Estou em fase de negação? Não sei exatamente se é isto, mas eu ainda vejo meu ex todos os dias, mesm

Estou em fase de negação? Não sei exatamente se é isto, mas eu ainda vejo meu ex todos os dias, mesmo tendo inúmeras brigas diárias O pior, sou eu quem procuro e ainda ele me humilha por isso, mas eu não sei como agir e nem como sair desse ciclo que já se repetiu por várias vezes, ele também sempre volta Eu reconheço, que estou errado, que isso não pode continuar, mas não consigo sair disso É muito dolorido e vergonhoso, muitas vezes eu acho que nunca vou sair disso e que parece o novo jeito de estar neste relacionamento Ninguém nem imagina que vivemos isso

53 respostas


O que você descreve é um ciclo doloroso de dependência e autossabotagem. Na Gestalt-Terapia, vemos isso como uma perda de limites saudáveis. O sentimento de culpa e vergonha é, na verdade, sua energia vital (como a raiva) voltada contra si mesmo, em vez de ser usada para se proteger dele. O seu reconhecimento de que "isso não pode continuar" é sua consciência (Awareness) pedindo mudança. A saída é dolorosa, pois exige tolerar o vazio da separação. Quando a urgência de procurá-lo surgir, o desafio é parar e usar essa energia para cuidar de si mesmo, quebrando o padrão no "Aqui e Agora" e reconstruindo sua dignidade.

Pedro Puga Gimenes

Pedro Puga Gimenes

Psicólogo

São José do Rio Preto

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Oii Primeiramente queria dizer que é bastante corajoso da nossa parte nos reconhecer vulneráveis. Na grande maioria das vezes as pessoas se defendem de forma onipotente, negando o que sentem e as vezes até negando a realidade. Então perceber-se neste lugar que você está, apesar de desconfortável e doloroso, é uma conexão genuína com a verdade e esse é o único caminho para alguma transformação. As razões pelas quais essa sensação de dependência e apego estão tão “inflamadas” são questões que podem ter a ver tanto com a relação que vocês tinham, mas sempre tem a ver com quem nos somos. Algumas situações abrem nossas feridas que estavam escondidas, e talvez seja um momento importante para olhar para isso e cuidar disso você. Uma parte que quer se abandonar no outro? Uma parte sua que não sabe estar com você? Que não quer? Faça um exercício mental, porque você está acolhendo a ele e não a você? mesmo sentindo que você precisa? Entram em terrenos inóspitos e amedrontadores da nossa psique, é muito difícil, mas com uma companhia experiente e que você possa confiar torna este caminho mais possível, e qu sabe com algumas transformações ele não volte a ser um caminho agradável? Fico a disposição caso queira conversar mais a respeito. De qualquer forma, olhe com ternura e zelo para si mesmo.

Marília Torres De Queiroz

Marília Torres De Queiroz

Psicólogo

São José do Rio Preto

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Olá, sinto muito pelo que você está passando. Pelo seu relato, me parece que você está passando por uma depêndencia emocional desse relacionamento. Aconselho fortemente que você inicie um processo terapêutico para entender da onde vem essa dependência, cuidar melhor de você e te ajudar a voltar a fazer atividades de qualidade de forma individual. Outra sugestão: conte para seus amigos/familiares o que está acontecendo. Além do acolhimento dos amigos, o controle social exercido por contar a mais pessoas pode te ajudar a evitar que isso continue.


Olá, boa tarde. Infelizmente não trabalho com as fases do luto para te informar, mas acredito que o grande ponto nem seja isso e sim o problema que você relatou. Esse tipo de dependência é complicada para se lidar, pois os dois lados precisam se ajudar nessa hora. PArece que tanto você quanto seu ex facilitam esse tipo de situação. Acredito que o primeiro passo seja não julgar-se. A situação já é ruim para você, uma vez que esteja sofrendo nessa situação toda. Julgar-se por seus comportamentos poderá te fazer sofrer ainda mais. Invés de julgar, que tal compreender as razões que te fazem voltar para alguém que você briga e te humilha? Acredito que buscar essa resposta irá te ajudar mais e permitirá que você mais facilmente vá aderir à mudança. Outro ponto que pode te ajudar é considerar conversar com alguém, seja um profissional na área ou um amigo ou familiar. Desta conversa você poderá buscar forças e uma companhia que te faça bem. Recomendo que busque pessoas que te ouçam sem julgar-te. TErapia nem sempre é mandatória, mas recomendo em seu caso. Um terapeuta poderia te ajudar a lidar melhor com essas idas e vindas e te ajudar e buscar pessoas que te agreguem mais. Espero ter ajudado, grande abraço.

Bruno Henrique Braz dos Santos

Bruno Henrique Braz dos Santos

Psicólogo

São José dos Campos

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Olá! è muito bom que esteja procurando ajuda, atitude que te ajudara para reconhecer que alguma coisa não esta funcionando bem nesse relacionamento. Minha orientação é buscar algum profissional que ajude a superar esta fase de "negação" como você fala.


Olá! Tão importante quanto a repetição, é o modo como está se estrutura. O modo como se repete. É importante olhar para além do momento presente para construção de um saber que seja próprio ao que lhe ocorre, e ao que não está ocorrendo. Indico a busca por profissional do compo da psicanálise ou psicologia para escuta, elaboração e construção. Um dos caminhos possíveis de se advir em uma análise, se tratará em poder fazer algo de novo com o mesmo.


Mesmo com tudo o que acontece, ainda é um espaço, um lugar e alguém conhecido, e a sua dificuldade pode estar justamente em entrar em contato com algo novo. Encerrar uma relação marcada por altos e baixos pode trazer medo e ansiedade diante do desconhecido. É comum que, por não saber ainda o que vem depois, a gente acabe retornando para o que é familiar, mesmo que seja um espaço de sofrimento. A terapia pode te ajudar a compreender melhor esse ciclo e a construir, pouco a pouco, um novo modo de estar consigo e com o outro.


O que você está descrevendo é desejo de se afastar e, ao mesmo tempo, a dificuldade de romper, e é algo extremamente humano, e não há nada de vergonhoso nisso. O que você descreve — alternância entre brigas intensas, humilhações, tentativas de afastamento e reconciliações — é o que chamamos, na psicologia, de ciclo de reforço intermitente. Esse padrão é muito poderoso emocionalmente, pois combina momentos de dor e rejeição com breves recompensas (como quando ele volta ou demonstra afeto). O cérebro, especialmente as áreas relacionadas à recompensa (como o sistema dopaminérgico), responde a esse padrão de forma semelhante à de um vício: quanto mais imprevisíveis as recompensas, mais difícil é romper o vínculo. Assim, a relação se torna um vínculo de dependência emocional, sustentado não apenas por amor, mas também por medo, culpa e esperança. Você não está “preso” por falta de consciência, está vinculado por dor, por laços emocionais que se formaram em torno de uma esperança, de uma necessidade de ser visto e de um amor que talvez tenha existido, mas se perdeu em uma dinâmica que não está saudável. O processo de sair disso começa com o olhar compassivo sobre si mesmo, perceber que há algo em você que quer ser cuidado, não punido. Quando essa compaixão aparece, surge o espaço interno necessário para escolher algo diferente, aos poucos, com recaídas e retomadas, mas com mais consciência e força. Eu como psicológa focada em autoestima, posso te ajudar a compreender as raízes desse vínculo, te ajudar a lidar com o luto da relação e reconstruir sua autonomia emocional.


Olá! Acredito que seja dependência emocional e dificuldade de superar o término. A psicoterapia ajuda a sair desse ciclo, trabalhar seu amor próprio e protagonismo para seguir em frente e resignificar o que passou.


Olá. O que você descreve é um sofrimento intenso e, mais do que "negação", soa como uma repetição dolorosa da qual, muitas vezes, é difícil escapar. Pode ser muito angustiante reconhecer que algo faz mal e, ainda assim, sentir-se impelido a procurar aquilo que o machuca. A psicanálise entende que, muitas vezes, nos apegamos a relações que nos machucam porque elas, paradoxalmente, atendem a alguma necessidade inconsciente – seja de repetir um padrão afetivo conhecido (mesmo que ruim), de preencher um vazio ou de manter viva uma certa ideia de amor. Nesse sentido, o que este sofrimento pode estar tentando resolver? Qual a função desta dinâmica? Reconhecer que "não pode continuar assim", como você fez, é o primeiro e mais crucial passo para romper o ciclo. Diante disso, a psicoterapia pode lhe auxiliar a se fortalecer emocionalmente e compreender essa lógica, para assim, te possibilitar a encontrar outros caminhos para lidar com ela e sair deste ciclo. Espero ter ajudado de alguma forma nessa questão!

Enzo Amaral

Enzo Amaral

Psicanalista

Embu das Artes

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O que você está vivendo é um processo de vínculo emocional muito forte e desgastante, que pode envolver tanto negação quanto dependência emocional. Quando há ciclos repetidos de brigas, humilhações e reconciliações, a mente tenta se proteger criando justificativas ou esperança de que “dessa vez vai ser diferente”. Isso faz com que você continue preso a algo que, no fundo, já sabe que te machuca. É importante entender que reconhecer o problema não é o mesmo que conseguir sair dele ,e isso não significa fraqueza. Há mecanismos emocionais, cognitivos e até fisiológicos que mantêm o vínculo, especialmente quando há picos de afeto e rejeição. Esses altos e baixos ativam o sistema de recompensa do cérebro, gerando uma sensação parecida com dependência. O primeiro passo é acolher sua dor sem julgamento, entendendo que sair desse ciclo é um processo gradual, não uma decisão que se sustenta sozinha na força de vontade. A psicoterapia é um espaço seguro para trabalhar essa ambivalência e compreender o que te prende, fortalecer sua autoestima e reconstruir sua autonomia emocional. Tente também se afastar aos poucos dos gatilhos que te colocam de volta no ciclo (como conversas desnecessárias, redes sociais, lembranças e encontros fora do trabalho, se houver). Buscar apoio emocional, seja de amigos, familiares e também de um psicoterapeuta ajuda muito nesse caminho. Você não está sozinho nem “condenado” a esse padrão. Com acompanhamento, é possível romper esse ciclo e reconstruir uma relação saudável consigo mesmo, o que é o passo essencial antes de qualquer nova relação. Espero ter ajudado, abraços!


Olá, querido. Você conseguiu utilizar este espaço de forma anônima para expressar como você se sente e foi um grande passo! Procure por um psicólogo, você pode ser acolhido e ouvido pelo profissional, sem julgamentos. Nesses casos, é muito recomendável a procura de um profissional e você contar aos poucos para seus familiares e amigos (se for possível) e pedir colo, abrigo e o senso de estar sob cuidados. Espero que você consiga continuar sua trejatória para elaborar esse relacionamento. Eu fico à disposição para te acompanhar neste período. Até mais!


Olá. Sinto muito que você esteja vivendo essa situação e se percebendo preso à esse ciclo. Às vezes, mesmo reconhecendo que algo nos faz mal, é muito difícil se afastar — especialmente quando há sentimentos e histórias envolvidas. A psicoterapia pode ser um espaço importante para falar sobre o que está acontecendo, compreender o que te prende a essa relação e pensar, com apoio, em caminhos possíveis para cuidar de si nesse processo. Abraço.

Gisele Rodrigues

Gisele Rodrigues

Psicólogo

Florianópolis

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Situações como a que você descreve são muito mais comuns do que parecem, e não têm nada a ver com “fraqueza”. Quando existe um vínculo marcado por brigas, humilhações e reencontros repetidos, é comum a pessoa sentir que está presa em um ciclo que não consegue interromper. Isso acontece porque relacionamentos assim ativam questões emocionais profundas — o que, na psicanálise, chamamos de padrões repetitivos que se formam muito antes desse ex existir. Ver o ex todos os dias, procurá-lo mesmo sabendo que isso machuca, sentir vergonha e ao mesmo tempo não conseguir se afastar… tudo isso costuma misturar dependência emocional, culpa, medo da solidão e aquela esperança de que “dessa vez vai ser diferente”. É um processo que desgasta muito e fragiliza a autoestima. Não é apenas “negação”. Muitas vezes é um modo de tentar dar sentido a um vínculo que já se sabe que faz mal, mas do qual o corpo e a mente ainda não conseguem se separar. Esse tipo de repetição é doloroso e confunde muito o que você sente, justamente por isso é tão difícil sair sozinha. Muita gente percebe que entender esses mecanismos emocionais ajuda a reconstruir os limites internos e a recuperar a clareza. Um espaço de escuta pode permitir compreender por que esse ciclo se mantém, o que ele representa para você e como retomar uma posição mais firme diante da própria dor. Você não está só nisso — e esse tipo de dinâmica pode, sim, ser transformado.

Maria Isabel Ornelas

Maria Isabel Ornelas

Psicólogo

Belo Horizonte

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O que você descreve é algo que muitas pessoas vivem quando estão presas em um padrão emocional profundo, muitas vezes aprendido na infância. Relacionado ao seu modelo de amor. Possivelmente você diante das suas vivências antigas, entendeu que amor igual a dor (dentre outras distorções). Assim, é compreensivel você se sentir dividida: uma parte sabe que o relacionamento faz mal, enquanto outra sente um impulso muito forte de buscar o outro, mesmo sofrendo. Isso acontece porque o cérebro emocional ainda associa o vínculo, mesmo sendo doloroso, a uma sensação de segurança ou familiaridade. Na Terapia do Esquema, trabalhamos justamente para identificar e transformar esses padrões, fortalecendo o que chamamos de “modo adulto saudável”, a parte em você que pode cuidar, proteger e acolher sua vulnerabilidade, sem precisar se submeter à humilhação ou à dor. Bem como na terapia, é importante que ajudemos o paciente a transformar o modelo de amor aprendido, quando, não é saudável, para um modelo saudável e amoroso. Isso que estás vivendo sinal de que há uma ferida emocional antiga pedindo cuidado e transformação. Com o acompanhamento adequado, é absolutamente possível romper o padrão, reconstruir a autoestima e criar relações baseadas em amor e respeito real.


Quando você diz que o procura mesmo sabendo que isso te machuca, o que costuma estar presente nesses momentos? O que você sente ou pensa antes de decidir procurá-lo? Há algo que você busca quando se aproxima, talvez uma resposta, uma presença, uma esperança? E como é para você quando ele volta? O que esse retorno desperta em você? Talvez, por enquanto, mais do que tentar “sair”, seja um caminho tentar compreender o que te mantém. O que esse vínculo ainda representa para você? O que ele te diz sobre suas necessidades, seus medos, seus desejos?

Dra. Iasmin Quintino

Dra. Iasmin Quintino

Psicólogo

Rio de Janeiro

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O que você descreve parece envolver um ciclo de sofrimento difícil de romper. Às vezes, repetimos situações dolorosas sem entender bem o porquê; há algo inconsciente que nos mantém nelas. A psicanálise pode ajudar a compreender o que sustenta esse vínculo e abrir espaço para novas formas de se relacionar, com menos dor e mais consciência.

Michelle Novello

Michelle Novello

Psicólogo

Rio de Janeiro

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O que você está sentindo é profundamente humano e não há vergonha alguma em reconhecer que está preso a um ciclo difícil. Isso mostra que você tem consciência do que está acontecendo e, mesmo com dor, está buscando entender e mudar, o que já é um passo muito importante. Situações assim envolvem vínculos emocionais complexos, nos quais a razão e o afeto entram em conflito. Estar em negação, às vezes, é uma forma que a mente encontra para suportar o sofrimento. Você não precisa enfrentar isso sozinho. Com o apoio de um psicólogo, é possível compreender melhor esse vínculo, fortalecer sua autoestima e encontrar caminhos mais saudáveis para se libertar desse ciclo. Se quiser, posso te ajudar a dar esse passo com acolhimento e segurança!


O que você descreve é mais comum do que imagina. Quando estamos em um relacionamento marcado por brigas, humilhações e ciclos repetitivos de separação e retorno, é natural sentir confusão, vergonha e até acreditar que não há saída. Isso não significa fraqueza, significa que existe um vínculo emocional muito forte, alimentado pelo medo de perder, pela esperança de mudança e, muitas vezes, pela baixa autoestima que vai sendo desgastada ao longo do tempo. A “fase de negação” pode sim estar presente, não porque você não enxerga a realidade, mas porque enfrentá-la dói. É como se uma parte sua soubesse que esse ciclo te machuca, mas outra parte ainda buscasse migalhas de afeto, familiaridade ou validação. Para começar a sair disso, alguns passos ajudam: Reconhecer o ciclo de violência psicológica, que alterna humilhação e aparente reconciliação. Entender suas necessidades emocionais, que hoje estão sendo atendidas de forma confusa e dolorosa. Fortalecer sua autoestima, que foi sendo minada ao longo do relacionamento. Construir limites internos, que no momento estão enfraquecidos. Você não precisa passar por isso sozinha. O acompanhamento psicológico pode te ajudar a entender por que esse vínculo te prende, reconstruir sua autoconfiança, elaborar a dor desse ciclo e te apoiar a dar passos reais em direção a uma vida mais segura e saudável emocionalmente. Há caminhos e você merece encontrá-los.


Olá, olha esse tipo de situação é bem dolorosa não é mesmo? Veja bem, você reconhece o namoro acabou, mas mantém contato diário. É constantemente humilhado por ele, mas segue adiante. Reconhece que está errado, pois há sofrimento. No entanto, a relação parece acabar e recomeçar. O questão nesse caso não é a negação e sim o que te motiva a continuar nessa condição, o que você está buscando quando se humilha, pense nisso e busque ajuda psicológica.


É compreensível a forma como você se sente diante dessa situação. Relações marcadas por conflitos constantes, rupturas e retornos frequentes podem criar um padrão emocional muito difícil de romper. Não se trata de estar certo ou errado, e nem nesta ou naquela fase, e sim de reconhecer que você está vivendo algo doloroso, que fragiliza sua saúde mental de diversas maneiras. É importante o acompanhamento psicológico e o apoio de sua rede de amigos e familiares.


Imagino como seja desgastante e dolorida essa situação. Com a terapia vc consegue identificar o que faz com que você permaneça nesse relacionamento. A Terapia Cognitivo Comportamental, tem técnicas para isso. Sugiro que procure um profissional na área e marque uma consulta.


O que você descreve não é apenas “negação”, mas um vínculo de dependência emocional marcado por dor, humilhação e repetição. Mesmo reconhecendo que isso faz mal, algo em você continua preso a esse ciclo e isso não acontece por fraqueza, mas por feridas emocionais profundas que ainda não foram cuidadas. Quando insistimos em relações que nos machucam, geralmente estamos presos a padrões inconscientes de abandono, rejeição ou carência afetiva. O fato de ele ir e voltar reforça ainda mais esse laço adoecido. Sair disso sozinha pode ser muito difícil, mas não é impossível. O primeiro passo é entender que amor não humilha, não adoece e não envergonha. Buscar ajuda psicológica é um ato de coragem, não de fraqueza, e pode te fortalecer para romper esse ciclo e resgatar seu valor. Você não está sozinha e existe, sim, um caminho para sair disso. Procure ajuda nesse momento para romper esse ciclo. A Psicoterapia te apoiará nisso.


Olá, tudo bem? O que você descreve toca em algo muito sensível: quando um relacionamento vira um ciclo de briga, afastamento, retorno e humilhação, a dor emocional costuma se misturar com uma sensação de dependência difícil de explicar para quem vê de fora. O cérebro aprende a se prender ao pouco de conexão que existe, mesmo que venha acompanhado de sofrimento, quase como se dissesse: “essa dor eu já conheço, sair daqui parece ainda mais assustador”. Isso não é fraqueza, é um mecanismo humano de apego que, quando se mistura com carência e medo de perda, fica extremamente poderoso. Não é exatamente “negação”, no sentido clínico do termo, mas pode haver uma mistura de apego inseguro, esperança de mudança e um padrão emocional aprendido ao longo do tempo. Quando você diz que reconhece que está errado mas mesmo assim retorna, isso sinaliza que sua mente sabe o caminho racional, mas seu emocional ainda está preso a algo que parece oferecer um alívio momentâneo. Já reparou o que você está buscando quando procura seu ex — amor, validação, sensação de pertencimento ou apenas que a dor pare por alguns minutos? E o que acontece dentro de você logo depois que ele o humilha? Talvez uma pergunta importante seja: em qual momento do ciclo você sente que perde o controle? É no silêncio entre vocês? É quando sente saudade? Ou é quando vem o medo de ficar sozinho? Identificar esse ponto é um passo valioso, porque muitas vezes não é o ex que mantém a repetição, mas sim o que essa relação representa emocionalmente para você. E, quando você diz que parece que nunca vai sair disso, dá para sentir o quanto está cansado… mas também dá para perceber que algo dentro de você está pedindo mudança, justamente por reconhecer a vergonha e o desgaste. Esse tipo de vínculo costuma se beneficiar muito de apoio profissional, não para cortar a relação à força, mas para entender o que ela reativa em você e fortalecer recursos internos que hoje estão fragilizados. Às vezes, o maior sofrimento não é a relação em si, mas a sensação de estar preso a uma versão de si mesmo que não combina com quem você gostaria de ser. Você consegue imaginar como seria sua vida emocional se, por um momento, essa repetição pausasse e você pudesse respirar com mais clareza? Caso precise, estou à disposição.

Larissa Zani

Larissa Zani

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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A fase de negação faz parte do processo de luto pelo relacionamento que acabou. É importante se dar a oportunidade de elaborar esse luto e compreender a percepção para com essa figura, o seu ex-namorado.


Na nossa vida o inconsciente tem uma influência muito maior do que imaginamos. O que você vive pode ter inúmeras origens e acho que lhe faria muito bem marcar uma entrevista com um psicanalista para que juntos você possam avaliar se uma análise poderia te ajudar. Mas é muito importante você saber que situações como a sua são muito mais comuns do que as pessoas imaginam.


O que você descreve não é fraqueza nem vergonha. Relações com vínculos abusivos costumam criar um ciclo emocional que prende, mesmo quando a razão já entende que faz mal. Reconhecer isso já é um passo importante. Você não precisa atravessar esse processo sozinha. Se quiser, posso te acolher e te ajudar a entender esse ciclo e pensar, no seu tempo, em caminhos possíveis.


Olá! Imagino como esteja sofrendo. Pelo que você descreve, mais do que negação do luto, parece haver um ciclo de dependência emocional, em que você reconhece que a relação faz mal, mas sente muita dificuldade de se afastar. A vergonha, a dor e a sensação de não conseguir sair disso são sinais de sofrimento intenso, não de fraqueza. Esse tipo de ciclo costuma precisar de ajuda psicológica para ser compreendido e interrompido. Você não precisa enfrentar isso só, procure ajuda!


Olá! Acredito que a sua primeira pergunta sobre estar em fase de negação já traz pistas do que você pensa e sente nessa situação. Se o fim já foi acordado, o que mantem vocês em contato, tendo brigas e desgastes? O que faz vocês insistirem em uma relação que traz humilhações, conflitos que só ferem? Finalizar relações pode ser muito doloroso, de fato. Um processo de reflexão das suas questões com um profissional pode te ajudar a elaborar sobre essa permanência em um lugar que te traz tanto sofrimento.

Júlia Robaina

Júlia Robaina

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Sinto muito que você esteja vivendo isso. Pelo que você descreve, não parece apenas negação, mas um ciclo relacional que mistura vínculo emocional, dor, tentativa de reconexão e nova frustração. Quando existem brigas frequentes, humilhações e ainda assim uma dificuldade intensa de se afastar, muitas vezes estamos diante de um padrão de dependência emocional e reforço intermitente. Os momentos em que ele volta podem reacender esperança e fortalecer ainda mais o apego, mesmo depois de situações dolorosas. O fato de você reconhecer que isso está te machucando já mostra consciência. A dificuldade de sair não significa fraqueza ou falta de caráter. Geralmente existem fatores emocionais profundos envolvidos, como medo da perda, esperança de mudança, sensação de vazio, culpa, vergonha ou até a crença de que essa é a forma possível de amor. Relacionamentos que envolvem humilhação não são saudáveis. Amor não deveria vir acompanhado de desvalorização constante. É importante que você não enfrente isso sozinho(a). A psicoterapia pode ajudar a compreender por que esse ciclo se mantém, fortalecer sua autoestima e construir recursos emocionais para interrompê-lo de maneira mais segura e consistente. Você não está condenado(a) a viver isso para sempre. Ciclos se repetem até que sejam compreendidos, e podem ser transformados quando há apoio adequado. Você merece respeito e relações mais saudáveis.


Sim, importante que você reconhece o "estado de negação" , isto já é o primeiro passo, as relações são complexas e na contemporaneidade estão cada vez mais, mas isso sugere que você se permita a falar , a se escutar , se conhecer e isto ajudará nas relações, qualquer tipo de relação. Então, procure uma ajuda profissional. Me chamo Eliane Melo, sou psicóloga e psicanalista e atuo há mais de 8 anos com a clinica geral. Estou a disposição. No perfil , tem o contato para agendamentos.


Iniciar um processo terapeutico com psicólogo pode te ajudar a entender os mecanismos que fazem com que você repita esse retorno ao seu ex. Pode haver uma busca inconsciente acontecendo ai, falar sobre isso ajuda a você acessar essas questões que estão fora do alcance da sua consciência.


Olá! O que você descreve não parece exatamente uma “fase de negação”, mas sim um ciclo emocional difícil de romper, que muitas pessoas vivem em relações que fazem sofrer, mas que ao mesmo tempo são difíceis de se afastar. Existe uma parte sua que reconhece que essa dinâmica te machuca, e isso é muito importante. Ao mesmo tempo, outra parte ainda busca essa relação, mesmo diante das brigas e das situações de humilhação. Esse tipo de conflito interno pode gerar muita dor, vergonha e sensação de impotência. É importante dizer que isso não significa fraqueza. Muitas vezes, essas dinâmicas envolvem vínculos emocionais intensos, expectativas, histórias construídas e até uma esperança de que a relação possa ser diferente. Poder olhar para isso com mais cuidado, em um espaço terapêutico, pode te ajudar a compreender melhor o que te mantém nesse ciclo e, aos poucos, encontrar formas mais saudáveis de se posicionar e se cuidar dentro das suas relações.


O que você está vivendo não é fraqueza, é um ciclo emocional difícil, que muitas vezes envolve dependência afetiva e reforços intermitentes (momentos de afastamento e retorno), o que torna tudo ainda mais intenso e confuso. Não parece ser apenas “negação”, mas sim uma dificuldade real de romper um vínculo que, mesmo sendo doloroso, ainda te prende. A vergonha e a sensação de estar “errado” costumam fortalecer esse ciclo, não ajudar a sair dele. O mais importante aqui é: você já percebe que isso te faz mal, e isso é um passo muito importante. Na terapia, trabalhamos justamente para te ajudar a entender esse padrão, fortalecer sua autonomia emocional e construir caminhos concretos para sair dessa dinâmica com mais segurança. Você não precisa enfrentar isso sozinho. Se fizer sentido, posso te ajudar nesse processo.


Olá, tudo bem? O que você descreve é um sofrimento muito significativo, e é importante reconhecer a coragem que existe em conseguir nomear isso com tanta clareza. Mais do que pensar apenas em “fase de negação”, o que aparece no seu relato é um ciclo relacional que se repete, mesmo trazendo dor, humilhação e desgaste emocional. Esse tipo de dinâmica pode gerar uma sensação de aprisionamento, como se, ao mesmo tempo em que você reconhece que não faz bem, também não consegue se afastar. Isso não significa fraqueza ou falta de vontade, muitas vezes envolve aspectos emocionais profundos, como vínculo afetivo, dependência emocional, esperança de mudança ou até dificuldade de lidar com a ruptura e o vazio que ela pode trazer. O fato de você perceber que essa situação não pode continuar já é um passo muito importante. Ao mesmo tempo, sair desse ciclo costuma exigir mais do que apenas decisão racional, é um processo que envolve compreender o que te mantém nesse lugar e fortalecer recursos internos para sustentar uma mudança. Um ponto de atenção importante é que relações marcadas por humilhação frequente podem ser emocionalmente adoecedoras. Buscar acompanhamento psicológico pode ser fundamental nesse momento, oferecendo um espaço seguro para entender essa dinâmica, trabalhar sua autoestima e construir, gradualmente, caminhos para sair desse ciclo de maneira mais consistente e cuidadosa com você. Você não está sozinho, e é possível, sim, transformar essa situação com apoio adequado.


Olá, O que quer dizer fase de negação? Quando você escreve MAS EU AINDA vejo meu ex, MESMO tendo inúmeras brigas, fico me perguntando o que de fato está querendo dizer. O que significa MAS EU AINDA vejo? E lendo o restante da mensagem, me parece mais uma fase de repetição e que realmente se tornou o novo jeito de estrar nessa relação! Seu relacionamento agora é isso! Está tendo um grau maior de tolerância! Você traz ideia de que percebe que isso parece errado, que existe brigas diárias, ele te humilha, mas sinto que já não seja mais sobre isso, e sim o fato de que vive voltando, mesmo sabendo que irão brigar, que ele vai te humilhar e voltar! A questão talvez seja: por qual razão você ainda está ali? Como seria não estar? Como seria viver sem isso? Você está feliz nas outras áreas da sua vida? Está bem com você? Que "ganhos" tem com essa pessoa? Por qual razão parece ser melhor estar com ele? Procura autoconhecimento para trabalhar essas e muitas outras questões! Estude a si e quem sabe encontre respostas! Um abraço


Oi, o que você descreve não soa só como negação, mas como um ciclo que te prende, onde tem dor, busca, afastamento e retorno, e isso vai se repetindo mesmo você já percebendo que te faz mal, o que costuma gerar muita culpa e vergonha, mas também diz de algo mais profundo que ainda te liga a essa relação, como se tivesse uma parte sua que não consegue se desprender apesar do sofrimento, então mais do que se julgar, talvez seja importante entender o que te mantém aí e o que esse vínculo representa pra você, porque é nesse ponto que começa a possibilidade real de mudança, e você não precisa atravessar isso sozinho, se fizer sentido, me coloco à disposição pra gente conversar com mais calma sobre isso em uma sessão. Um abraço, Vinicius.


Não parece “negação”. Você já reconhece que faz mal. O que aparece aí é um ciclo de dependência e repetição, mesmo com consciência. Tem três movimentos claros: você procura → ele te desvaloriza → você se sente mal → se afasta → ele volta → você reentra. Isso não é falta de entendimento. É dificuldade de sustentar a saída quando a dor e o vínculo apertam. E tem um ponto duro, mas central: enquanto você continua procurando alguém que te humilha, você reforça esse lugar na relação. Não porque merece, mas porque o ciclo se alimenta disso. Vergonha e dor costumam manter isso escondido e ativo. Sair disso não começa com “parar de sentir”. Começa com pequenas quebras no padrão: não responder na hora, não procurar, reduzir contato, criar algum limite concreto. Vai ser desconfortável, porque você não está só deixando a pessoa, está deixando um modo conhecido de se relacionar. Se você não sustenta essas pequenas rupturas, o ciclo continua, mesmo você sabendo que faz mal. Isso é trabalhável, mas precisa de suporte. Terapia aqui não é para te convencer a sair, você já sabe disso. É para te ajudar a não voltar automaticamente quando a dor aparece e reconstruir um mínimo de sustentação para sair desse lugar.


Acho que isso seria dependencia

Dra. Leticia  Milesi

Dra. Leticia Milesi

Psicanalista

Rio de Janeiro

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Essa é uma situação de extrema dor que, na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), identificamos como um ciclo de manutenção de relacionamento disfuncional. O fato de você reconhecer o erro, mas sentir-se "preso", não é falta de caráter ou inteligência, mas sim o resultado de mecanismos psicológicos profundos.Aqui está uma análise técnica sobre o que você está vivenciando:1. A Perspectiva da TCC: O Ciclo de Reforço e a VergonhaO que você chama de "negação" pode ser, na verdade, um conflito de esquemas. O Ciclo de Manutenção: As brigas e as humilhações geram uma dor intensa. Para aliviar essa dor, seu cérebro busca o que é "familiar" (o ex), criando um alívio temporário quando ele volta, o que reforça o comportamento de procurá-lo novamente. É um ciclo vicioso semelhante à dependência química. A Vergonha e o Isolamento: O fato de "ninguém imaginar" o que você vive cria um isolamento que fortalece o ciclo. A vergonha impede que você busque suporte externo, e sem novas perspectivas, sua mente começa a aceitar a humilhação como o "novo normal". 2. Crenças de Desamparo e Valor PróprioNa TCC, trabalhamos as crenças de que "nunca vou sair disso". Essa é uma distorção cognitiva de vaticínio (prever o futuro). Você sente que não consegue sair porque sua autoestima foi fragmentada pelas humilhações, gerando uma crença de que você não é capaz de sobreviver ou ser feliz sem essa dinâmica, por pior que ela seja.3. Realidade Virtual (RV) como Mecanismo de AjudaA Realidade Virtual pode ser um divisor de águas para ajudar você a romper esse ciclo: Treino de Distanciamento Emocional: Através da RV, podemos simular situações onde você sente o impulso de procurá-lo. No ambiente virtual, você pratica técnicas de "surf de fissura" (esperar a vontade passar) e visualiza as consequências negativas (a humilhação) antes de agir, ajudando a quebrar o automatismo do comportamento. Fortalecimento da Identidade: Existem experiências imersivas de RV focadas em autocompaixão e reconstrução da autoimagem. Ver a si mesmo de uma perspectiva externa e saudável ajuda a diminuir a vergonha e a recuperar a força necessária para estabelecer o "contato zero". 4. Como sair desse ciclo?Sair de um relacionamento assim exige uma estratégia de "redução de danos" e suporte técnico. Resumindo: Você está preso em um ciclo de reforço intermitente, onde a dor da humilhação é misturada com a busca por alívio no próprio agressor. Na TCC, entendemos que a vergonha é o combustível que mantém você em silêncio e preso. A Realidade Virtual pode oferecer um campo de treinamento seguro para você retomar sua autonomia e aprender a tolerar o desconforto do afastamento sem ceder ao impulso de busca. Próximos Passos: Quebre o Silêncio: O segredo é o que mantém a força dele sobre você. Conte para uma pessoa de extrema confiança ou para um terapeuta. Terapia Individual (TCC): É essencial para reestruturar suas crenças de valor próprio e tratar a dependência emocional. Contato Zero Progressivo: Comece a monitorar os gatilhos que fazem você procurá-lo. O que acontece minutos antes de você mandar a mensagem? Identificar o gatilho é o primeiro passo para mudar a resposta. Autocompaixão: Pare de se punir por "estar errado". A punição só gera mais dor, que leva você de volta para ele. Trate-se com a gentileza que você teria com um amigo na mesma situação.

Prof. Rosimeri Mebs

Prof. Rosimeri Mebs

Psicólogo

Balneário Camboriú

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pode existir negação, mas o seu relato parece envolver algo mais amplo. você reconhece que a relação faz mal, percebe o sofrimento, identifica o ciclo e, ainda assim, sente enorme dificuldade de interrompê-lo. isso acontece com frequência em vínculos marcados por dependência emocional, alternância entre proximidade e afastamento, esperança de mudança e dificuldade de tolerar a perda. o que chama atenção é que você não parece estar negando a realidade. você parece estar sofrendo porque consegue enxergá-la e, ainda assim, não consegue se afastar dela. a psicoterapia pode ajudar a compreender o que mantém esse ciclo vivo e quais necessidades emocionais continuam sendo depositadas nessa relação. em muitos casos, a pergunta deixa de ser "por que eu volto?" e passa a ser: o que ainda estou tentando encontrar nessa relação que nunca recebi de forma consistente?


O que você descreve não é exatamente negação, mas um ciclo que costuma acontecer em situações de dependência emocional. Mesmo reconhecendo que a relação te faz mal, ainda existe uma dificuldade real de se afastar, o que mantém esse vai e volta. Esse tipo de vínculo pode trazer muito sofrimento, porque mistura dor, apego e a esperança de que algo mude, mesmo quando a dinâmica continua prejudicial. Não é falta de consciência sua, é um padrão emocional que vai se fortalecendo com o tempo. A saída desse ciclo costuma ser gradual, com ajuda para fortalecer seus limites, entender o que te prende e construir novas formas de se posicionar. Se você quiser, podemos conversar em uma sessão com calma. Posso te ajudar a entender esse processo e pensar em caminhos para você sair disso com mais segurança emocional.

Dra. Erica Steinmetz

Dra. Erica Steinmetz

Psicólogo

São José dos Campos

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Antes de tudo, quero acolher o que você compartilhou. Chama atenção que você já consegue perceber que esse relacionamento entrou em um ciclo que lhe faz sofrer. Isso é importante, porque muitas pessoas permanecem durante anos sem conseguir reconhecer esse padrão. Você perguntou se está em uma fase de negação. Pode até existir um pouco de negação em alguns momentos, mas, pelo que você descreve, parece haver algo além disso. Você reconhece que a relação está lhe fazendo mal, percebe que as humilhações continuam acontecendo e, ainda assim, sente uma dificuldade enorme para interromper esse movimento. Isso costuma acontecer quando existe um vínculo muito intenso que mantém o casal unido, mesmo diante do sofrimento. Uma pergunta importante seria: este foi seu primeiro relacionamento mais significativo? Se sim, a falta de experiência pode tornar muito mais difícil diferenciar a intensidade da paixão da construção de um relacionamento saudável. Se você já teve outros relacionamentos e nunca viveu algo parecido, talvez tenha encontrado justamente nesta relação uma forma de vínculo que despertou uma dependência emocional que você ainda não conhecia em si mesmo. Também me chama atenção que vocês terminam, brigam, voltam e esse ciclo já aconteceu diversas vezes. Nesses casos, gosto de fazer duas perguntas na psicoterapia: **o que faz vocês voltarem?** E **o que faz vocês terminarem?** Muitas vezes o casal conhece muito bem os motivos das brigas, mas nunca para para compreender o que continua mantendo os dois ligados um ao outro. Entender essas duas forças é fundamental. É relativamente comum alguns casais se unirem por uma química muito intensa, uma paixão muito forte, um desejo que parece irresistível. O problema é que essa intensidade, sozinha, não sustenta um relacionamento saudável. Algumas pessoas acabam confundindo essa explosão emocional com prova de amor e passam a acreditar que relacionamentos tranquilos são "sem graça". Com o tempo, a paixão intensa continua atraindo o casal, enquanto a convivência cotidiana produz cada vez mais sofrimento. Você comentou algo que considero muito importante: "parece o novo jeito de estar neste relacionamento". Essa frase mostra que existe o risco de esse funcionamento começar a ser visto como normal. Quando isso acontece, as brigas, as separações e as reconciliações deixam de ser exceções e passam a ser a própria forma como o relacionamento funciona. Também chamou minha atenção o fato de você dizer que é quem procura e que acaba sendo humilhado. Isso costuma desgastar muito a autoestima. Com o passar do tempo, algumas pessoas deixam de lutar apenas pelo relacionamento e passam a lutar para recuperar a própria dignidade dentro dele. Quanto mais tentam, mais machucadas acabam ficando. Na minha prática clínica, observo que muitas pessoas se culpam por não conseguir colocar um ponto final, quando, na verdade, ainda não compreenderam o que as faz voltar. Enquanto essa necessidade permanecer desconhecida, a tendência é que o ciclo se repita, mesmo quando existe a decisão racional de terminar. Costumo fazer uma comparação que ajuda alguns pacientes a refletirem. Imagine alguém que recebe um cartão de crédito sem limite. Gastar tudo em um único dia pode gerar uma sensação muito prazerosa naquele momento, mas, se isso se torna o modo habitual de viver, as consequências aparecem depois. Alguns relacionamentos funcionam de forma parecida: oferecem momentos de prazer e intensidade muito grandes, mas cobram um preço emocional igualmente alto. A intensidade da paixão não é, por si só, um indicador de que aquele relacionamento conseguirá sustentar uma vida em comum. Acredito que a psicoterapia pode ajudá-lo bastante. O objetivo não seria apenas ajudá-lo a terminar ou voltar, mas compreender por que esse vínculo se tornou tão difícil de romper, fortalecer sua autoestima e ajudá-lo a construir uma forma de se relacionar em que carinho, respeito e segurança tenham mais espaço do que sofrimento e instabilidade. Muitas vezes, quando entendemos o que nos prende a um relacionamento, deixamos de precisar repetir esse ciclo para conseguir seguir em frente.


Saber que essa relação te machuca e, ainda assim, sentir vontade de procurar seu ex pode provocar muita vergonha e confusão. Mas isso não significa que você goste de ser humilhado ou que seja incapaz de sair. Também não é possível afirmar apenas pelo relato que você esteja em uma fase de negação. Parece existir um ciclo de conflito, afastamento e reaproximação. Depois das brigas, podem surgir saudade, solidão, esperança de mudança ou necessidade de aliviar a dor da separação. Quando vocês voltam, esse sofrimento diminui por algum tempo, mas as humilhações reaparecem e o ciclo começa novamente. Isso pode tornar o afastamento muito difícil, mesmo quando racionalmente você sabe que a relação não está saudável. O fato de você procurá-lo não torna as humilhações aceitáveis. Desvalorização, insultos e constrangimentos recorrentes podem fazer parte de uma dinâmica de violência psicológica e prejudicar sua autoestima. Procure contar o que está acontecendo a alguém seguro, pois manter tudo em segredo aumenta o isolamento. A psicoterapia pode te ajudar a entender o que te prende a esse vínculo, recuperar a confiança em si e construir um plano realista para interromper o contato. Você talvez ainda não tenha conseguido sair, mas isso não significa que nunca conseguirá. Não precisa fazer esse movimento sozinho.

Arthur Bicalho Lage

Arthur Bicalho Lage

Psicólogo

Belo Horizonte

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O que você descreve parece menos uma simples “negação” e mais um ciclo emocional difícil de romper, em que existe uma mistura de vínculo, saudade, esperança, dor e medo da perda. Muitas vezes, mesmo reconhecendo que uma relação está causando sofrimento, a pessoa continua buscando o outro porque o vínculo ainda representa algo importante, como segurança, pertencimento ou a expectativa de recuperar o que já foi vivido. Isso não significa falta de força ou falta de consciência, mas mostra como alguns laços podem se tornar muito difíceis de interromper. O primeiro passo costuma ser observar esse padrão sem se atacar, entendendo o que acontece antes de você procurá-lo, o que você espera encontrar nesse contato e como se sente depois. Também é importante perceber que a humilhação e as brigas constantes não devem ser naturalizadas como “o jeito da relação funcionar”. Um espaço de acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender esse ciclo, fortalecer seus limites e construir formas de se afastar ou se posicionar sem depender apenas da força de vontade no momento da dor. O fato de você já conseguir reconhecer que algo precisa mudar é um movimento importante.

Anthony Souza

Anthony Souza

Psicólogo

Mogi Guaçu

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Olá! Pelo que você contou, não é possível afirmar que você está em uma fase de negação. Na verdade, você parece reconhecer que essa relação está fazendo mal. Você percebe as brigas, as humilhações e entende que esse ciclo não pode continuar. Então talvez a pergunta não seja apenas: “Por que eu não consigo enxergar o que está acontecendo?”. Porque, de alguma forma, você já está enxergando. Talvez seja mais importante perguntar: **“Por que, mesmo sabendo que isso me machuca, eu continuo voltando?”** E essa resposta pode ser diferente para cada pessoa. Às vezes, não é simplesmente falta de força de vontade. Pode existir medo de ficar sozinho. Esperança de que, dessa vez, a relação será diferente. Medo de perder a pessoa. Apego aos momentos bons. Ou até uma dificuldade de imaginar como seria a vida sem essa relação. Imagina uma porta que machuca sua mão toda vez que você tenta fechá-la. Você sabe que ela está machucando. Você vê o ferimento. Mas, em algum momento, também aprendeu que, se insistir mais um pouco, talvez consiga finalmente fechá-la. Então você continua tentando. Talvez esse relacionamento também tenha criado esse movimento: vocês brigam, se afastam, sofrem, alguém volta e, por um momento, parece que agora pode ser diferente. Depois, o ciclo recomeça. Isso pode fazer com que sair não seja tão simples quanto apenas decidir: “Não vou mais procurar”. Através da terapia, eu posso ajudar você a entender o que está mantendo esse ciclo. Não apenas dizer para você esquecer essa pessoa ou simplesmente “ter mais amor-próprio”, mas olhar para o que acontece dentro de você quando existe uma briga, um afastamento e a vontade de procurar novamente. O que você sente nesses momentos? O que você teme que aconteça se não procurar? O que faz a possibilidade de perder essa relação parecer tão difícil de suportar? Entender isso pode ser um passo importante para que você consiga fazer escolhas diferentes. E uma coisa importante: você não precisa sentir vergonha por estar vivendo esse ciclo. O fato de você estar conseguindo falar sobre isso e reconhecer que algo precisa mudar já mostra que existe uma parte sua tentando encontrar uma saída. Na terapia, podemos trabalhar para entender esse padrão e construir, aos poucos, uma forma de sair dele sem reduzir tudo à ideia de que você simplesmente precisa “ser forte” ou parar de sentir o que sente.

Gleyce  Fidelis

Gleyce Fidelis

Psicólogo

Rio de Janeiro

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O que você descreve parece um vínculo muito intenso e doloroso, que vai além da lógica. Mesmo sabendo que faz mal, algo dentro de você busca essa pessoa, talvez por medo da solidão, por culpa ou por uma necessidade antiga de ser aceito. Não é falta de força de vontade: é uma ferida emocional que pede cuidado. A vergonha que sente só aumenta o peso. Você não precisa passar por isso sozinho. Um psicólogo pode ajudar a compreender por que esse ciclo se mantém e, aos poucos, devolver a você o poder de escolha.

Lucas Vitório

Lucas Vitório

Psicólogo

São José dos Campos

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É muito comum a pessoa ficar apegada depois do término, mas uma relação não pode virar dependência emocional. É preciso tomar a decisão e seguir em frente, elaborar o luto e se trabalhar para conseguir encerrar de verdade qualquer ciclo da vida sem depender de nada, nem de ninguém. Caríssima, caso deseje um acompanhamento psicológico, eu estou a disposição.

Rafaele Cavalcante

Rafaele Cavalcante

Psicólogo

Belo Horizonte

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Talvez a questão não seja exatamente estar em “negação”. Pelo que você descreve, parece existir algo ainda mais doloroso: uma parte sua reconhece que essa "relação" está te fazendo mal, enquanto outra continua emocionalmente presa à esperança de que dessa vez seja diferente. Quando uma relação envolve brigas, humilhações, términos e reconciliações repetidas, é comum surgir um ciclo difícil de romper. E o fato de você reconhecer racionalmente que não quer continuar não significa que emocionalmente consiga simplesmente sair. Isso não é falta de força. Também é importante não transformar o fato de ainda existir sentimento em uma prova de que você deveria permanecer. É possível amar alguém e, ao mesmo tempo, reconhecer que determinada relação não está fazendo bem. Você não precisa esperar uma nova crise para buscar ajuda. A psicoterapia pode ajudar a compreender o que mantém esse vínculo, trabalhar a culpa, fortalecer sua autonomia e construir limites possíveis — especialmente quando vocês ainda precisam se encontrar no cotidiano. Se você se reconheceu nessa sensação de “eu sei que preciso sair, mas não consigo”, talvez esse seja justamente um momento importante para não permanecer sozinha com isso.

Dra. Paula Orlandi

Dra. Paula Orlandi

Psicólogo

Florianópolis

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Pelo que descreve fala de um padrão nas suas relações que não está "saudável" para nenhum dos dois. Importante buscar a psicoterapia para compreender isso melhor e poder fazer elaborações e encontrar nova forma de se relacionar que seja melhor pra você.


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. Estar preso a um ciclo de encontros e rejeição dolorosa não é uma falha de caráter, mas um padrão de vínculo traumático ou dependência emocional, no qual a busca por validação se intensifica justamente após a humilhação. Reconhecer o sofrimento e o ciclo já é o primeiro passo para quebrá-lo. Buscar psicoterapia urgente ajudará a fortalecer seus limites, acolher sua dor sem vergonha e construir estratégias práticas para interromper esse contato e reconstruir sua autonomia emocional. Atenciosamente, Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Psicoterapia presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


É possível reconhecer racionalmente que uma relação está fazendo mal e, ainda assim, ter muita dificuldade para se afastar dela. Uma coisa não necessariamente contradiz a outra. Por isso, eu teria cuidado em definir essa experiência simplesmente como “negação”. Em relacionamentos marcados por muitas brigas e reconciliações, pode se formar um ciclo de aproximação, conflito, afastamento e reaproximação que vai se repetindo. Os momentos bons, a esperança de que dessa vez seja diferente, o medo da perda e o vínculo construído ao longo da relação podem tornar esse movimento bastante difícil de interromper. A vergonha também pode fazer com que a pessoa se isole justamente quando mais precisa de apoio. Nesse sentido, pode ser importante observar o que acontece consigo antes, durante e depois de procurar o outro. Compreender esse ciclo ajuda a identificar o que o mantém e quais necessidades, medos ou expectativas estão envolvidos. Se você percebe que esse padrão se repete e que, sozinho, não está conseguindo interrompê-lo, o acompanhamento psicológico pode ser um espaço importante para compreender essa dinâmica sem julgamento e construir, aos poucos, outras possibilidades de relação consigo mesmo e com o outro. Se houver ameaças, violência, coerção ou medo pela sua segurança, também é importante buscar apoio especializado e uma rede de proteção.

Júlia Lima Pescuma

Júlia Lima Pescuma

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Obrigado por compartilhar algo tão doloroso. Reconhecer que esse ciclo te faz mal, como você já está fazendo, é um passo importante, mesmo que ainda seja difícil agir de forma diferente. Relações marcadas por brigas frequentes, humilhações e idas e vindas costumam criar um vínculo muito intenso, em que momentos de alívio se alternam com momentos de sofrimento. Isso pode fazer a pessoa voltar mesmo sabendo que está sendo machucada, e não é sinal de fraqueza. Algumas atitudes podem ajudar: reduzir ao máximo o contato quando possível, evitar procurar o outro em momentos de impulso (anotar o que sente antes de mandar mensagem pode ajudar), fortalecer a rede de apoio contando para alguém de confiança e retomar atividades e relações que te façam bem. A vergonha costuma nos isolar, e falar sobre isso alivia. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalho com a pessoa para compreender os pensamentos e emoções que mantêm o ciclo, como o medo da solidão ou a culpa, fortalecer a autoestima e construir passos concretos para estabelecer limites. Você merece uma relação com respeito. Se em algum momento houver ameaças ou risco à sua segurança, busque ajuda imediata pelo 190.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.