Perguntas do paciente (6926)
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Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo
Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que mais machuca aí não é só o que você viveu no trabalho, mas o fato de que, ao tentar dar sentido a isso, você não encontrou reconhecimento justamente de quem esperava algum tipo de amparo. Quando essa validação não vem, a experiência deixa de ser apenas sofrimento e passa a carregar também um sentimento profundo de abandono e de quebra de confiança, como se você tivesse ficado sozinho diante de algo que te atravessou intensamente. A conclusão de que as pessoas não prestam aparece quase como uma forma de se proteger de reviver essa dor, mas ao mesmo tempo pode te isolar ainda mais. Elaborar isso não é forçar um perdão ou fingir que não aconteceu, mas poder entender o lugar que essa ausência da sua mãe ocupou em você e como isso continua ecoando nas suas relações e na forma como você enxerga o outro. Esse tipo de marca não se desfaz só com o tempo, mas pode ganhar novos sentidos quando você tem um espaço onde sua experiência é realmente escutada e reconhecida, e isso pode te ajudar a se reposicionar sem precisar carregar tudo sozinho. Se fizer sentido, podemos trabalhar isso juntos com o cuidado que essa história pede.
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Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento
Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente
Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondamRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Repetir uma palavra ou frase pode sim produzir um efeito de acalmamento, mas não exatamente porque você “controla” diretamente as ondas cerebrais, e sim porque esse movimento cria uma espécie de ritmo que reduz a dispersão e diminui a invasão de outros pensamentos. Quando você sustenta essa repetição, algo da agitação tende a se organizar, quase como se desse um contorno para o excesso que circula na mente. Dizer em voz alta ou apenas mentalmente não é uma questão de certo ou errado, mas de como isso te atravessa, algumas pessoas se conectam mais com o som, outras com o silêncio interno, o importante é perceber o que acontece com você enquanto faz. Ainda assim, quando a repetição vira uma tentativa de calar ou evitar pensamentos que insistem, pode acabar funcionando só como um alívio momentâneo, sem tocar no que está por trás disso. Se você percebe que precisa recorrer a esse tipo de estratégia com frequência para se sentir melhor, talvez exista algo aí que merece ser escutado com mais profundidade, e isso pode ser trabalhado em um espaço terapêutico.
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode ser vivido como um excesso interno que não encontra facilmente um ponto de amarração, como se sua atenção fosse puxada por muitas direções ao mesmo tempo, então antes de tentar “forçar” foco vale observar em que momentos isso se intensifica, o que estava acontecendo antes, quais pensamentos aparecem e que tipo de exigência você sente sobre si, porque muitas vezes a agitação responde a uma pressão silenciosa ou a um modo de funcionamento já automatizado, e no manejo prático pode ajudar criar pequenos recortes no trabalho com metas simples e delimitadas, pausas breves para retomar o eixo e reduzir estímulos ao redor, mas sem transformar isso em mais uma cobrança, ao mesmo tempo em que um espaço de escuta clínica pode te ajudar a entender o sentido dessa aceleração e construir formas mais próprias de lidar com ela, e se esses sintomas forem muito persistentes ou impactarem seu dia a dia de forma significativa, considerar também uma avaliação com um profissional pode ser um cuidado importante.
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Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d
Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.
Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.
Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.
Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve merece atenção cuidadosa, mas não aponta automaticamente para algo “grave” no sentido que muitas vezes se teme, porque esses flashes rápidos e intrusivos podem se aproximar do que chamamos de pensamentos intrusivos, que surgem sem intenção, são egodistônicos (não combinam com o que você quer ou acredita) e acabam produzindo essa sensação de urgência ou de “e se…”, levando a pequenos rituais de checagem como forma de aliviar a angústia, e isso pode dialogar com quadros do espectro do Transtorno Obsessivo-Compulsivo, embora não se restrinja a ele, já que também pode aparecer em contextos de ansiedade elevada, estresse ou até como forma do psiquismo tentar dar conta de algo que não está simbolizado, enquanto esses episódios mais antigos de percepções visuais intensas e sensação corporal estranha na infância e adolescência podem ter outra natureza, às vezes relacionados a fenômenos perceptivos transitórios, estados de ansiedade intensa, experiências do sono ou até manifestações neurológicas benignas, por isso é importante não juntar tudo automaticamente como se fosse uma única causa sem investigação; o mais indicado é uma avaliação com um psiquiatra para descartar ou compreender possíveis componentes biológicos e, ao mesmo tempo, um acompanhamento com um psicólogo clínico, onde você possa falar livremente sobre essas experiências, porque mais do que eliminar os sintomas de imediato, interessa entender o lugar que eles ocupam na sua vida psíquica e como você pode construir outras formas de lidar com essa invasão de pensamentos, e se houver aumento da frequência, sofrimento intenso ou impacto no seu funcionamento, buscar esse cuidado sem adiar é um passo importante.
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Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet
Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.
Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.
Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.
Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode, sim, se articular ao funcionamento do TOC, especialmente quando um pensamento involuntário e hipotético ganha um peso excessivo, como se tivesse o mesmo valor de um ato, gerando culpa intensa e necessidade de certeza ou “pureza” emocional, mas, pela psicanálise, é importante lembrar que o pensamento não equivale ao desejo nem à ação, e que a vida psíquica é atravessada por associações, fantasias e lembranças que não definem, por si só, o que você quer ou sente de forma consciente; o sofrimento parece menos ligado à existência do pensamento e mais à forma como você se relaciona com ele, tentando controlá-lo ou atribuir-lhe um significado moral absoluto, o que tende a intensificar o ciclo de angústia; isso não necessariamente indica que você ainda tenha um sentimento por essa pessoa, mas pode apontar para algo não elaborado ligado à culpa e à sua posição subjetiva diante desse acontecimento, sendo possível trabalhar isso em terapia para que esses pensamentos percam a força de ameaça e você possa se autorizar a viver o presente sem precisar responder a cada movimento da mente como se fosse uma verdade sobre você.
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Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansi
Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansiedade, nunca mais tive as crises. Porém, estou me sentindo "muito tranquila", o que me causa até certa estranheza. Comentei com a psiquiatra que acompanha meu tratamento e a mesma afirmou que isso é comum e o organismo tende a acostumar, com o passar das semanas está é a nova sensação que será presente, a de bem-estar. Comentei o mesmo com minha psicóloga e ela aponta que isto é comum e justamente o bjetivo da medicação e que essa nova sensação de tranquilidade deve ser trabalhada em terapia, para que eu aprenda a lidar com ela e finalmente "descansar a cabeça" e que esta estranheza é comum pois vivi muitos anos com TAG e devo me readequar a este novo funcionamento. Ao mesmo tempo, quando paro, acabo me sentindo agoniada, pois parece que "não sou eu" e acabo me sentindo triste com isto.
Com o andar do tratamento, a tendência é que esta sensação seja comum e "meu novo normal"?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é bastante compreensível no início do tratamento, pois a diminuição da ansiedade pode produzir uma sensação de estranhamento, como se houvesse um “silêncio” interno ao qual você ainda não está habituada, especialmente após anos funcionando sob tensão; do ponto de vista clínico e também psicanalítico, não se trata de você deixar de ser quem é, mas de um rearranjo do seu modo de funcionamento psíquico, em que a ausência do excesso de angústia pode inicialmente ser vivida como perda de referência, o que explica essa sensação de não reconhecimento e até certa tristeza; com o tempo, a tendência é que essa tranquilidade deixe de parecer estranha e passe a ser integrada como parte do seu modo de estar no mundo, desde que possa ser elaborada em terapia, onde você vai construindo novas formas de se reconhecer sem precisar da ansiedade como eixo organizador, mantendo sempre o acompanhamento com a psiquiatra para avaliar efeitos e ajustes, caso necessário.
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Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta
Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a DBT pode ser utilizada mesmo sem o diagnóstico de transtorno de personalidade borderline, pois ela foi ampliada ao longo do tempo para diferentes quadros que envolvem dificuldade na regulação emocional, impulsividade e sofrimento psíquico intenso, o que pode estar presente tanto no TDAH quanto na bipolaridade; no entanto, é importante considerar que cada abordagem tem um modo próprio de compreender o sujeito, e, do ponto de vista psicanalítico, a questão não se limita apenas a adquirir habilidades, mas a entender o lugar desses sintomas na sua história e como eles se articulam com o seu modo de desejar e se relacionar, o que pode explicar por que a TCC não tem produzido os efeitos esperados para você; assim, mais do que escolher uma técnica específica, pode ser importante encontrar um processo terapêutico com o qual você se implique, podendo inclusive combinar acompanhamentos, desde que haja coerência ética e clínica, para que o tratamento não se reduza a protocolos, mas possibilite uma elaboração mais profunda do seu sofrimento.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve não indica necessariamente um vício, mas sim um encontro pontual com conteúdos que entram em conflito com seus valores e despertam intensa culpa e angústia, e, do ponto de vista psicanalítico, essa reação pode falar mais sobre a força do seu superego e de ideais internos do que sobre um desejo real de repetição ou identificação com esse tipo de material, já que houve interrupção rápida e mal-estar imediato; a experiência negativa com o profissional anterior também pode ter deixado uma marca de exposição e julgamento, dificultando a busca por ajuda, mas é seu direito encontrar um espaço ético, acolhedor e sem julgamentos, como orienta o código do CRP, onde você possa elaborar essas vivências com respeito à sua singularidade; sim, é possível trabalhar essa culpa e reduzir essa sensação de “recaída”, compreendendo o lugar que a sexualidade, o tédio e a curiosidade ocupam na sua vida, sem que isso defina quem você é, e retomar a terapia pode ser um caminho importante para ressignificar essa experiência com mais cuidado e menos autocrítica.
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Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,
Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
Muito obrigadoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve parece uma reação de medo intenso que pode estar além do esperado para a idade, e o primeiro profissional indicado é um psicólogo infantil, que poderá avaliar se se trata de uma fobia específica ou de um padrão de ansiedade mais amplo, além de compreender o sentido desse medo na história e no modo como sua filha percebe o mundo; do ponto de vista psicanalítico, esses medos podem expressar angústias internas que encontram nesses animais uma forma de representação, por isso o trabalho não é apenas “retirar o medo”, mas ajudá-la a elaborar o que está por trás dessa reação, sempre de forma lúdica e respeitosa, conforme orienta o código de ética do CRP; em alguns casos, se houver necessidade, o psicólogo pode indicar avaliação conjunta com um psiquiatra infantil, mas o início geralmente se dá pela escuta clínica especializada.
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Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no ence
Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no encerramento de uma terapia que não resolveu a demanda.
É normal o processo ser encerrado sem uma sessão de devolutiva do psicólogo? Mesmo já tendo se passado alguns meses do término, o paciente ainda tem o direito de solicitar e receber essas informações por escrito, ou o profissional pode se recusar pelo tempo decorrido?
Eu gostaria de saber se tenho o direito de receber um relatório onde o profissional explique a visão geral dele sobre qual ele entendeu que era a minha demanda, qual seria a solução pensada por ele e quais barreiras ou limitações foram encontradas para que o processo não tenha dado certo. Também gostaria de saber se é meu direito pedir o prontuário com o histórico das sessões, contendo o que eu falei, as demandas que trouxe e as intervenções que ele fez.
O psicólogo é obrigado por regulamentação ou código de ética a me fornecer tudo isso caso eu peça, ou é algo opcional? Se for obrigado, como essas informações devem ser entregues oficialmente: em formato digital como PDF assinado ou em papel físico impresso?
Como preciso dessas informações para buscar uma nova ajuda especializada a partir da avaliação técnica de um profissional da saúde, o que mais seria de meu direito solicitar para me ajudar nessa transição, e também a entender toda a minha demanda a partir da visão de um profissional pra eu conseguir lidar melhor com minhas questões?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De acordo com o Código de Ética do CRP, o encerramento de um processo psicoterapêutico deve prezar pelo cuidado com o sujeito, sendo recomendável uma devolutiva, ainda que nem sempre ela ocorra por diferentes circunstâncias, o que não a torna eticamente ideal; mesmo após meses, você mantém o direito de solicitar documentos psicológicos, como relatório ou declaração, desde que elaborados com linguagem técnica, ética e sem exposição desnecessária, cabendo ao profissional avaliar o que pode ser fornecido sem ferir o sigilo de terceiros ou a própria condução clínica, sendo o prontuário um documento do psicólogo, mas com acesso garantido ao paciente às informações que lhe dizem respeito, não necessariamente em forma de transcrição literal das sessões, mas como síntese técnica; o profissional não pode se recusar injustificadamente a fornecer documentos, embora possa delimitar o formato e conteúdo conforme as normativas, e a entrega pode ser feita em meio físico ou digital, desde que assinada e com identificação profissional; do ponto de vista psicanalítico, é importante considerar que nem tudo do processo é passível de tradução integral em documento, mas você tem direito a uma elaboração que sustente a continuidade do cuidado, podendo também solicitar um encaminhamento ou relatório que favoreça sua transição para outro profissional.
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Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo
Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo do jeito dela , arruma uma cama tenq ser do jeito que ela bota se muda pronto já faz escândalo começa a jogar os brinquedos pro alto , as vezes que me bater me morde , as vezes colocar uma meia no pé a meia estando certa ela cisma que está errada aí começa o choro os gritos, está bem difícil até na rua agora ela está fazendo essas coisas ela tem 3 anos , ela fica tão irritada aí ponto até da cara dela ficar cm algumas placas vermelhas. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode ser muito angustiante, mas em uma criança de 3 anos esses episódios intensos de irritação, rigidez e dificuldade em lidar com frustrações podem fazer parte do desenvolvimento emocional, momento em que ainda não há recursos psíquicos consolidados para simbolizar o que sente e, por isso, o corpo e o comportamento acabam expressando esse excesso; ainda assim, quando há sofrimento frequente, intensidade elevada ou impacto na convivência, é ético e importante buscar uma avaliação com um psicólogo infantil, preferencialmente com experiência em primeira infância, podendo também contar com um neuropediatra para uma escuta ampliada, não no sentido de rotular, mas de compreender o que está em jogo na constituição subjetiva da sua filha e nas formas como ela está tentando se comunicar, de modo que o cuidado possa sustentar tanto a criança quanto você nesse manejo cotidiano.
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Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne
Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você traz aponta para algo que, na perspectiva psicanalítica, não se resolve simplesmente pelo tempo ou por ter seguido em frente, pois há um investimento afetivo que permaneceu em aberto e segue operando em você, fazendo com que outras relações não consigam ocupar esse lugar; mais do que “esquecer” essa pessoa, é importante se perguntar o que exatamente ela representa na sua história, quais expectativas, faltas ou ideais ficaram ligados a ela e que talvez não tenham sido simbolizados na época, já que a repetição do pensamento pode indicar uma tentativa psíquica de elaboração; nesse sentido, um processo terapêutico pode te ajudar a compreender esse vínculo para além da pessoa em si, permitindo que você não fique preso a uma imagem idealizada que interfere na sua possibilidade de se implicar de forma mais inteira em novas relações.
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Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona
Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Diante dessa dúvida, o mais indicado é iniciar com um psicólogo, pois é o profissional que poderá realizar uma escuta clínica cuidadosa, compreender a sua história, o modo como esses sinais aparecem na sua vida e levantar hipóteses diagnósticas sem precipitação, inclusive diferenciando o que pode estar relacionado a sofrimento psíquico, como a depressão, e o que pode apontar para condições do neurodesenvolvimento, como TEA e TDAH; a partir dessa avaliação, se houver necessidade, ele poderá te encaminhar para um psiquiatra ou neurologista para complementação diagnóstica e, eventualmente, manejo medicamentoso, garantindo um cuidado ético, integrado e que respeite a complexidade da sua experiência subjetiva, sem reduzir você a rótulos.
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Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse movimento de ficar lembrando repetidamente de pessoas que já morreram, junto com esse sentimento de pena, pode dizer de uma sensibilidade sua diante da perda e da finitude, mas também pode estar funcionando como algo que insiste, que volta mesmo quando você não quer, quase como se sua mente ficasse girando em torno disso sem encontrar um ponto de descanso, e aí não é só sobre lembrar dessas pessoas, mas sobre o efeito que isso produz em você, como uma mistura de tristeza, preocupação e talvez até uma tentativa de se preparar ou evitar algo que você sente que pode acontecer, então pode ser importante observar quando esses pensamentos aparecem com mais força, se vêm acompanhados de ansiedade ou de alguma imagem mais intensa, e ao invés de tentar expulsá-los à força, o que muitas vezes aumenta ainda mais a repetição, tentar reconhecê-los como pensamentos que passam pela sua mente e que não são necessariamente um sinal de que algo vai acontecer, ao mesmo tempo em que vale muito a pena levar isso para um espaço de escuta com um psicólogo, porque essa repetição pode estar ligada ao mesmo funcionamento que você descreveu antes, e entender o que está por trás disso pode te ajudar a diminuir essa carga emocional e encontrar uma forma mais leve de lidar com essas lembranças.
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode ser compreendido como uma forma de lidar com mudanças importantes que a gravidez mobiliza, tanto no lugar que você ocupa na relação quanto nas angústias e conflitos que podem emergir, e o recurso ao celular e à pornografia pode estar funcionando como tentativa de aliviar tensões ou evitar certos afetos que ainda não encontraram outra forma de expressão; o mais indicado é buscar um psicólogo, preferencialmente com escuta clínica consistente, para que esse comportamento seja compreendido em sua função na sua história e no momento atual, e, se houver prejuízos significativos ou dificuldade de controle, também pode ser útil uma avaliação com psiquiatra para investigar aspectos compulsivos e possíveis comorbidades; o tratamento não se reduz a interromper o comportamento, mas a elaborar o que sustenta essa repetição, permitindo que você encontre outras formas de lidar com o desejo, a ansiedade e as transformações que está vivendo, de modo mais integrado e menos automático.
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Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n
Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode, sim, ter relação com a ansiedade e até com um funcionamento próximo ao do TOC, especialmente pela repetição de pensamentos intrusivos e pela necessidade de buscar confirmação para aliviar a angústia, mas, do ponto de vista psicanalítico, é importante ir além da classificação e escutar o que essa culpa insiste em dizer, já que ela pode estar ligada não apenas ao ato em si, mas à forma como você se posiciona diante do desejo, da responsabilidade e da imagem que tem de si mesmo; a repetição de pedir confirmação pode funcionar como uma tentativa de apaziguar algo que não se resolve apenas pela resposta do outro, indicando que o perdão do parceiro não necessariamente coincide com a possibilidade de você se autorizar a elaborar esse acontecimento; é possível, sim, superar esse sofrimento, mas isso tende a passar menos por obter garantias externas e mais por um trabalho de elaboração que permita ressignificar essa experiência, compreendendo o lugar que ela ocupa na sua história e reduzindo a necessidade de repetição como forma de alívio.
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Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t
Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você relata merece ser olhado com cuidado, sem reduzir a uma resposta simples entre “é normal” ou “é compulsão”, pois o fato de ele recorrer à pornografia em diferentes contextos, como no trabalho ou na sua ausência, pode indicar um uso repetitivo que cumpre alguma função psíquica para ele, mas isso só pode ser compreendido de fato a partir da forma como ele se implica nesse comportamento e dos efeitos que isso tem na vida dele e na relação de vocês; ao mesmo tempo, o seu incômodo é legítimo e não deve ser desqualificado como “coisa da sua cabeça”, já que toca em expectativas, acordos e no lugar que você ocupa no vínculo; mais do que rotular o outro, pode ser importante abrir um diálogo sobre como isso afeta você e o relacionamento, e, se houver dificuldade de elaboração ou conflitos recorrentes, a busca por um espaço terapêutico, individual ou de casal, pode ajudar a compreender o que está em jogo para cada um e a construir formas mais sustentáveis de lidar com essa situação.
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Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon
Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve faz muito sentido quando pensamos, pela psicanálise, que a forma como fomos afetivamente reconhecidos na infância participa da maneira como identificamos e nomeamos nossos próprios sentimentos na vida adulta, de modo que a dificuldade em perceber que está apaixonado pode estar ligada a um certo distanciamento das próprias experiências emocionais, que só se tornam evidentes quando há perda ou ausência, como no momento em que o outro se afasta; amar não é apenas sentir algo intenso, mas também poder reconhecer, sustentar e dar lugar a esse afeto dentro de si, e isso pode ser construído ao longo do tempo por meio de um trabalho de escuta e elaboração que aproxime você do que sente; quando esse movimento acontece, a relação com as próprias metas também tende a se fortalecer, porque o sujeito passa a se implicar mais na própria vida, não como alguém que reage apenas às faltas, mas que consegue investir desejo e continuidade nas suas escolhas, fazendo com que o amor deixe de ser apenas algo que acontece e passe a ser algo que também se reconhece e se sustenta.
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Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar
Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde, o que você descreve é bastante comum, pois o intervalo entre sessões pode mobilizar angústias importantes e colocar o sujeito diante de si sem o suporte direto da escuta analítica; na psicologia, alguns profissionais utilizam recursos como materiais de apoio, especialmente em abordagens mais estruturadas, mas na perspectiva psicanalítica o foco costuma estar menos em fornecer “instrumentos externos” e mais em favorecer a construção de recursos internos, a partir da elaboração do que emerge também nesses momentos sem sessão, entendendo que essa ansiedade pode dizer algo sobre a relação com a falta, com a espera e com o próprio vínculo terapêutico; isso não impede que, eticamente, o psicólogo possa combinar estratégias de cuidado entre sessões quando necessário, mas o mais importante é que essa dificuldade seja levada para a análise, pois é justamente nesse ponto de tensão que o trabalho clínico pode se aprofundar e produzir efeitos mais duradouros.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você sente é compreensível, pois essa mudança toca em vínculos profundos e pode mobilizar culpa, responsabilidade e medo de abandono, especialmente quando há uma mãe idosa envolvida, mas é importante diferenciar o cuidado legítimo da ideia de que você precisa permanecer para garantir o bem-estar dela, já que a vida também exige movimentos de separação para que você possa construir seu próprio caminho; do ponto de vista psicanalítico, essa dor pode indicar o quanto esse laço é significativo e também o quanto a saída de casa convoca uma reorganização do seu lugar como filho e como adulto, e isso não precisa ser vivido como abandono se houver formas de manter presença, como combinar rotinas de contato, visitas frequentes e, se necessário, pensar em uma rede de apoio para ela; mais do que buscar eliminar a ansiedade, pode ser importante escutar o que ela diz sobre suas responsabilidades e limites, para que você consiga sustentar essa decisão sem se anular, encontrando um equilíbrio possível entre o cuidado com sua mãe e a construção da sua própria vida.
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Olá! Quando pais e filhos moram na mesma casa, não vivem em conflitos abertos,…