Conheci uma pessoa incrível e estamos vivendo algo intenso e muito bom. Mas antes de assumir um rela

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Conheci uma pessoa incrível e estamos vivendo algo intenso e muito bom. Mas antes de assumir um relacionamento sério, ela quer saber se eu quero ter filhos um dia.

Eu realmente não sei responder e não quis mentir para ela, fui sincero e disse que tenho dúvidas.

Como devo refletir sobre esse assunto? Como atingir o auto conhecimento necessário para saber se quero ter filhos um dia? Qual tipo de ajuda profissional eu posso precisar?
Nós passamos por várias fases na vida e cada um tem determinada expectativa para para cada fase. É comum que alguém queira ter filhos logo e outros só terão esse desejo em momentos posteriores, depois de atingirem determinado propósito, outros podem nunca ter esse desejo, etc. Por outro lado o desejo de ter filhos pode estar ligado a determinados fatores emocionais, como por exemplo, o filho ser a forma de se sentir valorizado(a), cumprir com expectativas familiares, ter medo de que um filho venha a tomar o seu espaço na família, ter um filho para "salvar" o relacionamento, etc., assim podem haver muito bons e maus propósitos para se ter um filho. Se esse fator tem te incomodado, vale a pena buscar ajuda de um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, para entender o que está acontecendo e te ajudar a elaborar o que for necessário.

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Olá, como vai?
Nesse caso eu sugiro que você procure por um psicólogo para te ajudar a elaborar essa questão e outras relacioandas. Além disso, mudar de opinião é esperado durante a vida e você pode hoje não querer e num futuro, seja com ou sem ela, querer ser pai. Espero ter ajudado, fico à disposição.
Olá!
A sua dúvida é muito válida e bastante comum, embora nem sempre seja fácil admitir isso. Decidir se quer ou não ter filhos é algo profundo, que toca valores, medos, desejos e a forma como você imagina o futuro.

Na Gestalt-Terapia, entendemos que o autoconhecimento se dá no encontro com o outro e com as situações que a vida nos propõe. O que você está vivendo agora, com essa pessoa e com essa pergunta, já é uma oportunidade rica de refletir sobre si mesmo. Não se trata apenas de “descobrir uma resposta certa”, mas de entrar em contato com o que você sente ao imaginar diferentes caminhos: o que te encanta ou te assusta na ideia de ter filhos? O que significaria para você não ter?

Um processo terapêutico pode te ajudar a dar espaço a essas questões, te apoiando a escutar com mais clareza suas próprias emoções, crenças e histórias. Um psicólogo pode ser um parceiro importante nessa jornada de escuta, cuidado e construção de escolhas mais conscientes.

Seja gentil com você. Dúvidas assim são sinais de maturidade diante de uma escolha importante.
Olá! Primeiro, parabéns pela sua sinceridade ao compartilhar suas dúvidas com essa pessoa especial. Essa honestidade é um passo importante para construir um relacionamento verdadeiro. Refletir sobre querer ou não ter filhos é uma decisão muito pessoal e que pode levar tempo, mas há caminhos que podem te ajudar a ganhar mais clareza.

1. Autoconhecimento e reflexão pessoal: Comece se perguntando o que te faz ter dúvidas. Por exemplo: seria um receio de todas as responsabilidades e preocupações financeiras envolvidas no processo? Ou talvez uma questão de não se imaginar como pai no momento? Pergunte a si mesmo:
• Como eu me vejo daqui a 5 ou 10 anos?
• Quais são meus valores e prioridades na vida?
• Como a ideia de ter filhos se encaixa (ou não) nos meus planos? Pense também nas experiências que teve com crianças (familiares, amigos) e como elas influenciaram você.

2. Converse com pessoas próximas: Falar com amigos ou familiares de confiança que já têm filhos (ou que escolheram não ter) pode trazer novas perspectivas. Pergunte como foi a decisão deles e como a vida mudou depois. Isso pode te ajudar a entender melhor os prós e contras.

3. Explore suas emoções: Às vezes, as dúvidas vêm de medos ou crenças que nem sempre percebemos. Por exemplo, você já parou para pensar se há alguma experiência do passado (como sua própria infância) que influencia sua visão sobre ser pai? Tente identificar essas emoções… mas sem se julgar.

4. Busque ajuda profissional: Um psicólogo pode ser um grande aliado nesse processo. A terapia pode te ajudar a explorar suas dúvidas, valores pessoais e desejos de forma estruturada. Um bom terapeuta vai te ajudar a esclarecer o que está por trás da sua incerteza e como alinhar sua decisão com o que é mais autêntico no momento para você.

5. Dê tempo ao tempo: Não sinta pressão para decidir agora. É normal levar meses ou até anos para ter certeza. Continue conversando com sua parceira sobre o assunto, mantendo a transparência. Mostre que você está refletindo ativamente. Isso pode fortalecer a confiança entre vocês.

Por fim, lembre-se de que não existe uma resposta “certa” ou “errada”. O importante é chegar a uma decisão que seja fiel aos seus valores e que te traga paz. Se quiser começar com um profissional, procure um psicólogo na sua região ou online para te acompanhar nessa jornada de autoconhecimento. Boa sorte no seu relacionamento e nessa reflexão tão valiosa!
Faça psicoterapia para se conhecer melhor e explorar melhor essas questões.
É muito positivo você ter sido sincero sobre suas dúvidas, pois decidir ter filhos é uma escolha importante e pessoal. Para refletir melhor, é importante pensar nos seus sentimentos, valores, expectativas de vida e também nas responsabilidades que a paternidade envolve. Conversar com pessoas próximas, ler sobre o tema e reservar um tempo para se conhecer pode ajudar bastante. Se quiser um apoio mais estruturado, um psicólogo pode ajudar no autoconhecimento, trazendo clareza sobre seus desejos e medos. Esse processo vai te ajudar a tomar uma decisão consciente e alinhada com quem você realmente é.
Essa é uma dúvida muito mais comum do que parece, e é ótimo que você tenha sido sincero com a pessoa com quem está se relacionando. A decisão de ter ou não filhos toca em questões muito profundas e não existe uma resposta certa que venha de fora. Cada pessoa tem seu próprio tempo e caminho para entender isso.

Na psicanálise, a gente não trabalha com conselhos prontos, mas sim com um processo de escuta e reflexão. O que pode ajudar muito é entender de onde vem essa dúvida: será que ela tem a ver com medo de repetir histórias da própria família? Ou com expectativas que os outros colocaram em você? Ou ainda com a pressão de tomar uma decisão definitiva?

Falar sobre isso com um psicanalista pode ajudar a escutar melhor a si mesmo. Através do diálogo, no tempo de cada um, vão surgindo clarezas. O autoconhecimento não aparece de repente, mas é construído pouco a pouco. E às vezes, nessa construção, a resposta aparece — ou então a angústia de não ter a resposta já não incomoda tanto.

Buscar ajuda profissional não é sinal de fraqueza, mas de cuidado consigo mesmo. Um processo analítico pode ser o espaço certo para você entender o que quer de verdade, e não o que esperam que você queira.
Não há como prever com precisão o que vamos querer no futuro. Nossa existência está em constante movimento, somos seres em devir, em projeto. Isso significa que qualquer desejo que você tenha hoje — seja claro ou meio nebuloso — pode se transformar, porque a vida é fluxo, e a experiência humana não é estática.

Por isso, talvez a questão não seja tentar encontrar uma resposta definitiva agora, mas sim permitir-se olhar com sinceridade para o que hoje faz sentido para você. Como você se imagina daqui a alguns anos? Que tipo de vida te inspira construir? O que você deseja experimentar, compartilhar, viver? Dentro dessas imagens, existe espaço para a experiência de ser pai, ou essa ideia te parece distante ou até mesmo alheia?

Mais importante do que se comprometer com um "sim" ou "não", é poder ser honesto consigo mesmo sobre as dúvidas, os receios, os valores que orientam suas escolhas hoje. Porque a dúvida, nesse contexto, também pode ser sinal de maturidade — um reflexo de alguém que não quer responder de maneira automática, mas sim com autenticidade.

O autoconhecimento, nesse caminho, não é sobre encontrar respostas prontas, mas sobre sustentar perguntas vivas, acolher incertezas e escutar-se com profundidade. E esse processo pode ser enriquecido em um espaço terapêutico. Não para te dizer o que escolher, mas para te ajudar a olhar para si, perceber o que hoje pulsa, o que tem peso, o que se repete, o que se distancia, o que emociona. Porque o sentido — e o querer — só pode ser construído a partir da experiência vivida, e não de uma certeza idealizada sobre o futuro.
Dra. Patricia De Lucia Nadruz
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Esse tipo de dúvida, querer ou não ter filhos é muito comum e muitas pessoas não tem uma resposta pronta sobrer isso. As razões podem ser insegurança financeira ou emocional; conflitos entre liberdade pessoal e responsabilidade parental; falta de contato com crianças ou modelos positivos de parentalidade; ambivalência entre desejo individual e expectativas do outro. Para responder a essa pergunta é necessário um autoconhecimento profundo, entender as próprias motivações e projetar de forma honesta o tipo de vida que você quer viver. É importante pensar o que você sente a respeito de crianças e filhos; como vc vê pessoas com filhos hoje; quais medos e resistencias surgem em você ao pensar em ser pai; o que vc imagina que um filho traria de bom ou dificultaria sua vida; investigue o que vc valoriza na vida (iberdade, cuidado, amor, legado, conexao, independencia); ter filhos ajuda ou atrapalha seus valores? A terapia individual com um psicologo pode te ajudar a explorar seus medos, bloqueios e expectativas (se houver); compreender sua historia de vida e como ela influencia sua visao sobre ser pai; encontrar respostas mais autenticas para você.
 Michelle Novello
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá. Que importante sua reflexão e sua sinceridade consigo e com o outro. A decisão sobre ter ou não filhos não se dá apenas no campo racional, mas envolve questões muito profundas, que dizem respeito à sua própria história, às suas experiências, aos seus desejos, aos seus fantasmas e às suas angústias.

Por isso, mais do que buscar uma resposta pronta, talvez seja necessário se perguntar: "De onde vem essa dúvida?", "O que, para mim, significa ser pai?", "Que fantasias, medos ou idealizações estão em jogo nessa decisão?"

A psicanálise oferece justamente esse espaço de escuta, onde é possível, pouco a pouco, construir um caminho de autoconhecimento, não para obter respostas certas, mas para se aproximar do seu desejo mais autêntico: aquele que não se confunde com expectativas do outro, com padrões sociais ou medos inconscientes.

Buscar um processo analítico pode ser fundamental nesse momento, não apenas para pensar sobre a questão da paternidade, mas para se escutar de uma forma mais profunda e verdadeira.
Olá,
Em um relacionamento inicial é importante ter uma diálogo aberto e sincero. Em terapia pode ser investigados o histórico de vida e traumas que algumas das vezes são inconscientes advindos da infância, bem como na vivencia familiar.
à disposição
 Luciana Victal  Rodrigues
Psicólogo
Matias Barbosa
Olá! Tudo bem?

A sua pergunta é extremamente relevante e sensível! E o simples fato de você estar refletindo com tanta honestidade já mostra um alto nível de responsabilidade emocional, tanto consigo quanto com a pessoa com quem você está se relacionando.

A dúvida sobre ter filhos não é apenas uma questão prática ou biológica. Ela envolve valores, expectativas, histórias familiares, crenças sobre o que é “sucesso” ou “felicidade”, e até mesmo medos muito profundos , como o medo de errar, repetir padrões ou abrir mão de liberdade. E tudo isso merece espaço para ser acolhido, escutado e elaborado com cuidado.

Na Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), partimos do princípio de que nossos pensamentos influenciam diretamente nossas emoções e comportamentos. Assim, para compreender sua dúvida sobre ter filhos explore dentro de você o que você acredita, lá no fundo, sobre parentalidade? Ter filhos é sinônimo de realização? De prisão? De continuidade? De perda de identidade? Muitas dessas ideias são aprendidas (nem sempre de forma consciente) ao longo da vida, e podem ser reavaliadas.

Questione quais são as coisas mais importantes para você hoje? Liberdade, estabilidade, contribuição, legado, cuidado? Ter filhos pode ou não estar alinhado com esses valores, e é a partir desse alinhamento que decisões mais autênticas são construídas. E pense na forma como você vivenciou sua infância, o modelo de pai/mãe que teve (ou não teve), ou experiências de cuidado e autonomia influenciam diretamente sua visão sobre ser pai ou não.

Com a terapia, você poderá identificar pensamentos automáticos disfuncionais, como “se eu não quiser ter filhos, não sou uma pessoa completa” e a partir disso ressignificá-los com base em evidências reais, promovendo mais leveza e liberdade nas suas decisões.

Permita-se o tempo de pensar sem pressões externas. Questione não apenas se você “deveria” ter filhos, mas se isso realmente faria sentido dentro da sua história de vida. Explore sua visão de futuro com e sem filhos. Como seria sua rotina? Suas relações? Seus sonhos? Reflita sobre o que você teme e o que espera ao considerar essa possibilidade.

Em relação ao questionamento de que tipo de ajuda profissional pode fazer diferença? Ahhh...rs!!! vou "puxar sardinha" para a psicoterapia individual, especialmente, através da abordagem da TCC e que possui muitas evidências, além de ser uma ferramenta poderosa nesse processo. Não para “te dar uma resposta”, mas para te ajudar a construir uma resposta com consciência, clareza e autonomia. Em alguns casos, um trabalho complementar com terapia de casal também pode ser útil, se essa dúvida estiver impactando diretamente o relacionamento.

Olha, tenha certeza de uma coisa ... não esqueça que você não precisa ter todas as respostas agora. Mas merece ter um espaço seguro para buscá-las, com acolhimento, sem julgamentos e no seu tempo.

Com carinho,
Luciana Victal Rodrigues – Psicóloga | CRP 04/68519


Olá. Esse é o tipo de tema possível de elaboração (que você fale sobre) em um processo terapêutico com profissional da psicologia.
Refletir sobre a decisão de ter filhos envolve não apenas fatores racionais e práticos, mas também o reconhecimento das próprias emoções, valores, experiências de vida e projetos futuros — e é justamente nesse ponto que a Psicologia pode ser uma grande aliada. Com o apoio de um psicólogo, você poderá explorar suas crenças mais profundas, compreender os medos ou fantasias que envolvem a parentalidade e diferenciar o que vem de você daquilo que pode ter sido imposto socialmente. Esse processo terapêutico é uma oportunidade de amadurecimento e clareza, onde o foco não é apenas decidir “sim ou não”, mas construir uma resposta autêntica, alinhada com quem você é e com o que deseja viver.
Boa noite. Um acompanhamento psicológico pode auxiliar que descubra o que quer, não vai ser em uma sessão e não significa que vá ter uma resposta.... mas vai poder sentir melhor o que realmente deseja.
É natural ter dúvidas sobre algo tão profundo quanto a decisão de ter filhos. Essa resposta não nasce do raciocínio lógico, mas de um processo de escuta interna. Refletir sobre isso exige tempo, honestidade consigo mesmo e, muitas vezes, um espaço terapêutico, onde você possa acessar seus desejos, medos e conflitos mais inconscientes. A psicoterapia é um caminho importante para esse autoconhecimento, pois não se trata apenas de decidir, mas de entender o que, dentro de você, se movimenta diante dessa escolha.
 Eduarda França
Psicólogo
Caxias Do Sul
Que bom que tu conseguiu ser sincero com ela — isso já mostra muita responsabilidade emocional, contigo e com a relação.
A dúvida sobre ter filhos é mais comum do que parece, e ela não tem uma resposta pronta. Envolve história de vida, valores, medos, experiências familiares e até o momento que tu tá vivendo agora.

Refletir sobre isso passa por te escutar com mais profundidade:
O que significa, pra ti, ser pai? Que tipo de medo ou expectativa surge quando tu pensa nisso? Tu sente que essa dúvida vem de dentro ou mais de pressões externas?

Buscar esse tipo de autoconhecimento leva tempo, e muitas vezes o processo terapêutico é o espaço ideal pra isso — porque ali tu pode explorar essas questões com calma, sem julgamento, entendendo o que faz sentido pra ti, de verdade.

Tu não precisa decidir agora, mas vale começar a te escutar de um jeito mais atento. As respostas costumam vir quando a gente se permite olhar pra dentro com honestidade e sem pressa.
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como tem passado?
Na psicanálise, a decisão de ter (ou não ter) filhos não é simplesmente um projeto consciente. Ela está atravessada por identificações, fantasias, experiências infantis e pelas relações que tivemos (ou não tivemos) com as figuras parentais. Muitas vezes, o sujeito não sabe responder porque essa questão não foi simbolizada: não há palavras, apenas um campo confuso de imagens, expectativas, medos e ideais.
O que significaria para você ser pai? O que significaria para você uma mãe? Como atenderia a essas demandas né? São questões vitais para uma boa terapia. A decisão de ter um filho não diz respeito apenas a “dar continuidade à vida” ou “formar uma família”, mas toca na transmissão psíquica, na possibilidade de lidar com a falta, na aceitação de que o filho virá como outro.
A psicanálise propõe que a resposta a perguntas tão fundamentais não venha de fora, nem de uma moral ou expectativa social, mas do trabalho de elaboração do próprio desejo. E para isso, o processo analítico pode ser um espaço potente: um lugar para falar, ouvir a si mesmo, reconhecer fantasias e atravessar medos.
Espero ter ajudado em algo e sigo à disposição para mais conversas futuras.
Ter dúvidas sobre querer ou não ter filhos é algo comum e importante de se refletir com calma. Para alcançar esse autoconhecimento, é útil explorar suas crenças, valores, medos e expectativas em relação à parentalidade. A terapia individual pode ser um espaço seguro para essa reflexão, ajudando você a entender melhor seus sentimentos e tomar decisões alinhadas com quem você é.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Antes de tudo, que bom saber que você está vivendo algo bonito e significativo. Quando uma relação desperta esse tipo de pergunta existencial — como “quero ou não ter filhos?” — é sinal de que ela não está apenas tocando seu afeto, mas também sua identidade e seus projetos de vida. Essa dúvida não é falta de clareza, mas uma porta aberta para autoconhecimento.

Saber se você deseja ter filhos não é uma equação simples de resolver com lógica pura. Envolve valores, medos, histórias familiares, expectativas culturais e até fantasias inconscientes sobre o que significa ser pai, mãe ou simplesmente responsável por outra vida. Uma boa pergunta para começar é: o que você sente quando pensa na ideia de ter um filho? Te anima? Te assusta? Te parece uma imposição? Ou te conecta com algo que ainda não havia sido acessado? Às vezes, a dúvida não está no desejo em si, mas na imagem que foi construída ao longo da vida sobre o que isso representa.

Na psicoterapia, temos recursos para explorar essas camadas mais profundas: entender como sua história pessoal influencia suas decisões, investigar quais experiências emocionais moldaram sua visão sobre família, liberdade, legado e responsabilidade. A neurociência também nos ajuda a compreender que decisões complexas como essa envolvem mais do que razão — o sistema límbico (ligado às emoções) e o córtex pré-frontal (envolvido na tomada de decisões) precisam estar em diálogo. E quando há conflito entre eles, é comum que surja a paralisia ou o famoso “não sei”.

Você já parou para pensar se essa dúvida é nova ou se ela já te acompanha há tempos? Como você se sentia ao ver casais com filhos quando era mais novo? O quanto você sente que essa decisão está ligada ao desejo da outra pessoa, e o quanto está ligada à sua própria jornada?

Se sentir que precisa de apoio nesse mergulho, a terapia pode ser um espaço muito valioso para isso. Eu faço atendimentos psicológicos e fico à disposição caso queira conversar mais sobre esse tema de forma segura, sem pressa e com respeito às suas singularidades.

Caso precise, estou à disposição.
A terapia pode te ajudar quanto ao autoconhecimento. Por isso, um psicólogo é o profissionais mais qualificado para discutir essas questões internas e sobre seu relacionamento. Nesses momentos, é interessante voltar o olhar para si mesmo e buscar entender a sua visão de futuro.
Você fez exatamente o que é mais saudável em uma relação: foi honesto consigo mesmo e com a outra pessoa, mesmo diante da dúvida. Essa atitude já mostra maturidade emocional e respeito. Refletir sobre o desejo (ou não) de ter filhos é uma das decisões mais profundas da vida, e não tem resposta certa ou imediata — é uma construção que envolve autoconhecimento, valores, história pessoal e contexto de vida.



Aqui vai um caminho para te ajudar a refletir com mais clareza:

1. Explore suas motivações (ou hesitações).

Pergunte a si mesmo:

Por que eu gostaria de ter filhos?

Por que eu não gostaria?

Isso é algo que sinto internamente ou algo que esperam de mim?

Tenho medos associados à paternidade (perda de liberdade, repetição de padrões familiares, questões financeiras, medo de errar etc.)?



2. Reflita sobre sua história.

Muitas dúvidas vêm da nossa vivência:

Como foi seu relacionamento com seus pais ou cuidadores?

O que você pensa ou sente quando vê outras pessoas criando filhos?

Você se imagina exercendo a função de cuidar, ensinar, orientar uma criança?



3. Converse com pessoas de confiança.



Amigos que têm filhos ou que decidiram não ter podem compartilhar experiências que tragam insights. Escutar com empatia (sem se comparar) pode ampliar sua visão.



4. Observe sua vida hoje.

O estilo de vida que você leva hoje é compatível com o cuidado de uma criança?

Você tem abertura emocional e disponibilidade para incluir alguém dependente de você por muitos anos?



5. Procure ajuda profissional.



Um(a) psicólogo(a) pode te ajudar a explorar seus desejos e bloqueios de forma estruturada e segura, especialmente se houver traumas familiares, dúvidas profundas ou conflitos de valores.

Terapia individual é ótima para tomadas de decisão conscientes.

Psicoterapia existencial ou terapia baseada em valores pode ser especialmente útil nesse caso.
Parabéns pela honestidade e por esta fase bonita que estás a viver! A tua dúvida é legítima, profunda e bastante comum — e o facto de estares a refletir com abertura já é um ótimo sinal de maturidade emocional. Fico a disposição se quiser aprofundar.
Ter dúvidas sobre ter filhos é absolutamente normal e mostra responsabilidade. Para refletir sobre isso, é importante:
Explorar suas motivações reais: o desejo vem de você ou de pressões externas?
Avaliar seus valores e estilo de vida: ter filhos combina com seus projetos e forma de viver?
Identificar medos ou receios que podem estar por trás da dúvida.
Imaginar cenários futuros com e sem filhos para entender o que ressoa mais com você.
Para aprofundar esse autoconhecimento, a psicoterapia individual é o espaço mais indicado. Ela ajuda a entender sua história, crenças e desejos, favorecendo decisões mais conscientes. E, se for relevante para o casal, a terapia de casal também pode contribuir.
O mais importante é respeitar seu tempo e ser honesto consigo mesmo. A dúvida não é sinal de fraqueza, mas de maturidade.
Sua dúvida é legítima e muito mais comum do que parece. Quando se trata do desejo de ter filhos, não estamos diante de uma escolha simples ou puramente racional. Trata-se de um tema que atravessa camadas profundas da nossa história, dos modelos familiares que vivemos, das idealizações, dos medos e também das construções sociais em torno da parentalidade.

Não saber pode ser, justamente, o ponto de partida mais honesto. Refletir sobre isso envolve escutar a si mesmo de maneira mais cuidadosa: o que você espera de um vínculo? O que significa, para você, cuidar de alguém? O que essa pergunta — "você quer ter filhos?" — toca na sua história?

A psicanálise pode ser uma ferramenta valiosa nesse processo. Ao invés de oferecer respostas prontas, ela abre um espaço para você colocar em palavras as dúvidas, angústias e fantasias que esse tema mobiliza.
Procurar um(a) psicanalista pode ajudar a transformar essa incerteza em algo que produza sentido e não em mais uma cobrança sobre si mesmo.
É completamente natural ter dúvidas sobre ter filhos, especialmente quando essa decisão pode afetar um relacionamento importante. Para chegar a uma resposta mais clara, é importante refletir sobre seus valores, sua história familiar, suas motivações e como você imagina sua vida no futuro com ou sem filhos. Essa não é uma escolha que precisa ser feita às pressas, mas é fundamental ser honesto consigo mesmo e com quem está ao seu lado. Por isso, considerar o apoio de uma psicóloga pode ser muito útil. Ela pode te ajudar a entender melhor seus sentimentos, desejos e possíveis conflitos internos, além de te apoiar nesse processo de autoconhecimento. Buscar essa ajuda é um sinal de maturidade e o primeiro passo para tomar uma decisão com mais consciência e tranquilidade.
 Caroline da Silva Ferreira
Psicólogo
Ribeirão Preto
Olá, tudo bem?

Primeiro, que bom que você foi sincero. Dizer “não sei” também é uma forma de se posicionar com responsabilidade. Nem todo mundo já tem essa resposta pronta — e está tudo bem.

Agora, pra refletir sobre isso com mais clareza, vale se perguntar:

Qual é o meu desejo, e o que é expectativa dos outros (família, sociedade, parceiro)?
O que filhos representam pra mim? Amor? Responsabilidade? Medo de perder a liberdade?
Como é a minha relação com a ideia de futuro? Com o envelhecer?
O que me impede hoje de ter a certeza de querer um filho?

O autoconhecimento vem quando a gente se permite fazer essas perguntas sem pressa, sem pressão e com acolhimento. Além de como compreender como essas respostas estão associadas com a sua própria história de vida.

A psicoterapia pode te ajudar a entender as camadas dessa dúvida. Às vezes ela envolve medos antigos, modelos familiares, inseguranças, ou uma forma de proteção emocional. A psicoterapia oferece um espaço seguro pra você explorar isso tudo com mais profundidade.

Lembre-se: responder essa pergunta com consciência é um ato de cuidado consigo e com o outro.

Se perceber que quer conversar com alguém sobre isso, estou à disposição!
Olá! É natural ter dúvidas sobre ter filhos — é uma decisão importante que envolve valores, desejos e expectativas de vida. A sinceridade que você demonstrou é um passo importante.
Refletir sobre isso exige autoconhecimento, entendendo seus sonhos, medos e como se vê no futuro. A psicoterapia é o espaço ideal para isso, permitindo explorar essas questões com segurança e clareza.
Lembre-se: sua decisão sobre ter ou não filhos não precisa definir se a relação deve continuar ou não; é algo pessoal que pode ser descoberto com tempo e reflexão.
Se quiser, podemos conversar e iniciar esse processo de autoconhecimento para que você se sinta mais seguro em suas escolhas.

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