Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles? Eu também tenho a sensação de não pertencimento O que de fato é está se curando?
21 respostas
O processo de superação e adaptação que você viveu nos últimos meses é admirável e merece ser reconhecido com muito carinho. Sair de um histórico de timidez profunda, marcado por experiências dolorosas de bullying na infância, e encarar o desafio diário de trabalhar no atendimento ao público exige uma coragem imensa. Perceber que, em seis meses como operadora de caixa, a sua ansiedade diminuiu e o diálogo com as pessoas ficou mais fluido é a prova concreta do seu progresso. Você deu passos gigantescos, e celebrar essa evolução é fundamental. A dúvida sobre estar "se curando" surge muitas vezes porque construímos a ideia irreal de que progredir significa mudar totalmente de personalidade e virar uma pessoa extrovertida. A verdade é que a introversão e o jeito mais reservado são traços legítimos de quem você é, e não um defeito a ser corrigido. Ouvir que você é "séria" ou "quieta" reflete apenas a expectativa ou o estilo dos outros, e não uma falha na sua caminhada. Sentir essa cobrança dói e gera a sensação de não pertencimento porque toca em feridas antigas de rejeição, mas esses comentários alheios não anulam a vitória que é conseguir falar e se posicionar quando você deseja. "Estar se curando" não é deixar de ser quieta para agradar ao ambiente, mas sim conquistar a liberdade de ser você mesma com tranquilidade, sem que o medo ou a ansiedade paralisem a sua vida. Sou Daniele Barros, psicóloga com mais de 12 anos de experiência, e com base na minha atuação na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), gostaria de te convidar a olhar para a sua jornada com muito mais acolhimento e menos autocobrança. Na TCC, a psicoterapia oferece um espaço seguro, ético e livre de julgamentos para você compreender o seu próprio funcionamento e fortalecer a sua autoimagem, aprendendo a diferenciar traços da sua personalidade natural do que é a ansiedade social. No consultório, trabalhamos juntos na construção de estratégias práticas para desarmar o impacto dos comentários externos, fortalecendo a sua segurança interna para que as expectativas alheias não façam você duvidar do seu valor. A psicoterapia te ajuda a resgatar a sensação de pertencimento e a desenvolver ferramentas para impor limites saudáveis, permitindo que você conviva com as pessoas no seu próprio ritmo. Curar-se é aprender a se respeitar, acolher a sua forma de ser e ocupar o seu espaço no mundo com leveza, paz e orgulho de cada etapa vencida. Daniele Barros, Psicóloga TCC - CRP 09/008628 | Equipe Espaço Único
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Oie. Antes de tudo, eu quero te dizer uma coisa, pelo que você contou, eu não vejo alguém que não evoluiu. Eu vejo alguém que fez algo muito difícil. Você cresceu sendo tímida, sofreu bullying, evitava interações e, mesmo assim, hoje trabalha como operadora de caixa, um trabalho que exige contato constante com pessoas. E você mesma percebe que, em seis meses, a ansiedade diminuiu. Isso já mostra que houve mudança. O problema é que, muitas vezes, a nossa mente mede a evolução pelo que os outros falam. Se alguém comenta que você é séria ou quieta, parece que tudo o que você conquistou desaparece. Mas será que desapareceu mesmo? Você pode continuar sendo uma pessoa mais reservada e, ainda assim, não sofrer com ansiedade social. Ser quieta não é um defeito, assim como ser extrovertida não é uma obrigação. E sobre os comentários, talvez a pergunta não seja "Como faço para que parem de dizer isso?", porque isso está fora do seu controle. Talvez a pergunta seja: "Como faço para que esses comentários deixem de definir quem eu sou?". Estar se recuperando não significa nunca mais sentir desconforto ou nunca mais ouvir esse tipo de comentário. Significa que eles passam a ter cada vez menos poder sobre você. Quanto ao sentimento de não pertencimento, ele é muito comum em pessoas que passaram anos se sentindo julgadas ou rejeitadas. Quando isso acontece por muito tempo, a gente pode começar a acreditar que sempre está "deslocado", mesmo quando existem sinais de que é aceito. Então, eu te faria uma pergunta. Se hoje você consegue conversar mais, trabalhar, enfrentar situações que antes pareciam impossíveis, por que a sua mente escolhe acreditar mais em um comentário sobre você ser quieta do que em todas as evidências da sua evolução?
Antes de tudo, quero dizer que o que você descreve mostra algo muito importante: você enfrentou uma situação que antes era extremamente difícil e, mesmo com medo e ansiedade, permaneceu nela. Isso já é um sinal de evolução. Pelo que você contou, a timidez faz parte da sua história desde a infância e foi intensificada pelas experiências de bullying. É compreensível que isso tenha deixado marcas na forma como você se relaciona com as pessoas. Mas perceba que, em apenas seis meses de trabalho, você já nota que está menos ansiosa e consegue interagir melhor. Isso merece ser reconhecido. Sobre os comentários de que você é "séria", "quieta" ou "fala pouco": eles podem machucar porque acabam tocando em uma insegurança que você já carrega há muito tempo. Porém, é importante lembrar que o comentário de alguém não define quem você é nem mede a sua evolução. Algumas pessoas são naturalmente mais reservadas, e isso não é um problema. Curar-se da ansiedade social não significa necessariamente se tornar uma pessoa extrovertida ou fazer com que ninguém mais faça comentários. Significa que o medo deixa de comandar suas escolhas. Você passa a conseguir falar quando deseja, participar quando faz sentido para você e aceitar que nem todo mundo vai interpretar sua personalidade da forma que você gostaria. Então, quando alguém diz que você é quieta, talvez a pergunta mais importante seja: "Eu estou em silêncio porque escolhi ou porque o medo me impediu de falar?" Se foi uma escolha, não há nada de errado nisso. Se foi o medo, isso apenas mostra um ponto que ainda pode ser trabalhado, sem apagar todo o caminho que você já percorreu. Quanto à sensação de não pertencimento, ela também pode estar relacionada às experiências difíceis que você viveu no passado. Muitas pessoas que sofreram rejeição ou bullying acabam desenvolvendo a expectativa de que nunca serão aceitas. Essa sensação pode diminuir à medida que você constrói relações mais seguras e fortalece a forma como enxerga a si mesma. Por fim, "estar se curando" não é deixar de sentir ansiedade para sempre. É perceber que ela já não controla a sua vida como antes. É conseguir fazer coisas que antes pareciam impossíveis, confiar mais em si mesma e entender que você não precisa mudar a sua essência para ser aceita. Pela sua mensagem, eu vejo muito mais sinais de progresso do que de estagnação. Continue olhando para o quanto você já conquistou, em vez de medir sua evolução apenas pelos comentários dos outros.
Pelo que você descreve, me parece que você já conseguiu avançar bastante. Você mesma reconhece que, no início do trabalho, se sentia muito mais ansiosa e travada e que, hoje, as interações acontecem de uma forma diferente. Talvez seja importante olhar para essa evolução a partir da sua própria experiência, e não apenas pelos comentários das outras pessoas. Ninguém melhor do que você para perceber o quanto precisou se esforçar para chegar até aqui. Os comentários podem continuar existindo, muitas vezes porque refletem uma expectativa do outro sobre como você "deveria" ser, e não necessariamente quem você é. Isso não significa que você não esteja evoluindo. Talvez o desafio seja compreender quais comentários fazem sentido acolher e quais dizem mais sobre a percepção de quem os faz do que sobre você. Se essa ansiedade social tem causado sofrimento ou limitações na sua vida, a psicoterapia também pode ajudá-la a fortalecer essa confiança em si mesma e construir uma relação mais tranquila com as situações sociais. "Se curar" não significa necessariamente deixar de ser uma pessoa mais quieta ou nunca mais ouvir esse tipo de comentário, mas sim conseguir viver de uma forma mais livre, sem que a ansiedade determine as suas escolhas ou faça você duvidar constantemente da própria evolução.
O que você conta mostra uma mudança concreta: você permaneceu no trabalho, enfrentou as interações e percebeu que a ansiedade diminuiu. Os comentários dos outros não apagam esse percurso. Eles incomodam porque tocam numa experiência antiga de exclusão e fazem você duvidar do lugar que conquistou. Ser quieta não é um problema. O sofrimento começa quando o medo impede você de falar, se aproximar ou se posicionar. Melhorar não significa tornar-se expansiva. Significa poder falar quando deseja, permanecer em silêncio sem se esconder e não permitir que o olhar dos outros decida quem você deve ser.
Olá! Pelo que você descreve, você evoluiu bastante. O fato de ainda se incomodar com alguns comentários não significa que você não esteja melhorando. Superar a ansiedade social não é deixar de ser uma pessoa mais quieta, mas conseguir se relacionar sem que o medo da opinião dos outros controle sua vida. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente para reduzir esse impacto e fortalecer a autoconfiança. Sou psicóloga, atuo com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Atendo on-line brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Espero ter ajudado!
Que bom que você buscou esse espaço para refletir. Quero reforçar que o seu progresso nos últimos 6 meses é enorme. Sair de um histórico de bullying e timidez na infância para encarar o atendimento ao público como operadora de caixa exige muita coragem, e a diminuição da ansiedade mostra a sua capacidade de adaptação. Para responder diretamente às suas dúvidas: * Sentir desconforto não anula a sua evolução: É natural incomodar-se com comentários que rotulam o seu jeito, mesmo após tanto esforço para superar barreiras. * O que é "evoluir"? Não significa mudar a sua essência introvertida para se tornar extrovertida, mas sim aprender a respeitar o seu ritmo, expressar-se com autenticidade e não deixar que a opinião alheia defina o seu valor. A sensação de não pertencimento muitas vezes surge ao tentar se encaixar em um padrão que não é o seu. * Como lidar com os comentários: Responda de forma assertiva e neutra (ex.: "Eu sou mais reservada mesmo, mas estou bem"). Isso estabelece um limite simples sem que você precise se justificar. * Foque na sua régua interna: Meça sua caminhada olhando para onde você estava há 6 meses, e não pela expectativa dos outros. A psicoterapia (como a Terapia Cognitivo-Comportamental) pode ser um ótimo suporte para fortalecer a sua autoconfiança e refinar estratégias de comunicação assertiva. Continue respeitando o seu jeito e celebrando as suas conquistas!
Maravilhosas suas perguntas , pois contam que você pensa muito sobre você.... E posso te dizer que isso é meio caminho andado para que vc ingresse em um tratamento e se desenvolva muito tbmpenso que o que vc chama de timidez e que lhe causa mal estar a vida inteira é uma inibição diante de coisas e situações que vc deseja muito ,e que isso pode ser tratado em um trabalho analítico bem conduzido!! Torço muito para que você procure ajuda pois pensar sozinha não trata e falar e ser ouvida com direcionamento para um tratamento sim, pode causar efeitos surpreendentes em vc.
O que você relata mostra um processo de mudança acontecendo. A melhora da ansiedade não significa que você deixará de ser uma pessoa reservada, mas que poderá se relacionar sem ser dominada pelo medo do julgamento do outro. Na perspectiva psicanalítica, o objetivo não é transformar quem você é, mas permitir que você viva suas relações com mais liberdade. Comentários sobre você ser séria ou quieta podem tocar marcas antigas de rejeição e bullying, fazendo com que situações simples sejam sentidas como confirmação de que existe algo errado com você. Porém, ser mais tranquila ou reservada não é um problema; a questão é compreender se o silêncio vem de uma escolha ou do medo de ser rejeitada. O fato de você ter permanecido em um trabalho com tantas interações e perceber uma redução da ansiedade já demonstra uma mudança importante, mostrando que você está construindo mais confiança para ocupar espaços sendo quem você é.
Olá. Pelo seu relato, você já apresenta sinais de evolução. No início do trabalho, a ansiedade dificultava muito as interações e, hoje, você percebe que consegue se comunicar melhor. Isso é um indicativo de progresso. Os comentários das outras pessoas podem gerar insegurança, mas não significam que você não esteja melhorando. Superar a ansiedade social não é deixar de ser uma pessoa mais quieta, e sim conseguir se relacionar sem que o medo limite sua vida. Espero ter ajudado.
Olá! Pelo que você descreve, parece que houve uma evolução importante nos últimos seis meses. No início do trabalho, você se sentia muito ansiosa e travada nas interações e, atualmente, percebe que consegue se comunicar melhor e que a ansiedade diminuiu. Isso é um dado importante e merece ser reconhecido. Uma coisa que pode estar acontecendo é você estar confundindo redução da ansiedade social com deixar de ser uma pessoa tímida ou quieta. São coisas diferentes. Ser uma pessoa mais reservada, falar menos ou não ter vontade de conversar o tempo todo não significa necessariamente que exista um problema. A questão é perceber se você consegue escolher como quer agir ou se sente que precisa evitar interações por medo, vergonha ou preocupação excessiva com a avaliação dos outros. Por isso, quando alguém diz que você é "séria", "quieta" ou que "não fala", talvez seja útil perguntar a si mesma: "Eu realmente estou insatisfeita com a maneira como me comporto ou estou me sentindo pressionada porque outra pessoa acha que eu deveria ser diferente?" Essa diferença é muito importante. Você também relata que sofreu bullying e passou boa parte da infância e adolescência se fechando socialmente. Experiências assim podem contribuir para que comentários sobre a maneira como você se comporta tenham um peso maior, despertando pensamentos como "será que estou fazendo algo errado?", "será que não estou evoluindo?" ou "será que as pessoas não gostam de mim?". Portanto, talvez exista uma história de experiências sociais negativas que ainda esteja influenciando a forma como você interpreta essas situações. A melhora da ansiedade social também não significa necessariamente que você nunca mais ficará desconfortável diante de comentários ou que todas as pessoas deixarão de perceber você como uma pessoa reservada. O objetivo não precisa ser transformar sua personalidade. Muitas vezes, é conseguir viver de acordo com aquilo que você considera importante, mesmo quando existe desconforto ou quando outras pessoas fazem avaliações sobre você. Nesse sentido, "se curar" não significa necessariamente deixar de ser tímida, falar mais ou se tornar extremamente comunicativa. Pode significar conseguir conversar quando deseja, colocar limites, participar de situações sociais importantes e construir vínculos sem que o medo da avaliação dos outros determine constantemente suas escolhas. A sensação de não pertencimento também merece atenção. Ela pode estar relacionada às experiências anteriores de rejeição e bullying, mas também pode ser trabalhada na terapia, especialmente para diferenciar a necessidade legítima de conexão da ideia de que você precisa mudar quem é para ser aceita. Uma pergunta que talvez ajude seja: "Se ninguém estivesse avaliando minha personalidade, eu gostaria de falar mais ou estou satisfeita com a quantidade de interação que tenho?". Se você perceber que gostaria de se expressar mais, pode trabalhar isso gradualmente. Se perceber que é simplesmente uma pessoa mais reservada, também não há necessidade de transformar essa característica em um problema. Portanto, pelo que você relata, sentir algum desconforto diante desses comentários não significa que você esteja regredindo ou que não esteja melhorando. A própria redução da ansiedade que você percebe no trabalho já é um sinal relevante de mudança. A psicoterapia pode ajudar justamente nesse processo: não necessariamente para fazer você deixar de ser quem é, mas para desenvolver maior liberdade para escolher como quer se relacionar com as pessoas, sem que o medo de julgamento, as experiências passadas ou a necessidade de corresponder às expectativas alheias controlem sua vida. Espero ter ajudado. Rodrigo Vieira Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
Olá! Creio que a sua timidez pode ser em parte pela sua história pregressa com sua família e sua escola. Mas esse retraimento pode ser algo além de um mecanismo de defesa, mas a manifestação uma característica intrínseca de sua personalidade. Resumindo, talvez sejas uma pessoa introvertida - alguém que recarrega suas energias quando sozinha e refletindo e que gasta essas energias no convívio com outras pessoas. A maioria das pessoas no Ocidente (principalmente o Brasil) são o contrário, extrovertidas - gastam suas energias em esforços individuais e se recarregam no convívio com outros. Ser introvertido não impede que desenvolvas habilidades de comunicação e interação social, mas que esse aprendizado deve ser equilibrado com uma rotina que inclua momentos de recarga. Pra mais detalhes, vamos conversar?
Olá! Obrigada por compartilhar sua experiência. Pelo que você descreve, é possível perceber o quanto você já enfrentou situações difíceis, como a timidez desde a infância e o bullying, e ainda assim conseguiu permanecer no trabalho e notar uma redução da ansiedade ao longo desses seis meses. Isso já é um sinal importante de evolução. Os comentários das outras pessoas podem ser muito dolorosos, especialmente quando tocam em inseguranças antigas. No entanto, eles não são uma medida confiável do seu progresso. Ser uma pessoa mais reservada não significa, necessariamente, que exista um problema. Cada pessoa tem um jeito próprio de se relacionar. Quanto à "cura", muitas vezes ela não significa deixar de ser quieta ou nunca mais ouvir esse tipo de comentário. Em geral, significa que essas situações passam a ter menos impacto na sua vida: você consegue agir de acordo com seus valores, se expressar quando deseja e sofre menos com o medo da avaliação dos outros. É possível continuar sendo uma pessoa mais introvertida e, ao mesmo tempo, viver com segurança e bem-estar. A sensação de não pertencimento e a dúvida constante sobre si mesma também podem estar relacionadas às experiências que você viveu no passado e merecem ser compreendidas com mais profundidade. Se esse sofrimento ainda está presente ou interfere na sua qualidade de vida, uma avaliação psicológica pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo e a desenvolver estratégias específicas para você. Fico à disposição caso queira agendar um atendimento.
Antes de tudo, quero dizer que o que você descreve mostra algo muito importante: você evoluiu!! Antes você se sentia travada e extremamente ansiosa, e hoje consegue trabalhar, interagir e percebe que a ansiedade diminuiu, isso é um sinal de progresso. Uma coisa que costuma gerar muita confusão é acreditar que "se curar" da ansiedade social significa se tornar uma pessoa extrovertida ou nunca mais ouvir comentários como "você é muito quieta". Mas timidez, introversão e ansiedade social não são a mesma coisa. Sobre os comentários, eles podem despertar inseguranças antigas, principalmente quando você viveu experiências como o bullying. Isso não significa que você voltou à estaca zero. Muitas vezes significa apenas que essas falas ainda tocam uma ferida que está em processo de cicatrização. Quando pensamos em melhora, um bom parâmetro não é "nunca mais vou sentir isso", mas sim: "Hoje eu consigo fazer coisas que antes a ansiedade me impedia?" Pelo que você contou, a resposta parece ser sim. Se um dia alguém disser que você é quieta e isso não definir seu valor, não impedir você de viver sua vida e nem fizer você abandonar quem é para agradar os outros, provavelmente você estará vivendo uma relação muito mais saudável com a ansiedade. A verdadeira melhora não é deixar de ser você, é conseguir ser quem você é, com mais liberdade e menos medo.
Ser uma pessoa quieta, séria ou reservada não significa estar doente. A ansiedade social aparece quando o medo de julgamento provoca sofrimento, bloqueios, evitação ou prejuízos na rotina. Melhorar não significa se tornar extrovertida nem deixar de ouvir comentários sobre falar pouco. Significa conseguir se expressar, participar e fazer escolhas sem ser dominada pelo medo. Comentários como “você é muito quieta” podem reativar inseguranças antigas, especialmente após experiências de bullying, mas não apagam sua evolução. Se hoje você consegue trabalhar, interagir e enfrentar situações que antes pareciam impossíveis, isso já mostra mudança. A psicoterapia ajuda a fortalecer essa percepção, lidar com críticas e construir pertencimento sem abandonar sua personalidade.
Olá! Que bom que você compartilhou isso comigo. A primeira coisa que quero te dizer é: sentir tudo isso não significa que você não esteja se curando. Você mesma percebeu que evoluiu muito nesses 6 meses de caixa, e isso é um progresso enorme! A verdade é que as nossas maiores fontes de ansiedade estão nas nossas relações. Ter passado por bullying e isolamento na infância faz a nossa mente aprender que as pessoas são uma ameaça, o que pode gerar esse medo do julgamento, a fobia social e essa sensação horrível de não pertencer. O pico de ansiedade que você sentiu no início do trabalho é super natural, porque entrar num ambiente de muita exposição assusta mesmo. Para que a ansiedade seja considerada um transtorno, ela precisa gerar um prejuízo real, um sofrimento intenso que te paralise no dia a dia. A timidez, por outro lado, é só o seu jeito. E sabe o que é "se curar"? Não é virar uma pessoa super extrovertida ou fazer os outros pararem de falar. Se curar é parar de duvidar de si mesma só porque alguém disse que você é "quieta". É entender que ser mais reservada é o seu temperamento, e não um defeito. Se você já fala o que quer e faz o seu trabalho, o comentário do outro fala mais sobre a expectativa dele do que sobre você. Na terapia, a gente investiga essas marcas do passado para que a sua relação com os outros fique cada vez mais leve e para que a opinião alheia pare de te machucar. Você tá no caminho certo, não duvide do seu processo! Se quiser conversar mais sobre isso no consultório, fico à disposição.
Olá! Pelo seu relato, é possível perceber que você já evoluiu bastante. O fato de hoje conseguir interagir com mais tranquilidade demonstra um progresso importante. A recuperação da ansiedade social não significa deixar de ser uma pessoa mais reservada, mas sim que o medo e a insegurança deixam de limitar a sua vida. Os comentários das outras pessoas podem incomodar, especialmente quando há uma história de bullying, mas eles não definem quem você é nem anulam sua evolução. Se esse sofrimento ainda persiste, a psicoterapia pode ajudá-la a fortalecer a autoestima e desenvolver um sentimento maior de pertencimento. Fico à disposição caso deseje conversar mais profundamente sobre essa questão em consulta. Graciele Teixeira Ruurs Psicóloga – CRP 06/123117
Olá! Antes de tudo, gostaria de destacar algo importante: pelo que você descreve, houve uma evolução significativa. Você saiu de uma situação em que se sentia muito travada para conseguir trabalhar diariamente e perceber que a ansiedade diminuiu. Isso mostra que você desenvolveu recursos para enfrentar uma situação que antes era muito difícil. Os comentários das outras pessoas podem ser dolorosos, principalmente quando há uma história de timidez e bullying. É compreensível que eles despertem dúvidas sobre sua evolução. No entanto, sentir-se incomodada com esses comentários não significa que você "voltou à estaca zero" ou que não esteja melhorando. Outro ponto importante é que ser uma pessoa mais reservada não é, por si só, um problema. O objetivo do tratamento não é transformar alguém extrovertido, mas permitir que a pessoa se expresse de forma mais livre, sem que o medo ou a ansiedade determinem suas escolhas. Em relação à ansiedade social, a melhora costuma ser percebida quando ela deixa de limitar sua vida. Isso significa conseguir agir de acordo com seus objetivos, mesmo que ainda exista algum desconforto em determinadas situações. Com o tempo, muitas pessoas também aprendem a lidar de forma mais saudável com opiniões e comentários dos outros, sem que eles definam seu valor ou sua identidade. Como você menciona também uma sensação de não pertencimento e uma história de bullying, acredito que seria interessante conversar sobre isso em psicoterapia. Um acompanhamento pode ajudá-la a fortalecer sua autoconfiança e compreender como essas experiências influenciam a forma como você se percebe hoje.
Estar em um trabalho onde você faz interações constantes com as pessoas já demonstra o quão corajosa você é. Pela perspectiva da psicanálise, cuidar da ansiedade não significa deixar de ser uma pessoa mais reservada, mas viver essa característica com menos sofrimento e menos medo do julgamento. Talvez não deva falar em cura, simplesmente porque não há nada a ser curado. O fato não é ser diferente de quem você é mas entender melhor o que você é, e assim conquistar a liberdade que merece. Possivelmente, com o passar do tempo os comentários sobre você ser tímida irão perdendo a importância e passará a ouvi-los com naturalidade.
Olá, seu relato tem várias camadas, a timidez que já parecia te atrapalhar, o bullying que piorou tudo, a entrada na vida adulta e o desafio de se expor e por fim os comentários a respeito de seu modo de ser no mundo. Tudo está relacionado e embora de fato possa não ser um transtorno não deixa de ser algo que te trás sofrimento e que precisa de tratamento. Embora os comentários alheios nunca possam sessar, a forma como você lida com eles certamente pode mudar e deixar de ser um sofrimento. Te recomendo fortemente que busque psicoterapia para que você possa encontrar suas respostas e se libertar desse sofrimento. Melhoras!
Estar se recuperando da ansiedade social não significa transformar-se numa pessoa expansiva, falante ou indiferente aos comentários dos outros. Você pode continuar sendo tímida, séria ou mais reservada. O ponto principal é saber se isso representa uma escolha ou se acontece porque o medo impede você de agir como gostaria. Pelo que descreveu, existe uma evolução real. No início, a ansiedade fazia você se sentir travada e tornava o trabalho muito difícil. Hoje, depois de seis meses, você consegue interagir melhor e sente menos ansiedade. Comentários como “você não fala” podem despertar antigas lembranças de bullying e fazer você desconsiderar tudo o que já conquistou, mas a opinião dos outros não é uma medida confiável do seu progresso. Pergunte a si mesma: consigo falar quando preciso? Consigo atender as pessoas, fazer perguntas, expressar opiniões e permanecer nas situações mesmo sentindo algum desconforto? Estou deixando de fazer coisas importantes por medo de julgamento? Essas respostas dizem mais sobre sua recuperação do que ser vista como quieta. A sensação de não pertencimento também pode ter sido fortalecida pelas experiências de exclusão. Diante dela, tente observar fatos atuais, em vez de assumir que o passado está se repetindo. Curar-se, nesse contexto, não é nunca mais sentir ansiedade. É deixar de organizar sua vida em torno dela, confiar mais na própria percepção e não precisar mudar sua personalidade para merecer espaço entre as pessoas.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.







