Perguntas do paciente (91)

  • Qual a relação entre hiperreatividade emocional e comportamento autoagressivo no Transtorno de Perso

    Qual a relação entre hiperreatividade emocional e comportamento autoagressivo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    Olá, como vai? A hiperreatividade emocional é uma característica comum no TPB, fazendo com que emoções como tristeza, raiva ou sensação de rejeição sejam vivenciadas de forma muito intensa. Em alguns casos, a autoagressão pode surgir como uma tentativa de aliviar temporariamente esse sofrimento emocional (uma forma de produzir dopamina "ruim" no cérebro). Por isso, o tratamento psicológico é fundamental para desenvolver estratégias mais saudáveis de regulação emocional e manejo do sofrimento.
    Espero ter ajudado.


  • . Qual o papel da intolerância à frustração na autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderlin

    . Qual o papel da intolerância à frustração na autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    Olá, como vai? A intolerância à frustração pode contribuir para a autoagressão no TPB, pois dificuldades em lidar com rejeições, críticas ou contratempos podem gerar sofrimento emocional intenso. Em alguns casos, a autoagressão surge como uma forma inadequada de aliviar ou expressar essas emoções. Por isso, o desenvolvimento de habilidades de regulação emocional é uma parte importante do tratamento.


  • “Quais sintomas emocionais, comportamentais e interpessoais são mais prevalentes em pacientes com di

    “Quais sintomas emocionais, comportamentais e interpessoais são mais prevalentes em pacientes com diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    Olá, como vai? Temos sintomas emocionais como instabilidade emocional intensa, com mudanças rápidas de humor, sentimentos crônicos de vazio, medo de abandono e dificuldade para regular emoções. Comportamentalmente, podem ocorrer impulsividade, comportamentos de risco, explosões de raiva e, em alguns casos, comportamentos autoagressivos. Já nas relações interpessoais, é comum haver relacionamentos intensos e instáveis, sensibilidade à rejeição e dificuldades na manutenção de vínculos. Lembrando que a intensidade e a combinação dos sintomas podem variar de pessoa para pessoa, sendo necessária uma avaliação profissional para um diagnóstico adequado.


  • “Quais técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) são eficazes na reestruturação cognitiva,

    “Quais técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) são eficazes na reestruturação cognitiva, no treino de habilidades sociais e na modificação de padrões comportamentais disfuncionais associados ao funcionamento interpessoal em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    Oi, como vai? Algumas estratégias da TCC utilizadas no TPB incluem questionamento socrático, registro de pensamentos, experimentos comportamentais, treino de assertividade, ensaio comportamental (role-playing), resolução de problemas e monitoramento emocional. Essas técnicas ajudam a modificar padrões de pensamento e comportamento que podem gerar dificuldades nos relacionamentos interpessoais. Espero ter ajudado, caso tenha dúvidas, estou à disposição.


  • Como os testes neuropsicológicos diferenciam a memória de curto prazo (MCP) e a memória de longo pra

    Como os testes neuropsicológicos diferenciam a memória de curto prazo (MCP) e a memória de longo prazo (MLP)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    A memória de curto prazo costuma ser investigada por atividades em que a pessoa precisa repetir ou recordar imediatamente números, palavras ou estímulos apresentados há poucos segundos. Já a memória de longo prazo é avaliada quando o indivíduo precisa evocar essas mesmas informações após um intervalo de tempo, geralmente depois de alguns minutos ou após a realização de outras tarefas.
    Esse tipo de procedimento permite analisar como ocorre o processo de aprendizagem, retenção e recuperação das informações, ajudando a identificar possíveis dificuldades cognitivas.


  • Como os Mecanismos da Memória São Avaliados na Neuropsicologia ?

    Como os Mecanismos da Memória São Avaliados na Neuropsicologia ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    Na neuropsicologia, os mecanismos da memória são avaliados por meio de testes padronizados que investigam diferentes processos, como memória de curto prazo, memória de trabalho, aprendizagem e memória de longo prazo.
    Utilizamos instrumentos específicos que podem envolver recordação de palavras, histórias, figuras ou informações apresentadas anteriormente, permitindo analisar como a pessoa aprende, armazena e recupera informações.
    Dessa forma, conseguimos identificar possíveis dificuldades cognitivas e compreender se as alterações estão relacionadas, por exemplo, à atenção, ansiedade, envelhecimento ou condições neurológicas.


  • Qauis são as possíveis comorbidades de pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Defici

    Qauis são as possíveis comorbidades de pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    Pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual podem apresentar comorbidades associadas, que variam de acordo com cada caso. As mais comuns incluem TDAH, Transtorno do Espectro Autista, transtornos de ansiedade, depressão, epilepsia, dificuldades de aprendizagem e alterações de linguagem.
    Por isso, a avaliação cuidadosa é fundamental, pois permite compreender o funcionamento global da pessoa e planejar intervenções e suportes mais adequados, sempre respeitando suas necessidades e potencialidades.


  • O que é avaliado na avaliação neuropsicológica para Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Defic

    O que é avaliado na avaliação neuropsicológica para Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    A avaliação neuropsicológica para Deficiência Intelectual busca compreender, de forma cuidadosa, como a pessoa pensa, aprende e se adapta às demandas do dia a dia. São avaliados o funcionamento intelectual, as habilidades adaptativas (autonomia, comunicação e socialização) e o histórico do desenvolvimento.
    Esse processo permite não apenas verificar critérios diagnósticos, mas também identificar potencialidades e indicar os suportes mais adequados, sempre com foco em qualidade de vida.


  • O teste WAIS-IV (Escala de Inteligência Wechsler para Adultos) pode ser refeito após um curto períod

    O teste WAIS-IV (Escala de Inteligência Wechsler para Adultos) pode ser refeito após um curto período?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    Em geral, recomenda-se um intervalo mínimo de 12 meses, dependendo do objetivo da avaliação pode ser de 6 meses. Isso garante resultados mais confiáveis e realmente representativos do funcionamento cognitivo da pessoa.


  • O teste WAIS-IV (Escala de Inteligência para Adultos de Wechsler) é só perguntas verbais?

    O teste WAIS-IV (Escala de Inteligência para Adultos de Wechsler) é só perguntas verbais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    No Brasil, ainda utilizamos oficialmente o WAIS-III, e não o WAIS-IV. Esse teste é por tarefas verbais e não verbais, que avaliam diferentes habilidades, como raciocínio, memória, atenção, velocidade de processamento e organização visuoespacial. Por isso, a avaliação vai muito além de “responder perguntas” e permite compreender de forma mais ampla como a pessoa funciona cognitivamente.


  • O teste WAIS-IV (Escala de Inteligência Wechsler para Adultos - Quarta Edição) mede todos os tipos d

    O teste WAIS-IV (Escala de Inteligência Wechsler para Adultos - Quarta Edição) mede todos os tipos de inteligência (ex: emocional)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    O WAIS (ainda utilizamos oficialmente o WAIS-III) não mede todos os tipos de inteligência. Ele avalia principalmente habilidades cognitivas, como raciocínio, compreensão verbal, memória de trabalho, atenção e velocidade de processamento. Inteligência emocional, por exemplo, envolve aspectos emocionais e sociais que são avaliados por outros instrumentos e pela entrevista clínica.


  • O que o Teste WAIS-IV avalia? Quais são os tipos das suas atividades ?

    O que o Teste WAIS-IV avalia? Quais são os tipos das suas atividades ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    O teste WAIS (ainda utilizamos oficialmente o WAIS-III) avalia o funcionamento intelectual de adultos de forma ampla e não apenas a inteligência. Ele investiga como a pessoa raciocina, compreende informações, resolve problemas, mantém a atenção, memoriza e processa informações. Existem atividades como responder perguntas, explicar conceitos, resolver problemas, organizar figuras, trabalhar com números, símbolos e tempo.


  • O que é o exame de perfil intelectual ? .

    O que é o exame de perfil intelectual ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    O exame de perfil intelectual é uma avaliação psicológica que busca entender como a pessoa pensa, aprende e resolve problemas, identificando pontos fortes e dificuldades cognitivas. Ele vai além de um número de QI e ajuda a compreender o funcionamento do cérebro no dia a dia, orientando intervenções, tratamentos e estratégias mais adequadas para cada pessoa.


  • Quais são os sinais de alerta de autismo em mulheres adultas?

    Quais são os sinais de alerta de autismo em mulheres adultas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    Esse é um tema muito interessante, inclusive é o meu tema de estudo e pesquisa. O autismo nas mulheres se manifesta de forma muito diferente do que nos homens, e uma das principais características é a camuflagem social. Nas mulheres também se percebe a presença de interesses restritos, porém esses interesses costumam estar relacionados a questões consideradas “normais” para o gênero, com uma obsessão por moda, animais, alguma celebridade, organização ou temas ligados ao universo feminino, o que faz com que esses comportamentos sejam socialmente aceitos e, portanto, passem despercebidos no processo diagnóstico. Com frequência, essas mulheres são vistas apenas como tímidas ou reservadas, por serem muito caladas e discretas nas interações. No entanto, sofrem de fadiga sensorial intensa ao socializar, precisando, depois, se desligar, ficar sozinhas ou se trancar no quarto para recuperar a energia e o equilíbrio emocional.
    Outro ponto bastante comum é o histórico de comorbidades, especialmente transtornos alimentares, assim como a presença de quadros de ansiedade ou depressão, que muitas vezes são diagnosticados no lugar do autismo quando, na verdade, podem ser consequências da camuflagem e do esforço constante de adaptação social.
    Espero ter explicado um pouco, esse tema é bastante complexo e ainda está sendo muito estudado, caso precise, estou à disposição.


  • Os hiperfocos em mulheres autistas são diferentes dos observados em homens?

    Os hiperfocos em mulheres autistas são diferentes dos observados em homens?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    Não se pode generalizar, é claro, mas na maioria das vezes o hiperfoco em mulheres com autismo tende a ser mais aceito socialmente e, por isso, passa despercebido. Esses interesses costumam envolver temas como animais de estimação, bandas, séries, personagens, organização de ambientes, rotinas, maquiagem, estética, entre outros assuntos que, para a sociedade, são vistos como normais ou típicos do universo feminino. Nos homens, o hiperfoco tende a ser mais sistemático, voltado para áreas como números, tecnologia, estruturas lógicas e outros temas percebidos como mais específicos e restritos. Essa diferença na forma como o interesse se manifesta faz com que muitas mulheres com autismo passem despercebidas e não sejam diagnosticadas, uma vez que seus comportamentos são confundidos com características de personalidade ou simples preferências. Nós chamamos isso de fenótipo feminino do autismo.
    Estou à disposição caso queira conversar e precise de ajuda.


  • A camuflagem social é uma forma de insistência na mesmice no Transtorno do espectro autista (TEA) ?

    A camuflagem social é uma forma de insistência na mesmice no Transtorno do espectro autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    A camuflagem social não é uma forma de insistência na mesmice. A insistência na mesmice trata-se de comportamentos restritos e repetitivos, é uma forma de autorregulação e previsibilidade. A pessoa precisa sempre seguir uma rotina, às vezes comer o mesmo alimento, fazer sempre as mesmas coisas. Quando sai dessa "mesmice", ela tende a se desregular. A camuflagem social vai para uma questão de estratégias de adaptação e de compensação social. Ou seja, a pessoa tenta disfarçar as características autistas que ela tem, imitando formas de se comportar socialmente mais aceitas. Então, ela tenta não ter estereotipias, ela ensaia falas, ela imita gestos que são tidos como normais, força o contato visual.
    Espero ter ajudado, estou à disposição caso queira conversar.


  • Por que a regulação emocional é um desafio para mulheres autistas?

    Por que a regulação emocional é um desafio para mulheres autistas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    Existem também questões históricas e socioculturais que ajudam a explicar por que a regulação emocional é um desafio para mulheres autistas. Desde cedo somos ensinadas a sermos empáticas, agradáveis, emocionalmente responsivas e evitar conflitos. Essas expectativas sociais moldam o comportamento e estabelecem padrões de conduta difíceis de sustentar para quem tem um funcionamento neurodivergente. Quando uma mulher autista tenta corresponder a essas exigências, ela passa a camuflar constantemente a forma como realmente gostaria de se comportar, buscando agir conforme o que a sociedade espera dela enquanto mulher. Esse esforço contínuo leva a uma exaustão mental, desregulação e sofrimento psíquico.Muitas mulheres autistas tbm apresentam dificuldades nas funções executivas, o que dificulta perceber os próprios sinais de sobrecarga, chegando a episódios depressivos, ansiedade intensa ou burnout autístico.
    Espero ter ajudado, estou à disposição caso precise de ajuda.




  • Quais são as consequências da camuflagem para as mulheres autistas?

    Quais são as consequências da camuflagem para as mulheres autistas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    As consequências são inúmeras e por isso é importante acompanhamento com um profissional especializado, avaliação e diagnóstico para possível intervenção. O que mais vemos enquanto consequência da camuflagem é uma grande sobrecarga sensorial e psíquica, que causa sofrimento, levado essa mulher a ter períodos de isolamento, por não se sentirem pertencentes a nenhum ambiente, quadros depressivos e ansiosos e até ao suícidio. Trato muitas mulheres, que chegam para mim com diagnósticos depressivos e ao decorrer do processo percebo traços de autismo feminino e com a intervenção certa passam a ter qualidade de vida.
    Estouà disposição caso queira consversar, espero ter ajudado.


  • Quais os comportamentos do paciente com problemas emocionais?

    Quais os comportamentos do paciente com problemas emocionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    Olá, como vai? Essa pergunta poderia dar uma responsta bastante ampla, porém vou tentar generalizar para ficar de maior entendimento. Pessoas com dificuldades emocionais podem apresentar mudanças no comportamento, como isolamento social, irritabilidade, choro frequente, alterações no sono ou apetite, dificuldade de concentração, desânimo e perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas.Podem surgir, também, comportamentos impulsivos, maior sensibilidade a críticas ou dificuldades para lidar com situações estressantes. É muito importante lembrar que esses sinais podem variar de pessoa para pessoa e não indicam de forma isolada, um diagnóstico específico.
    Se esses comportamentos estão ocorrendo e causando sofrimento ou prejuízos no dia a dia, a avaliação com um profissional de saúde mental pode ser importante.


  • O que é comorbidade de depressão e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    O que é comorbidade de depressão e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Angele Senna

    A comorbidade de depressão no TPB acontece quando os dois transtornos ocorrem ao mesmo tempo. É bastante comum, já que muitos indivíduos com TPB apresentam episódios depressivos ao longo da vida, essa coexistência tende a intensificar o sofrimento, pois os sintomas se sobrepõem e os relcionamentos conflituosos que a pessoa tem, pode aumentar o sentimento de solidão. Por isso é importante um acompanhamento terapÊutico e médico.


Perguntas frequentes

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