sendo uma tentativa de suprir uma necessidade emocional ou física que não está sendo atendida no relacionamento, especialmente após períodos difíceis.

O importante é que sua parceira compartilha suas preocupações, e isso sugere que é essencial ter uma comunicação aberta sobre suas necessidades sexuais, sem que isso seja visto como um julgamento ou rotulação. A psicoterapia pode ser um espaço útil para explorar essas questões de forma mais profunda, para entender melhor o que está por trás do seu estresse e como lidar com as expectativas sexuais no relacionamento de forma saudável e equilibrada. Trabalhar juntos, com apoio terapêutico, pode ajudar a encontrar uma solução que respeite as necessidades de ambos.
 Pedro Chaves
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
O comportamento descrito pode refletir uma complexa relação entre desejo sexual, frustrações emocionais e dinâmicas de relacionamento. A ansiedade e o estresse associados à falta de sexo podem ser um reflexo de um desejo reprimido ou da dificuldade em lidar com outras formas de intimidade emocional. Na psicanálise, questões como essa podem estar relacionadas a necessidades afetivas não atendidas, onde o sexo se torna uma maneira de lidar com a tensão emocional ou com sentimentos de frustração e carência. A masturbação, neste caso, poderia estar tentando suprir uma necessidade emocional que não se limita apenas ao desejo físico, mas também a uma busca por satisfação e alívio. A percepção de que a parceira é resistente a essas tentativas pode gerar sentimentos de culpa, vergonha ou até mesmo um conflito interno entre o desejo e a tentativa de manter o casamento e a conexão emocional.

A reação da sua parceira de chamar isso de "doença" ou associar isso a uma preocupação excessiva com sexo pode ser um reflexo de como o desejo sexual está sendo projetado ou interpretado no relacionamento. Em muitos casos, a maneira como o sexo é abordado no casamento reflete questões mais profundas, como falta de comunicação, inseguranças ou dificuldades na intimidade emocional. A psicanálise pode ajudar a compreender essas dinâmicas, permitindo que você explore não apenas os aspectos físicos e sexuais, mas também como o sexo pode estar sendo utilizado para lidar com sentimentos de inadequação, medo de abandono ou decepção emocional. O trabalho terapêutico pode envolver compreender esses aspectos e buscar formas de integrar o desejo sexual com uma intimidade emocional mais equilibrada, possibilitando uma melhor comunicação e um maior entendimento entre você e sua parceira.
Façam umas 3 consultas de terapia de casal, ao menos, para esclarecer e chegar em acordo.
 Henrique José Almeida
Psicólogo
Belo Horizonte
É comum que as necessidades sexuais em um relacionamento variem entre os parceiros, e o equilíbrio pode ser desafiador. Pelo que você descreve, o desejo sexual faz parte importante da sua vida, mas não necessariamente caracteriza um vício, já que você tem controle e pode ficar períodos sem sexo. Sentir estresse ou frustração é uma reação humana quando as necessidades emocionais e físicas não são atendidas, mas o ponto central é entender como isso afeta o relacionamento e como ambos podem se comunicar melhor sobre expectativas e limites.

O impacto que a frequência ou o tipo de procura tem sobre o casal é importante. As piadas ou abordagens que você mencionou podem estar gerando desconforto para sua parceira. Talvez uma conversa aberta e sem julgamentos, em que ambos possam expressar seus sentimentos, seja um passo essencial para fortalecer a conexão e alinhar as expectativas. Se essa comunicação tem sido difícil, um terapeuta de casal pode ajudar a mediar e trazer novas perspectivas sobre intimidade, desejo e respeito mútuo, garantindo que ambos se sintam ouvidos e valorizados.

Não se trata de estar certo ou errado, mas de buscar entendimento e harmonia para que ambos se sintam bem emocional e sexualmente no relacionamento.
Olá, talvez você tenham diferenças significativas de libido, o que pode acontecer em uma relação e se tornar um problema. O sexo é muito importante para algumas pessoas mais que outras. Para resolução disso depende de cada caso e de sua relação - de como é para sua esposa, como é a libido dela e se há prazer também para ela, necessitando achar um meio termo nisso tudo, pois não é "doença" a libido alta, mas pode se tornar um problema em uma relação pela discrepância, como seu caso.
 Rhuan  Aguilar
Psicólogo, Sexólogo
São Bernardo do Campo
Você descreve uma situação que pode estar relacionada a um padrão de comportamento sexual compulsivo , mas não significa necessariamente vício ou doença. O fato de você sentir grande desconforto emocional, estresse e irritação quando não há contato sexual — mesmo com parceira disponível — indica que isso vai além do simples desejo.

É importante entender que desejo sexual varia de pessoa para pessoa e pode oscilar conforme contexto emocional, físico e relacional. No entanto, quando o sexo passa a ser usado como principal forma de alívio emocional , e sua ausência gera sofrimento intenso, pode haver um padrão de dependência comportamental ou regulação emocional através do ato sexual .

O fato de você mesmo reconhecer que consegue se conter por períodos (como nas 2 semanas ou durante os 7 meses da gravidez) mostra que você tem controle sobre o comportamento , o que é diferente do que ocorre em dependências mais rígidas.

Já a forma como sua parceira está reagindo — chamando de "doente" e rotulando suas brincadeiras como obsessivas — pode estar aumentando sua insegurança e dificultando uma conversa saudável sobre o tema. Isso pode gerar mais pressão interna e reforçar a ideia de que algo está errado com você, quando o problema talvez esteja mais na falta de entendimento mútuo sobre desejo e expressão sexual .

Se isso está causando conflito no casamento ou faz você se sentir preso, buscar apoio profissional pode ajudar a esclarecer o que está acontecendo e promover uma relação mais equilibrada entre desejo, autocontrole e vínculo.

Caso precise, estou à disposição.
O desejo sexual faz parte da natureza humana e cada pessoa possui um ritmo e uma intensidade de desejo que podem variar ao longo da vida e das circunstâncias do relacionamento. Pelo seu relato, é importante primeiro diferenciar desejo sexual saudável de compulsão sexual.

A compulsão sexual geralmente está associada à perda de controle sobre os impulsos, quando a pessoa sente necessidade constante e urgente de buscar estímulos sexuais, quando isso começa a prejudicar a vida pessoal, emocional ou conjugal e quando o comportamento passa a gerar sofrimento significativo.

No seu caso, você relata que consegue passar períodos sem relação, que busca preservar o casamento e que não procura outras parceiras fora da relação, o que já demonstra um certo nível de controle e compromisso com o vínculo conjugal. Também é importante considerar o contexto que você mencionou, especialmente o período da gravidez e do pós-parto, que muitas vezes exige afastamento sexual por questões físicas e emocionais da parceira. Durante essas fases é bastante comum que existam desencontros na frequência do desejo entre o casal e isso pode gerar frustração, tensão ou sensação de rejeição.

A masturbação, nesse contexto, pode funcionar como uma forma de aliviar a tensão sexual e não necessariamente significa um problema psicológico. O que merece atenção é o sofrimento emocional que parece estar surgindo entre vocês, principalmente quando a parceira interpreta o seu desejo como algo excessivo ou como se você pensasse apenas em sexo.

Muitas vezes esse tipo de conflito está mais relacionado à dificuldade de comunicação sobre sexualidade dentro do relacionamento do que propriamente a uma compulsão. A sexualidade dentro do casamento passa por fases e precisa ser conversada de forma aberta e respeitosa para que ambos possam compreender as necessidades e limites um do outro.

Em alguns casos, a ajuda de um psicólogo pode ser muito útil para trabalhar essas questões, ajudando o casal a compreender melhor o funcionamento do desejo, diminuir sentimentos de culpa ou julgamento e fortalecer o diálogo sobre intimidade e expectativas dentro da relação.

Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
O relato sugere que não se trata de um vício, mas de uma discrepância de desejo e de falhas na comunicação do casal. O fato de você ter mantido o autocontrole durante meses e conseguir ficar semanas sem relações reforça que não há uma perda de controle patológica. O estresse que você sente é uma reação comum à frustração de uma necessidade de intimidade não atendida.
​Quando um parceiro rotula o outro como 'doente', isso geralmente reflete um conflito na dinâmica da relação, e não necessariamente uma patologia individual. A masturbação, nesse contexto, surge como uma tentativa de autorregulação. O caminho indicado é buscar uma terapia de casal para entender o que esses 'rótulos' escondem e como alinhar as expectativas de intimidade de ambos, transformando a indignação em diálogo.

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