Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida

4 respostas
Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida adulta quando mais precisei e ela não me aceita como homossexual. Sinto me solitário na família e sinto que as coisas são mais difíceis pra mim. Como evitar desistir de tudo e ter forças pra continuar mesmo com falta de apoio familiar?
Olá! Sinto muito que você tenha passado e ainda esteja passando por isso. A falta de apoio, especialmente da família, machuca profundamente, e é compreensível que isso gere solidão e desgaste emocional. Mas essa dor não define o seu valor, nem significa que você precisa carregar tudo sozinho. Muitas vezes, continuar não vem de ter força o tempo todo, mas de ir construindo apoio em outros lugares: amizades, pessoas seguras, rede de acolhimento e, se possível, terapia. Família também pode ser aquela que a gente encontra ao longo da vida. E, talvez o mais importante: não transforme a falta de aceitação dos outros em medida do seu valor. Sua existência, sua identidade e sua vida têm valor. Um psicólogo pode te ajudar muito a fortalecer isso por dentro e atravessar essa dor com mais suporte. Você merece cuidado e não precisa desistir.

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 Aline Braga
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá! Imagino o quanto tenha sido e ainda seja difícil para você mas procure se cercar de pessoas que vibram e torcem por você, não apenas no âmbito familiar. É importantíssimo buscar ajuda profissional, para que você perceba que não está sozinho!
É profundamente doloroso sentir que o porto que deveria ser seguro é, na verdade, a fonte da sua maior solidão. Quando o apoio emocional é negado sucessivamente, o cansaço que você sente não é apenas falta de força, mas o peso de carregar sozinho uma validação que deveria ter sido compartilhada. Para não desistir, o primeiro passo é entender que a falta de aceitação da sua mãe fala sobre as limitações e os filtros dela, e não sobre o seu valor ou a sua dignidade; você não é o problema que ela enxerga.

A força para continuar surge quando você começa a construir uma "família escolhida" — amigos e redes de apoio que oferecem o afeto e o reconhecimento que o seu núcleo biológico não consegue prover. É necessário redirecionar a energia que você gasta tentando ser visto por quem escolhe fechar os olhos e investi-la em si mesmo, tratando-se com a compaixão que lhe faltou na infância. As coisas parecem mais difíceis porque, de fato, são: você está jogando o jogo da vida em um nível de dificuldade maior por não ter essa base. No entanto, sua trajetória prova uma resiliência imensa; reconheça suas pequenas vitórias diárias e busque ajuda profissional para processar esses lutos, pois curar a criança interior ferida é o que permitirá que o adulto que você é hoje floresça com independência e orgulho.
Sinto muito por tudo o que você tem vivido. A falta de apoio emocional, especialmente vinda da família e em relação a algo tão importante como quem você é, pode ser profundamente dolorosa e solitária. É compreensível que, diante disso, as coisas pareçam mais difíceis e pesadas.

Quando não há acolhimento no ambiente familiar, muitas vezes a pessoa precisa encontrar dentro de si recursos para se sustentar. Esse caminho não é fácil, mas pode, aos poucos, ajudar a construir uma relação mais forte e verdadeira consigo mesmo.

Também pode ser muito importante buscar apoio fora desse contexto, em pessoas, amizades ou espaços onde você se sinta respeitado e acolhido como você é. A psicoterapia também pode ser um espaço seguro para cuidar dessas dores, fortalecer sua identidade e te ajudar a atravessar esse momento com mais suporte.

Mesmo que hoje pareça difícil, você não está sozinho, e é possível, com o tempo, construir relações mais acolhedoras e um maior senso de pertencimento na sua vida.

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