Um narcisista autoconsciente pode assumir um cargo público na carreira policial? (carreiras como gua
Um narcisista autoconsciente pode assumir um cargo público na carreira policial? (carreiras como guarda municipal e/ou polícias das mais diversas)
10 respostas
Olá! Para ingressos em carreiras assim existem critérios e avaliações específicas, inclusive psicológicas, que analisam a adequação do candidato às exigências da função. A autoconsciência sobre os próprios traços, inclusive, pode favorecer a busca por acompanhamento e desenvolvimento de formas mais saudáveis de lidar com eles.
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Olá, boa tarde! Espero que essa mensagem o encontre bem. Bom, primeiro de tudo, é interessante apontar que alguns conceitos da psicanálise (e da psicologia também) acabaram sendo distorcidos pelo senso comum e usados de maneiras extramamente leviana, patologizante e descontextualizada. "Narcisita" é um deles. É importante, então, ter cuidado com o termo “narcisista”. Na psicanálise, o narcisismo não se resume a alguém ser arrogante, egoísta, vaidoso ou gostar de reconhecimento. Existem dimensões narcísicas presentes na constituição de qualquer sujeito, e é importante que se tenha, diga-se de passagem. Outra coisa é falar de um padrão persistente de funcionamento que produza dificuldades importantes nas relações, na forma de lidar com limites, críticas, frustrações ou com o lugar do outro. O narcisismo, portanto, é um mecanismo psíquico extremamente importante na constituição psíquica de todos nós, mas acabou ganhando um tom perjorativo na sociedade. Mas, respondendo de forma mais direta: Sim, em princípio, uma pessoa que reconhece em si características que chama de “narcisistas” pode exercer uma carreira policial. O fato de alguém se identificar dessa maneira, por si só, não permite concluir que seja inadequado para uma função pública ou policial. Me pergunto, apenas, o que você quer dizer com Narcisista Autoconsciente. No caso de uma carreira policial, a questão mais relevante não seria simplesmente “ele é narcisista?”, mas entender como essa pessoa se posiciona diante do outro, da autoridade, das regras, dos próprios limites e das situações de conflito. Consegue reconhecer um erro? Tolera ser contrariado? Consegue trabalhar em equipe? Consegue exercer autoridade sem transformar o outro em objeto de dominação ou humilhação? Consegue sustentar limites e responsabilidades mesmo quando isso contraria seus interesses pessoais? Enfim, são vários pontos que devem ser analisados quanto à isso. A própria avaliação psicológica em concursos públicos deve considerar as características necessárias e, quando previstas, restritivas ou impeditivas em relação às atribuições específicas daquele cargo, e não simplesmente procurar um determinado rótulo diagnóstico. E há uma diferença importante entre ser autoconsciente e conseguir elaborar aquilo de que se tem consciência. Uma pessoa pode reconhecer, por exemplo, que precisa muito de admiração ou que reage mal a determinadas situações e, ainda assim, continuar repetindo esse funcionamento. Na perspectiva psicanalítica, portanto, não basta saber “eu sou assim”; interessa também compreender que lugar esse modo de funcionar ocupa na história e nas relações do sujeito. Por isso, não é possível responder de maneira responsável apenas com base no rótulo “narcisista”. É preciso olhar para o funcionamento concreto da pessoa e para as exigências específicas da função. Espero que este resposta tenha te ajudado de alguma maneira :)
No processo seletivo são aplicados testes projetivos de personalidade, além de entrevistas com psicólogo. Será avaliado pelo recrutador as condições emocionais e psicólogicas do candidato, principalmente para o escopo do cargo e, caso haja indícios desse diagnóstico e se for considerado que não há perfil para ser nomeado e tomar posse do cargo público, o impedimento será indicado. Forte abraço Rita Costa Psicóloga Clínica
Sim, pode se candidatar. Ter traços narcísicos e reconhecê-los não determina, por si só, a aptidão para uma carreira policial. Na perspectiva da psicanálise, a pergunta é como essa pessoa lida com a autoridade, os limites e a frustração. A consciência de um traço pode favorecer um trabalho sobre si, mas não garante, sozinha, a maneira de agir. Para o cargo, a aptidão deve ser avaliada individualmente, conforme as exigências da função.
Sim, pode. Não existe proibição automática. O que decide é se o funcionamento da pessoa é compatível com as exigências do cargo, e isso é avaliado caso a caso na avaliação psicológica do concurso.
Sim, desde que seja uma condição leve. O perfil narcisista não é um impedimento profissional. Como acontece na prática: no porcesso de seleção do cargo existe uma etapa de avaliação psicológica. O candidato só será eliminado caso apresente caracterísiticas graves, incompatíveis com o cargo. Por exemplo: uma pessoa com perfil depressivo (desanimada, um pouco apática) NÃO será eliminada. Entretanto uma pessoa com depressão grave e episódios de autolesão recente pode ser eliminada. O mesmo vale para o narcisismo: em um quadro psiquiátrico grave = impedimento de assumir cargo. Mas caso seja apenas um perfil psicológico sem grandes danos de convivência, você será considerado apto para exercer o cargo. Matheus Aguiar Psicólogo pela Universidade de São Paulo (USP)
Boa tarde! Tudo bem? A princípio, desde que a pessoa esteja em aptidão mental e física para atuar no cargo acredito que nenhum cargo público será excluído do alcance do indivíduo. Portanto, mesmo que uma pessoa tenha algum transtorno mental, ela não deve ser impedida de poder exercer sua função (novamente, desde que ela consiga exercer a função)
Olá! Antes de tudo, vale um cuidado: "narcisista" é um termo muito usado no dia a dia, mas nem sempre corresponde a um diagnóstico. Ter traços narcisistas (como buscar reconhecimento ou se preocupar bastante com a própria imagem) é diferente de ter um Transtorno de Personalidade Narcisista, que só pode ser identificado por um profissional habilitado, após avaliação. Enquadrar a si mesmo ou outras pessoas em um diagnóstico pode ser bastante perigoso: além de desorientar, tira o foco de questões reais e muitas vezes mais práticas, que costumam ser melhor trabalhadas com acompanhamento profissional. Dito isso, em princípio não há um impedimento automático. Os concursos para carreiras policiais e guarda municipal costumam ter uma etapa de avaliação psicológica, que verifica se o candidato apresenta características compatíveis com o cargo, como controle emocional, tolerância à frustração e capacidade de lidar com hierarquia e regras. O que pesa, portanto, não é um rótulo, mas o funcionamento da pessoa nesses aspectos, e isso varia de caso para caso e de edital para edital. O fato de a pessoa ser autoconsciente tende a ser um ponto favorável, já que reconhecer as próprias dificuldades ajuda a desenvolver formas de lidar com elas. É verdade que ela pode enfrentar desafios particulares, mas isso vale para qualquer pessoa, com ou sem diagnóstico. Se essa é uma preocupação real para você, vale conversar com um psicólogo, que poderá ajudar a entender melhor o seu caso.
Olá, tudo bem? Sim, uma pessoa com traços narcisistas ou até mesmo com diagnóstico de Transtorno de Personalidade Narcisista pode exercer uma carreira policial. O diagnóstico, por si só, não determina se alguém tem ou não condições para ocupar um cargo público. O mais importante é avaliar o funcionamento global da pessoa: capacidade de lidar com frustração e autoridade, controle dos impulsos, tomada de decisões, responsabilidade, empatia, respeito a limites e regras e a forma como estabelece relações interpessoais. Também é importante diferenciar “ter traços narcisistas” de ter um transtorno de personalidade. E ser autoconsciente sobre essas características pode favorecer o processo de mudança, especialmente quando existe disposição para reconhecer dificuldades e buscar acompanhamento psicológico. Em processos seletivos para determinadas carreiras policiais, podem existir avaliações psicológicas específicas previstas em edital. Nesses casos, os critérios são definidos conforme as exigências do cargo.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

