Perguntas do paciente (21)

  • Boa tarde fui diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada,da pra diminuir a ansiedade?

    Boa tarde fui diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada,da pra diminuir a ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    Sim, é totalmente possível reduzir a ansiedade de forma significativa! Você consegue retomar a vida com mais leveza e controle, mesmo tendo recebido esse diagnóstico. O que mais importa agora não é o rótulo em si, mas como ela aparece no seu dia a dia: pensamentos acelerados? tensão no corpo? dificuldade de relaxar ou dormir? preocupação com o que ainda nem aconteceu?

    A gente trabalha justamente para diminuir o impacto disso, aprendendo a lidar com os gatilhos, mudar a forma de reagir a eles e fortalecer estratégias que tragam segurança interna. O processo exige constância, mas os resultados aparecem.

    Se quiser, me conta como essa ansiedade tem te afetado mais. A gente pode ir desatando esse nó, um ponto de cada vez.


  • Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em espec

    Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em específico que ele já gostou e ficou com ela logo antes de ter começado a ficar comigo e mesmo depois de a gente ter começado a namorar entre nunca parou de falar com ela. Ele sempre me trata muito bem e faz muito por mim, mas eu tenho um trauma e me sinto insegura com isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    Obrigado por compartilhar isso, é normal sentir insegurança quando existe um passado assim, ainda mais quando envolve alguém que você gosta muito. Seu sentimento faz sentido, ainda mais porque tem um peso emocional antigo que traz.

    O que pode ajudar é tentar entender o que, dentro desse medo, está te machucando de verdade — será medo de perder, medo de não ser suficiente, ou alguma outra coisa? Conversar com ele sobre como você se sente, sem acusações, só mostrando sua vulnerabilidade, pode aproximar vocês.

    Também é importante cuidar de você, das suas feridas, para que essa insegurança não tome conta do que é bom entre vocês. Você merece se sentir segura e valorizada.

    Quer que a gente pense junto em formas de lidar com essa insegurança?


  • Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mai

    Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mais nenhum recurso financeiro. Hoje, deve agiotas, família e amigos. Preciso de ajuda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    O que você escreveu já é um passo imenso... admitir com essa clareza e dor que precisa de ajuda é um sinal de que algo dentro de você ainda está vivo e quer mudar. O jogo, quando chega nesse ponto, não é mais uma escolha: vira uma prisão silenciosa que consome tudo. E o mais cruel é que a pessoa vai se apagando enquanto tenta manter a aparência de controle.

    Perder recursos, confiança e vínculos machuca demais. Mas perder a si mesmo seria pior. Você ainda está aqui, pedindo ajuda. Isso importa. Existe tratamento, sim, e existe recuperação, mesmo quando parece tarde demais.

    O primeiro passo é buscar apoio profissional especializado em dependência comportamental. Há grupos gratuitos como os Jogadores Anônimos (JA) que funcionam como rede de apoio imediata. Você pode ir a uma reunião já nos próximos dias, presencial ou online. Também existem CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) que oferecem atendimento gratuito com equipe completa — inclusive para quem está sem recursos.

    Você não precisa resolver tudo hoje. Mas precisa dar o próximo passo.


  • O que fazer quando não sei o que falar na terapia?

    O que fazer quando não sei o que falar na terapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    É comum em alguns momentos não ter clareza do que trazer para a sessão. Algumas dicas:

    Compartilhe o Silêncio: O terapeuta está lá para te ajudar a explorar sentimentos, mesmo quando eles não estão claros. Ficar em silêncio por um momento não é “errado”; é parte do processo.

    Fale sobre seu Cotidiano: Pequenos acontecimentos do dia a dia podem revelar emoções e padrões importantes.

    Questione-se: Se pergunte: “O que me trouxe até aqui?”, “Como estou me sentindo esta semana?” ou “Teve algo que me incomodou ou deixou feliz nos últimos dias?”.

    Aborde o Incômodo: Se você está ansioso(a) por não saber o que falar, conte ao terapeuta. Às vezes, essa ansiedade já é um ótimo tema para explorar.

    Permita que o Terapeuta Conduza: O profissional está preparado para te orientar, fazer perguntas e propor reflexões. Você não precisa ter um roteiro pré-definido.


  • Qual a importância da Psicoeducação no tratamento de pessoas adultas ?

    Qual a importância da Psicoeducação no tratamento de pessoas adultas ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    - Promove Autoconhecimento: Ajuda o indivíduo a entender melhor seus pensamentos, emoções e comportamentos, fortalecendo sua capacidade de lidar com eles.

    - Facilita o Engajamento no Tratamento: Compreender por que cada estratégia ou técnica é usada aumenta a motivação e a adesão às propostas terapêuticas.

    - Previne Recaídas: Saber reconhecer sinais iniciais de crise ou piora ajuda a tomar medidas de autocuidado antes que o problema se agrave.

    - Reduz Estigmas Internos: Ao aprender sobre a natureza dos transtornos mentais, a pessoa tende a ter menos culpa ou vergonha, o que contribui para o bem-estar emocional.


  • Quais são as distorções cognitivas? .

    Quais são as distorções cognitivas? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    As distorções cognitivas são erros de percepção ou de interpretação que fazemos em relação a nós mesmos, aos outros e ao mundo. Elas tendem a alimentar emoções e comportamentos disfuncionais. Aqui estão algumas das mais comuns na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC):

    Pensamento Tudo ou Nada (8 ou 80): “Se não for perfeito, não serve para nada.”
    Generalização Excessiva: “Se falhei nesse projeto, vou falhar em tudo.”
    Filtro Mental (Focar no negativo).
    Desqualificar o Positivo: Minimizar ou invalidar as coisas boas, como se não fossem importantes.
    Leitura Mental: Acreditar que sabe o que os outros estão pensando.
    Catastrofização: Considerar uma situação como muito pior do que realmente é.
    Personalização: Assumir responsabilidade pessoal por eventos que estão fora do seu controle.
    Rotulagem: Colocar rótulos globais e depreciativos em si mesmo ou nos outros (“sou/ele é um fracasso”).
    Maximização e Minimização: Aumentar o peso dos aspectos negativos e diminuir a relevância de conquistas ou qualidades positivas.


  • O que é uma intervenção psicoeducativa? .

    O que é uma intervenção psicoeducativa? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    A intervenção psicoeducativa é uma estratégia de cuidado que combina informações teóricas sobre aspectos emocionais e comportamentais, com técnicas práticas para lidar com questões de saúde mental.

    De forma resumida, é um processo em que o profissional orienta a pessoa (ou grupo) sobre como funcionam suas emoções, pensamentos e comportamentos, ajudando-a a reconhecer padrões e a desenvolver novas habilidades para lidar com os desafios do dia a dia. É um método que promove conscientização, autonomia e prevenção de recaídas em diversos contextos, como tratamento de transtornos de humor, ansiedade, dificuldades relacionais, entre outros.


  • O que é psicoeducação parental? .

    O que é psicoeducação parental? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    A psicoeducação parental consiste em orientar e capacitar pais ou responsáveis sobre o desenvolvimento emocional e comportamental das crianças e adolescentes.

    Nessa abordagem, eles recebem informações sobre como funcionam os processos de aprendizagem, como lidar de maneira construtiva com questões típicas da infância e adolescência (birras, medos, limites, conflitos escolares, etc.), além de técnicas de comunicação e manejo de comportamento.

    É um processo que busca fortalecer a relação entre pais e filhos, promovendo um ambiente mais seguro, acolhedor e propício para o desenvolvimento saudável.


  • Quais são os pilares da terapia cognitiva comportamental?

    Quais são os pilares da terapia cognitiva comportamental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    A TCC se apoia em pilares como:

    # Pilar Cognitivo (Pensamentos): Os pensamentos influenciam diretamente as emoções e os comportamentos. Identificar crenças centrais (mais profundas) e crenças intermediárias (regras e pressupostos) ajuda o paciente a entender como interpreta a realidade.

    #Pilar Comportamental (Ações): Os comportamentos, muitas vezes, mantêm ou intensificam o problema. Alterar hábitos e estimular a experimentação de novas atitudes é fundamental para a mudança.

    # Pilar Emocional (Sentimentos): A regulação emocional está relacionada tanto ao modo como interpretamos as situações quanto às respostas comportamentais. Aprender a reconhecer e manejar emoções de forma mais adaptativa é um passo crucial.

    # Pilar Psicoeducativo: A educação sobre o próprio funcionamento mental e emocional auxilia o paciente a ter mais autonomia. Por meio da compreensão de como pensamentos, sentimentos e comportamentos se relacionam, promove-se autoconhecimento e prevenção de recaídas.


  • estou com medo dos meus próprios pensamentos. Em um certo dia eu estava na universidade e estava ol

    estou com medo dos meus próprios pensamentos.
    Em um certo dia eu estava na universidade e estava olhando as pessoas, mas do nada na minha mente veio sobre "e se eu trair meu namorado?", algo que eu jamais tinha pensado, nunca nem fui de ficar por ficar, tive tanto medo desse pensamento, que passei meses com medo de algo acontecer, sendo que eu jamais tive esse pensamento, nunca tive vontade disso, meu namorado pra mim é tudo, prezo pelo meu relacionamento, pois ele é incrível, me trata bem e é tudo pra mim. Tenho medo de ter afetado meus valores, agora tenho medo até de olhar pra outro homem e sentir atração, medo de achar pessoas bonitas, medo de alguém mandar mensagem flertando comigo, sendo que quando as vezes esqueço desse pensamento, nada acontece, mas quando lembro, evito olhar pra tudo. Me sinto culpada, eu não quero ter traído meu namorado, ou que algo aconteça.
    Me ajudem, me sinto tão ansiosa com isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    O que você relata se assemelha a pensamentos intrusivos, que podem surgir repentinamente e gerar muito desconforto, especialmente em pessoas com quadros de ansiedade ou com traços obsessivos. Esse tipo de pensamento não corresponde a um desejo real; na verdade, são imagens ou ideias que aparecem sem “convite” e causam angústia.

    Reconhecer que “é apenas um pensamento, não um fato” ajuda a reduzir o impacto emocional.

    Quanto mais tentamos bloquear ou lutar contra o pensamento, mais ele volta. A técnica de “deixar passar” pode ser útil: observe o pensamento, rotule-o como intrusivo e tente redirecionar o foco para a atividade que está fazendo.

    Ter um pensamento não significa ter intenção ou desejo. São coisas diferentes.

    Você relata valorizar muito seu relacionamento e não ter desejo de traição. Isso mostra que o pensamento intrusivo é incoerente com seus valores, mas o medo e a ansiedade fazem você duvidar da sua própria integridade.

    Terapia (especialmente a TCC) ajuda a lidar com esses pensamentos, entendendo sua origem e fornecendo técnicas para reduzir a ansiedade atrelada a eles.

    Em casos com características obsessivas, a técnica de Exposição e Prevenção, específica da TCC, auxilia a se expor gradualmente ao desconforto do pensamento sem ceder a comportamentos de evitá-lo ou compensá-lo.


  • Eu tenho problemas com ansiedade a muito tempo, e isso tá me afetando de mais, por mais que respire

    Eu tenho problemas com ansiedade a muito tempo, e isso tá me afetando de mais, por mais que respire fundo ou penso em algo positivo, a ansiedade nunca para, e eu descobri que tenho fobia social, eu não saio de casa por nada, a não ser ir pra escola, e minhas aulas voltaram ontem, faltei por outro motivo, e hoje faltei de novo porque minha ansiedade atacou muito ao ponto de eu passar mal, eu não sei se tem algo haver com a fobia social, porque toda vez que vou sair eu fico ansiosa e fico enjoada; eu não consigo também comer em lugares públicos porque eu fico enjoada e tenho vontade de vomitar, eu tenho esses problemas desde os meus 10 anos...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    Você descreve sintomas de ansiedade intensa e medo de sair de casa, especialmente relacionado a ambientes públicos ou situações sociais (como comer em público). Esses sentimentos podem indicar fobia social (também chamada de transtorno de ansiedade social), em que o medo do julgamento ou a simples ideia de interação com outras pessoas gera ansiedade significativa, chegando a sintomas físicos como enjoo, tremores, suor, etc.

    Entenda que você não está só. Muitas pessoas passam por isso, e é possível buscar apoio e tratamento que amenizam bastante esses sintomas.

    Técnicas de relaxamento, respiração diafragmática e reestruturação cognitiva podem ajudar a lidar com pensamentos de medo e antecipação de catástrofe.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma das abordagens mais efetivas para fobia social. Trabalha a diminuição da ansiedade frente a situações sociais e ensina habilidades para enfrentar esses momentos de forma gradual (exposição gradual).

    Dependendo da intensidade dos sintomas, medicações (como ansiolíticos ou antidepressivos) podem ser indicadas de forma pontual ou contínua.

    Converse com familiares, amigos ou pessoas de confiança para não se sentir sozinha(o). Caso tenha possibilidade, busque suporte de um psicólogo ou de um centro de saúde.


  • Sai de um relacionamento de mais de quatro anos recentemente, e bem no inicio eu conversei com outra

    Sai de um relacionamento de mais de quatro anos recentemente, e bem no inicio eu conversei com outras pessoas com segundas intenções por ser muito imaturo na época, ela soube e me deu uma segunda chance e eu jurei que aquilo jamais aconteceria e de fato não aconteceu, cortava qualquer tipo de contato mínimo que tivesse segundas intenções. Noivamos e após cerca de dois anos vivendo bem acabamos terminando pois ela se sentia insegura com essas questões do inicio e tinha medo que depois de muitos anos juntos voltasse a acontecer, até tentamos reatar mas acabamos novamente pelo mesmo motivo, algumas semanas depois ainda tentei pela ultima vez antes de deixar isso pra trás, ela me falou a mesma coisa, aquelas situações do inicio ainda a magoavam e foi um fim definitivo. Eu errei, pedi perdão, fui perdoado e mudei esse comportamento, isso jamais aconteceu, porém as vezes me pego sentindo culpa, já aceitei que não tem mais volta e estou seguindo minha vida mas gostaria de saber como trabalhar essa culpa e me perdoar de uma vez por todas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    Realmente é uma situação dolorosa, e se torna mais difícil quando temos consciência de nossa responsabilidade no ocorrido. Para lidar com a culpa, que é um processo que tem algumas etapas, existem algumas variáveis importantes. Entender que o que você sente que fez e o que você fez tem pesos diferentes; compreender questões de se auto julgar como se tivesse obrigação de ter previsto; se cobrar menos; vivenciar o processo de perda para que ela não te prenda no passado; usar a sua ação ao seu favor, aprendendo com ela e crescendo emocionalmente. Tudo isso são movimentos que irão te ajudar a seguir. Mas te adianto que desenvolver esses itens só não é algo fácil e você pode acabar levando mais tempo que o necessário. Procura algum profissional competente e que te deixe confortável. Abraço e melhoras!


  • Qual a diferença entre uma pessoa que tem transtorno antissocial leve, moderado e grave?

    Qual a diferença entre uma pessoa que tem transtorno antissocial leve, moderado e grave?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    O Transtorno de Personalidade Antissocial (TPA) varia em gravidade de leve a grave, dependendo da intensidade e frequência dos comportamentos antissociais e presença de outros sintomas. Pessoas com TPA podem aprender a gerenciar seus comportamentos com a ajuda de um profissional de saúde mental através de tratamentos como a psicoterapia e medicamentos. TPA leve é caracterizado por comportamentos antissociais ocasionais, enquanto TPA moderado e grave apresentam comportamentos mais frequentes e intensos, podendo afetar relacionamentos e empregos, além de apresentar outros sintomas graves.


  • É normal não ser capaz de ficar triste por colocar os outros sempre em frente? Venho passando por um

    É normal não ser capaz de ficar triste por colocar os outros sempre em frente? Venho passando por um turbilhão de horrores, que somatizam e acabam com o meu corpo mas deixo tudo de lado pois sempre parece que o outro precisa mais, de atenção, de cuidado e de mim. Faz duas semanas que passei a tomas o fluoxetina mas ainda não vi efeito.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    O que você trouxe é mais comum do que parece, e não, não é natural que alguém precise apagar a própria dor para funcionar pelos outros. O corpo começa a gritar quando a mente está cansada de não ser ouvida. Quando tudo vira prioridade, menos o que você sente, algo vai se desligando por dentro... e aí até a tristeza, que deveria ser uma forma do corpo mostrar que algo precisa de cuidado, fica soterrada.

    Essa sensação de "não conseguir ficar triste" pode ser uma defesa que se construiu para conseguir dar conta de tudo, um tipo de desligamento emocional que protege do colapso, mas que cobra um preço: somatizações, cansaço profundo, e uma sensação de estar ausente até de si.

    Sobre a medicação: duas semanas ainda é muito cedo. A fluoxetina costuma levar de 3 a 6 semanas para começar a ter efeito mais perceptível, e esse tempo varia de pessoa para pessoa. A parte emocional também precisa de espaço para reorganizar o que foi ficando represado por tanto tempo.

    Talvez agora seja o momento de olhar para você com a mesma atenção que oferece aos outros. Ninguém aguenta por muito tempo ser o chão sem ser acolhido também. O cuidado começa por deixar de se abandonar.

    Se quiser, posso te ajudar a entender como começar esse movimento sem culpa. Só me dizer.


  • Eu n gosto do meu corpo nem da minha altura e nem aparência me acho estranha com 1,80 por fato de se

    Eu n gosto do meu corpo nem da minha altura e nem aparência me acho estranha com 1,80 por fato de ser menina avezes da vontade de morrer e avezes eu choro até dormi
    E normal

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    O que você está sentindo não é incomum, mas também não deve ser ignorado. Quando o desconforto com o corpo, a altura ou a aparência começa a afetar o sono, o humor e até a vontade de viver, estamos diante de um sofrimento psíquico importante — que precisa ser acolhido com seriedade e cuidado.

    A sensação de “ser estranha” por causa da altura pode estar relacionada a experiências de exclusão, comparações sociais ou falta de identificação com padrões impostos. Muitas vezes, o sofrimento não vem da altura em si, mas do modo como o outro nos olha — ou como acreditamos que nos olha — e como isso interfere na nossa autoimagem e autoestima.

    Chorar até dormir é um sinal de que o corpo está tentando elaborar essa dor, e sentir vontade de morrer não é “normal”, mas é algo que muitas pessoas sentem em momentos de desamparo — e isso precisa de espaço para ser falado e tratado.

    Te recomendo fortemente buscar um espaço terapêutico contínuo, onde você possa falar livremente sobre isso, sem julgamento. Há caminhos para transformar essa relação com o corpo e consigo mesma e lidar com pensamentos automáticos negativos e investigar o que essa dor quer dizer.

    Você não está sozinha nisso. Vamos seguir juntos se você permitir


  • Oih eu tenho 15 anos estou quase fznd 16 e quero morre nessa data 18/11 pq ea data q nasci eq vou em

    Oih eu tenho 15 anos estou quase fznd 16 e quero morre nessa data 18/11 pq ea data q nasci eq vou embora

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    Oi… Primeiro, obrigado por falar sobre isso por aqui. Sei que deve ter sido difícil. Quando alguém fala em querer ir embora assim, o que ela tá sentindo por dentro costuma ser muito maior do que consegue explicar. Não tem nada de errado com você por sentir isso. De verdade. Mas o que você tá passando agora não precisa ser pra sempre.

    Talvez você esteja cansada, ferida, sozinha, ou sentindo que nada muda. Mas olha, tem pessoas (profissionais de verdade) que se importam e podem te ajudar a sair desse lugar escuro, passo por passo. E tem outras que já se sentiram exatamente assim… e hoje agradecem por terem ficado.

    Você não precisa lidar com isso sozinho, e muito menos guardar pra si. Se puder, fale com um adulto de confiança (mesmo que não pareça entender tudo), e me promete uma coisa: procure alguém hoje... psicólogo, CAPS, ou o CVV (ligação gratuita para 188 que é sigilosa). Eles escutam, de verdade, sem julgar.

    Você importa. A sua história ainda tá sendo escrita. E tem partes que você ainda nem viveu… e que podem ser muito diferentes do que você sente agora.

    De qualquer forma estou aqui contigo, tá? Me fala mais do que tem te feito sentir assim.


  • Olá! Há 3 meses sofri um assalto cujo qual me deixou com algumas "pequenas sequelas". Após sofrer

    Olá!

    Há 3 meses sofri um assalto cujo qual me deixou com algumas "pequenas sequelas". Após sofrer este incidente, eu sinto muitas dores de cabeça tensionais, na região da nuca, meu olho tem pequenos espasmos involuntários, durmo relativamente bem mas acordo super cansado como se eu não tivesse dormido absolutamente nada, fico muito meio aéreo; sem contar que quando saio nas ruas eu fico observando tudo e todos ao meu redor para que eu não seja novamente surpreendido.
    Mas apesar de tudo eu não fiquei com síndrome do pânico, com medo de sair de casa etc.
    Enfim, procurei um neurologista e ele me falou que isso que sinto são sintomas de ansiedade, contudo, sempre fui ansioso mas não ao extremo, mas somente por passar por um trauma como o assalto pode ter desencadeado uma ansiedade fora do comum? Como devo tratar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    Obrigado por dividir isso comigo. Passar por um assalto é uma experiência que mexe profundamente com o corpo e a mente, mesmo que você não tenha tido uma crise de pânico ou medo de sair. O que você está sentindo — as dores, o cansaço, a tensão — são respostas naturais do seu corpo tentando se proteger, mesmo depois do trauma.

    A ansiedade pode sim aumentar depois de um evento assim, porque a mente fica em alerta para evitar que algo ruim aconteça de novo. Essa vigilância constante deixa o corpo tenso e o sono menos reparador.

    O tratamento ideal costuma incluir cuidados para aliviar essa tensão — como exercícios físicos ou de relaxamento, práticas que ajudam a mente a se acalmar, e, às vezes, acompanhamento psicológico para trabalhar o que ficou marcado por dentro. O neurologista já indicou que a ansiedade tem papel nisso, então seguir as orientações médicas e procurar um espaço para conversar pode ajudar muito.

    Quer que eu te sugira alguns passos simples para lidar com esses sintomas no dia a dia?


  • Quais são as diferenças entre estresse pós-traumático e transtorno delirante persistente?

    Quais são as diferenças entre estresse pós-traumático e transtorno delirante persistente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    Essa é realmente uma boa pergunta.

    O que você chama de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é quando alguém viveu uma situação muito pesada, como um acidente, violência ou algo que assustou muito, e o corpo e a mente ficam presos nesse momento difícil, trazendo lembranças, medo e sofrimento mesmo depois de muito tempo.

    Já o Transtorno Delirante Persistente (TDP) é quando a pessoa tem uma crença muito fixa em algo que não é real (por exemplo, acreditar que está sendo perseguida ou traída), mesmo quando outras pessoas mostram que isso não é verdade. Essa crença dura por bastante tempo e afeta bastante a vida.

    Resumindo: um está ligado a uma experiência dolorosa e suas consequências, e o outro a uma ideia fictícias que a pessoa não consegue abandonar.


  • Fui diagnosticada com tept após um evento que me deixou traumatizada no meu trabalho. estou a 9 meses

    Fui diagnosticada com tept após um evento que me deixou traumatizada no meu trabalho. estou a 9 meses assim e não consigo melhorar. Faço terapiacognitiva também é nada adianta. Quando alguma coisa acontece que me faz lembrar o meu trabalho eu tenho crises e regrido. Isso tem cura? Vou conseguir superar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    Sinto muito por você estar passando por isso, de verdade. O que você está sentindo é uma resposta legítima a algo que te feriu profundamente. E sim, isso pode ser superado. O caminho pode parecer lento, mas isso não quer dizer que você está parada... só que seu corpo e sua mente ainda estão tentando se proteger.

    O trauma relacionado ao trabalho pode ser ainda mais complicado porque ele toca na nossa segurança, na nossa autonomia, e às vezes até no nosso valor. Quando as memórias retornam e provocam uma crise, não é fraqueza — é o sistema tentando dizer que ainda há algo ali que dói e precisa ser cuidado com mais delicadeza.

    Mesmo com terapia, pode ser que você ainda esteja em uma parte do processo em que as emoções são muito intensas. Em alguns casos, vale revisar a abordagem, testar outros recursos, como técnicas de estabilização emocional, ou até considerar terapias voltadas especificamente ao trauma, como EMDR ou exposição graduada (posso te explicar essas se quiser).

    Mas quero te deixar uma coisa clara: você não está quebrada, você está ferida. E feridas, com o cuidado certo, cicatrizam. Pode levar tempo, mas é possível. Estou aqui com você se quiser pensar juntas formas de aliviar esse sofrimento.


  • Uma pessoa com transtorno de estresse pós traumático combinado com ansiedade generalizada, tendo feito

    Uma pessoa com transtorno de estresse pós traumático combinado com ansiedade generalizada, tendo feito tratamento medicamentoso e psicoterapia por mais de três anos, sem novos sintomas, pode ter recaida de sintomas se colocada sob qualquer situação de tensão após 7 anos do trauma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Júlio F. Mendes

    Sim, é possível. Mesmo depois de um longo período de melhora, o corpo e a mente carregam marcas do que já aconteceu. Quando a pessoa passa por situações de tensão ou estresse intenso, essas lembranças ou sensações podem voltar, trazendo de novo os sintomas.

    Isso não significa que o tratamento falhou, mas que o processo de recuperação pode ter altos e baixos. O importante é reconhecer esses sinais rapidamente e buscar apoio para evitar que a situação se agrave.

    Se alguém já passou por isso, manter ferramentas aprendidas no tratamento, como estratégias para acalmar a mente, ajuda a lidar melhor com essas recaídas.

    Quer que eu explique como identificar esses sinais ou como agir caso isso aconteça?


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