Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino

28 respostas
Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino assunto de punho sexual, com muitos palavrões, não sei o que fazer .
Recolhi o celular dele por medo de ser um pedófilo do outro lado .
É compreensível que essa situação traga preocupação e insegurança sobre como agir. Diante do que aconteceu, pode ser importante manter algum controle sobre o que ele acessa, justamente para proteger a segurança dele. Também pode ser válido abrir um espaço de conversa com o seu filho, com calma, para entender o que ele viu, o que ele buscava e se ele compreende os riscos envolvidos em conversas com pessoas desconhecidas. Assim, você consegue orientá-lo sobre segurança digital e sexualidade sem recorrer apenas à punição, ajudando-o a elaborar o que aconteceu e fortalecendo a confiança entre vocês.

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O Discord é realmente perigosíssimo, um paciente uma vez me explicou tudo que vê por lá, mas é possível filtrar também. Primeira coisa: conversa e orientação. Converse muito com seu filho abertamente sobre todos os perigos desses ambientes virtuais, pedofilia, pesquise também e se informe para passar para ele. Precisamos sempre supervisionar o que criança e adolescente fazem on-line, também em jogos, mas como nem sempre podemos estar de olho, a conversa e orientação (muito francas, honestas e abertas) são essenciais. Se certifique de manter o canal de comunicação sempre aberto e vejam se conseguem minimizar tempo de tela também. Adolescentes precisam praticar esportes, fazer cursos, sair com amigos e ter programas saudáveis. A geração do quarto precisa sair dele.
Olá. Entendo sua preocupação!

Encontrar algo assim é difícil para qualquer mãe ou pai. Aos 14 anos, é comum que os adolescentes explorem sexualidade de forma impulsiva, sem medir riscos, mas isso não diminui o perigo real de conversas com desconhecidos que podem, sim, ser adultos mal-intencionados. Retirar o celular por segurança imediata foi uma atitude compreensível.

O passo mais importante agora é conversar com seu filho sem puni-lo ou culpá-lo, para que ele possa falar sobre o que buscava ali. Na adolescência, a curiosidade sexual pode se misturar com inseguranças, dúvidas sobre identidade e a necessidade de afirmação e quando não encontra espaço para ser falada, acaba indo para lugares arriscados.

Procure orientação de um profissional, de um psicólogo, para ajudar vocês a entenderem o contexto emocional dessa busca e trabalhar limites de forma segura, sem romper o vínculo e sem aumentar a vergonha dele.

Se acharem necessário que ele tenha espaço para poder falar, elaborar questões sobre a sexualidade dele e olhar para o que ocorreu, um psicólogo pode ajudar também.

Fico à disposição caso precisem.
Olá, boa tarde. Entendo a preocupação e o impacto emocional de encontrar esse tipo de conversa, especialmente pela idade do seu filho. Sua reação de proteger e recolher o celular faz sentido diante do medo de exposição a riscos, inclusive de possíveis aliciadores. Ao mesmo tempo, é importante conduzir a situação com firmeza, cuidado emocional e orientação clara, para que ele compreenda o risco sem sentir que precisa esconder ainda mais o que acontece online.

Alguns passos costumam ajudar:

Primeiro, converse com ele de forma calma e aberta, priorizando entender o que aconteceu. Crianças e adolescentes tendem a explorar a sexualidade e a testar limites, mas eles nem sempre avaliam riscos. O objetivo é criar um ambiente seguro para que ele fale, sem agressividade ou vergonha. A literatura em desenvolvimento adolescente mostra que conversas acolhedoras aumentam a chance de ele revelar detalhes importantes.

Segundo, explique os riscos reais de conversas online com desconhecidos, especialmente quando envolvem conteúdo sexual. A psicoeducação é uma ferramenta central da TCC, e no contexto parental ajuda o adolescente a compreender consequências e desenvolver habilidades de julgamento e autocontrole.

Terceiro, defina limites claros de uso do celular e da internet. Estudos sobre comportamento adolescente mostram que supervisão consistente, combinada com diálogo, é mais eficaz do que proibição rígida. Pode ser necessário revisar configurações de privacidade, senhas, histórico de uso e instalar ferramentas de segurança, sempre deixando claro que isso é para proteção, não punição.

Quarto, observe sinais de mudança de comportamento, como isolamento, irritabilidade, medo, ansiedade ou segredos excessivos. Se houver qualquer suspeita de que ele foi alvo de um adulto, procure orientação profissional especializada em proteção infantojuvenil.

Por fim, se você sentir que a situação trouxe muito estresse, culpa ou insegurança na forma de conduzir a parentalidade, um acompanhamento psicológico pode ajudar você e seu filho a lidarem com essa fase e fortalecerem comunicação e limites saudáveis.

Conte comigo caso queira saber mais sobre isso. Abraços
Olá! Super compreensível o susto, situações assim realmente preocupam os pais, porque adolescentes de 14 anos ainda não têm maturidade para perceber os riscos de conversas sexualizadas com desconhecidos.
Recolher o celular nesse primeiro momento foi uma medida de proteção importante.
Agora, o passo principal é conversar com ele com calma, sem punição, para entender como chegou nessa conversa, se houve curiosidade, pressão, ou se ele está lidando com algo emocional.
Também é essencial orientá-lo sobre os riscos reais de exposição online, já que muitos adolescentes não reconhecem quando estão vulneráveis a adultos mal-intencionados.
Se você perceber mudanças de comportamento, medo, vergonha ou dificuldade de falar sobre isso, um acompanhamento psicológico pode ajudar muito a conduzir essa situação com segurança e apoio.
Se sentir que precisa de orientação mais detalhada, estou à disposição para ajudar vocês nesse processo.
Isadora Klamt - Psicóloga CRP 07/19323
É natural que você tenha se assustado ao ver seu filho de 14 anos em uma conversa de teor sexual com alguém desconhecido, a atitude de tirar o celular naquele momento foi uma forma legítima de protegê-lo. Agora, o mais importante é acolher a situação com calma, garantir a segurança (registrando a conversa e denunciando se houver sinais de um adulto), abrir um diálogo sem bronca para que ele possa explicar o que aconteceu, orientá-lo sobre os riscos online de maneira cuidadosa e, juntos, estabelecer limites e combinados para o uso do celular e, caso ele demonstre vergonha, medo ou mudanças no comportamento, buscar apoio psicológico pode ajudá-lo a atravessar essa experiência com mais segurança e compreensão.
O mais importante agora é falar com ele de forma calma e aberta, sem ameaças ou punições imediatas. Seu filho precisa se sentir seguro para contar o que aconteceu, com quem ele estava falando e se sentiu pressionado em algum momento. Aos 14 anos, ele ainda está entendendo a própria sexualidade e pode ter tomado decisões sem avaliar os riscos. Oriente sobre segurança online, limites e como identificar conversas perigosas. Se houver qualquer suspeita de exposição, manipulação ou risco, procure ajuda profissional e, se necessário, orientação especializada em proteção de menores. O importante é que ele saiba que pode contar com você sem medo.
Olá pessoa querida!
Sua preocupação é totalmente válida. Há muitos casos de pedofilia que acontecem nesse contexto.
é importante que você possa conversar abertamente com seu filho, sem angústia ou mesmo condená-lo. Video-Game faz parte da diversão adolescente e pode desenvolver algumas habilidades então não adianta apenas retirar e castigá-lo. a proteção vem do acolhimento, não do castigo.
abraços!
Sua reação é compreensível — descobrir algo assim causa choque, medo e preocupação. Aos 14 anos, seu filho está numa fase de curiosidade e descoberta sexual, e muitas vezes busca esse tipo de contato online sem ter noção dos riscos envolvidos.

O mais importante agora é agir com calma e diálogo, não apenas com punição. Retirar o celular foi uma medida protetiva válida, mas é fundamental conversar com ele, entender o que o levou a entrar nesse tipo de conversa e orientá-lo sobre os perigos reais da internet, como aliciadores e exposição indevida.

Se você notar que ele se sente envergonhado, confuso ou com dificuldade de falar sobre o assunto, pode ser importante buscar acompanhamento psicológico. Um psicólogo com abordagem psicanalítica pode ajudá-lo a elaborar suas curiosidades, limites e impulsos, sem culpa, e também te orientar sobre como conduzir esse momento como mãe/pai.

Lembre-se: esse tipo de situação é uma oportunidade de abrir um espaço de confiança e orientação afetiva, para que ele aprenda a lidar com a sexualidade de forma saudável e segura.
Olá, como vai?
Se há uma suspeita de pedofilia, sugiro levar o caso para a polícia investigar. Caso seja questões da sexualidade de seu filho e de como ele a está explorando, converse com ele, tente ouvir o que ele tem de dúvida e o ajude a se cuidar. Fale de camisinha, lubrificante, de sexo, de como se deve cuidar de um parceiro, que é com carinho e respeito, sem ultrapassar os limites do seu filho e da outra pessoa. Espero ter ajudado. Fico à disposição.
Nesta idade (14 anos), a curiosidade sobre a sexualidade é natural, mas o discernimento sobre os perigos da internet muitas vezes não acompanha essa curiosidade. O risco que você teme é real em ambientes de jogos e chats.

O próximo passo é fundamental: assim que os ânimos se acalmarem, tente conversar com ele não em tom de punição, mas de alerta e cuidado. Explique por que você ficou com medo. Ele precisa entender que existem adultos que se passam por amigos para obter vantagens sexuais e que isso é crime. Se sentir dificuldade em abordar esses temas ou se o conflito familiar estiver muito intenso, a orientação de um psicólogo pode ajudar a mediar esse diálogo e orientar sobre educação digital segura.
 Junior Noronha da Fonseca
Psicólogo, Psicanalista
Taubaté
Olá, ser mãe/pai de adolescente não é tarefa fácil. O mais indicado nesses casos é conversar com ele e expor os riscos que a internet proporciona e ao mesmo tempo monitorar com mais proximidade a atividade dele nas redes.
 Larissa Zani
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Imagino como esse momento deve ter sido impactante para você. Quando algo envolve nossos filhos, especialmente nessa idade em que o cérebro ainda está se desenvolvendo e a capacidade de avaliar riscos não está totalmente madura, a preocupação desperta com força – quase como um alarme emocional que se acende antes mesmo de termos clareza do que está acontecendo.

É compreensível que você tenha retirado o celular; quando o perigo parece possível, o instinto de proteção entra em cena antes da razão. Ao mesmo tempo, esse tipo de situação costuma abrir um campo importante de diálogo, porque a curiosidade sexual na adolescência é comum, mas a forma como ela aparece – especialmente em ambientes online com desconhecidos – exige cuidado. Uma conversa franca pode ajudar muito a diferenciar curiosidade natural de exposição a riscos reais. Talvez valha explorar com ele o que buscava naquela conversa, o quanto entendia dos riscos e como se sentiu quando você descobriu. Às vezes, por trás da impulsividade típica da idade, existe alguma necessidade emocional tentando se expressar.

Uma questão importante é avaliar se há possibilidade de envolvimento de um adulto se passando por alguém da idade dele. Caso perceba algo suspeito, aí sim pode ser necessário procurar orientação especializada, como uma delegacia especializada em crimes digitais, sempre preservando prints e evidências. Contudo, antes de qualquer passo formal, entender a percepção do seu filho sobre a conversa pode trazer clareza do que realmente aconteceu e diminuir um pouco o peso do cenário imaginado. Você sente que conseguiria conversar com ele de um jeito que ajude a abrir espaço para compreensão, e não só para punição? Ele costuma conseguir falar sobre o que sente ou se fecha facilmente quando está desconfortável?

Se perceber que esse episódio esconde algo maior – como solidão, baixa autoestima ou pura curiosidade sem orientação – pode ser útil oferecer apoio emocional e, se necessário, acompanhamento profissional. E como estamos falando de um adolescente, vale lembrar que o ideal é que essas conversas aconteçam com você presente como cuidador, preservando o bem-estar dele e fortalecendo o vínculo entre vocês.

Caso precise, estou à disposição.
Vejo que você é uma pessoa preocupada com seu filho e a segurança do mesmo. As melhores soluções para este tipo de conflito envolvem diálogos honestos entre as partes. Mostrar uma postura aberta, dando espaço para ouvir o seu filho e escutar sua visão deste ocorrido pode ajudar a solucionar esta demanda. É necessário que o jovem se sinta seguro para poder conversar com você e se abrir.
Contudo, uma ajuda mais específica e precisa depende de conversas mais cuidadosas com um profissional. Caso deseje mais ajuda, pode entrar em contato comigo. Boa sorte em sua jornada, o que precisar estou aqui para ajudar!
Olá. É um assunto bem complicado. Pelo que você narra, sexualidade na adolescência e o consumo do que a tecnologia permite. É interessante acolher este filho e compreender, através de um dialogo aberto, esses comportamentos, jogo, conversa com o estranho, dúvidas que este adolescente possa ter. Faz parte da maternidade e paternidade, o acolhimento e a orientação ao filho.
 Daniel Kummerow
Psicólogo
São José dos Campos
Olá, lamento que tenha se deparado com uma situação que possa apresentar algum risco a seu filho. É muito bom que você se atente ao cuidado dele e é importante poder manter uma relação de confiança e parceria, especialmente frente a situação que possam ser preocupantes.
Antes de tomar alguma atitude, um dialogo calmo e compreensivo com seu filho pode ser essencial. Aos 14 anos de idade ainda precisa de acompanhamento e orientação, mas provavelmente é capaz de entender suas preocupações e de chegar a um acordo com você sobre o que podem fazer, com a colaboração de ambos, para evitar entrar em contato com possíveis situações perigosas.
Nessa conversa, entenda o ponto de vista de seu filho, quem era essa outra pessoa, quais eram as intenções de cada um... Esteja aberta a considerar o contexto do ponto de vista de seu filho para que ele possa se sentir escutado e contemplado no acordo a que vocês eventualmente possam chegar. Evite brigas e proibições absolutas, já que isso pode fazer com que seu filho perca a confiança e passe a esconder futuros acontecimentos deste tipo.
Caso sinta que a pessoa com quem ele conversava realmente possa estar cometendo algum delito, é importante alertar algum canal de denuncias, como a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos ou a Policia Federal e seguir as orientações desses profissionais.
Tenho certeza que poderão enfrentar este momento juntos e com parceria!
Entendo o quanto essa situação assusta, seu medo é legítimo, principalmente pelo risco real de haver um adulto se passando por adolescente. Recolher o celular, nesse primeiro momento, foi uma atitude de proteção.
Mas converse com seu filho com calma, reforça o risco de conversar na internet com desconhecidos.
O celular pode ser devolvido gradualmente, com supervisão, combinados limites, em vez de uma retirada definitiva, para que ele não busque isso de forma escondida.
Mesmo sendo uma situação difícil, ela pode servir para fortalecer a relação, orientar sobre cuidados e melhorar a comunicação entre vocês.
Se precisar de acompanhamento psicológico, estou a disposição.
 Martha May Ribeiro
Psicólogo
Salvador
Olá. Obrigada por compartilhar, dá para imaginar o susto e a preocupação que essa situação trouxe para você.
É compreensível que, num primeiro momento, sua reação tenha sido tirar o celular, especialmente pelo medo de que seu filho esteja em risco. Ao mesmo tempo, pode ser importante se perguntar como vocês conversam sobre internet, limites e sexualidade em casa, e o que esse episódio revela sobre o momento que ele está vivendo. Que tipo de conversa você gostaria de construir com ele a partir disso?
Considere, se você sentir necessidade, buscar psicoterapia para ter suporte nesse processo. Um acompanhamento psicológico pode ajudar tanto você quanto seu filho a atravessarem essa fase com mais diálogo, segurança e orientação.
De modo geral, o conselho é conversar, explicar as razões de ter feito isso. Alguns exemplos: "filho, eu fiquei preocupada com o que vi, existem pessoas nas redes procurando enganar crianças e adolescentes, e eu não quero que você corra o risco de ser enganado por uma dessas pessoas. Daqui a pouco, a conversa esquenta e te pedem uma foto ou vídeo, ou encontro. Isso vira um jeito de chantagem emocional, pode ir para na internet etc.". Não posso te dizer como conversar ou o que fazer com o seu filho, mas deixo aqui algumas sugestões. Espero ter ajudado.
 Júlia Robaina
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá!
Essa é a uma situação que traz muitas preocupações, de fato. As redes sociais e o mundo virtual afetam crianças, adolescentes e adultos. Há estudos que apontam o impacto do uso para todos nós, sejam impactos cognitivos, ou em termos de violência, risco à vida etc. Alguns países estão revendo suas legislações do uso para crianças e adolescentes, cobrando medidas das empresas de tecnologia para minimizar os danos.
Sem dúvida, crianças e adolescentes devem ter o tempo de exposição à tela monitorado, e os conteúdos devem ser filtrados por adultos. Com o mundo acelerado e a alta demanda de trabalho, sabemos que para os pais pode ser um desafio, mas é importante cuidar desse aspecto. Caso perceba que a atividade de seu filho na internet trouxe algum impacto psicológico, procure um profissional.
Desejo que fique tudo bem.
Dr. Deivison Ferreira
Psicólogo
Curitiba
Disciplina não é demais e limites também não. Mantenha-se firme e não seda, agora é a hora de colocar limites. Ele vai te agradecer no futuro. Ele não precisa de internet ou do discord para sobreviver. Acredite que enfrentar com energia isso agora vai ser bem mais fácil que deixar para a fase adulta... Diga a ele que você o ama e prefere correr o risco dele não gostar de você, mas que continuará a amá-lo mesmo assim...
Entendo sua preocupação, essas situações costuma disparar medos e inseguranças, junto a isso uma grande necessidade de protege-lo. É importante agir com cautela em relação à segurança digital, mas também manter um espaço de diálogo aberto com seu filho, para que ele se sinta seguro em conversar sobre o que aconteceu. Cada caso precisa ser compreendido com cuidado, considerando o contexto e a fase do desenvolvimento, no caso dele a adolescência. Caso sinta necessidade de conversar mais sobre, fico à disposição para uma consulta, assim podemos olhar essa situação com mais profundidade e pensarmos qual a melhor forma de conduzir. Um abraço!
Dr. Ivan Lucas de Almeida Paiva
Psicólogo
São Paulo
Encontrar esse tipo de conversa costuma gerar um impacto muito grande nos pais, principalmente por envolver sexualidade na adolescência e o risco real de exposição a pessoas mal-intencionadas na internet. Sua reação de recolher o celular, diante do medo de ser um adulto se passando por adolescente, é compreensível como medida inicial de proteção.

Ao mesmo tempo, é importante separar duas questões: a segurança digital e o desenvolvimento sexual do seu filho. Aos 14 anos, a curiosidade sexual, o uso de linguagem explícita e a exploração da própria identidade fazem parte do processo de amadurecimento. Isso não deve ser automaticamente interpretado como desvio, mas como fase de desenvolvimento que precisa de orientação.

Por outro lado, o ambiente online exige cautela. O ideal é verificar, com calma, se a pessoa do outro lado é realmente outro adolescente ou alguém desconhecido que possa representar risco. Caso haja suspeita consistente de adulto se passando por menor, é importante interromper o contato e considerar orientação adequada sobre segurança digital.

Mais do que apenas retirar o celular, o momento pede diálogo. Conversas abertas, sem julgamento imediato, ajudam o adolescente a compreender riscos, limites e responsabilidade. Quando o jovem sente que será apenas punido, tende a esconder comportamentos; quando percebe abertura para conversar, a chance de cooperação aumenta.

Se houver dificuldade para conduzir essa conversa ou se a situação estiver gerando muita angústia, buscar acompanhamento psicológico pode auxiliar tanto na orientação aos pais quanto no suporte ao adolescente, trabalhando sexualidade, limites e segurança de forma saudável.
Poxa, compreensível seu medo. É importante mesmo que você suprevisione o uso que seu filho adolescente faz da internet e dessas plataformas. Mas pra além disso, pode ser interessante abrir um canal de comunicação com ele sobre o que aconteceu de forma a acolher e orientar sobre o assunto.
 Tadeu Manfroni
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Olá, o fato de você estar perto do seu filho e ser atenciosa as ações dele foi muito importante. O que fazer agora?
O primeiro passo e acolher seu filho sem castigá-lo, assim ele se sentirá protegido e não ameaçado. Mantenha um canal aberto de comunicação, pois a verdade deve aproximar os membros da família. Procure saber mais sobre as redes sociais e sobre as ameaças existentes nela, converse e esclarece para seu filho sobre a existência de riscos. Crie conhecimento na família sobre esse tipo de ameaça virtual, mesmo que soe como exagero. Porém, não exagere. Acompanhe.

Bloqueio os contatos maliciosos, mas não apague as provas, tire prints se possível. Podem ser uteis em casos de golpes e chantagens, principalmente quando houve troca de informações pessoais. Se possível faça uma denúncia na plataforma em questão.

E por ultimo, avalie os impactos psicológicos que podem ter acontecido com o menor. Se não souber avaliar , procure um psicólogo.
é uma situação delicada e que exige atenção especialmente por ele ser menor. o ideal seria procurar um especialista para ele.
 Miriã Rosseto Muniz
Psicólogo, Psicanalista
Londrina
Conversar com o seu filho sobre o que você viu e ouvi-lo pode ser um bom começo. Depois busque fortalecer o laço de confiança entre vocês. Lidar com as questões dos filhos adolescentes na grande maioria das vezes pode ser um desafio, mas é possível.
A ajuda profissional também pode te ajudar a encontrar o melhor caminho para lidar com tudo isso.
É importante que, como seu filho é ainda um adolescente, que seu uso de telefone e internet seja bem supervisionado. Essa não é uma tarefa fácil, no entanto, temos cada vez mais caso de assédios e pedófilos agindo na internet. A adolescência é uma fase bastante desafiadora, mas um bom vínculo entre pais e filhos é essencial para lidar com as turbulências dessa fase. Não desista de uma conexão com ele. Ter um bom acompanhamento psicológico pode ajudar com as questões complexas que envolvem relacionamento entre pais e filhos.

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