Quais são os fatores que permitem formular os princípios da neuroplasticidade?

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Quais são os fatores que permitem formular os princípios da neuroplasticidade?
Dra. Leticia Sanches de Castilho
Psicanalista, Psicólogo
São Paulo
Os princípios da neuroplasticidade se baseiam em descobertas das neurociências que mostram que o cérebro é capaz de se reorganizar ao longo da vida. Essa capacidade depende de alguns fatores fundamentais, como a repetição de experiências, a intensidade emocional dos estímulos, a novidade do aprendizado, o foco da atenção e o envolvimento ativo do sujeito. Além disso, ambientes enriquecidos, vínculos seguros e experiências terapêuticas, como a psicoterapia e abordagens como o EMDR, também favorecem mudanças duradouras nas conexões neurais. A neuroplasticidade mostra que o cérebro não é fixo; ele se transforma com base na experiência.

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desde o nascimento devemos expor condições de aprendizagem condicionada e incondicionada as crianças, oferecendo o melhor em relação a cultura, ambiente, experiências em geral para melhor estilo de vida.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Essa é uma pergunta interessante, embora valha um pequeno ajuste conceitual: em vez de “fatores que permitem formular os princípios da neuroplasticidade”, talvez seja mais preciso falar em mecanismos e condições que ajudam a compreender como a neuroplasticidade acontece. Em outras palavras, os princípios da neuroplasticidade foram sendo construídos a partir da observação de como o cérebro muda com a experiência, com a repetição, com o ambiente, com a emoção e com a aprendizagem ao longo da vida.

Entre os fatores mais importantes estão a repetição de experiências, a intensidade emocional do que é vivido, a atenção dirigida, o contexto ambiental e a prática consistente. O cérebro tende a fortalecer circuitos que são usados com frequência e a enfraquecer os que ficam menos ativos. Além disso, experiências emocionalmente marcantes costumam deixar registros mais fortes, porque o sistema nervoso entende que aquilo tem valor de sobrevivência, proteção ou adaptação. É como se o cérebro dissesse: “isso aqui apareceu muitas vezes e parece importante, então vale a pena deixar esse caminho mais fácil de acessar”.

Outro ponto essencial é que a neuroplasticidade não acontece no vazio. Sono, estresse, vínculo, segurança emocional, estimulação adequada e até o estado geral de saúde influenciam bastante esse processo. Quando a pessoa vive em estresse crônico, por exemplo, o cérebro pode até continuar mudando, mas muitas vezes reforçando circuitos de alerta, evitação e hipervigilância. Já em contextos de aprendizagem, segurança e treino consistente, tende a favorecer conexões mais flexíveis e adaptativas. Por isso a psicoterapia, em muitos casos, não trabalha apenas “ideias”, mas também novas experiências emocionais e relacionais.

Talvez faça sentido se perguntar: que padrões sua mente tem repetido com mais frequência? O que o seu cérebro pode ter aprendido a fortalecer ao longo do tempo, mesmo sem você perceber? E, olhando para sua rotina, ela favorece mais circuitos de ameaça ou de regulação e segurança? Essas perguntas ajudam porque compreender a neuroplasticidade não é só entender como o cérebro muda, mas também perceber em que direção ele está sendo treinado. Caso precise, estou à disposição.

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