Ola boa tarde, estou passando por uma crise no casamento minha esposa deixou de me amar a mais ou me

Ola boa tarde, estou passando por uma crise no casamento minha esposa deixou de me amar a mais ou menos 6 meses, quando nossa relação começou a esfriar, ela se distanciou e e começou a me evitar, ficando mais fria e a o mesmo tempo mais estressada, temos 16 anos de casdos e uma filha de 15 anos e outra de 7 anos. A amo muito sempre fui bom marido, bom pai, sem vicios de alcool, fumo, jogos, etc, sempre caseiro e a ajudava com tudo em casa dese limpeza ate cozinhar. Sempre passamos por alguns perrengues de contas o que nois limitava a passeios caros, mas eramos felizes e uma familia muito unida. Ao longo deste periodo ela teve algumas crises de ansiedade mas estive ao lado dela sempre. Este ano passei por algumas dificuldades no trabalho e nao conseguia de imediato perceber o distanciamento dela, mas quando percebi ja era tarde demais. ela ao mesmo tempo começou a cuidar mais da aparencia, emagreceu e ficou muito mais bonita, fez tatuagens e mais ativa nas redes sociais. e nos ultios meses quando comecei a conversar melhor sobre isso ela pediu um tempo, depois a separação. Consegui de forma paliativa a convencer a voltar mas ela me trata com indiferença e estou cansado de lutar sopzinho, nao quero perde-la nem o contato com minhas filhas, mas nao consigo ter uma conversa amigavel com ela pois tudo é resposta seca e curta. O que faço?

12 respostas


O que você vive é um processo de perda ainda não elaborada, o que costuma gerar muita angústia e desgaste emocional. Quando o outro se distancia e responde com indiferença, insistir sozinho tende a aumentar o sofrimento e a sensação de rejeição, além de apagar suas próprias necessidades. É importante reconhecer que ter sido um bom marido e pai não garante a permanência do desejo do outro. O desejo não se sustenta pelo esforço ou pelo merecimento. Neste momento, mais do que tentar convencer ou forçar diálogos, o essencial é cuidar de você para não se perder nessa espera. Buscar acompanhamento psicológico pode ajudá-lo a elaborar essa dor, a entender seu lugar nessa relação e a encontrar uma posição mais firme e menos sofrida, preservando sua saúde emocional e sua presença como pai, independentemente do desfecho do casamento.

Anthony Souza

Anthony Souza

Psicólogo

Mogi Guaçu

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Boa tarde! Primeiramente, sinto muito pelo sofrimento que você vem passado nos últimos tempos. Estou entendendo que foi algo que te pegou de surpresa, e qualquer situação de perda é sempre desafiadora. Talvez por um tempo seja necessário esperar e dar um espaço para que ela possa sentir que consegue falar com você de forma menos reativa. Provavelmente ela ainda está frustrada com toda a situação,e é um sentimento difícil, que se expressa normalmente pela via da raiva. E sim, você terá o direito de manter o contato com suas filhas, e terá que buscar apoio jurídico, caso a situação se encaminhe pra isso. Seria interessante procurar manter contato com a família dela, ou com amigos, pessoas que sabem mais o que está acontecendo, e o que ela está passando, para que você possa ter uma leitura melhor da situação,já que ainda vocês não conseguiram estabelecer uma forma de diálogo. Mas, pode ser um processo, e entender o que foi esse casamento pra você,e porque as coisas foram se encaminhando desse jeito, seria fundamental. Fico à disposição.


Olá, boa tarde. Muito bacana você compreender seus valores e o quanto tem se esforçado para que dê certo entre vocês dois. Isso é importante para te mostrar que para uma relação dar certo, é necessário que ambos lados trabalhem para que a relação funciona. O que geralmente recomendo nessa situação é você compreender os motivos nos quais ela se afastou de ti analisar com ela sobre se há como fazer algo a esse respeito. Se for o caso de vocês terem o interesse mútuo em se reaproximarem, ótimo. Trabalhem para que isso seja alcançado. Poderia até ser válido buscar terapia de casal. No caso de ela não ter esse interesse, infelizmente não há muito o que possa ser feito nessa questão. Ela não quer e não há nada que você possa fazer. Por isso o elogiei no começo, para evidenciar que você não deixa de ter suas virtudes quando um relacionamento dá errado. Vem das duas partes. Certamente há uma coisa ou outra que você possa ter feito ou deixado de fazer, faz parte, mas não nega o fato de ser esforçado para que seu relacionamento dê certo. Recomendo terapia para você de qualquer forma conseguir o devido apoio nessa época difícil. Espero ter ajudado... Grande abraço.

Bruno Henrique Braz dos Santos

Bruno Henrique Braz dos Santos

Psicólogo

São José dos Campos

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Olá, como vai? Imagino que seja uma situação muito difícil e complicada de lidar neste momento de sua vida. Nessas situações, é importante você estar próximo a sua rede de apoio, seus pais, irmãos, amigos ou colegas de trabalho, para poder conversar e ouvir outras opiniões. Além disso, você pode procurar por psicoterapia, para conversar sobre questões mais íntimas e ressignificar as relações que você tem atualmente. Você não precisa se distanciar das filhas, busque encontrar um meio termo para poder encontrá-las. Você não precisa passar por essa situação sozinho! Procure ajuda! Espero ter ajudado, fico à disposição.


Olá. Sinto muito que você esteja passando por esse momento de tanta dor e incerteza. Pelas suas palavras, fica claro o quanto você valoriza sua família e o esforço que tem feito para manter o casamento de 16 anos de pé. Situações como a que você descreveu — onde um dos parceiros passa por uma mudança abrupta de comportamento, busca uma nova identidade visual e se distancia emocionalmente — são complexas e geram um desgaste imenso em quem tenta "lutar sozinho". Para te ajudar a dar os próximos passos, gostaria de pontuar alguns caminhos: Olhe para si mesmo: Quando focamos toda a nossa energia em tentar "trazer o outro de volta", acabamos nos negligenciando. O fato de ela estar indiferente causa uma ferida na sua autoestima. É fundamental que você busque um espaço de escuta para processar essa rejeição e o medo de perder o convívio com suas filhas. A "Luta Sozinho": Um relacionamento é uma construção a dois. Se apenas um lado está investindo, o esgotamento é inevitável. Às vezes, o "espaço" que ela pediu não é apenas físico, mas uma necessidade de processar mudanças internas dela que talvez nem ela saiba explicar agora. Comunicação não-violenta: Se as respostas dela são curtas e secas, forçar conversas profundas pode gerar mais afastamento. Tente focar, por enquanto, no diálogo prático sobre a rotina e as filhas, diminuindo a pressão sobre o "nós", para ver se o ambiente se torna menos reativo. Busque Ajuda Profissional: * Terapia Individual: Para você fortalecer seu emocional, lidar com a ansiedade e entender quais são os seus limites nessa relação. Terapia de Casal: Se ela estiver disposta, seria o espaço ideal para que ambos possam falar honestamente sobre o que mudou nesses últimos 6 meses, mediado por um profissional neutro. Não tome decisões definitivas sob o efeito do desespero. O cuidado com sua saúde mental agora é o que garantirá que você seja o melhor pai possível para suas filhas, independentemente do desfecho do casamento. Espero que você encontre serenidade para atravessar esse período.


O relacionamento de casal é complexos e influenciado pelo temperamento de cada um, a forma como cada um foi criado, os valores, os traumas, etc. É muito comum uma diferença de percepção de importância das coisas, por exemplo, a esposa tem muita necessidade de atenção do marido e o marido fica pouco tempo com ela se mantendo sempre ocupado, outra coisa comum é a esposa ficar na posição igual a da mãe dele que decidia tudo por ele e ele, com isso, não desenvolveu a sua iniciativa, ficando um relacionamento ruim para os dois. Esses são apenas dois exemplos do universo de problemas que acontecem. Para se ter um bom direcionamento é importante saber com maior profundidade o que está ocorrendo. Seria interessante buscar um psicólogo, que trabalhe com casais, para uma ajuda no entendimento das necessidades não supridas de ambos.


Sinto muito pela dor que você está vivendo. O que você descreve é um luto afetivo em andamento: a relação que você conhecia mudou, e isso gera confusão, angústia e sensação de injustiça, especialmente quando você sente que fez o seu melhor. É importante entender que amor não acaba apenas por falhas visíveis; muitas vezes ele se desgasta em silêncios acumulados, mudanças internas e necessidades que não foram nomeadas a tempo. Nada disso invalida quem você é como marido ou pai. Neste momento, insistir sozinho tende a aumentar ainda mais a distância. Quando uma pessoa está emocionalmente desligada, a pressão por respostas, afeto ou definições costuma gerar defesa e frieza, não reaproximação. O passo mais saudável agora é interromper a dinâmica de perseguição e recuo: diminua as tentativas de convencê-la, preserve sua dignidade emocional e foque em se estabilizar internamente. Isso não significa desistir, mas mudar a postura. Cuide de você de forma concreta: procure apoio psicológico, fortaleça sua rede de apoio e organize sua vida emocional e prática. Uma postura mais centrada, menos reativa e mais segura tende a abrir espaço para diálogo futuro — se houver possibilidade. Caso ela aceite, uma terapia de casal pode ajudar, mas só funciona se houver mínima disposição dos dois; não pode ser usada como último recurso de alguém só. Quanto às suas filhas, elas precisam de um pai emocionalmente presente e equilibrado. Mesmo que o casamento não se restabeleça, o vínculo com elas não depende da relação conjugal, e sim da sua constância, respeito à mãe delas e capacidade de oferecer segurança. Evite envolvê-las no conflito ou usar a culpa como ponte. Por fim, é fundamental aceitar que você não controla o sentimento dela. O que você controla é como atravessa essa dor. Às vezes, o maior ato de amor — por si mesmo e até pelo outro — é parar de lutar contra quem não está disponível e começar a se reconstruir. Isso não é fracasso, é maturidade emocional.


O que você descreve não é apenas uma “crise conjugal”, mas um processo de ruptura afetiva já em curso: o distanciamento progressivo, a indiferença emocional, a mudança de investimento (aparência, redes sociais), os pedidos de tempo e a dificuldade de diálogo indicam que, internamente, sua esposa já se desligou do vínculo amoroso há meses. O ponto mais doloroso — e mais difícil de aceitar — é que amor não se sustenta por mérito, esforço ou caráter, mas por reciprocidade afetiva; você parece ter sido um bom marido e um bom pai, mas isso, por si só, não garante permanência do desejo ou do vínculo amoroso. Quando você “luta sozinho”, ocorre um fenômeno clássico: quanto mais um tenta salvar a relação, mais o outro se retrai. Insistir em conversas, justificativas ou pedidos de validação, nesse estágio, tende a aumentar a indiferença, não a proximidade. O que hoje bloqueia o diálogo não é falta de argumentos, mas ausência de disponibilidade emocional da parte dela. Do ponto de vista prático e psicológico, alguns pontos são fundamentais: - Você não consegue convencer alguém a amar, mas consegue preservar sua dignidade, sua posição de pai e sua saúde mental. - Continuar implorando afeto ou aceitando indiferença corrói sua autoestima e não melhora a relação. - Separar o papel de marido do papel de pai é crucial: mesmo que o casamento termine, sua função paterna não termina. - O medo de perder as filhas costuma levar homens a se anularem na relação conjugal — isso quase sempre piora o cenário. O movimento mais saudável agora não é insistir, mas reposicionar-se: interromper a dinâmica de perseguição emocional, estabelecer limites claros e buscar uma conversa objetiva, não para “reconquistá-la”, mas para definir a realidade — seja uma tentativa real de reconstrução (com envolvimento de ambos e, idealmente, terapia de casal), seja uma separação conduzida com respeito, clareza e proteção às crianças. Reconciliação só é possível quando os dois querem, não quando um resiste por medo. Por fim, algo importante que você precisa ouvir: o fim do amor da outra pessoa não define o seu valor como homem, marido ou pai. Você está vivendo um luto — e luto não se resolve com esforço, mas com elaboração. Buscar acompanhamento psicológico neste momento não é sinal de fraqueza, é uma forma de atravessar essa crise sem se perder de si mesmo e sem comprometer sua relação com suas filhas. Buscar um profissional capacitado é o ideal. Fico à sua disposição. Alan Santos — Psicólogo Clínico.


Olá! Sinto muito pelo que você está vivendo. Dá para perceber o quanto você se dedicou à família e o quanto está sofrendo agora. A comunicação é fundamental em um relacionamento, mas ela só funciona quando existe abertura dos dois lados. Você tentou conversar e se aproximar, e isso é importante reconhecer. Quando o outro se mostra distante ou indiferente, fica muito difícil sustentar a relação sozinho. Talvez seja o momento de, além de olhar para ela, cuidar também de você, dos seus limites emocionais e do que te faz bem. Isso não significa desistir, mas se proteger. Independentemente do que aconteça no casamento, o vínculo com suas filhas permanece. Buscar apoio, inclusive profissional, pode ajudar você a atravessar esse momento com mais clareza e menos dor.


Acredito que dentro da sessão de casal, com a ajuda da psicóloga, ela consiga expressar de maneira mais clara o que a incomodava no casamento. Mesmo o casal estando separado é possível fazer terapia de casal online cada um na sua casa, ou haver um combinado para ambos irem a um consultório presencial. O objetivo principal pode ser um reconciliação ou esclarecer os motivos do término, para trazer um alívio e uma compreensão sobre o fim.

Rafaele Cavalcante

Rafaele Cavalcante

Psicólogo

Belo Horizonte

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Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A alteração repentina no comportamento de sua esposa — distanciamento, indiferença, busca por redefinição estética e social, seguida do pedido de separação — indica o encerramento do investimento afetivo no casamento por parte dela. Tentar manter o vínculo de forma unilateral diante da indiferença gera grande desgaste emocional. A conduta recomendada é propor uma conversa definitiva, clara e objetiva, idealmente intermediada por Terapia de Casal, para definir os termos do relacionamento ou de um desligamento amigável que preserve a co-parentalidade e o bem-estar das filhas. Atenciosamente, Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Psicoterapia presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


Olá! Depois de 16 anos de casamento, duas filhas e uma história construída juntos, é compreensível que a possibilidade de separação esteja causando tanto sofrimento. Mas existe uma parte especialmente difícil dessa situação: você pode demonstrar que deseja reconstruir o casamento, mas não consegue reconstruí-lo sozinho. Pelo seu relato, sua esposa já pediu um tempo e posteriormente falou em separação. Você conseguiu convencê-la a voltar, mas percebe que ela continua distante e que as conversas entre vocês estão cada vez mais difíceis. Talvez, neste momento, insistir para que ela permaneça possa aumentar ainda mais o afastamento, mesmo que sua intenção seja salvar a relação. Eu evitaria também tentar encontrar uma explicação nas mudanças de aparência, nas tatuagens ou nas redes sociais. Esses comportamentos, isoladamente, não nos permitem saber por que ela se afastou ou concluir que exista outra pessoa. Talvez seja necessária uma conversa diferente das que vocês vêm tendo. Em vez de tentar convencê-la de que o casamento ainda pode dar certo, você poderia buscar compreender: “Você ainda tem alguma disponibilidade para tentarmos reconstruir nossa relação ou sua decisão hoje é se separar?” Se existir disponibilidade dos dois, aí há algo concreto para trabalhar. Uma terapia de casal pode ajudar vocês a compreenderem o que aconteceu ao longo da relação, quais necessidades deixaram de ser atendidas, como a comunicação se deteriorou e se existe possibilidade de reconstrução. Mas a terapia não deveria servir para convencer sua esposa a ficar; os dois precisam participar voluntariamente. Se ela disser que não deseja tentar, surge uma parte dolorosa, mas importante: respeitar a decisão dela não significa que você concorde com ela ou que deixe de amá-la. Significa reconhecer que a continuidade de um relacionamento depende da escolha de duas pessoas. Nesse cenário, buscar psicoterapia individual pode ajudá-lo a atravessar a separação, lidar com a ansiedade e a sensação de perda e reorganizar sua vida sem transformar cada comportamento dela em uma tentativa de descobrir se ainda existe alguma chance. E existe algo muito importante no seu relato: o fim do casamento não significa o fim da sua relação com suas filhas. Independentemente do futuro do casal, vocês continuarão sendo pais. Procurem não colocá-las no lugar de mensageiras, confidentes ou responsáveis por escolher lados nessa situação. Talvez uma pergunta difícil, mas necessária neste momento, seja: “Estou tentando reconstruir uma relação em que nós dois ainda desejamos estar ou estou tentando, sozinho, impedir que uma relação termine?” A resposta para isso pode ajudá-lo a compreender qual é o próximo passo.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.