Quais os sintomas que o modelo transdiagnóstico pode ajudar a gerir no transtorno de personalidade b

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Quais os sintomas que o modelo transdiagnóstico pode ajudar a gerir no transtorno de personalidade borderline (TPB)?
Dra. Aldenize Oliveira
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Essa abordagem foca nos processos e mecanismos comuns a varios transtornos de personalidade em vez de tratar separadamente ou seja identifica padrões psicológicos ou padrões comportamentais que estão presentes em diferentes condições, como ansiedade, depressão, ou transtornos de personalidade boderline.
Essa abordagem trata o que mantém em sofrimento, os pensamentos rígidos, dificuldade de regular as emoções ou padrões de comportamentos disfuncionais.
Permite trabalhar sintomas diferentes com a mesma estratégia.
Respondendo a sua pergunta inicial, pode sim, foca no processo psicológico que geram sofrimento.
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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Que bom que você trouxe essa pergunta, porque o modelo transdiagnóstico ainda é pouco falado quando pensamos em TPB, mas ele faz muito sentido justamente por trabalhar mecanismos que aparecem em vários transtornos — e que no TPB costumam estar muito ativos. Em vez de olhar só para “sintomas específicos”, essa perspectiva observa os processos emocionais que sustentam o sofrimento, e isso ajuda a pessoa a ter mais clareza sobre o próprio funcionamento.

Um dos pontos centrais é a dificuldade de regulação emocional. O modelo transdiagnóstico trabalha exatamente esses mecanismos que fazem a emoção crescer rápido demais e durar mais do que deveria. Ele também ajuda a lidar com padrões de preocupação intensa, rumininação, sensação de ameaça e impulsividade — que, embora não sejam exclusivos do TPB, aparecem de forma marcante. Outro aspecto importante é a tendência a interpretar sinais relacionais como perigosos, o que faz o cérebro acionar estados de alerta com muita facilidade. Ao trabalhar esses processos, a terapia reduz a intensidade das reações e abre espaço para respostas mais estáveis e coerentes com o que a pessoa realmente deseja viver.

Talvez valha você olhar para algumas coisas com carinho. Em quais momentos percebe sua emoção acelerando tão rápido que parece impossível acompanhar? O que acontece no seu corpo quando sente que um vínculo está fragilizado, mesmo que minimamente? E como você percebe seus pensamentos nesses momentos — eles ajudam a acalmar ou colocam mais lenha na fogueira? Essas perguntas ajudam a entender exatamente onde o modelo transdiagnóstico dialoga com a sua experiência.

Se você sentir que essa abordagem pode te ajudar a compreender esses processos com mais profundidade e construir caminhos emocionais mais estáveis, posso caminhar ao seu lado nessa compreensão. Caso precise, estou à disposição.
No Transtorno de Personalidade Borderline, o modelo transdiagnóstico pode ajudar a manejar sintomas relacionados a processos psicológicos amplos que aparecem em diferentes transtornos, como a dificuldade de regulação emocional, a impulsividade, a intolerância à frustração, a sensibilidade intensa à rejeição e o medo de abandono; também pode atuar sobre padrões de pensamento rígidos, ruminação, hipervigilância nas relações e comportamentos de evitação ou de reação extrema diante de conflitos afetivos; ao focar nesses mecanismos subjacentes, o tratamento busca reduzir oscilações emocionais intensas, comportamentos autodestrutivos e dificuldades nos vínculos, favorecendo maior flexibilidade psicológica, melhor compreensão das próprias emoções e formas mais estáveis de lidar com experiências internas e relacionais.

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