Sou homem hétero, mas tem um rapaz que quer me conhecer, (ele viu uma foto minha nesses grupos de wh
4
respostas
Sou homem hétero, mas tem um rapaz que quer me conhecer, (ele viu uma foto minha nesses grupos de whatsap para pegação ) mora perto da minha casa, é casado. Não sei se tenho receio se tenho tendencia homossexual ou bissexualidade, (talvez pela pornografia que assisti muito), me relacionei com uma moça um ano atrás, mas nunca cheguei a um orgasmo com ela nem com outras que tive sexos casuais.
Sempre que fico um tempo sem me masturbar, a sensação volta com força, aí entro nesses grupos.
A gente marcou apenas de se encontrar , senão rolar tudo bem, mas estou angustiado, pois nunca fiz isso antes. Queria experimentar, para ver se gosto mesmo. É tipo um desejo proibido que estou sentindo. Tem terapia para isso ou é só questão de experimentar?
Sempre que fico um tempo sem me masturbar, a sensação volta com força, aí entro nesses grupos.
A gente marcou apenas de se encontrar , senão rolar tudo bem, mas estou angustiado, pois nunca fiz isso antes. Queria experimentar, para ver se gosto mesmo. É tipo um desejo proibido que estou sentindo. Tem terapia para isso ou é só questão de experimentar?
O que você está sentindo não significa, necessariamente, que exista uma definição de orientação sexual acontecendo agora. Muitas vezes essa vontade vem de curiosidade, do efeito da pornografia no cérebro e de um ciclo de excitação que busca novidade e intensidade, não de uma atração afetiva real por homens. A dificuldade de chegar ao orgasmo com mulheres também pode estar muito mais ligada à ansiedade, condicionamento masturbatório e desconexão na relação do que à orientação. Experimentar nesse estado de angústia costuma confundir mais do que esclarecer, porque vira uma tentativa de “resolver” a dúvida no impulso. Existe terapia, sim, e ela ajuda justamente a entender o que é desejo verdadeiro, o que é hábito, o impacto da pornografia e como reorganizar sua resposta sexual sem pressa de rótulo. Antes de qualquer experiência, vale desacelerar, reduzir estímulos pornôs e observar como o desejo aparece fora desse ciclo. Autoconhecimento não precisa ser no susto, pode ser construído com mais calma e consciência. Estou aqui como sexóloga se sentir que está pronto para ajuda.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
Sua angústia é compreensível, mas isso não se resolve apenas “experimentando”.
Chamam atenção no seu relato: dificuldade persistente de orgasmo com mulheres, uso de pornografia, busca por estímulos mais intensos (grupos, situação proibida) e ansiedade antes do encontro. Isso costuma indicar padrões de excitação condicionados e possível comportamento compulsivo, e não necessariamente orientação sexual.
Além disso, o fato da outra pessoa ser casada já coloca você numa situação emocionalmente confusa.
Agir no impulso raramente traz clareza, geralmente aumenta o sofrimento.
Sim, existe terapia para isso. A terapia ajuda a reorganizar o desejo, reduzir compulsões, trabalhar ansiedade e compreender sua sexualidade com mais consciência, além de melhorar sua resposta sexual em relações reais.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281, atuo na área da sexualidade. Atendo online ou presencial no Rio de Janeiro.
Buscar ajuda agora pode evitar mais confusão depois.
Chamam atenção no seu relato: dificuldade persistente de orgasmo com mulheres, uso de pornografia, busca por estímulos mais intensos (grupos, situação proibida) e ansiedade antes do encontro. Isso costuma indicar padrões de excitação condicionados e possível comportamento compulsivo, e não necessariamente orientação sexual.
Além disso, o fato da outra pessoa ser casada já coloca você numa situação emocionalmente confusa.
Agir no impulso raramente traz clareza, geralmente aumenta o sofrimento.
Sim, existe terapia para isso. A terapia ajuda a reorganizar o desejo, reduzir compulsões, trabalhar ansiedade e compreender sua sexualidade com mais consciência, além de melhorar sua resposta sexual em relações reais.
Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281, atuo na área da sexualidade. Atendo online ou presencial no Rio de Janeiro.
Buscar ajuda agora pode evitar mais confusão depois.
O que você está vivendo não é simples, e é importante não reduzir isso apenas a “sou ou não sou”.
Antes de falar em rótulo (hétero, bi, homossexual), talvez valha a pena entender como esse desejo está se organizando dentro de você.
Você traz três elementos importantes:
1. A dificuldade de chegar ao orgasmo com mulheres.
2. O uso frequente de pornografia.
3. O aumento do desejo quando fica um tempo sem se masturbar.
Esses pontos não falam necessariamente de orientação sexual. Eles falam, primeiro, de condicionamento do desejo.
A pornografia atua principalmente no campo mental. Ela oferece estímulo constante, variedade infinita, novidade imediata, intensidade visual e cenas muitas vezes exageradas. O cérebro passa a associar excitação a estímulos rápidos, intensos e variados. Com o tempo, o corpo pode ter dificuldade de responder a situações reais, que são mais lentas, mais ambíguas, mais emocionais.
Isso pode gerar:
– Dificuldade de orgasmo em relações presenciais.
– Busca por estímulos cada vez mais diferentes ou “proibidos”.
– Sensação de urgência quando fica sem se masturbar.
O “desejo proibido” muitas vezes não é apenas sobre a pessoa em si. Ele pode estar ligado à intensidade da fantasia, à quebra de regra, ao risco, ao segredo — elementos que a pornografia costuma reforçar.
Outra camada importante: quando o orgasmo acontece majoritariamente via masturbação associada à pornografia, o cérebro aprende um roteiro muito específico de excitação. Qualquer coisa fora desse roteiro pode parecer menos potente. Isso não define sua orientação, mas pode influenciar o tipo de estímulo que ativa seu desejo.
Experimentar pode esclarecer? Às vezes sim. Mas também pode confundir ainda mais se você não estiver entendendo o que está buscando.
Perguntas mais profundas talvez ajudem:
– Você sente atração afetiva por homens ou apenas excitação sexual pontual?
– Esse desejo aparece fora do contexto da pornografia?
– Se não houvesse segredo, risco ou transgressão, ainda seria excitante?
– O que você busca nesse encontro: prazer, confirmação, adrenalina, curiosidade, validação?
Existe terapia para isso, sim.
Não para “mudar” orientação (porque orientação não é doença) mas para compreender como seu desejo está estruturado, como a pornografia impactou sua resposta sexual e o que é fantasia, o que é compulsão e o que é identidade.
Talvez antes de experimentar, você pudesse fazer um teste mais simples:
ficar um período sem pornografia e observar como seu desejo se reorganiza.
Muitas vezes, quando o estímulo excessivo diminui, o corpo volta a responder de forma mais integrada.
A angústia que você sente agora é um sinal importante.
Não é só curiosidade. É conflito interno.
E conflito não se resolve apenas com ação.
Ele se resolve com compreensão.
Espero ter ajudado a refletir.
Eu sou Betânia Tassis,
psicóloga clínica.
Antes de falar em rótulo (hétero, bi, homossexual), talvez valha a pena entender como esse desejo está se organizando dentro de você.
Você traz três elementos importantes:
1. A dificuldade de chegar ao orgasmo com mulheres.
2. O uso frequente de pornografia.
3. O aumento do desejo quando fica um tempo sem se masturbar.
Esses pontos não falam necessariamente de orientação sexual. Eles falam, primeiro, de condicionamento do desejo.
A pornografia atua principalmente no campo mental. Ela oferece estímulo constante, variedade infinita, novidade imediata, intensidade visual e cenas muitas vezes exageradas. O cérebro passa a associar excitação a estímulos rápidos, intensos e variados. Com o tempo, o corpo pode ter dificuldade de responder a situações reais, que são mais lentas, mais ambíguas, mais emocionais.
Isso pode gerar:
– Dificuldade de orgasmo em relações presenciais.
– Busca por estímulos cada vez mais diferentes ou “proibidos”.
– Sensação de urgência quando fica sem se masturbar.
O “desejo proibido” muitas vezes não é apenas sobre a pessoa em si. Ele pode estar ligado à intensidade da fantasia, à quebra de regra, ao risco, ao segredo — elementos que a pornografia costuma reforçar.
Outra camada importante: quando o orgasmo acontece majoritariamente via masturbação associada à pornografia, o cérebro aprende um roteiro muito específico de excitação. Qualquer coisa fora desse roteiro pode parecer menos potente. Isso não define sua orientação, mas pode influenciar o tipo de estímulo que ativa seu desejo.
Experimentar pode esclarecer? Às vezes sim. Mas também pode confundir ainda mais se você não estiver entendendo o que está buscando.
Perguntas mais profundas talvez ajudem:
– Você sente atração afetiva por homens ou apenas excitação sexual pontual?
– Esse desejo aparece fora do contexto da pornografia?
– Se não houvesse segredo, risco ou transgressão, ainda seria excitante?
– O que você busca nesse encontro: prazer, confirmação, adrenalina, curiosidade, validação?
Existe terapia para isso, sim.
Não para “mudar” orientação (porque orientação não é doença) mas para compreender como seu desejo está estruturado, como a pornografia impactou sua resposta sexual e o que é fantasia, o que é compulsão e o que é identidade.
Talvez antes de experimentar, você pudesse fazer um teste mais simples:
ficar um período sem pornografia e observar como seu desejo se reorganiza.
Muitas vezes, quando o estímulo excessivo diminui, o corpo volta a responder de forma mais integrada.
A angústia que você sente agora é um sinal importante.
Não é só curiosidade. É conflito interno.
E conflito não se resolve apenas com ação.
Ele se resolve com compreensão.
Espero ter ajudado a refletir.
Eu sou Betânia Tassis,
psicóloga clínica.
A sexualidade não é uma caixinha rígida... ela envolve curiosidade, fantasia, desejo, dúvidas e até fases diferentes ao longo da vida. Sentir vontade de experimentar algo com outro homem não te torna automaticamente homossexual ou bissexual.
A questão não é apenas “experimentar” ou não, mas entender de onde vem esse impulso. Quando existe angústia, pressão interna ou confusão, agir no impulso nem sempre traz a resposta que você está buscando.
O processo terapêutico pode te ajudar justamente nisso, oferecendo um espaço seguro e sem julgamento para você se compreender melhor. Nele, você pode:
-Explorar seus desejos com mais clareza, sem precisar de rótulos
-Diferenciar curiosidade, fantasia e orientação sexual, que são coisas diferentes
-Trabalhar a dificuldade de chegar ao orgasmo, entendendo causas físicas, emocionais ou comportamentais
-Reavaliar a influência da pornografia, caso ela esteja moldando seu padrão de excitação
-Lidar com a ansiedade e a sensação de conflito interno, que parecem ser centrais no que você está sentindo
No fim, a terapia não vai te dizer “faça isso ou aquilo”, mas vai te ajudar a tomar uma decisão que faça sentido pra você: com mais consciência e menos angústia.
A questão não é apenas “experimentar” ou não, mas entender de onde vem esse impulso. Quando existe angústia, pressão interna ou confusão, agir no impulso nem sempre traz a resposta que você está buscando.
O processo terapêutico pode te ajudar justamente nisso, oferecendo um espaço seguro e sem julgamento para você se compreender melhor. Nele, você pode:
-Explorar seus desejos com mais clareza, sem precisar de rótulos
-Diferenciar curiosidade, fantasia e orientação sexual, que são coisas diferentes
-Trabalhar a dificuldade de chegar ao orgasmo, entendendo causas físicas, emocionais ou comportamentais
-Reavaliar a influência da pornografia, caso ela esteja moldando seu padrão de excitação
-Lidar com a ansiedade e a sensação de conflito interno, que parecem ser centrais no que você está sentindo
No fim, a terapia não vai te dizer “faça isso ou aquilo”, mas vai te ajudar a tomar uma decisão que faça sentido pra você: com mais consciência e menos angústia.
Especialistas
Perguntas relacionadas
- Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.
- Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou que sinta desafios eu costumo sofrer, mas permaneço, porém em relações de afeto e tranquilas, em algum momento me encontro com ansiedade e pensamentos de medo excessivo de um dia estragar a relação por…
- Há alguns dias, meu filho me procurou e disse que gostaria de voltar a fazer terapia. Ele fez terapia por um ano, Há dois anos atrás. Aparentemente, parecia uma depressão. A psicóloga me passou que ele tinha um pouco de fobia social. Como ele apresentou uma certa melhora, a psicóloga disse que não havia…
- Como posso superar de vez o meu ex? Já estamos 1 ano separados (ele terminou comigo). O que posso fazer?
- Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixou muitas marcas pois o ex era abusivo , batia e torturava psicologicamente, eu tento fazer de tudo digo que amo e faço de tudo mas ela já me falou que não consegue mais amar ninguém por causa do sofrimento…
- Em 2020 me casei porém um dia antes do casamento meu esposo disse não gostava de mim mais msm assim no dia seguinte nos casamos .ele ficou por muito tempo distante no começo até ficou uns dias na casa da mãe passou meses ele melhorou e eu voltei a ver alegria nele depois de 6 anos parece q ele voltou…
- Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino assunto de punho sexual, com muitos palavrões, não sei o que fazer . Recolhi o celular dele por medo de ser um pedófilo do outro lado .
- Estou em fase de negação? Não sei exatamente se é isto, mas eu ainda vejo meu ex todos os dias, mesmo tendo inúmeras brigas diárias O pior, sou eu quem procuro e ainda ele me humilha por isso, mas eu não sei como agir e nem como sair desse ciclo que já se repetiu por várias vezes, ele também sempre…
- Minha sobrinha disse numa rede social que acha q gosta de mulher. Acontece q ela tem 18 anos e nunca apresentou comportamento ou preferencias q sugerisse homossexualidade. Tudo se deu recentemente quando ela estreitou laços com uma colega de aula e começou a frequentar academia com a mesma. Falei pra…
- Olá! Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei me expressar e quando eu fico sobre pressão geralmente começo a chorar sem para, meu parceiro acha que prefiro ignorar ele ou que eu não tem o que dizer, mas na verdade minha mente fica a mil, mas não…
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 150 perguntas sobre Dificuldades no relacionamento
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.