Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixo

32 respostas
Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixou muitas marcas pois o ex era abusivo , batia e torturava psicologicamente, eu tento fazer de tudo digo que amo e faço de tudo mas ela já me falou que não consegue mais amar ninguém por causa do sofrimento que ela teve mas que está tentando me amar mas não promete nada e nem a me tratar bem , fico sem saber o que fazer pq tem hora que estamos bem mas tem hora que ela se distância, estou tendo paciência, agora vamos morar juntos o que eu devo fazer ? Estou confuso.
 Mariany Teixeira
Psicólogo
Bragança Paulista
Entendo sua angústia.
Em muitos casos, quando alguém passou por relações abusivas, o coração cria defesas profundas para não reviver a dor. Na psicologia analítica, vemos isso como marcas psíquicas que podem dificultar a entrega afetiva, gerando momentos de proximidade e afastamento. O mais importante é que você cuide também de si nesse processo.
Perceba seus limites e não assuma sozinho a responsabilidade de “curar” o que pertence à história dela. Um acompanhamento psicológico pode ajudá-la a elaborar as feridas do passado, e pode também apoiar você a encontrar clareza sobre seus próprios sentimentos e escolhas nessa relação.

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É compreensível que você se sinta confuso, pois a situação envolve padrões complexos. Na perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), podemos analisar alguns pontos:

O comportamento de sua namorada, como o distanciamento, pode ser entendido como um comportamento de segurança. Após um trauma, é comum que se desenvolvam crenças centrais de que relacionamentos são perigosos. Assim, afastar-se funciona como uma tentativa de evitar a dor que ela já conhece. A fala dela de que "não promete te tratar bem" é um dado crucial, pois comunica as regras que regem o mundo interno dela neste momento.

Para você, o ciclo de "horas boas" e "horas ruins" funciona como um reforço intermitente, o que pode gerar muita confusão e dificuldade em tomar decisões.

Se você quer aprender a usar ferramentas da TCC para analisar essa situação e tomar a melhor decisão para sua saúde mental, podemos conversar.
Dra. Ana Paula Porto
Psicólogo
Rio de Janeiro
Em relacionamentos em que um dos parceiros traz marcas de traumas anteriores, especialmente de experiências abusivas, é comum que haja momentos de proximidade alternados com distanciamento emocional. Isso não significa falta de amor ou de esforço, mas reflete a necessidade de tempo, segurança e apoio para lidar com dores do passado.

Para que a relação se fortaleça, é fundamental investir em comunicação aberta e honesta, estabelecer limites claros e praticar o autocuidado, garantindo que ambos se sintam respeitados e acolhidos. Morar junto, por exemplo, é um passo importante que pode intensificar emoções e desafios, e exige consciência de que a evolução da relação será gradual.

A terapia de casal surge como um recurso valioso nesse contexto, oferecendo um espaço seguro para compreender padrões emocionais, restaurar a confiança e construir intimidade de forma saudável. Além disso, a terapia individual pode ajudar cada parceiro a processar experiências passadas e se relacionar de maneira mais equilibrada.

Cuidar da relação é também cuidar da própria saúde mental: paciência, empatia e apoio profissional podem transformar vínculos marcados por dificuldades em conexões mais fortes e significativas.
O que você descreve mostra bem como está vivendo uma mistura de sentimentos: de um lado, a vontade de estar com ela, o cuidado, a paciência, a esperança de que o amor possa nascer e se fortalecer; de outro, a confusão diante de alguém que traz uma história marcada por violência e sofrimento, que ainda pesa na forma como ela se relaciona hoje. Essa oscilação entre momentos de proximidade e de afastamento parece refletir não só o presente de vocês, mas também as feridas do passado que ainda a acompanham.

É natural que você se sinta confuso, porque não é simples estar com alguém que ao mesmo tempo deseja se abrir, mas também se protege para não reviver a dor que já viveu. Quando ela diz que “não consegue mais amar” ou que “não promete nada”, pode ser a forma que encontrou de dizer que está ferida demais para entregar de imediato aquilo que você gostaria de receber. Isso não significa que não haja valor no que estão vivendo, mas mostra que talvez o tempo dela não seja o mesmo que o seu.

Morar juntos pode trazer novas experiências de proximidade, mas também pode intensificar tensões, porque coloca vocês no dia a dia, sem tantos intervalos de distância. Antes desse passo, pode ser importante se perguntar: o que eu espero desse relacionamento agora? Estou disposto a estar ao lado dela mesmo que o amor não venha da forma que imagino? E até que ponto consigo cuidar de mim sem me perder nessa espera?

Essas reflexões podem ajudar a perceber que não há um único caminho certo. O que existe é a necessidade de clareza sobre os seus limites e desejos, para que morar juntos não seja apenas um gesto de paciência e esperança, mas também uma escolha consciente de estar ao lado dela mesmo diante das marcas que ainda a acompanham
 Michelle Novello
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Quando alguém viveu experiências abusivas e dolorosas, é natural que as marcas emocionais dificultem a entrega em um novo relacionamento. O fato dela dizer que está tentando, mas sem prometer nada, já mostra que há feridas que precisam ser elaboradas no tempo dela, não no seu.

Na psicanálise, entendemos que cada sujeito precisa encontrar seu próprio caminho para lidar com o passado e se abrir para o presente. A você, cabe refletir sobre seus próprios limites: até onde consegue esperar, cuidar e sustentar esse vínculo sem se anular. Buscar um espaço de escuta, seja para você ou para ela, pode ajudar a compreender melhor os sentimentos envolvidos e a encontrar uma posição menos confusa diante da relação
 Sara Pinto Carneiro
Psicólogo, Psicanalista
Piracicaba
Olá, sinto muito que vc esteja vivendo uma situação como essa. Embora não atenda casais entendo que a melhor forma de ajudar o seu relacionamento nesse momento eh procurar um psicologo que atenda vcs dois juntos.

Sabemos como o abuso e a violencia psicologica de relacionamentos anteriores, pode ser traumática e reverberar nos relacionamentos futuros. A terapia de casal pode ajudar vocês dois a se comunicarem de forma a entender como vcs podem lidar melhor como casal com esse trauma e essas questões.

Espero ter ajudado um pouquinho.
ABs
Olá! Espero que ela esteja fazendo terapia para tratar dos traumas que sofreu. Te oriento psicoterapia também, principalmente antes de tomar uma decisão tão séria que é morar junto com poucos meses de relacionamento e com crianças envolvidas.
É comum que pessoas de famílias muito conflituosas, abusivas acabem por se relacionar com pessoas também abusivas e isso acentua as marcas emocionais, muitas vezes fazendo com que a pessoa fique desconfiada, com baixa autoestima, com sentimento que será prejudicada por alguém próximo, com a sensação de que será abandonada, etc. Nesses caso é importante uma boa terapia para tratar esses problemas e para isso, um psicólogo, com quem a pessoa se sinta bem e tenha confiança, pode ajudar.
Entendo sua confusão, e é muito natural se sentir assim diante de uma situação tão delicada. O que você está vivendo envolve amor, paciência e também o impacto de traumas passados da sua parceira. Situações assim podem gerar muita incerteza e sofrimento emocional, mesmo quando você está fazendo o seu melhor.
Na terapia, podemos trabalhar estratégias para lidar com essa imprevisibilidade, entender seus limites, cuidar do seu bem-estar emocional e aprender a se comunicar de forma saudável nesse contexto. É um espaço seguro para explorar suas dúvidas, frustrações e sentimentos sem julgamentos, ajudando você a tomar decisões mais conscientes e equilibradas.
Se sentir que é o momento de se apoiar nesse processo, estou à disposição para começarmos juntos



 Lucia Bianchini
Psicólogo
Rio de Janeiro
Essa é uma situação muito delicada. Quando alguém passou por uma relação marcada por violência e trauma, é natural que tenha dificuldade em se abrir novamente para o amor e para a confiança. Isso não significa falta de sentimento, mas uma forma de defesa diante da dor vivida. É importante que você também reconheça seus próprios limites e o quanto essa dinâmica te afeta. A psicoterapia pode ser um espaço fundamental tanto para ela quanto para você, ajudando cada um a elaborar o passado e a construir vínculos mais saudáveis no presente. Cada história de amor carrega marcas únicas, e cuidar dessas feridas é um processo que exige tempo e respeito.
 Alice Weber
Psicólogo
São Paulo
Quando o outro ainda carrega questões de relacionamento anterior, pode acontecer de se aproximar e se afastar, sem perceber que isso te confunde.
É importante lembrar que você não pode curar as feridas dela, mas pode cuidar de si nesse processo. Entender o que sente, o que pode oferecer e o que também precisa receber é essencial.
A terapia pode te ajudar a encontrar equilíbrio, compreender melhor essa dinâmica e decidir o que faz mais sentido para você.
Dra. Emiliane Antunes
Psicanalista, Psicólogo
Muriaé
Essa é uma situação delicada, e a confusão que você sente é compreensível. Quando alguém viveu uma relação marcada pela violência e pela dor, o amor pode se tornar um território de medo. Mesmo quando há desejo de recomeçar, o inconsciente ainda guarda marcas do que foi vivido — e essas marcas, muitas vezes, retornam em forma de distância, desconfiança ou dificuldade de se entregar.

Você demonstra muito cuidado e disposição para estar com ela, mas é importante lembrar que amar alguém não significa ocupar o lugar de quem vai “curar” o outro. Cada sujeito precisa se responsabilizar pela própria história e buscar um espaço de escuta que o ajude a elaborar o que o feriu.

Talvez, mais do que tentar fazê-la amar, seja o momento de se perguntar que relação você quer construir e qual o lugar que deseja ocupar nesse laço. Ter paciência é importante, mas também é preciso cuidar de si — entender o que o prende a esse tipo de relação e como isso te afeta. Quando um sujeito se trata e se transforma, isso produz efeitos também no outro: o amor deixa de ser um esforço para salvar e passa a ser um encontro possível entre dois que se responsabilizam por si mesmos. A psicanálise pode te ajudar a abrir esse caminho.
Dr. Paulo Ricardo Fortunato
Psicólogo, Psicanalista, Terapeuta complementar
Campinas
Caro paciente, espero que leia essa resposta antes que coloque os pés entre as mãos. Sua namorada se encontrava numa situação que marcam com grandes feridas que a deixam fragilizada e as vezes atitudes frágeis são defesas contra memórias marcantes. Seria viável ela procurar ajuda psicológica para aprender a lhe dar com suas próprias questões como pessoa, mulher, mãe e pessoa aberta conscientemente a novas relações. Conviver com uma pessoas assim realmente é desafiador e confuso, sendo assim se você esta determinado também deve procurar se autoconhecer. Acredito que precisam tomar essa providência antes de morarem juntos, pois, as dificuldades e confusões tendem a aumentar com tal proximidade. Procurem psicoterapia para aprenderem mais sobre si mesmos.
 Larissa Zani
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?
Dá pra sentir o quanto você está envolvido e tentando construir algo bonito, mesmo diante de um cenário que te desafia emocionalmente. Quando alguém passou por uma relação abusiva, o cérebro aprende — de forma quase automática — a associar o amor com dor e perigo. Então, mesmo quando aparece alguém que oferece segurança, a mente dessa pessoa continua em alerta, como se dissesse: “E se for mais uma armadilha?”. Esse mecanismo é uma tentativa de autoproteção, não falta de sentimento.

O fato de ela dizer que “não consegue amar” não significa ausência de afeto, mas sim uma dificuldade em confiar que o amor pode ser um lugar seguro. Isso leva tempo, especialmente quando há feridas profundas e a responsabilidade de cuidar de filhos pequenos, o que aumenta o peso emocional e o medo de repetir histórias. Ao mesmo tempo, é compreensível que você se sinta confuso — porque está oferecendo carinho, presença, paciência… e talvez sinta que o retorno emocional ainda é menor do que o investimento que faz.

Talvez valha refletir: o que te faz permanecer mesmo diante dessa instabilidade? É amor, esperança, ou uma necessidade de provar que pode ser diferente? O que você precisa para se sentir emocionalmente seguro dentro dessa relação? E, antes de morarem juntos, será que seria importante ela ter um espaço de terapia para trabalhar essas feridas — não apenas por vocês, mas por ela e pelos filhos?

Essas respostas não aparecem de um dia para o outro, mas são essenciais para evitar que o relacionamento se transforme num lugar de exaustão. Cuidar de quem foi ferido é nobre, mas também é importante não se perder tentando salvar. O amor saudável é aquele que permite os dois crescerem, não apenas um curar o outro.

Caso precise, estou à disposição.
 Junior Noronha da Fonseca
Psicólogo, Psicanalista
Taubaté
Veja bem, você tem se esforçado para ser amável e curar as feridas de sua namorada, mas será mesmo que você tem essa capacidade e responsabilidade? Todos nós passamos por problemas em nossa vida e não compete a ninguém nos curar além de nós mesmos. Neste cenário o melhor seria sua namorada buscar ajuda psicológica para lidar com as marcas do passado dela. Quanto a morar juntos, diante de tudo o que você relatou, será que é o melhor momento para um passo tão importante?
Buscar psicoterapia pode ser um bom caminho para o autoconhecimento. Assim, você será capaz de entender o que te mantém nesse relacionamento ou o que te impede de prosseguir por outros caminhos.
Olá. Sinto muito pelo que está passando.
Se relacionar com alguém que passou por uma relação traumática pode ser muito desafiador e exige disposição e capacidade de suportar. Quando eu digo suportar, é no sentido de dar suporte.
Infelizmente as suas palavras não vão chegar nela com a mesma função que você as diz.
O mais interessante neste caso é que ela procure ajuda psicológica para tratar o trauma e você para aprender a lidar.
Caso você esteja disposto a encarar esta jornada em busca pela amenização do sofrimento, o que pode fazer de imediato é dizer a ela que você está aí ao lado dela e que se dispõe, caso queira, a fazer algo que a deixa mais confortável e a vontade. Respeitar o espaço dela nos momentos de crise também é fundamental.
 Fiamma  Sena
Psicólogo
Anápolis
A sua confusão já é resposta!
Olá, tudo bem? Uma boa pedida é sempre abordar tais questões com ajuda profissional. Dinâmicas de relacionamentos podem ser auxiliadas com psicólogos em terapia de casal, onde podemos trabalhar bagagens emocionais trazidas pela dupla, além de abordar tanto os comportamentos destrutivos quanto os construtivos da relação. Podem entrar em contato comigo e boa sorte na jornada de voces!
Lidar com traumas requer manejo e paciência por sua parte. É interessante ambos fazer acompanhamento psicológico individual.
Olha, pensando aqui, fiquei me questionando sobre o que você acredita ser importante para você! Você traz argumentos de alguém compreensivo e paciente, porém, ser essa pessoa te coloca em um lugar na qual não está satisfazendo suas necessidades, e por vezes é destratado e não recíproco como gostaria. As vezes a intuição chega a mostrar se realmente aquilo está alinhado ao que você busca ou não e talvez você não esteja ouvindo. Talvez a culpa nem seja dela, até porque ela está assim por conta de situações passadas que a colocam em bloqueios e dificuldades em ser afetiva e íntegra para o outro, mas a responsabilidade de saber o que é melhor para você, é você. Até quando está disposto a ser paciente e compreensivel? Sobre esse distanciamento é conversado? Quando ela está distante, como ela fica com você? ela precisa de espaço ou quando dé esse espaço ela é capaz de não vir mais atrás? Geralmente parte de você que as coisas melhorem? Senão for você tentando, teria o que de investimento dela na relação? Ao morar juntos, é uma passo maior de uma relacionamento. Está disposto a se firmar mais nisso?
espero que encontre um caminho bom!
Relacionamentos são compostos de confiança, respeito, afeto e, principalmente, comunicação. Um trauma psicológico não se encerra de forma rápida, e para ter um bom relacionamento com alguém que vivencia traumas, como a sua namorada, é necessário cultivar bons momentos de conversa, promover compreensão de ambas as partes e, de preferência, contar com acompanhamento psicológico.
Dá pra perceber o quanto você está tentando e o quanto isso te deixa confuso. Quando alguém vem de uma relação abusiva, é comum existir medo de se envolver e essa oscilação entre aproximação e distância.
Mas é importante lembrar que compreender a dor dela não significa se anular. Antes de morar juntos, conversem com muita clareza sobre limites e expectativas. Apoiar é diferente de carregar tudo sozinho.
Se quiser, posso te ajudar a pensar melhor esse momento e os próximos passos.
Dr. Alan Ferreira dos Santos
Psicólogo, Psicanalista, Psicopedagogo
Campinas
Ô PSICÓLOGO CLÍNICO RESPONDE
O que você descreve envolve trauma, ambivalência afetiva e um risco real de você assumir um lugar que não é terapêutico, mas de reparação, o que costuma gerar muito sofrimento. Sua namorada viveu um relacionamento abusivo, e isso pode deixar marcas profundas: dificuldade de confiar, medo de se vincular, alternância entre aproximação e afastamento, anestesia afetiva. Nada disso é incomum após violência — mas é importante separar compreensão de aceitação irrestrita.

Há alguns pontos que precisam ser vistos com clareza. Ela foi honesta ao dizer que não sabe se consegue amar e que não promete tratá-lo bem; isso não é um detalhe, é um limite explícito. Amor não se constrói apenas com paciência, esforço ou “fazer de tudo”; quando alguém entra numa relação já avisando que talvez não consiga oferecer vínculo afetivo ou cuidado, a outra pessoa corre o risco de viver em espera permanente, tentando merecer algo que pode não vir. Além disso, morar junto intensifica o que já existe — não cura trauma nem cria amor por si só.

O que você pode fazer, de forma responsável consigo mesmo: não se coloque no papel de salvador ou terapeuta; reconheça que o trauma dela precisa de tratamento próprio, não de sacrifício seu; antes de morar junto, conversem de forma concreta sobre expectativas, limites e responsabilidades emocionais; observe menos o que você faz por ela e mais como você se sente nessa relação — confuso, inseguro, sem garantia de reciprocidade são sinais importantes. Amor saudável não exige que alguém aceite ser maltratado “enquanto o outro tenta”.

Por fim, algo essencial: empatia com o sofrimento dela não deve custar a sua dignidade emocional. Você pode compreender o trauma e, ainda assim, decidir que precisa de uma relação em que haja cuidado, respeito e possibilidade real de vínculo. Buscar orientação profissional pode ajudá-lo a diferenciar amor, compaixão, dependência emocional e medo de perder.

Buscar um profissional capacitado é o ideal. Fico à sua disposição.
Alan Santos — Psicólogo Clínico.
 Marco Vicente da Silveira Pinheiro
Psicólogo
Rio de Janeiro
O mais importante é buscar estabelecer uma comunicação efetiva entre vocês, mas que não machuque um ao outro e nem soe como cobrança. Buscar entender melhor as necessidades e expectativas um do outro e o que cada um tem capacidade e disposição para fazer a cada momento. A partir disso vocês podem buscar maneiras de se ajustar um ao outro. Caso tenham dificuldade para cuidar dessas questões, Terapia de Casal pode ajudar vocês. Caso você e/ou ela desejem/vejam necessidade de fazer terapia individual, elas não são excludentes. É possível estar em terapia individual E estar em terapia de casal com o cônjuge, mas o mais indicado é que seja um profissional diferente para cada processo terapêutico. Fico à disposição.
Entendo a sua confusão. Você está se relacionando com alguém que viveu experiências muito dolorosas, e isso pode afetar a forma como ela se vincula e demonstra afeto. Isso ajuda a explicar o comportamento, mas não significa que você precise aceitar uma relação sem reciprocidade ou respeito.

Paciência e cuidado são importantes, mas não substituem o trabalho emocional que ela precisa fazer. Antes de morar juntos, vale refletir se você está conseguindo cuidar de si, quais são seus limites e o que você espera desse relacionamento. Amor não deve significar se anular.

O diálogo claro e, se possível, o acompanhamento psicológico para ela e para você podem ajudar a trazer mais clareza sobre se esse passo faz sentido agora.
 Flavia Bernardo
Psicólogo
São Paulo
Sinto muito que você esteja passando por essa confusão. Relacionar-se com alguém que carrega marcas de violência doméstica exige uma compreensão profunda sobre como o trauma funciona: muitas vezes, o distanciamento emocional é um mecanismo de defesa que a pessoa utiliza para não sofrer novamente.

No entanto, é fundamental refletirmos sobre alguns pontos éticos e emocionais antes de um passo tão grande como morar juntos:

A cura é um processo individual: O apoio de um parceiro é valioso, mas o amor não substitui o tratamento psicoterapêutico. O trauma de um relacionamento abusivo precisa de espaço profissional para ser elaborado, para que a pessoa consiga, aos poucos, se sentir segura para amar novamente.

A importância do limite: Compreender a dor do outro é um ato de empatia, mas isso não deve significar a aceitação de um tratamento que te desvalorize. Um relacionamento saudável precisa de reciprocidade e respeito, mesmo em tempos de dificuldade.

O cuidado com você: Quando nos dedicamos muito a 'ajudar' o outro a se curar, corremos o risco de negligenciar nossas próprias necessidades e limites emocionais.

Morar junto deve ser uma construção baseada na segurança mútua. Se o momento atual é de incerteza e distância, talvez seja importante fortalecer o diálogo e o autocuidado antes dessa mudança.

Se você sente que está sobrecarregado emocionalmente e precisa de um espaço para entender seus limites e fortalecer sua autoconfiança, te convido a visitar meu perfil. Vamos trabalhar juntos para que você possa cuidar de si enquanto navega por essa relação.
Dr. Ivan Lucas de Almeida Paiva
Psicólogo
São Paulo
É compreensível que você esteja confuso. Você está se envolvendo com alguém que passou por uma relação profundamente abusiva, com violência física e psicológica, e esse tipo de vivência deixa marcas importantes na forma como a pessoa se vincula, confia e demonstra afeto. Oscilações entre aproximação e afastamento, dificuldade em amar e medo de se entregar costumam ser formas de proteção emocional, não falta de interesse ou má intenção.

Ao mesmo tempo, é importante olhar com cuidado para o que ela já conseguiu te dizer com clareza: que não sabe se consegue amar novamente, que está tentando, mas que não promete reciprocidade nem constância no tratamento. Isso não deve ser ignorado. Não porque ela esteja errada, mas porque esse é o limite emocional que ela consegue oferecer neste momento. Amor, por mais esforço que exista, não se sustenta apenas pela paciência de um lado.

Morar juntos tende a intensificar o que já está presente na relação. Se hoje você já se sente inseguro, confuso ou emocionalmente sozinho em alguns momentos, isso pode se tornar mais pesado com a convivência diária, ainda mais considerando os filhos e uma história de trauma não elaborado. É importante refletir se você consegue permanecer nessa relação caso nada mude no curto prazo, sem assumir o papel de salvador ou de quem precisa suportar tudo para que o outro se cure.

Buscar ajuda psicológica pode ser muito útil, tanto para ela, se houver disponibilidade, quanto para você, para entender seus limites, organizar sentimentos e tomar decisões mais conscientes. Relações saudáveis exigem empatia com a dor do outro, mas não devem exigir que você se anule emocionalmente.
 Eliane Rosa de Melo
Psicólogo
São Paulo
Boa tarde, meu chamo Eliane Melo, sou psicóloga e psicanalista, atuo há mais de 8 anos com a clinica geral, então sobre sua situação é interessante que você se permita um espaço acolhedor , com calma para falar sobre seus sentimentos diante desta relação e demais relações . Você se perguntar : Qual o sentido desta relação? Quais os planos, desejos para esta relação? O que lhe machuca? Como machuca? Por aqui fica muito genérico falar sobre isto, lhe sugiro que se desejar entre com contato e lhe passo as informações para agendar uma consulta. A psicoterapia/análise sugere a abertura de um espaço/tempo par você se falar , se escutar e ver o sentidos da sua existência nas relações. Somente seres relacionais que expressamos sentimentos conforme o momento vivido e não tem como responder via internet como o receita pronta, é caso a caso. Espero poder lhe ajudar e estou a disposição. Aqui no perfil tem o contato para agendamento.
Quando uma pessoa viveu um relacionamento abusivo principalmente com violência física e psicológica as marcas emocionais podem permanecer por muito tempo. Mesmo quando ela encontra alguém que a trata com carinho e respeito como parece ser o seu caso, pode existir um bloqueio emocional ou um medo inconsciente de voltar a sofrer.

Isso não significa que ela não reconheça o seu valor ou o seu cuidado. Muitas vezes, significa apenas que ela ainda está tentando reconstruir a própria capacidade de confiar e de se sentir segura em um relacionamento.

Por isso, é importante ter cautela, paciência e principalmente, não assumir a responsabilidade de “curar” sozinho as feridas emocionais dela. Esse tipo de processo geralmente precisa de um espaço terapêutico para que ela consiga elaborar o trauma que viveu.

Outro ponto importante é o fato de vocês estarem pensando em morar juntos. Quando existem feridas emocionais ainda abertas mudanças grandes no relacionamento podem aumentar a pressão emocional para ambos.

Talvez o mais saudável neste momento seja priorizar o diálogo, respeitar o tempo dela e, se possível, buscar orientação psicológica para compreender melhor essa dinâmica e construir uma relação mais segura para os dois.

Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
Sua confusão é muito compreensível. Você está diante de uma situação onde o amor, sozinho, pode não ser suficiente para curar as feridas de um passado de violência. Quando uma pessoa atravessa um relacionamento abusivo e traumático, ela cria mecanismos de defesa — como o distanciamento e a dificuldade de entrega — para nunca mais ser ferida daquela forma. É o que chamamos de 'escudo emocional'.
​Sobre o passo de morarem juntos agora, é preciso ter muita cautela. Algumas reflexões que considero essenciais:
​O Trauma não se resolve com convivência: A proximidade excessiva (morar junto) pode, muitas vezes, acionar mais gatilhos de medo nela do que trazer segurança. Se ela já sinalizou que não consegue prometer te tratar bem ou te amar, levar isso para dentro de uma casa pode intensificar o seu sofrimento e a sensação de rejeição.
​O Papel do Cuidado: Existe um limite entre ser um parceiro compreensivo e se tornar um 'terapeuta' ou 'salvador'. Você não consegue curar as marcas que o ex dela deixou; esse é um processo que ela precisa percorrer na psicoterapia individual para resgatar a própria identidade e a capacidade de confiar.
​Os seus limites: É admirável a sua paciência, mas amar alguém não deve significar aceitar ser maltratado. A construção de um lar exige reciprocidade e segurança emocional para ambos.
​O que eu sugiro é que vocês busquem entender se este é o momento real para essa mudança. Muitas vezes, uma pausa para que cada um cuide de suas feridas e expectativas é o que salva a relação a longo prazo. Se você sente que está se perdendo nessa tentativa de fazê-la te amar, a psicoterapia será fundamental para você fortalecer sua autoestima e entender até onde vai a sua responsabilidade e onde começa a dela.
Já buscaram terapia de casal para investir na comunicação e dinâmica da relação ? Ambos também seria importante estarem em terapia individual para tratarem questões particulares que tiveram antes de se conhecer.

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