Sou homem hétero, mas tem um rapaz que quer me conhecer, (ele viu uma foto minha nesses grupos de wh
Sou homem hétero, mas tem um rapaz que quer me conhecer, (ele viu uma foto minha nesses grupos de whatsap para pegação ) mora perto da minha casa, é casado. Não sei se tenho receio se tenho tendencia homossexual ou bissexualidade, (talvez pela pornografia que assisti muito), me relacionei com uma moça um ano atrás, mas nunca cheguei a um orgasmo com ela nem com outras que tive sexos casuais. Sempre que fico um tempo sem me masturbar, a sensação volta com força, aí entro nesses grupos. A gente marcou apenas de se encontrar , senão rolar tudo bem, mas estou angustiado, pois nunca fiz isso antes. Queria experimentar, para ver se gosto mesmo. É tipo um desejo proibido que estou sentindo. Tem terapia para isso ou é só questão de experimentar?
6 respostas
O que você está sentindo não significa, necessariamente, que exista uma definição de orientação sexual acontecendo agora. Muitas vezes essa vontade vem de curiosidade, do efeito da pornografia no cérebro e de um ciclo de excitação que busca novidade e intensidade, não de uma atração afetiva real por homens. A dificuldade de chegar ao orgasmo com mulheres também pode estar muito mais ligada à ansiedade, condicionamento masturbatório e desconexão na relação do que à orientação. Experimentar nesse estado de angústia costuma confundir mais do que esclarecer, porque vira uma tentativa de “resolver” a dúvida no impulso. Existe terapia, sim, e ela ajuda justamente a entender o que é desejo verdadeiro, o que é hábito, o impacto da pornografia e como reorganizar sua resposta sexual sem pressa de rótulo. Antes de qualquer experiência, vale desacelerar, reduzir estímulos pornôs e observar como o desejo aparece fora desse ciclo. Autoconhecimento não precisa ser no susto, pode ser construído com mais calma e consciência. Estou aqui como sexóloga se sentir que está pronto para ajuda.
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Sua angústia é compreensível, mas isso não se resolve apenas “experimentando”. Chamam atenção no seu relato: dificuldade persistente de orgasmo com mulheres, uso de pornografia, busca por estímulos mais intensos (grupos, situação proibida) e ansiedade antes do encontro. Isso costuma indicar padrões de excitação condicionados e possível comportamento compulsivo, e não necessariamente orientação sexual. Além disso, o fato da outra pessoa ser casada já coloca você numa situação emocionalmente confusa. Agir no impulso raramente traz clareza, geralmente aumenta o sofrimento. Sim, existe terapia para isso. A terapia ajuda a reorganizar o desejo, reduzir compulsões, trabalhar ansiedade e compreender sua sexualidade com mais consciência, além de melhorar sua resposta sexual em relações reais. Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281, atuo na área da sexualidade. Atendo online ou presencial no Rio de Janeiro. Buscar ajuda agora pode evitar mais confusão depois.
O que você está vivendo não é simples, e é importante não reduzir isso apenas a “sou ou não sou”. Antes de falar em rótulo (hétero, bi, homossexual), talvez valha a pena entender como esse desejo está se organizando dentro de você. Você traz três elementos importantes: 1. A dificuldade de chegar ao orgasmo com mulheres. 2. O uso frequente de pornografia. 3. O aumento do desejo quando fica um tempo sem se masturbar. Esses pontos não falam necessariamente de orientação sexual. Eles falam, primeiro, de condicionamento do desejo. A pornografia atua principalmente no campo mental. Ela oferece estímulo constante, variedade infinita, novidade imediata, intensidade visual e cenas muitas vezes exageradas. O cérebro passa a associar excitação a estímulos rápidos, intensos e variados. Com o tempo, o corpo pode ter dificuldade de responder a situações reais, que são mais lentas, mais ambíguas, mais emocionais. Isso pode gerar: – Dificuldade de orgasmo em relações presenciais. – Busca por estímulos cada vez mais diferentes ou “proibidos”. – Sensação de urgência quando fica sem se masturbar. O “desejo proibido” muitas vezes não é apenas sobre a pessoa em si. Ele pode estar ligado à intensidade da fantasia, à quebra de regra, ao risco, ao segredo — elementos que a pornografia costuma reforçar. Outra camada importante: quando o orgasmo acontece majoritariamente via masturbação associada à pornografia, o cérebro aprende um roteiro muito específico de excitação. Qualquer coisa fora desse roteiro pode parecer menos potente. Isso não define sua orientação, mas pode influenciar o tipo de estímulo que ativa seu desejo. Experimentar pode esclarecer? Às vezes sim. Mas também pode confundir ainda mais se você não estiver entendendo o que está buscando. Perguntas mais profundas talvez ajudem: – Você sente atração afetiva por homens ou apenas excitação sexual pontual? – Esse desejo aparece fora do contexto da pornografia? – Se não houvesse segredo, risco ou transgressão, ainda seria excitante? – O que você busca nesse encontro: prazer, confirmação, adrenalina, curiosidade, validação? Existe terapia para isso, sim. Não para “mudar” orientação (porque orientação não é doença) mas para compreender como seu desejo está estruturado, como a pornografia impactou sua resposta sexual e o que é fantasia, o que é compulsão e o que é identidade. Talvez antes de experimentar, você pudesse fazer um teste mais simples: ficar um período sem pornografia e observar como seu desejo se reorganiza. Muitas vezes, quando o estímulo excessivo diminui, o corpo volta a responder de forma mais integrada. A angústia que você sente agora é um sinal importante. Não é só curiosidade. É conflito interno. E conflito não se resolve apenas com ação. Ele se resolve com compreensão. Espero ter ajudado a refletir. Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
A sexualidade não é uma caixinha rígida... ela envolve curiosidade, fantasia, desejo, dúvidas e até fases diferentes ao longo da vida. Sentir vontade de experimentar algo com outro homem não te torna automaticamente homossexual ou bissexual. A questão não é apenas “experimentar” ou não, mas entender de onde vem esse impulso. Quando existe angústia, pressão interna ou confusão, agir no impulso nem sempre traz a resposta que você está buscando. O processo terapêutico pode te ajudar justamente nisso, oferecendo um espaço seguro e sem julgamento para você se compreender melhor. Nele, você pode: -Explorar seus desejos com mais clareza, sem precisar de rótulos -Diferenciar curiosidade, fantasia e orientação sexual, que são coisas diferentes -Trabalhar a dificuldade de chegar ao orgasmo, entendendo causas físicas, emocionais ou comportamentais -Reavaliar a influência da pornografia, caso ela esteja moldando seu padrão de excitação -Lidar com a ansiedade e a sensação de conflito interno, que parecem ser centrais no que você está sentindo No fim, a terapia não vai te dizer “faça isso ou aquilo”, mas vai te ajudar a tomar uma decisão que faça sentido pra você: com mais consciência e menos angústia.
A terapia pode ajudar muito nesse processo, não para definir sua orientação sexual, mas para compreender, acolher e normalizar seus desejos, angústias e conflitos sem julgamento. Muitas vezes o sofrimento não está relacionado a como enxergamos e julgamos nosso desejo, como algo proibido, errado ou ameaçador à nossa identidade. A terapia oferece um espaço seguro para entender o que esse desejo representa para você, por que angústia e o que pode estar dificultando uma vivência sexual mais espontânea e satisfatória, independentemente da sua orientação sexual. Também é importante lembrar que orientação sexual não se resume apenas a uma fantasia, curiosidade ou experiência isolada. Algumas pessoas experimentam e percebem identificação, outras não e tudo isso faz parte do processo de autoconhecimento. A terapia ajuda a investigar tudo isso com mais profundidade, sem a necessidade de se encaixar rapidamente em um rótulo ou de se sentir obrigado a experimentar algo apenas para “ter certeza”. O mais importante é que suas escolhas venham de um lugar de consciência e que você possa experenciar sua sexualidade com mais satisfação.
Olá! Isso não é um "desejo proibido". Esse pensamento pode estar relacionado a crenças socialmente construídas, que ensinam que é errado desenvolver autonomia sobre a própria sexualidade ou que sentir desejo por outros homens é pecado. A sexualidade é construída ao longo da vida por meio de experiências, vivências, autoconhecimento e da forma como cada pessoa se relaciona consigo mesma e com os outros. Por isso, é natural que existam dúvidas e questionamentos durante esse processo. A terapia vem justamente para promover o bem-estar sexual e psicológico, ajudando você a compreender seus desejos, crenças, medos e valores, sem julgamentos. O mais importante é identificar o que faz sentido para você, o que lhe proporciona conforto, segurança, desejo e bem-estar. Caso, em algum momento, você decida vivenciar uma experiência, essa escolha deve partir da sua vontade e acontecer de forma consciente, respeitando seus limites e seu tempo. Somente por meio do autoconhecimento e das próprias vivências você poderá compreender se isso realmente faz parte dos seus desejos e, assim, amadurecer sua sexualidade.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.


