Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles? Eu também tenho a sensação de não pertencimento O que de fato é está se curando?
131 respostas
O processo de superação e adaptação que você viveu nos últimos meses é admirável e merece ser reconhecido com muito carinho. Sair de um histórico de timidez profunda, marcado por experiências dolorosas de bullying na infância, e encarar o desafio diário de trabalhar no atendimento ao público exige uma coragem imensa. Perceber que, em seis meses como operadora de caixa, a sua ansiedade diminuiu e o diálogo com as pessoas ficou mais fluido é a prova concreta do seu progresso. Você deu passos gigantescos, e celebrar essa evolução é fundamental. A dúvida sobre estar "se curando" surge muitas vezes porque construímos a ideia irreal de que progredir significa mudar totalmente de personalidade e virar uma pessoa extrovertida. A verdade é que a introversão e o jeito mais reservado são traços legítimos de quem você é, e não um defeito a ser corrigido. Ouvir que você é "séria" ou "quieta" reflete apenas a expectativa ou o estilo dos outros, e não uma falha na sua caminhada. Sentir essa cobrança dói e gera a sensação de não pertencimento porque toca em feridas antigas de rejeição, mas esses comentários alheios não anulam a vitória que é conseguir falar e se posicionar quando você deseja. "Estar se curando" não é deixar de ser quieta para agradar ao ambiente, mas sim conquistar a liberdade de ser você mesma com tranquilidade, sem que o medo ou a ansiedade paralisem a sua vida. Sou Daniele Barros, psicóloga com mais de 12 anos de experiência, e com base na minha atuação na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), gostaria de te convidar a olhar para a sua jornada com muito mais acolhimento e menos autocobrança. Na TCC, a psicoterapia oferece um espaço seguro, ético e livre de julgamentos para você compreender o seu próprio funcionamento e fortalecer a sua autoimagem, aprendendo a diferenciar traços da sua personalidade natural do que é a ansiedade social. No consultório, trabalhamos juntos na construção de estratégias práticas para desarmar o impacto dos comentários externos, fortalecendo a sua segurança interna para que as expectativas alheias não façam você duvidar do seu valor. A psicoterapia te ajuda a resgatar a sensação de pertencimento e a desenvolver ferramentas para impor limites saudáveis, permitindo que você conviva com as pessoas no seu próprio ritmo. Curar-se é aprender a se respeitar, acolher a sua forma de ser e ocupar o seu espaço no mundo com leveza, paz e orgulho de cada etapa vencida. Daniele Barros, Psicóloga TCC - CRP 09/008628 | Equipe Espaço Único
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Oie. Antes de tudo, eu quero te dizer uma coisa, pelo que você contou, eu não vejo alguém que não evoluiu. Eu vejo alguém que fez algo muito difícil. Você cresceu sendo tímida, sofreu bullying, evitava interações e, mesmo assim, hoje trabalha como operadora de caixa, um trabalho que exige contato constante com pessoas. E você mesma percebe que, em seis meses, a ansiedade diminuiu. Isso já mostra que houve mudança. O problema é que, muitas vezes, a nossa mente mede a evolução pelo que os outros falam. Se alguém comenta que você é séria ou quieta, parece que tudo o que você conquistou desaparece. Mas será que desapareceu mesmo? Você pode continuar sendo uma pessoa mais reservada e, ainda assim, não sofrer com ansiedade social. Ser quieta não é um defeito, assim como ser extrovertida não é uma obrigação. E sobre os comentários, talvez a pergunta não seja "Como faço para que parem de dizer isso?", porque isso está fora do seu controle. Talvez a pergunta seja: "Como faço para que esses comentários deixem de definir quem eu sou?". Estar se recuperando não significa nunca mais sentir desconforto ou nunca mais ouvir esse tipo de comentário. Significa que eles passam a ter cada vez menos poder sobre você. Quanto ao sentimento de não pertencimento, ele é muito comum em pessoas que passaram anos se sentindo julgadas ou rejeitadas. Quando isso acontece por muito tempo, a gente pode começar a acreditar que sempre está "deslocado", mesmo quando existem sinais de que é aceito. Então, eu te faria uma pergunta. Se hoje você consegue conversar mais, trabalhar, enfrentar situações que antes pareciam impossíveis, por que a sua mente escolhe acreditar mais em um comentário sobre você ser quieta do que em todas as evidências da sua evolução?
Antes de tudo, quero dizer que o que você descreve mostra algo muito importante: você enfrentou uma situação que antes era extremamente difícil e, mesmo com medo e ansiedade, permaneceu nela. Isso já é um sinal de evolução. Pelo que você contou, a timidez faz parte da sua história desde a infância e foi intensificada pelas experiências de bullying. É compreensível que isso tenha deixado marcas na forma como você se relaciona com as pessoas. Mas perceba que, em apenas seis meses de trabalho, você já nota que está menos ansiosa e consegue interagir melhor. Isso merece ser reconhecido. Sobre os comentários de que você é "séria", "quieta" ou "fala pouco": eles podem machucar porque acabam tocando em uma insegurança que você já carrega há muito tempo. Porém, é importante lembrar que o comentário de alguém não define quem você é nem mede a sua evolução. Algumas pessoas são naturalmente mais reservadas, e isso não é um problema. Curar-se da ansiedade social não significa necessariamente se tornar uma pessoa extrovertida ou fazer com que ninguém mais faça comentários. Significa que o medo deixa de comandar suas escolhas. Você passa a conseguir falar quando deseja, participar quando faz sentido para você e aceitar que nem todo mundo vai interpretar sua personalidade da forma que você gostaria. Então, quando alguém diz que você é quieta, talvez a pergunta mais importante seja: "Eu estou em silêncio porque escolhi ou porque o medo me impediu de falar?" Se foi uma escolha, não há nada de errado nisso. Se foi o medo, isso apenas mostra um ponto que ainda pode ser trabalhado, sem apagar todo o caminho que você já percorreu. Quanto à sensação de não pertencimento, ela também pode estar relacionada às experiências difíceis que você viveu no passado. Muitas pessoas que sofreram rejeição ou bullying acabam desenvolvendo a expectativa de que nunca serão aceitas. Essa sensação pode diminuir à medida que você constrói relações mais seguras e fortalece a forma como enxerga a si mesma. Por fim, "estar se curando" não é deixar de sentir ansiedade para sempre. É perceber que ela já não controla a sua vida como antes. É conseguir fazer coisas que antes pareciam impossíveis, confiar mais em si mesma e entender que você não precisa mudar a sua essência para ser aceita. Pela sua mensagem, eu vejo muito mais sinais de progresso do que de estagnação. Continue olhando para o quanto você já conquistou, em vez de medir sua evolução apenas pelos comentários dos outros.
Pelo que você descreve, me parece que você já conseguiu avançar bastante. Você mesma reconhece que, no início do trabalho, se sentia muito mais ansiosa e travada e que, hoje, as interações acontecem de uma forma diferente. Talvez seja importante olhar para essa evolução a partir da sua própria experiência, e não apenas pelos comentários das outras pessoas. Ninguém melhor do que você para perceber o quanto precisou se esforçar para chegar até aqui. Os comentários podem continuar existindo, muitas vezes porque refletem uma expectativa do outro sobre como você "deveria" ser, e não necessariamente quem você é. Isso não significa que você não esteja evoluindo. Talvez o desafio seja compreender quais comentários fazem sentido acolher e quais dizem mais sobre a percepção de quem os faz do que sobre você. Se essa ansiedade social tem causado sofrimento ou limitações na sua vida, a psicoterapia também pode ajudá-la a fortalecer essa confiança em si mesma e construir uma relação mais tranquila com as situações sociais. "Se curar" não significa necessariamente deixar de ser uma pessoa mais quieta ou nunca mais ouvir esse tipo de comentário, mas sim conseguir viver de uma forma mais livre, sem que a ansiedade determine as suas escolhas ou faça você duvidar constantemente da própria evolução.
O que você conta mostra uma mudança concreta: você permaneceu no trabalho, enfrentou as interações e percebeu que a ansiedade diminuiu. Os comentários dos outros não apagam esse percurso. Eles incomodam porque tocam numa experiência antiga de exclusão e fazem você duvidar do lugar que conquistou. Ser quieta não é um problema. O sofrimento começa quando o medo impede você de falar, se aproximar ou se posicionar. Melhorar não significa tornar-se expansiva. Significa poder falar quando deseja, permanecer em silêncio sem se esconder e não permitir que o olhar dos outros decida quem você deve ser.
Olá! Pelo que você descreve, você evoluiu bastante. O fato de ainda se incomodar com alguns comentários não significa que você não esteja melhorando. Superar a ansiedade social não é deixar de ser uma pessoa mais quieta, mas conseguir se relacionar sem que o medo da opinião dos outros controle sua vida. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente para reduzir esse impacto e fortalecer a autoconfiança. Sou psicóloga, atuo com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Atendo on-line brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Espero ter ajudado!
Que bom que você buscou esse espaço para refletir. Quero reforçar que o seu progresso nos últimos 6 meses é enorme. Sair de um histórico de bullying e timidez na infância para encarar o atendimento ao público como operadora de caixa exige muita coragem, e a diminuição da ansiedade mostra a sua capacidade de adaptação. Para responder diretamente às suas dúvidas: * Sentir desconforto não anula a sua evolução: É natural incomodar-se com comentários que rotulam o seu jeito, mesmo após tanto esforço para superar barreiras. * O que é "evoluir"? Não significa mudar a sua essência introvertida para se tornar extrovertida, mas sim aprender a respeitar o seu ritmo, expressar-se com autenticidade e não deixar que a opinião alheia defina o seu valor. A sensação de não pertencimento muitas vezes surge ao tentar se encaixar em um padrão que não é o seu. * Como lidar com os comentários: Responda de forma assertiva e neutra (ex.: "Eu sou mais reservada mesmo, mas estou bem"). Isso estabelece um limite simples sem que você precise se justificar. * Foque na sua régua interna: Meça sua caminhada olhando para onde você estava há 6 meses, e não pela expectativa dos outros. A psicoterapia (como a Terapia Cognitivo-Comportamental) pode ser um ótimo suporte para fortalecer a sua autoconfiança e refinar estratégias de comunicação assertiva. Continue respeitando o seu jeito e celebrando as suas conquistas!
Maravilhosas suas perguntas , pois contam que você pensa muito sobre você.... E posso te dizer que isso é meio caminho andado para que vc ingresse em um tratamento e se desenvolva muito tbmpenso que o que vc chama de timidez e que lhe causa mal estar a vida inteira é uma inibição diante de coisas e situações que vc deseja muito ,e que isso pode ser tratado em um trabalho analítico bem conduzido!! Torço muito para que você procure ajuda pois pensar sozinha não trata e falar e ser ouvida com direcionamento para um tratamento sim, pode causar efeitos surpreendentes em vc.
O que você relata mostra um processo de mudança acontecendo. A melhora da ansiedade não significa que você deixará de ser uma pessoa reservada, mas que poderá se relacionar sem ser dominada pelo medo do julgamento do outro. Na perspectiva psicanalítica, o objetivo não é transformar quem você é, mas permitir que você viva suas relações com mais liberdade. Comentários sobre você ser séria ou quieta podem tocar marcas antigas de rejeição e bullying, fazendo com que situações simples sejam sentidas como confirmação de que existe algo errado com você. Porém, ser mais tranquila ou reservada não é um problema; a questão é compreender se o silêncio vem de uma escolha ou do medo de ser rejeitada. O fato de você ter permanecido em um trabalho com tantas interações e perceber uma redução da ansiedade já demonstra uma mudança importante, mostrando que você está construindo mais confiança para ocupar espaços sendo quem você é.
Olá. Pelo seu relato, você já apresenta sinais de evolução. No início do trabalho, a ansiedade dificultava muito as interações e, hoje, você percebe que consegue se comunicar melhor. Isso é um indicativo de progresso. Os comentários das outras pessoas podem gerar insegurança, mas não significam que você não esteja melhorando. Superar a ansiedade social não é deixar de ser uma pessoa mais quieta, e sim conseguir se relacionar sem que o medo limite sua vida. Espero ter ajudado.
Olá! Pelo que você descreve, parece que houve uma evolução importante nos últimos seis meses. No início do trabalho, você se sentia muito ansiosa e travada nas interações e, atualmente, percebe que consegue se comunicar melhor e que a ansiedade diminuiu. Isso é um dado importante e merece ser reconhecido. Uma coisa que pode estar acontecendo é você estar confundindo redução da ansiedade social com deixar de ser uma pessoa tímida ou quieta. São coisas diferentes. Ser uma pessoa mais reservada, falar menos ou não ter vontade de conversar o tempo todo não significa necessariamente que exista um problema. A questão é perceber se você consegue escolher como quer agir ou se sente que precisa evitar interações por medo, vergonha ou preocupação excessiva com a avaliação dos outros. Por isso, quando alguém diz que você é "séria", "quieta" ou que "não fala", talvez seja útil perguntar a si mesma: "Eu realmente estou insatisfeita com a maneira como me comporto ou estou me sentindo pressionada porque outra pessoa acha que eu deveria ser diferente?" Essa diferença é muito importante. Você também relata que sofreu bullying e passou boa parte da infância e adolescência se fechando socialmente. Experiências assim podem contribuir para que comentários sobre a maneira como você se comporta tenham um peso maior, despertando pensamentos como "será que estou fazendo algo errado?", "será que não estou evoluindo?" ou "será que as pessoas não gostam de mim?". Portanto, talvez exista uma história de experiências sociais negativas que ainda esteja influenciando a forma como você interpreta essas situações. A melhora da ansiedade social também não significa necessariamente que você nunca mais ficará desconfortável diante de comentários ou que todas as pessoas deixarão de perceber você como uma pessoa reservada. O objetivo não precisa ser transformar sua personalidade. Muitas vezes, é conseguir viver de acordo com aquilo que você considera importante, mesmo quando existe desconforto ou quando outras pessoas fazem avaliações sobre você. Nesse sentido, "se curar" não significa necessariamente deixar de ser tímida, falar mais ou se tornar extremamente comunicativa. Pode significar conseguir conversar quando deseja, colocar limites, participar de situações sociais importantes e construir vínculos sem que o medo da avaliação dos outros determine constantemente suas escolhas. A sensação de não pertencimento também merece atenção. Ela pode estar relacionada às experiências anteriores de rejeição e bullying, mas também pode ser trabalhada na terapia, especialmente para diferenciar a necessidade legítima de conexão da ideia de que você precisa mudar quem é para ser aceita. Uma pergunta que talvez ajude seja: "Se ninguém estivesse avaliando minha personalidade, eu gostaria de falar mais ou estou satisfeita com a quantidade de interação que tenho?". Se você perceber que gostaria de se expressar mais, pode trabalhar isso gradualmente. Se perceber que é simplesmente uma pessoa mais reservada, também não há necessidade de transformar essa característica em um problema. Portanto, pelo que você relata, sentir algum desconforto diante desses comentários não significa que você esteja regredindo ou que não esteja melhorando. A própria redução da ansiedade que você percebe no trabalho já é um sinal relevante de mudança. A psicoterapia pode ajudar justamente nesse processo: não necessariamente para fazer você deixar de ser quem é, mas para desenvolver maior liberdade para escolher como quer se relacionar com as pessoas, sem que o medo de julgamento, as experiências passadas ou a necessidade de corresponder às expectativas alheias controlem sua vida. Espero ter ajudado. Rodrigo Vieira Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
Olá! Creio que a sua timidez pode ser em parte pela sua história pregressa com sua família e sua escola. Mas esse retraimento pode ser algo além de um mecanismo de defesa, mas a manifestação uma característica intrínseca de sua personalidade. Resumindo, talvez sejas uma pessoa introvertida - alguém que recarrega suas energias quando sozinha e refletindo e que gasta essas energias no convívio com outras pessoas. A maioria das pessoas no Ocidente (principalmente o Brasil) são o contrário, extrovertidas - gastam suas energias em esforços individuais e se recarregam no convívio com outros. Ser introvertido não impede que desenvolvas habilidades de comunicação e interação social, mas que esse aprendizado deve ser equilibrado com uma rotina que inclua momentos de recarga. Pra mais detalhes, vamos conversar?
Olá! Obrigada por compartilhar sua experiência. Pelo que você descreve, é possível perceber o quanto você já enfrentou situações difíceis, como a timidez desde a infância e o bullying, e ainda assim conseguiu permanecer no trabalho e notar uma redução da ansiedade ao longo desses seis meses. Isso já é um sinal importante de evolução. Os comentários das outras pessoas podem ser muito dolorosos, especialmente quando tocam em inseguranças antigas. No entanto, eles não são uma medida confiável do seu progresso. Ser uma pessoa mais reservada não significa, necessariamente, que exista um problema. Cada pessoa tem um jeito próprio de se relacionar. Quanto à "cura", muitas vezes ela não significa deixar de ser quieta ou nunca mais ouvir esse tipo de comentário. Em geral, significa que essas situações passam a ter menos impacto na sua vida: você consegue agir de acordo com seus valores, se expressar quando deseja e sofre menos com o medo da avaliação dos outros. É possível continuar sendo uma pessoa mais introvertida e, ao mesmo tempo, viver com segurança e bem-estar. A sensação de não pertencimento e a dúvida constante sobre si mesma também podem estar relacionadas às experiências que você viveu no passado e merecem ser compreendidas com mais profundidade. Se esse sofrimento ainda está presente ou interfere na sua qualidade de vida, uma avaliação psicológica pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo e a desenvolver estratégias específicas para você. Fico à disposição caso queira agendar um atendimento.
Antes de tudo, quero dizer que o que você descreve mostra algo muito importante: você evoluiu!! Antes você se sentia travada e extremamente ansiosa, e hoje consegue trabalhar, interagir e percebe que a ansiedade diminuiu, isso é um sinal de progresso. Uma coisa que costuma gerar muita confusão é acreditar que "se curar" da ansiedade social significa se tornar uma pessoa extrovertida ou nunca mais ouvir comentários como "você é muito quieta". Mas timidez, introversão e ansiedade social não são a mesma coisa. Sobre os comentários, eles podem despertar inseguranças antigas, principalmente quando você viveu experiências como o bullying. Isso não significa que você voltou à estaca zero. Muitas vezes significa apenas que essas falas ainda tocam uma ferida que está em processo de cicatrização. Quando pensamos em melhora, um bom parâmetro não é "nunca mais vou sentir isso", mas sim: "Hoje eu consigo fazer coisas que antes a ansiedade me impedia?" Pelo que você contou, a resposta parece ser sim. Se um dia alguém disser que você é quieta e isso não definir seu valor, não impedir você de viver sua vida e nem fizer você abandonar quem é para agradar os outros, provavelmente você estará vivendo uma relação muito mais saudável com a ansiedade. A verdadeira melhora não é deixar de ser você, é conseguir ser quem você é, com mais liberdade e menos medo.
Ser uma pessoa quieta, séria ou reservada não significa estar doente. A ansiedade social aparece quando o medo de julgamento provoca sofrimento, bloqueios, evitação ou prejuízos na rotina. Melhorar não significa se tornar extrovertida nem deixar de ouvir comentários sobre falar pouco. Significa conseguir se expressar, participar e fazer escolhas sem ser dominada pelo medo. Comentários como “você é muito quieta” podem reativar inseguranças antigas, especialmente após experiências de bullying, mas não apagam sua evolução. Se hoje você consegue trabalhar, interagir e enfrentar situações que antes pareciam impossíveis, isso já mostra mudança. A psicoterapia ajuda a fortalecer essa percepção, lidar com críticas e construir pertencimento sem abandonar sua personalidade.
Olá! Que bom que você compartilhou isso comigo. A primeira coisa que quero te dizer é: sentir tudo isso não significa que você não esteja se curando. Você mesma percebeu que evoluiu muito nesses 6 meses de caixa, e isso é um progresso enorme! A verdade é que as nossas maiores fontes de ansiedade estão nas nossas relações. Ter passado por bullying e isolamento na infância faz a nossa mente aprender que as pessoas são uma ameaça, o que pode gerar esse medo do julgamento, a fobia social e essa sensação horrível de não pertencer. O pico de ansiedade que você sentiu no início do trabalho é super natural, porque entrar num ambiente de muita exposição assusta mesmo. Para que a ansiedade seja considerada um transtorno, ela precisa gerar um prejuízo real, um sofrimento intenso que te paralise no dia a dia. A timidez, por outro lado, é só o seu jeito. E sabe o que é "se curar"? Não é virar uma pessoa super extrovertida ou fazer os outros pararem de falar. Se curar é parar de duvidar de si mesma só porque alguém disse que você é "quieta". É entender que ser mais reservada é o seu temperamento, e não um defeito. Se você já fala o que quer e faz o seu trabalho, o comentário do outro fala mais sobre a expectativa dele do que sobre você. Na terapia, a gente investiga essas marcas do passado para que a sua relação com os outros fique cada vez mais leve e para que a opinião alheia pare de te machucar. Você tá no caminho certo, não duvide do seu processo! Se quiser conversar mais sobre isso no consultório, fico à disposição.
Olá! Pelo seu relato, é possível perceber que você já evoluiu bastante. O fato de hoje conseguir interagir com mais tranquilidade demonstra um progresso importante. A recuperação da ansiedade social não significa deixar de ser uma pessoa mais reservada, mas sim que o medo e a insegurança deixam de limitar a sua vida. Os comentários das outras pessoas podem incomodar, especialmente quando há uma história de bullying, mas eles não definem quem você é nem anulam sua evolução. Se esse sofrimento ainda persiste, a psicoterapia pode ajudá-la a fortalecer a autoestima e desenvolver um sentimento maior de pertencimento. Fico à disposição caso deseje conversar mais profundamente sobre essa questão em consulta. Graciele Teixeira Ruurs Psicóloga – CRP 06/123117
Olá! Antes de tudo, gostaria de destacar algo importante: pelo que você descreve, houve uma evolução significativa. Você saiu de uma situação em que se sentia muito travada para conseguir trabalhar diariamente e perceber que a ansiedade diminuiu. Isso mostra que você desenvolveu recursos para enfrentar uma situação que antes era muito difícil. Os comentários das outras pessoas podem ser dolorosos, principalmente quando há uma história de timidez e bullying. É compreensível que eles despertem dúvidas sobre sua evolução. No entanto, sentir-se incomodada com esses comentários não significa que você "voltou à estaca zero" ou que não esteja melhorando. Outro ponto importante é que ser uma pessoa mais reservada não é, por si só, um problema. O objetivo do tratamento não é transformar alguém extrovertido, mas permitir que a pessoa se expresse de forma mais livre, sem que o medo ou a ansiedade determinem suas escolhas. Em relação à ansiedade social, a melhora costuma ser percebida quando ela deixa de limitar sua vida. Isso significa conseguir agir de acordo com seus objetivos, mesmo que ainda exista algum desconforto em determinadas situações. Com o tempo, muitas pessoas também aprendem a lidar de forma mais saudável com opiniões e comentários dos outros, sem que eles definam seu valor ou sua identidade. Como você menciona também uma sensação de não pertencimento e uma história de bullying, acredito que seria interessante conversar sobre isso em psicoterapia. Um acompanhamento pode ajudá-la a fortalecer sua autoconfiança e compreender como essas experiências influenciam a forma como você se percebe hoje.
Estar em um trabalho onde você faz interações constantes com as pessoas já demonstra o quão corajosa você é. Pela perspectiva da psicanálise, cuidar da ansiedade não significa deixar de ser uma pessoa mais reservada, mas viver essa característica com menos sofrimento e menos medo do julgamento. Talvez não deva falar em cura, simplesmente porque não há nada a ser curado. O fato não é ser diferente de quem você é mas entender melhor o que você é, e assim conquistar a liberdade que merece. Possivelmente, com o passar do tempo os comentários sobre você ser tímida irão perdendo a importância e passará a ouvi-los com naturalidade.
Olá, seu relato tem várias camadas, a timidez que já parecia te atrapalhar, o bullying que piorou tudo, a entrada na vida adulta e o desafio de se expor e por fim os comentários a respeito de seu modo de ser no mundo. Tudo está relacionado e embora de fato possa não ser um transtorno não deixa de ser algo que te trás sofrimento e que precisa de tratamento. Embora os comentários alheios nunca possam sessar, a forma como você lida com eles certamente pode mudar e deixar de ser um sofrimento. Te recomendo fortemente que busque psicoterapia para que você possa encontrar suas respostas e se libertar desse sofrimento. Melhoras!
Estar se recuperando da ansiedade social não significa transformar-se numa pessoa expansiva, falante ou indiferente aos comentários dos outros. Você pode continuar sendo tímida, séria ou mais reservada. O ponto principal é saber se isso representa uma escolha ou se acontece porque o medo impede você de agir como gostaria. Pelo que descreveu, existe uma evolução real. No início, a ansiedade fazia você se sentir travada e tornava o trabalho muito difícil. Hoje, depois de seis meses, você consegue interagir melhor e sente menos ansiedade. Comentários como “você não fala” podem despertar antigas lembranças de bullying e fazer você desconsiderar tudo o que já conquistou, mas a opinião dos outros não é uma medida confiável do seu progresso. Pergunte a si mesma: consigo falar quando preciso? Consigo atender as pessoas, fazer perguntas, expressar opiniões e permanecer nas situações mesmo sentindo algum desconforto? Estou deixando de fazer coisas importantes por medo de julgamento? Essas respostas dizem mais sobre sua recuperação do que ser vista como quieta. A sensação de não pertencimento também pode ter sido fortalecida pelas experiências de exclusão. Diante dela, tente observar fatos atuais, em vez de assumir que o passado está se repetindo. Curar-se, nesse contexto, não é nunca mais sentir ansiedade. É deixar de organizar sua vida em torno dela, confiar mais na própria percepção e não precisar mudar sua personalidade para merecer espaço entre as pessoas.
O fato de estar conseguindo se sentir menos ansiosa no trabalho é um ganho muito importe, lembre-se as pessoas terão um apercepção ao seu respeito a partir do que elas enxergam, mas não deve de forma alguma pegar essas informações e usa-las como maneira de medir os seus progressos pessoais. Veja bem pode acontecer de pessoas vitimas de bullying serem mais reservadas como uma maneira de se proteger, com isso um receio muito grande que venha acontecer novamente, são camadas profundas que precisam ser olhadas com cuidado para você, para a maneira como você se vê e quais são as suas crenças a respeito de si mesma.
Olá! Primeiro, quero te dizer que obrigada por compartilhar um pouco da sua história. Enquanto eu lia seu relato, uma coisa ficou muito evidente: você já caminhou muito mais do que consegue enxergar. Você contou que, quando começou a trabalhar como operadora de caixa, se sentia extremamente ansiosa, travada e que as interações eram muito difíceis. Hoje, seis meses depois, você percebe que consegue conversar mais, que a ansiedade diminuiu e que já lida muito melhor com as pessoas. Isso não acontece por acaso. É um sinal de que você tem enfrentado os seus medos, mesmo que ainda existam momentos difíceis. Ao mesmo tempo, faz muito sentido que comentários como "você é séria", "você é quieta" ou "você fala pouco" mexam tanto com você. Quando crescemos sendo muito tímidos e, principalmente, quando passamos por experiências de bullying, é comum desenvolver uma sensibilidade maior ao julgamento dos outros. Às vezes, um comentário que para outra pessoa seria apenas uma observação acaba despertando dúvidas como: "Será que eu realmente melhorei?" ou "Será que tem algo de errado comigo?". Mas existe uma diferença importante entre **ser uma pessoa mais reservada** e **viver presa pela ansiedade social**. Curar a ansiedade não significa, necessariamente, se tornar uma pessoa extrovertida ou nunca mais ouvir comentários sobre ser quieta. Significa que o medo deixa de comandar suas escolhas. Você passa a falar quando quer falar, consegue se posicionar, cria vínculos e vive sua vida com mais liberdade, mesmo continuando com um jeito mais tranquilo, se essa for a sua personalidade. Pelo que você escreveu, uma frase me chamou bastante atenção: **"Eu acredito que tenho falado o que quero falar."** Isso é muito significativo. Talvez a sua evolução esteja justamente aí. O problema não parece ser falar pouco, mas sentir que precisa corresponder à expectativa dos outros sobre como você "deveria" ser. A sensação de não pertencimento que você também mencionou merece um olhar cuidadoso. Muitas pessoas que viveram rejeição ou bullying carregam, por muito tempo, a impressão de que estão sempre "fora do lugar", mesmo quando são aceitas. Essa sensação pode permanecer mesmo depois que a ansiedade diminui, porque ela está ligada às experiências que marcaram a forma como você passou a se enxergar. O que chamamos de "cura" não costuma ser o desaparecimento completo da ansiedade ou dos pensamentos inseguros. Na maioria das vezes, ela acontece quando esses sentimentos deixam de controlar a sua vida. Você ainda pode sentir um desconforto diante de um comentário, mas ele não define mais quem você é, nem apaga tudo o que você já conquistou. Acredito que esse seja um momento muito interessante para você iniciar um processo terapêutico. Não porque você não tenha evoluído — pelo contrário, você já evoluiu bastante —, mas porque agora existe a oportunidade de fortalecer a forma como você se vê, para que a sua autoestima não dependa tanto da opinião das outras pessoas. Seria um prazer caminhar com você nesse processo. Em sessão, podemos compreender melhor como essas experiências do passado ainda influenciam sua vida hoje, trabalhar essa sensação de não pertencimento e construir uma relação mais gentil e segura consigo mesma, para que você consiga reconhecer sua própria evolução com mais confiança. "Você não precisa fazer esse caminho sozinha."
Olá! Pelo que você descreve, é possível perceber que você já evoluiu bastante. No início do trabalho, as interações eram muito difíceis e hoje você consegue conversar melhor e sente menos ansiedade. Isso mostra que houve progresso, mesmo que ainda existam desafios. Os comentários sobre você ser "quieta" ou "séria" podem ser desconfortáveis, mas não significam que você não esteja melhorando. Cada pessoa tem um jeito de se comunicar, e ser mais reservada não é um problema. O objetivo do tratamento não é transformar alguém em extrovertido, mas permitir que a pessoa consiga se relacionar sem que o medo ou a ansiedade limitem sua vida. Curar-se da ansiedade social não significa nunca mais sentir ansiedade ou deixar de ouvir comentários. Significa que esses comentários deixam de definir quem você é e de controlar suas escolhas. Você passa a agir de acordo com seus valores, mesmo sentindo algum desconforto. A sensação de não pertencimento também pode estar relacionada às experiências de bullying e à timidez vividas ao longo da vida. A psicoterapia pode ajudar a ressignificar essas experiências, fortalecer a autoestima e desenvolver uma visão mais realista sobre si mesma e sobre a forma como acredita ser vista pelos outros. O mais importante é comparar quem você é hoje com quem era há seis meses, e não com uma ideia de como "deveria" ser. Esse costuma ser um sinal muito mais fiel da sua evolução. Você não precisa passar por isso sozinha...procure ajuda!
Olá, tudo bem? Sinto muito por todas essas vivências dificeis na sua infância. Fico feliz que você sinta que você tem feito progresso com sua timidez. Esses comentários são desconfortáveis para pessoas tímidas por serem muito confusos quanto até onde são conselhos/tentativas de ajuda ou crítica diretas. É importante entender que você não deve justificativas às pessoas. Foque no seu próprio processo. Acredito que você poderia se beneficiar de uma psicoterapia nesse processo curativo, caso tenha interesse, pode entrar em contato.
É importante que você percebeu que quer falar. Em um acompanhamento psicológico com um profissional você vai ser escutada sobre tudo que quiser falar, e poderá elaborar melhor sobre sua sensação de não pertencimento.
O que você relata mostra algo muito importante: apesar da ansiedade inicial, conseguiu permanecer no trabalho e, aos poucos, construir novas formas de se relacionar. Isso indica um movimento psíquico significativo, independentemente de ainda existirem momentos de desconforto. Pela perspectiva psicanalítica, a questão nem sempre é deixar de ser tímida ou passar a falar mais, mas compreender o lugar que essa timidez ocupa na sua história. Você menciona ter vivido bullying e ter se fechado para se proteger. Muitas vezes, formas de funcionamento que surgem como defesa continuam presentes mesmo quando o contexto já mudou, e é natural que levem tempo para serem ressignificadas. Os comentários de que você é "séria" ou "quieta" parecem tocar algo que vai além da situação atual: eles despertam dúvidas sobre quem você é e sobre o seu valor. Vale a pena perguntar: por que a opinião do outro ganha tanto peso? O que esses comentários fazem você sentir sobre si mesma? Essas questões costumam ser mais relevantes do que os comentários em si. "Curar-se" da ansiedade social não significa necessariamente tornar-se uma pessoa extrovertida ou deixar de receber esse tipo de observação. Também não significa que os outros deixarão de projetar expectativas sobre como alguém "deveria" ser. Em muitos casos, o processo terapêutico leva a uma relação mais livre com essas expectativas, permitindo que você seja mais fiel ao seu próprio modo de existir, sem que isso provoque tanto sofrimento. O sentimento de não pertencimento também merece ser escutado, pois frequentemente está relacionado às experiências precoces de exclusão e às marcas deixadas pelos vínculos importantes da vida. Em análise, esse sentimento pode ser compreendido em sua singularidade, em vez de apenas combatido. Seu relato sugere que houve evolução. O fato de ainda se incomodar com certos comentários não significa que você "não esteja se curando", mas pode indicar que ainda existem aspectos da sua história que pedem elaboração. O objetivo não é apagar quem você é, mas ampliar sua liberdade para viver de acordo com seus próprios desejos, e não apenas em resposta ao olhar do outro.
Olá. Tudo bem? Bom, respondo da minha perspectiva psicológica, que pode te fazer sentido ou não: primeiramente, todo comportamento é aprendido e situado no tempo e espaço. Se você lembra de alguma coisinha do ensino médio, pode se lembrar de uma função y = ax+b. A parte "ax+b" nós chamamos de "lei de formação da função". É o que define a regra do jogo. Comportamentos são bem análogos a funções. Existe uma regra pela qual você aprende a ser tímida, a se isolar, a ficar ansiosa, etc. Você pode, entretanto, aprender a lidar com eles de outras formas. Por exemplo: sua percepção de ser quieta se associa à experiência negativa do bullying pois foi assim que aprendeu a se defender, então não tem como ouvir essa frase como se não fosse nada, é um condicionamento simples, todo mundo passa por isso e é isso que faz com que sobrevivamos no mundo. Agora, dado que você está em outro contexto, precisa associar à essa palavra "séria", "quieta" novas experiências, entende? Psicoterapia é necessário por isso, pra você colocar estímulos, ambientes, reflexões que competem com a sua própria autopercepção de si. Cura é uma palavra meio distante de como trabalho, mas com certeza você pode deslocar sua ansiedade social. Pode aprender a enfrentar comentários desagradáveis, aprender a xingar (por que não? "se eles são mau, noiz é mau também" já dizia o meme). É preciso se expor a seus objetivos, o que pensa da vida, quer pertencer a quem ou a que? Por que se preocupa com o progresso e evolução? Eu não tenho nenhuma resposta pronta, como todo psicólogo chato, mas são perguntas necessárias para você achar seus caminhos. Abraços!
Olá, o que você precisa pensar é isso realmente me incomoda ou estou preocupado com o que vão pensar de mim? Se for isso até que ponto me é importante e porque a opinião, validação do outro me impacta tanto? Reflita sobre isso.
Boa tarde, obrigado pela pergunta! Primeiro, me simpatizo com a situação. Lidar com ansiedade social, bullying e ansiedade nessa fase da vida é complexo. Mas perceba que você fez evoluções, consegue se sentir menos ansiosa, consegue desempenhar seu trabalho, estar com pessoas. A ideia de "curar" é algo que gostaria de conversar mais sobre: não sei se partimos da ideia de estou 100% curada de algo e se sentir essa ansiedade novamente "perdi" minha "cura". Podemos pensa como possibilidade, em algum momento você só tinha a possibilidade de se sentir ansiosa nesses cenários, hoje em dia - graças a sua evolução, você consegue se sentir confortável nesses cenários. Mas não necessariamente essa ansiedade será excluída, ela ainda é uma possibilidade, ela ainda pode aparecer. Até por que se sentir ansioso diante de pessoas, diante de um outro te observando é parte da experiência humana! Podemos fazer vários avanços a partir disso, mas seria muito extenso para o que essa resposta tem objetivo de cumprir. Apenas não perca de vista que é possível se sentir melhor com essa questão e você está fazendo isso.
Sua evolução em 6 meses no trabalho prova sua coragem! A ansiedade diminuiu porque você enfrentou o medo. "Cura" na ansiedade social não é virar extrovertida ou imune a comentários, mas sim não se paralisar. Ser quieta pode ser apenas seu temperamento (introversão), e está tudo bem. Os comentários dos outros dizem mais sobre eles do que sobre a sua evolução — responda de forma neutra ("sou mais reservada mesmo") e siga em frente. A psicoterapia (como a Terapia Cognitivo-Comportamental) ajuda a fortalecer a autoestima e validar suas conquistas.
Olá! Pelo seu relato, é possível perceber que houve mudanças importantes ao longo desse período. Nele, nota-se que a ansiedade e a timidez faziam com que você travasse e que, diante da sua própria percepção, houve melhora. Isso merece ser reconhecido como uma evolução. Diante dos comentários que despertam insegurança, especialmente quando existe uma história de bullying e dificuldades de interação na infância, é comum que experiências anteriores influenciem a forma como interpretamos o que os outros dizem. É importante ressaltar que o fato de você ser uma pessoa mais reservada não significa que não esteja evoluindo. Cada pessoa possui seu próprio jeito de se relacionar, e melhorar a ansiedade não significa, necessariamente, tornar-se uma pessoa mais expansiva ou comunicativa. Você pode comparar a pessoa que era antes, com menos interação e pouco contato externo, com a pessoa que está se tornando agora, considerando os avanços que você mesma consegue perceber, em vez de utilizar apenas as expectativas dos outros como parâmetro para avaliar sua evolução. Pelo que você trouxe no seu relato, me parece que existem outras questões que merecem ser exploradas, como a sensação de não pertencimento. Essa experiência pode estar relacionada às vivências anteriores e à forma como elas ainda impactam sua percepção de si mesma e das relações que estabelece. Caso faça sentido para você e esse sofrimento persista, um acompanhamento psicológico pode ajudá-la a compreender melhor essas vivências, fortalecer sua autoconfiança e desenvolver estratégias para lidar com essas situações, sem permitir que a opinião dos outros determine a forma como você percebe a si mesma. Espero que isso possa lhe ajudar!
O que você descreve sugere que houve uma evolução importante. A melhora na ansiedade social não significa deixar de ser uma pessoa mais reservada, mas conseguir se relacionar com mais segurança e menos sofrimento. Comentários sobre você ser quieta podem despertar inseguranças, mas não anulam seu progresso. A psicoterapia pode ajudá-la a fortalecer a autoestima, reduzir a autocrítica e desenvolver um maior senso de pertencimento!
Olá! Pelo que você descreve, é importante destacar que você **já está evoluindo**. No início do trabalho a ansiedade era muito intensa e hoje você consegue interagir com mais naturalidade. Isso mostra que houve progresso. Os comentários de que você é "quieta" ou "séria" podem tocar em feridas antigas, principalmente por causa do bullying que você sofreu. Isso não significa que você não esteja melhorando. Além disso, ser uma pessoa mais reservada não é um problema. O objetivo do tratamento da ansiedade social não é transformar alguém em extrovertido, mas permitir que a pessoa consiga viver sua vida com mais liberdade, sem que o medo da avaliação dos outros a impeça de agir. Curar-se não significa nunca mais ouvir comentários ou nunca mais sentir ansiedade. Significa que essas situações deixam de controlar sua vida e de definir quem você é. Se esse sofrimento ainda é frequente ou limita seu dia a dia, a psicoterapia pode ajudar a fortalecer sua autoestima e a reduzir o impacto dessas experiências na forma como você se percebe.
Percebo que você está lidando com a sua ansiedade e isso é muito bom. Compreendo que comentários sobre a forma como você é possam tocar em uma parte sensível da sua vida. No entanto, acredito que você já não seja mais aquela pessoa que sofreu bullying. Hoje, você dispõe de outros recursos, tanto que está trabalhando, enfrentando desafios.... Se esses questionamentos continuarem causando sofrimento ou interferindo na sua qualidade de vida, vale a pena buscar psicoterapia. Esse pode ser um espaço para compreender melhor o que está acontecendo, dar novos significados às suas experiências e fortalecer o seu autossuporte.
Pelo que você descreve, você já está mostrando sinais de evolução. No início do trabalho, a ansiedade era muito intensa e as interações pareciam quase impossíveis. Hoje, seis meses depois, você percebe que consegue se comunicar melhor e se sente menos travada. Isso é um indicativo de que você está enfrentando seus medos e ganhando confiança. Os comentários de que você é "quieta" ou "séria" podem machucar porque lembram experiências antigas de timidez e rejeição. No entanto, eles não significam que você não esteja melhorando. Ser mais reservada faz parte da personalidade de muitas pessoas e não precisa desaparecer para que você esteja "curada". Na ansiedade social, a melhora não é deixar de ser quieta ou nunca mais ouvir esse tipo de comentário, mas conseguir viver de acordo com seus valores sem que o medo controle suas escolhas. Com o tempo, a tendência é que essas opiniões tenham cada vez menos impacto sobre você. Curar-se é confiar mais em quem você é do que na forma como os outros a descrevem.
Sinto muito por ter sofrido com falta de entendimento por parte das pessoas. Fico feliz que de alguma forma vc está conseguindo se soltar mais, apesar de difícil fará muito bem pra vc Se tiver oportunidade, se escreva num curso de teatro, pode ser benéfico E procure ajuda de um profissional Boa sorte
Pelo que você descreveu, já houve uma evolução importante. Conseguir trabalhar em um cargo com contato constante com o público e perceber que a ansiedade diminuiu são sinais de progresso. Superar a ansiedade social não significa deixar de ser uma pessoa mais reservada. Timidez e introversão fazem parte da personalidade e não precisam ser "curadas". O objetivo do tratamento é que o medo deixe de limitar sua vida e que comentários dos outros tenham menos impacto sobre a forma como você se enxerga. A sensação de não pertencimento e a preocupação excessiva com a avaliação alheia também podem ser trabalhadas na psicoterapia. Com o tempo, a tendência é que você confie mais e quem é, sem precisar mudar sua personalidade para atender às expectativas dos outros.
Olá! Antes de tudo, quero reconhecer o quanto você já caminhou. Às vezes, quando estamos vivendo uma dificuldade há muito tempo, tendemos a enxergar apenas o que ainda falta, e deixamos de perceber o quanto já mudou. Pelo que você descreve, há seis meses você começou um trabalho que inicialmente despertava muita ansiedade e sensação de travamento. Hoje você consegue interagir melhor e percebe que a ansiedade diminuiu. Isso é um indicador importante de transformação. Na abordagem sistêmica, entendemos que ninguém se desenvolve isoladamente. Nossa forma de nos relacionarmos foi construída ao longo da vida, nas experiências que tivemos com a família, na escola, com amigos e em outros contextos. Você conta que cresceu sendo muito tímida e que sofreu bullying. Experiências assim podem ensinar uma pessoa, ainda que sem perceber, que é mais seguro se calar, observar antes de agir ou evitar se expor. Essas estratégias fizeram sentido em algum momento da sua história. Quando hoje alguém diz que você é “muito séria” ou “muito quieta”, é possível que esse comentário encontre uma história antiga dentro de você, e por isso tenha tanto peso. Talvez ele não fale apenas sobre quem você é hoje, mas toque em memórias e crenças construídas ao longo dos anos. Por isso, vale se perguntar: esses comentários realmente descrevem quem eu sou hoje ou despertam antigas inseguranças? Também é importante lembrar que ser uma pessoa mais reservada não é um problema. Existe uma diferença entre ser introvertida e viver limitada pela ansiedade. A questão não é falar muito ou pouco, mas ter liberdade para escolher. Se você consegue conversar quando deseja, expressar suas opiniões e desempenhar seu trabalho com mais tranquilidade, isso já mostra um ganho importante. Sobre a cura, gosto de pensar que ela não significa deixar de sentir desconforto ou nunca mais ouvir comentários. Ela significa que essas experiências deixam de controlar sua vida. É possível que algumas pessoas continuem percebendo você como mais quieta, porque esse pode ser um traço do seu jeito. A diferença é que isso deixa de definir seu valor ou impedir que você se relacione da forma que deseja. A sensação de não pertencimento também merece atenção. Muitas pessoas que viveram rejeição ou bullying passam a acreditar que precisam mudar para serem aceitas. Na terapia, buscamos justamente construir relações nas quais a pessoa possa experimentar pertencimento sendo ela mesma, e não apenas quando corresponde às expectativas dos outros. Por fim, eu deixaria uma pergunta para sua reflexão: quando você pensa na mulher que era há seis meses e compara com quem é hoje, você consegue reconhecer o quanto ela precisou ser corajosa para chegar até aqui? Às vezes, a evolução acontece de forma tão gradual que só conseguimos percebê-la quando olhamos para trás. Continue valorizando os pequenos avanços. Eles costumam ser os sinais mais consistentes de que um processo de transformação está acontecendo.
O fato de você ter vindo buscar uma resposta já mostra uma postura muito importante: você está observando a si mesma, reconhecendo as dificuldades e tentando entender como seguir em frente. Esse costuma ser um dos primeiros passos de qualquer processo de mudança. Pelo que você descreve, sua história faz bastante sentido. Você cresceu sendo muito tímida, sofreu bullying e acabou aprendendo, como forma de proteção, a se fechar mais nas relações. Depois, escolheu justamente um trabalho que exige contato constante com pessoas. Isso exige muita coragem e, pelo seu relato, parece que você conseguiu avançar bastante nesses últimos seis meses. Uma reflexão que considero importante é que as relações humanas dificilmente funcionam em extremos. Muitas pessoas que sofreram por serem muito tímidas acabam acreditando que só estarão "curadas" quando deixarem de ser vistas como quietas. Mas talvez esse não seja o melhor parâmetro. Existe uma diferença entre ser uma pessoa naturalmente mais reservada e viver limitada pela ansiedade. Também fiquei pensando nos comentários que você recebe. As pessoas do trabalho conheceram você recentemente e, para elas, você pode realmente parecer mais séria ou mais quieta. Isso não significa, necessariamente, que exista algo errado ou que você não tenha evoluído. Muitas vezes, é apenas a percepção delas sobre alguém que fala menos do que a média. Existe outro aspecto que costuma acontecer quando estamos tentando mudar. Quando nos abrimos para experimentar comportamentos novos, também ficamos mais vulneráveis ao olhar dos outros. É como se a opinião das pessoas ganhasse mais peso justamente porque estamos prestando muita atenção em como estamos nos saindo. Por isso, mudar exige coragem. Se você desistisse, voltasse a se isolar e evitasse novas interações, talvez sofresse menos com esses comentários por um tempo. Mas também deixaria de conquistar tudo o que já conseguiu até aqui. O desconforto faz parte do caminho da mudança, não significa que ela não esteja acontecendo. Talvez o mais importante seja observar o efeito que esses comentários têm em você. Hoje, eles fazem você duvidar da própria evolução. Isso é diferente de significarem que você não evoluiu. Quando alguém diz "você é muito quieta", você consegue pensar: "sim, sou mais reservada, mas estou muito melhor do que antes"? Ou automaticamente sente que voltou à estaca zero? Aprender a fazer essa diferenciação costuma ser uma parte importante do processo terapêutico. Você também perguntou o que significa, de fato, estar se curando. Na minha compreensão, não significa deixar de ouvir comentários ou se transformar em uma pessoa extremamente comunicativa. Significa que esses comentários deixam de definir quem você é. Você passa a conseguir escolher quando falar, quando ficar em silêncio e quando se posicionar, sem que isso seja determinado pelo medo ou pela ansiedade. Outra coisa que chamou minha atenção foi você mencionar a sensação de não pertencimento. Muitas pessoas que sofreram bullying acabam carregando essa impressão para outros ambientes, mesmo quando as pessoas atuais não estão rejeitando elas. Por isso, vale a pena refletir: hoje você realmente não pertence aos lugares ou, muitas vezes, ainda espera ser tratada da mesma forma que foi no passado? Essa diferença costuma ser muito importante. Pelo que você descreveu, eu teria bastante cuidado para não medir sua evolução apenas pelo olhar dos outros. O fato de você reconhecer que hoje conversa mais, interage melhor e sente menos ansiedade talvez seja um indicador muito mais confiável do que a opinião de alguém que a conheceu há poucos meses. As mudanças costumam acontecer aos poucos, e aprender a confiar mais naquilo que você percebe sobre si mesma faz parte desse processo de fortalecimento.
Olá, como vai ? Pelo que você relata, já houve uma mudança importante: situações que antes geravam muita ansiedade e faziam você se sentir travada hoje parecem mais possíveis de enfrentar. Isso é um sinal relevante de evolução. Melhorar da ansiedade social não significa necessariamente deixar de ser uma pessoa mais quieta ou nunca mais se incomodar com comentários. Esses comentários podem tocar justamente em uma história em que ser tímida e se sentir diferente trouxe sofrimento. Por isso, ainda incomodarem não significa que você não esteja evoluindo. A terapia pode ajudar a pessoa a conseguir se relacionar e se posicionar com mais liberdade, sem que o medo da avaliação dos outros determine tanto o que você faz.
Olá! Antes de tudo, quero destacar um aspecto muito importante do seu relato: apesar da ansiedade e da timidez, você permaneceu no trabalho e percebe que, após seis meses, as interações ficaram mais fáceis. Isso sugere que houve progresso. A recuperação da ansiedade social não significa, necessariamente, deixar de ser uma pessoa mais reservada. Timidez, introversão e transtorno de ansiedade social são conceitos diferentes. É possível ser uma pessoa quieta e, ainda assim, ter uma vida social satisfatória, sem que isso represente um problema. Os comentários sobre você ser "séria" ou "quieta" podem despertar inseguranças, principalmente quando já houve experiências de bullying. Nesses momentos, é comum que antigas crenças sobre si mesma sejam reativadas, levando à dúvida sobre a própria evolução. No entanto, sentir-se incomodada com esses comentários não significa que você não esteja melhorando. Em psicoterapia, costuma-se entender que a "cura" não é a ausência completa de ansiedade ou de desconforto. Em muitos casos, ela está relacionada à capacidade de viver de acordo com os próprios valores, mesmo que algum grau de ansiedade ainda exista. Se antes você evitava situações sociais e hoje consegue trabalhar, conversar e permanecer no ambiente apesar do desconforto, isso já pode ser um sinal de mudança. A sensação de não pertencimento também merece atenção, pois pode estar relacionada às experiências que você viveu no passado e à forma como passou a enxergar a si mesma. Esse é um tema que pode ser explorado com profundidade na psicoterapia. Se esses sentimentos continuam causando sofrimento ou limitando sua vida, buscar acompanhamento psicológico pode ajudá-la a fortalecer a autoestima, ressignificar experiências passadas e desenvolver uma relação mais segura consigo mesma, independentemente da opinião das outras pessoas.
Bom dia, a sua forma de ser é reservada. E isso é seu. Claro que já houveram progressos porém, ainda assim volta a se sentir com o comportamento antigo. Veja, ninguém tem direito a julga lá. Pois está dando ouvidos a comentários externos. Ouça mais a si mesma e só assim poderá evoluir de verdade. Procure se valorizar e aumentar sua auto estima. Isso acontece quando tem segurança interna. Ninguém melhor do que você para se reconhecer pelo lado bom. Os outros não importam quando você se reconhece com seus valores dados por vc mesma. Ajuda psicanalítica apoia e acolhe. Pode ser um bom caminho. Se veja de forma melhor e principalmente se valorize. Estou a disposição! Abraços
Olá! Um pouquinho de ansiedade ou preocupação em situações de cobrança é normal, porém se isso estiver te gerando muito sofrimento ou atrapalhando nas situações de trabalho, amigos, lazer e outras coisas, é recomendável fazer uma consulta com um psicólogo para entender melhor essa situação. Algumas situações do dia a dia podem treinar o nosso comportamento, por exemplo, estar em um trabalho em que você fala com muitas pessoas pode ajudar a se expressar melhor. Porém, o que você sente quando ouve um comentário ou esse jeito de ser, mais fechada, pode ser interessante ser trabalhado em psicoterapia. Espero ter ajudado na sua jornada!
Olá! Antes de tudo, quero dizer que a sua mensagem demonstra algo muito importante: você consegue perceber as mudanças que aconteceram ao longo desses seis meses. Isso é um sinal de evolução. Pelo que você descreve, no início do trabalho a ansiedade era intensa e fazia com que você se sentisse travada. Hoje, apesar de ainda sentir desconforto em algumas situações, você consegue interagir muito mais. Isso mostra que você ampliou sua capacidade de enfrentar situações que antes eram muito difíceis. Sobre os comentários de que você é "séria", "quieta" ou "fala pouco", vale lembrar que eles dizem respeito à percepção das outras pessoas, não necessariamente à realidade. Ser uma pessoa mais reservada não é um defeito e nem significa que exista algo errado com você. O sofrimento costuma surgir quando começamos a acreditar que precisamos corresponder às expectativas dos outros para sermos aceitos. Curar-se da ansiedade social não significa, necessariamente, tornar-se uma pessoa extrovertida ou deixar de ouvir esse tipo de comentário. Significa que esses comentários passam a ter menos poder sobre você. Você deixa de definir seu valor a partir do olhar do outro e consegue agir de acordo com quem você é, mesmo sentindo algum desconforto. A sensação de não pertencimento que você menciona também merece atenção, especialmente porque você relata ter vivido bullying e dificuldades de interação durante a infância e adolescência. Essas experiências podem deixar marcas na forma como percebemos a nós mesmos, nas relações e no lugar que acreditamos ocupar no mundo. Felizmente, essas marcas podem ser compreendidas e ressignificadas ao longo da vida. A psicoterapia costuma ser uma grande aliada nesse processo. Ela oferece um espaço seguro para compreender a origem desses sentimentos, fortalecer a autoestima e construir formas mais saudáveis de se relacionar consigo mesma e com os outros. Com o tempo, muitas pessoas percebem que não precisam deixar de ser quem são para viver relações mais leves e satisfatórias. Continue observando sua própria trajetória, em vez de compará-la com a expectativa das outras pessoas. Uma pergunta que pode ajudá-la é: "Hoje consigo fazer coisas que antes a ansiedade me impedia de fazer?" Pelo seu relato, a resposta parece ser sim. Isso não significa que o caminho terminou, mas mostra que você já está caminhando. Se o sofrimento persistir ou continuar interferindo na sua qualidade de vida, procure um psicólogo para uma avaliação. Você não precisa enfrentar esse processo sozinha. A ansiedade social pode ser trabalhada, e é possível desenvolver mais segurança nas relações sem abrir mão da sua essência.
Imagino o quanto isso deve estar sendo difícil para você. Quando começamos a perceber sintomas de ansiedade, é muito comum buscarmos explicações e, sem perceber, ficarmos ainda mais atentos ao nosso corpo e aos possíveis sinais de que algo ruim pode acontecer. Isso pode acabar aumentando as crises e fazendo com que sair de casa se torne cada vez mais assustador. A boa notícia é que esse ciclo pode ser trabalhado em terapia. Aos poucos, você pode aprender a compreender melhor o que acontece com você, lidar com os pensamentos e sensações da ansiedade e recuperar sua segurança para voltar a fazer as coisas que antes faziam parte da sua rotina. Como você já está utilizando escitalopram e ainda apresenta crises, também seria importante conversar com o psiquiatra que acompanha você para contar como tem se sentido. Não interrompa ou altere a medicação por conta própria. E, principalmente, não pense que você precisa enfrentar isso sozinho(a). A terapia pode ser um espaço seguro para entender o que está acontecendo e construir esse caminho de volta à sua rotina.
Uma coisa muito importante no seu relato é que você mesma percebeu uma evolução: há seis meses essas situações eram muito mais difíceis e hoje você consegue interagir melhor. Isso é um dado importante sobre o seu progresso.Melhorar de uma dificuldade social não significa necessariamente se transformar em uma pessoa extremamente comunicativa, extrovertida ou que nunca mais ficará ansiosa. Você pode continuar sendo uma pessoa mais quieta e, ao mesmo tempo, ter desenvolvido mais liberdade para falar, se posicionar e participar quando realmente deseja. Comentários como “você é muito séria” ou “você não fala” podem acabar funcionando como uma espécie de cobrança: “Será que eu deveria ser diferente?”. Mas ser mais reservada não é, por si só, um problema. A questão é entender se você está quieta porque escolheu ficar quieta ou porque gostaria de falar, mas o medo, a ansiedade ou a preocupação com a avaliação dos outros impedem você. Essa diferença é muito importante. E “se curar” da ansiedade social não significa necessariamente nunca mais sentir desconforto ou nunca mais ouvir comentários. Significa, entre outras coisas, conseguir se relacionar e viver de acordo com aquilo que é importante para você sem que o medo da avaliação dos outros determine suas escolhas. A sensação de não pertencimento também pode ser trabalhada em terapia, especialmente considerando suas experiências anteriores de bullying e isolamento. Seu progresso não deixa de existir porque você ainda sente algumas dificuldades.
Olá! Pelo que você relata, existe uma evolução muito importante: algo que há 6 meses era extremamente difícil hoje está mais confortável. Isso mostra que você está desenvolvendo recursos para lidar com situações que antes geravam muita ansiedade. E “se curar” da ansiedade social não significa necessariamente deixar de ser uma pessoa quieta, tímida ou mais reservada. Essas podem ser características suas. A questão é quando a ansiedade impede você de fazer o que gostaria. Os comentários sobre você ser séria ou falar pouco podem incomodar, mas não precisam definir quem você é nem apagar a sua evolução. Você pode ser uma pessoa mais quieta e, ainda assim, se comunicar, criar vínculos e ocupar seu espaço. Talvez o objetivo não seja fazer com que todos parem de perceber ou comentar sobre o seu jeito, mas fazer com que esses comentários tenham cada vez menos poder sobre você. E a sensação de não pertencimento também pode ser trabalhada, principalmente entendendo o quanto as experiências de bullying contribuíram para essa percepção. Então, talvez “estar se curando” seja menos sobre deixar de sentir ansiedade e mais sobre perceber que ela não controla mais suas escolhas e sua vida como antes. E, pelo que você contou, você já começou esse processo.
Pela forma como você conta a sua história, fica claro que houve uma mudança importante. Você entrou em um trabalho que antes despertava muita ansiedade e, seis meses depois, percebe que consegue interagir com muito mais naturalidade. Isso mostra que algo já está diferente. Os comentários que você recebe podem acabar reativando antigas inseguranças, principalmente quando, por muitos anos, você foi vista ou tratada de uma determinada maneira. Mas é importante lembrar que ser uma pessoa mais reservada não é, por si só, um problema. Talvez a pergunta não seja "quando vou deixar de ser quieta?", mas "o quanto esses comentários ainda definem a forma como eu me vejo?". A psicoterapia pode ajudá-la justamente a fortalecer essa percepção de si, para que sua autoestima dependa menos da opinião dos outros e mais da confiança na própria trajetória. Curar-se não significa deixar de ser quem você é, mas viver com mais liberdade e menos sofrimento diante dessas experiências.
Não há nada de errado em ser introvertida. Para aprender como lidar e fortalecer sua autoestima, procure um psicólogo.
O fato de você ainda ouvir comentários sobre ser quieta ou séria não significa que não esteja evoluindo. Pelo contrário: conseguir trabalhar, interagir e perceber redução da ansiedade após 6 meses mostra uma adaptação importante. Na ansiedade social, “melhorar” não significa necessariamente deixar de ser tímida ou falar mais. O objetivo é reduzir o medo e a evitação, para que você consiga agir de acordo com sua vontade, mesmo sentindo algum desconforto. Comentários como “você é quieta” podem ativar inseguranças antigas, principalmente pela sua história de bullying. Mas ser mais reservada é uma característica, não necessariamente um problema. A recuperação envolve conseguir pensar: “Eu sou mais quieta, e tudo bem. Não preciso mudar minha
O que você trouxe é muito importante, principalmente porque você mesma já consegue reconhecer uma mudança significativa: há seis meses, as interações no trabalho eram muito difíceis e hoje você percebe que consegue se relacionar melhor e que a ansiedade diminuiu. Isso já diz bastante sobre o seu processo. Pela perspectiva das Terapias Contextuais, talvez possamos olhar para a ideia de “me curar da ansiedade social” de uma maneira um pouco diferente. O objetivo não precisa ser deixar de ser tímida, tornar-se uma pessoa mais falante ou fazer com que os outros parem de perceber você como séria ou quieta. Também não precisamos interpretar o surgimento da ansiedade como uma prova de que você voltou para trás. Podemos pensar em algo como: “Estou conseguindo viver e agir de acordo com o que é importante para mim, mesmo quando a ansiedade, a timidez ou o medo do julgamento aparecem?” Os comentários das pessoas podem despertar pensamentos como “será que eu não evoluí?”, “estão me julgando” ou “eu deveria falar mais”. E talvez uma parte importante do trabalho seja aprender a perceber esses pensamentos sem necessariamente tratá-los como verdades ou como ordens que você precisa seguir. Você também trouxe algo muito interessante: acredita que tem falado aquilo que gostaria de falar. Então podemos investigar: eu realmente quero falar mais ou estou sentindo que deveria falar mais para corresponder à expectativa das outras pessoas? São coisas diferentes. Ser uma pessoa mais reservada não é, por si só, um problema. O problema pode estar quando a timidez e o medo do julgamento começam a restringir aquilo que você gostaria de viver, fazer ou construir. Nesse sentido, “melhorar” talvez não seja nunca mais sentir ansiedade ou nunca mais ouvir comentários. Pode ser desenvolver maior liberdade para escolher como agir, mesmo quando esses comentários aparecem. Você pode continuar sendo uma pessoa mais quieta e, ainda assim, conseguir conversar, se posicionar, criar vínculos e participar das situações que são importantes para você. E sobre essa sensação de não pertencimento, acho que ela merece bastante espaço no processo. Podemos explorar de onde ela vem, como ela aparece atualmente e o que você entende como “pertencer”. Talvez o caminho não seja tentar eliminar imediatamente essa sensação, mas construir experiências de conexão e pertencimento enquanto aprende a lidar com o desconforto que pode aparecer nesse caminho. Então, em vez de perguntarmos apenas “como faço para parar de sentir isso?”, podemos começar a perguntar: “Que tipo de pessoa eu quero ser nas minhas relações e na minha vida, mesmo quando a ansiedade ou o medo do julgamento aparecem?” É a partir daí que podemos construir mudanças mais consistentes.
Aprender a conviver com os comentários e responde los, pois estão falando sobre você e ninguém melhor do que você própria para se expor. Perceba que você se superou bastante neste 6 meses e então responder: que bom que vc percebeu que sou quieta, tímida , etc é entender que este é o seu jeito neste momento de lidar com as relações e não impede de vc conquistar seus objetivos na vida . Pessoas são diferentes e precisamos respeitar sempre
Cada pessoa tem um jeito, uma personalidade. Você gostaria de ser mais extrovertida ou quer mudar somente por uma pressão social?
Você não necessita da validação dos outros e sim da sua própria validação. Comemore a sua melhora. Ainda, não é obrigada a interagir mais do que consegue. Cada pessoa tem uma história de vida e sua própria identidade Pode fazer terapia, se trabalha na caixa tem inclusive plano saúde caixa e pode obter este atendimento por plano. Forte abraço.
Primeiro, quero reconhecer o quanto isso está pesado. Depressão, pânico e dificuldade de sair de casa ao mesmo tempo é uma combinação que esgota de verdade. O que você descreve sobre as pesquisas tem um nome: é o que chamamos de ruminação informacional. Você busca respostas para aliviar a ansiedade, mas cada coisa que lê gera mais sintomas, mais medo, mais pesquisa. O ciclo se alimenta sozinho e vai ficando cada vez mais difícil de sair. Uma coisa concreta para começar: pare as pesquisas sobre sintomas agora. Não porque a informação seja errada, mas porque ela está sendo processada por um cérebro em estado de alarme, e nesse estado o cérebro filtra tudo para o lado mais ameaçador. A mesma informação que seria neutra num momento tranquilo vira catastrófica quando você está ansioso. Sobre reverter o que você leu, o caminho não é encontrar pesquisas mais positivas para substituir. O que funciona é ir desconfirmando os medos aos poucos na prática, com pequenas exposições graduais ao que você está evitando. Sair alguns metros de casa, depois um pouco mais, com apoio de alguém de confiança se precisar. O corpo aprendendo que consegue tolerar o desconforto é mais poderoso do que qualquer leitura. Você mencionou que não consegue fazer terapia online. Existe alguma barreira específica nisso? Pergunto porque a terapia presencial com foco em ansiedade e pânico, especialmente a TCC, tem resultado muito sólido exatamente para o que você está vivendo. Vale muito tentar esse caminho quando for possível. Os medicamentos precisam de tempo para fazer efeito completo. Continue com o acompanhamento psiquiátrico e comunique tudo que está sentindo ao seu médico, incluindo a piora após as pesquisas. Você está no caminho certo ao buscar ajuda. Acompanhe no Instagram para mais conteúdos como esse: @psi.thessing
Pelo que você descreve, há um dado importante que talvez esteja ficando pequeno diante da sua autocobrança: você percebe que, em seis meses, consegue interagir melhor, sente menos ansiedade e está mais à vontade no trabalho. Isso já indica mudança, mesmo que você ainda se sinta tímida ou desconfortável em algumas situações. Ser uma pessoa mais quieta ou reservada não é, por si só, um problema e não significa que exista um transtorno de ansiedade social. Para compreender se há um quadro clínico, seria necessário avaliar aspectos como intensidade do medo, sofrimento, evitação e o quanto isso interfere na sua vida. Os comentários de outras pessoas, como “você é muito séria” ou “você não fala”, podem tocar justamente em uma parte da sua história que já foi muito cobrada e machucada. Por isso, talvez o comentário não seja apenas um comentário para você: ele pode acabar sendo interpretado como uma espécie de prova de que você “ainda não melhorou”. E não precisa ser assim. Melhorar da ansiedade social não significa necessariamente se tornar extrovertida, falar muito ou nunca mais ouvir alguém dizer que você é quieta. Significa, entre outras coisas, ter mais liberdade para participar quando deseja, conseguir se expressar sem ser dominada pelo medo, reduzir comportamentos de evitação e não precisar modificar sua personalidade apenas para corresponder às expectativas das outras pessoas. Você pode continuar sendo uma pessoa reservada e, ainda assim, estar muito mais segura socialmente. Talvez uma pergunta importante seja: “Eu estou deixando de fazer ou dizer coisas que gostaria por medo, ou estou apenas sendo do meu jeito?”. Essa diferença ajuda bastante a separar timidez de uma limitação provocada pela ansiedade. A sensação de não pertencimento e sua história de bullying também merecem ser compreendidas com cuidado, porque experiências repetidas de rejeição podem influenciar a forma como passamos a interpretar nosso lugar nos grupos e o olhar das outras pessoas. Em vez de medir sua evolução pela quantidade de comentários que recebe, tente observá-la pela quantidade de liberdade que você vem conquistando. O objetivo não é nunca mais sentir ansiedade, mas fazer com que ela deixe de decidir por você.
Olá! Primeiro, quero te dizer que aquilo que você contou mostra uma evolução muito importante. Você começou em um trabalho novo enfrentando bastante ansiedade, sentindo-se travada e, depois de seis meses, percebe que consegue interagir melhor e que essa ansiedade diminuiu. Isso é um sinal de que você já vem desenvolvendo recursos para lidar com situações que antes eram muito difíceis. Também é importante diferenciar timidez, traços de personalidade e ansiedade social. Ser uma pessoa mais quieta ou séria não significa, por si só, ter um transtorno ou estar “doente”. O objetivo da terapia não seria transformar você em uma pessoa extrovertida, mas ajudá-la a conseguir se posicionar, interagir e participar das situações que são importantes para você sem ser tão dominada pelo medo ou pela ansiedade. Os comentários das pessoas podem ativar pensamentos como: “Será que eu não estou evoluindo?”, “Será que tem algo errado comigo?” ou “Preciso falar mais para ser aceita?”. Na TCC, podemos trabalhar justamente essa relação entre situação, pensamento, emoção e comportamento, para que a opinião dos outros não determine a forma como você enxerga a si mesma. E não, sentir ansiedade ou ficar incomodada com esses comentários não significa que você voltou para trás ou que não está melhorando. Evolução não é nunca mais sentir ansiedade. É conseguir fazer aquilo que é importante para você mesmo quando ela aparece, além de aprender a lidar melhor com esses pensamentos. Talvez “se curar” não seja deixar de ser quieta ou fazer com que ninguém mais diga que você é séria. Pode ser chegar ao ponto de pensar: “Eu sou mais reservada, e tudo bem. Posso falar quando tenho vontade e também posso aprender a me posicionar quando preciso. A opinião do outro não define quem eu sou.” E essa sensação de não pertencimento também pode ser trabalhada, especialmente considerando suas experiências anteriores de bullying e de isolamento. Podemos compreender de onde ela vem e construir, aos poucos, uma relação mais segura com você mesma e com as outras pessoas. Se você quiser, podemos trabalhar tudo isso em psicoterapia e entender melhor o que está por trás dessa ansiedade e dessa sensação de não pertencimento. Gostaria de marcar uma consulta para conversarmos melhor sobre isso?
Olá! Pelo que você relata, já existe uma mudança importante: você conseguiu permanecer em uma situação que inicialmente era muito difícil e, ao longo desses seis meses, percebeu redução da ansiedade e mais facilidade para interagir. Isso também é evolução. Ser uma pessoa mais quieta ou tímida não significa, por si só, que exista um transtorno ou que você não esteja melhorando. A questão principal é o quanto a ansiedade limita sua vida e o quanto você consegue agir de acordo com aquilo que deseja, mesmo quando ela aparece. Os comentários sobre você ser séria ou falar pouco podem acabar tocando em uma insegurança antiga, especialmente considerando as experiências que você viveu na escola. Mas o fato de alguém perceber você como mais quieta não significa que você esteja regredindo. Você não precisa se tornar uma pessoa extrovertida para superar a ansiedade social. Talvez a “cura” não seja deixar de sentir qualquer desconforto ou fazer com que as pessoas parem de fazer comentários, mas conseguir se relacionar de uma forma mais livre, sem sentir que precisa mudar quem você é para ser aceita. É poder falar quando quiser, ficar em silêncio quando preferir, participar das interações e lidar melhor com a possibilidade de não agradar ou não se encaixar o tempo todo. E essa sensação de não pertencimento também merece ser olhada com carinho. Podemos trabalhar justamente essa relação entre as experiências que você viveu, a forma como passou a enxergar a si mesma e o medo do julgamento. Se sentir que essas questões ainda interferem na sua vida, a psicoterapia pode ajudá-la a compreender melhor esse processo e desenvolver mais segurança nas relações. Fico à disposição caso queira conversar.
Olá! Pelo que você conta, você já teve uma evolução muito importante nesses 6 meses. E sentir ansiedade ou ficar incomodada com esses comentários não significa que você não esteja melhorando. Se “curar” da ansiedade social não significa necessariamente deixar de ser quieta ou tímida, mas conseguir se relacionar com mais liberdade, sem se cobrar para ser diferente de quem você é. Podemos trabalhar também essa sensação de não pertencimento e a forma como esses comentários afetam você. Minha agenda está aberta e você pode agendar diretamente pelo meu perfil aqui no Doctoralia.
A timidez não é um defeito, é uma característica da sua personalidade, e, aparentemente, não impede você de viver sua vida, o real problema é como você recebe os comentários externos. A fala dos outros sobre você pode estar atingindo uma parte sua que já está fragilizada por outras questões do passado. Se quiser se aprofundar nessas questões, estou aqui. Sem julgamentos e sem pressa.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. Você não está “regredindo” nem “falhando”. O que você sente é uma mistura de timidez, história de bullying e ansiedade social leve. O fato de você ter melhorado no trabalho em apenas 6 meses é um sinal enorme de evolução. Comentários como “você é quieta” não significam que você está pior, significam que as pessoas estão descrevendo seu estilo, não sua doença. Curar ansiedade social não significa virar extrovertida; significa conseguir viver sua vida sem sofrimento. Você pode continuar sendo quieta e ainda assim estar curada. A sensação de não pertencimento é comum em quem cresceu tímido, mas ela diminui quando você aprende a validar sua própria forma de existir, sem tentar se encaixar em um padrão social que não é seu. Atenciosamente, Fernando Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
Olá! O que você descreve me parece importante justamente porque mostra uma diferença entre estar mais à vontade nas relações e deixar de ser uma pessoa tímida ou mais reservada. Você conta que, há seis meses, começou um trabalho que inicialmente despertava muita ansiedade, sentia-se travada e tinha dificuldade nas interações. Hoje consegue perceber que está melhor, que a ansiedade diminuiu e que consegue falar o que deseja. Isso, por si só, já diz bastante sobre um processo de mudança. Talvez seja importante não colocar a sua evolução como uma espécie de “cura” que precisa resultar em uma nova versão sua: alguém extrovertida, falante e que nunca mais se sente desconfortável diante dos outros. Ser quieta, séria ou falar menos não é, por si só, um sintoma. A questão é o quanto isso limita a sua possibilidade de estar com o outro e de sustentar aquilo que você deseja dizer. Inclusive, existe algo interessante no que você relata: você diz “eu acredito que tenho falado o que quero falar”, mas, quando alguém comenta que você é séria, quieta ou que não fala, você começa a duvidar da própria percepção. Talvez seja justamente aí que valha a pena olhar com mais cuidado. Na psicanálise, podemos pensar que o olhar e a fala do outro têm um peso importante na constituição de como nos percebemos. Depois de uma história marcada por timidez e bullying, talvez determinados comentários atuais encontrem algo de uma experiência anterior: a sensação de que existe uma maneira “correta” de ser para conseguir pertencer, ser aceita ou não ser alvo do outro. Então talvez a questão não seja simplesmente “como faço para parar de ser quieta?”, mas também: por que ser percebida como quieta passa a significar, para mim, que há algo errado comigo? Você não precisa necessariamente deixar de ouvir esses comentários. Provavelmente eles continuarão existindo — afinal, as pessoas fazem leituras umas das outras o tempo todo. O trabalho pode estar menos em impedir que o outro diga e mais em construir condições para que a fala do outro não determine imediatamente o modo como você se enxerga. E isso também pode ajudar a pensar o sentimento de não pertencimento. Pertencer não significa necessariamente conseguir se adaptar perfeitamente ao modo de funcionamento de um grupo. Às vezes, existe uma expectativa de que precisamos nos modificar para caber: falar mais, ser mais espontânea, sorrir mais, participar mais. Mas talvez exista também a possibilidade de pertencer sem precisar abandonar a própria forma de estar no mundo. Na perspectiva psicanalítica, eu teria bastante cuidado, portanto, com a ideia de “cura” entendida como eliminação completa da ansiedade ou da timidez. O trabalho analítico não necessariamente transforma alguém em outra pessoa. Ele pode possibilitar que aquilo que antes produzia sofrimento e paralisação possa ser vivido de outra maneira, com mais liberdade. Você mesma já aponta uma diferença importante: antes, você se sentia travada e a interação era muito difícil; hoje, a ansiedade diminuiu e você consegue falar o que quer falar. Talvez essa mudança seja mais significativa do que o fato de alguém ainda dizer que você é quieta. Talvez se “curar” tenha menos a ver com nunca mais sentir ansiedade ou nunca mais se sentir deslocada e mais com não precisar se violentar para deixar de sentir essas coisas. Poder escolher quando falar, quando permanecer em silêncio, aproximar-se, afastar-se, participar ou não participar, sem que cada escolha seja imediatamente vivida como prova de que há algo errado com você. E talvez seja justamente aí que a sua pergunta sobre pertencimento possa ser explorada com mais profundidade em um processo terapêutico: o que significa, para você, pertencer? E de quem você aprendeu que precisava ser de determinada maneira para poder pertencer?
Oie! Tem alguns aspectos que acho importante a gente diferenciar aqui: Um ponto são as suas habilidades sociais, que você está buscando desenvolver, outro ponto é a insegurança gerada por esses comentários. Os comentários sobre você ser séria/quieta não significam necessariamente que essa evolução não é real, se antes você não conseguia interagir e hoje em dia você consegue (mesmo sendo séria ou pouco), ainda é um avanço. Uma forma de lidar com eles, é questionar: "eles tem alguma evidência?". E você se sentir insegura com os comentários, não faz com que eles anulem a sua evolução, é normal que alguns comentários nos façam duvidar de algumas questões sobre nós, mas não significa que estejam certos. Sobre essa cura, acho que vale a pena você questionar qual o conceito disso pra você/qual sua expectativa, porque pode ser que você aprimore suas habilidades sociais e ainda assim pessoas comentem mas não seja relevante para você, como pode ser que você aprimore e não comentem mais ou pode ser que eles simplesmente parem de te impactar independente de você aprimorar suas habilidades ou não, ou seja, entender o seu objetivo. E sobre a questão do pertencimento, se for apenas no trabalho, será que não é por conta dos comentários e por esse esforço que você está fazendo?
Você descreve que, no início do trabalho, as interações eram muito difíceis, que se sentia ansiosa e travada, e que hoje, depois de alguns meses, consegue lidar melhor com essas situações. Isso já é uma mudança significativa, mesmo que alguns comentários das pessoas ainda despertem insegurança. Ser uma pessoa mais quieta, tímida ou reservada não significa necessariamente ter ansiedade social, assim como superar dificuldades relacionadas à ansiedade não significa se transformar em alguém extremamente comunicativo ou expansivo. Parte desse processo pode ser justamente conseguir se relacionar com as pessoas de uma maneira que faça sentido para você, sem sentir que precisa corresponder o tempo inteiro às expectativas dos outros sobre como deveria falar ou se comportar. Comentários como “você é muito séria” ou “você fala pouco” podem tocar em experiências antigas, principalmente quando você conta que sofreu bullying e aprendeu, durante muito tempo, a se fechar. Por isso, é possível que essas falas tenham um peso muito maior para você do que simplesmente aquilo que está sendo dito naquele momento. Elas podem fazer surgir novamente aquela sensação de que existe algo errado na sua maneira de ser. Talvez seja útil começar a diferenciar duas coisas: “estou em silêncio porque estou com medo e gostaria de conseguir me expressar” e “estou em silêncio porque, neste momento, não tenho vontade de falar”. São situações bastante diferentes. Se você percebe que hoje consegue falar quando deseja, participar das interações e permanecer nas situações mesmo quando sente algum desconforto, isso pode ser um sinal importante de mudança. Melhorar da ansiedade social não significa necessariamente nunca mais sentir ansiedade, nunca mais se incomodar com comentários ou deixar de ser uma pessoa quieta. Pode significar ter mais liberdade para ser quem você é, conseguir se aproximar das pessoas quando desejar e não deixar que o medo determine todas as suas escolhas. Essa sensação de não pertencimento também merece ser olhada com cuidado, especialmente considerando sua história. Uma psicoterapia pode ajudar a compreender melhor de onde vem essa sensação e a construir uma relação menos exigente consigo mesma. Talvez o objetivo não precise ser se tornar uma pessoa diferente, mas conseguir viver sua maneira de ser com mais segurança e menos sofrimento.
Olá Que legal você estar refletindo sobre sua jornada. Vou responder suas perguntas com base na minha experiência clínica. Sobre os comentários e a dúvida na evolução: Você já evoluiu muito, passou de "travada e muito ansiosa" para interagir melhor em 6 meses. Isso é real. Os comentários das pessoas refletem expectativas delas, não a verdade sobre você. Quando alguém diz "você é quieta", está fazendo uma observação, não um diagnóstico. A questão é: você se sente bem com suas interações? Se sim, a evolução é verdadeira, mesmo que outros não a vejam. Sobre "cura" e convivência: Não se trata de desaparecer a ansiedade ou virar uma pessoa extrovertida. Trata-se de ressignificar. Você pode ser naturalmente mais introvertida e quieta e isso não é doença. O que muda é a relação com isso: deixar de sofrer por ser assim, deixar de se punir por não ser "barulhenta o suficiente". A ansiedade diminui quando você para de lutar contra si mesma.Sobre o não pertencimento: Esse sentimento geralmente vem de experiências antigas (bullying, isolamento na escola). Aqui, um trabalho mais profundo em psicoterapia — focalizando essas memórias e ressignificando-as pode ajudar bastante. O que você pode fazer agora: Quando ouve "você é quieta", pause e pergunte a si mesma: Eu estou bem assim? Se a resposta for sim, o comentário não precisa abalar sua confiança. Reconheça que 6 meses de melhora é progresso real, mesmo que imperfeito. Para aprofundar esse trabalho e lidar melhor com o não pertencimento e as marcas do bullying, recomendo procurar uma psicóloga clínica que possa acompanhá-la em psicoterapia. Um espaço seguro e contínuo faz toda a diferença.Você está no caminho certo.
Cada um de nós possui uma maneira particular de ser e de se comportar frente as mais diversas situações da vida. Não obstante, os preconceitos sociais são frequentemente utilizados para nos rotular e nos diminuir. A partir do nosso autoconhecimento, podemos obter um desenvolvimento psicológico que repercuta numa habilidade chamada imunidade social. Podemos ser quem somos, e mesmo assim sermos compreendidos e respeitados, porém isso começa a partir do nós mesmos. A timidez não pode ser confundida com incapacidade, nem como oportunidade para se impor rótulos. As nossas habilidades pessoais precisam ser desenvolvidas para que todo esse tipo de contexto seja modificado.
Olá! Ser uma pessoa mais quieta ou reservada não significa, por si só, ter ansiedade social — e o objetivo de um processo terapêutico não é transformar alguém tímido em alguém extrovertido. Um aspecto importante do que você relata é perceber que, em seis meses, situações que antes geravam muita ansiedade hoje parecem mais possíveis. Isso pode indicar uma mudança significativa, mesmo que os comentários das outras pessoas ainda despertem insegurança. Talvez a questão não seja deixar de ouvir que você é “séria” ou “quieta”, mas compreender por que essas falas fazem você duvidar de si e da própria evolução. Experiências anteriores de bullying e de não pertencimento também podem influenciar a maneira como você interpreta essas situações atualmente. Em terapia, é possível trabalhar para que você tenha mais liberdade nas relações: conseguir se expressar quando desejar, sem precisar se tornar outra pessoa para sentir que pertence.
Olá menina. Me chamo Talita Noronha, sou psicóloga e psicanalista, e vou responder sua pergunta: falar de cura em saúde mental é algo complicado. Uma vez curada de uma depressão, se, anos depois, você tiver outro episódio de depressão, podemos dizer que é a mesma depressão de antes que não foi curada ou que é uma nova depressão? Não sei se essa discussão nos leva ao ponto principal. Nos colocar em situações que nos desafiem diante das nossas dificuldades é um método de enfrentamento muito perspicaz, como você fez, e se você se sente cada vez melhor no seu ambiente de trabalho que era mais perturbador antes, sim, com certeza você evoluiu sim! Pode comemorar. O ideal é que você busque um profissional da psicologia ou da psicanálise para falar sobre suas questões e porque as falas das outras pessoas te mobilizam tanto. Infelizmente, na nossa cultura, pessoas que não são 'extrovertidas, falantes, animadas, sorridentes' e afins (principalmente mulheres) tendem a ser questionados ou olhados de forma diferente, como se a introspecção não fosse também uma forma de existir. O fato é que seja você assim ou assado, você vai continuar ouvindo comentários das outras pessoas simplesmente porque as pessoas são assim, mas isso não quer dizer que o julgamento delas sobre você seja uma verdade ou seja algo negativo. Quanto mais você puder falar de si mesma em terapia, mais confortável estará dentro da própria pele, que é o mais importante. Estou a disposição caso queira iniciar uma terapia ou mesmo se quiser apenas tirar dúvidas sobre como funcionaria. Você pode me achar no @talitanoronhapsi
Na perspectiva psicanalítica, sua evolução não precisa ser medida pelo quanto você fala, mas pela liberdade que conquista para se relacionar sem ficar tão presa ao olhar e ao julgamento do outro. Esses comentários podem tocar marcas deixadas por experiências anteriores, como o bullying. Talvez o caminho não seja deixar de ser quieta, mas compreender o que esse olhar do outro desperta em você e construir uma relação mais segura com quem você é. A psicoterapia pode ajudar nesse processo de elaboração.
Olá! Pelo que você conta, existe um dado muito importante: você já percebe uma evolução. No início do trabalho, sentia-se muito ansiosa e travada nas interações e, seis meses depois, reconhece que essa ansiedade diminuiu e que está conseguindo se comunicar melhor. Isso é progresso, independentemente de alguém ainda considerá-la uma pessoa quieta. Ser tímida, reservada ou falar pouco não significa necessariamente ter um transtorno de ansiedade social. Para saber se existe um transtorno, seria necessária uma avaliação profissional. E, mesmo quando existe ansiedade social, melhorar não significa se transformar em uma pessoa expansiva, que conversa o tempo todo. Uma pergunta que pode ajudá-la a perceber essa diferença é: você deixa de falar porque gostaria de falar, mas o medo e a ansiedade a impedem, ou fica em silêncio porque naquele momento simplesmente não tem vontade ou necessidade de falar? Você mesma diz algo importante: “acredito que tenho falado o que quero falar”. Talvez os comentários das outras pessoas estejam fazendo você usar a percepção delas como medida da sua evolução: “Se ainda dizem que sou quieta, será que realmente melhorei?”. Mas uma coisa não necessariamente comprova a outra. Você pode continuar sendo uma pessoa mais reservada e, ao mesmo tempo, estar muito menos limitada pela ansiedade. Na ansiedade social, melhorar não significa nunca mais sentir ansiedade ou nunca mais ouvir que você é quieta. Significa ter cada vez mais liberdade para conversar, se posicionar, criar vínculos e participar das situações que são importantes para você, mesmo quando algum desconforto aparece. Também seria interessante olhar com cuidado para essa sensação de não pertencimento. As experiências de bullying que você viveu podem ter contribuído para a forma como aprendeu a enxergar a si mesma e sua relação com outras pessoas. Talvez a pergunta não seja “quando vou deixar de ser quieta?”, mas “quanto a ansiedade ainda me impede de ser e fazer aquilo que eu gostaria?”. Essa diferença pode ajudá-la a enxergar sua evolução de uma forma mais justa. Um abraço, Marcelle M. Jordão CRP 5/33062
Percebo que você enfrentou uma situação muito desafiadora nos últimos meses, e tem conseguido se manter no trabalho, apesar das dificuldade e inseguranças. Isso é muito significativo e demonstra uma grande capacidade de enfrentamento e adaptação, visto que você relata ansiedade social desde a infância. Apesar de ter esta percepção de conquista e fortalecimento emocional, relata que se ressente muito com o julgamento dos outros. É importante refletir sobre por que a opinião dos outros tem tanto impacto na maneira como você avalia a si mesma. Este pode ser um caminho para compreender as dificuldades que você sempre sentiu. Timidez excessiva e ansiedade social podem estar relacionadas e baixa autoestima e medo de julgamento, e trabalhar estas questões pode te ajudar a se fortalecer e a acolher o seu jeito de ser. Não significa que você deva deixar de ser quieta e tímida, mas que você pode se fortalecer para se sentir melhor consigo mesma, compreendendo quais traços fazem parte da sua personalidade. Assim, os julgamentos podem continuar acontecendo, mas eles podem não ter mais o impacto que atualmente têm sobre você.
Olá! O que você relata mostra uma mudança importante: mesmo diante de situações que antes eram muito difíceis, você percebe que hoje consegue interagir mais e que a ansiedade diminuiu. Isso já diz bastante sobre o seu processo. Ser mais quieta ou reservada não significa, por si só, que exista algo a ser “curado”. O trabalho terapêutico não precisa fazer você se tornar outra pessoa, mas pode ajudá-la a se relacionar de uma forma mais livre com a própria maneira de ser, sem que o olhar ou os comentários dos outros determinem como você deve se comportar. Talvez a questão não seja deixar de ouvir comentários como “você é séria” ou “você fala pouco”, mas poder escutá-los sem transformá-los imediatamente em uma dúvida sobre si mesma ou sobre a sua evolução. O sentimento de não pertencimento também pode ser importante de ser compreendido nesse processo. Se essas questões continuam trazendo sofrimento, a psicoterapia pode ser um espaço para entender melhor o que está por trás dessa ansiedade, dessas cobranças e da sensação de não pertencimento.
Olá! Você está enfrentando a sua ansiedade. Os comentários das pessoas parecem minimizar os seus esforços. O seu movimento requer um passo a passo. Você já pensou em fazer psicoterapia?
Primeiro, quero que você reconheça algo que talvez esteja passando despercebido: você começou num trabalho que te travava, e hoje, seis meses depois, você mesma diz que está bem melhor, que a ansiedade diminuiu e que consegue interagir. Isso é evolução real. Não é pouco, não é 'ainda não curada' — é progresso concreto, conquistado por você, no seu ritmo. Sobre os comentários de que você é 'séria, quieta e que não fala': é importante separar duas coisas. Uma é como você se sente e o quanto você consegue se expressar — e você disse que tem falado o que quer falar. A outra é como os outros interpretam seu jeito. Esses comentários dizem mais sobre a expectativa alheia do que sobre você. Pessoas mais reservadas existem, são válidas e não precisam se desculpar por isso. O problema não é você ser quieta; é a cobrança de que você seja diferente do que é. E aqui está a resposta para a sua dúvida mais importante: 'se curar' de ansiedade social não significa virar uma pessoa extrovertida, tagarela ou que nunca sente desconforto. Significa, na prática, conseguir viver a sua vida — trabalhar, se relacionar, se expressar — sem que a ansiedade te domine ou te impeça. Significa aprender a conviver com o desconforto sem deixar que ele decida por você. Você pode continuar sendo reservada e, ao mesmo tempo, estar muito mais livre e segura do que antes. Uma coisa não anula a outra. A sensação de não pertencimento também faz parte desse processo: quando a gente cresce se sentindo diferente, excluída, como você viveu no bullying, fica uma marca de 'eu não me encaixo'. Isso se trabalha — reconstruindo a confiança em si mesma e percebendo que pertencimento não é virar outra pessoa, é encontrar espaços onde você pode ser quem é sem precisar se encolher. Você não está 'sem se curar'. Você está se curando — e a prova disso é a sua própria trajetória.
A inibição emocional traz uma grande dificuldade em se posicionar quanto a seus direitos, suas necessidades e seus desejos. Ela não é causa, é consequência de outros esquemas (Terapia do Esquema - Jeffrey Young) que começam no medo de rejeição/abandono e podem passar por uma grande necessidade de ser perfeito/a (Padrões Elevados), de agradar a todos (Autossacrifício) ou de se subjugar (subjugação - Domínio do Outro) às demais pessoas por medo de punição, por exemplo. Sim, você evoluiu e evolui à medida em que está se expondo (na escola e no trabalho, principalmente). E evoluirá mais ainda, claro, pois está sempre "em processo". Mas convém se perguntar (base da ansiedade social): por que esse julgamento dos outros ainda é forte, a ponto de se importar tanto com essa mera "opinião" deles a seu respeito? Só você sabe dos seus conteúdos, de quanto sofreu para evoluir ao ponto em que está! À disposição para tratar a respeito! @psicologopascoalzani
Olá! Ser uma pessoa mais quieta ou tímida não significa, por si só, ter ansiedade social. Um ponto importante no seu relato é perceber que, mesmo com a ansiedade, você conseguiu permanecer no trabalho, se adaptar e hoje reconhece que as interações estão mais fáceis. Isso já pode indicar mudanças importantes. Melhorar da ansiedade social não significa necessariamente deixar de ser tímida, falar mais ou nunca se incomodar com comentários. O processo envolve conseguir se relacionar e viver as situações sociais com mais liberdade, sem que o medo, a ansiedade ou a preocupação com o julgamento determinem suas escolhas. Talvez seja importante começar a diferenciar: “eu gostaria de falar mais” de “estão dizendo que eu deveria falar mais”. Você não precisa se tornar mais expansiva para que sua evolução seja válida.
O que você descreve demonstra uma evolução importante. Conseguir interagir melhor e perceber que a ansiedade diminuiu são sinais de progresso, mesmo que alguns comentários ainda despertem insegurança. Também é importante lembrar que ser mais quieta ou reservada não significa necessariamente ter um problema. A sensação de não pertencimento também pode estar relacionada às experiências de bullying e às crenças construídas ao longo da vida. Na terapia, é possível trabalhar essas experiências, fortalecer a autoestima e desenvolver uma relação mais tranquila consigo mesma. Melhorar da ansiedade social não significa nunca mais sentir ansiedade, mas conseguir viver e se relacionar sem que ela determine suas escolhas.
Boa tarde! Vi sua mensagem aqui e me chamou atenção. Muito prazer, me chamo Anny July e sou psicóloga especialista em relacionamentos e na vida profissional. Bom sobre a sua dúvida se a sua timidez pode ser algum tipo de transtorno, talvez sim, porém teria que investigar em um processo de psicoterapia, não seria possível avaliar apenas com as informações que você colocou aqui. Sobre sua timidez no ambiente de trabalho, considerando que você já é mais tímida, é comum que as pessoas comentem sobre isso, mas é imporante você entender que o tempo e a maturidade vão lhe ajudar a lidar com essas situações. Cada pessoa tem um jeito, não existe um certo e errado, mas sim, tem posturar que no ambiente de trabalho você pode ir aprimorando para ter mais segurança nas relações interpessoais. Você pode aprender a desenvolver algumas habilidades sociais, como por exemplo, como iniciar uma conversa com alguém no ambiente corporativo, algumas dicas comportamentais sobre como se relacionar nesse ambiente, como se comunicar de maneira clara e assertiva. Você buscar alguns vídeos na internet, atualmente existem vários profissionais dando dicas sobre esses assuntos. Mas também indico o processo de psicoterapia, pode te ajudar a aprinfudar essas questões e te ajudar na prática a como desenvolver essas habilidades da qual comentei ou até mesmo avaliar algum possível transtorno. Espero que tenha contríbuido com sua dúvida! Abraço. Anny
Olá! Pelo que você descreve, você já apresentou uma evolução importante: algo que no início era muito difícil hoje está mais manejável. Isso é um sinal de progresso, mesmo que a ansiedade ainda apareça. E não, sentir-se incomodada com comentários sobre ser quieta não significa que você não esteja melhorando. Uma parte importante da evolução é justamente aprender a não transformar o comentário dos outros em uma avaliação sobre você. Quando alguém diz “você é muito quieta”, você pode pensar: “Essa é uma característica que perceberam em mim. Não significa que estou fazendo algo errado.” Você não precisa se tornar extrovertida para superar a ansiedade social. Ser uma pessoa mais reservada não é, por si só, um problema. O problema seria deixar o medo controlar suas escolhas e impedir você de fazer aquilo que gostaria. O que significa estar se recuperando? Não necessariamente significa: nunca mais sentir ansiedade; conversar o tempo inteiro; deixar de ser tímida; fazer com que ninguém mais perceba que você é reservada. Pode significar: conseguir falar mesmo sentindo um pouco de ansiedade; não evitar situações importantes por medo; tolerar a sensação de estar sendo observada; não precisar agradar ou impressionar todo mundo; conseguir se posicionar quando tem algo a dizer; perceber que alguém pode achar você quieta e isso não precisa ser corrigido. E tem algo muito bonito no que você contou: você acredita que tem falado o que quer falar. Isso merece ser levado mais a sério do que a opinião de quem espera que você fale mais. Sobre o sentimento de não pertencimento, ele pode estar relacionado à sua história de bullying e de ter passado muito tempo se protegendo socialmente. Quando aprendemos durante anos que estar entre pessoas pode significar julgamento ou rejeição, é compreensível que o cérebro continue esperando isso mesmo quando o ambiente atual é mais seguro. Talvez sua próxima etapa não seja aprender a “ser menos quieta”, mas aprender: “Eu posso ser quieta e ainda pertencer.” E, quando alguém fizer um comentário, você pode simplesmente responder: “Eu sou mais quietinha mesmo, mas estou bem.” Você não precisa se justificar. Se essa ansiedade ainda trouxer sofrimento significativo ou muita evitação, vale procurar uma psicóloga. A terapia pode ajudar especialmente a trabalhar essa sensação de julgamento, pertencimento e as marcas deixadas pelo bullying. Seis meses atrás você estava travada e sofrendo muito. Hoje você está interagindo melhor e reconhece sua própria evolução. Não deixe que uma frase de outra pessoa apague seis meses de progresso.
Pelo que você conta, parece que já houve uma mudança importante nesses seis meses. Você começou se sentindo muito ansiosa e travada e hoje consegue interagir mais, mesmo que a ansiedade ainda apareça. Isso também é evolução. Os comentários das pessoas podem acabar fazendo você duvidar disso, principalmente depois de uma história em que você foi muito criticada e sofreu bullying. Mas ser mais quieta ou séria não significa necessariamente que exista algo errado com você, nem que você precise se tornar mais falante para superar a ansiedade social. Em terapia, não pensamos em “se curar” como nunca mais sentir ansiedade ou nunca mais se incomodar com o que os outros pensam. A ideia é poder viver e se relacionar de uma forma mais livre, mesmo quando a ansiedade, a vergonha ou a sensação de não pertencimento aparecem. Talvez a questão não seja deixar de ser quieta, mas poder escolher quando quer falar e participar, sem sentir que precisa mudar quem você é para ser aceita.
Talvez a questão mais importante seja pensar se você está sofrendo porque realmente quer se comunicar mais ou porque aprendeu que ser quieta é algo errado? Os comentários dos outros podem ser desconfortáveis, mas não precisam definir quem você é e nem a maneira como se comporta.
Parabéns pela sua enorme evolução em apenas seis meses como operadora de caixa. O fato de você ter enfrentado o medo extremo no início e hoje conseguir interagir de forma mais tranquila mostra uma melhora real. Ouvir comentários sobre ser "quieta" não invalida sua conquista; na verdade, reflete mais o estilo dos outros do que o seu valor. Busque tratamento psicologico para criar estrategias e habitos para tirar suas duvidas e saber se posicionar mais em sociedade sem perder sua essencia.
O que você está descrevendo traz uma diferença importante: uma coisa é ser uma pessoa mais tímida, reservada ou que fala menos; outra é sentir que a ansiedade impede você de fazer aquilo que gostaria de fazer. Pelo que você conta, em seis meses houve uma mudança significativa: no início do trabalho você se sentia muito travada e ansiosa, e hoje consegue interagir melhor e percebe que a ansiedade diminuiu. Isso é uma evolução, mesmo que os comentários das pessoas ainda despertem insegurança em você. Quando alguém diz que você é “séria”, “quieta” ou que “não fala”, isso não significa necessariamente que você esteja regredindo. Essas pessoas estão descrevendo como percebem você, e isso não precisa se transformar em uma obrigação de mudar quem você é. Talvez a questão seja perceber: “eu estou quieta porque é assim que me sinto confortável ou porque estou com medo de falar?” Também é possível que, por ter vivido bullying e experiências de rejeição, esses comentários tenham um peso maior para você. Eles podem tocar justamente em uma preocupação antiga de não ser aceita ou de não pertencer. Por isso, talvez o trabalho não seja fazer com que você deixe de ouvir esse tipo de comentário, mas conseguir escutá-lo sem automaticamente concluir que há algo errado com você. E sobre “se curar” da ansiedade social: isso não significa necessariamente deixar de ser tímida ou passar a falar muito. Significa, principalmente, ter mais liberdade para escolher como quer agir, sem que o medo, a vergonha ou a preocupação com o julgamento dos outros decidam por você. Então uma pergunta importante pode ser: “Se ninguém esperasse que eu fosse mais comunicativa, eu gostaria de falar mais ou estou satisfeita com a forma como me relaciono?” Essa diferença pode ajudar bastante a entender o que é uma característica sua e o que é algo que a ansiedade vem limitando.
Olá! É muito compreensível que você se sinta frustrada com essas cobranças, especialmente após reconhecer a sua evolução nas interações no trabalho ao longo desses meses. A timidez e o retraimento, fortalecidos por um histórico escolar difícil e de bullying, criam defesas que nos fazem ficar mais quietos. É importante entender que lidar com a ansiedade social não significa necessariamente mudar a sua essência para se tornar uma pessoa extremamente extrovertida, mas sim conseguir interagir sem que o medo a paralise, como você já tem feito. Lidar com a sensação de não pertencimento e com os comentários externos sobre o seu jeito de ser é um processo contínuo, e buscar um acompanhamento psicoterapêutico é um passo fundamental para olhar para essas questões com calma e ajudá-la a continuar tendo progressos na forma como você se sente e lida com essas situações.
Ser uma pessoa mais quieta ou tímida não significa ter um transtorno de ansiedade social. O diagnóstico envolve medo ou ansiedade intensos diante de situações sociais, geralmente acompanhados de evitação e prejuízo significativo na vida. Pelo seu relato, existe um dado muito importante: você permaneceu no trabalho, enfrentou situações que antes eram difíceis e percebe que sua ansiedade diminuiu. Isso também é evolução, mesmo que outras pessoas continuem considerando você uma pessoa mais reservada. Na TCC, melhorar da ansiedade social não significa necessariamente deixar de sentir ansiedade, tornar-se extrovertida ou nunca mais se incomodar com comentários. Significa conseguir participar das situações, se comunicar e fazer escolhas apesar do desconforto, sem deixar que o medo determine sua vida. A sensação de não pertencimento e a cobrança diante da opinião dos outros também podem ser trabalhadas em psicoterapia. Se ainda causam sofrimento ou limitam sua vida, vale procurar um psicólogo para uma avaliação adequada.
Pelo seu relato, existem diferentes experiências que podem estar relacionadas à ansiedade, à timidez, às vivências que você teve ao longo da vida e também à forma como você se percebe diante das outras pessoas. Um ponto importante é que você já percebeu mudanças em si mesma, como a diminuição da ansiedade nas suas interações ao longo desses seis meses. Estar melhor não significa necessariamente deixar de ser uma pessoa quieta ou nunca mais se sentir afetada pelos comentários dos outros. É importante compreender o quanto esse jeito mais reservado faz parte de você e o quanto pode estar relacionado ao medo, à ansiedade ou às experiências que viveu. Uma resposta por mensagem não conseguiria abranger tudo o que pode estar envolvido nessas questões. Um processo de autoconhecimento pode ajudá-la a compreender melhor seus sentimentos, reconhecer suas conquistas e lidar com essas cobranças sem desconsiderar quem você é. Se achar interessante, podemos conversar para compreender melhor o que você está vivendo e, juntas, construir caminhos para essa jornada.
Olá! Pelo que você conta, existe algo muito importante aí: você já percebeu uma evolução concreta. Aquilo que era extremamente difícil há seis meses hoje está mais manejável, é isso é ótimo. Isso não deixa de ser progresso só porque algumas pessoas continuam fazendo comentários sobre você. Ser tímida, quieta ou mais reservada não é, por si só, um problema. O objetivo de trabalhar a ansiedade social não precisa ser transformar você em uma pessoa extrovertida. É poder escolher como agir, falar e se relacionar sem que o medo ou a ansiedade decidam tudo por você. Por isso, ainda sentir desconforto quando alguém diz que você é “quieta” não significa que você não esteja melhorando. A questão é perceber: “Eu estou deixando de fazer algo que gostaria de fazer por medo, ou simplesmente estou escolhendo ser mais reservada?” São coisas bem diferentes. A melhora também não costuma ser linear. Você pode continuar sentindo ansiedade em algumas situações, ter dias mais difíceis e ainda assim estar avançando. Talvez “se curar” seja menos sobre nunca mais sentir ansiedade e mais sobre conseguir viver de acordo com quem você é, mesmo quando ela aparece. E pelo seu relato, acredito que essa sensação de não pertencimento merece atenção especial, principalmente considerando experiências anteriores de bullying e isolamento. Podemos trabalhar justamente essa relação entre a forma como você se enxerga, o medo do julgamento e a necessidade de se sentir aceita. Se quiser, posso te ajudar a diferenciar timidez, ansiedade social e medo de rejeição, e pensar em estratégias práticas para lidar com esses comentários sem deixar que eles apaguem a evolução que você já conquistou. Se tiver interesse, estou aqui. Conta comigo! Grande abraço.
Oii! Pelo que você conta, parece que esses comentários acabam despertando uma dúvida sobre a sua evolução e até sobre o seu jeito de ser, sinto muito. Fiquei me perguntando: você gostaria genuinamente de falar mais ou sente que deveria falar mais? Muitas vezes, vende-se a ideia de que “cura” significa necessariamente parar de ser uma pessoa quieta, falar com todo mundo e nunca mais se sentir desconfortável em situações sociais, mas no fim, cada um tem seu jeitinho de ser. O fato de você entrar em uma situação social - sentir ansiedade - lidar/permanecer - falar quando quer - voltar para casa sem ficar se torturando por horas, Já é algo muito legal! Quando a gente pensa na ideia de diminuir o sofrimento, seria responder a pergunta de como existir entre outras pessoas sem precisar me transformar em alguém que não sou. Pode ser interessante também entender melhor o que faz você se sentir pertencente ou não a um lugar e qual é a forma de se relacionar com os outros que faz sentido para você (sem que ser mais quieta precise significar que há algo errado com você) Espero que ajude :)
Olá! Obrigada por compartilhar isso com tanta sinceridade. O que você descreve mostra uma evolução real, e quero começar por aí: você começou um trabalho que exigia interação constante, passou por momentos muito difíceis de ansiedade e, mesmo assim, continuou. Seis meses depois, você mesma percebe que as interações ficaram mais leves e a ansiedade diminuiu. Isso não é pouco — é um progresso concreto. Sobre os comentários dos colegas ("você é séria", "quieta", "não fala"): é importante separar duas coisas. O que os outros percebem de você não define quem você é. Muitas vezes, quem tem um perfil mais reservado recebe esse tipo de comentário não porque tem algo errado, mas porque o outro espera um comportamento diferente do seu. Isso diz mais sobre a expectativa deles do que sobre você. E aqui vai um ponto importante: você não precisa se encaixar no que esperam de você. Ser mais quieta ou reservada não é um defeito a ser corrigido. É um jeito de ser. O que importa é você se sentir confortável com a forma como se relaciona — e não se anular para agradar. Sobre a sua pergunta "estou me curando?": o que você está vivendo mostra que está em processo. E "se curar" aqui não significa virar outra pessoa — alguém extrovertida, que fala o tempo todo e nunca sente ansiedade. Significa, na prática, conseguir viver sua vida, fazer suas coisas, se relacionar no seu ritmo, sem que a ansiedade te paralise. Você já está fazendo isso: trabalha, interage, melhora a cada dia. Os comentários podem continuar existindo — o que muda é o quanto eles te afetam. Sobre a sensação de não pertencimento: é comum, principalmente para quem passou por experiências difíceis, como o bullying. Mas pertencer não é ser igual a todo mundo. É encontrar espaços e pessoas onde você se sinta bem sendo quem é. Isso se constrói aos poucos. Se essa cobrança interna e a ansiedade continuarem pesadas, buscar um psicólogo pode te ajudar muito — não para "te mudar", mas para te apoiar a lidar com essas situações com mais leveza e menos sofrimento.
O que você descreve mostra algo importante: apesar da ansiedade que sentia no início, você conseguiu permanecer no trabalho e percebe que hoje as interações estão mais leves. Isso indica uma mudança real na sua experiência, mesmo que ainda existam momentos de insegurança. Os comentários de que você é "séria" ou "quieta" parecem tocar em algo que já fazia parte da sua história, especialmente considerando a timidez e o bullying que viveu. Por isso, talvez eles tenham mais força do que teriam para outra pessoa. Mas ouvi-los não significa que você não evoluiu ou que sua ansiedade voltou ao ponto de antes. Também vale lembrar que ser mais reservada não é, por si só, um problema. Curar-se da ansiedade social não significa necessariamente se tornar uma pessoa extrovertida ou nunca mais ouvir esse tipo de comentário. Muitas vezes, a mudança acontece quando você deixa de medir seu valor pela opinião dos outros e passa a conseguir agir de forma mais livre, mesmo que continue sendo uma pessoa tranquila e silenciosa. Talvez a pergunta não seja apenas "quando vou parar de ouvir esses comentários?", mas "quanto espaço eles ainda precisam ocupar na forma como eu me vejo?". A sensação de pertencimento também pode ser um tema importante para explorar, porque ela costuma estar ligada não apenas à forma como os outros nos percebem, mas à maneira como passamos a ocupar nosso lugar nas relações.
Tudo o que falou faz parte de um sentimento reprimido. Acredito que sua timidez possa ser uma inibição causada por sua criação e se for, só mesmo terapia pra ressignificar este lugar.
Olá! Seja muito bem-vindo ou bem-vinda por aqui. Primeiramente, quero te dar os parabéns por essa trajetória. Escolher trabalhar como operadora de caixa tendo um histórico de timidez e ansiedade social foi um ato de enorme coragem. O fato de você olhar para trás e perceber que hoje interage com mais facilidade e que a ansiedade diminuiu bastante em apenas seis meses é a prova concreta da sua evolução. Você saiu do lugar de travamento e colocou a sua vida em movimento, e isso é algo gigante! É muito comum confundirmos a redução da ansiedade com uma mudança na nossa personalidade. Ser uma pessoa mais quieta, séria ou reservada não é uma doença e nem um defeito a ser corrigido; pode ser apenas o seu temperamento, a sua forma natural de estar no mundo. Nós vivemos em uma cultura que muitas vezes hipervaloriza a extroversão, o que faz com que comentários como "você é muito calada" pareçam uma cobrança ou uma crítica, quando na verdade são apenas percepções superficiais das outras pessoas. Sentir-se desconfortável com esses comentários não significa que você não esteja evoluindo. Significa apenas que esses momentos ainda esbarram em feridas antigas, como as marcas que o bullying deixou na sua história. Se curar da ansiedade social não significa se transformar em uma pessoa expansiva que fala o tempo todo, tampouco significa que as pessoas vão parar de fazer comentários invasivos. "Estar se curando" é, na verdade, desenvolver uma estrutura interna tão sólida que, quando alguém disser que você é quieta, isso não te faça duvidar do seu valor. A cura é sobre ganhar liberdade para ser quem você é, aprender a se pertencer em primeiro lugar e parar de exigir de si uma postura que não te pertence só para agradar o ambiente. A evolução é um processo contínuo e você já deu os passos mais difíceis. Se você sentor o desejo de aprofundar essa jornada, entender melhor o seu funcionamento, fortalecer a sua autoconfiança e ressignificar esse sentimento de não pertencimento, saiba que a psicologia pode te ajudar muito. Se tiver interesse, convido você a iniciar o processo de terapia comigo para trabalharmos tudo isso juntas. Estou à disposição!
Realmente conviver com a ansiedade social é uma pratica constante, diferente dos outros que lidam melhor com o contato social, para quem tem ansiedade é uma cobrança constante sentir que precisa performar naturalidade quando seus pensamentos não param. Eu diria que se você já está conseguindo estar no seu trabalho diariamente e conviver com outras pessoas, diferente de antes, já está sim evoluindo nesse quesito, mas claro que seria muito importante olhar isso em profundidade para saber porque a opinião do outro é tão importante pra você. E essa parte fundamental, seria importante com a ajuda de um profissional!
Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles? Eu também tenho a sensação de não pertencimento O que de fato é está se curando?
O fato de esses comentários ainda incomodarem você não significa que não esteja evoluindo. Pelo contrário: você mesma percebe uma mudança importante. No início do trabalho, sentia-se muito ansiosa e travada e, seis meses depois, consegue interagir melhor e falar aquilo que deseja. Isso já mostra um avanço. Também é importante diferenciar ser uma pessoa mais quieta ou reservada de ter ansiedade social. O objetivo de um processo terapêutico não é transformar uma pessoa tímida em alguém extremamente comunicativo. Você pode continuar sendo mais reservada e, ainda assim, sentir-se segura e confortável nas relações. Comentários como “você é muito quieta” podem tocar justamente em uma insegurança construída ao longo da sua história, especialmente depois das experiências de bullying. O caminho é aprender, aos poucos, a não transformar a percepção dos outros em uma medida do seu próprio valor ou da sua evolução. “Estar se curando”, nesse contexto, não significa nunca mais sentir ansiedade ou nunca mais ouvir comentários sobre ser quieta. Significa ter cada vez mais liberdade para ser você mesma, falar quando quiser, ficar em silêncio quando quiser e não deixar que o medo do julgamento determine seu comportamento. A sensação de não pertencimento também merece ser trabalhada em psicoterapia, porque pode estar relacionada às experiências que você viveu e à forma como aprendeu a se perceber nas relações.
Olá! Psicólogo adriano Galocha aqui e a sua disposição. Ser timida não tem problema algum, mas a sensação de não pertencimento faz pensar que você precisa de psicoterapia para ter alguém que possa ajudá-la a lidar melhor com as questões relacionadas a vida pessoal, social e do trabalho. A psicoterapia promove o autoconhecimento e ajuda muito a entender as origens dos seus sentimentos e angústias, isso ajuda a tomar uma decisão importante que é "a permissão de ser quem você é", se permitir só é possível com saúde emocional, caso contrário tudo pode ficar muito difícil. Se permita buscar ajuda.
Olá! Pelo que você relata, eu vejo algo muito importante: você mesma percebe que, depois desses seis meses, está conseguindo interagir mais e que a ansiedade diminuiu. Isso já é um sinal de mudança, mesmo que ainda existam situações que te incomodem. Ser chamada de “séria”, “quieta” ou “calada” pode acabar tocando em uma história que você construiu ao longo de muitos anos, principalmente por ter vivido bullying e ter aprendido a se fechar como uma forma de proteção. Então, talvez esses comentários não sejam apenas comentários para você, eles podem ativar pensamentos como “tem algo errado comigo”, “eu deveria falar mais” ou “as pessoas não vão gostar de mim se eu for assim”. E sentir-se incomodada com isso não significa que você não esteja evoluindo. Na verdade, um dos pontos importantes do processo é justamente aprender a lidar de outra forma com situações que ainda despertam desconforto. Também acho importante diferenciar timidez de ansiedade social. Ser uma pessoa mais quieta, observadora ou que fala menos não é necessariamente um problema que precisa ser “curado”. O objetivo não seria transformar você em uma pessoa extrovertida ou fazer com que ninguém mais diga que você é quieta. Seria ajudá-la a ter liberdade para escolher quando quer falar, interagir e se posicionar, sem que o medo do julgamento determine essas escolhas. Por exemplo: se você está quieta porque naquele momento não tem vontade de falar, tudo bem. Mas se você quer conversar, dar uma opinião ou participar e deixa de fazer isso por medo de ser julgada, aí temos algo que pode ser trabalhado. Então, “se curar” da ansiedade social não significa necessariamente nunca mais sentir ansiedade ou nunca mais se sentir deslocada. Significa que esses sentimentos passam a ter menos poder sobre a sua vida. Você consegue sentir algum desconforto e, ainda assim, fazer aquilo que é importante para você. Na terapia, podemos trabalhar justamente essa relação com os comentários dos outros, as crenças que foram construídas a partir das experiências de bullying e essa sensação de não pertencimento.
O seu relato mostra algo importante: em seis meses, você percebeu uma redução da ansiedade e conseguiu ampliar sua capacidade de interagir no trabalho. Isso já pode ser considerado uma mudança significativa. O fato de ainda se sentir tímida, mais quieta ou incomodada com determinados comentários não significa, necessariamente, que você esteja “voltando para trás”. Também é importante diferenciar timidez de transtorno de ansiedade social. Ser uma pessoa mais reservada ou falar menos não constitui, por si só, um transtorno. No transtorno de ansiedade social, existe um medo persistente e significativo de situações em que a pessoa pode ser avaliada ou julgada, geralmente acompanhado de sofrimento e/ou prejuízo no funcionamento. Um diagnóstico, portanto, depende de uma avaliação profissional. Talvez uma mudança importante seja justamente deixar de usar a reação das outras pessoas como principal medida da sua evolução. Quando alguém diz “você é muito quieta” ou “você é séria”, isso é uma percepção daquela pessoa, e não necessariamente uma avaliação objetiva sobre quem você é ou sobre o quanto você evoluiu. “Me curar” também não precisa significar tornar-me extrovertida, falar o tempo todo ou nunca mais sentir ansiedade. Um objetivo possível do tratamento é desenvolver maior liberdade para escolher como agir, mesmo quando algum desconforto aparece. No caso da ansiedade social, estratégias terapêuticas podem trabalhar a relação com o medo de avaliação, a autocrítica, os comportamentos de evitação e a aproximação gradual das situações que provocam ansiedade. A sensação de não pertencimento também merece atenção, especialmente considerando as experiências de bullying que você vivenciou. Pode ser interessante investigar como essas experiências influenciaram a forma como você passou a se perceber e a interpretar o olhar das outras pessoas. Talvez a pergunta não precise ser apenas “como faço para deixar de ser quieta?”, mas também: **“Eu estou conseguindo me expressar de acordo com o que realmente quero, ou estou tentando me modificar para corresponder ao que esperam de mim?”** Se essas questões continuam trazendo sofrimento ou fazendo você duvidar constantemente de si mesma, a psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender essa história e construir uma relação mais segura consigo e com as outras pessoas.
O fato de esses comentários ainda te afetarem não significa que você não esteja evoluindo. Inclusive, você já percebe mudanças importantes nesses 6 meses. Ser mais quieta ou reservada também pode fazer parte da sua forma de ser e não precisa, necessariamente, ser algo a ser “curado”. O processo terapêutico pode ajudar a diferenciar o que é uma característica sua daquilo que vem da ansiedade, além de trabalhar essa cobrança, a sensação de não pertencimento e o peso da opinião dos outros. Mais do que deixar de sentir qualquer desconforto, o processo envolve desenvolver novas formas de lidar com ele e se sentir mais livre para ser quem você é.
O que você está descrevendo não significa necessariamente que você “não está se curando”. Na verdade, existe um dado muito importante na sua história: há seis meses, começar esse trabalho foi extremamente difícil, você se sentia travada e muito ansiosa, e hoje consegue trabalhar, interagir e percebe que sua ansiedade diminuiu. Isso já é uma evolução concreta. Na ansiedade social, um dos grandes erros é imaginar que melhorar significa deixar de ser tímida, falar muito, nunca mais sentir ansiedade ou fazer com que todas as pessoas percebam você como comunicativa. Não necessariamente. A ansiedade social está relacionada ao medo de ser julgada, avaliada, rejeitada ou passar vergonha, podendo levar a evitação, autoconsciência excessiva e análise das próprias interações. A TCC trabalha justamente esses padrões, inclusive exposição gradual, redução da autocobrança e diminuição do foco excessivo em si mesma.
Quando solucionamos uma questão comportamental/psicógica, ela nunca vem sozinha, podendo surgir em seguida outras correlacionadas. Por esse motivo a psicoterapia é necessária, por se tratar de um processo contínuo e planejado, pensado para a sua demanda e compreendendo como essas questões se manifestam nos mais diversos setores da vida
Olá! Pelo que você relata, você já percebe uma mudança importante: uma situação que inicialmente provocava muita ansiedade e fazia você se sentir travada hoje está mais manejável. Isso é algo que merece ser reconhecido. Ser tímida, mais quieta ou gostar de falar menos não significa necessariamente ter um transtorno de ansiedade social. O diagnóstico depende de uma avaliação mais ampla, considerando a intensidade do medo, as situações envolvidas, o sofrimento e o quanto isso interfere na sua vida. Sobre os comentários de que você é séria ou quieta, é compreensível que eles mexam com você, principalmente considerando experiências anteriores de bullying e o fato de você ter aprendido a se proteger socialmente. Mas o comentário de outra pessoa não precisa ser usado como medida da sua evolução. Você pode ser uma pessoa mais reservada e, ao mesmo tempo, estar desenvolvendo cada vez mais segurança nas suas interações. Na TCC, podemos trabalhar justamente a forma como você interpreta essas situações. Por exemplo, quando alguém diz “você é muito quieta”, que pensamentos surgem? “Estão me julgando”? “Tem algo errado comigo”? “Preciso falar mais para que gostem de mim”? E o que você faz depois desses pensamentos? Essa compreensão ajuda a identificar o ciclo que pode manter a ansiedade e a sensação de não pertencimento. E “se curar” da ansiedade social não significa necessariamente se transformar em uma pessoa extrovertida ou nunca mais sentir desconforto diante de outras pessoas. O objetivo do tratamento é mais amplo: poder participar das situações importantes para você, se posicionar, construir relações e fazer escolhas sem que o medo do julgamento determine o que você pode ou não fazer. Também não é necessário eliminar completamente a ansiedade para considerar que houve evolução. Aprender a lidar com o desconforto, questionar pensamentos de autocrítica e reduzir comportamentos de evitação também fazem parte desse processo. Se essa sensação de não pertencimento e a preocupação com a forma como os outros percebem você continuam trazendo sofrimento, a psicoterapia pode ser um espaço para compreender essas experiências e trabalhar, de forma individualizada, a ansiedade, a autoconfiança e essas crenças sobre como você “deveria” ser para pertencer.
O que você relata não significa que não esteja evoluindo. Pelo contrário, perceber que depois de seis meses você consegue interagir melhor e que a ansiedade diminuiu já é um bom sinal de mudança. Ter um jeito de personalidade mais reservado, sério ou falar menos também não é um problema a ser “curado”. A questão é perceber se você está sendo assim porque realmente é o seu jeito ou porque o medo, a ansiedade ou experiências passadas estão impedindo você de agir como gostaria. Comentários de outras pessoas podem despertar insegurança, especialmente quando você passou por experiências de bullying e rejeição. Mas a opinião dos outros não precisa se tornar uma medida da sua evolução. Você pode ser uma pessoa mais quieta e, ainda assim, estar desenvolvendo cada vez mais liberdade para escolher quando, como e com quem deseja se expressar. Nesse sentido, superar a ansiedade social não significa necessariamente deixar de ser tímida ou fazer com que todos parem de fazer comentários. Significa poder se relacionar e ocupar os espaços da sua vida sem que o medo ou a necessidade de corresponder às expectativas dos outros determinem seu comportamento. A sensação de não pertencimento também pode ser trabalhada em psicoterapia, especialmente compreendendo como suas experiências anteriores influenciaram a forma como você se percebe e se relaciona atualmente. O objetivo não é transformar você em outra pessoa, mas ajudá-la a se sentir mais livre e segura para ser quem é.
O que você contou sobre esses seis meses já traz uma informação importante: a ansiedade diminuiu e você conseguiu ampliar suas interações mesmo continuando sendo uma pessoa mais quieta. Isso é evolução. Superar a ansiedade social não significa necessariamente virar extrovertida, falar muito ou nunca mais se incomodar com a opinião dos outros. Seu jeito mais reservado pode continuar fazendo parte de você. Eu trabalharia principalmente essa cobrança que aparece quando alguém diz “você é tão quieta”. Talvez valha se perguntar: “O que eu concluo sobre mim quando alguém fala isso?” É aí que pode estar parte do sofrimento. E tem outra pergunta importante: você está falando pouco porque gostaria de falar e a ansiedade impede, ou porque naquele momento simplesmente não tem vontade de falar mais? São situações bem diferentes. Melhorar é ganhar liberdade: conseguir falar quando quiser, ficar quieta quando quiser e não precisar medir sua evolução pela expectativa que os outros têm sobre como você deveria ser.
Oi! O que você descreve não significa que você não esteja evoluindo. Na verdade, o fato de hoje conseguir interagir melhor e sentir menos ansiedade mostra que alguma coisa já mudou :) Os comentários sobre ser “séria” ou “quieta” podem incomodar porque acabam fazendo você questionar se está sendo “sociável o suficiente”. Mas ser mais reservada não é, por si só, um problema que precise ser corrigido. Superar a ansiedade social não significa necessariamente deixar de ser tímida, falar muito ou passar a se sentir pertencente em todos os lugares. Significa, principalmente, conseguir fazer o que é importante para você mesmo quando existe ansiedade, sem ficar tão limitada pelo medo da avaliação dos outros. Um abraço em ti!
Você evoluiu muito e isso fica claro na sua própria descrição. Seis meses atrás estava travada; hoje fala o que quer falar. Isso é progresso real, mesmo que comentários alheios façam você duvidar disso. Esses comentários doem porque tocam numa ferida antiga a do bullying, do silêncio forçado, da sensação de não pertencer. O problema não é você ser quieta; é que aprendeu, ao longo da vida, que ser como é não era suficiente. Trabalhar isso é parte do processo. Sobre sua pergunta o que é se curar? Não é virar uma pessoa extrovertida ou parar de ser quieta. É deixar de sofrer por ser quem você é. É falar quando quer falar, sem se sentir errada por não falar mais. Você parece estar caminhando exatamente nessa direção. A sensação de não pertencimento e a dificuldade em confiar na própria evolução são pontos que valem ser trabalhados em psicoterapia, há muito a ganhar com esse acompanhamento.
Pelo que você conta, existe sim uma evolução importante acontecendo no seu trabalho. No início, trabalhar como operadora de caixa despertava muita ansiedade e fazia você se sentir travada. Depois de seis meses, você percebe que consegue interagir melhor e que a ansiedade diminuiu. Comentários como “você é muito quieta” não devem apagar ed forma alguma esse processo. A timidez também não precisa desaparecer para que você esteja bem, pois ser mais reservada pode fazer parte da sua personalidade. A questão é perceber se o silêncio representa uma escolha confortável ou se o medo está impedindo você de falar, se posicionar, criar vínculos e participar de situações importantes. Sua história de bullying pode ter ensinado você a observar o ambiente com mais cuidado e a esperar julgamentos. Por isso, esses comentários talvez encontrem uma parte sua que ainda pergunta: “Será que continuo inadequada?” O comentário de outra pessoa descreve apenas o modo como ela percebeu você naquele momento. Ele não define sua evolução nem determina quanto você deveria falar. Você pode responder de maneira simples, se quiser: “Sou mais quieta mesmo, mas estou bem” ou “Eu falo mais quando me sinto à vontade”. Também pode apenas reconhecer internamente que ouviu o comentário, perceber o desconforto e continuar fazendo o que considera importante, sem precisar provar que é comunicativa. A sensação de não pertencimento também merece atenção, principalmente por estar ligada à sua história. Um psicólogo precisaria conhecer melhor a frequência, a intensidade e os impactos desses sintomas para avaliar se existe um transtorno de ansiedade social. Esta resposta é uma reflexão geral e não substitui uma consulta. A psicoterapia pode ajudar você a cuidar dessas experiências e reconhecer seu próprio ritmo, sem usar o comportamento das outras pessoas como única medida do seu progresso.
Boa tarde, tudo bem? Primeiro quero reconhecer o quanto você já avançou, sair de uma infância marcada por bullying e isolamento e conseguir hoje trabalhar como operadora de caixa, interagindo constantemente com pessoas, é um progresso real e significativo, mesmo que ainda existam momentos difíceis. Isso já mostra uma capacidade de se expor e se adaptar que talvez você não esteja valorizando o suficiente em si mesma. Sobre os comentários de que você é séria ou quieta, é importante separar duas coisas, o que os outros observam do lado de fora e o que se passa dentro de você. Curar a ansiedade social não significa necessariamente se tornar uma pessoa extrovertida ou faladora, ela pode continuar sendo mais reservada por temperamento, e isso não é sinal de que algo está errado, muitas pessoas equilibradas e seguras de si são naturalmente mais quietas. O que muda com o processo terapêutico é a relação que você tem com esse jeito de ser, deixando de ser algo que te aprisiona pelo medo e passando a ser uma escolha ou característica que você habita com mais leveza. Quando alguém comenta que você é quieta, o que dói mais, a sensação de estar sendo criticada ou o medo de que isso signifique que você ainda não melhorou de verdade? E essa sensação de não pertencimento que você mencionou, ela aparece mais em situações específicas ou é algo que sente de forma mais ampla, mesmo em lugares onde já está mais confortável? Aprender a conviver com certos comentários sem que eles abalem sua percepção sobre o próprio progresso é também parte do processo de cura, e continuar esse trabalho com acompanhamento pode ajudar a consolidar o que você já conquistou. Caso precise, estou à disposição.
O que você descreve mostra algo importante: você já percebeu uma evolução concreta. Conseguir trabalhar, interagir com clientes e perceber que a ansiedade diminuiu ao longo desses seis meses são sinais de que você desenvolveu recursos para lidar melhor com situações que antes eram muito difíceis. Ser mais quieta, séria ou introvertida não significa necessariamente ter ansiedade social. A timidez e a introversão também podem fazer parte da personalidade. O transtorno de ansiedade social envolve um medo intenso e persistente de situações em que a pessoa pode ser avaliada, acompanhado de sofrimento e/ou prejuízo significativo. Por isso, não é possível concluir um diagnóstico apenas por esses relatos. Sobre os comentários, pode ser útil separar duas coisas: “sou uma pessoa mais quieta” de “há algo errado comigo porque sou quieta”. Quando alguém diz “você é muito séria” ou “você não fala”, isso é uma observação sobre seu comportamento naquele momento, não uma avaliação do seu valor ou uma prova de que você não evoluiu. Na TCC, podemos trabalhar pensamentos como “se continuam dizendo isso, então não melhorei” ou “preciso falar mais para ser aceita”. Uma pergunta importante seria: “O que eu acredito que esse comentário significa sobre mim?” Talvez apareça algo como “as pessoas não vão gostar de mim”, “não pertenço ao grupo” ou “preciso ser mais extrovertida para ser aceita”. Essas crenças podem ser trabalhadas gradualmente. E melhorar da ansiedade social não significa necessariamente deixar de ser tímida ou passar a falar muito. O objetivo não é transformar sua personalidade. É conseguir escolher como agir sem que o medo ou a preocupação com o julgamento dos outros determinem suas escolhas. Por exemplo, se você é naturalmente mais reservada e está confortável assim, não há necessariamente algo que precise ser “consertado”. Mas se gostaria de conversar mais e deixa de fazê-lo por medo de julgamento, aí existe uma habilidade que pode ser desenvolvida. Da mesma forma, sentir-se incomodada com um comentário não significa que você voltou para trás. A evolução não costuma ser linear. Você pode ainda sentir ansiedade, vergonha ou insegurança e, mesmo assim, estar muito melhor do que estava anteriormente. Talvez uma definição mais útil de “se curar” seja: conseguir viver de acordo com o que é importante para você, tolerando a possibilidade de ser julgada, não agradar todo mundo ou parecer mais quieta do que outras pessoas, sem precisar modificar quem você é para se sentir pertencente. E a sensação de não pertencimento também pode ser trabalhada em terapia, especialmente considerando suas experiências anteriores de bullying. O objetivo não precisa ser fazer com que todo mundo goste de você, mas construir a percepção de que você pode ocupar seu espaço, estabelecer vínculos e pertencer sem precisar deixar de ser quem é.
O que você está descrevendo é muito mais compatível com um processo de desenvolvimento do que com um fracasso na sua evolução. Pense em tudo o que mudou em seis meses: você entrou em um trabalho que inicialmente despertava muita ansiedade, conseguiu permanecer nele, passou a interagir com pessoas diariamente e percebe que hoje está significativamente menos travada. Isso é evidência concreta de progresso, mesmo que ainda existam desconforto, timidez e insegurança. E talvez seja justamente aí que esteja uma mudança importante de perspectiva: **curar a ansiedade social não significa necessariamente deixar de ser uma pessoa tímida, quieta ou mais reservada**. A questão não é transformar você em alguém extrovertida, mas fazer com que a sua personalidade não seja governada pelo medo. Você pode continuar sendo uma pessoa séria e falar pouco, mas conseguir falar quando deseja, olhar para alguém, expressar uma opinião, colocar um limite ou participar de uma conversa sem sentir que precisa se transformar para ser aceita. Os comentários dos outros podem incomodar, especialmente porque você cresceu recebendo avaliações negativas e sofreu bullying; portanto, é compreensível que hoje uma simples observação como “você é muito quieta” possa tocar em uma ferida antiga e fazer surgir a dúvida: “será que há algo errado comigo?”. Mas o comentário de alguém sobre você não é uma medida objetiva da sua evolução. Talvez você esteja falando mais, mas ainda seja mais silenciosa do que seus colegas; as duas coisas podem ser verdadeiras simultaneamente. Em relação ao sentimento de não pertencimento, eu daria bastante atenção a ele, porque pertencer não significa conseguir conversar o tempo inteiro ou ser a pessoa mais expansiva do ambiente; significa conseguir sentir que existe espaço para você ser quem é sem precisar desempenhar uma personalidade para merecer estar ali. Então, talvez a sua recuperação não seja chegar ao ponto em que ninguém mais diga “você é quieta”, mas chegar ao ponto em que, quando alguém disser isso, você consiga pensar: **“Sim, eu sou mais quieta. E isso não significa que há algo errado comigo.”** A ansiedade social vai perdendo força justamente quando você deixa de organizar sua vida em torno da necessidade de evitar julgamento e começa a escolher seus comportamentos de acordo com aquilo que realmente deseja. E você já tem uma evidência muito bonita disso: aquela mulher que entrou nesse trabalho há seis meses, travada e extremamente ansiosa, não é exatamente a mesma mulher que está trabalhando hoje e percebendo que consegue lidar melhor com as pessoas. Talvez você ainda não esteja onde gostaria de estar, mas isso não significa que não esteja caminhando.
O fato de você ainda ser uma pessoa mais quieta não significa que não esteja evoluindo. Ser tímida ou introvertida não é, por si só, um problema a ser “curado”. O que merece atenção é o sofrimento e as limitações que a ansiedade podem causar. Pelo seu relato, existe algo importante: você percebe que, depois de seis meses, consegue interagir melhor e se sente menos ansiosa. Isso é uma mudança real, mesmo que as pessoas ao seu redor continuem percebendo você como mais séria ou reservada. Talvez uma parte do seu sofrimento esteja justamente em acreditar que, para estar “melhor”, você precisa deixar de ser quieta. Mas é possível desenvolver mais segurança social sem precisar se transformar em outra pessoa. Comentários como “você é muito quieta” podem tocar em experiências antigas, especialmente considerando o bullying que você viveu. Por isso, talvez eles despertem uma sensação de não pertencimento ou a dúvida sobre se você está fazendo algo errado. Uma pergunta importante pode ser: “Eu estou quieta porque quero e me sinto confortável assim, ou estou me calando porque tenho medo?” Essa diferença é mais importante do que a quantidade de coisas que você fala. E talvez “melhorar” não signifique nunca mais sentir ansiedade ou nunca mais ouvir esses comentários. Pode significar conseguir escolher como agir mesmo quando a ansiedade aparece, sem precisar se afastar de situações importantes ou acreditar que há algo errado com você por ser quem é. Se essa ansiedade ainda traz sofrimento significativo, a psicoterapia pode ajudar a compreender sua história e desenvolver mais segurança nas relações, sem transformar sua personalidade em um problema. Espero ter ajudado.
Olá! Pelo que você conta, existe algo muito importante na sua experiência: você percebe que mudou. Uma situação que, no início, era muito difícil e fazia você se sentir travada hoje é vivenciada com mais segurança. Isso já é uma transformação, ainda que os comentários das outras pessoas façam você duvidar dela. Pela perspectiva fenomenológico-existencial, eu teria cuidado com a ideia de “se curar da timidez” como se houvesse um padrão de pessoa que você precisasse alcançar. Ser mais quieta ou séria não é, por si só, um problema. A questão é compreender quando o seu jeito de ser corresponde a uma escolha sua e quando você sente que precisa se comportar de determinada maneira para ser aceita pelos outros. Talvez esses comentários sejam especialmente difíceis porque encontram uma história anterior: você conta que sofreu bullying e que, desde então, foi se fechando. Então, quando alguém diz “você é muito quieta” ou “você é muito séria”, talvez não esteja sendo apenas um comentário sobre o presente. Ele pode tocar em experiências antigas de não pertencimento, julgamento ou inadequação. Por isso, sentir-se incomodada com esses comentários não significa que você não esteja evoluindo. A mudança não necessariamente acontece quando deixamos de sentir ansiedade ou quando ninguém mais faz comentários. Ela pode acontecer quando conseguimos ouvir essas coisas sem permitir que elas determinem o modo como enxergamos a nós mesmos. Você pode continuar sendo uma pessoa mais reservada e, ao mesmo tempo, sentir-se cada vez mais livre para conversar quando quiser, participar, dizer o que pensa e estabelecer relações. Ser mais quieta não precisa significar ser socialmente incapaz. Talvez seja interessante começar a perceber a diferença entre: “Eu não estou falando porque estou com medo e gostaria de falar.” e “Eu não estou falando porque estou com medo e gostaria de falar.” e São experiências muito diferentes. E sobre o sentimento de não pertencimento, talvez valha investigar: “O que eu acredito que precisaria ser ou fazer para finalmente sentir que pertenço?” Às vezes, passamos tanto tempo tentando corresponder a uma imagem de como deveríamos ser que esquecemos de perguntar se existe espaço para pertencermos sendo quem somos. Então, o que seria “se curar”? Talvez não seja deixar de ser tímida, deixar de ser quieta ou fazer com que ninguém mais perceba essas características. Pode ser ter mais liberdade para escolher como quer se relacionar com o mundo, sem que o medo do julgamento determine suas possibilidades. E, pelo que você descreveu, talvez você já esteja experimentando um pouco disso: há seis meses você se sentia muito travada no trabalho e hoje consegue perceber que está melhor nas interações.
Olá. Eu agradeço por compartilhar sua experiência. Você já está em um processo significativo de mudança, sentir desconforto com a opinião das pessoas não deve significar que você não esteja “se curando”. A terapia pode ajudar você a compreender que ouvir os comentários, talvez você vá, realmente, mas não deva se tornar refém deles. É importante compreender se a ansiedade social foi diagnosticada por um profissional da psiquiatria/psicologia? Atualmente há muitas informações sobre tudo nas redes sociais e isso pode agravar os sentimentos e pensamentos acerca da sua timidez. Antes de qualquer diagnóstico, um espaço acolhedor onde você possa falar sem julgamentos, sem sentir que precisa ser perfeita, poderá ajudar você aprender a lidar com os comentários sobre você e se isso requer mesmo uma “cura” como você está trazendo. Você ser em sua subjetividade não significa que você esteja adoecida, exceto quando você quer mudar algo em você que sente não fazer sentido.
Sua melhora ao longo desses seis meses já demonstra uma evolução importante. Superar a ansiedade social não significa tornar-se extrovertida, falar o tempo todo ou nunca mais ouvir que você é quieta. Significa conseguir se expressar, trabalhar e se relacionar sem que o medo determine suas escolhas. Esses comentários podem tocar em feridas deixadas pelo bullying, mas não anulam seu progresso. Você pode responder com tranquilidade: “Sou mais reservada, mas estou confortável assim” ou “Falo quando tenho algo que desejo compartilhar”. A terapia pode ajudá-la a diferenciar seu jeito de ser da ansiedade, fortalecer o sentimento de pertencimento e reduzir o peso da opinião alheia. Curar-se não é deixar de sentir qualquer desconforto, mas desenvolver liberdade e recursos para lidar com ele. Estou à disposição para acolhê-la nesse processo.
Olá. Você fez a pergunta certa no final: o que de fato é estar se curando? Cura, aqui, não é virar extrovertida. É deixar de sofrer com o que você é. Ansiedade social e timidez não são a mesma coisa — a segunda é temperamento, e não precisa de tratamento. O que adoece é o medo do julgamento, não o fato de você falar pouco. Repare no que você mesma descreveu: seis meses atrás estava travada, hoje interage e a ansiedade diminuiu. Isso é evolução real, medida por você, na prática. O que a colocou em dúvida não foi um sintoma — foi um comentário de terceiros sobre o seu jeito. São critérios diferentes, e você está usando o de fora para avaliar o de dentro. Respondendo diretamente: não, você provavelmente não vai parar de ouvir esses comentários. Pessoas quietas ouvem isso a vida inteira, inclusive as que nunca tiveram ansiedade. O que muda com o tratamento é o que o comentário faz com você. Hoje ele te derruba e te faz duvidar do próprio progresso. Depois, vira só uma observação imprecisa de alguém que não te conhece bem. Sobre a sensação de não pertencimento: ela costuma ter raiz mais antiga que o trabalho atual. Você mencionou bullying na escola e um fechamento progressivo desde então — é ali que essa sensação normalmente se forma, e é ali que o trabalho terapêutico costuma render mais. Um bom sinal de melhora, para você usar como referência: não é falar mais. É poder ficar em silêncio numa roda sem que o silêncio doa.
Pelo que você contou, existe algo muito importante: há seis meses você começou esse trabalho com muita ansiedade e hoje consegue interagir melhor, falar o que considera necessário e se sente menos travada. Isso já é uma mudança significativa. Ser tímida, quieta ou mais séria não significa necessariamente ter ansiedade social. E se alguém comenta que você é quieta, isso não apaga a sua evolução. Talvez o que esteja acontecendo seja que você ainda esteja aprendendo a não transformar a opinião das pessoas em uma avaliação sobre você. Se curar da ansiedade social não significa necessariamente deixar de ser tímida, tornar-se extrovertida ou fazer com que ninguém mais diga que você é quieta. Significa, principalmente, poder escolher como agir sem que o medo da avaliação dos outros determine seu comportamento. Talvez a pergunta deixe de ser ‘as pessoas ainda estão percebendo que sou quieta?’ e passe a ser: ‘Eu estou conseguindo ser quem sou e fazer o que quero, mesmo quando alguém percebe que sou quieta?’ E essa sensação de não pertencimento também merece ser explorada. Talvez não seja necessário mudar quem você é para pertencer. Podemos trabalhar para que você consiga se aproximar das pessoas sem sentir que precisa se transformar em alguém diferente para ser aceita. A sua evolução não precisa ser medida pela quantidade de coisas que você fala, mas pela liberdade que você está conquistando para decidir quando quer falar, quando prefere ficar quieta e como deseja se relacionar.” Uma pergunta que eu usaria bastante com ela seria: “Quando alguém diz que você é quieta, o que você conclui sobre você mesma?” Porque talvez o sofrimento não esteja propriamente no comentário, mas no significado que ela aprendeu a dar a ele — especialmente considerando a história de bullying e de se fechar para se proteger.
O fato de você ainda se sentir incomodada com esses comentários não significa que não esteja evoluindo. Pelo contrário: você relata que, em seis meses, conseguiu permanecer em um trabalho que inicialmente provocava muita ansiedade e hoje consegue interagir melhor. Isso é uma mudança importante. Ser tímida, quieta ou mais reservada não é uma doença que precise ser curada. O que merece atenção é quando o medo da avaliação dos outros limita sua vida, faz você evitar situações ou provoca sofrimento significativo. O objetivo da psicoterapia não seria transformá-la em uma pessoa extrovertida, mas ajudá-la a ter mais liberdade para falar, interagir e se posicionar quando desejar, mesmo diante de algum desconforto. Sua história de bullying também pode ter contribuído para que situações sociais e comentários sobre você adquirissem um peso maior. Isso pode ser trabalhado. A psicoterapia pode ajudá-la a diferenciar “eu sou uma pessoa mais reservada” de “eu deixo de fazer o que gostaria porque tenho medo do julgamento”. Essa diferença é muito importante. Se perceber que essa ansiedade, a sensação de não pertencimento e a preocupação com a opinião dos outros ainda trazem sofrimento, vale procurar acompanhamento psicológico. Estou à disposição caso queira conversar e compreender melhor essas questões.
Você não precisa deixar de ser quieta para estar melhor. O fato de hoje conseguir interagir mais e sentir menos ansiedade já mostra evolução. Na terapia, eu te ajudaria a trabalhar essa cobrança, o medo do julgamento e a sensação de não pertencimento. Melhorar é conseguir ser você mesma com menos sofrimento.
Olá, tudo bem? Melhorar da ansiedade social não significa virar uma pessoa extrovertida, e sim conseguir agir do jeito que você quer, mesmo sentindo alguma ansiedade. Os comentários sobre ser "séria e quieta" dizem mais sobre a expectativa dos outros do que sobre sua evolução. Se você já fala o que quer falar e a ansiedade diminuiu, isso é progresso real, mesmo que seu jeito continue mais quieto que o de outras pessoas. Você sente que precisa mudar sua personalidade, ou só aprender a não se abalar tanto com esses comentários? Vale trabalhar isso em terapia. Caso precise, estou à disposição.
Oi, tudo bem? "Curar" a ansiedade social não significa deixar de ser quieta ou reservada, essas podem ser características genúnas suas, não sintomas. O que muda com o tratamento é a liberdade de escolha: você fala quando quer falar, e fica em silêncio quando prefere, sem que isso seja motivado pelo medo. Pelo que você descreve, isso já está acontecendo, então os comentários dos outros dizem mais sobre a expectativa deles do que sobre um "problema" seu. Você acha que incomoda mais o comentário em si, ou a dúvida se ele tem razão? Vale trabalhar essa questão em terapia. Caso precise, estou à disposição.
Oi, tudo bem? Melhorar da ansiedade social não costuma significar virar uma pessoa extrovertida, algumas pessoas simplesmente têm um jeito mais reservado por natureza, e isso não é doença. O que muda com o tratamento é o sofrimento em torno disso: menos travamento, menos medo de julgamento, mais liberdade para escolher quando falar. Os comentários de que você é séria ou quieta dizem mais sobre a expectativa alheia do que sobre a sua evolução de verdade. Curar não é deixar de ouvir comentários (isso você não controla), é aprender a não deixá-los abalar tanto a forma como você se vê. Você sente que esses comentários mexem mais com a autoimagem ou com a sensação de não pertencer ao grupo? Caso precise, estou à disposição.
Primeiro, quero que respire com orgulho da sua trajetória, saiu de um histórico de bullying e timidez travada na infância para encarar o público como operadora de caixa diariamente é uma vitória gigantesca de exposição comportamental. Você já evoluiu muito, e sentir desconforto com comentários alheios não anula em nada o seu progresso. Cura não é virar uma pessoa extrovertida e falante: Curar-se da ansiedade social não significa mudar o seu temperamento natural. Se você é mais introspectiva, reservada ou calma, esse é o seu jeito de ser, e não um defeito.
Parabéns pelo caminho que você já percorreu: perceber a própria evolução, mesmo com dúvidas, já é um sinal importante de autoconhecimento. Sobre sua pergunta, "se curar" da ansiedade social não significa deixar de ser quieta ou reservada, isso pode ser parte do seu jeito de ser, e não um sintoma. O que a terapia busca é reduzir o sofrimento e a paralisia diante de situações sociais, para que você possa escolher como agir, e não ficar refém do medo. Os comentários de outras pessoas sobre você ser "séria" ou "quieta" dizem mais sobre a percepção delas do que sobre sua saúde emocional, e é natural que ainda incomodem, principalmente por conta do histórico de bullying que você viveu. Seria interessante observar: esses comentários mexem mais com você por reativarem memórias antigas, ou pelo medo de estar "regredindo"? Caso precise, estou à disposição.
Olá, como tem passado ? O fato de alguém ainda dizer que você é “quieta” ou “séria” não apaga esse percurso, porque ser menos ansiosa não significa necessariamente se tornar uma pessoa expansiva, falante ou extrovertida. Uma coisa é não falar porque você não quer ou simplesmente não tem nada a dizer naquele momento; outra muito diferente é desejar falar e sentir-se impedida pelo medo. Talvez esses comentários tenham tanto peso justamente por tocarem numa história anterior. Você conta que cresceu muito tímida, quase não interagia na escola e sofreu bullying. Quando alguém hoje diz “você é muito quieta” ou “você não fala”, talvez você não escute apenas aquela frase dita por um colega de trabalho no presente. Ela pode encontrar dentro de você todas as outras vezes em que ser quieta foi apresentado como defeito, inadequação ou motivo para ser excluída. Talvez cura não seja chegar a um estado em que você nunca mais sente ansiedade, nunca fica tímida, nunca se sente deslocada e ninguém jamais comenta que você é quieta. Se colocarmos esse ideal como objetivo, praticamente qualquer vestígio de desconforto poderá ser interpretado como fracasso. Uma mudança mais profunda talvez seja poder entrar numa situação sentindo alguma ansiedade e, ainda assim, conseguir permanecer nela; poder conversar quando deseja, ficar em silêncio quando deseja, receber uma crítica sem concluir imediatamente que há algo errado com você e não precisar modificar sua personalidade inteira para se tornar aceitável. Inclusive, talvez seja importante recuperar o direito de ser quieta. Vivemos numa cultura que frequentemente transforma extroversão, desenvoltura social e facilidade para conversar em sinais de saúde, sucesso e confiança. Mas não existe nada necessariamente patológico em gostar de silêncio, falar pouco, observar mais ou precisar de tempo para criar intimidade. Então eu não usaria esses comentários como termômetro da sua melhora. Um termômetro muito mais interessante seria perguntar: minha vida está ficando maior ou menor? Hoje consigo fazer coisas que antes evitava? Consigo falar quando tenho algo a dizer? Consigo permanecer numa interação mesmo sentindo algum desconforto? Estou menos dominada pela necessidade de saber o que os outros pensam de mim? Consigo discordar, cometer alguma gafe ou simplesmente não agradar alguém sem transformar isso numa catástrofe sobre quem eu sou? Talvez “estar se curando” seja justamente isso: não deixar de ser tímida, quieta ou sensível ao olhar dos outros, mas conquistar cada vez mais liberdade diante dessas coisas. A cura não precisa produzir uma nova personagem expansiva que entra numa sala conversando com todo mundo. Pode ser algo muito mais discreto e profundo: você continuar sendo você, mas sem precisar pedir constantemente ao olhar dos outros a autorização para existir do seu próprio jeito. Espero ter ajudado e sigo à disposição.
Olá. Acho muito interessante a forma como você percebeu sua própria evolução e, ao mesmo tempo, como os comentários das pessoas fazem você duvidar dela. Não sei dizer como será a sua cura, o que vai acontecer com você. O que percebo na prática clínica, e compreendo como psicóloga, é que desenvolvimento emocional não significa necessariamente mudar quem você é ou deixar de sentir determinados sentimentos. Tem mais a ver com ampliar a consciência e a compreensão sobre o que acontece com você, para então poder escolher e agir de outras formas, sem que as emoções determinem tanto o que você faz. E, às vezes, quando conseguimos ressignificar algumas situações, nossa forma de senti-las também muda. O fato de você continuar sendo uma pessoa mais quieta não tem relação com o quanto avançou. Vale olhar para o que você consegue fazer hoje que antes não conseguia e para a liberdade que tem para escolher como quer se relacionar com as pessoas. Abraço.
Ser quieta é um problema para você ou é a observação que os outros fazem sobre isso que te incomoda? Há vários tipos de pessoas e cada um tem um jeito particular de ser. A "cura" não é que esse sentimento desapareça, mas que você se aceitando do jeito que é, possa mudar essa configuração.
Responder a sua pergunta de forma direta exige desmistificar o que significa "cura": na Terapia Cognitivo-Comportamental, curar-se da ansiedade social não significa se transformar em uma pessoa extrovertida que fala sem parar ou que agrada a todo mundo, mas sim aprender a silenciar as autocobranças, respeitar o seu jeito mais quieto e calmo de ser sem sentir vergonha por isso e parar de permitir que os comentários alheios meçam o seu valor ou a sua evolução. O fato de você ouvir que é "séria" ou "quieta" fala muito mais sobre a expectativa rasa do outro do que sobre uma falha sua, pois vivemos em uma sociedade que supervaloriza a extroversão barulhenta e ignora que pessoas mais introspectivas também são profundamente capazes, atenciosas e eficientes. Sentir-se afetada por essas falas ou ter essa sensação de não pertencimento não significa que você não está evoluindo, mas sim que o seu cérebro ainda preserva velhas cicatrizes de rejeição da época da escola, fazendo com que uma simples observação do cotidiano seja interpretada pela sua mente como uma crítica ou uma ameaça. Para lidar com esses comentários no seu dia a dia, o segredo é treinar a sua mente para desarmar a necessidade de se defender, usando respostas curtas e seguras como "sou mais tranquila mesmo, mas estou super atenta ao trabalho" e, internamente, lembrar a si mesma do caminho gigante que você já percorreu. A verdadeira cura da ansiedade social é justamente alcançar essa paz interior em que você aprende a conviver de forma leve com quem você é, entendendo que você tem todo o direito de falar apenas o que deseja, no seu próprio tempo, sem precisar vestir uma máscara para caber na expectativa dos outros. Se você sente que deseja fortalecer ainda mais a sua autoestima, ressignificar as marcas do passado e consolidar essa segurança interna para não deixar mais ninguém fazer você duvidar da sua própria jornada, o acompanhamento em Terapia Cognitivo-Comportamental é o ambiente seguro e prático ideal para te dar todas as ferramentas que você precisa para se sentir inteira, pertencente e em paz com a sua própria voz.
O que você está descrevendo mostra justamente uma diferença importante: melhorar da ansiedade social não significa necessariamente deixar de ser tímida, quieta ou séria. Você mesma percebe que, depois de seis meses, consegue interagir melhor e sente menos ansiedade. Isso é evolução. Os comentários das pessoas podem incomodar, mas uma coisa é aprender a lidar com eles; outra, bem diferente, é transformar esses comentários em uma exigência para a sua “cura”. Você não precisa se tornar uma pessoa falante e extrovertida para provar que está melhor. Talvez o trabalho seja conseguir ouvir “você é muito quieta” sem imediatamente traduzir isso como “tem algo errado comigo”.
Melhorar da ansiedade social não significa deixar de sentir qualquer desconforto em situações sociais. Muitas vezes, a melhora aparece justamente quando você continua fazendo aquilo que antes evitava, mesmo ainda sentindo alguma ansiedade. Pelo que você relata, já houve mudanças importantes na sua capacidade de conversar e permanecer nessas situações. Comentários de outras pessoas podem tocar em inseguranças antigas, mas não são uma medida objetiva da sua evolução. Também é importante diferenciar uma brincadeira pontual de situações repetidas de humilhação ou bullying, que não precisam simplesmente ser toleradas. Na terapia, pode ser trabalhada tanto a ansiedade quanto a maneira de se posicionar nessas situações sem transformar cada comentário em uma avaliação sobre quem você é.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

























