Quais são os tipos de distúrbios sensoriais? .

3 respostas
Quais são os tipos de distúrbios sensoriais? .
Dra. Leticia Sanches de Castilho
Psicanalista, Psicólogo
São Paulo
Os distúrbios sensoriais, também chamados de disfunções do processamento sensorial, ocorrem quando o cérebro tem dificuldade em interpretar, organizar ou responder adequadamente aos estímulos sensoriais do ambiente, como sons, luzes, toques, cheiros ou movimentos. Eles podem se manifestar de diferentes formas, como: hipersensibilidade (reação exagerada a estímulos leves), hipossensibilidade (necessidade de estímulos mais intensos), busca sensorial constante, ou respostas desorganizadas e imprevisíveis aos estímulos. Esses distúrbios podem estar presentes em condições como o transtorno do espectro autista (TEA), TDAH, traumas psicológicos e transtornos do desenvolvimento, afetando o comportamento, o humor, a socialização e a saúde mental como um todo. A avaliação clínica é essencial para o diagnóstico e o planejamento terapêutico adequado.

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Transtornos de Modulação Sensorial (TMS), Transtornos Motores de Base Sensorial (TMBS) e Transtornos de Discriminação Sensorial (TDS).
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
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Quando se fala em tipos de distúrbios sensoriais, normalmente estamos nos referindo a formas diferentes de o sistema nervoso perceber, organizar e responder aos estímulos. De maneira geral, isso pode acontecer por hipersensibilidade, quando sons, luzes, cheiros, texturas, toque ou movimento são sentidos de forma muito intensa; por hipossensibilidade, quando a pessoa parece perceber menos esses estímulos e precisa de maior intensidade para notá-los; ou por busca sensorial, quando há necessidade frequente de procurar sensações mais fortes, como movimento, pressão, toque ou estímulos repetitivos.

Também existem quadros em que a dificuldade não está apenas em sentir mais ou menos, mas em organizar a informação recebida. Nesses casos, a pessoa pode se confundir mais facilmente em ambientes com muitos estímulos, sentir sobrecarga, irritação, cansaço mental ou dificuldade para filtrar o que é relevante. É como se o cérebro estivesse tentando ouvir uma conversa importante no meio de muitas rádios ligadas ao mesmo tempo.

Outro ponto importante é que os distúrbios sensoriais podem envolver diferentes canais sensoriais. Algumas pessoas têm mais dificuldade com estímulos auditivos, outras com toque, texturas, alimentação, luzes, equilíbrio, movimento ou até sensações internas do próprio corpo. Por isso, não costuma existir um único padrão fechado. O mais importante é observar como essa sensibilidade aparece, em quais contextos e qual impacto ela tem na rotina, no humor e nas relações.

Talvez valha se perguntar: quais estímulos mais costumam te desorganizar ou te deixar em alerta? Você percebe mais um excesso de sensibilidade, uma busca por estímulos ou uma dificuldade para filtrar o ambiente? Isso acontece desde sempre ou ficou mais intenso em algum período da vida?

Essas perguntas ajudam porque, muitas vezes, o nome do tipo é menos importante do que compreender o funcionamento daquele sistema nervoso específico. Quando há sofrimento ou prejuízo no dia a dia, uma avaliação clínica pode ajudar bastante a diferenciar melhor o quadro e orientar o cuidado mais adequado. Caso precise, estou à disposição.

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