Quais são as diferenças entre neuroses e psicoses? .

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Quais são as diferenças entre neuroses e psicoses? .
Na neurose, a pessoa mantém contato com a realidade, mas sofre com conflitos internos que são reprimidos e voltam disfarçados em sintomas, como ansiedade, fobias ou obsessões. Já na psicose, há uma ruptura com a realidade, pois algo essencial não foi simbolizado; isso pode levar a delírios e alucinações, como forma de tentar reconstruir um mundo que perdeu sua estrutura.

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Neurose e psicose são formas diferentes de sofrimento mental. A neurose, de modo geral, acontece quando a pessoa vive um conflito interno, como se existisse uma briga entre o que ela sente, deseja e o que ela acredita que pode ou deve fazer. Isso pode gerar sintomas como ansiedade, fobias, pensamentos obsessivos ou até sintomas físicos sem causa médica aparente. Mas, mesmo com esse sofrimento, a pessoa continua em contato com a realidade e tem controle sobre seus atos. Já a psicose é uma condição mais grave, onde a pessoa perde o contato com a realidade, podendo ter delírios (ideias falsas) e alucinações (ver ou ouvir coisas que não existem). Em casos assim, o jeito de pensar e agir pode ficar bastante afetado. Isso pode acontecer por várias razões, como doenças como a esquizofrenia, uso de drogas ou lesões no cérebro. Na psicose, o ego cria uma nova realidade para lidar com desejos e conflitos, e a pessoa perde o controle dos próprios atos. A principal diferença entre neurose e psicose está na gravidade e na forma como a pessoa se relaciona com a realidade: na neurose, a pessoa sofre, mas sabe o que é real; na psicose, a pessoa está vivendo em uma realidade própria, diferente da comum.
Olá! Essa é uma dúvida muito comum e válida. De forma geral, as neuroses e as psicoses são classificações usadas para descrever diferentes formas de sofrimento psíquico, com características distintas. Enquanto nas neuroses a pessoa mantém contato com a realidade (mesmo que possa apresentar ansiedade, fobias, compulsões ou pensamentos disfuncionais), nas psicoses esse contato com a realidade pode estar comprometido, havendo, por exemplo, delírios ou alucinações. Na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental, o foco é compreender como nossos pensamentos, emoções e comportamentos se relacionam, independentemente de rótulos diagnósticos. Em casos de sofrimento emocional seja ele neuroticamente estruturado ou com características psicóticas o importante é entender como isso está impactando a vida da pessoa e buscar formas de promover mais equilíbrio, autonomia e qualidade de vida. Se você sente que esse tema faz sentido para sua realidade ou desperta alguma preocupação, pode ser interessante conversar sobre isso em um espaço terapêutico seguro, onde seja possível investigar com mais profundidade o que está por trás dessa dúvida e como isso se relaciona com sua experiência.
 Laura Magalhães Terena
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
A diferença entre neuroses e psicoses não está tanto nos sintomas visíveis, mas na forma como cada pessoa se organiza diante do mundo, do outro e de si mesma.

Na neurose, a pessoa se confronta com conflitos internos, desejos contraditórios, angústias — mas consegue, mesmo com sofrimento, manter uma relação com a realidade. Ela pode se sentir dividida, em dúvida, com medo, mas reconhece o que é real e o que não é.

Na psicose, o que se altera é essa própria relação com a realidade. A pessoa pode ouvir vozes, ter ideias muito distantes do senso comum, viver acontecimentos que para ela são verdadeiros, mas que não se sustentam no mundo compartilhado com os outros. Não é uma invenção, é vivido como real, e por isso causa tanto sofrimento.

Essas estruturas não são doenças no sentido tradicional, mas formas diferentes de se posicionar diante da vida.
 Claudia Cecilia Daniel
Psicólogo, Psicanalista
São José dos Campos
Olá! Entender as diferenças entre neuroses e psicoses é importante para buscar o apoio adequado. As neuroses geralmente envolvem conflitos internos que afetam o bem-estar emocional, mas a pessoa mantém contato com a realidade. Já as psicoses envolvem uma perda de contato com a realidade, podendo incluir sintomas como delírios e alucinações. Se você deseja compreender mais sobre esses assuntos ou precisa de orientação, convido você a agendar uma sessão comigo. Estou à disposição para ajudar de forma acolhedora e profissional.
 Diana Camargo
Psicólogo
Florianópolis
Bom dia!
Antes de apontar as diferenças, é útil entender que, dentro da psicanálise, podemos pensar tanto em "sintomas neuróticos ou psicóticos" quanto em "estrutura neurótica ou psicótica". Os sintomas dizem respeito a formas de sofrimento psíquico que surgem diante de conflitos internos. Já a estrutura diz respeito a uma forma mais profunda e duradoura de funcionamento psíquico, ou seja, como a mente da pessoa está organizada, como ela lida com o desejo, com o outro e com a realidade. Sendo assim, uma pessoa com estrutura neurótica pode, em situações de estresse intenso, apresentar um sintoma psicótico transitório (como uma breve alucinação ou episódio de desorganização), sem que isso mude sua estrutura.
Neurose: São sujeitos que mantêm contato com a realidade, com boa capacidade de crítica e reflexão sobre si. Ainda assim, por vezes podem apresentar grande sofrimento e prejuízo na realização de suas tarefas cotidianas. Usam mecanismos de defesa mais elaborados, como o recalque, e os conflitos psíquicos aparecem em forma de sintomas, como sonhos estranhos, lapsos, medos ou comportamentos repetitivos.
Psicose: Em graus variáveis, há uma ruptura significativa com a realidade, o que pode se manifestar por delírios, alucinações ou comportamentos desorganizados. O sujeito pode ter dificuldade em reconhecer que está vivenciando uma ruptura com a realidade ou que há algo fora do comum acontecendo. Além disso, utiliza mecanismos defensivos do Ego mais primários.
 Luíza Pedroso Cunha
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Olá! Na neurose, o sujeito debate-se com a lei e o desejo, enredado no simbólico, enquanto na psicose, há um furo, um real que irrompe sem mediação. A neurose questiona, a psicose não escuta a pergunta. Uma trava no Outro, a outra salta fora. O percurso difere na forma como o sujeito se tece—ou se desfaz—na trama do mundo.
A principal diferença entre neurose e psicose reside na gravidade da perturbação mental e na relação com a realidade. A neurose, de forma geral, é caracterizada por dificuldades emocionais, angústia e comportamentos repetitivos, mas sem perda do contato com a realidade. A psicose, por outro lado, envolve uma desconexão mais profunda e severa com a realidade, com a ocorrência de delírios, alucinações e distorções na percepção.
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como tem passado?
m psicanálise, falar de neuroses e psicoses não é rotular ou classificar pessoas, mas sim escutar de que forma o sujeito se posiciona frente à castração simbólica, à Lei, e ao desejo do Outro. É a partir daí que emergem caminhos diferentes de constituição psíquica.
Na neurose, o sujeito reconhece a falta como estrutural. Ele sofre com o desejo, com a dúvida, com o conflito interno – mas aceita, ainda que dolorosamente, que não pode ter tudo. A angústia, os sintomas e os deslocamentos são tentativas inconscientes de lidar com esse limite. A neurose se estrutura pela forclusão da satisfação total, abrindo espaço para o recalque e para a formação de sintomas simbólicos.
Já na psicose, a questão central está na forclusão do Nome-do-Pai, ou seja, na não inscrição da Lei simbólica que organiza o desejo. Isso faz com que o sujeito não tenha os mesmos recursos para mediar a realidade via linguagem, e o que é excluído do simbólico retorna no real, muitas vezes sob forma de delírios, alucinações ou rupturas no contato com o mundo. A psique não se organiza em torno da falta simbólica, mas do excesso intrusivo do real.
A psicanálise oferece um lugar de escuta onde esses modos de funcionamento podem ser acolhidos, sem julgamento, e tratados em sua singularidade.
Fico à disposição, espero ter ajudado.
ola bom dia, A principal diferença entre neuroses e psicoses reside na intensidade da perturbação mental e na perda de contato com a realidade. As neuroses são caracterizadas por dificuldades emocionais e comportamentais, como ansiedade e fobias, mas a pessoa mantém o contato com a realidade e o senso de identidade. Já as psicoses envolvem uma perda mais profunda do contato com a realidade, com a ocorrência de delírios e alucinações, que podem levar a uma alteração no funcionamento social e na percepção da realidade.
 Gabriel Augusto Alves Ventura
Psicólogo
Ribeirão Preto
Neuroses é um termo psicanalítico. Atualmente, O Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) e a Classificação Internacional de Doenças (CID), manuais diagnósticos reconhecidos mundialmente e utilizados pelos profissionais de saúde, não utilizam mais o termo neurose. Hoje, as neuroses seriam outros transtornos mentais presentes nesses manuais. Psicose envolve uma sintomatologia associada a delírios, alucinações e ilusões. Seria importante fazer uma boa avaliação psiquiátrica caso esteja vivenciando sofrimento e prejuízos significativos, bem como acompanhamento psicológico adequado para o(s) seu(s) devido(s) diagnóstico(s), com abordagens que sejam efetivas para o tratamento dele(s) de acordo com a literatura científica.
Olá! Neurose e psicose são categorias diagnósticas distintas, tanto do ponto de vista da saúde mental quanto da psicodinâmica. O processo de amadurecimento emocional pode ser compreendido, genericamente, como uma trajetória que vai da não integração psíquica e egóica — característica da psicose — rumo a uma maior integração, própria da neurose.
No entanto, para fins diagnósticos, essa classificação é repleta de nuances. É possível, por exemplo, que um quadro de depressão apresente traços tanto psicóticos quanto neuróticos. Assim, os estados mentais não se enquadram rigidamente em categorias fixas, mas compõem um espectro, no qual os aspectos psicodinâmicos e estruturais devem ser cuidadosamente considerados na avaliação clínica.
 Virginia Lopes
Psicólogo, Psicanalista
Governador Valadares
Na neurose o princípio de realidade está presente, isso quer dizer que

Na neurose, a pessoa reconhece a realidade, mas sofre com angústias, medos ou sintomas (como ansiedade, fobias, compulsões). Já na psicose, há uma quebra com a realidade: a pessoa pode ter delírios ou ouvir vozes, por exemplo. Enquanto o neurótico luta com o que sente, o psicótico lida com um mundo que pode parecer estranho ou ameaçador demais. Se precisar entender como isso é pra você, eu sou psicóloga psicanalista e minha agenda está disponível aqui.
 Paloma Torres
Psicólogo
São José do Rio Preto
A neurose envolve os sintomas de angústia, compulsões e conflitos inconscientes. A psicose é caracterizada pela perda de contato com a realidade.
 Aurilene Recco Silva
Psicólogo
Dourados
Na Gestalt Terapia, a gente entende que o que faz diferença entre neurose e psicose é a forma como a pessoa vive sua relação com o mundo e consigo mesma.

Quando falamos em neurose, a pessoa está vivendo um sofrimento, como ansiedade, medo ou tristeza, mas ela ainda consegue perceber o que está acontecendo ao seu redor e dentro de si. É como se estivesse com dificuldades para lidar com as emoções, mas ainda mantém o contato com a realidade e sabe o que está sentindo. A terapia ajuda a pessoa a se tornar mais consciente desse sofrimento e encontrar maneiras novas de viver e se relacionar.

Já na psicose, a relação com a realidade fica mais confusa. A pessoa pode ter dificuldades para entender o que é real e o que é imaginação, podendo ouvir ou ver coisas que os outros não veem, por exemplo. Isso acontece porque o contato dela com o mundo e consigo mesma fica bastante prejudicado, como se as peças do quebra-cabeça da vida estivessem embaralhadas. Nesses casos, além da terapia, muitas vezes é preciso um acompanhamento médico para ajudar a organizar esse contato com a realidade.

A Gestalt Terapia acredita que todo sofrimento pode ser um convite para a pessoa se reencontrar, entendendo melhor suas emoções e seu jeito de estar no mundo. Por isso, buscar ajuda profissional é um passo importante para viver com mais presença, consciência e equilíbrio.
As neuroses e as psicoses são modos diferentes de funcionamento psíquico e expressam formas distintas de lidar com o sofrimento.

Na neurose, a pessoa mantém o contato com a realidade. Ela percebe que algo não vai bem, sofre com seus sintomas, mas reconhece que eles pertencem a ela. Há angústias, conflitos internos, medos, inseguranças, sintomas como fobias, obsessões ou compulsões, mas a pessoa tem noção de que isso está relacionado ao seu mundo interno. Mesmo que não entenda completamente a origem do sofrimento, ela busca sentido para o que sente.

Já na psicose, há uma ruptura mais profunda com a realidade. A pessoa pode ter delírios, alucinações ou pensamentos desconectados do senso comum. Nessas situações, o sofrimento pode aparecer de forma mais intensa e confusa, porque a pessoa nem sempre percebe que o que está experimentando não é compartilhado pelos outros. A realidade interna pode se sobrepor à realidade externa.

Essas duas formas de funcionamento não são melhor ou pior, mas refletem modos diferentes de estruturação do psiquismo. O importante é que, seja qual for o modo como a pessoa se organiza, é possível encontrar espaço para escuta, compreensão e elaboração do que está em jogo. Cada sujeito tem sua história, e ela merece ser considerada com cuidado.
De maneira bem simples: Na neurose a pessoa tem sofrimento emocional, como ansiedade e medo, mas ainda consegue perceber e lidar com seus problemas. Já na psicose, a pessoa perde o contato com a realidade, podendo ter alucinações e delírios, sem perceber que está doente e precisa de ajuda.
Nas neuroses não acontece perda de contato com a realidade, já nas psicoses sim. O paciente psicótico apresenta delírios (alteração do pensamento) e alucinações (alteração da sensopercepção que pode ser visual ou auditiva) que o fazem perder o contato com a realidade.
 Isabela Zeggiato Passos
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Na psicanálise, a principal diferença entre neurose e psicose está na forma como o sujeito se estrutura frente à linguagem e à castração. Na neurose (como na histeria ou obsessão), o sujeito reconhece a falta e tenta lidar com ela por meio de sintomas, conflitos internos ou defesas. Já na psicose, há um foraclusão do Nome-do-Pai — ou seja, uma rejeição simbólica da castração — o que pode resultar em rupturas com a realidade, delírios ou alucinações. Cada estrutura tem seu modo próprio de sofrer e de se organizar, e a escuta clínica leva isso em conta desde o início.
 Vanessa Oliveira Martins
Psicólogo, Psicanalista
Londrina
Neurose e psicose são dois tipos distintos de transtornos mentais, definidos principalmente pelo grau de contato com a realidade. A neurose envolve sofrimento psíquico, como ansiedade, fobias, obsessões e compulsões, mas sem perda de julgamento da realidade — ou seja, a pessoa tem consciência de seus sintomas e daquilo que sente. Já a psicose compromete esse contato: há delírios, alucinações e uma interpretação distorcida do mundo, como no caso da esquizofrenia. A psicose é mais grave em termos clínicos, pois o indivíduo pode não perceber que está doente.
Na psicanálise, esses termos têm um significado mais estrutural. A neurose está ligada à repressão: o sujeito neurotizado sofre com conflitos inconscientes entre desejos, normas e a realidade, que retornam como sintomas simbólicos. Já na psicose, a estrutura é marcada pela foraclusão (exclusão do simbólico), o que impede a simbolização do conflito — daí a presença de delírios e alucinações como tentativas de "reconstruir" uma realidade psíquica que não foi simbolicamente organizada. O neurótico sofre com a realidade, o psicótico sofre fora dela.
As neuroses são transtornos em que a pessoa mantém contato com a realidade, e que podem acompanhar sintomas relacionados a ansiedade, fobias ou depressão. Já nas psicoses, há uma perda parcial ou total do contato com a realidade, podendo haver delírios, alucinações e pensamentos desorganizados. Em resumo: na neurose a pessoa sofre com a realidade que a cerca; na psicose, ela pode perder total ou parcialmente o vínculo com a realidade.
Vai depender muito da linha de atuação em psicanálise, por exemplo, tem linhas como a freudiana farão essa diferenciação a partir dos fenômenos, ou seja, algumas características que seão observadas para distinguir essas estruturas clínicas. Mas vou falar da linha que atuo que é a psicanálise lacaniana. Nesta fazemos essa diferenciação por meio do discurso, onde nas neuroses se tem uma clara divisão subjetiva, que aparece por meio da estruturação de um discurso, já nas psicoses não há essa divisão, ou seja, esse sujeito é foracluído.
É importante notar que, na prática clínica, a linha entre neurose e psicose pode não ser sempre tão nítida. Algumas condições podem apresentar características de ambos, e a compreensão do funcionamento psíquico de cada indivíduo é sempre complexa. A avaliação e o diagnóstico devem ser feitos por um profissional de saúde mental qualificado.
Dra. Marcela Felício
Psicólogo, Psicanalista
São José dos Campos
A diferença de base entre neurose e psicose na psicanálise, especialmente na estruturação que Lacan propõe, gira em torno da relação da posição do sujeito na relação com o Outro, e como a existencia deste delimita suas possibilidades de existência. Na neurose o sujeito tem incluído em sua dinâmica de funcionamento, a existência de uma lei, e a partir dela, tenta lidar com seus desejos dentro das delimitações que esta lei estipula. Na psicose, o sujeito não parte desta lei simbólica para estabelecer uma relação com o Outro. Em exemplo, parte-se de concepções e sentidos que não são construídos e compartilhados de forma coletiva com o laço social. (Esta observação é um esboço como ponto de partida para o conhecimento do campo das estruturas clínicas, diante este ser um tema de vasto conteúdo). Espero ter contribuido. Abraço.
Boa noite, existe um diferença fundamental entre a neurose e a psicose, que é a percepção de realidade que se tem. Explico melhor, na neurose, a pessoa mantém a ligação com o mundo real, por mais difícil que sejam os problemas emocionais e comportamentais. A neurose pode apresentar-se na vida de qualquer pessoa, em determinado momento. O funcionamento social é preservado, mesmo que a pessoa se esforce para cumprir suas obrigações. Já na psicose, além de delírios, comportamentos estranhos, há grande desorganização nos pensamentos, alucinações, e uma perda significativa, com o mundo real. A psicose está associada com condições médicas graves. O funcionamento social é difícil, resultando em isolamento e dificuldades de interação. Os tratamentos para neurose e psicose diferem. Na psicose, uso de medicamentos psicóticos prescrito por psiquiatra, psicoterapia para ajudar a pessoa a encontrar mecanismos de enfrentamento e controle dos sintomas psicóticos. Algumas vezes é necessário internação em hospital psiquiátrico. Na neurose, a psicoterapia é o tratamento principal, algumas vezes uso de medicação, por um período, alivia e faz desaparecer os sintomas. Há tratamento para estes transtornos. Busque ajuda.
A principal diferença entre neurose e psicose está na preservação da realidade.

Neurose: a pessoa sofre com ansiedade, fobias, obsessões ou sintomas físicos sem causa médica, mas mantém contato com a realidade. Exemplos: transtorno de ansiedade, TOC, fobias.

Psicose: há uma ruptura com a realidade, com delírios (crenças falsas) e alucinações (ver ou ouvir coisas que não existem). Exemplos: esquizofrenia, transtorno bipolar em fase maníaca com sintomas psicóticos.
Ambos os quadros têm tratamento, e o acompanhamento psicológico pode ajudar significativamente.
Em resumo, a principal distinção está na preservação ou ruptura com a realidade.
Neurose
Contato com a realidade: A pessoa neurótica mantém o contato com a realidade. Ela sabe o que é real e o que não é, mesmo que seus pensamentos e sentimentos sejam angustiantes ou irracionais.
Consciência do sofrimento: O indivíduo neurótico geralmente tem consciência de que algo não está bem com ele, reconhece seus sintomas como problemáticos e busca ajuda.
Origem do sofrimento: O sofrimento na neurose geralmente está ligado a conflitos internos, medos irracionais, ansiedade e padrões de comportamento disfuncionais. Embora a origem seja psíquica, pode haver manifestações físicas (somatizações).
Funcionamento social: Apesar das dificuldades e do sofrimento, a pessoa neurótica consegue, em geral, manter suas atividades diárias, trabalhar e ter relacionamentos, ainda que com certa dificuldade.
Exemplos de transtornos neuróticos (atualmente classificados de forma diferente, mas com características neuróticas):
Transtornos de Ansiedade (como Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno do Pânico, Fobias).
Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).
Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).
Certas formas de Depressão (quando não há sintomas psicóticos).
Sintomas comuns da neurose:
Ansiedade excessiva e preocupação.
Medos irracionais (fobias).
Pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos.
Irritabilidade e tensão.
Insônia.
Dificuldade de concentração.
Baixa autoestima.
Problemas nos relacionamentos interpessoais.
Sintomas físicos sem causa médica aparente (somatizações), como dores de cabeça, dores no corpo, problemas digestivos.
Psicose
Ruptura com a realidade: A principal característica da psicose é a perda ou distorção significativa do contato com a realidade. A pessoa psicótica não consegue distinguir o que é real do que é imaginado.
Falta de consciência do sofrimento: Frequentemente, o indivíduo psicótico não tem consciência de que seus pensamentos ou percepções são anormais. Para ele, suas alucinações e delírios são absolutamente reais.
Origem do sofrimento: A psicose é frequentemente associada a alterações neurobiológicas e desequilíbrios químicos no cérebro.
Funcionamento social: A psicose causa um prejuízo grave no funcionamento social, ocupacional e pessoal. A pessoa pode ter dificuldade em cuidar de si mesma, trabalhar ou manter relacionamentos.
Exemplos de transtornos psicóticos:
Esquizofrenia.
Transtorno Bipolar com características psicóticas (em episódios graves de mania ou depressão).
Transtorno Delirante.
Psicose induzida por substâncias.
Sintomas comuns da psicose:

Delírios: Crenças falsas e inabaláveis que não correspondem à realidade e que não são compartilhadas por outras pessoas da mesma cultura (ex: acreditar que está sendo perseguido, que é uma figura religiosa ou tem poderes especiais, que a mente está sendo controlada).
Alucinações: Percepções sensoriais que não têm uma base externa real (ex: ouvir vozes, ver coisas que não existem, sentir cheiros ou gostos estranhos). As alucinações auditivas são as mais comuns.
Pensamento e fala desorganizados: Dificuldade em organizar os pensamentos, resultando em fala incoerente, saltos de um tópico para outro sem conexão (fuga de ideias), ou "salada de palavras".
Comportamento motor desorganizado ou bizarro: Comportamentos inadequados, imprevisíveis, agitação, ou, em casos extremos, catatonia (imobilidade ou posturas incomuns).
Sintomas negativos: Redução da expressão emocional (embotamento afetivo), diminuição da fala (alogia), falta de motivação (abulia), perda de prazer (anedonia), isolamento social.
Dra. Diana Brasil
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Na psicanálise, neurose e psicose são estruturas psíquicas, formas diferentes de o sujeito se relacionar com o desejo, a falta e a realidade. Isso não serve para rotular alguém, mas orienta a escuta e a direção do tratamento.

Se quiser conhecer mais sobre esse modo de trabalho, estou à disposição.
A principal diferença entre neurose e psicose está na forma como a pessoa se relaciona com a realidade, na Neurose o sujeito sofre com conflitos internos, porém entende que esses conflitos não são reais, mas na Psicose o sujeito vive os conflitos como se fossem parte da realidade. Veja:
• Na neurose, a pessoa mantém contato com a realidade, mas sofre com angústias, medos, fobias ou obsessões. Ela sabe que algo está errado e tenta lidar com isso.
• Na psicose, há uma perda do contato com a realidade. A pessoa pode ter delírios (acreditar em coisas que não são reais) ou alucinações (ver ou ouvir coisas que não existem), sem perceber que isso é um problema.
Dr. Rafael Peixoto
Psicólogo, Terapeuta complementar
Petrópolis
Muito obrigado pela sua pergunta — compreender as diferenças entre neuroses e psicoses é fundamental para desmistificar muitos conceitos e reduzir preconceitos.

A neurose se caracteriza por sofrimento emocional intenso, como ansiedade, medo e tristeza, mas a pessoa mantém contato com a realidade e sabe que suas preocupações têm origem em conflitos internos. Por exemplo, alguém com ansiedade pode reconhecer que seus medos são exagerados, ainda que difíceis de controlar.

Já a psicose envolve uma ruptura maior com a realidade, com percepções distorcidas, como alucinações ou delírios, que fazem a pessoa acreditar em coisas que não correspondem aos fatos. Imagine alguém que vê ou escuta coisas que ninguém mais percebe, ou que tem convicção de que está sendo perseguido, sem provas concretas.

Ambas são condições sérias, mas com manifestações e necessidades de cuidado diferentes.

Agradeço novamente pela confiança. Estou à disposição para orientações mais aprofundadas ou para iniciar um acompanhamento terapêutico.
 Philipe Pedrosa
Psicólogo
Duque de Caxias
A neurose e psicose são estruturas distintas que norteiam a condução de tratamento em psicanalise. Na neurose o sujeito mantém contato com a realidade, podendo sofrer com sintomas de angústia, fobias, obsessões etc. Já na psicose, há uma ruptura com a realidade, que pode se manifestar por meio de delírios, alucinações ou episódios de surto.
 Maria Eduarda Lara Melo
Psicólogo, Psicanalista
Brasília
Olá! Tudo bem? As diferenças entre neuroses e psicoses dizem respeito principalmente à forma como o sujeito lida com a realidade. Na neurose, a pessoa sofre com conflitos internos, sintomas como ansiedade, angústia, fobias ou obsessões, mas mantém o contato com a realidade preservado. Já na psicose, há uma ruptura mais profunda, em que o sujeito pode apresentar delírios, alucinações e perda do juízo de realidade. Na perspectiva psicanalítica, entendemos que, enquanto o neurótico reprime seus conflitos inconscientes, o psicótico lida com uma falha estrutural na constituição do eu, que pode comprometer sua percepção do mundo e de si.
 Angela Sysocki
Psicólogo, Psicanalista
Curitiba
Poderíamos pensar da seguinte forma:
Neurótico: É como alguém que tem um "problema" na casa (a psique). Ele sabe que a casa está com problemas (goteiras, paredes mofadas), e isso o angustia, mas ele ainda mora nela e interage com o mundo a partir dela. O trabalho da análise é investigar a origem dessas goteiras e mofos e ajudar a repará-los.

Psicótico: É como alguém que, ao invés de lidar com os problemas da casa, cria uma nova casa (ou um novo "mundo") ao lado, ou altera drasticamente a percepção da casa original. Para ele, essa nova casa (ou essa nova percepção) é a única realidade, e ele não entende por que os outros não a veem da mesma forma. O desafio é ajudá-lo a encontrar um ponto de apoio para habitar o mundo compartilhado.

Em resumo, a grande diferença está na relação do sujeito com a realidade. O neurótico padece de um conflito interno que se manifesta em sintomas, mas mantém o laço com o social e o reconhecimento da realidade. O psicótico rompe com essa realidade e constrói a sua própria, o que implica em uma desorganização mais profunda do eu e do pensamento.
A neurose e psicose são duas maneiras diferentes de a mente funcionar — principalmente na forma como cada pessoa lida com a realidade e com seus conflitos emocionais.
Neurose — quando a pessoa sofre, mas sabe que algo não está bem
Na neurose, a pessoa mantém os “pés na realidade”. Ela percebe seus sintomas e costuma se incomodar com eles.
Exemplos comuns: ansiedade, fobias, pensamentos obsessivos, preocupações excessivas

A pessoa geralmente pensa coisas como:
"Por que eu sou assim?" ou "Isso não faz sentido, mas não consigo evitar."
Ou seja, existe sofrimento, mas também existe consciência do que está acontecendo.

Psicose — quando a percepção da realidade pode ficar alterada
Na psicose, a dificuldade é mais profunda porque pode afetar a forma como a pessoa percebe o mundo.
Podem acontecer, por exemplo: acreditar em algo que não corresponde à realidade, ouvir ou ver coisas que outras pessoas não percebem.
E muitas vezes a pessoa não acha que aquilo é um problema, porque para ela parece real.

Uma forma bem simples de entender:
Neurose: a pessoa sabe que algo está errado e sofre por isso.
Psicose: a pessoa pode não perceber que algo está errado, pois a própria realidade parece diferente.

Um ponto muito importante

Isso não define quem é “mais grave” ou “mais fraco”. São apenas formas diferentes de funcionamento da mente humana — e ambas podem ser cuidadas com acompanhamento profissional.

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