Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida

10 respostas
Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida! Não quero ser assim, quero ser uma pessoa melhor, preciso de ajuda… sinto que a masturbacao me alivia em momentos de stress, ansiedade e tédio! Qual melhor abordagem análise do comportamento ou tcc?
Olá, obrigado por compartilhar algo tão importante.
O comportamento que você descreve costuma estar ligado a uma tentativa de aliviar emoções como você mencionou ansiedade, estresse e tédio. Nesse sentido, a masturbação e o consumo de pornografia acabam funcionando como um alívio imediato, mas que, com o tempo, pode gerar sensação de perda de controle e sofrimento.

Sobre as abordagens que você mencionou. A TCC e a Análise do Comportamento são bastante eficazes para trabalhar a identificação de gatilhos, desenvolver estratégias práticas e modificar padrões de comportamento. Elas ajudam especialmente na construção de novos hábitos e no manejo mais direto da compulsão.

Já a Psicanálise propõe um olhar mais profundo, buscando compreender o que esse comportamento representa na sua vida. Muitas vezes, ele não está apenas relacionado ao ato em si, mas a formas de lidar com emoções, conflitos internos ou até sentimentos que não estão totalmente conscientes. Ao trabalhar essas questões na raiz, a mudança tende a ser mais consistente e duradoura.

Não existe uma única abordagem ideal para todos os casos, o mais importante é encontrar um espaço terapêutico onde você se sinta acolhido e possa compreender melhor o que está acontecendo com você.

Se fizer sentido para você, fico à disposição para te acompanhar nesse processo.

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Entendo o quanto isso pode estar sendo difícil pra você, principalmente quando vem essa sensação de perda de controle e de que está afetando outras áreas da vida. E é importante dizer que você não está sozinho nisso, esse tipo de padrão é mais comum do que parece.

Pelo que você descreve, a masturbação e o consumo de pornografia acabam funcionando como uma forma de aliviar emoções como estresse, ansiedade e tédio. Ou seja, não é só sobre o comportamento em si, mas sobre o papel que ele está tendo na sua regulação emocional. Por isso, tentar apenas “parar” na força de vontade costuma não funcionar por muito tempo.
Abordagens como a TCC podem ajudar bastante nesse começo, principalmente para identificar gatilhos, entender os momentos em que isso acontece e criar estratégias mais práticas para interromper o ciclo e construir novas formas de lidar com esses estados emocionais.

Ao mesmo tempo, em muitos casos, existe uma camada mais profunda por trás desse padrão. Às vezes, o cérebro aprende ao longo da vida que esse tipo de estímulo é uma forma rápida de aliviar tensão, desconforto ou até sentimentos mais difíceis. Quando isso fica muito automatizado, a tendência é recorrer a esse caminho sempre que algo ativa esse estado interno.

Por isso, integrar com abordagens que trabalham o sistema nervoso pode fazer bastante diferença. O EMDR, por exemplo, pode ajudar a acessar e reorganizar essas experiências que estão por trás desse padrão, reduzindo a intensidade da urgência e a sensação de impulso automático.

Com esse trabalho combinado, a tendência não é só diminuir o comportamento, mas aumentar sua liberdade de escolha, para que você consiga lidar com suas emoções de outras formas, sem ficar preso a esse ciclo.
Olá, então, sendo bem honesta, não existe uma terapia única que vai resolver isso sozinha. Tanto a análise do comportamento quanto a TCC são boas e, na prática, elas são bem parecidas no que realmente importa pra esse tipo de situação.

O importante, independente de qual for a tua escolha (e pode ser outra abordagem diferente destas, inclusive) é ter um espaço seguro para que possas compreender qual papel esse comportamento está cumprindo na tua vida, pois se há um viés de alívio de estresse, talvez seja interessante entender mais sobre o ciclo do consumo de pornografia na tua rotina e encontrar novas maneiras de aliviar os momentos de estresse, ansiedade e tédio sem, necessariamente recorrer a ela.

O problema não é só o comportamento, masturbação em si não é um problema, mas sim a função que ela está cumprindo na sua vida.

Não precisa deixar de ser quem tu és, mas podes aprender novas formas de lidar com o que sentes.
Olá. è comum que o problema não seja a masturbação em si, mas o padrão de comportamento compulsivo (quando vira resposta automática para emoções como ansiedade, tédio ou estresse e começa a atrapalhar sua vida). Existem várias abordagens que podem dar conta de sua demanda, a questão é que são estruturadas de maneira diferente e na maioria dos casos, o ideal é o profissional caminhar por mais de uma delas.
 Paola Rosa
Psicólogo
Porto Alegre
Sim, tanto a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) quanto a Análise do Comportamento ajudam muito.
A TCC trabalha pensamentos e gatilhos (ansiedade, tédio).
A Análise do Comportamento foca na função do hábito (alívio) e na substituição por alternativas.
O passo mais importante você já deu: estar aqui e querer buscar ajuda.
Se quiser, posso te ajudar a montar um plano e te acompanhar nesse processo. Fico a disposição!
 Lívia Coxir
Psicólogo
Belo Horizonte
Olá.
O que você traz é importante e merece ser escutado com cuidado. Quando algo começa a gerar incômodo ou a sensação de perda de controle, vale a pena dar um espaço para isso ser falado.

A análise pode oferecer um espaço para você falar sobre isso com cuidado, no seu tempo, e ir compreendendo melhor como essas questões aparecem na sua vida.

Esse trabalho se constrói aos poucos, em um espaço onde é possível falar com liberdade e sem julgamentos.

O mais importante é encontrar um profissional com quem você se sinta à vontade para sustentar esse processo.

Buscar ajuda já é um passo importante — e pode ser o início de um novo percurso.

Caso queira conversar, estou por aqui.
 Tadeu Manfroni
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Olá, a necessidade por pornografia e masturbação, conforme suas palavras, é um excesso que surge justamente nos momentos em que você precisa buscar o Eu maior dentro de você. Nos momentos de estresse para se acalmar, nos momentos de ansiedade para entender que é uma preocupação excessiva e nos momentos de tédio, para se encontrar de modo calmo e tranquilo. Me parece que está faltando essa parte de centramento emocional em sua vida, e o excesso que você menciona é justamente para preencher esse vazio procurando o prazer. Espero que você note que a pornografia e masturbação são sintomas de alguém que precisa entender esse vazio interno.
Respondendo a sua pergunta, não há terapia melhor. A melhor terapia é você dar o primeiro passo em busca do autoconhecimento. Simplesmente, escolha um profissional de Psicologia de uma dessas linhas e comece as sessões. Em ambas você irá se conhecer e entender as causas desses sintomas em excesso. Confie no processo do psicoterapeuta, se entregue ao seu lado existencial.
Espero tê-lo ajudado, boa sorte!
 Larissa Zani
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

O que você descreve não é sobre “fraqueza”, mas sobre um padrão que foi se consolidando: usar pornografia e masturbação para aliviar estresse, ansiedade e tédio. Isso funciona no curto prazo, mas depois cobra um preço, e o ciclo se repete. Então o foco não é só parar o comportamento, e sim entender o que ele está “resolvendo” para você.

Sobre a abordagem: tanto a Análise do Comportamento quanto a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) podem ajudar muito. Na prática, elas são bastante compatíveis. A Análise do Comportamento vai olhar com precisão para os gatilhos, as consequências e o contexto em que isso acontece, ajudando a quebrar o ciclo. A TCC trabalha também os pensamentos e crenças envolvidos (ex.: “só assim eu alivio”, “não consigo lidar com isso”) e desenvolve estratégias para regular emoção e impulso. Ou seja, mais importante do que escolher “qual é melhor” é encontrar um profissional que saiba trabalhar esse tipo de padrão de forma estruturada.

Um ponto importante: tentar cortar tudo apenas na força de vontade costuma falhar, porque você perde a principal forma que vinha usando para aliviar o desconforto. O caminho costuma envolver criar alternativas reais para esses momentos — formas de lidar com ansiedade, tédio e estresse que sejam viáveis no seu dia a dia — enquanto você reduz gradualmente a dependência desse comportamento.

Talvez valha você observar com mais clareza: em quais momentos isso acontece mais? O que você está sentindo imediatamente antes — tensão, vazio, tédio? Existe algum padrão de horário, lugar ou situação? E depois, além do alívio, o que costuma vir — culpa, frustração, cansaço?

Se isso está impactando sua vida, buscar terapia é um passo direto e adequado. Em alguns casos, quando há muita compulsão ou ansiedade associada, uma avaliação com psiquiatra também pode complementar o cuidado. Isso é tratável, e o fato de você reconhecer o problema já coloca você na direção de mudança.

Caso precise, estou à disposição.
Olá. Para além da abordagem, avalie o profissional principalmente na relação contigo. Como foi recebido, sente-se a vontade de falar livremente com este...
Fazer consumo excessivo de pornografia e masturbação, especialmente quando passa a ser uma forma de lidar com ansiedade, estresse ou tédio, é algo que pode acontecer — e o fato de você reconhecer isso e querer mudar já é um passo muito importante.

Não é sobre “falta de força de vontade”, mas sobre um comportamento que acabou sendo reforçado ao longo do tempo como forma de alívio emocional. O problema é que esse alívio costuma ser momentâneo e, depois, pode vir culpa, frustração ou sensação de perda de controle.

Sobre a abordagem: tanto a TCC (terapia cognitivo-comportamental) quanto a análise do comportamento podem ajudar. De forma geral, a TCC costuma ser bastante eficaz nesses casos porque trabalha diretamente com o ciclo pensamento–emoção–comportamento, ajudando você a identificar gatilhos, desenvolver estratégias para lidar com impulsos e construir alternativas mais saudáveis para regular suas emoções.

A análise do comportamento também pode ser útil, principalmente para entender os padrões, reforços e contextos em que esse comportamento acontece.

Mais do que escolher “a melhor abordagem”, o mais importante é iniciar um acompanhamento com um profissional com quem você se sinta à vontade. Em muitos casos, o tratamento envolve:
– identificar os gatilhos (estresse, solidão, tédio, ansiedade)
– criar outras formas de lidar com esses estados
– reduzir a exposição a estímulos que facilitam o comportamento
– trabalhar a relação com culpa e autocobrança

Você não está sozinho nisso, e esse tipo de dificuldade tem tratamento. Com acompanhamento adequado, é possível recuperar o controle e construir uma relação mais saudável com sua sexualidade e com suas emoções.

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