Muitas pessoas chegam à avaliação neuropsicológica depois de anos convivendo com dificuldades de atenção, memória, organização, procrastinação, impulsividade ou autocontrole emocional, sem compreender exatamente por que isso acontece. Outras já receberam diagnósticos anteriores, mas continuam com dúvidas, não se reconhecem inteiramente nas conclusões apresentadas ou percebem que aspectos importantes do seu funcionamento ainda precisam ser investigados.
Também é comum que a procura ocorra quando as dificuldades começam a produzir desgaste significativo nos relacionamentos, na vida acadêmica, no trabalho ou na capacidade de administrar as próprias emoções. Nesses casos, mais importante do que buscar rapidamente um rótulo é compreender como os aspectos cognitivos, emocionais, comportamentais e relacionais se combinam na história daquela pessoa.
Meu trabalho é transformar essas dúvidas em uma compreensão clínica criteriosa, individualizada e tecnicamente fundamentada.
Sou Dr. Mário Neto, PhD, psicólogo e neuropsicólogo clínico. Realizo avaliações psicológicas e neuropsicológicas 100% on-line para adolescentes a partir dos 12 anos, adultos e idosos, atendendo pacientes de todo o Brasil.
Principais demandas investigadas
A avaliação pode ser indicada para investigar hipóteses e realizar diagnósticos diferenciais relacionados a:
• Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade — TDAH;
• Transtorno do Espectro Autista — TEA;
• dificuldades de atenção, memória, planejamento, organização e funções executivas;
• procrastinação persistente, impulsividade e dificuldade de concluir tarefas;
• dificuldade de autocontrole e regulação emocional;
• irritabilidade, reações emocionais intensas e baixa tolerância à frustração;
• ansiedade, depressão e alterações persistentes do humor;
• transtorno bipolar e diferenciação entre oscilações emocionais, depressão, ansiedade, TDAH e outros quadros;
• transtorno de personalidade borderline, instabilidade emocional, impulsividade, medo de abandono e dificuldades nos relacionamentos;
• traços e transtornos da personalidade;
• desgaste recorrente nas relações familiares, afetivas, sociais ou profissionais;
• dificuldades de aprendizagem;
• altas habilidades ou superdotação;
• declínio cognitivo, comprometimento cognitivo leve e demências;
• compulsões, dependências e dificuldades de adaptação;
• situações em que diferentes condições apresentam sintomas semelhantes e exigem uma investigação diagnóstica mais ampla.
Como funciona a avaliação neuropsicológica
A avaliação neuropsicológica não se resume à aplicação de testes. Trata-se de um processo estruturado de investigação que integra história de vida, desenvolvimento, queixas atuais, funcionamento acadêmico e profissional, relações interpessoais, autonomia, rotina, características da personalidade, aspectos emocionais e desempenho cognitivo.
O processo pode incluir entrevistas clínicas, anamnese detalhada, análise de documentos e informações complementares, observação clínica e utilização de testes psicológicos com parecer favorável no SATEPSI, quando aplicáveis. Os resultados não são interpretados de maneira isolada. Todas as informações são analisadas em conjunto, considerando a história, o contexto e a singularidade de cada pessoa.
A avaliação é iniciada já na primeira consulta e normalmente é concluída em sete sessões, incluindo a entrevista inicial, as etapas de investigação, a integração dos resultados e a devolutiva. Quando clinicamente adequado e previamente combinado, é possível realizar duas sessões no mesmo dia.
Ao final, o paciente recebe uma explicação detalhada dos resultados e um laudo psicológico ou neuropsicológico. O documento apresenta as funções investigadas, os principais achados, as hipóteses diagnósticas e diferenciais, as repercussões funcionais observadas e recomendações individualizadas para tratamento, acompanhamento e possíveis adaptações.
O diferencial da formação em Tecnologia da Informação
Minha primeira formação acadêmica foi na área de Tecnologia da Informação, na qual também concluí o mestrado em Ciências da Computação. Posteriormente, formei-me em Psicologia e direcionei minha atuação clínica e acadêmica para a Neuropsicologia, a Avaliação Psicológica, o Psicodiagnóstico e a Saúde Mental.
Essa trajetória interdisciplinar constitui um diferencial importante para a avaliação neuropsicológica contemporânea, especialmente no atendimento on-line. A formação tecnológica contribui para uma compreensão aprofundada dos ambientes digitais, dos processos estruturados de coleta e organização de informações e da integração sistemática de diferentes fontes de dados.
Também favorece a utilização criteriosa de recursos digitais, o acompanhamento organizado das diferentes etapas da avaliação e a construção de uma experiência on-line mais funcional, acessível e consistente para o paciente.
A tecnologia, entretanto, não substitui a escuta clínica, o raciocínio diagnóstico ou os fundamentos científicos da Psicologia. Ela é utilizada como um recurso para ampliar a organização, a continuidade e a qualidade do processo, sempre subordinada aos critérios técnicos, éticos e clínicos da avaliação psicológica e neuropsicológica.
Formação acadêmica e especializações
Além do mestrado e do doutorado, possuo mais de 20 pós-graduações, concentradas principalmente em áreas relacionadas à Neuropsicologia, Avaliação Psicológica, Psicodiagnóstico, Saúde Mental, Psicopatologia, Transtornos Neurocognitivos, demências, Transtorno do Espectro Autista, transtornos do neurodesenvolvimento, personalidade e tratamento de condições psicológicas complexas.
Essa formação ampla permite analisar cada demanda a partir de diferentes perspectivas, evitando conclusões baseadas em um único sintoma ou instrumento. Dificuldades de atenção, por exemplo, podem estar relacionadas ao TDAH, mas também podem ocorrer em quadros de ansiedade, depressão, transtorno bipolar, privação de sono, sobrecarga emocional ou outras condições. Da mesma forma, impulsividade, instabilidade emocional e dificuldades relacionais exigem diferenciação cuidadosa entre aspectos do neurodesenvolvimento, transtornos do humor, traços de personalidade e experiências de vida.
Também sou autor de livros técnicos e psicoeducativos relacionados à Psicologia, à saúde mental e ao desenvolvimento humano.
Investimento na avaliação
O investimento total no processo de avaliação neuropsicológica é de R$ 2.280,00. Esse valor contempla as sete sessões e todo o trabalho técnico de análise, integração dos dados, elaboração do laudo e devolutiva.
O pagamento pode ser realizado das seguintes formas:
• R$ 2.040,00 à vista;
• R$ 2.280,00 parcelados em até 12 vezes, com os juros da plataforma;
• pagamento de R$ 240,00 a cada sessão e do trabalho técnico de análise, integração dos resultados e elaboração do laudo antes da etapa final.
O paciente também pode iniciar pela primeira consulta, no valor de R$ 240,00, para apresentar sua demanda, conhecer a metodologia e decidir se deseja prosseguir com o processo completo.
Psicoterapia e reabilitação neuropsicológica
Além das avaliações, realizo psicoterapia individual para adolescentes e adultos, especialmente em situações que envolvem ansiedade, depressão, TDAH, TEA, transtorno bipolar, transtorno de personalidade borderline, desregulação emocional, impulsividade, dificuldades de autocontrole, conflitos nos relacionamentos, compulsões, sofrimento persistente e quadros clínicos complexos.
O acompanhamento integra recursos da Terapia Cognitivo-Comportamental, das terapias contextuais e da escuta psicodinâmica, de acordo com as características, necessidades e objetivos de cada paciente.
Também desenvolvo processos individualizados de reabilitação cognitiva e neuropsicológica, voltados ao fortalecimento de habilidades como atenção, memória, planejamento, organização, autorregulação, manejo emocional e autonomia na vida cotidiana.
Meu compromisso profissional
Meu compromisso é oferecer um processo ético, cuidadoso, transparente e humanizado, sem conclusões precipitadas ou promessas de cura. Mais do que atribuir um rótulo diagnóstico, procuro ajudar cada paciente a compreender seu funcionamento, reconhecer suas dificuldades e potencialidades e encontrar caminhos mais adequados para o tratamento, para os relacionamentos e para a vida cotidiana.
Dr. Mário Neto, PhD Psicólogo e Neuropsicólogo CRP-11/22868
Muitas pessoas chegam à avaliação neuropsicológica depois de anos convivendo com dificuldades de atenção, memória, organização, procrastinação, impulsividade ou autocontrole emocional, sem compreender exatamente por que isso acontece. Outras já receberam diagnósticos anteriores, mas continuam com dúvidas, não se reconhecem inteiramente nas conclusões apresentadas ou percebem que aspectos importantes do seu funcionamento ainda precisam ser investigados.
Também é comum que a procura ocorra quando as dificuldades começam a produzir desgaste significativo nos relacionamentos, na vida acadêmica, no trabalho ou na capacidade de administrar as próprias emoções. Nesses casos, mais importante do que buscar rapidamente um rótulo é compreender como os aspectos cognitivos, emocionais, comportamentais e relacionais se combinam na história daquela pessoa.
Meu trabalho é transformar essas dúvidas em uma compreensão clínica criteriosa, individualizada e tecnicamente fundamentada.
Sou Dr. Mário Neto, PhD, psicólogo e neuropsicólogo clínico. Realizo avaliações psicológicas e neuropsicológicas 100% on-line para adolescentes a partir dos 12 anos, adultos e idosos, atendendo pacientes de todo o Brasil.
Principais demandas investigadas
A avaliação pode ser indicada para investigar hipóteses e realizar diagnósticos diferenciais relacionados a:
• Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade — TDAH;
• Transtorno do Espectro Autista — TEA;
• dificuldades de atenção, memória, planejamento, organização e funções executivas;
• procrastinação persistente, impulsividade e dificuldade de concluir tarefas;
• dificuldade de autocontrole e regulação emocional;
• irritabilidade, reações emocionais intensas e baixa tolerância à frustração;
• ansiedade, depressão e alterações persistentes do humor;
• transtorno bipolar e diferenciação entre oscilações emocionais, depressão, ansiedade, TDAH e outros quadros;
• transtorno de personalidade borderline, instabilidade emocional, impulsividade, medo de abandono e dificuldades nos relacionamentos;
• traços e transtornos da personalidade;
• desgaste recorrente nas relações familiares, afetivas, sociais ou profissionais;
• dificuldades de aprendizagem;
• altas habilidades ou superdotação;
• declínio cognitivo, comprometimento cognitivo leve e demências;
• compulsões, dependências e dificuldades de adaptação;
• situações em que diferentes condições apresentam sintomas semelhantes e exigem uma investigação diagnóstica mais ampla.
Como funciona a avaliação neuropsicológica
A avaliação neuropsicológica não se resume à aplicação de testes. Trata-se de um processo estruturado de investigação que integra história de vida, desenvolvimento, queixas atuais, funcionamento acadêmico e profissional, relações interpessoais, autonomia, rotina, características da personalidade, aspectos emocionais e desempenho cognitivo.
O processo pode incluir entrevistas clínicas, anamnese detalhada, análise de documentos e informações complementares, observação clínica e utilização de testes psicológicos com parecer favorável no SATEPSI, quando aplicáveis. Os resultados não são interpretados de maneira isolada. Todas as informações são analisadas em conjunto, considerando a história, o contexto e a singularidade de cada pessoa.
A avaliação é iniciada já na primeira consulta e normalmente é concluída em sete sessões, incluindo a entrevista inicial, as etapas de investigação, a integração dos resultados e a devolutiva. Quando clinicamente adequado e previamente combinado, é possível realizar duas sessões no mesmo dia.
Ao final, o paciente recebe uma explicação detalhada dos resultados e um laudo psicológico ou neuropsicológico. O documento apresenta as funções investigadas, os principais achados, as hipóteses diagnósticas e diferenciais, as repercussões funcionais observadas e recomendações individualizadas para tratamento, acompanhamento e possíveis adaptações.
O diferencial da formação em Tecnologia da Informação
Minha primeira formação acadêmica foi na área de Tecnologia da Informação, na qual também concluí o mestrado em Ciências da Computação. Posteriormente, formei-me em Psicologia e direcionei minha atuação clínica e acadêmica para a Neuropsicologia, a Avaliação Psicológica, o Psicodiagnóstico e a Saúde Mental.
Essa trajetória interdisciplinar constitui um diferencial importante para a avaliação neuropsicológica contemporânea, especialmente no atendimento on-line. A formação tecnológica contribui para uma compreensão aprofundada dos ambientes digitais, dos processos estruturados de coleta e organização de informações e da integração sistemática de diferentes fontes de dados.
Também favorece a utilização criteriosa de recursos digitais, o acompanhamento organizado das diferentes etapas da avaliação e a construção de uma experiência on-line mais funcional, acessível e consistente para o paciente.
A tecnologia, entretanto, não substitui a escuta clínica, o raciocínio diagnóstico ou os fundamentos científicos da Psicologia. Ela é utilizada como um recurso para ampliar a organização, a continuidade e a qualidade do processo, sempre subordinada aos critérios técnicos, éticos e clínicos da avaliação psicológica e neuropsicológica.
Formação acadêmica e especializações
Além do mestrado e do doutorado, possuo mais de 20 pós-graduações, concentradas principalmente em áreas relacionadas à Neuropsicologia, Avaliação Psicológica, Psicodiagnóstico, Saúde Mental, Psicopatologia, Transtornos Neurocognitivos, demências, Transtorno do Espectro Autista, transtornos do neurodesenvolvimento, personalidade e tratamento de condições psicológicas complexas.
Essa formação ampla permite analisar cada demanda a partir de diferentes perspectivas, evitando conclusões baseadas em um único sintoma ou instrumento. Dificuldades de atenção, por exemplo, podem estar relacionadas ao TDAH, mas também podem ocorrer em quadros de ansiedade, depressão, transtorno bipolar, privação de sono, sobrecarga emocional ou outras condições. Da mesma forma, impulsividade, instabilidade emocional e dificuldades relacionais exigem diferenciação cuidadosa entre aspectos do neurodesenvolvimento, transtornos do humor, traços de personalidade e experiências de vida.
Também sou autor de livros técnicos e psicoeducativos relacionados à Psicologia, à saúde mental e ao desenvolvimento humano.
Investimento na avaliação
O investimento total no processo de avaliação neuropsicológica é de R$ 2.280,00. Esse valor contempla as sete sessões e todo o trabalho técnico de análise, integração dos dados, elaboração do laudo e devolutiva.
O pagamento pode ser realizado das seguintes formas:
• R$ 2.040,00 à vista;
• R$ 2.280,00 parcelados em até 12 vezes, com os juros da plataforma;
• pagamento de R$ 240,00 a cada sessão e do trabalho técnico de análise, integração dos resultados e elaboração do laudo antes da etapa final.
O paciente também pode iniciar pela primeira consulta, no valor de R$ 240,00, para apresentar sua demanda, conhecer a metodologia e decidir se deseja prosseguir com o processo completo.
Psicoterapia e reabilitação neuropsicológica
Além das avaliações, realizo psicoterapia individual para adolescentes e adultos, especialmente em situações que envolvem ansiedade, depressão, TDAH, TEA, transtorno bipolar, transtorno de personalidade borderline, desregulação emocional, impulsividade, dificuldades de autocontrole, conflitos nos relacionamentos, compulsões, sofrimento persistente e quadros clínicos complexos.
O acompanhamento integra recursos da Terapia Cognitivo-Comportamental, das terapias contextuais e da escuta psicodinâmica, de acordo com as características, necessidades e objetivos de cada paciente.
Também desenvolvo processos individualizados de reabilitação cognitiva e neuropsicológica, voltados ao fortalecimento de habilidades como atenção, memória, planejamento, organização, autorregulação, manejo emocional e autonomia na vida cotidiana.
Meu compromisso profissional
Meu compromisso é oferecer um processo ético, cuidadoso, transparente e humanizado, sem conclusões precipitadas ou promessas de cura. Mais do que atribuir um rótulo diagnóstico, procuro ajudar cada paciente a compreender seu funcionamento, reconhecer suas dificuldades e potencialidades e encontrar caminhos mais adequados para o tratamento, para os relacionamentos e para a vida cotidiana.
Dr. Mário Neto, PhD Psicólogo e Neuropsicólogo CRP-11/22868
Abordagem terapêutica
Psicanálise
Terapia cognitivo comportamental
Experiência em:
Reabilitação neuropsicológica
Avaliação neuropsicológica
Principais doenças tratadas
Transtornos Mentais
Transtorno do espectro autista (TEA)
Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH)
Já havia feito uma avaliação antes com outro profissional, mas além de demorada, achei que não serviu de muita coisa, mas o Dr. Mário fez uma avaliação muito criteriosa que me deixou muito mais consc...
Conviver com TDAH e com Autismo é difícil, principalmente sem saber que você tem isso...por isso ter realizado essa avaliação com o doutor foi tão importante para mim. Super indico o trabalho do Douto...
o dr mario foi excelente em todos os seus atendimentos comigo, fazendo uma avaliação detalhada e enfim conseguindo identificar as causas que eu procurava há um bom tempo
Avenida Nossa Senhora de Copacabana 123456, Psicoterapia e avaliação neuropsicológica on-line, Rio de Janeiro 22020-001
Com base na minha experiência clínica e no contato próximo com meus pacientes, compreendo que o processo de diagnóstico da depressão exige sensibilidade, escuta qualificada e uma avaliação cuidadosa que vai muito além da identificação de sintomas isolados. A depressão não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas, e por isso cada história precisa ser acolhida em sua singularidade.
Muitos pacientes chegam ao consultório relatando tristeza persistente, perda de interesse ou prazer em atividades antes significativas, cansaço constante, alterações no sono e no apetite, dificuldade de concentração, sentimentos de culpa, inutilidade ou desesperança. Em alguns casos, surgem também pensamentos recorrentes sobre morte ou desejo de não existir. Esses sinais, quando persistem por semanas e comprometem o funcionamento social, profissional e emocional, indicam a necessidade de uma investigação clínica mais aprofundada.
O diagnóstico é construído ao longo do processo terapêutico, a partir de uma anamnese detalhada, que considera a história de vida do paciente, eventos estressores recentes, padrões relacionais, histórico familiar, possíveis traumas e comorbidades, como ansiedade, uso de substâncias ou doenças clínicas. Também observo como o paciente percebe a si mesmo, o mundo e o futuro — tríade cognitiva frequentemente alterada nos quadros depressivos.
Na prática clínica, percebo que muitos pacientes têm dificuldade em nomear o que sentem. Às vezes, a depressão se apresenta mais como apatia, irritabilidade ou vazio emocional do que como tristeza propriamente dita. Por isso, o vínculo terapêutico é fundamental, pois cria um espaço seguro para que o paciente possa se expressar sem julgamentos e, gradualmente, compreender o que está vivenciando.
Uma vez estabelecido o diagnóstico, o tratamento psicoterapêutico torna-se um recurso central no processo de recuperação. A psicoterapia possibilita que o paciente compreenda os fatores emocionais e cognitivos que contribuem para a manutenção do quadro depressivo. Trabalhamos juntos para identificar pensamentos automáticos negativos, crenças disfuncionais sobre si mesmo e padrões de comportamento que reforçam o isolamento e a desmotivação.
Ao longo das sessões, o paciente aprende a questionar essas interpretações distorcidas, desenvolvendo uma visão mais realista e compassiva sobre si. Também estimulamos a retomada gradual de atividades, o fortalecimento da rede de apoio, a construção de rotinas mais saudáveis e o resgate de projetos pessoais, respeitando sempre o ritmo individual.
Além disso, utilizo estratégias de regulação emocional, manejo do estresse e desenvolvimento de habilidades sociais, ajudando o paciente a expressar suas necessidades, estabelecer limites e lidar de forma mais adaptativa com frustrações e perdas.
Em alguns casos, quando o quadro é mais grave ou persistente, o tratamento pode ser associado ao uso de medicação antidepressiva, sempre com acompanhamento psiquiátrico. No entanto, reforço que a psicoterapia é fundamental para promover mudanças profundas, prevenindo recaídas e fortalecendo recursos internos.
Na minha experiência clínica, testemunho que, com suporte adequado, vínculo terapêutico e engajamento no processo, muitos pacientes conseguem ressignificar suas vivências, reconstruir a autoestima e recuperar o sentido da própria existência. A psicoterapia não apenas trata os sintomas, mas oferece um espaço de reconstrução subjetiva, possibilitando ao paciente retomar o protagonismo de sua própria história.
Avenida Nossa Senhora de Copacabana 123456, Psicoterapia e avaliação neuropsicológica on-line, Rio de Janeiro 22020-001
Com base na minha experiência clínica e no contato próximo com meus pacientes, compreendo que o processo de diagnóstico da depressão exige sensibilidade, escuta qualificada e uma avaliação cuidadosa que vai muito além da identificação de sintomas isolados. A depressão não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas, e por isso cada história precisa ser acolhida em sua singularidade.
Muitos pacientes chegam ao consultório relatando tristeza persistente, perda de interesse ou prazer em atividades antes significativas, cansaço constante, alterações no sono e no apetite, dificuldade de concentração, sentimentos de culpa, inutilidade ou desesperança. Em alguns casos, surgem também pensamentos recorrentes sobre morte ou desejo de não existir. Esses sinais, quando persistem por semanas e comprometem o funcionamento social, profissional e emocional, indicam a necessidade de uma investigação clínica mais aprofundada.
O diagnóstico é construído ao longo do processo terapêutico, a partir de uma anamnese detalhada, que considera a história de vida do paciente, eventos estressores recentes, padrões relacionais, histórico familiar, possíveis traumas e comorbidades, como ansiedade, uso de substâncias ou doenças clínicas. Também observo como o paciente percebe a si mesmo, o mundo e o futuro — tríade cognitiva frequentemente alterada nos quadros depressivos.
Na prática clínica, percebo que muitos pacientes têm dificuldade em nomear o que sentem. Às vezes, a depressão se apresenta mais como apatia, irritabilidade ou vazio emocional do que como tristeza propriamente dita. Por isso, o vínculo terapêutico é fundamental, pois cria um espaço seguro para que o paciente possa se expressar sem julgamentos e, gradualmente, compreender o que está vivenciando.
Uma vez estabelecido o diagnóstico, o tratamento psicoterapêutico torna-se um recurso central no processo de recuperação. A psicoterapia possibilita que o paciente compreenda os fatores emocionais e cognitivos que contribuem para a manutenção do quadro depressivo. Trabalhamos juntos para identificar pensamentos automáticos negativos, crenças disfuncionais sobre si mesmo e padrões de comportamento que reforçam o isolamento e a desmotivação.
Ao longo das sessões, o paciente aprende a questionar essas interpretações distorcidas, desenvolvendo uma visão mais realista e compassiva sobre si. Também estimulamos a retomada gradual de atividades, o fortalecimento da rede de apoio, a construção de rotinas mais saudáveis e o resgate de projetos pessoais, respeitando sempre o ritmo individual.
Além disso, utilizo estratégias de regulação emocional, manejo do estresse e desenvolvimento de habilidades sociais, ajudando o paciente a expressar suas necessidades, estabelecer limites e lidar de forma mais adaptativa com frustrações e perdas.
Em alguns casos, quando o quadro é mais grave ou persistente, o tratamento pode ser associado ao uso de medicação antidepressiva, sempre com acompanhamento psiquiátrico. No entanto, reforço que a psicoterapia é fundamental para promover mudanças profundas, prevenindo recaídas e fortalecendo recursos internos.
Na minha experiência clínica, testemunho que, com suporte adequado, vínculo terapêutico e engajamento no processo, muitos pacientes conseguem ressignificar suas vivências, reconstruir a autoestima e recuperar o sentido da própria existência. A psicoterapia não apenas trata os sintomas, mas oferece um espaço de reconstrução subjetiva, possibilitando ao paciente retomar o protagonismo de sua própria história.
Dr. Mário Neto, PhD.
22/06/2026
Dr. Mário Neto
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3900, Psicoterapia e avaliação neuropsicológica on-line, São Paulo 04538-132
Com base na minha experiência clínica e no contato constante com meus pacientes, compreendo que o processo de diagnóstico do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) exige uma avaliação cuidadosa, ampla e livre de estigmas. Ainda existe muito desconhecimento sobre o transtorno, especialmente em adolescentes e adultos, o que faz com que muitos cheguem ao consultório após anos de sofrimento, frustrações e sensação de inadequação.
No consultório, é comum ouvir relatos de dificuldade de concentração, esquecimentos frequentes, desorganização, procrastinação, impulsividade, dificuldade em concluir tarefas, instabilidade emocional e sensação de estar sempre “atrasado” em relação às demandas da vida. Em adultos, o TDAH muitas vezes se manifesta de forma mais sutil, sendo confundido com ansiedade, depressão ou estresse crônico. Por isso, o diagnóstico não pode se basear apenas em sintomas pontuais.
Realizo uma anamnese detalhada, investigando a história desde a infância, o funcionamento escolar, profissional, familiar e social. Avalio padrões de comportamento ao longo da vida, dificuldades recorrentes, estratégias de compensação desenvolvidas pelo próprio paciente e possíveis comorbidades, como transtornos de ansiedade, depressão, uso de substâncias e dificuldades de autoestima. Sempre que necessário, utilizo instrumentos de avaliação psicológica e neuropsicológica para auxiliar na compreensão do quadro.
O diagnóstico é construído de forma cuidadosa e compartilhada, ajudando o paciente a compreender que o TDAH não define quem ele é, mas explica parte do seu funcionamento cognitivo e emocional. Muitos relatam alívio ao entenderem suas dificuldades sob uma nova perspectiva, deixando de se ver como “preguiçosos”, “desorganizados” ou “incapazes”.
Uma vez estabelecido o diagnóstico, a psicoterapia se torna um pilar fundamental do tratamento. O trabalho terapêutico vai além do manejo dos sintomas, buscando promover autoconhecimento, autonomia e desenvolvimento de habilidades práticas. Auxilio o paciente a estruturar rotinas, organizar tarefas, estabelecer prioridades, gerenciar o tempo e desenvolver estratégias de planejamento e foco.
Também trabalhamos crenças disfuncionais construídas ao longo da vida, como sentimentos de incompetência, culpa e autocrítica excessiva, que frequentemente acompanham pessoas com TDAH. A psicoterapia oferece um espaço seguro para ressignificar experiências passadas marcadas por fracassos, críticas e incompreensão.
Além disso, ensino técnicas de autorregulação emocional, controle da impulsividade e manejo da frustração, já que muitos pacientes apresentam dificuldade em lidar com emoções intensas. O objetivo é fortalecer recursos internos e promover maior equilíbrio emocional.
Em alguns casos, o tratamento pode ser associado ao uso de medicação, sempre com acompanhamento psiquiátrico adequado. No entanto, ressalto que a medicação, quando indicada, não substitui a psicoterapia, mas atua como um recurso complementar. É na psicoterapia que o paciente aprende a lidar com seu funcionamento, desenvolver estratégias adaptativas e construir uma relação mais saudável consigo mesmo.
Na minha prática clínica, observo que, quando o paciente compreende seu diagnóstico e se engaja no processo terapêutico, ocorrem mudanças significativas na autoestima, no desempenho profissional, nos relacionamentos e na qualidade de vida. A psicoterapia permite que o indivíduo com TDAH deixe de lutar contra si mesmo e passe a utilizar suas potencialidades de forma mais consciente, produtiva e satisfatória.
Dr. Mário Neto, PhD.
11/01/2026
Dr. Mário Neto
Avenida do Batel 123456, Psicoterapia e avaliação neuropsicológica on-line, Curitiba 80420-090
Com base na minha experiência clínica e no contato contínuo com meus pacientes, observo que o processo de diagnóstico do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) vai muito além da simples identificação de sintomas. Trata-se de uma avaliação cuidadosa, que envolve escuta atenta, compreensão da história de vida do paciente, de seus padrões emocionais, comportamentais e das circunstâncias que cercam seu sofrimento psíquico.
No consultório, muitos pacientes chegam relatando preocupações constantes e excessivas, dificuldade de controlar pensamentos antecipatórios, tensão muscular, fadiga, irritabilidade, alterações no sono e na concentração. Essas queixas, quando persistem por meses e interferem significativamente na qualidade de vida, acendem um sinal de alerta para o TAG. No entanto, é fundamental diferenciar esse quadro de outras condições, como depressão, transtornos do pânico, fobias, estresse crônico ou mesmo questões médicas. Por isso, realizo uma anamnese detalhada, investigo o contexto emocional, familiar, profissional e social do paciente, além de avaliar possíveis comorbidades.
O diagnóstico é construído de forma gradual e compartilhada. Ao longo das sessões, observo padrões recorrentes de pensamento, especialmente a tendência à catastrofização, à hipervigilância e ao medo constante de que algo ruim aconteça, mesmo sem evidências concretas. Também avalio o impacto desses pensamentos na rotina, nas relações interpessoais e no desempenho profissional.
Uma vez estabelecido o diagnóstico, o tratamento psicoterapêutico se torna um espaço seguro para que o paciente compreenda o funcionamento de sua ansiedade. A psicoterapia permite identificar gatilhos, crenças disfuncionais e padrões emocionais que sustentam o quadro. Trabalho com o paciente para que ele desenvolva maior consciência sobre seus pensamentos automáticos, aprenda a questioná-los e substituí-los por interpretações mais realistas e adaptativas.
Além disso, ensino técnicas de regulação emocional, manejo do estresse e estratégias de enfrentamento, como exercícios de respiração, relaxamento, atenção plena e organização da rotina. O objetivo não é eliminar completamente a ansiedade — emoção natural e necessária —, mas ajudar o paciente a lidar com ela de forma mais saudável, sem que domine sua vida.
Ao longo do processo terapêutico, percebo que muitos pacientes passam a reconhecer seus limites, aprendem a dizer “não”, ajustam expectativas irreais sobre si mesmos e desenvolvem maior autocompaixão. A psicoterapia também favorece o fortalecimento da autoestima e da autonomia emocional.
Em alguns casos, quando necessário, o tratamento pode ser integrado ao uso de medicação, sempre com acompanhamento psiquiátrico adequado. No entanto, a psicoterapia permanece como eixo central, pois promove mudanças profundas e duradouras na forma como o paciente se relaciona consigo mesmo e com o mundo.
Em minha prática clínica, testemunho frequentemente a evolução positiva de pacientes com TAG quando se engajam no processo terapêutico. Com tempo, vínculo terapêutico e dedicação, é possível reduzir significativamente os sintomas, resgatar a qualidade de vida e construir uma relação mais equilibrada com as próprias emoções.
Dr. Mário Neto, PhD.
11/01/2026
Dr. Mário Neto
Avenida Professor Magalhães Neto 123456, Psicoterapia e avaliação neuropsicológica on-line, Salvador 41810-011
Ao longo da minha prática clínica, uma das situações mais delicadas que acompanho é o momento em que surgem as primeiras suspeitas de Alzheimer ou de outras demências. Raramente o diagnóstico começa com algo abrupto. Na maioria das vezes, ele se constrói a partir de pequenos sinais que se acumulam no cotidiano: esquecimentos que fogem ao esperado para a idade, mudanças sutis de comportamento, dificuldades em tarefas antes simples, alterações no humor ou na forma de se relacionar com a família. É nesse ponto que muitos pacientes e familiares chegam ao consultório, geralmente confusos, angustiados e cheios de perguntas.
O processo diagnóstico não se resume a um único exame ou consulta. Ele é, necessariamente, cuidadoso, progressivo e multidimensional. O primeiro passo é sempre uma escuta atenta — tanto da pessoa que apresenta os sintomas quanto de quem convive com ela. A história clínica é fundamental. Entender quando os sintomas começaram, como evoluíram, em que contextos aparecem e de que forma impactam a vida diária permite diferenciar envelhecimento normal, comprometimento cognitivo leve e quadros demenciais propriamente ditos.
Em paralelo à avaliação clínica, exames médicos são solicitados para investigar possíveis causas reversíveis ou agravantes do quadro, como alterações metabólicas, deficiências vitamínicas, distúrbios hormonais ou condições neurológicas associadas. Exames de neuroimagem também auxiliam, oferecendo informações importantes sobre a estrutura e o funcionamento do cérebro. No entanto, é essencial compreender que nenhum exame isolado fecha o diagnóstico de demência. Eles compõem o quebra-cabeça, mas não contam a história completa.
É nesse contexto que a avaliação neuropsicológica assume um papel central. Ela permite compreender, de forma detalhada, como as diferentes funções cognitivas estão funcionando. Memória, atenção, linguagem, raciocínio, funções executivas, percepção visuoespacial e velocidade de processamento são avaliadas de maneira sistemática e padronizada. Mais do que identificar déficits, essa avaliação revela padrões — e esses padrões são fundamentais para diferenciar tipos de demência e estágios da doença.
Durante a avaliação neuropsicológica, observo não apenas os resultados dos testes, mas também a forma como a pessoa enfrenta as tarefas, sua postura emocional, sua capacidade de insight e suas estratégias espontâneas. Muitas vezes, o sofrimento não está apenas na falha cognitiva, mas na percepção de que algo não está funcionando como antes. Esse momento exige sensibilidade, pois a avaliação não deve ser vivida como um julgamento, mas como um espaço de compreensão.
Após a conclusão da avaliação, realizo uma devolutiva cuidadosa, tanto para o paciente quanto para a família. Esse é um dos momentos mais importantes de todo o processo. Traduzir os achados técnicos em uma linguagem clara, humana e acessível é fundamental para reduzir a ansiedade e permitir que todos compreendam o que está acontecendo. O diagnóstico, quando confirmado, não deve ser comunicado de forma fria ou apressada. Ele precisa ser contextualizado, acolhido e integrado à história daquela pessoa.
O acompanhamento neuropsicológico não termina com o diagnóstico. Pelo contrário, ele se inicia ali. Ao longo do tempo, o acompanhamento permite monitorar a evolução do quadro, identificar mudanças cognitivas e comportamentais, orientar adaptações na rotina e apoiar decisões clínicas importantes. Reavaliações periódicas ajudam a ajustar estratégias de cuidado e a compreender quais funções permanecem preservadas — e essas funções são fundamentais para manter autonomia e qualidade de vida pelo maior tempo possível.
Além disso, o acompanhamento neuropsicológico oferece suporte emocional. Tanto a pessoa com demência quanto seus familiares atravessam um processo de adaptação contínua. Medos, luto antecipado, insegurança e sobrecarga fazem parte dessa trajetória. O espaço clínico torna-se, então, um lugar de escuta, orientação e reorganização. Não se trata apenas de medir perdas, mas de sustentar possibilidades.
Sempre enfatizo que o diagnóstico de Alzheimer ou de outra demência não define a pessoa. Ele descreve uma condição, não uma identidade. O acompanhamento neuropsicológico ajuda justamente nisso: a preservar a dignidade, a história e o valor humano de quem sofre, ao mesmo tempo em que oferece aos familiares instrumentos para compreender, conviver e cuidar com mais segurança e menos culpa.
Na minha experiência, quando o diagnóstico é feito de forma cuidadosa e o acompanhamento é contínuo, o sofrimento diminui. Não porque a doença desaparece, mas porque o desconhecido deixa de dominar o cenário. Conhecer, compreender e acompanhar transforma o medo em possibilidade de cuidado — e o cuidado, quando bem orientado, pode ser profundamente humano e significativo.
A avaliação neuropsicológica é, antes de tudo, um processo de compreensão. Ao longo da minha experiência clínica e do contato contínuo com pacientes de diferentes idades, histórias e queixas, aprendi que ela não serve apenas para identificar déficits ou confirmar diagnósticos, mas para compreender como a mente daquela pessoa está funcionando naquele momento da vida.
De forma simples, a avaliação neuropsicológica investiga a relação entre o cérebro e o comportamento. Ela busca entender como funções como atenção, memória, linguagem, raciocínio, velocidade de processamento e funções executivas estão organizadas e operando no dia a dia do paciente. Muitas vezes, a pessoa chega com queixas vagas, como “estou esquecendo demais”, “não consigo me concentrar”, “minha mente está lenta” ou “não sou mais como antes”. A avaliação neuropsicológica ajuda a transformar essas percepções subjetivas em informações claras, organizadas e tecnicamente fundamentadas.
Na prática clínica, observo que a avaliação neuropsicológica é especialmente útil quando existe dúvida sobre a origem das dificuldades. Nem toda queixa cognitiva tem causa neurológica, assim como nem todo sofrimento emocional explica completamente alterações no desempenho mental. Ansiedade, depressão, estresse crônico, privação de sono e conflitos emocionais podem afetar significativamente a cognição. Por outro lado, alterações neurológicas, neurodegenerativas ou do neurodesenvolvimento também podem se manifestar inicialmente como mudanças comportamentais ou emocionais. A avaliação neuropsicológica permite diferenciar esses cenários, evitando conclusões precipitadas.
Muitos pacientes se surpreendem ao perceber que esse processo não se resume a “fazer testes”. Ele começa com uma escuta cuidadosa, na qual a história de vida, as queixas atuais, o contexto emocional, familiar, profissional e acadêmico são considerados. Em seguida, utilizo instrumentos e tarefas específicas que avaliam diferentes funções cognitivas. Cada tarefa tem um propósito claro e faz parte de um raciocínio clínico mais amplo. Não se trata de comparar o paciente com um padrão rígido, mas de entender seu perfil cognitivo, seus pontos fortes, suas fragilidades e a forma como essas características impactam sua rotina.
Outra função essencial da avaliação neuropsicológica é orientar decisões. Em muitos casos, ela auxilia no planejamento terapêutico, indicando quais funções precisam ser estimuladas, quais estratégias compensatórias podem ser adotadas e quais intervenções são mais adequadas. Em outros contextos, contribui para decisões educacionais, adaptações acadêmicas, orientações profissionais ou mesmo esclarecimentos diagnósticos quando há suspeita de condições neurológicas ou psiquiátricas específicas.
Também considero fundamental destacar que a avaliação neuropsicológica não tem como objetivo rotular o paciente. Pelo contrário, ela busca oferecer clareza. Para muitos, entender o que está acontecendo com a própria mente traz alívio, reduz a autoculpa e ajuda a reorganizar expectativas. Quando o paciente compreende seus limites e potencialidades, torna-se possível construir caminhos mais realistas e saudáveis para lidar com as dificuldades.
Ao final do processo, a devolutiva é um momento central. É quando traduzo os resultados técnicos em uma linguagem compreensível, conectando os achados com as queixas trazidas no início. Esse momento costuma ser terapêutico, pois permite que o paciente se reconheça no que está sendo explicado e encontre sentido no que vinha vivenciando de forma confusa ou angustiante.
Em resumo, a avaliação neuropsicológica serve para compreender, esclarecer e orientar. Ela funciona como uma ponte entre o funcionamento cerebral, a experiência subjetiva e o comportamento observável. Quando bem conduzida, com rigor técnico e sensibilidade clínica, torna-se uma ferramenta poderosa para promover autoconhecimento, direcionar intervenções e apoiar o cuidado integral com a saúde mental.
Dr. Mário Neto, PhD.
11/01/2026
Dr. Mário Neto
Muitas pessoas convivem durante anos com um sofrimento emocional que nunca recebeu um nome claro. Não sabem dizer exatamente “o que têm”, mas sabem que algo não vai bem. São sintomas que vão e voltam, fases de piora e melhora, períodos de maior cansaço emocional, angústias persistentes, ansiedade constante, tristeza prolongada, irritabilidade, sensação de vazio ou de estar sempre lutando contra algo invisível. Quando isso se estende no tempo, é comum que a pessoa passe a acreditar que esse sofrimento faz parte de quem ela é — quando, na verdade, ele merece cuidado.
Procurar um psicólogo não exige um diagnóstico fechado. Você não precisa saber se o que sente é ansiedade, depressão, trauma, transtorno de humor ou qualquer outro nome técnico. Essa não é a sua responsabilidade. O que importa é reconhecer que o sofrimento existe, que ele se prolonga e que, sozinho(a), você já tentou lidar com isso de todas as formas possíveis. A psicoterapia é justamente o espaço onde esse sofrimento pode ser compreendido, organizado e cuidado com profundidade, sem pressa e sem rótulos precipitados.
Na primeira consulta psicológica, especialmente quando falamos de quadros antigos ou mal diagnosticados, não se espera que você chegue com respostas prontas. Não é uma avaliação fria, nem um interrogatório. É um primeiro encontro, um espaço de escuta, acolhimento e compreensão. Muitas pessoas chegam dizendo: “não sei bem o que eu tenho, só sei que não estou bem há muito tempo”. Isso já é mais do que suficiente para começar. O trabalho do psicólogo é justamente ajudar a dar sentido à sua história emocional, respeitando o seu tempo e a complexidade do que foi vivido.
É importante saber também que, quando o sofrimento se estende por anos, ele costuma estar ligado a múltiplos fatores: experiências de vida, traumas silenciosos, padrões emocionais aprendidos, formas de se relacionar consigo e com os outros, e, em alguns casos, aspectos biológicos que podem exigir avaliação conjunta com outros profissionais. Nada disso é resolvido em uma única sessão — e nem deveria ser. A terapia não é um conserto rápido, mas um processo cuidadoso de reconstrução.
Buscar ajuda depois de tanto tempo convivendo com a dor não é sinal de fraqueza, nem de fracasso. Pelo contrário: é um gesto de maturidade emocional e de respeito por si mesmo(a). Muitas pessoas só percebem o quanto estavam sofrendo quando, pela primeira vez, encontram um espaço onde não precisam se explicar demais, se defender ou se comparar. Um espaço onde podem, finalmente, ser escutadas.
Se você sente que algo em você está cansado de carregar tudo sozinho(a), talvez este seja o momento de procurar ajuda. Não porque você “não deu conta”, mas porque ninguém deveria dar conta de tudo sozinho por tanto tempo. A psicoterapia existe para isso: para que o sofrimento encontre palavra, compreensão e cuidado — e para que você possa, aos poucos, construir uma forma mais leve e consciente de viver consigo mesmo(a).
24/12/2025
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