Se o sentimento de uma pessoa não é considerado certo e nem errado dentro da psicologia. O que leva
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Se o sentimento de uma pessoa não é considerado certo e nem errado dentro da psicologia. O que leva o profissional à interromper o tratamento de um paciente que diz que está amando o psicoterapeuta? Não seria melhor explicar o que leva o paciente sentir tais sentimentos?
Essa é uma pergunta muito importante e sensível, e fico grata por você trazê-la. Na psicologia, de fato, nós compreendemos que os sentimentos não são certos ou errados — eles simplesmente são. Eles fazem parte da experiência única e legítima de cada pessoa, e merecem ser acolhidos com respeito e empatia.
Quando, em um processo terapêutico, uma pessoa percebe que está desenvolvendo sentimentos de amor pelo psicoterapeuta, isso é algo que pode e deve ser olhado com cuidado e compreensão, pois carrega significados profundos sobre as necessidades, as carências e as vivências dessa pessoa naquele momento.
O que pode levar à interrupção do tratamento, em alguns casos, não é o sentimento em si, mas sim o risco de que a relação terapêutica, que precisa ser um espaço seguro, ético e protegido, se confunda ou ultrapasse os limites que garantem esse cuidado. O papel do psicoterapeuta, nesses momentos, é avaliar se há condições de manter o vínculo terapêutico de forma saudável para a pessoa atendida e para a própria condução do processo.
O ideal, sim, seria conversar sobre esses sentimentos, ajudar a pessoa a compreender o que está por trás dessa vivência, e oferecer acolhimento e sentido a isso. No entanto, em situações onde o terapeuta percebe que, por qualquer motivo, não conseguirá sustentar esse espaço com a neutralidade, o respeito e a ética necessários, pode ser mais cuidadoso encaminhar a pessoa para outro profissional — sempre com a devida explicação, cuidado e respeito pelos sentimentos que surgiram.
Nada, absolutamente nada, invalida o sentimento da pessoa. Pelo contrário, ele é legítimo e merece ser entendido. O que se preserva é a integridade da relação terapêutica, para que ela continue sendo um espaço seguro e construtivo.
Espero de coração que você esteja bem e que tenha ajudado de alguma forma e me coloco à disposição para acolher o que você estiver sentindo ou pensando sobre isso.
Quando, em um processo terapêutico, uma pessoa percebe que está desenvolvendo sentimentos de amor pelo psicoterapeuta, isso é algo que pode e deve ser olhado com cuidado e compreensão, pois carrega significados profundos sobre as necessidades, as carências e as vivências dessa pessoa naquele momento.
O que pode levar à interrupção do tratamento, em alguns casos, não é o sentimento em si, mas sim o risco de que a relação terapêutica, que precisa ser um espaço seguro, ético e protegido, se confunda ou ultrapasse os limites que garantem esse cuidado. O papel do psicoterapeuta, nesses momentos, é avaliar se há condições de manter o vínculo terapêutico de forma saudável para a pessoa atendida e para a própria condução do processo.
O ideal, sim, seria conversar sobre esses sentimentos, ajudar a pessoa a compreender o que está por trás dessa vivência, e oferecer acolhimento e sentido a isso. No entanto, em situações onde o terapeuta percebe que, por qualquer motivo, não conseguirá sustentar esse espaço com a neutralidade, o respeito e a ética necessários, pode ser mais cuidadoso encaminhar a pessoa para outro profissional — sempre com a devida explicação, cuidado e respeito pelos sentimentos que surgiram.
Nada, absolutamente nada, invalida o sentimento da pessoa. Pelo contrário, ele é legítimo e merece ser entendido. O que se preserva é a integridade da relação terapêutica, para que ela continue sendo um espaço seguro e construtivo.
Espero de coração que você esteja bem e que tenha ajudado de alguma forma e me coloco à disposição para acolher o que você estiver sentindo ou pensando sobre isso.
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Olá. Você realmente tem razão ao dizer que os sentimentos não são julgados como certos ou errados na psicologia, eles são compreendidos como manifestações humanas que têm um sentido dentro da história e das vivências de cada pessoa. Quando um paciente diz estar apaixonado pelo psicoterapeuta, o profissional não o condena por isso, mas sim reconhece esse sentimento como algo importante a ser compreendido dentro do processo terapêutico. Em muitos casos, essa experiência faz parte do que chamamos de “transferência”, quando sentimentos profundos (como amor, raiva ou admiração) são projetados no terapeuta por conta de relações anteriores significativas. Na maior parte das vezes, o ideal é que o psicólogo permaneça no tratamento e trabalhe esse conteúdo com o paciente, com ética, acolhimento e clareza. No entanto, há situações em que, por questões de limites éticos ou riscos de rompimento do vínculo terapêutico, o profissional entende que o melhor a fazer é encaminhar o paciente para outro colega. Não por rejeitar o sentimento, mas para preservar a integridade do processo e do próprio paciente. Tudo isso deve ser feito com muito cuidado e explicação, para que a pessoa não se sinta culpada ou rejeitada, mas sim respeitada.
Olá! Sua pergunta é muito válida e mostra um olhar atento para o processo terapêutico.
Na psicologia, sentimentos não são julgados como certos ou errados. Quando um paciente expressa amor pelo terapeuta, isso pode ser compreendido como parte da relação terapêutica e pode, sim, ser trabalhado em sessão, com escuta e acolhimento.
No entanto, dependendo da intensidade do vínculo e dos riscos à neutralidade da terapia, o profissional pode avaliar que o mais ético e cuidadoso é encerrar ou encaminhar o caso. Isso não é um julgamento do sentimento, mas uma forma de preservar a qualidade do tratamento.
Se esse for o seu caso, pode ser muito importante conversar abertamente com um profissional de confiança.
Na psicologia, sentimentos não são julgados como certos ou errados. Quando um paciente expressa amor pelo terapeuta, isso pode ser compreendido como parte da relação terapêutica e pode, sim, ser trabalhado em sessão, com escuta e acolhimento.
No entanto, dependendo da intensidade do vínculo e dos riscos à neutralidade da terapia, o profissional pode avaliar que o mais ético e cuidadoso é encerrar ou encaminhar o caso. Isso não é um julgamento do sentimento, mas uma forma de preservar a qualidade do tratamento.
Se esse for o seu caso, pode ser muito importante conversar abertamente com um profissional de confiança.
Na psicoterapia, esse fenômeno é conhecido como transferência, que ocorre quando o paciente projeta no terapeuta sentimentos ou percepções relacionados a figuras significativas de sua vida, como pais, parceiros ou outras pessoas importantes.
Embora a relação terapêutica envolva acolhimento e empatia, ela é estritamente profissional. Por isso, caso o psicólogo perceba que a transferência está ultrapassando limites éticos ou que não se sinta confortável com a situação, é sim indicado que encaminhe o paciente para outro profissional, garantindo que o tratamento siga de forma ética, segura e efetiva.
Embora a relação terapêutica envolva acolhimento e empatia, ela é estritamente profissional. Por isso, caso o psicólogo perceba que a transferência está ultrapassando limites éticos ou que não se sinta confortável com a situação, é sim indicado que encaminhe o paciente para outro profissional, garantindo que o tratamento siga de forma ética, segura e efetiva.
Olá. Penso que explicar o que leva o paciente sentir tais sentimentos não impedirá que o sentimento aconteça. Existe um código de ética a qual os profissionais da psicologia devem seguir e imagino que a decisão do profissional deve ter se pautado nesse código. Penso que se você não está tranquila com essa situação, pode pedir uma sessão ao profissional para falar sobre esse assunto. Abraço.
Assim como não existe certo ou errado em relação aos sentimentos do paciente, também não há certo ou errado na decisão do psicólogo de interromper ou continuar o atendimento. Não é uma regra encerrar a terapia diante essa situação, essa decisão depende de uma avaliação cuidadosa do profissional.
Cabe ao psicólogo analisar se esses sentimentos podem ser compreendidos e trabalhados dentro do processo terapêutico, sem comprometer a qualidade e a ética do atendimento. Em alguns casos, no entanto, o terapeuta pode perceber que a relação terapêutica foi impactada a ponto de tornar inviável a continuidade do trabalho.
Isso não significa que o sentimento do paciente é inadequado, mas sim que o profissional reconhece seus próprios limites e entende que não pode mais oferecer o suporte necessário de forma segura e ética.
Cabe ao psicólogo analisar se esses sentimentos podem ser compreendidos e trabalhados dentro do processo terapêutico, sem comprometer a qualidade e a ética do atendimento. Em alguns casos, no entanto, o terapeuta pode perceber que a relação terapêutica foi impactada a ponto de tornar inviável a continuidade do trabalho.
Isso não significa que o sentimento do paciente é inadequado, mas sim que o profissional reconhece seus próprios limites e entende que não pode mais oferecer o suporte necessário de forma segura e ética.
Na terapia sistêmica, entendemos que todo sentimento surge dentro de um contexto relacional. Sentir amor pelo terapeuta não é errado — é um sinal importante que pode estar ligado a outras vivências e vínculos da sua história. O mais importante é explorar juntos o que esse sentimento está dizendo sobre suas necessidades, seus padrões de relacionamento e suas buscas emocionais. Se esse vínculo começar a dificultar o andamento da terapia, conversar sobre como cuidar disso com ética e respeito, buscando o que for mais saudável para você dentro do processo."
Quando um paciente diz que está amando o terapeuta, isso não é incomum: chama-se transferência, um fenômeno onde sentimentos profundos, muitas vezes originados em outras relações, são projetados no terapeuta. O problema não está no amor em si, mas nos riscos à neutralidade do processo terapêutico. Se o vínculo ultrapassa certos limites, o tratamento pode perder sua eficácia e tornar-se eticamente frágil.
Um profissional ético não ignora esse sentimento. O mais adequado seria explorá-lo em sessão — entendendo suas raízes emocionais, sua função e o que ele revela sobre a história do paciente. No entanto, se o envolvimento afetivo compromete a postura técnica do terapeuta ou se a relação ameaça extrapolar os limites da terapia, pode ser necessário encerrar o processo e encaminhar o paciente para outro profissional. Isso não é punição, mas proteção: do paciente, do terapeuta e da própria terapia.
Um profissional ético não ignora esse sentimento. O mais adequado seria explorá-lo em sessão — entendendo suas raízes emocionais, sua função e o que ele revela sobre a história do paciente. No entanto, se o envolvimento afetivo compromete a postura técnica do terapeuta ou se a relação ameaça extrapolar os limites da terapia, pode ser necessário encerrar o processo e encaminhar o paciente para outro profissional. Isso não é punição, mas proteção: do paciente, do terapeuta e da própria terapia.
Sentir amor pelo terapeuta não é errado — na verdade, isso pode fazer parte do processo terapêutico e é chamado de transferência.
O papel do psicólogo é escutar esse sentimento com ética, sem julgamento, e ajudar o paciente a entender o que ele representa.
A interrupção só ocorre se o terapeuta perceber que não consegue mais manter os limites necessários para conduzir o processo com segurança.
Mas na maioria dos casos, esse sentimento pode — e deve — ser trabalhado em terapia.
Se quiser falar sobre isso com acolhimento e profundidade, estou à disposição.
O papel do psicólogo é escutar esse sentimento com ética, sem julgamento, e ajudar o paciente a entender o que ele representa.
A interrupção só ocorre se o terapeuta perceber que não consegue mais manter os limites necessários para conduzir o processo com segurança.
Mas na maioria dos casos, esse sentimento pode — e deve — ser trabalhado em terapia.
Se quiser falar sobre isso com acolhimento e profundidade, estou à disposição.
Olá,
É muito comum que o cliente passe a ter sentimentos diversos junto a seu terapeuta. Inclusive, paixão. Temos de considerar que o paciente apresenta sofrimento e fragilidade, sendo o profissional, um antítodo à isso. Eventualmente, essa situação é superada ao longo do processo, porém, se estiver sendo muito desconfortável ao cliente ou ao profissional, é possível o interrompimento do tratamento e encaminhamento a um colega de confiança. Estou a disposição. Att
É muito comum que o cliente passe a ter sentimentos diversos junto a seu terapeuta. Inclusive, paixão. Temos de considerar que o paciente apresenta sofrimento e fragilidade, sendo o profissional, um antítodo à isso. Eventualmente, essa situação é superada ao longo do processo, porém, se estiver sendo muito desconfortável ao cliente ou ao profissional, é possível o interrompimento do tratamento e encaminhamento a um colega de confiança. Estou a disposição. Att
Talvez tenha sido uma transferência mais difícil de manejar, o ideal neste caso em que o profissional se vê incapacitado de seguir é transferir o caso para outro psicólogo.
Na psicologia, os sentimentos não são vistos como certos ou errados, e quando um paciente diz que está amando o psicoterapeuta, isso pode ser compreendido como parte de sua vivência e da relação construída no setting terapêutico. Esse tipo de sentimento pode ter significados importantes e merece ser acolhido e explorado com cuidado. No entanto, é essencial lembrar que o profissional, apesar de sua escuta técnica, também é uma pessoa que pode ser atravessada por essas questões e por demandas que surgem ao longo do processo. Por isso, é fundamental que ele tenha um espaço de cuidado próprio, como a terapia pessoal, além da supervisão clínica, que oferece suporte para lidar com situações como essa. Em alguns casos, se houver risco de comprometimento do processo terapêutico ou dos limites éticos da relação, o encaminhamento para outro profissional pode ser a atitude mais responsável. Essa decisão não parte de um julgamento sobre o que o paciente sente, mas de um compromisso ético com a integridade do vínculo terapêutico e com o bem-estar de ambos.
Na psicoterapia, nenhum sentimento é “certo” ou “errado”, incluindo o amor. Quando um paciente sente isso pelo terapeuta, é algo chamado transferência, um reflexo das emoções e experiências pessoais.
O terapeuta acolhe esses sentimentos, mas precisa manter os limites profissionais para garantir um ambiente seguro e saudável para o tratamento. Se esses limites ficam difíceis de sustentar, o profissional pode optar por interromper o atendimento, sempre com cuidado e respeito.
Essa atitude é para proteger o processo terapêutico e o bem-estar de ambos.
O terapeuta acolhe esses sentimentos, mas precisa manter os limites profissionais para garantir um ambiente seguro e saudável para o tratamento. Se esses limites ficam difíceis de sustentar, o profissional pode optar por interromper o atendimento, sempre com cuidado e respeito.
Essa atitude é para proteger o processo terapêutico e o bem-estar de ambos.
Todo psicoterapeuta tem suas próprias dificuldades, mesmo essa situação sendo uma condição comum, pode ter havido alguma dificuldade por parte dele ou algo que ele percebeu que poderia prejudicar a terapia. De qualquer forma uma boa comunicação sempre é bem vinda.
SE O VINCULO EMOCIONAL ULTRAPASSA OS LIMITES TERAPÊUTICOS E COMPROMETE A NEUTRALIDADE OU A EFICÁCIA DO TRATAMENTO, DE UM LADO OU DE AMBOS, O PROFISSIONAL PODE OPTAR POR ENCERRAR O PROCESSO, SEMPRE COM RESPONSABILIDADE ÉTICA E SE POSSÍVEL, ENCAMINHANDO O PACIENTE PARA OUTRO COLEGA. O OBJETIVO NUNCA É REJEITAR O PACIENTE MAS PRESERVAR A INTEGRIDADE DO PROCESSO TERAPÊUTICO.
Olá, sinto muito que vc esteja se sentindo assim. Quando um terapeuta se afasta sem explicação, isso pode gerar sentimentos de abandono, confusão e até reforçar dores que já existiam — como a sensação de não ser ouvido ou considerado. E numa relação terapêutica, que é baseada em confiança, isso é ainda mais sensível. O ideal seria, sim, que o terapeuta explicasse o motivo da ausência ou encerramento, ou pelo menos deixasse claro que não poderia continuar. Sumir não é ético, nem justo com o paciente. Você merece esse cuidado e essa consideração. Se precisar falar em terapia estarei à disposição. Abraço!
Olá, obrigada por compartilhar sua experiência. Acredito que seu psicólogo ao romper a sessão e encaminhá-lo a outro profissional quis proteger você, mantendo a neutralidade e não comprometer o tratamento. Ao ser acolhido em um espaço terapêutico é normal o paciente desloque sentimentos, desejos e atitudes originalmente dirigidos a figuras importantes da infância (como pais ou cuidadores) para o analista. Esse sentimento pode ser confundido como uma atração romântica, porém pode ser reflexo de uma necessidade emocional de segurança e afeto. Ao buscar outro profissional reflita sobre alguns sentimentos: Será que tem buscado no outro algo que lhe faltou na infância por seus cuidadores? É uma pessoa insegura? Estou à disposição, caso queira fazer essa viagem introspectiva para "dentro de si ".
Essa conduta é particular de cada profissional.
Sua pergunta é muito importante — e traz à tona algo que acontece com mais frequência do que se imagina na clínica: o paciente se apaixonar pelo terapeuta. E você tem razão ao dizer que sentimentos, em si, não são certos ou errados. O que sentimos merece ser escutado, acolhido e compreendido — e a clínica é justamente esse lugar onde até aquilo que parece confuso ou contraditório pode ganhar espaço.
O que leva, então, alguns profissionais a interromper o tratamento quando o paciente fala desse tipo de sentimento?
Nem sempre é uma questão de julgamento. Muitas vezes, o profissional percebe que não consegue manter a neutralidade ou que a relação terapêutica está sendo comprometida por fatores que ele não consegue sustentar com a ética necessária. Pode haver medo de ultrapassar limites, dificuldade de seguir oferecendo um espaço de escuta sem se envolver de outra forma — ou até insegurança em como manejar o que está sendo trazido.
Mas, do ponto de vista da psicoterapia, o mais potente seria justamente fazer o contrário do que você mencionou: não interromper automaticamente, mas abrir espaço para pensar junto com o paciente o que esse amor significa. Afinal, o sentimento pode ser expressão de uma série de experiências que merecem ser compreendidas: uma necessidade de cuidado, reconhecimento, acolhimento, idealização, carência, entre outras coisas. E tudo isso pode ser profundamente transformador quando acolhido com escuta e ética.
Então sim, o amor na terapia pode ser uma porta para um trabalho mais profundo — desde que o terapeuta se sinta em condições de sustentar esse processo com responsabilidade. Quando isso não acontece, às vezes o desligamento é a forma que o profissional encontra de proteger o paciente e a si mesmo. Mas a escolha de interromper ou não depende muito do contexto, da abordagem do terapeuta e da forma como ele lê essa relação.
Se for algo que você está vivendo ou viveu, vale trazer esse assunto com delicadeza — talvez com outro profissional, que possa te ajudar a explorar o que esse sentimento significou pra você e o que ele revela sobre sua história, suas buscas e seus afetos.
O que leva, então, alguns profissionais a interromper o tratamento quando o paciente fala desse tipo de sentimento?
Nem sempre é uma questão de julgamento. Muitas vezes, o profissional percebe que não consegue manter a neutralidade ou que a relação terapêutica está sendo comprometida por fatores que ele não consegue sustentar com a ética necessária. Pode haver medo de ultrapassar limites, dificuldade de seguir oferecendo um espaço de escuta sem se envolver de outra forma — ou até insegurança em como manejar o que está sendo trazido.
Mas, do ponto de vista da psicoterapia, o mais potente seria justamente fazer o contrário do que você mencionou: não interromper automaticamente, mas abrir espaço para pensar junto com o paciente o que esse amor significa. Afinal, o sentimento pode ser expressão de uma série de experiências que merecem ser compreendidas: uma necessidade de cuidado, reconhecimento, acolhimento, idealização, carência, entre outras coisas. E tudo isso pode ser profundamente transformador quando acolhido com escuta e ética.
Então sim, o amor na terapia pode ser uma porta para um trabalho mais profundo — desde que o terapeuta se sinta em condições de sustentar esse processo com responsabilidade. Quando isso não acontece, às vezes o desligamento é a forma que o profissional encontra de proteger o paciente e a si mesmo. Mas a escolha de interromper ou não depende muito do contexto, da abordagem do terapeuta e da forma como ele lê essa relação.
Se for algo que você está vivendo ou viveu, vale trazer esse assunto com delicadeza — talvez com outro profissional, que possa te ajudar a explorar o que esse sentimento significou pra você e o que ele revela sobre sua história, suas buscas e seus afetos.
Na psicologia, o sentimento do paciente nunca é julgado como certo ou errado — ele é escutado, acolhido e compreendido. Então, se o paciente se apaixona pelo terapeuta, isso deve ser tratado com seriedade e profundidade, não com rejeição.
Esse fenômeno tem nome: transferência. Às vezes o paciente direciona ao terapeuta sentimentos que vêm de vivências anteriores (como idealizações, carência, desejo de acolhimento, etc.). O mais ético e terapêutico é trabalhar isso em sessão, entender de onde vem esse amor, o que ele representa, o que está sendo projetado ali.
Interromper abruptamente o processo pode ser violento emocionalmente e, muitas vezes, mostra uma dificuldade do próprio profissional em lidar com a situação. Só se indica a interrupção quando o psicólogo percebe que não consegue mais manter a neutralidade ou os limites éticos — e mesmo assim, isso deve ser comunicado com clareza, responsabilidade e, se possível, com encaminhamento a outro profissional.
Esse fenômeno tem nome: transferência. Às vezes o paciente direciona ao terapeuta sentimentos que vêm de vivências anteriores (como idealizações, carência, desejo de acolhimento, etc.). O mais ético e terapêutico é trabalhar isso em sessão, entender de onde vem esse amor, o que ele representa, o que está sendo projetado ali.
Interromper abruptamente o processo pode ser violento emocionalmente e, muitas vezes, mostra uma dificuldade do próprio profissional em lidar com a situação. Só se indica a interrupção quando o psicólogo percebe que não consegue mais manter a neutralidade ou os limites éticos — e mesmo assim, isso deve ser comunicado com clareza, responsabilidade e, se possível, com encaminhamento a outro profissional.
Olá, tudo bem?
Essa é uma pergunta muito importante — e sua reflexão mostra uma sensibilidade que merece ser valorizada. Você está certo ao afirmar que, dentro da psicologia, sentimentos não são julgados como certos ou errados. Eles são expressões legítimas de algo interno que precisa ser compreendido, e não corrigido. No entanto, quando um paciente diz que está amando o psicoterapeuta, o cuidado com os limites éticos e técnicos precisa ser ainda mais delicado.
Na maioria dos casos, esse sentimento não é exatamente sobre o profissional em si, mas sim sobre o que ele representa na história emocional daquela pessoa. Pode ser uma figura de acolhimento que faltou, alguém que escuta com presença, ou um porto seguro que ativa desejos profundos de vínculo, reparação ou até idealização. Isso é algo que pode — e deve — ser explorado com seriedade dentro do processo terapêutico. A psicoterapia é um espaço privilegiado para entender o que esse “amor” simboliza, o que ele desperta, o que tenta curar.
Mas... existe uma linha muito clara que não pode ser ultrapassada: a da ética. O Código de Ética do psicólogo, baseado nas normas do CRP, determina que a relação terapêutica deve sempre preservar a assimetria do vínculo — ou seja, o psicólogo não pode, em hipótese alguma, se envolver afetiva ou sexualmente com um paciente. Quando essa linha começa a se confundir, especialmente se o psicólogo percebe que não conseguirá manter a neutralidade necessária, interromper o atendimento pode ser a única forma ética de proteger o paciente de um envolvimento que poderia ser prejudicial — mesmo que a intenção do profissional seja honesta e cuidadosa.
Então talvez a pergunta que fique para você seja: “O que exatamente esse sentimento diz sobre as minhas necessidades emocionais mais profundas?” e “Que tipo de vínculo ou segurança emocional eu sinto que só encontro nesse espaço terapêutico?” ou ainda: “Será que estou tentando viver, na terapia, um tipo de amor que faltou em outras áreas da vida?”
Nem todo sentimento pode ou deve ser vivido literalmente — mas todos eles merecem ser escutados com profundidade. E é exatamente isso que uma boa terapia pode oferecer.
Caso precise, estou à disposição.
Essa é uma pergunta muito importante — e sua reflexão mostra uma sensibilidade que merece ser valorizada. Você está certo ao afirmar que, dentro da psicologia, sentimentos não são julgados como certos ou errados. Eles são expressões legítimas de algo interno que precisa ser compreendido, e não corrigido. No entanto, quando um paciente diz que está amando o psicoterapeuta, o cuidado com os limites éticos e técnicos precisa ser ainda mais delicado.
Na maioria dos casos, esse sentimento não é exatamente sobre o profissional em si, mas sim sobre o que ele representa na história emocional daquela pessoa. Pode ser uma figura de acolhimento que faltou, alguém que escuta com presença, ou um porto seguro que ativa desejos profundos de vínculo, reparação ou até idealização. Isso é algo que pode — e deve — ser explorado com seriedade dentro do processo terapêutico. A psicoterapia é um espaço privilegiado para entender o que esse “amor” simboliza, o que ele desperta, o que tenta curar.
Mas... existe uma linha muito clara que não pode ser ultrapassada: a da ética. O Código de Ética do psicólogo, baseado nas normas do CRP, determina que a relação terapêutica deve sempre preservar a assimetria do vínculo — ou seja, o psicólogo não pode, em hipótese alguma, se envolver afetiva ou sexualmente com um paciente. Quando essa linha começa a se confundir, especialmente se o psicólogo percebe que não conseguirá manter a neutralidade necessária, interromper o atendimento pode ser a única forma ética de proteger o paciente de um envolvimento que poderia ser prejudicial — mesmo que a intenção do profissional seja honesta e cuidadosa.
Então talvez a pergunta que fique para você seja: “O que exatamente esse sentimento diz sobre as minhas necessidades emocionais mais profundas?” e “Que tipo de vínculo ou segurança emocional eu sinto que só encontro nesse espaço terapêutico?” ou ainda: “Será que estou tentando viver, na terapia, um tipo de amor que faltou em outras áreas da vida?”
Nem todo sentimento pode ou deve ser vivido literalmente — mas todos eles merecem ser escutados com profundidade. E é exatamente isso que uma boa terapia pode oferecer.
Caso precise, estou à disposição.
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