Perguntas do paciente (13)

  • Como a psicanálise lida com o transtorno bipolar? Somente a análise seria necessária ou necessitaria

    Como a psicanálise lida com o transtorno bipolar? Somente a análise seria necessária ou necessitaria também do tratamento com medicamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dhyone Schinemann

    A psicanálise lida com o transtorno bipolar ajudando o paciente a explorar conflitos inconscientes, padrões emocionais e relações interpessoais que podem contribuir para o transtorno. Através da análise, o paciente pode ganhar insights sobre suas emoções e comportamentos, promovendo uma compreensão mais profunda de si mesmo.

    No entanto, é importante ressaltar que, no caso do transtorno bipolar, o tratamento com medicamentos é geralmente necessário para estabilizar o humor e controlar os sintomas. Medicamentos como estabilizadores de humor, antipsicóticos e antidepressivos são comumente usados e devem ser prescritos por um psiquiatra.

    Portanto, a abordagem ideal para o tratamento do transtorno bipolar envolve uma combinação de psicanálise e tratamento medicamentoso, proporcionando um cuidado integral que aborda tanto os aspectos psicológicos quanto biológicos do transtorno.

    Disponível em: Mayo Clinic, Cleveland Clinic, National Institute of Mental Health.


  • Olá! Sofri uma tentativa de assalto há algum tempo, mas fugi do mesmo. Desde então, não consigo sair

    Olá! Sofri uma tentativa de assalto há algum tempo, mas fugi do mesmo. Desde então, não consigo sair de casa direito, pois tenho medo de encontrar com o assaltante novamente e ele querer fazer algum mal comigo. Acredito que estou com Estresse Pós-Traumático. Eu gostaria de mudar isso, pois quero sair de casa para caminhar/pedalar novamente, e até encontrar alguns amigos (coisa que não estou fazendo com medo de encontrar o assaltante). Há alguns dias, vi uma pessoa com a mesmas características dele, não sei se era ele, mas isso foi o suficiente para fazer minha ansiedade explodir e o medo de sair de casa aumentar, pois, novamente, tenho medo de me encontrar com ele e o mesmo querer fazer algum ruim comigo. Gostaria de saber o que realmente está acontecendo comigo e como posso mudar isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dhyone Schinemann

    É possível que você esteja experimentando sintomas de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) após a tentativa de assalto. TEPT pode ocorrer após eventos traumáticos e inclui sintomas como reviver a experiência através de flashbacks ou pesadelos, evitamento de situações que lembram o trauma, hipervigilância e reações físicas intensas ao lembrar do evento.

    O tratamento geralmente envolve psicanálise, que ajuda a processar e compreender as profundezas do trauma. Técnicas de enfrentamento, como exercícios de respiração e mindfulness, também podem ser úteis.

    Procurar ajuda de um profissional de saúde mental é essencial para receber um diagnóstico adequado e iniciar o tratamento mais adequado para o seu caso. A psicanálise pode ajudar a reduzir a ansiedade e o medo, permitindo que você recupere a confiança para sair de casa e retomar suas atividades diárias.

    Disponível em: Cleveland Clinic, Rethink Mental Illness.


  • Olá, eu comecei a ver porno bem cedo e acho que isso influenciou na minha sexualidade, é possível?

    Olá, eu comecei a ver porno bem cedo e acho que isso influenciou na minha sexualidade, é possível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dhyone Schinemann

    A exposição precoce à pornografia pode influenciar a sexualidade de diversas maneiras. Estudos indicam que ver pornografia desde cedo pode moldar as expectativas e práticas sexuais, além de influenciar atitudes permissivas sobre sexo, como a aceitação de relações sexuais casuais e práticas sexuais inseguras. Isso também pode levar a uma objetificação dos parceiros e a crenças estereotipadas sobre gêneros e sexo

    Se você acredita que a pornografia influenciou sua sexualidade, é recomendável buscar o suporte de um profissional para entender melhor esses impactos e encontrar maneiras de desenvolver uma sexualidade saudável e satisfatória.

    Disponível em: Australian Institute of Family Studies, BYU ScholarsArchive.


  • Eu posso sentir que não amo mais uma pessoa, mas querer tentar amá-la novamente? Estou casada há 4

    Eu posso sentir que não amo mais uma pessoa, mas querer tentar amá-la novamente?
    Estou casada há 4 anos, mas sinto que não amo mais meu esposo, nos distanciamos sexualmente e eu me apaixonei por outra pessoa. Mas além de todos os medos que eu tenho de deixar meu parceiro (medo de machucá-lo e também medo de me arrepender), também acho que ele é uma pessoa que vale a pena, vejo coisas boas nele, gostaria de amá-lo novamente, isso é possível ou só estou me enganando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dhyone Schinemann

    Sim, é possível tentar amar novamente seu parceiro, mesmo que você sinta que o amor tenha diminuído. A reconexão pode exigir esforço e compromisso de ambas as partes, mas há diversas estratégias que podem ajudar a reacender a chama do relacionamento.

    *Comunicação Profunda: Faça perguntas significativas e profundas para redescobrir seu parceiro. Questões sobre sonhos, valores e experiências podem ajudar a criar um novo nível de entendimento e conexão emocional

    Se você sente que vale a pena tentar, várias ações podem ajudar a reconectar vocês e potencialmente “reacender” o amor, ou ressignificar o próprio conceito de amar.


  • Fui um bebê que rejeitou mamar, 4 meses já não aceitava o peito mais, uma criança com muita rigidez

    Fui um bebê que rejeitou mamar, 4 meses já não aceitava o peito mais, uma criança com muita rigidez a mudança e comportamento agressivo, seletividade alimentar e dificuldade de socializar desde nova. Minha mãe diz que eu sempre chorava pra não ir pra escola e que desde sempre dei muito trabalho, sendo taxada de mimada, frescurenta. Eu lembro que desde nova eu me batia escondido no banheiro e chorava só. Nunca fui de muitos amigos e sofro até hoje com isso. Eu tenho vários episódios de choros e mutilação, muita dificuldade para dormir, permanecer dormindo, tenho hiperfocos, tenho dificuldade de aceitar mudanças e fico muito estressada e as vezes agressiva. Tenho algumas manias com cores de roupa, com comida e amo ficar em casa com a pessoa que tenho apego. Sempre sofri muito com meu jeito, tenho a sensação de não pertencimento, e muita culpa por ser assim. Eu preciso ouvir que devo carregar o celular, beber água, comer... pq estou tão hiperfocada que algumas coisas básicas eu não faço. É como se minha mente não funcionasse pra certas coisas, e eu ando muito esgotada mentalmente. Que profissional devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dhyone Schinemann

    Para avaliar sua situação, é importante considerar que diversos sintomas descritos podem estar relacionados a condições como Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), e outros transtornos de ansiedade. O TEA pode, em alguns casos, ser diagnosticado apenas na idade adulta, especialmente em casos leves onde os sintomas podem ser confundidos com outras condições ou interpretados como traços de personalidade.

    Você mencionou dificuldades com mudanças, hiperfocos, seletividade alimentar, dificuldades sociais e comportamentos repetitivos, que são compatíveis com o TEA. A comorbidade com TOC, ansiedade e depressão é comum em pessoas com TEA.

    Para um diagnóstico preciso, o profissional indicado é um neurologista, que pode realizar uma avaliação neuropsicológica detalhada. Além disso, a colaboração de um psicólogo ou psiquiatra especializado em transtornos do neurodesenvolvimento pode ser necessária para uma compreensão completa dos seus sintomas e para o planejamento de um tratamento adequado.

    Disponível em: Tua Saúde, Autismo em adultos: diagnóstico tardio, Autismo em adultos: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento.


  • Bom dia! O barulho de chinelo arrastando,uma colher mexendo na xícara,o abrir de uma porta,uma torne

    Bom dia! O barulho de chinelo arrastando,uma colher mexendo na xícara,o abrir de uma porta,uma torneira aberta muito forte.E essa noite o barulho do ventilador q eu era acostumada quase me enlouqueceu.Tenho 38 anos já fui diagnosticada com toc, ansiedade, depressão e síndrome do Pânico,mas esses sintomas começaram a pouco tempo.esses sintomas parecem de pessoas com autismo.É possível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dhyone Schinemann


    Bom dia! A hipersensibilidade a sons cotidianos, como barulho de chinelo ou ventilador, pode estar relacionada tanto ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) quanto ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esses sintomas são comuns em ambas as condições devido à sensibilidade sensorial aumentada. No entanto, é essencial uma avaliação cuidadosa por um profissional de saúde para um diagnóstico preciso, já que essas condições apresentam sobreposição de sintomas.

    Disponível em: Hipersensibilidade: fogos de artifício e o autismo, Autismo em Dia: TOC e autismo.


  • Amigos, tenho filhos com TDAH e vi aqui mesmo no Doctoralia que a partir de julho de 2023 o TDAH é c

    Amigos, tenho filhos com TDAH e vi aqui mesmo no Doctoralia que a partir de julho de 2023 o TDAH é classificado como deficiencia pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), alguém poderia por favor me indicar o dispositivo legal que classifica o TDAH como deficiencia explicitamente?

    Muito obrigado!!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dhyone Schinemann

    Pelo que pesquisei sim…
    a partir de julho de 2023, o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) passou a ser classificado como deficiência pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). Essa mudança garante direitos específicos para pessoas com TDAH, como acesso à educação inclusiva e adaptações pedagógicas. O dispositivo legal que formaliza essa classificação é a Lei 14.254, que reforça a inclusão de pessoas com TDAH.

    Disponível em: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e Rey Abogado - Nova legislação sobre o TDAH: Entenda as mudanças e seus impactos.


  • É possível o TEPT ter sido desencadeado por um episódio de abuso sexual na infância e persistir na v

    É possível o TEPT ter sido desencadeado por um episódio de abuso sexual na infância e persistir na vida adulta? Sempre fui diagnosticada com Síndrome do Pânico e hoje um novo médico me diagnosticou com TEPT mas o episódio em questão aconteceu há quase 20 anos atrás.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dhyone Schinemann

    Sim, é possível que o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) seja desencadeado por um episódio de abuso sexual na infância e persista na vida adulta. O TEPT pode surgir anos após o evento traumático, pois o trauma infantil pode alterar a estrutura e a química do cérebro durante seu desenvolvimento. Estudos indicam que o tempo médio entre o abuso infantil e o início dos sintomas de TEPT pode ser de vários anos, o que explica por que os sintomas podem se manifestar muito tempo depois do evento original. Portanto, um diagnóstico de TEPT pode ser apropriado mesmo décadas após o evento traumático


  • Tenho uma dúvida, pessoas que tem parafilia percebem que aquilo que consomem é estranho/errado ou pa

    Tenho uma dúvida, pessoas que tem parafilia percebem que aquilo que consomem é estranho/errado ou para eles é normal e nem mesmo percebem ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dhyone Schinemann

    Pessoas com parafilia podem ter diferentes níveis de percepção sobre seus comportamentos. Algumas reconhecem que suas fantasias ou atos são socialmente inaceitáveis e podem sentir culpa ou vergonha, especialmente se causarem sofrimento ou interferirem na vida cotidiana. Outras podem ver suas parafilias como normais, sem reconhecer o impacto negativo. É importante destacar que, quando esses comportamentos causam sofrimento pessoal ou a outros, são considerados transtornos parafílicos. Terapia e tratamento psicológico podem ajudar a gerenciar esses sentimentos e comportamentos, promovendo um entendimento mais saudável da sexualidade.


  • Não consigo manter ereção ao colocar a camisinha. O que posso fazer?

    Não consigo manter ereção ao colocar a camisinha. O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dhyone Schinemann

    A dificuldade em manter a ereção ao colocar a camisinha pode estar relacionada à ansiedade, falta de prática, ou sensibilidade reduzida.

    Acredito que o ato de colocar a camisinha funciona como um COMPROMISSO… e isso faz com que vc acione suas defesas relacionadas ao medo da falha, tais como ansiedade.

    Aqui estão algumas sugestões:

    1. **Pratique**: Tente colocar a camisinha durante a masturbação para se acostumar.
    2. **Lubrificação**: Use lubrificante dentro da camisinha para aumentar a sensibilidade.
    3. **Relaxe**: Reduza a ansiedade com técnicas de respiração ou preliminares prolongadas.
    4. **Terapia Psicanalítica**: Pode ajudar a explorar e resolver questões emocionais subjacentes.

    Se a dificuldade persistir, consulte um profissional de saúde para avaliação e orientação.

    Disponível em: Cleveland Clinic, Mayo Clinic.


  • Uma pessoa com transiçao de qualidade de vida ( obesa) em uma dieta.. Mudanças de rotina pode sofrer

    Uma pessoa com transiçao de qualidade de vida ( obesa) em uma dieta.. Mudanças de rotina pode sofrer alguma problema que necessite da ajuda de um psicologo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dhyone Schinemann

    Sem duvida. Toda mudança implica perdas.
    Procure preferencialmente um psicólogo especialista na área das questões alimentares ou nas questões do luto (perdas). Att.


  • Como superar os pensamentos intrusivos? Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    Como superar os pensamentos intrusivos?
    Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dhyone Schinemann

    Pensamentos intrusivos podem ser perturbadores e difíceis de lidar, especialmente após eventos significativos como a gravidez. Aqui estão algumas abordagens para ajudar a superá-los:

    1. **Aceitação**: Reconheça que os pensamentos intrusivos são comuns e que tentar suprimi-los pode piorar a situação.
    2. **Mindfulness**: Pratique estar presente no momento, observando os pensamentos sem julgá-los ou reagir a eles.
    3. **Rotina de Relaxamento**: Técnicas como respiração profunda, ioga ou meditação podem ajudar a reduzir a ansiedade associada aos pensamentos intrusivos.
    4. **Psicanálise**: Buscar ajuda de um psicanalista pode ser útil para explorar e entender as causas subjacentes desses pensamentos.

    Se os pensamentos intrusivos persistirem e interferirem significativamente em sua vida, é aconselhável procurar a ajuda de um profissional de saúde mental.

    Disponível em: Mayo Clinic, National Institute of Mental Health, Cleveland Clinic.


  • Há dois meses tenho aura, sem dor. Não melhora. Algumas vezes tenho pontadas na cabeça, que passam

    Há dois meses tenho aura, sem dor. Não melhora. Algumas vezes tenho pontadas na cabeça, que passam em seguida. Já fui a neurologista, clínico geral, oftalmo, já fiz tomografia. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Dhyone Schinemann

    A enxaqueca, tem causas variadas. Contudo as questões psicológicas são as mais preponderantes somadas as nutricionais.
    Evite comer após as 19h, faça massagens quando possível, inclusive nas têmporas, quando a crise começar faça um pequeno momento de relaxamento focando na respiração.

    Se possível faça um tratamento psicoterapeutas de longa duração.

    Recomendo a psicanálise. Estimo melhoras.
    Att.


Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.