Há alguns dias, meu filho me procurou e disse que gostaria de voltar a fazer terapia. Ele fez terapi

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Há alguns dias, meu filho me procurou e disse que gostaria de voltar a fazer terapia. Ele fez terapia por um ano, Há dois anos atrás. Aparentemente, parecia uma depressão. A psicóloga me passou que ele tinha um pouco de fobia social. Como ele apresentou uma certa melhora, a psicóloga disse que não havia mais necessidade de terapia. Porém, eu percebo qie ele é diferente, já cheguei a pensar que ele talvez seja autista. Mas, hoje ele (chorando) me disse que não queria nos decepcionar e me contou que ele não se sente um menino e sim menina(desde pequeno). Ele tem 17 anos.Ele não demonstra nenhum estereótipo feminino. Já chegou a se apaixonar por uma menina. Ele diz que apesar de se sentir assim,.sexualmente, ele não tem interesse em se relacionar com menino, e sim, com menina
Comentou também sobre a mudança de identidade, de transição de gênero e que pode acontecer dd mesmo ele se tornando uma menina ele se relacionar com outra menina. Hoje em dia os jovens tem muito mais informação. Pra mim é um pouco confuso , sei qie mesmo que ele tenha informações, tenho certeza que não é fácil lidar com isso. Pois, sabemos os desafios e situações que iremos enfrentar. Jamais agendei com uma psicóloga, mas gostaríamos de mais esclarecimentos.
 Rute Rodrigues
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Olá! Situações assim estão vindo a tona na medida em que a cultura avança em dissolver alguns tabus. Mesmo assim, enfrentá-las se torna muito delicado por existirem referências anteriores de como a pessoa se apresentava ao mundo. Para as possíveis mudanças destas questões de identidade sexual, a análise psicanalítica pode contribuir muito e seria importante os pais acompanharem de perto e terem também sessões para ir elaborando a o momento que também inclui um luto do que vocês tem de registro até então do filho. Como qualquer luto, tem a dor da perda, adaptações à mudança.

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Oi, é um prazer te ter por aqui
É realmente um momento ideal de estabelecer conexões familiares. Tente investigar por quais motivos ela não conseguiu se abrir com você desde a infância. Compreendo que a relação mãe/pai/filho/filha pode ser complexa, contudo, o ambiente familiar pode ser um ambiente de segurança, acolhimento e aprendizagem.
Abraços
 Hedilene Areas
Psicólogo, Terapeuta complementar
Muniz Freire
Olá, seu filho, apesar do medo te decepcionar demonstrou confiar em você. A dor e o conflito existencial está presente já que sente um gênero que não é. A situação dele envolve questões complexas de identidade de gênero, que podem ou não estar ligadas à fobia social ou depressão prévia, necessitando de um acompanhamento psicológico especializado para acolhimento, entendimento e suporte mútuo, com você como agente de mudança positiva. Continue procurando apoiar e entender seu filho, pois são esses sentimentos que o levará a confiança e o acolhimento que precisa. Também é uma situação que exige compreensão, tanto para o seu filho quanto para você.
Olá! É compreensível que tudo isso gere confusão e preocupação em você, especialmente por se tratar do seu filho e do bem-estar dele. O que ele trouxe aponta para um sofrimento que merece escuta, sem pressa e nem definições fechadas. A psicoterapia pode ser um espaço seguro para que ele se compreenda no próprio ritmo, sem rótulos ou expectativas externas. Esse cuidado pode se estender à família, ajudando-os a atravessar esse momento com mais clareza e acolhimento.
Olá, tudo bem? Entendo como essas situações podem ser desafiadoras e novas para todos os envolvidos. O acompanhamento de um psicólogo pode ser sim muito benéfico nessas situações. Sou psicólogo e me disponho a atender o caso. Sinta-se convidada para entrar em contato.
Neste caso, em processo terapêutico, é necessário compreender essa identificação com feminino, bem como essa questão social, que foi trabalhada inicialmente.
Busque um/uma profissional que seu filho se sinta confortável em abrir essas questões tão particulares.
Quando um filho procura os pais, chora e consegue colocar em palavras algo tão íntimo, isso já nos diz muita coisa sobre o nível de sofrimento psíquico envolvido — e também sobre a confiança que ele deposita em vocês.

Na adolescência, o psiquismo está em pleno trabalho de reorganização. É um período em que identidade, corpo, desejo e pertencimento entram em ebulição. Nem sempre o sofrimento aparece de forma “clássica”. Muitas vezes ele surge como retraimento, ansiedade social, tristeza persistente, sensação de inadequação ou o esforço constante de não decepcionar os outros — algo que costuma ser bastante exaustivo por dentro.

É importante diferenciar algumas coisas que hoje costumam aparecer misturadas: identidade de gênero, orientação sexual e expressão de gênero não são a mesma coisa. Uma pessoa pode se identificar com um gênero e se relacionar afetiva ou sexualmente com pessoas de diferentes gêneros. Isso não é incoerência, nem confusão — é parte da complexidade da experiência humana. O fato de seu filho não apresentar estereótipos femininos ou já ter se apaixonado por uma menina não invalida o que ele sente sobre si.

Do ponto de vista psicológico, mais importante do que “fechar um rótulo” é entender o que essa vivência representa para ele, como isso se articula com sua história, com seus afetos, com o medo de decepcionar e com o sofrimento que ele vem carregando em silêncio. Quando alguém diz “eu não quero decepcionar vocês”, geralmente estamos diante de um superego muito exigente — e isso costuma gerar muita angústia.

A terapia, nesse momento, não serve para decidir identidade, acelerar transições ou dar respostas prontas. Ela serve para criar um espaço seguro de escuta, elaboração e simbolização. Um espaço onde ele possa existir sem precisar se defender o tempo todo. E, muitas vezes, também um espaço onde os pais podem ser orientados e acolhidos nesse processo, porque isso também atravessa vocês.

Buscar acompanhamento psicológico não significa que algo “está errado”, mas que há algo importante pedindo cuidado. Quando o sofrimento encontra palavra, ele deixa de precisar aparecer apenas como sintoma.

Se vocês desejam mais esclarecimento, acolhimento e um olhar cuidadoso sobre tudo isso — sem julgamentos, sem pressa e com responsabilidade clínica — a psicoterapia pode ser um caminho fundamental nesse momento tão delicado da vida de vocês e do seu filho.
Acredito que a melhor forma de te auxiliar é falando abertamente sobre o assunto em um ambiente seguro, no qual você conseguirá organizar melhor seus pensamentos e elaborar isso que você chama de confusão. Assim como para o seu filho, ele demonstrou o desejo de retornar a terapia para falar de um tema que o atravessa, onde ele possa também ser escutado e poder nomear seus sentimentos. O ambiente seguro e a escuta ativa é o que ofereço com o meu trabalho, agende a sua sessão ou a dele para inicar o caminho de escuta!
Olá, como vai?
Muito importante seu relato e o cuidado que você tem com sua filha! Demonstra o amor e o desejo de bem-estar que qualquer jovens trans deseja ter de seus pais! Isso será muito significativo para ela no futuro. Como você já agendou uma sessão com psicóloga para ela, eu sugiro você procurar um psicólogo para você, para conversar e abrir suas dúvidas, sentimentos e elaborar como será a vida de vocês, pois haverão muitas perguntas, preconceito e ignorância principalmente da família. Falo dessa forma, não para te chatear, mas te preparar. Eu atendo muitos jovens trans, mas é evidente que os pais também precisam de acompanhamento, mesmo que seja por alguns meses. Procure a sua terapia, isso pode proporcionar mudanças significativas para a sua vida e na relação com sua filha!
Espero ter ajudado, fico à disposição!
 Lucas Teixeira
Psicólogo
Belo Horizonte
Olá, tudo bem? O que seu filhe trouxe é muito importante e exige, antes de tudo, acolhimento. Identidade de gênero e orientação sexual são dimensões diferentes: identidade diz respeito a como a pessoa se percebe internamente (menino, menina, ambos, nenhum), enquanto a orientação fala sobre por quem se sente atração afetiva e sexualmente. Uma coisa não determina a outra, e isso costuma gerar confusão mesmo.

O fato de não apresentar estereótipos ou de se apaixonar por meninas não invalida o que sente sobre si. Muitos jovens demoram anos para conseguir nomear essas vivências, e o sofrimento costuma estar mais ligado ao medo de decepcionar e de não ser aceito do que à identidade em si.

Retomar a psicoterapia pode ser muito importante para que filhe tenha um espaço seguro para se escutar e se compreender. Um acompanhamento também pode ajudar a família a compreender melhor essas questões, elaborar angústias e caminhar junto, com mais informação e cuidado, e também com menos medo.
O que você descreve toca em algo muito sensível e importante: seu filho encontrou um modo de dizer algo de si que parece vir acompanhado de muito medo de decepcionar, de choro e de sofrimento. Isso, por si só, já aponta para a seriedade com que ele vive essa experiência. Independentemente de rótulos, diagnósticos ou definições fechadas, há ali alguém tentando existir de um jeito que ainda não consegue sustentar sozinho.

É compreensível que para você isso seja confuso. As informações hoje circulam com muito mais facilidade, mas informação não elimina angústia. Pelo contrário, muitas vezes amplia perguntas que ainda não encontraram lugar. O fato de ele não corresponder a estereótipos, de já ter se apaixonado por uma menina ou de não desejar se relacionar com meninos não invalida o que ele sente sobre si. Identidade de gênero, expressão de gênero e orientação sexual não são a mesma coisa, e essa distinção costuma ser difícil mesmo para adultos, quanto mais para alguém de 17 anos tentando se entender.

Talvez o ponto central não seja, neste momento, responder se ele “é” ou “não é” algo, nem antecipar decisões como uma transição. O que aparece como mais urgente é o sofrimento de não se sentir compreendido, de carregar isso em silêncio e de temer decepcionar vocês. Um acompanhamento psicológico pode ser justamente um espaço para ele falar disso sem precisar chegar a conclusões rápidas, e para vocês, como pais, terem apoio para atravessar esse processo com menos solidão e mais clareza.

Buscar uma escuta profissional não significa empurrá-lo para um caminho específico, mas oferecer um lugar onde essa experiência possa ser nomeada, questionada e cuidada no tempo dele. O fato de vocês estarem abertos a entender já é, em si, um elemento muito importante de sustentação para ele.
 Junior Noronha da Fonseca
Psicólogo, Psicanalista
Taubaté
Olá, o fato de seu filho estar sinalizando a necessidade de retorno à terapia significa que o processo foi bom para ele, mas que ainda existem questões que precisam de análise. Quanto a sexualidade, se está difícil para você que é adulto(a), imagina para ele. Procure um bom profissional com o qual se sinta confortável, com certeza irá te ajudar nessa etapa.
Entendo o quanto esse momento pode ser confuso e emocionalmente delicado para você como mãe. O fato de seu filho ter conseguido falar sobre isso, chorando, mostra o quanto ele confia em você e o quanto esse tema tem sido difícil para ele carregar sozinho.

Nesse contexto, a indicação é buscar um psicólogo cognitivo-comportamental, que possa oferecer um espaço seguro, acolhedor e sem julgamentos. Pela TCC, o trabalho ajuda o adolescente a compreender seus sentimentos, reduzir sofrimento emocional, lidar com ansiedade, possíveis sintomas depressivos e fortalecer a identidade e a autoestima, sem pressa ou imposições. Também é possível incluir orientação aos pais, para que vocês tenham mais clareza e segurança sobre como apoiar seu filho nesse processo.

A terapia não define rótulos, nem acelera decisões, mas ajuda a organizar emoções, pensamentos e escolhas de forma saudável. Buscar esse acompanhamento agora é um cuidado importante e um gesto de amor.
 Sara Santos
Psicólogo
São Paulo
Olá, é comum que a família se sinta atravessada por muitas dúvidas e sentimentos, pois vocês também estão em um processo de compreensão e de elaboração do que essas mudanças significam. A partir do seu relato, me parece que a experiência descrita envolve duas dimensões distintas que estão sendo descobertas e nomeadas: a identidade de gênero, que diz respeito a como a pessoa se reconhece internamente, e a orientação sexual, que se refere a por quem sente desejo afetivo e sexual. São aspectos diferentes da experiência humana e um não determina o outro.

Pelo que você relata, há sentimentos que vêm sendo carregados há bastante tempo e que agora puderam ser expressos. O fato de essa conversa ter acontecido demonstra um vínculo de confiança e um pedido de ajuda. A adolescência é um período marcado por muitas transformações, e quando essas questões emergem, podem vir acompanhadas de inseguranças.

O acompanhamento psicológico pode ser muito importante nesse momento, tanto para auxiliar na compreensão do que está sendo vivido, quanto para oferecer um espaço seguro de escuta.
 Larissa Zani
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, fico feliz que você tenha trazido isso com tanta abertura, porque o que você descreve envolve muitas camadas emocionais — do seu filho e também suas como mãe.

Antes de tudo, é importante reconhecer algo fundamental: o sofrimento que ele expressa é real, independentemente de rótulos diagnósticos ou definições prontas. Quando um adolescente chega chorando e dizendo que não quer decepcionar os pais, isso já nos fala de uma carga interna muito grande, de medo de perder vínculo, de não ser aceito ou compreendido. O sistema emocional, nessa fase da vida, é especialmente sensível à ideia de rejeição, e o cérebro reage como se a segurança afetiva estivesse em risco.

Sobre identidade de gênero e orientação sexual, é comum haver confusão — inclusive entre adultos. Identidade de gênero diz respeito a como a pessoa se percebe internamente; orientação sexual diz respeito por quem ela se sente atraída. Essas duas dimensões não precisam caminhar juntas. É possível, por exemplo, alguém se identificar como menina e sentir atração por meninas. O fato de ele não apresentar estereótipos femininos ou já ter se apaixonado por uma menina não invalida o que ele sente. Muitas vezes, desde cedo, a pessoa aprende a se adaptar para não chamar atenção ou para se proteger emocionalmente.

Também é compreensível que você pense em hipóteses como autismo, depressão ou fobia social, porque alguns sinais podem se sobrepor. Isolamento, dificuldade social, tristeza e confusão interna podem aparecer em diferentes quadros — ou simplesmente como expressão de um conflito identitário vivido em silêncio por muito tempo. A pergunta central aqui talvez não seja “o que ele é”, mas “há quanto tempo ele vem tentando ser algo para não perder o amor de vocês?”. O fato de ele procurar a terapia novamente mostra maturidade e desejo de cuidado, não confusão passageira.

Nesse momento, mais do que respostas rápidas, o que realmente ajuda é oferecer um espaço seguro para que ele possa se entender sem pressa e sem a obrigação de decidir nada agora. Aos 17 anos, o desenvolvimento emocional ainda está em curso, e a terapia pode ser um lugar para organizar sentimentos, diferenciar identidade, desejo, medo e expectativas externas. Se ele já fez terapia antes, pode ser muito valioso retomar com um profissional que tenha experiência tanto com adolescentes quanto com questões de identidade e sofrimento emocional.

Se vocês decidirem avançar, a psicoterapia é o primeiro passo. Avaliações mais específicas, como neuropsicológicas ou psiquiátricas, só fazem sentido se houver indicação clínica clara ao longo do processo. E algo igualmente importante: esse também é um processo para a família. Como vocês, enquanto pais, lidam com isso emocionalmente faz muita diferença para o quanto ele se sentirá seguro para existir como é, mesmo que ainda esteja se descobrindo.

Esses temas realmente merecem cuidado e tempo. Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre como a terapia pode ajudar tanto ele quanto vocês a atravessarem esse momento com mais clareza e menos medo.
 Daniel Kummerow
Psicólogo
São José dos Campos
Olá! Primeiramente, gostaria de destacar o lindo cuidado que você está oferecendo a sua filha! (vou me referir no feminino, já que ela indicou se identificar como mulher). Seu apoio é o maior presente e garantia de que ela encontrará o caminho certo para se sentir aceita e amada independentemente de sua identidade.
Agora, sobre sua dúvida, de fato há uma diferença entre sexo biológico, gênero e sexualidade. O sexo biológico é o que é dado a nós quando nascemos, e a identidade de gênero é como nos identificamos (homem, mulher, entre outras possibilidades). Se nos identificamos com o mesmo sexo biológico que nos foi designado, somos Cis (ex: pessoa com genitalia feminina que se identifica como mulher = mulher cis), se nos identificamos com o sexo oposto, somos Trans!
Já a sexualidade é uma categoria independente. Nosso gênero não determina nossa preferencia sexual - podemos ser homem (cis ou trans) e gostar de mulheres, homens, ambos, etc.
Em relação à possibilidade de transicionar, esse é um processo que pode ocorrer em etapas. Inicialmente pode se alterar o nome social, as roupas, o cabelo, ... E mais adiante podem até ser realizados procedimentos hormonais e cirurgicos, se for de fato o desejo de sua filha. Todo esse processo fará que ela atravesse um processo complexo de redescoberta, de enfrentamentos sociais, e de mudanças físicas, portanto seu apoio como cuidador ou cuidadora é essencial, assim como o acompanhamento psicológico para ela possa dar esses passos com firmeza.
Concordo que esse momento é de descoberta para você também, portanto recomendo também que encontre um tempo para falar e refletir sobre o que tem sentido. A psicoterapia pode ajudar você também a lidar com as dúvidas que apareçam e se atentar a suas necessidades, assim como você cuida de sua filha!
Desejo muitas alegrias e momentos felizes!
 Marco Vicente da Silveira Pinheiro
Psicólogo
Rio de Janeiro
Oi, o que você descreveu é transexualidade, que é quando uma pessoa nasceu com um sexo biológico (por exemplo, menino), mas se identifica com um gênero diferente (por exemplo, menina). A atração não está ligada ao gênero que a pessoa se identifica, então independente de se identificar como menina, é possível sentir atração por qualquer um dos gêneros ou até pelos dois, não precisa se preocupar com isso.

Como você falou, vão haver sim vários desafios para serem enfrentados, principalmente preconceito e discriminação, então é importante que você possa dar apoio e demonstrar aceitação, porque você é uma figura importante. Isso é uma forma de cuidar também da relação entre vocês, infelizmente é muito comum as crianças LGBT acabarem se afastando dos pais ou deixando de pedir ajuda a eles quando sentem que não são aceitas (ou que estão decepcionando), o que também é doloroso para elas.

Pode ser difícil se acostumar, mas um começo pode ser perguntar se ainda prefere que você fale usando o masculino ou se prefere que use o feminino, por exemplo, se prefere que fale usando "ele" ou "ela". Também pode ser bom perguntar se vai ser adotado um Nome Social (um novo nome que encaixa com o "novo" gênero), se já pensou em algum, e se esforçar para usar esse nome. Pode ser que ainda não tenha escolhido um nome social ou que o escolhido ainda não seja definitivo, mas o importante é dar espaço para as mudanças que forem ocorrer e abraçar elas a cada vez, também sem apressar elas.

Você não precisa saber de tudo já de começo, mas é importante se esforçar para acolher, mesmo quando não estiver entendendo muito bem. Procurem conversar sobre o que vai ficar diferente e o que você pode fazer para dar apoio, vai fazer toda a diferença. Aqui eu não tenho como falar sobre tudo, mas vocês também podem conversar sobre as informações que vocês encontrarem na internet, seja para você só se informar melhor ou para ajudar nesse processo.

Se um de vocês, ou mesmo os dois, estiverem tendo dificuldades para lidar com as mudanças, pode ser positivo buscar terapia para ajudar. Fico à disposição.
O que você descreve envolve questões importantes e distintas, como identidade de gênero, orientação sexual e expressão de gênero, que não são a mesma coisa e podem se manifestar de formas diversas. Por isso, não há contradição em alguém se identificar como menina e sentir atração por meninas, por exemplo.

O fato de seu filho ter chorado e demonstrado medo de decepcionar vocês indica sofrimento emocional, o que torna muito apropriado o desejo de retomar a psicoterapia. Independentemente de rótulos ou diagnósticos, a terapia oferece um espaço seguro para que ele possa compreender seus sentimentos, fortalecer a autoestima e lidar com suas vivências com mais tranquilidade.

A família também pode se beneficiar desse acompanhamento, recebendo orientação e apoio nesse processo. Caso desejem, fico à disposição para atendimento psicológico e esclarecimentos, inclusive de forma online.
A sugestão é que experimentem uma psicoterapia. Existem possibilidades diferentes: pode ser psicoterapia individual para você mesma(o) e outra para ele, ou apenas para um dos dois, ou então uma terapia de família (pode procurar por terapia sistêmica). Quando se procura por psicoterapia tem algo muito importante que a gente chama de "aliança terapêutica", isso quer dizer o quanto você e o psicólogo(a) "se dão bem", o quanto vocês "se entendem" e conseguem trabalhar juntos. às vezes não é que a terapia "não deu certo", apenas não houve uma aliança boa o suficiente. Minha sugestão é a de que pesquisem e procurem profissionais e façam algumas tentativas, vocês sempre terão o poder de escolha, tanto para iniciar quanto para parar. Não há como dar garantias, mas pode ser que essa busca em conjunto (ja que ele se abriu com você) sirva para fortalecer o vínculo entre vocês, algo como: "olha, meu filho, eu entendi que você está sofrendo e quero te ajudar com isso, se precisar eu faço terapia junto, mas vamos buscar resolver, pode contar comigo, estou aqui". Como disse, não posso garantir que será assim, mas existe um possibilidade ou oportunidade de você passar essa mensagem para ele, o que no meu entender é muito positivo.
 Miriã Rosseto Muniz
Psicólogo, Psicanalista
Londrina
Olá.
A adolescência é o período onde a sexualidade se manifesta fortemente e muitos jovens tem dificuldade de se entender e lidar com isso. Por isso, o ideal seria de fato o seu filho fazer acompanhamento com psicólogo. O espaço terapêutico proporcionará a ele um ambiente seguro, onde ele possa trazer suas questões, sentimentos, medos e trabalha-los de forma efetiva.
Entendo o quanto esse momento pode ser confuso e delicado para a família. O fato de seu filho procurar novamente a terapia e conseguir falar sobre algo tão íntimo mostra o quanto essa vivência tem sido importante e, ao mesmo tempo, difícil para ele.

Questões relacionadas à identidade de gênero, orientação sexual, ansiedade ou dificuldades sociais não seguem estereótipos. Uma pessoa pode não apresentar comportamentos considerados femininos ou masculinos e ainda assim vivenciar conflitos profundos sobre como se percebe e como deseja viver. Identidade de gênero e orientação sexual também não são a mesma coisa e podem se desenvolver de formas diferentes, especialmente na adolescência.

Esse período costuma envolver muitas mudanças internas, dúvidas e medo de decepcionar a família, o que pode aumentar o sofrimento emocional. A psicoterapia oferece um espaço seguro para que a pessoa possa compreender melhor o que sente, diminuir a angústia e construir recursos para lidar com esse processo no próprio ritmo.

Também pode ser muito útil para a família, ajudando vocês a compreenderem melhor essas questões e a encontrar formas mais acolhedoras de apoio. Buscar um profissional com experiência no atendimento a adolescentes e em temas relacionados à identidade e saúde mental pode trazer os esclarecimentos que vocês procuram e oferecer suporte nesse momento.
É compreensível que essa situação gere confusão e preocupação na cabeça dos familiares/responsáveis dos jovens. O mais importante é reconhecer que seu filho confiou em você para compartilhar algo muito íntimo, o que demonstra um vínculo importante entre vocês, zele por essa confiança que lhe foi depositada. Questões sobre identidade de gênero e sofrimento emocional podem gerar muita angústia, mesmo em jovens bem informados.
A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para que ele se compreenda melhor e também para orientar a família, sem pressa, rótulos ou decisões precipitadas. Buscar ajuda profissional tanto para o seu filho, quanto para você é uma forma de cuidado e apoio nesse momento. Espero ter lhe auxiliado nessa situação de alguma maneira, abraço!
Dr. Deivison Ferreira
Psicólogo
Curitiba
Importante fazer exames hormonais e verificar se não há alguma disfunção hormonal. JUnto a isso procurar um psicologo que aplique uma bateria de testes para avaliar o momento emocional que ele está. Pro exemplo: No nosso método Lidere-se aplicamos uma bateria de teste para avaliar os emocionais e depois traçamos um plano.
 Tadeu Manfroni
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Pela sua descrição, seu filho parece estar oscilando na definição da identidade e na orientação sexual. Ele gostaria de ser homem, e não decepcionar vocês, mas ele sente algo diferente e oposto, que o decepciona.
Dentro de um coração jovem e com tantas dúvidas existenciais é recomendável conversar com ele e propor o retorno a terapia, se possível com um profissional especializado nas questões da adolescência e sexualidade.
Dr. Ivan Lucas de Almeida Paiva
Psicólogo
São Paulo
É muito positivo que seu filho tenha se sentido seguro para compartilhar seus sentimentos com você. A adolescência é um período de exploração da identidade, e a vivência de gênero e sexualidade pode se apresentar de maneiras variadas. O fato de ele expressar que não se sente menino e se identifica como menina merece escuta atenta e acolhimento, sem pressa para rotular ou tomar decisões definitivas.

A busca por terapia nesse momento pode oferecer um espaço seguro para que ele explore sua identidade, compreenda suas emoções e desenvolva estratégias de enfrentamento para os desafios que surgirem, incluindo questões familiares, sociais e escolares. Para vocês, pais, a psicoterapia também pode ser um apoio importante para lidar com dúvidas, inseguranças e orientar decisões de forma respeitosa, protegendo o bem-estar do adolescente.

O mais importante é garantir que as decisões sejam tomadas de forma informada, gradual e respeitosa, considerando o tempo e o ritmo dele, e buscando profissionais especializados em adolescência, identidade de gênero e sexualidade.

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