Quem usa cocaína só quando bebe é viciado? Porque meu marido usa quanto bebé e diz que nao e viciado

28 respostas
Quem usa cocaína só quando bebe é viciado? Porque meu marido usa quanto bebé e diz que nao e viciado.
Pode-se dizer que sim. A grande questão é que o usuário pensa que tem o controle da droga, mas se ele não consegue ficar sem quando bebe, é porque já esta com uma certa dependência.

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Olá!
Podemos questionar o consumo de álcool dele. Como é? Com que frequência ingere álcool (que também é uma substância que pode se tornar nociva dependendo do modo de consumo)?
Como ele se relaciona com essas duas substâncias? Há ansiedade pra usar? Há uma constância no uso. O uso dessas substâncias gera consequências na relação, no corpo/saúde física do esposo, na saúde mental dele, na vida financeira e nos compromisso de rotina?
Essas são algumas possíveis perguntas que podem surgir a partir do seu relato.
Olá! Através apenas do seu breve relato é difícil precisar se o seu marido é dependente ou não, como a colega descreveu, existem diversos questionamentos diante do uso de drogas e de álcool, mesmo se o uso for apenas "recreativo". Considero importante observar quais os prejuízos sociais, financeiros, profissionais e familiares, este consumo está causando. Espero ter ajudado!
 Fernando Gobbato
Psicólogo
Goiânia
É
 Shaiana Lick
Psicólogo
Barueri
Olá. Pra afirmar se há um vício ou não, é importante avaliar a frequência que ele faz uso do álcool e consequentemente da cocaína.
Tenha em mente que: o uso de substâncias químicas como álcool e cocaína podem trazer prejuízos para a vida das pessoas em diversas áreas.
Muitas vezes, por não classificar como vício, as pessoas não buscam tratamento e não se atentam para a situação quando já tornou-se uma situação de abuso/vício. É uma linha bem tênue e muitas vezes rápida.
Outro ponto importante é compreender porque ele precisa utilizar essas distâncias, que podem ser uma fuga. Aconselho que busque a psicoterapia pra ajudá-lo a entender tudo isso.
Espero ter ajudado.
Um abraço, Shaiana - Psicóloga e Terapeuta EMDR
 Camila Polese de Oliveira
Psicólogo, Psicanalista
Santo André, SP
Além de pensar nestes pontos sobre a adição do seu marido, vale pensar como isso te afeta, visto que é você quem está vindo aqui para procurar médicos. Como você enxerga esse uso? Isso te traz algum prejuízo? Se estiver te afetando, independente de como, você também pode procurar ajuda para lidar com isso. Abraços!
Drogas não se subestima... O nome é autoexplicativo.
Olá! Tanto a bebida alcoólica quanto a cocaína são substâncias passíveis de causar dependência. É necessário saber a frequência e intensidade do uso, bem como seus prejuízos para determinar se é dependência ou não. O problema é que o usuário tem dificuldade em reconhecer que está viciado.
 Ana Carolina Franco
Psicólogo
Rio de Janeiro
É uma questão complicada. O uso recreativo de drogas, por ser eventual e “social”, parece inofensivo à primeira vista. Mas há uma linha tênue entre essa sensação de que existe um controle para uma dependência química.
A cocaína é altamente viciante, pois estimula centros–chave de prazer dentro do cérebro e causa uma euforia extremamente elevada.
Os usuários de uso prolongado podem desenvolver tolerância, precisando de quantidades cada vez maiores da droga para ter os mesmos efeitos, então conforme o corpo ganha resistência à substância, mais difícil fica de perceber a dependência e levando a prejuízos cada vez mais significativos em várias áreas da vida.
Olá!
Existem vários caminhos para responder e os especialistas em dependência química usam critérios como se a droga é de uso recreativo ou não, frequência do uso, o qto cada organismo metaboliza a droga e por fim uma explicação que ouvi de um médico psiquiatra especialista no tema a muitos anos “ vício é tudo aquilo que não se consegue deixar de usar/ fazer nem por um so dia” Se for analisar nesse ponto de vista, muitas pessoas tem vícios...
Ou seja, existe um contexto que deve ser avaliado e não rotulado.
Mas normalmente o dependente químico nega a dependência e diz se manter no controle. Mas se seu marido tem uma vida profissional ativa, cumpre papéis sociais, familiares e afetivos não atrapalhando sua rotina de vida, talvez a questão seja a sua não aceitação.
Procure ajuda e tente entender se o “vício” dele, cabe ou não dentro do seu contexto de vida.
Boa sorte!
Abs,
 Deusa P. Ribeiro
Psicólogo
São Paulo
Oi, é necessário fazer uma avaliação. Por exemplo, seu marido bebe quantas vezes na semana? Para caracterizar vício será necessário analisar a frequência em que ocorre o uso
 Rute Rodrigues
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Tua questão faz pensar que se importa com o fato do seu marido consumir tais substâncias conjuntamente. Também parece que busca afirmar o que já sabe: tal consumo pode ser grave. E ainda, que ele poderia garantir seu estado. O usuário de drogas não tem condições de avaliar a si mesmo como viciado sem ter a atitude de parar com tal situação.
Parece interessante que você se pergunte até onde suporta tal situação, pois ela deve piorar. Quem sabe procurar pensar tuas questões com apoio profissional, ao invés de buscar apenas uma confirmação do que já sabes?
Dra. Fernanda Ataide
Psicólogo
São Paulo
Buscar ajuda é o melhor ato de amor consigo. Em qualquer movimento de insegurança emocional ou desconfortos de sentimentos inicie uma psicoterapia.
 Gabriel Bernardi
Psicólogo, Psicanalista
São Leopoldo
Olá. Você também deve atentar para o álcool nesse caso, outra substância passível de abuso. As drogas, de forma geral, tendo maiores ou menores riscos à saúde, são melhor entendidas enquanto à relação que o usuário estabelece com elas. Pergunte-se sobre a frequência que ele usa, a intensidade e o prejuízo que esse uso acarreta para as suas vidas. Como você faz essa pergunta, entendo que a situação do seu marido deva ser preocupante. Sobre a saúde dele, essa mistura de álcool e cocaína é perigosa, pois produz uma substância chamada cocaetileno que pode ocasionar em parada cardíaca. Informe-o sobre isso e diga como seu uso está causando prejuízos a ele e a outras pessoas. Ajudar o outro a dizer não a impulsos que parecem lhe ultrapassar também é um ato de amor. Acredito que existam outros fatores aí envolvidos e recomendo fortemente que procure ajuda. Você pode ligar para o número 132, serviço gratuito sobre álcool e outras drogas, procurar na internet sobre um Narcóticos Anônimos próximo de onde você mora ou buscar diretamente um psiquiatra ou psicólogo. E, caso você esteja passando por alguma situação de violência, ligue para o 180. Tudo de melhor para vocês. Abraço!
Dra. Aldenize Oliveira
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Ola, boa tarde! O importante é identificar todas as consequências do uso das substâncias e conscientizar seu marido de que modo pode afetar na relação de vocês . Neste momento, seria ideal uma consulta para esclarecimento, informação e orientação sobre esta situação.
Tratando-se de uma droga como a cocaína, que tem ação direta à via mesolímbica – área de recompensa do cérebro – faz com que exista grande risco de dependência.
Há meios legítimos para alcançar prazer, satisfação, relaxamento e diversão, sem comprometer a saúde.
Busque ajuda quando julgar necessário.
É uma descrição breve demais do comportamento do individuo para dizer se é dependente de tal substância. Se ver necessidade converse com ele sobre e tente leva-lo ao psicólogo. Independente de ser ou não importante uma avaliação e respectivo tratamento se necessário.
Olá. Apenas por aqui não é possível fazer uma avaliação e pelo visto ele não encara isso como um problema. Não parece ser algo que o incomoda a ponto de procurar ajuda. Um psicólogo avaliaria a frequência com que ele bebe e usa drogas, mas ele precisaria antes de mais nada entender que precisa de ajuda. Você pode procurar um psicólogo para você ter um apoio e que te ajude a lidar com essa situação. Atenciosamente
 Daniela Torres de Andrade Lemos
Psicanalista, Psicólogo
Ribeirão Preto
O uso de drogas precisa ser pensado em termos do dano físico, emocional e social que causa, não apenas em função da frequência. É possível que seu marido faça uso "recreativo" ou que já esteja dentro do que se chama "uso problemático", a julgar por uma série de fatores. Um bom profissional psi (psicólogo, psiquiatra) poderia ajudar a esclarecer este ponto, utilizando escalas como o Assist, por exemplo. Também considero importante que você pense o que isso representa e qual o peso disso na relação entre vocês como casal e possa propor um diálogo aberto a esse respeito. Um psicólogo pode ajudar nesse diálogo ou mesmo no que isso pode pesar para você como esposa, caso ele não aceita participar de algum processo terapêutico.
 Simone Almeida
Psicólogo
São Paulo
Tanto a bebida quanto a cocaína são passiveis de causar dependência.É necessário saber a frequência e a intensidade do uso, além de analisar os prejuízos para determinar se é dependência ou não. A avaliação de um profissional é importante, já que o usuário tem dificuldade em reconhecer o vicio.
Dr. Rafael Leitoles Remer
Psicólogo
Curitiba
O uso, abuso, ou dependência de qualquer substância psicoativa, aqui se inclui a cocaína, é uma escada que só sobe, ou seja, o indivíduo pode ser um usuário, aquele que usa recreativamente e ainda não tem problemas com a substância, o próximo degrau é o de abusador, ou seja, aquele indivíduo que usa em grandes quantidades, mesmo que aleatoriamente, mas já faz um uso que pode trazer problemas, esse indivíduo jamais voltará a ser usuário, pois subiu um degrau na escada da dependência, o próximo degrau é o da dependência (ou vício) que é quando o indivíduo precisa da substância, mesmo que seja apenas em determinados momentos, por exemplo quando bebe, se existe o comportamento de "craving" ou como se fala popularmente "fissura" quando a vontade de usar tem um grau muito alto, ou incontrolável. O dependente jamais voltará a ser abusador ou usuário! A dependência é uma doença crônica, incurável e fatal. Ela é progressiva, a quantidade de uso vai aumentando com o tempo, pois o organismo vai criando uma tolerância a substância, ou seja, as doses e quantidades precisam ser maiores, pois o efeito da substância já não é o mesmo que antes com a mesma dose.
Mesmo que só se use em determinados momentos ou eventos, é preciso ter cautela, principalmente com cocaína e derivados, pois é uma droga que causa dependência de forma rápida, mesmo que o uso seja aleatório! O ideal é sempre abstinência total! Esse "barato" pode sair muito caro!
 Gisele Rodrigues
Psicólogo
Florianópolis
Depende, para se considerar um vício é preciso analisar vários fatores, principalmente da frequência do consumo, o qual você não mencionou aqui. Entretanto, se toda vez que ele bebe, há a necessidade de usar cocaína, penso que isso é compatível com comportamentos de adiccção.
Não necessariamente, ele pode inalar para dar "energia" que o álcool tirou. Mas obviamente nada disso é recomendado.
 André Luiz Almeida
Psicólogo
Belo Horizonte
O uso de cocaína, mesmo que ocasional ou relacionado ao consumo de álcool, pode indicar um padrão de comportamento preocupante, pois está associado ao risco de dependência, tanto psicológica quanto física. O fato de seu marido usar cocaína quando bebe e negar o vício pode ser um mecanismo de defesa, já que reconhecer um problema de dependência é difícil para muitas pessoas. O comportamento dele pode estar sinalizando uma necessidade de escapar de emoções ou estresse. A psicoterapia pode ser uma forma eficaz de ajudá-lo a entender as raízes desse comportamento e buscar alternativas mais saudáveis. O apoio psicológico pode ser essencial para lidar com os aspectos emocionais e psicológicos dessa relação com as substâncias.
 Paulo Cesar Francetto
Psicólogo, Psicanalista
Santo André
Olá. O que determina o vício ( compulsão ou adicção) não é bem a quantidade e nem quando faz o uso, mas sim como. Se a pessoa faz o uso frequente, precisa fazer o uso cada vez mais frequentemente , com quantidades maiores, começa a fazer da droga algo prioritário em sua rotina, são sinais de alerta. De toda forma qualquer tipo de uso seja ocasional, leve, moderado é prejudicial e pode levar sim a dependência. Toda droga causa algum tipo de dependência. A pessoa pode fazer o uso por dois motivos: recreação ou fuga. Pelo que você está me dizendo , o motivo é o primeiro. Sei que minha resposta não é conclusiva porque o tipo de uso também não é. Ele pode estar fazendo o uso recreativo, mas pode sim se transformar em dependência.
 Milena Cianci Buck
Psicólogo
Limeira
Para que o uso de álcool ou outras drogas seja considerado um vício é preciso que ele se enquadre em uma série de requisitos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde. Para dizer se há, de fato, um vício, é preciso entender o contexto em que esse uso acontece, qual a frequência e quantidade. Desse modo, é possível que seu marido não seja viciado, mas é importante entender qual o lugar da bebida e da cocaína na sua vida e se isso tem interferido nas suas relações sociais ou não.
 Lívia Vernaci Estrella
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Se a frequência é baixa então não podemos caracterizar como vício.
Contudo, essa combinação é extremamente perigosa (alcool e cocaína), pois cria uma junção e nova substância chamada cocaetileno que tem um potencial viciante alto. Depois de certo tempo de uso, o organismo se acostuma com essa nova substância e 'sente falta' de um ou do outro. Se a pessoa bebe, então sente o ímpeto de usar cocaína - mesmo que conscientemente ela não queira fazer isso. Vira um ciclo vicioso muito perigoso.
O fato de uma pessoa usar cocaína apenas quando bebe não significa necessariamente que ela já seja dependente, mas é um sinal de alerta importante. Muitas vezes o álcool funciona como um gatilho para o uso de outras substâncias, porque ele diminui o controle dos impulsos e facilita decisões que a pessoa talvez não tomaria estando sóbria.
Além disso, a combinação de álcool e cocaína é especialmente preocupante para a saúde, pois no organismo essas substâncias podem formar compostos que aumentam o risco de problemas cardíacos, comportamentais e emocionais. Com o tempo, esse padrão de “usar só quando bebe” pode evoluir para uma frequência maior de uso.
Outro ponto importante é que muitas pessoas que utilizam substâncias acabam minimizando ou negando o problema, principalmente quando acreditam que ainda têm controle da situação. Por isso, é fundamental observar se esse comportamento está se tornando repetitivo, trazendo prejuízos para a saúde, para o relacionamento ou para a vida cotidiana.
Se houver preocupação com esse padrão de comportamento, pode ser importante conversar com ele em um momento em que esteja sóbrio, expressando sua preocupação de forma calma e incentivando a busca por orientação profissional. A avaliação de um profissional de saúde mental pode ajudar a compreender melhor esse padrão de uso e prevenir que a situação evolua para um quadro de dependência.

Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica

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