Existe deixar de gostar do namorado sem motivo? Eu, homem, 33 anos, namoro há 2 quase anos. Em abril

21 respostas
Existe deixar de gostar do namorado sem motivo? Eu, homem, 33 anos, namoro há 2 quase anos. Em abril de 2024 comecei a notar redução da libido, fui no medico os hormônios tudo normais. De lá pra cá, tenho ficado angustiado pensando q não gosto mais do meu namorado. Quando estou sozinho com ele fico angustiado, quando estamos juntos com família, amigos, fico bem. É um namoro saudável, ele é atencioso, carinhoso. Meus últimos relacionamentos todos foram conturbados. Na minha infância não tive presença paterna e minha mãe também foi um pouco ausente, sendo criado mais pelos avós. Não sei o que faço, se estou em autosabotando ou se é sentimento que não ha mais
 Thomas Kehl
Psicanalista, Psicólogo
São Paulo
Iniciar uma terapia pode permitir que você olhe para o conflito com atenção e cuidado, podendo entender o que está te angustiando e assim pensar no que deseja fazer a partir de então.

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É comum em crianças que não tiveram atenção dos pais ou cuidadores desenvolver baixa autoestima, medo de ser abandonado nos relacionamentos, se sentir defeituoso, etc. Isso pode levar a nos relacionarmos com pessoas que nos tratem mal, relacionamentos conflituosos e até nos afastarmos de um bom relacionamento por ter medo de ser abandonado e sofrer como na infância. Nesses casos uma psicoterapia pode ajudar muito.
O que você está vivendo é mais comum — e mais complexo — do que parece à primeira vista. E sim, é possível que os sentimentos mudem mesmo sem um “motivo” claro, embora quase sempre existam causas internas mais sutis envolvidas. A diminuição da libido, mesmo com exames hormonais normais, sugere que o que está acontecendo pode ter raízes emocionais: estresse, conflitos internos, dúvidas sobre o relacionamento ou mesmo questões mais profundas ligadas à intimidade. A angústia que surge quando vocês estão sozinhos, contrastando com a leveza na presença de outras pessoas, aponta para algo que merece atenção — pode ser uma desconexão afetiva que vem crescendo, ou pode ser que a intimidade mais direta esteja tocando em feridas antigas. Ter vindo de relações conturbadas e agora estar num vínculo estável e afetuoso também pode estar acionando mecanismos de defesa, especialmente se o seu histórico de apego foi marcado por ausência ou insegurança. Às vezes, quando o amor se apresenta de forma segura, o sistema emocional — acostumado com o caos — entra em estado de alerta. Isso pode gerar uma sensação confusa de distanciamento, como se “não sentisse mais nada”, quando na verdade pode ser uma reação de autoproteção. Por outro lado, também é importante considerar que, em alguns casos, o sentimento realmente muda, e o vínculo pode seguir como carinho, mas sem mais desejo de continuidade romântica. Nesse momento, evite decisões impulsivas.
 Indayá Jardim de Almeida
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! Sinto muito que esteja passando por isso. Aconselho buscar um psicólogo/ psicanalista para ter um espaço de escuta sensível, acolhimento e investigação, possibilitando assim, um olhar individualizado para suas questões e a partir disso construir estratégias para compreender e lidar com os conflitos provenientes dessa situação. Espero ter ajudado, estou á disposição!
 Nara Ribeiro
Psicólogo
Goiânia
Há diversas causas para a diminuição da libido, desde questões psicológicas, como ansiedade e depressão, até questões hormonais. É importante analisar todo o contexto de sua vida e do relacionamento atual para identificar as causas e se necessário buscar ajuda profissional.
Algumas considerações são importantes: Ansiedade, estresse, depressão, auto-estima baixa, problemas de comunicação na relação com o parceiro podem afetar o desejo sexual, bem como, falta de intimidade e até mesmo mudanças hormonais, uso de medicamentos, doenças crônicas, experiências negativas ou insatisfatórias podem criar alguns bloqueios. Em alguns casos, a perda da libido pode estar relacionada com a aceitação da própria identidade sexual ou da orientação sexual do parceiro. A libido é um fator individual e pode variar ao longo da vida.
Sentir que o sentimento mudou pode ser muito confuso quando a relação parece saudável e a outra pessoa é presente e carinhosa. Mas deixar de gostar de alguém dificilmente acontece sem motivo ou do nada. O que pode acontecer é que os motivos sejam sutis, acumulados ao longo do tempo, às vezes até inconscientes. Questões pessoais, vivências anteriores, o histórico de relações conturbadas e até mesmo experiências da infância, como a ausência de figuras importantes, podem influenciar a forma como você vive os vínculos hoje.
Sim, é possível sentir uma confusão emocional mesmo sem um “motivo claro”. Às vezes, quando vivemos algo saudável depois de tantas relações difíceis, o cérebro estranha, como se estivesse esperando algo dar errado. Sua história de afeto instável na infância pode influenciar essa angústia na intimidade, especialmente quando tudo está “calmo demais”. Isso não significa que o amor acabou. Pode ser sua mente tentando se proteger. Buscar terapia pode te ajudar a entender se é autossabotagem ou uma mudança real nos sentimentos.
 Luíza Pedroso Cunha
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Olá! O que você associa a essa angústia que surge na intimidade, mas se acalma quando há outros por perto? Será que o silêncio do encontro a dois ecoa alguma falta antiga, aquela que os avós não preencheram? O desejo tem seus desvios, e às vezes ele se esconde onde menos esperamos. Seu percurso pode estar te mostrando que o amor, para você, ainda é uma travessia cheia de fantasmas — e talvez o que parece "sem motivo" seja justamente o que precisa ser elaborado.
Oi,
- Isso depende do que você acredita, (1) se você acreditar que nem tudo na vida tem motivos é uma coisa (2) mas se você acreditar que sempre tem um motivo, pode ser bom investigar por que isso aconteceu dessa vez para que no futuro você consiga lidar com situações em que isso possa aparecer.
- Se seu relacionamento também é um ótimo parceiro para conversa, se abra com ele e tente ser o máximo de sincero possível. Análise pontos que você gostava muito e que sumiram ou que mudaram no decorrer da relação.
- Alguns relacionamentos são muitos bons, cheios de amor e de carinho, mas ao mesmo tempo aquilo que une o casal não parece estar tão evidente, busque isso.

Abraços
Olá,O que você está vivendo é mais comum do que parece — às vezes, a gente sente uma mudança emocional e, por não encontrar um motivo claro, isso gera muita angústia. E eu percebo que você está se perguntando: ‘E se eu simplesmente deixar de gostar, sem razão?’ Talvez a pergunta mais importante agora não seja ‘será que eu ainda gosto?’, mas sim: ‘o que essa angústia está tentando me dizer?’ Pode ter relação com experiências passadas, com a forma como você aprendeu a se vincular, com medo de perder ou medo de se prender. O desejo pode oscilar, os sentimentos podem se confundir, mas isso não invalida a história de vocês. Abraço!
 Patricia Taveira
Psicólogo
Franca
Boa noite!
Seria bom avaliar juntamente com um psicólogo, se realmente foi "do nada", às vezes só não temos clareza dos motivos que nos fazem deixar de gostar de alguém.
Espero ter ajudado, estou a disposição.
Dra. Carolaine Siqueira
Psicólogo
São José do Rio Preto
Olá!

Sim, é possível se sentir assim e isso não significa necessariamente que o amor acabou. Pela abordagem sistêmica, o que você está vivendo pode ter relação com padrões emocionais e relacionais mais antigos, que ainda influenciam seu modo de se vincular.

Se seus relacionamentos anteriores foram conturbados e agora você está num vínculo seguro, seu corpo pode estar reagindo com estranheza a essa estabilidade. A redução da libido e a angústia quando estão sozinhos podem ser formas do seu sistema emocional “testar” se está tudo realmente seguro… ou até resistências inconscientes à intimidade, criadas lá atrás pela ausência de figuras importantes na infância.

A boa notícia é que isso pode ser compreendido e transformado em terapia. Não como culpa sua, mas como uma história que vale a pena ser olhada com cuidado.

Se quiser entender melhor o que está sentindo e cuidar disso com profundidade, entre em contato comigo para agendar uma consulta. Estou aqui para te ajudar.
Olá! Obrigado por compartilhar sua história com tanta sinceridade.

O que você descreve é algo mais comum do que parece. Em alguns casos, sentimentos de angústia ou dúvida no relacionamento podem estar ligados a questões emocionais mais profundas, e não necessariamente à falta de amor. Histórias de relações passadas conturbadas ou vivências familiares difíceis podem influenciar, muitas vezes de forma inconsciente, a maneira como vivemos a intimidade e o afeto hoje.

Além disso, nem sempre a redução da libido está relacionada apenas a fatores físicos; ela também pode ter ligação com o emocional — especialmente quando envolve ansiedade, inseguranças ou medo de se entregar.

É muito positivo que você esteja refletindo sobre tudo isso. Um psicólogo pode te ajudar a entender melhor esses sentimentos e a distinguir se você está se auto sabotando por medo ou se realmente seus sentimentos mudaram.

Se quiser, estou à disposição para te ajudar nesse processo.
 Marisa Perini
Psicólogo
Caxias Do Sul
"Deixar de gostar do namorado sem motivo", talvez exista sim um motivo, apenas não conseguiu identificá-lo, a autoconhecimento ajuda nesta questão. As vezes mesmo sendo algo bom para nos não nos encaixamos, não nos encontramos, isso acontece em relacionamentos amorosos também. Mas é interessante compreender esse histórico de relacionamentos conturbados que comenta, pois talvez sua dificuldade seja em familiarizar-se com um padrão de relacionamento diferente, saudável e tranquilo.
Dra. Caroline Parizi Marocco
Psicólogo
Niterói
Como especialista em relacionamentos, você precisa avaliar se esses outros relacionamentos conturbados não te afetaram tanto ao ponto de você não saber viver no tédio de uma relação saudável. As vezes quando enfrentamos muitos desafios nessas áreas, nosso corpo e mente se acostumam a estarem em estão de alerta, e depois fica difícil não “viver” assim. Sugiro procurar ajuda de um psicólogo.
A libido pode oscilar ao longo do relacionamento, e isso não significa, necessariamente, que o sentimento pelo parceiro diminuiu. Na verdade, essas mudanças podem ser um indicativo de que é importante conversar abertamente com o parceiro sobre o assunto. Além disso, você pode descobrir novas formas de sentir prazer, o que pode influenciar positivamente sua libido.
O acompanhamento terapeutico também é indicado para melhores resultados.
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como você tem passado?
O que você descreve aponta para uma vivência onde a presença do outro, em certos contextos íntimos, desperta angústias que não parecem ser explicáveis apenas pela relação atual, mas que possivelmente reverberam experiências anteriores de afeto, abandono e insegurança. A redução da libido e o desconforto emocional diante da intimidade podem ser escutados como manifestações de conflitos inconscientes, que atravessam não apenas o presente, mas também marcas deixadas pela história de vida.
Ter vivido relações anteriores conturbadas e ter tido uma infância marcada por ausências afetivas profundas pode inscrever no sujeito uma dificuldade em sustentar o amor quando ele se apresenta de maneira mais tranquila, sem os altos e baixos do sofrimento que, paradoxalmente, também se tornaram familiares.
A psicanálise pode oferecer um espaço onde essas angústias possam ser escutadas, faladas e elaboradas com profundidade, sem a necessidade de encontrar respostas imediatas, mas permitindo que, ao longo do processo, você possa compreender melhor seus movimentos internos e, assim, encontrar um caminho mais próprio e menos atravessado pela repetição inconsciente.
Fico à disposição.
Olá!
O que você está descrevendo é uma questão complexa, e, sim, é possível sentir essa angústia de “deixar de gostar” sem um motivo claro. Na psicanálise, frequentemente observamos que esses sentimentos podem estar ligados a questões mais profundas, como padrões antigos de relacionamentos ou a maneira como o vínculo afetivo foi desenvolvido na infância. A ausência de figuras parentais, especialmente a paterna, pode gerar dificuldades em confiar e se conectar emocionalmente em relacionamentos adultos, o que pode se manifestar em uma sensação de distanciamento ou insegurança emocional.
Além disso, a angústia que você sente ao estar sozinho com seu namorado pode ser um reflexo de uma questão interna que precisa ser explorada. Talvez seja um momento de reavaliar suas próprias emoções e expectativas, tanto em relação a si mesmo quanto ao relacionamento. A psicanálise pode ser um caminho para entender essas angústias, explorar seus sentimentos de maneira mais profunda e entender se há algo que está bloqueando a conexão emocional que você tinha.
O mais importante é olhar para esses sentimentos com atenção, sem julgamentos, e buscar a compreensão interna, seja com o auxílio da psicoterapia ou de uma reflexão pessoal.
Entendo o seu sentimento e imagino como pode ser confuso perceber que seus sentimentos mudaram sem entender claramente os motivos por trás disso. Deixar de gostar de alguém raramente acontece sem um motivo claro ou de forma repentina. O que, muitas vezes, ocorre nesses casos é que a pessoa não tem consciência dos fatores que levaram a essa mudança. A terapia é um espaço seguro e acolhedor onde é possível explorar suas emoções de maneira mais profunda, ajudando você a obter clareza sobre o que está acontecendo dentro de si. Caso precise de ajuda, estou à disposição. Abraços!
Muitas vezes, os sentimentos dentro de um relacionamento não desaparecem de repente; eles mudam de forma, são atravessados por vivências anteriores, medos inconscientes, fantasias, conflitos internos.
Quando você diz que se sente angustiado sozinho com seu namorado, mas bem em contextos sociais, isso pode sinalizar que a intimidade emocional está tocando em camadas mais profundas da sua história. A falta de presença emocional na infância, como você descreve, pode deixar marcas importantes na forma como se experimenta o afeto e a proximidade na vida adulta. Às vezes, o afeto recebido pode ser tão diferente do que o nosso inconsciente espera (ou teme) que se torna difícil sustentar esse vínculo, mesmo que racionalmente pareça tudo certo.
A redução da libido também pode ser um reflexo emocional :o desejo não é só biológico, ele é profundamente atravessado pelas experiências subjetivas.
Não parece que você está se “autosabotando” de forma simples, mas talvez tentando entender, mesmo que de forma dolorosa, o que cabe e o que não cabe nesse relacionamento. A psicoterapia pode te ajudar a elaborar esses sentimentos, identificar o que de fato vem do presente e o que é ressonância do passado.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

O que você trouxe carrega uma carga emocional densa e ao mesmo tempo muito comum entre pessoas que, como você, estão tentando entender os próprios sentimentos dentro de uma relação que, à primeira vista, parece “funcionar”. Essa angústia que aparece no silêncio a dois — mas não quando há outras pessoas por perto — talvez esteja sinalizando algo mais profundo do que apenas “gostar ou não gostar”.

Às vezes, quando o afeto é estável, seguro e tranquilo, o cérebro que aprendeu a amar em meio ao caos estranha. É como se houvesse um certo “estranhamento da paz”. E isso pode acontecer especialmente quando os vínculos passados foram marcados por instabilidade ou ausência, como você citou na sua história familiar e nos relacionamentos anteriores. A neurociência nos mostra que o cérebro cria mapas afetivos com base em experiências repetidas. Se o mapa que ele conhece é o do amor com tensão, a calmaria pode parecer vazia ou até ameaçadora — mesmo que racionalmente faça sentido.

É interessante você notar que quando estão em grupo, a relação parece mais leve. Isso pode indicar que o “conforto social” ou o papel público do casal serve como um amortecedor emocional. Mas e quando tudo silencia? O que exatamente te angustia? A presença dele? A ideia de estar preso? O medo de não sentir como esperava sentir? Ou a dúvida de não saber como o amor deveria se manifestar agora?

Pode ser útil se perguntar: você sente falta de algo que ele não oferece, ou sente falta de sentir algo que talvez nunca tenha aprendido a reconhecer em relações estáveis? A angústia que aparece quando estão sozinhos diz mais sobre a relação atual ou sobre memórias emocionais antigas que são ativadas nesse tipo de proximidade?

Talvez o que esteja acontecendo não seja o fim de um sentimento, mas sim o início de um confronto com partes internas que ainda não aprenderam a estar em paz com o afeto tranquilo. Se for isso, não é um problema de amor — é um desafio emocional mais profundo, que a terapia pode ajudar a desvendar com muito respeito e cuidado.

Caso precise, estou à disposição.

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