Perguntas do paciente (15)

  • Tenho uma sensação de vazio constante, um buraco no peito. Parece que nada me preenche, nem minha fa

    Tenho uma sensação de vazio constante, um buraco no peito. Parece que nada me preenche, nem minha família, amigos, trabalho, etc. Já tomo remédio e faço terapia e mesmo assim esse vazio não vai embora. O que devo fazer? Me sinto perdida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Graziele Gonçalves de Lima

    A sensação de vazio que você descreve pode ser muito angustiante, e muitas pessoas passam por algo parecido mesmo tendo família, trabalho e tratamento em andamento. Isso não significa que nada esteja funcionando ou que não exista saída.

    Na psicoterapia, especialmente na psicanálise, esse vazio não é visto apenas como algo que precisa ser “preenchido”, mas como uma experiência que pode ter relação com a própria história, com desejos, perdas ou exigências internas.

    O fato de você já estar em terapia e em acompanhamento médico é muito importante. Talvez seja importante conversar abertamente com seu terapeuta sobre como esse vazio aparece e como ele tem sido vivido por você. Às vezes, esse sentimento precisa justamente encontrar espaço de escuta.
    Sentir-se perdida diante disso é compreensível, mas você não precisa atravessar essa experiência sozinha.


  • Como lidar com a sensação de fracasso profissional quando toda a minha identidade está ligada ao tra

    Como lidar com a sensação de fracasso profissional quando toda a minha identidade está ligada ao trabalho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Graziele Gonçalves de Lima

    Olá!
    Muitas uma dificuldade profissional pode ser sentida como um fracasso pessoal. No sentido de que não é apenas “algo que não deu certo”, mas uma experiência que atinge a autoestima e o sentimento de valor.

    Vivemos em uma cultura que associa desempenho e reconhecimento ao sucesso. Isso pode levar a uma cobrança excessiva e a uma ligação muito estreita entre identidade profissional e autoestima. Quando algo falha, surgem vergonha, autocrítica intensa e ansiedade.

    Dizendo da minha perspectiva de trabalho: na psicanálise, o foco não é oferecer fórmulas para superar o fracasso, mas compreender o que essa experiência significa na sua história. Ao diferenciar quem você é daquilo que você faz, é possível construir uma relação mais saudável com o trabalho e com sua trajetória.


  • Como a psicanálise lida com o racismo estrutural? O analista leva em conta o sofrimento que vem de f

    Como a psicanálise lida com o racismo estrutural? O analista leva em conta o sofrimento que vem de fora, da sociedade, ou foca só na minha infância?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Graziele Gonçalves de Lima

    Olá! Como vai?

    Essa é uma pergunta substancial! A psicanálise não reduz o sofrimento à infância, embora a história infantil seja importante para compreender a constituição do sujeito, muitas vezes alguns pacientes nem tocam muito nas lembranças de criança. Digo isso para pontuar que o sofrimento também é atravessado pelo laço social, pelas estruturas simbólicas e pelas formas de violência que operam na cultura.

    No campo da psicanálise, temos uma literatura atual e cirúrgica indicando como o racismo estrutural não é apenas uma questão “externa”: ele incide sobre o corpo, sobre a construção da identidade e sobre a forma como o sujeito é reconhecido (ou não) no campo social. Isso produz marcas psíquicas reais — como vergonha, silenciamento, hipervigilância, sentimento de não pertencimento ou desvalorização.

    Na clínica, o analista leva em conta tanto a singularidade da sua história quanto os efeitos concretos das violências sociais. A psicanálise não culpabiliza o indivíduo pelo sofrimento causado por discriminação ou exclusão. Pelo contrário, ela oferece um espaço para elaborar como essas experiências foram vividas, nomeadas e inscritas na sua história.

    O trabalho analítico permite distinguir o que vem da violência estrutural e o que foi internalizado como narrativa sobre si mesmo — abrindo possibilidade de reposicionamento subjetivo.

    Ou seja: não se trata de escolher entre sociedade ou infância, mas de compreender como o social atravessa a subjetividade.

    Espero ter ajudado com a dúvida!


  • Como traumas do passado influenciam o surgimento de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como traumas do passado influenciam o surgimento de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Graziele Gonçalves de Lima

    Traumas do passado podem influenciar a forma como uma pessoa lida com emoções e relacionamentos, mas não causam, de maneira automática, o Transtorno de Personalidade Borderline. Cada pessoa reage às experiências difíceis de um jeito próprio.

    Situações como abandono, violência ou falta de apoio emocional, especialmente na infância, podem tornar mais difícil confiar nos outros, lidar com frustrações e regular as emoções. Quando esses sentimentos não encontram espaço para serem compreendidos e elaborados, eles podem aparecer como sofrimento intenso, mudanças bruscas de humor ou dificuldades nos vínculos.

    Ainda assim, não existe uma única causa para o TPB. O mais importante é olhar para a história de cada pessoa e oferecer um acompanhamento profissional que considere sua singularidade e suas formas próprias de enfrentar o sofrimento.


  • Como saber quando devo me consultar com psiquiatra ou psicólogo?

    Como saber quando devo me consultar com psiquiatra ou psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Graziele Gonçalves de Lima

    Considero que não existe um “marco exato” que determina quando alguém deve procurar um psicólogo ou psiquiatra. O que orienta essa decisão é a maneira como você está vivendo o seu sofrimento.

    Geralmente, é um bom momento para buscar um psicólogo quando algo começa a se repetir na sua vida — um incômodo, um medo, uma dificuldade nas relações, um mal-estar que você não consegue nomear. O processo terapêutico ajuda justamente a colocar isso em palavras e a compreender o que, da sua história, está em jogo ali.

    A procura por um psiquiatra costuma entrar quando o mal-estar/sofrimento se intensifica a ponto de afetar o funcionamento cotidiano — como alterações importantes no sono, crises muito fortes, dificuldades de concentração, ou quando o próprio sujeito percebe que talvez precise avaliar a possibilidade de medicação.

    As duas abordagens não se excluem: muitas pessoas se beneficiam de acompanhar o que se passa no nível subjetivo enquanto observam, com o psiquiatra, os fenômenos e sintomas para avaliação da necessidade (ou não) de suporte medicamentoso.


  • O que faz com que o autismo feminino seja subdiagnosticado?

    O que faz com que o autismo feminino seja subdiagnosticado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Graziele Gonçalves de Lima

    O autismo em mulheres costuma ser subdiagnosticado porque, muitas vezes, ele se manifesta de forma diferente do que os modelos tradicionais descrevem. Durante muito tempo, os critérios de diagnóstico foram baseados principalmente em estudos com meninos, o que fez com que sinais mais comuns em meninas passassem despercebidos.

    Além disso, muitas mulheres desenvolvem estratégias para “se adaptar” socialmente desde cedo, como imitar comportamentos, esconder dificuldades ou se esforçar para corresponder às expectativas sociais. Isso pode fazer com que o sofrimento fique menos visível, mesmo quando existe um grande desgaste emocional interno.

    Outro ponto importante é que sintomas do autismo feminino podem ser confundidos com ansiedade, depressão ou dificuldades emocionais, atrasando o reconhecimento do quadro. Por isso, um olhar clínico atento, que considere as particularidades de cada pessoa, é fundamental para um diagnóstico mais preciso e cuidadoso.


  • De que forma o bullying expõe a vulnerabilidade humana?

    De que forma o bullying expõe a vulnerabilidade humana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Graziele Gonçalves de Lima

    O bullying expõe a vulnerabilidade humana porque atinge necessidades básicas da vida em sociedade, como o pertencimento, o reconhecimento e a segurança emocional. Situações repetidas de humilhação, exclusão ou agressão podem gerar sofrimento psíquico, afetar a autoestima e provocar sentimentos de medo, vergonha e inadequação.

    Os impactos do bullying na saúde mental variam de pessoa para pessoa e dependem da história individual, da intensidade das agressões e do suporte emocional disponível. Em crianças, adolescentes e também em adultos, a falta de apoio e de espaços de escuta pode aumentar essa vulnerabilidade.

    Por isso, o acompanhamento psicológico pode ser fundamental para ajudar a elaborar essas experiências, fortalecer recursos emocionais e reduzir os efeitos do bullying ao longo da vida.


  • Como as dores existenciais podem manifestar-se? .

    Como as dores existenciais podem manifestar-se? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Graziele Gonçalves de Lima

    As chamadas dores existenciais costumam aparecer quando algo da relação da pessoa com sua própria vida perde sentido ou se torna difícil de sustentar. Elas nem sempre se manifestam como um sofrimento claramente identificável, mas podem surgir como vazio, angústia persistente, sensação de inadequação, dificuldade em tomar decisões, desânimo, ou a impressão de estar vivendo “no automático”.

    Também é comum que apareçam através de conflitos nas relações, excesso de autocobrança, sentimento de não pertencimento, crises em momentos de transição (como mudanças profissionais, término de relacionamentos ou entrada na vida adulta), ou ainda como sintomas mais difusos — ansiedade, irritabilidade, cansaço constante e perda de interesse pelo que antes fazia sentido.

    Do ponto de vista clínico, essas experiências podem indicar um momento em que a pessoa se confronta com questões sobre identidade, desejo, limites e expectativas, tanto próprias quanto sociais. A psicoterapia oferece um espaço para elaborar essas questões, permitindo que o sofrimento seja compreendido em sua singularidade e que novos modos de se posicionar diante da própria vida possam emergir.


  • O sentido da vida é algo dado ou construído? .

    O sentido da vida é algo dado ou construído? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Graziele Gonçalves de Lima

    Essa é uma questão que costuma aparecer em momentos de crise, mudança ou quando aquilo que organizava a vida deixa de fazer sentido. Do ponto de vista clínico, o sentido da vida não é algo dado de forma fixa, mas também não é totalmente livre ou arbitrário. Ele se constrói ao longo da história de cada pessoa, nas relações, nas escolhas, nos impasses e nos modos singulares de lidar com o desejo e com a realidade.

    Em muitos momentos, há a expectativa de que o sentido esteja pronto — como uma resposta que deveria ser encontrada. No entanto, a experiência mostra que ele se transforma ao longo do tempo e pode se tornar opaco em determinadas fases, gerando angústia, vazio ou sensação de desorientação.

    Essas perguntas, embora desconfortáveis, costumam indicar um movimento importante: a possibilidade de se reposicionar diante da própria vida, revendo expectativas, identificações e caminhos. A psicoterapia pode ajudar justamente nesse processo, oferecendo um espaço de escuta e elaboração para que cada pessoa possa construir, de maneira singular, aquilo que faz sua vida ter sentido.


  • Conheci uma pessoa incrível e estamos vivendo algo intenso e muito bom. Mas antes de assumir um rela

    Conheci uma pessoa incrível e estamos vivendo algo intenso e muito bom. Mas antes de assumir um relacionamento sério, ela quer saber se eu quero ter filhos um dia.

    Eu realmente não sei responder e não quis mentir para ela, fui sincero e disse que tenho dúvidas.

    Como devo refletir sobre esse assunto? Como atingir o auto conhecimento necessário para saber se quero ter filhos um dia? Qual tipo de ajuda profissional eu posso precisar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Graziele Gonçalves de Lima

    Sua dúvida é legítima e muito mais comum do que parece. Quando se trata do desejo de ter filhos, não estamos diante de uma escolha simples ou puramente racional. Trata-se de um tema que atravessa camadas profundas da nossa história, dos modelos familiares que vivemos, das idealizações, dos medos e também das construções sociais em torno da parentalidade.

    Não saber pode ser, justamente, o ponto de partida mais honesto. Refletir sobre isso envolve escutar a si mesmo de maneira mais cuidadosa: o que você espera de um vínculo? O que significa, para você, cuidar de alguém? O que essa pergunta — "você quer ter filhos?" — toca na sua história?

    A psicanálise pode ser uma ferramenta valiosa nesse processo. Ao invés de oferecer respostas prontas, ela abre um espaço para você colocar em palavras as dúvidas, angústias e fantasias que esse tema mobiliza.
    Procurar um(a) psicanalista pode ajudar a transformar essa incerteza em algo que produza sentido e não em mais uma cobrança sobre si mesmo.


  • O que falar na terapia psicanalítica? .

    O que falar na terapia psicanalítica? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Graziele Gonçalves de Lima

    Na psicanálise, não há um roteiro do que deve ser dito. Você pode falar de tudo — do que incomoda, do que se repete, dos sonhos, das dores, das lembranças ou mesmo do silêncio. Às vezes, começamos falando do dia, de algo aparentemente banal, e é por aí que algo mais profundo se anuncia.

    A única “regra” é essa: dizer o que vier, mesmo que pareça sem sentido. É a partir dessa liberdade — e também dessa estranheza — que começamos a escutar o que está em jogo de verdade. O que se fala em análise não é aquilo que se espera dizer, mas aquilo que, muitas vezes, escapa.


  • Quais são as regras da técnica psicanalítica? .

    Quais são as regras da técnica psicanalítica? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Graziele Gonçalves de Lima

    Na psicanálise, trabalhamos com três princípios técnicos fundamentais: a associação livre, em que o paciente é convidado a falar tudo o que vier à mente, sem censura; a atenção flutuante, que é a maneira como o analista escuta, sem se fixar em um sentido prévio; e a abstinência, que não se refere à ausência de afeto, mas a uma posição ética do analista de não satisfazer demandas imaginárias, justamente para que algo novo possa surgir na fala.

    Essas diretrizes orientam a clínica, mas não são “regras” no sentido tradicional. Cada análise é única, e essas ferramentas são mobilizadas a partir do que se apresenta em cada encontro. O importante não é aplicar uma técnica de forma padronizada, mas sustentar uma escuta que permita ao sujeito encontrar o que nele insiste, repete, ou faz sintoma — e que, muitas vezes, escapa ao saber consciente.

    Assim, a psicanálise se propõe mais como um espaço de criação de sentido do que de correção ou conselho. O processo exige tempo, compromisso e o desejo de se implicar na própria história.


  • Gostaria de saber pq eu nunca consigo chegar lá mesmo que esteja sentindo prazer, sempre aconteceu i

    Gostaria de saber pq eu nunca consigo chegar lá mesmo que esteja sentindo prazer, sempre aconteceu isso, com todos os meus parceiros sexuais, e quando tento me tocar me sinto suja de alguma forma...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Graziele Gonçalves de Lima

    Você traz uma questão mais comum do que parece: a dificuldade de chegar ao orgasmo mesmo sentindo prazer. A sexualidade é sempre atravessada por experiências subjetivas complexas, que nem sempre aparecem de forma consciente, e por isso merecem ser escutadas com cuidado.

    O prazer feminino, ainda hoje, é pouco falado e muitas vezes cercado por estigmas, expectativas e pressões — tanto para “chegar lá” quanto para corresponder a certas ideias sobre como deve ser a experiência sexual. Isso pode gerar um excesso de exigência, ou até bloquear o contato mais espontâneo com o próprio corpo.

    Há também um ponto muito importante no que você diz: a sensação de se sentir “suja” ao tentar se tocar. O sexo, em várias histórias de vida, acaba associado ao proibido, ao escondido, ao que deve ser contido. Essas marcas podem produzir dificuldades reais no acesso ao prazer.

    Não é um tema simples, e justamente por isso um espaço de fala e escuta pode ajudar você a compreender de onde vêm essas sensações e quais caminhos podem se abrir na relação com seu próprio corpo e desejo.


  • Eu sinto vontade de esfaquear alguma pessoa do sexo masculino (sou mulher tenho 26 anos) não tem nin

    Eu sinto vontade de esfaquear alguma pessoa do sexo masculino (sou mulher tenho 26 anos) não tem ninguém em específico.(a pesar de que quando sinto raiva de alguém, o foco vira ela.) Me imagino fazendo isso e olhando dentro dos olhos dela. (Não que eu vá fazer.) Mas eu posso ser uma sociopata? , ou será que de vez enquanto todo mundo pensa nisso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Graziele Gonçalves de Lima

    Imaginar uma cena violenta não significa querer realizá-la. As fantasias são expressões do inconsciente, muitas vezes ligadas à raiva, à dor, à sensação de impotência. Elas podem vir carregadas de imagens fortes, porque não encontraram ainda outro lugar ou outra linguagem para se dizer. Fantasias violentas podem assustar — não apenas quem as tem, mas também quem escuta. Mas na psicanálise, escutamos o que é dito sem transformar em diagnóstico o que, muitas vezes, é sintoma de dor, raiva ou desamparo.

    Imaginar algo não é o mesmo que fazer. Fantasiar é uma forma do inconsciente se expressar. Quando alguém diz “eu me imaginei fazendo tal coisa”, o mais importante não é corrigir, julgar ou enquadrar, mas perguntar: o que essa imagem está tentando dizer?

    Raiva, ódio e violência fazem parte da condição humana. Mulheres, especialmente, foram ensinadas a silenciar esses afetos, a reprimi-los ou culpabilizá-los. Quando aparecem na fala, isso já é um gesto de deslocamento, de busca, de tentativa de elaboração.

    O papel de um(a) psicanalista não é moralizar nem receitar respostas prontas, mas sustentar a escuta para que algo dessa angústia possa ser simbolizado — e não apenas contido. A fala precisa de lugar, sobretudo quando o que se diz causa estranhamento. E é nisso que a análise pode ajudar: a fazer com que o sofrimento encontre palavra, em vez de virar silêncio ou castigo.


  • Como ajudar uma criança com autismo a interagir através de brincadeiras e jogos com sua família?

    Como ajudar uma criança com autismo a interagir através de brincadeiras e jogos com sua família?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Graziele Gonçalves de Lima

    A interação de uma criança autista com a família é muito favorecida pelo reconhecimento de que ela tem uma forma muito própria de estar no mundo. Por isso, aproximar-se dela exige delicadeza e respeito ao seu ritmo.

    Mais importante do que propor jogos específicos é construir um espaço onde ela possa entrar na brincadeira a partir do que faz sentido para ela — seja um movimento repetitivo, um objeto preferido, uma forma particular de olhar ou de tocar. Muitas vezes, é justamente quando os adultos acolhem esses gestos, sem forçar uma “forma certa” de brincar, que a criança começa a abrir brechas para compartilhar algo.

    A família pode ajudar oferecendo presença, previsibilidade e um interesse genuíno pelo que a criança já faz.


Perguntas frequentes

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