Poderia o mesmo psicólogo fazer a terapia individual dos membros de um casal ou afetaria a imparcial
Poderia o mesmo psicólogo fazer a terapia individual dos membros de um casal ou afetaria a imparcialidade? Exemplo prático: minha esposa gostaria de fazer terapia no mesmo profissional que eu escolher para mim.
72 respostas
Boa noite, Não poderia, para que o psicólogo consiga realizar um trabalho de qualidade precisa buscar a neutralidade e sigilo, olhando junto com cliente na mesma direção. O fato do psicólogo conhecer os sentimentos de ambos lados poderá afetar o raciocínio clínico, visto que psicólogo também é humano, e prejudicará o processo terapêutico de ambos. O recomendado é que os terapeutas sejam sempre diferentes.
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Boa noite! Estritamente falando pelo código de ética, caberá ao psicólogo julgar se tal dinâmica afetaria ou não a qualidade de seus atendimentos (nosso compromisso é com a qualidade do atendimento para a promoção de saúde e bem-estar, afinal). Antes de qualquer coisa, portanto, valeria questionar o porquê dessa demanda. Uma infinidade de justificativas cabem aqui. Existem abordagens que atendem famílias de forma conjunta e individual, simultaneamente, por exemplo. Em certos julgamentos do profissional, essa medida pode ser tida como eficaz. Então, antes de qualquer coisa, eu levaria essa questão ao seu psicólogo para que ele também possa dar o posicionamento dele, que será muito mais específico que o nosso!
Olá! A sua pergunta diz respeito a uma questão muito séria de ética profissional. Não é recomendado o mesmo profissional para diferentes membros da família , salvo um processo terapêutico familiar.
Não seria interessante nem para terapia de um, e nem para terapia do outro! Pois o olhar do psicólogo sobre o segundo cliente poderia estar permeado do olhar do primeiro cliente e das análises já feitas! O que pode acontecer, é ambos serem atendidos profissionais que trabalhem na mesma equipe e com a mesma linha teórica e prática. Já tive cliente assim, que a esposa pediu para trocar de terapeuta, pois com o atendimento do marido percebeu que poderia ter um resultado diferente com outra psicóloga, assim eu indiquei que meu cliente indicasse à esposa uma colega de trabalho minha que trabalhava na mesma linha que eu.
A imparcialidade e neutralidade no processo terapêutico são essenciais para a formação de um vínculo de confiança e respeito sólidos. O mesmo terapeuta atender diferentes membros de uma família pode tornar os vínculos frágeis e a confiança pode ser prejudicada. Na terapia de casal ou família, são previstas sessões individuais , apesar da maioria ocorrer, usualmente, com o casal, Mas nesse caso a proposta é diferente da terapia individual. Converse com o terapeuta em questão para que ele possa esclarecer os prós e contras dessa possibilidade e você deve avaliar se sente confortável na proposta.
Boa noite. Não é que não possa, mas sim se deve fazer. Eu particularmente não acho produtivo para o processo terapêutico. O que já era paciente, geralmente fica mais resistente aceitar. Sem falar que o processo transferencial é prejudicado devido o risco que o resistente terá em não poder falar tudo na terapia pelo medo do outro saber. Assim, o bom mesmo será cada um ter seu psicólogo.
Bom dia. Eticamente não seria recomendável. Atender outra pessoa de uma mesma família ao mesmo tempo pode afetar essa relação, na medida que a neutralidade não seria mais possível.
O código de ética da psicologia não proíbe esse tipo de situação mas, adverte que isso pode interferir no processo terapêutico dos envolvidos e o profissional deve estar atento para isso, interrompendo o processo, se necessário, caso aceite junto ao seu paciente de atendimento individual fazê-lo.
Não é proibido, cabe o profissional decidir se essa situação irá prejudicar sua neutralidade nos atendimentos, bem como em lidar com demandas que podem surgir individualmente. Você também precisa avaliar se passar com o mesmo psicólogo(a) da sua esposa te deixa a vontade. Lembrando que o atendimento é de psicoterapia individual, onde a ética e o sigilo permeará todo o atendimento.
Sim, o casal, pode fazer a psicoterapia de casal. Nesse caso o paciente que já é atendido pelo psicólogo, deverá concordar com o par na dinâmica Relacional. O profissional poderá realizar entrevistas com o paciente e fazer uma anamnese da problemática individual e após avaliações, atender o casal no atendimento.
Na história da psicologia várias abordagens ou teorias foram formuladas ao longo do tempo e ao mesmo tempo e, essa dinâmica se mantêm até hoje e provavelmente para sempre. Durante a sua formação, o psicólogo estudará diversas dessas abordagens e teorias e acabará adotando para atuação profissional alguma. Assim a resposta da sua pergunta vai depender da abordagem ou teoria adotada pelo profissional e consequentemente da sua visão e interpretação do humano e do mundo. Então, a resposta da sua pergunta vai depender do profissional que responde que se posiciona de uma forma ou outra de acordo com a teoria que adota e sua experiência profissional. Saudações a todos!
A terapia comportamental cognitiva permite essa forma de atendimento assim como para membros da uma mesma família. O profissional é que deverá informar sua forma de atuação e aceitar assim como os parceiros ou familiares também precisam expressar essa aceitação. De preferência em uma mesma sessão.
O psicólogo pode fazer terapia de casal, mas se for atendimento individual não recomendo. É difícil para o psicólogo manter a neutralidade quando atende duas pessoas, que possuem uma relação próxima. Principalmente quando trazendo questões a serem trabalhadas um do outro. Quando são parentes ou amigos que não moram juntos ou que não possuem alguma questão importante a ser trabalhada entre si o terapeuta avaliará a possibilidade deste atendimento.
Bom dia! Para que o psicólogo possa atender você e sua esposa, é necessário que você escolha a opção de terapia de casal, que e pautada em uma abordagem sistêmica, que consiste em um atendimento, que será realizado com você e sua esposa direcionado por um psicólogo, com a proposta de juntos chegarem a um concenso para resolução de conflitos. Mas se você optar por uma terapia individual, o psicólogo poderá atender só você.
Nao é aconselhável este procedimento Mas voces podem fazer terapia de casal onde os dois estariam juntos no mesmo atendimento.
Assim como os colegas responderam, é essencial para o bom andamento do processo terapêutico que o profissional tenha um olhar desprendido de qualquer julgamento ou parcialidade. Não é interessante o mesmo profissional para pessoas da mesma família, na modalidade de psicoterapia individual. Vocês não teriam interesse em terapia de casal?
Não é indicado e esbarra no código de ética profissional. Com certeza ela poderá ter um bom profissional para atende-la também. Seu psicólogo pode conhecer um bom profissional para indicar.
Bom dia, não é recomendado pelo codigo de etica ter o mesmo psicologo porém, se a afinalidade é chegar a realizar a terapia de casal ter o mesmo psicologo/a faze-se necessario. O profissional precisa ter a posibilidade de ouvir cada um no privado para dar a possibilidade de conversar livremente sobre o problema que aflige e somente depois chegar a ter sessões em conjunto. Se a terapia de casal não for o objetivo é melhor que cada um frequente sua terapia com profissionais diferentes.
Olá! Em caso de terapia de casal não há como haver impedimentos. Contudo, tratando-se de psicoterapia individual, atender ambos afetaria a imparcialidade do profissional.
Atender duas pessoas da mesma família é ato discricionário do psicólogo, isso significa que cabe a ele avaliar se isso traria ou não algum prejuízo para o atendimento. Se entender que pode causar algum prejuízo, é sua obrigação ética rejeitar o atendimento. Toda via cabe um questionamento: Existem diversos profissionais competentes, porque fazer terapia com o mesmo psicólogo? Se as principais queixas suas são conjugais e você imagina que esse profissional, ouvindo ambos, pode intervir melhor, o mais indicado é procurar um terapeuta de casal. Esse profissional vai escutá-los tanto conjuntamente, como ocasionalmente em sessões individuais, e vai poder intervir de forma mais eficaz na solução dos problemas
Neste caso sugiro a Terapia de Casal. Mas vale apena avaliar os motivos que sua esposa tem o desejo de fazer terapia com o mesmo profissional. Dentro da terapia do esquema falamos de emaranhamento. Caso queira saber mais sobre o tema pode visitar meu youtube Terapia do Esquema por psicóloga Thais Galvão
Bom dia. Acredito que meus colegas falaram já das dificuldades e impedimentos do profissional tratar membros da mesma família. Acho importante, também, pensar como você se sentiria com o seu terapeuta também atender sua esposa. Terapia é um espaço de escuta e fala, individual e confidencial. É importante que o paciente se sinta seguro em falar sobre suas queixas sem o perigo de sentir que o profissional não está sendo imparcial, o que, talvez, ocorreria se ele atendesse membros da mesma família. Abraços.
Olá! Trabalho com a abordagem sistêmica no atendimento de casais e famílias. Neste sentido, é possível, simultaneamente, atender o casal e também fazer os atendimentos individuais dos dois, desde que ambos concordem e se sintam confortáveis.
Boa tarde!! Do ponto de vista ético não é recomendável o mesmo psicologo atender duas pessoas ou mais de uma mesma familia caso ele já tenha vínculo com vc.Diferente se fosse atendimento de casal ou familiar, e então não haveriam problemas, pois o contrato ,sigilo e foco são específicos para cada tipo e necessidade de atendimento.
Acredito que primeiramente você deve pensar em quanto isso afetaria a sua confiança e seu vínculo com o profissional. Você pode levar essa questão para o seu terapeuta e juntamente com ele pensar o que faria ambos não se sentirem afetados no processo terapêutico.
Não, uma vez que a demanda individual é particular e pelo Código de Ética não é permitido. Exceto em casos de Psicoterapia de casal ou familiar propriamente dita. Caso contrário estaríamos infringindo o código.
Olá, tudo bem? A escuta de um Psicólogo ou de outro profissional da saúde mental sempre será uma escuta imparcial quando o atendimento é feito de forma ética e cuidadosa. Entretanto, se isso é uma questão para você, se acha que pode atrapalhar no seu vínculo com o profissional e sua liberdade de expressão, sugiro que repense. Mas não existem contra indicativos com relação à isso e pode funcionar efetivamente. Espero ter contribuído, abraços.
Boa tarde, o que pode acontecer é vocês iniciarem terapia de casal juntos, o que na maioria dos casos em alguma etapa pode ser feito sessões individuais. Porém o foco da sessão será na demanda do casal.
A hipnose não tem nenhuma relação descrita com um quadro de Epilepsia. Talvez alguma redução de danos no que se refere à dependência quimica. Procure o AA e um bom psicanalista menos mistificador.
Olá! Apesar de não haver nada forma que impeça a prática, não é algo recomendável. Se está em uma terapia de casal com uma profissional, havendo interesse em realizar a terapia individual, devem buscar profissionais distintos. Certamente a profissional que atende o casal poderá indicar colegas ou cada um buscar algum profissional que achar mais adequado. Espero ter ajudado. Um abraço!
não é aconselhavel, porque o foco do atendimento é diferente. o de casal vai tratar a relação do casal e o individual vai lidar com que o individuo traz de si, que pode ser dificuldades dos relacionamentos no trabalho, familiar ou até do casal., mas principalmente o que o faz sofrer.
Não há proibição do ponto de vista ético, porém algumas linhas da psicologia atenderiam, outras não. Na psicanálise por exemplo, acredito que não seria possível, contudo na Terapia Cognitivo Comportamenta seria possível. É claro que vai depender também dos conteúdos de cada um e se seria possível manter a neutralidade durante o processo. Na terapia de casais nós fazemos eventualmente encontros individuais também. Cabe ao psicólogo avaliar se não seria mais eficiente a terapia de casal.
Olá, bom dia Inicialmente, quero chamar sua atenção para a demanda de sua esposa em ser atendida pelo/a mesmo/a profissional. Por que será? Importante também pensar em sua dúvida se será ou não recomendado. Que sentimentos ou emoções permeiam sua dúvida? Particularmente, creio que se a demanda é individual o indicado será que cada um busque seu processo psicoterapêutico e com profissionais diferentes. Se entender que a demanda é do casal, ou seja, voltada para dificuldades no relacionamento apenas, então, sugiro a terapia de casal como a mais indicada. Contudo, mesmo na terapia de casal, poderão ocorrer sessões individuais em alguns momentos, dependendo da avaliação do/a terapeuta. Zeína
Olá! Eticamente não é correto atender pessoas da mesma familia de forma separada. Diferente se fosse no contexto de psicoterapia familiar, pois, essa modalidade visa a dinâmica familiar. No ambito individual, é importante que cada um tenha seu analista, seu psicólogo para que não haja interferências subjetivas em cada membro da familia.
Este atendimento em conjunto esta previsto em Terapia de casal, mas é importante que a decisão leve em conta a ética e o sigilo, pois dentro do código de ética não é permitido atendimento a mais de uma pessoa da mesma família individualmente.
Olá, não ! Além de ir contra a ética pode influenciar e/ou prejudicar o desempenho da terapia, pois o psicólogo estaria conhecendo a "outra" parte, ou seja, a outra pessoa, que muitas vezes é incluso na queixa do paciente. Recomendo nesse caso terapia de casal, aí sim podem ir os dois juntos com o mesmo profissional .
Em princípio, não é recomendável. A não ser que o objetivo seja o casal. Então quando o objetivo é a relação do casal é possível fazer escutas individuais e com o casal o que confere uma terapia de casal.
Não é recomendado. Pois, pode perder a neutralidade do que está sendo proposto, que o código de ética diz quanto ao sigilo profissional.
Pelo código de ética, nada impede que isso possa ser feito. É mais um critério moral do próprio profissional, se ele irá conseguir fazer a diferenciação entre os dois pacientes, pois são dois atendimentos individuais e não de casal. Cabe o diálogo entre o psicólogo e paciente para que seja feita a melhor escolha. Se você não se sentir confortável para essa situação, é também seu direito buscar um psicoterapeuta diferente. Abraços
Na terapia comportamental cognitiva permite essa forma de atendimento assim como para membros da uma mesma família. O profissional é que deverá informar sua forma de atuação e aceitar assim como os parceiros ou familiares também precisam expressar essa aceitação. De preferência em uma mesma sessão, ou um seguido do outro.
Olá! Se tratando da ética que é esperada de todo profissional, não seria recomendável. A imparcialidade e neutralidade no processo terapêutico são essenciais para a formação de um vínculo de confiança e respeito sólidos. Espero ter ajudado e coloco-me a disposição. Um abraço!
Olá, boa tarde. Segundo o código de ética profissional, nós psicólogos, não podemos atender pessoas da mesma família ou com uma grande proximidade na vida. Logo, não é possível o mesmo psicólogo atender vocês dois. Pois, afetaria na imparcialidade e na confiança de ambas as partes. Espero ter ajudado, fique bem!
Olá, sei que muitos citaram a ética do psicólogo, mas no meu ponto de vista, cabe ao psicólogo determinar se seria coerente ou não atender o casal e fazer algumas sessões individuais com cada um. Se o psicólogo atendesse num posto de saúde, por exemplo, atenderia toda demanda, inclusive familiares de pacientes. Leve esse assunto para o seu psicólogo e veja com ele qual a melhor solução. Abçs!
Não poderia, exatamente como você apontou, afeta a imparcialidade, embora possam sim, durante uma terapia de casal, ter atendimentos individuais de cada membro do casal, mas o terapeuta é do casal. Abraço.
Olá, tudo bem? Como já falado pelos outros colegas o código de ética não proíbe, contudo existe um grande cuidado e preocupação na forma e qualidade dessas sessões ocorreram, pensando em uma situação de psicoterapia para o casal se torna algo mais sensato, agora se for estritamente individual pode ser algo mais complicado mas que ainda assim fica a critério do psicólogo ver se é algo viável ou não de atender. Se caso quiser e se sentir à vontade, pode entrar em contato comigo para tirar alguma dúvida ou mesmo já marcar um primeiro atendimento.
Exemplo Prático e Recomendação para o Seu Caso No seu caso específico, onde você está considerando escolher um terapeuta para si e sua esposa gostaria de fazer terapia com o mesmo profissional, pode ser mais eficaz que cada um de vocês escolha terapeutas diferentes. Dessa forma: Você e sua esposa terão espaços seguros e independentes para explorar questões pessoais, sem preocupações sobre imparcialidade ou confidencialidade. Caso surja a necessidade de terapia de casal, ambos podem ser encaminhados para um terceiro terapeuta especializado em terapia de casal, que poderá mediar as questões de forma neutra e objetiva. Conclusão Embora não haja uma regra rígida, o mais ético e eficaz é que cada parceiro tenha seu próprio terapeuta individual. Isso ajuda a manter a imparcialidade, a confidencialidade e a qualidade do tratamento, permitindo que ambos se beneficiem plenamente do processo terapêutico. Conversar com o psicólogo sobre essas questões antes de iniciar o tratamento também pode ajudar a esclarecer o melhor caminho para cada um de vocês.
Pode sim. Existe a terapia de casal que atende os dois juntos e às vezes separadamente. Então você receberá tanto o atendimento junto com sua esposa, mas também individualmente qdo você ou o/a terapeuta sentir necessidade.
Olá, Sim, afeta a imparcialidade, inclusive não somos autorizados pelo código de ética a atender pessoas da mesma família. Neste caso, é indicado buscar outro profissional.
É importante considerar que a terapia individual de membros de um casal com o mesmo psicólogo pode trazer desafios éticos e práticos. O psicólogo deve manter a imparcialidade e a confidencialidade, mas isso pode ser comprometido caso ele atenda ambos em sessões individuais. Em situações como essa, é possível que informações compartilhadas em uma sessão influenciem, mesmo que de forma involuntária, a percepção do profissional sobre o outro membro do casal. Além disso, o terapeuta poderia enfrentar dificuldades em oferecer um espaço verdadeiramente neutro e seguro para cada um expressar seus sentimentos e vivências sem receio de como isso impactará o outro. Por isso, muitas vezes é recomendado que cada pessoa busque um terapeuta diferente, garantindo maior autonomia e privacidade no processo. Entretanto, há situações em que o mesmo profissional pode realizar tanto a terapia de casal quanto sessões individuais, desde que todos os limites sejam previamente esclarecidos. A psicoterapia é um espaço valioso para autoconhecimento, e encontrar um terapeuta com quem você se sinta confortável será essencial para o progresso de ambos.
É possível que o mesmo psicólogo atenda os membros de um casal em sessões individuais, mas isso pode afetar a imparcialidade do profissional, dependendo das circunstâncias. Quando um psicólogo atende ambos os membros de um casal, ele pode encontrar desafios em manter uma visão imparcial, pois ele tem acesso a informações de cada um que podem influenciar o julgamento durante as sessões. No seu caso, se você e sua esposa decidirem fazer terapia com o mesmo profissional, seria importante discutir essas preocupações com o psicólogo para garantir que ele possa manter uma postura neutra. Caso o psicólogo perceba que a imparcialidade está comprometida, ele pode sugerir que vocês busquem outro profissional para um de vocês. Geralmente, quando se trata de terapia de casal, o psicólogo tende a atuar de forma diferente, trabalhando com ambos ao mesmo tempo para melhorar a dinâmica do relacionamento. Já a terapia individual de cada membro do casal pode ser feita com um profissional diferente para garantir que a confidencialidade e a imparcialidade sejam preservadas. Se a sua esposa está confortável com o mesmo terapeuta e não há risco de conflito de interesse, é possível seguir dessa forma, mas é fundamental que a comunicação seja clara entre todos os envolvidos sobre o processo e as expectativas.
Agradeço pela sua pergunta! Sob a luz da Psicologia, sintomas como ataque de pânico, choro frequente, angústia e isolamento podem estar associados a Transtornos de Ansiedade ou Depressão, como descrito no DSM-5-TR. Um Psicólogo Clínico é o profissional mais indicado para iniciar o tratamento, ajudando a identificar as causas e desenvolver estratégias para lidar com esses sentimentos. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos com a reestruturação de pensamentos disfuncionais e o manejo da ansiedade. A Terapia do Esquema pode explorar padrões emocionais profundos que sustentam esses sintomas, enquanto a Hipnose Clínica pode acessar e ressignificar experiências ligadas à raiz do problema. Caso os sintomas sejam muito intensos, um psiquiatra pode complementar o tratamento com medicação, se necessário. Evite automedicação e busque apoio especializado. Estou à disposição para ajudá-la com uma abordagem ética, acolhedora e integrativa.
Em teoria, um **psicólogo pode atender ambos os membros de um casal individualmente**, mas isso pode gerar questões em relação à imparcialidade, dependendo da dinâmica e dos temas abordados nas sessões. Quando o mesmo profissional atende ambos os membros, ele pode ser influenciado por informações e emoções que surgem nas sessões individuais, o que poderia afetar a imparcialidade na abordagem das questões conjugal e individuais. Em algumas abordagens terapêuticas, como na **psicoterapia de casal**, o profissional trabalha com o casal como um sistema, sem necessariamente dividir o foco entre as questões individuais de cada um. Isso permite que o terapeuta se concentre nas dinâmicas de interação entre o casal e nas dificuldades que surgem dentro do relacionamento. Quando os dois são atendidos separadamente, pode haver o risco de o terapeuta ficar "preso" a versões diferentes de situações, o que pode interferir na eficácia do trabalho terapêutico. Uma opção que você e sua esposa podem considerar é **consultar dois psicólogos diferentes**, um para o atendimento individual de cada um e, eventualmente, ambos podem fazer sessões de terapia de casal com o mesmo profissional. Isso ajuda a manter a imparcialidade, pois cada terapeuta estaria mais focado em aspectos distintos da dinâmica de cada um, e o terapeuta de casal teria o objetivo de trabalhar com o relacionamento de forma mais neutra. Levi Wenceslau – CRP 03/14355
Olá! Na terapia sistêmica, a imparcialidade do terapeuta é essencial. Atender os dois individualmente pode ser complicado, pois cada sessão traria informações diferentes, tornando difícil manter uma posição neutra. O ideal é que, se vocês quiserem terapia de casal, busquem juntos um terapeuta para esse propósito. Caso prefiram terapias individuais, o mais indicado é que cada um tenha seu próprio profissional. Assim, cada um pode explorar suas questões de forma mais livre e sem influências externas. Se precisar de orientação para encontrar o melhor caminho para vocês, estou a disposição!
No seu caso específico: Se você escolher um psicólogo para você, o mais seguro e recomendado é que sua esposa busque outro profissional para terapia individual. Isso garante a vocês dois um espaço neutro, seguro e totalmente confidencial. Se a intenção for fazer terapia de casal, então sim, o mesmo terapeuta pode atender os dois — juntos nas sessões — e, em alguns casos, fazer sessões individuais pontuais como parte do processo, sempre com consentimento mútuo.
Olá! É importante buscar diferentes profissionais para não colocar o profissional sujeito a busca de alianças através de narrativas pessoais que disputem a razão em determinadas situações. Para que a confiança se estabeleça sem temer vazamentos e colocar em risco o sigilo. Na terapia individual o que conta é a verdade do sujeito e não a realidade dos fatos, pois as versões falam da posição que cada um se coloca. Apesar de serem um casal, a individualidade precisa de algum espaço na relação, a terapia é um destes espaços e precisa ser respeitado e preservado, sem controles ou culpas.
Em geral, quando um psicólogo atende os dois membros de um casal em sessões individuais, pode sim haver comprometimento da imparcialidade — mesmo que o profissional seja ético e técnico, o vínculo terapêutico naturalmente se constrói de maneira diferente com cada pessoa. Isso pode gerar percepções distorcidas, transferências desequilibradas e, principalmente, dificultar que cada indivíduo se sinta à vontade para explorar questões íntimas sem receio de que sejam, direta ou indiretamente, compartilhadas ou interpretadas no contexto do outro. Por isso, muitos psicólogos optam por não atender individualmente ambos os membros de um casal. Em casos como esse, recomenda-se que cada um tenha seu próprio terapeuta, garantindo um espaço neutro e confidencial. A exceção é quando o atendimento é realizado no formato de terapia de casal desde o início, com um contrato claro e objetivo sobre os limites e propósitos da escuta.
Teria sim um problema em relação a isso. Ou fazem terapia de casal, ou fazem terapias separadas com diferentes profissionais. O que será que essa demanda de fazer no mesmo profissional que você escolher diz sobre a relação de vocês? Fica uma coisa para se pensar.
olá, seria antiético da parte do profissional aceitar, pois acaba afetando a confidencialidade do indivíduo.
Olá. Acredito que visando construir um espaço de liberdade em que ambos se sintam a vontade para falar livremente sobre suas próprias questões, é interessante profissionais diferentes neste seu caso. Abraços
Poderia o mesma psicóloga fazer a terapia individual dos membros de um casal? Essa é uma dúvida muito comum, mas a resposta é não. Quando o mesmo profissional atende individualmente dois parceiros, existe um grande risco de perder a imparcialidade, pois inevitavelmente ele terá acesso a questões íntimas e particulares de cada um. Isso pode gerar conflitos de interesse e enviesamento nas intervenções. Dentro da ética profissional, recomenda-se que o psicólogo não atenda familiares próximos e, especialmente, parceirias afetivos, justamente para preservar a neutralidade e garantir um espaço seguro, livre de julgamentos ou comparações. Cada pessoa precisa de um espaço terapêutico exclusivo, onde possa se expressar sem receio de que suas questões sejam atravessadas pelo olhar do relacionamento. No meu trabalho, utilizo a Gestalt-Terapia, uma abordagem que foca no aqui e agora, ajudando você a se tornar mais consciente de si mesma, de suas emoções e dos padrões que influenciam sua vida. A Gestalt vê o ser humano de forma integrada, pensamentos, emoções e corpo como partes inseparáveis. Diferente de outras abordagens que enfatizam apenas o passado, ela valoriza a experiência presente, considerando também a sua história de vida, para promover autonomia, responsabilidade emocional e um olhar mais autêntico para si e para suas relações. Além do atendimento individual, também atuo na Psicoterapia de Casal e Família, em um espaço específico e conjunto para os dois, ajudando a melhorar a comunicação, fortalecer vínculos e ressignificar formas de estar na relação. Nesse contexto, o casal é atendido como unidade, e não como duas terapias individuais misturadas. Por isso, se a sua esposa deseja iniciar um processo, o ideal é que ela busque outra psicóloga para o acompanhamento individual. Assim, ambos terão a garantia de um espaço ético, seguro e verdadeiramente transformador.
Olá, como tem estado? Embora pareça prático ou até confortável que um mesmo psicólogo atenda os dois membros de um casal individualmente, na maioria dos casos isso não é indicado e são por boas razões. A relação terapêutica se baseia na confiança e na construção de um espaço absolutamente singular. Cada pessoa chega com suas dores, suas versões dos fatos e suas contradições. Quando o mesmo profissional tenta ocupar o lugar de escuta para ambos, corre-se o risco de o espaço analítico se confundir. O analista, por mais ético e experiente que seja, deixa de ter uma neutralidade plena, porque passa a ocupar um lugar simbólico duplo e conflituoso, o de confidente de ambos os lados de uma mesma história. A psicanálise, sobretudo, trabalha com o inconsciente, e o inconsciente não respeita a fronteira entre o “profissional” e o “pessoal”. Mesmo sem revelar conteúdos, o analista pode, sem querer, posicionar-se de modo diferente com cada um, afetando o processo de análise. É por isso que, eticamente, recomenda-se que os parceiros tenham terapeutas distintos. Dessa forma, cada um pode se sentir livre para falar, elaborar suas fantasias e até questionar a relação, sem medo de “trair” o outro dentro da sessão. O que pode ser feito, se for do interesse do casal, é buscar um espaço específico de terapia de casal, conduzido por outro profissional, diferente dos terapeutas individuais de cada um. Nesse tipo de trabalho, o foco é a relação, não os processos individuais. Assim, cada campo de escuta permanece protegido, um da individualidade e um da conjugalidade. ortanto, é preferível que você e sua esposa tenham terapeutas diferentes, preservando a liberdade e a profundidade de cada processo. Um psicólogo ou psicanalista poderá orientá-los sobre como organizar isso de maneira ética e benéfica para ambos, sem prejudicar o vínculo terapêutico nem a relação do casal. Espero ter ajudado e sigo à disposição.
Olá, como vai? Isso depende do profissional, se ele aceita ou não esse formato de trabalho. Teoricamente não deveria afetar a imparcialidade, pois eticamente, os psicológos devem ser imparciais em seuas condutas. É curisoso a sua esposa fazer terapia com o profissional que você escolher, seria interessante vocês escolherem juntos, neste caso. Espero ter ajudado, fico à disposição.
Oi, tudo bem? Essa é uma dúvida muito pertinente — e, de certa forma, bastante madura, porque mostra uma preocupação com a ética e a qualidade do processo terapêutico. Na prática clínica, o ideal é que o mesmo psicólogo não realize atendimentos individuais com ambos os membros de um casal, principalmente quando a relação entre eles é um tema relevante nas sessões. Isso porque, mesmo com toda a ética e técnica, é impossível garantir uma imparcialidade total. O terapeuta pode, sem perceber, absorver percepções ou sentimentos de um dos lados que interferem na escuta do outro. É como se houvesse uma “zona de sobreposição emocional” que compromete o espaço seguro de cada um. Há exceções em contextos muito específicos — por exemplo, quando ambos passam por processos individuais sobre temas totalmente distintos, sem relação direta entre si, e o psicólogo avalia que há condições éticas para manter a neutralidade. Mesmo assim, a recomendação profissional mais prudente, conforme as normas do Conselho Federal de Psicologia, é que o terapeuta indique outro colega para preservar a integridade do vínculo terapêutico. É interessante pensar: o que você e sua esposa esperam encontrar na terapia? Querem compreender melhor a relação ou cada um cuidar de processos pessoais? Essa resposta ajuda a decidir se faz mais sentido buscar o mesmo espaço de casal ou caminhos individuais separados. Caso precise, estou à disposição.
Não é indicado fazer a terapia individual com o mesmo profissional que atende o casal. O que pode acontecer é, por exemplo, como no meu método de trabalho, atendo algumas consultas separados e outras juntos, mas ainda assim sou a terapeuta do casal, o relacionamento continua sendo meu "paciente", o atendimento separado não se configura terapia individual, faço dessa forma apenas para que tenha espaço para o EU de cada um, para que eu, como profissional entenda quais encaixes serão necessários para o NÓS (o casal) funcionar bem. Espero ter ajudado.
Não é recomendado que o mesmo psicólogo atenda individualmente os dois membros de um casal, pois isso pode comprometer a imparcialidade e a confidencialidade. Mesmo sem intenção, o terapeuta pode acabar conhecendo informações de um sobre o outro que influenciam a condução do atendimento, dificultando a neutralidade necessária para um trabalho ético e eficaz. O ideal é que cada um tenha seu próprio psicólogo para atendimento individual, garantindo um espaço seguro para expressar sentimentos e dificuldades sem conflitos de interesse. Caso haja interesse em trabalhar questões do relacionamento, um terceiro profissional pode conduzir terapia de casal, distinta das sessões individuais.
Do ponto de vista ético e clínico, o mesmo psicólogo pode atender individualmente os dois membros de um casal, desde que haja critérios claros e bem definidos desde o início. O ponto central não é apenas a imparcialidade, mas a função do vínculo terapêutico em cada caso. Quando o atendimento é individual, o foco está na história, nos conflitos e nas demandas de cada pessoa, e não na dinâmica do casal em si. No entanto, quando surgem questões diretamente relacionadas à relação, existe o risco de sobreposição de conteúdos, lealdades inconscientes e expectativas de “tomar partido”, o que pode comprometer o processo terapêutico. Por isso, muitos profissionais optam por atender apenas um dos parceiros individualmente. Em situações em que já existe vínculo com uma pessoa, é possível acolher pontualmente a parceria, mas o mais indicado costuma ser o encaminhamento para outro profissional, especialmente se a demanda for de casal. Essa postura não é falta de cuidado, mas justamente uma forma de preservar a ética, a neutralidade clínica e a qualidade do atendimento. O mais importante é que o paciente se sinta seguro, e que o processo terapêutico aconteça de forma clara, sem conflitos de interesse ou prejuízo para nenhuma das partes.
Olá! Esta é uma ótima pergunta! Toca num dilema ético e técnico muito sério na prática clínica. Entendo perfeitamente o desejo por trás da sua pergunta e da sugestão da sua esposa. Há algo de muito bonito e profundo nisso. Do ponto de vista do vínculo, vocês estão buscando uma experiência compartilhada, uma linguagem comum para os desafios do relacionamento. É como se quisessem construir uma ligação mais intensa usando o mesmo profissional, o que demonstra união e um desejo genuíno de se encontrarem no mesmo território psicológico. Na visão da psicologia analítica de Jung, a qual eu trabalho, o relacionamento é mais do que a soma de duas pessoas; ele é um terceiro elemento vivo, um campo relacional, isto é, a construção de um espaço psíquico entre ambos que são sustentados pelos mesmos e influencia diretamente na constituição de cada presente na relação. Nesse campo, existem dinâmicas inconscientes, projeções e sombras que se atraem e se chocam. Se o mesmo psicólogo atendesse os dois individualmente, ele estaria, inevitavelmente, imerso nesse campo, em que a mente do profissional se tornaria um recipiente para os conteúdos de ambos os lados da ponte. O grande risco não é a imparcialidade, mas sim a contaminação do inconsciente, numa mistura que não seria saudável para nenhum componente da relação humana estabelecida. Na terapia individual, o psicólogo precisa estar livre para ser completamente tomado pela psique daquela pessoa, para entender o mundo a partir dali. Se ele já ouviu a versão da outra parte, essa liberdade se perde. Ele pode começar a fazer interpretações baseadas no que sabe do outro, mesmo não querendo, e não no que emerge unicamente daquela psique. Assim, vejo que a neutralidade necessária para o mergulho individual de cada um fica comprometida, pois o psicólogo já carrega o peso do segredo e da história do outro. Aqui, então, é aconselhado que cada um escolha um terapeuta para si, para a jornada pessoal e, depois, procurarem juntos um terapeuta de casal, com o intuito de fortalecer cada indivíduo e, posteriormente, a relação, com o cuidado certo em cada lugar. Fico à disposição para essas interações, com os meus contatos no meu perfil do Doctoralia. Fiquem bem e até logo!
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.













































