Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré

Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal. Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos. A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?

146 respostas


É muito positivo que vocês estejam buscando terapia não necessariamente porque o relacionamento esteja em crise, mas porque desejam compreender melhor a dinâmica de vocês e lidar com dúvidas e dilemas de forma saudável. Um relacionamento aberto, por si só, não é um problema a ser corrigido. O mais importante é que exista consentimento, comunicação, acordos claros e respeito aos limites de todas as pessoas envolvidas. Portanto, um terapeuta não deveria partir do pressuposto de que a monogamia é o único modelo saudável de relacionamento. Porém, a formação e a experiência dos profissionais podem variar bastante. Por isso, eu recomendaria procurar alguém que tenha experiência com não monogamias consensuais, relacionamentos abertos ou outras configurações relacionais. Isso não significa necessariamente que vocês precisem encontrar um profissional exclusivamente especializado nesse nicho, mas ter familiaridade com o tema pode facilitar bastante o processo. Antes de marcar a consulta, vocês podem perguntar diretamente: “Você tem experiência atendendo casais em relacionamentos abertos ou não monogâmicos?” e observar se a resposta demonstra acolhimento e ausência de julgamentos. Um bom terapeuta de casal não deve ter como objetivo fazer vocês se tornarem monogâmicos, mas ajudá-los a compreender ciúmes, inseguranças, comunicação, limites, acordos, necessidades individuais e conflitos, de acordo com o modelo de relacionamento que vocês escolheram. Portanto, se vocês já sabem que essa dinâmica funciona para ambos, não há necessidade de abrir mão dela para fazer terapia. O ideal é encontrar um profissional que consiga trabalhar com os valores e acordos do casal, sem tentar encaixá-los em um modelo previamente definido.

Louize Fontaine

Louize Fontaine

Psicólogo

Petrópolis

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Seu receio é legítimo. Embora muitos terapeutas de casal possam atender diferentes configurações de relacionamento, nem todos têm formação ou experiência suficiente com não monogamia consensual. Por isso, procurar alguém que já trabalhe com casais abertos pode tornar o processo mais seguro e produtivo. O mais importante é que o terapeuta não parta da ideia de que a abertura do relacionamento é necessariamente a causa dos conflitos. O papel dele deve ser compreender como **vocês** organizam essa relação: quais são os acordos, limites, expectativas, dificuldades de comunicação, ciúmes, inseguranças e necessidades afetivas. Antes de marcar, vocês podem perguntar diretamente: “Você tem experiência com casais em relacionamentos abertos?” e “Como costuma trabalhar questões de ciúme, acordos e vínculos externos?”. Também vale observar se o profissional demonstra curiosidade respeitosa ou se imediatamente sugere que o relacionamento deveria ser fechado. Um bom terapeuta não precisa concordar pessoalmente com o modelo de vocês, mas precisa conseguir trabalhar sem julgamento e sem impor valores próprios. Se possível, procure profissionais com experiência em terapia de casal, sexualidade e não monogamia consensual. Isso reduz a necessidade de vocês passarem parte do tratamento explicando ou defendendo a própria dinâmica. A terapia pode ser justamente um espaço para aprimorar algo que já funciona, e não apenas para corrigir relações em crise.

Arthur Bicalho Lage

Arthur Bicalho Lage

Psicólogo

Belo Horizonte

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Como psicóloga e psicanalista, recomendo que os dois façam acompanhamentos individuais. Existem profissionais que atendem sim outras configurações de relacionamento, a mediação é possível. Porém, acredito que o tratamento das questões de um casal deve ser feito no um a um, valorizando cada singularidade, sem que se crie um cenário de convencimento ou conveniência. É uma aposta na direção de um pouco mais de autonomia na lida com os conflitos.


Olá! Sim, é possível realizar terapia de casal em relacionamentos abertos, e o fato de vocês adotarem uma dinâmica não monogâmica não significa que exista necessariamente um problema a ser corrigido. O objetivo da terapia não deve ser transformar a relação em um modelo considerado "normal" pelo profissional, mas ajudar o casal a compreender e lidar com as questões que estão trazendo sofrimento. Porém, sua preocupação é bastante pertinente. Embora terapeutas de casal possam ter boa formação para trabalhar comunicação, conflitos, ciúmes, acordos, intimidade e dificuldades relacionais, nem todos possuem experiência ou formação específica para trabalhar com não monogamia consensual. Um profissional sem familiaridade com essa dinâmica pode acabar interpretando determinados comportamentos a partir de pressupostos de relacionamentos monogâmicos, mesmo sem perceber. Por isso, eu recomendaria procurar, preferencialmente, um profissional que tenha experiência com relacionamentos não monogâmicos consensuais, relações abertas ou poliamor. Não necessariamente porque vocês precisem de uma terapia "especial", mas porque o conhecimento desse contexto reduz o risco de vocês precisarem passar boa parte do tratamento explicando ou defendendo o funcionamento da relação. Na primeira conversa, vocês podem perguntar diretamente: "Você possui experiência atendendo casais em relacionamentos abertos ou não monogâmicos?" "Como você trabalha quando o casal possui acordos diferentes dos modelos tradicionais de relacionamento?" "Você considera a monogamia como pressuposto do relacionamento ou trabalha de acordo com os acordos estabelecidos pelo próprio casal?" Uma boa indicação de profissional não é necessariamente aquele que concorda com todas as escolhas de vocês, mas aquele que consegue manter uma postura acolhedora, ética e não julgadora, sem tentar conduzir o casal para um modelo específico. O terapeuta também deve conseguir questionar aspectos da relação quando necessário. Ser acolhedor não significa concordar automaticamente com tudo. Se houver, por exemplo, ciúmes, insegurança, dificuldade de estabelecer limites, acordos que não estão sendo respeitados ou sofrimento de um dos parceiros, isso pode e deve ser trabalhado — mas a partir dos acordos e valores de vocês. Outro ponto importante é diferenciar não monogamia consensual de uma situação em que um dos parceiros está aceitando a abertura apenas por medo de perder o outro. Nesse caso, a terapia pode ajudar justamente a compreender se existe consentimento genuíno, quais são as necessidades de cada pessoa e quais acordos fazem sentido para ambos. Portanto, vocês não precisam procurar necessariamente alguém que trabalhe exclusivamente com esse "nicho", mas eu daria preferência a um profissional que tenha experiência com não monogamia consensual. E vocês podem usar a própria primeira sessão para avaliar se existe segurança. Vocês devem conseguir falar sobre a dinâmica do relacionamento sem sentir que precisam se defender ou convencer o terapeuta de que a relação de vocês é válida. Uma boa terapia de casal não precisa decidir se relacionamento aberto ou monogâmico é melhor. Ela pode ajudar vocês a construírem uma relação que seja coerente com os valores, limites e acordos das duas pessoas. Espero ter ajudado. Rodrigo Vieira Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)

Rodrigo  Vieira

Rodrigo Vieira

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Sim. Embora existam terapeutas de casal que acolham bem relações abertas, eu recomendaria procurar alguém que tenha experiência específica com não monogamia consensual (NMC), relações abertas ou diversidade relacional. O mais importante é encontrar um profissional que não parta da ideia de que a monogamia é o padrão necessariamente mais saudável e que consiga trabalhar questões como ciúmes, inseguranças, acordos, limites e comunicação sem atribuir automaticamente os conflitos à abertura. Antes de marcar, vale perguntar diretamente sobre a experiência com casais não monogâmicos e observar se a resposta demonstra acolhimento e ausência de julgamentos.

Dr. Antônio Moura

Dr. Antônio Moura

Psicólogo

Lauro de Freitas

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Em geral, não dá para presumir que todo terapeuta de casal tenha preparo específico para relacionamentos abertos. Alguns acolhem muito bem, mas outros podem ter uma visão mais tradicional de relacionamento e acabar tratando a não monogamia como o “problema” o que pode prejudicar a terapia. Eu recomendaria procurar alguém que tenha experiência com não monogamia consensual (CNM), relacionamentos abertos ou poliamor. Não significa que o profissional precise ser não monogâmico, mas é importante que ele tenha formação e uma postura não patologizante e sem julgamentos. Antes de marcar, vocês podem perguntar diretamente: “Você atende casais em relacionamentos abertos ou não monogâmicos?” “Já trabalhou com questões específicas de não monogamia consensual?” “Como você aborda ciúmes, acordos, limites e relacionamentos extraconjugais dentro de uma relação consensualmente aberta?” A própria resposta do profissional já pode dar uma boa indicação de se vocês se sentirão acolhidos. Resumo: eu não escolheria simplesmente um terapeuta de casal qualquer. Procuraria alguém que explicitamente tenha experiência com não monogamia consensual. Isso aumenta bastante a chance de vocês poderem trabalhar os dilemas reais da relação sem precisar primeiro “convencer” o terapeuta de que o relacionamento de vocês é válido.


Boa tarde, tudo bem? Enquanto terapeuta de casal posso afirmar que é obrigação do terapeuta estar aberto/prepaado para acolher suas demandas, independente de quais sejam ou a quais nichos elas pertencem. É função do profissional deixar o casal confortável, seguro e acolhido dentro de um ambiente onde suas particularidades serão respeitadas.


O seu receio é bastante compreensível, porque terapia de casal só funciona verdadeiramente quando o espaço terapêutico consegue acolher a realidade do casal sem tentar encaixá-la previamente em um modelo considerado “correto” de relacionamento. Um relacionamento aberto não é, por si só, um problema a ser corrigido; o que merece ser trabalhado são as questões que surgem dentro dessa configuração, como acordos, limites, ciúmes, inseguranças, comunicação, diferenças de desejo, confiança e eventuais mudanças nas necessidades de cada um. Existem terapeutas de casal que conseguem trabalhar muito bem com diferentes configurações relacionais, mas eu considero importante procurar alguém que tenha, além da formação em terapia de casal, uma postura efetivamente aberta e não julgadora diante da não monogamia consensual. Vocês não precisam necessariamente encontrar alguém que trabalhe exclusivamente com relacionamentos abertos, mas é importante que o profissional tenha familiaridade com essa dinâmica e, sobretudo, não parta da premissa de que a solução será transformar vocês em um casal monogâmico. Na primeira conversa, inclusive, vocês podem perguntar diretamente ao terapeuta qual é sua experiência com relacionamentos abertos e como ele costuma trabalhar quando os acordos do casal são diferentes do modelo tradicional. Isso já oferece uma boa percepção de segurança e compatibilidade. No meu trabalho clínico, eu parto justamente desse princípio: não cabe ao terapeuta determinar qual formato de relacionamento é adequado para o casal, mas compreender profundamente como aquele vínculo funciona, quais acordos sustentam a relação e onde estão surgindo os conflitos, ajudando ambos a construírem escolhas mais conscientes e emocionalmente seguras. Se vocês sentirem que essa abordagem faz sentido para o momento que estão vivendo, ficarei muito feliz em conhecê-los e oferecer esse espaço de escuta para que possam falar sobre a relação de vocês com liberdade, sem precisar se defender ou justificar o formato que escolheram para amar.


Olá, li sua mensagem e compreendo sua dúvida. No entanto, quero te lembrar que a prática da psicterapia de qualquer abordagem, tem como preceito base a isenção de juizo de valor. O papel do psicólogo não deve ser julgar a dinâmica do casal e sim ajudar o casal a se comunicar melhor, criando espaço de diálogo e compreensão. Espero ter te ajudado.

Anna Mezaonik

Anna Mezaonik

Psicólogo

São Paulo

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Eu não sou terapeuta de casais, mas conheço alguns excelentes que, com certeza, não te julgariam. Me envie mensagem que vou te indicar esses colegas.


Nem todo terapeuta de casal terá familiaridade com relacionamentos abertos, e acho importante que vocês se sintam à vontade para perguntar sobre isso antes de iniciar. Mais do que encontrar alguém que “aprove” ou “desaprove” essa escolha, vale buscar um profissional capaz de escutar a dinâmica de vocês sem tentar enquadrá-la em um modelo pronto de relacionamento.


Para garantir que vocês se sintam totalmente acolhidos e livres de julgamentos, o mais recomendado é buscar um profissional especialista em relacionamentos ou abertamente alinhado com o nicho de não monogamia e relações abertas. Embora a ética psicológica exija uma escuta neutra, a terapia de casal convencional muitas vezes carece do preparo técnico necessário para lidar com as nuances desse formato, como a gestão de acordos, renegociação de limites e o ciúme sem a intenção de fechar a relação. Como psicóloga especialista em relacionamentos, meu trabalho é justamente acolher a estrutura que funciona para vocês, sem preconceitos, focando no fortalecimento do vínculo, na comunicação e na resolução dos dilemas de vocês. Se quiserem dar esse passo juntos com um suporte especializado, fico à disposição para agendarmos uma sessão. Essa resposta te ajudou? Se puder deixar seu feedback no meu perfil do Doctoralia, ficarei muito grata!

Dra. Simone Brum

Dra. Simone Brum

Psicólogo

Belo Horizonte

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Boa tarde, vou falar especificamente do meu trabalho, TCC eu realizo um trabalho individualizado com os 2 e depois fazemos sessões com medicação, tem funcionado muito bem mesmo ainda estando em construção profissional nesse sentido iniciando ainda a especialização. se quiser tirar dúvidas e entender como funciona estou a disposição.


Sim, é importante que o profissional esteja preparado para trabalhar com diferentes configurações de relacionamento e, principalmente, que tenha uma postura acolhedora e sem julgamentos. Um relacionamento aberto, por si só, não é um problema a ser “corrigido”. A terapia de casal pode ajudar justamente a compreender os acordos, limites, expectativas, inseguranças e dilemas que surgem na dinâmica do casal. Por isso, mais do que procurar alguém que trabalhe exclusivamente com relacionamentos abertos, vale buscar um profissional que tenha conhecimento sobre não monogamias consensuais e esteja aberto a compreender a dinâmica específica de vocês. O mais importante é que vocês possam se sentir seguros para falar sobre a relação como ela realmente é, sem precisar se encaixar em um modelo considerado “ideal”.

Dra. Paula Orlandi

Dra. Paula Orlandi

Psicólogo

Florianópolis

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Você pode buscar a indicação de alguém da sua confiança, principalmente se isso fizer você se sentir mais segura, mas também pode conversar com o profissional antes de marcar a primeira sessão. Você pode tirar suas dúvidas pelo WhatsApp e perguntar se ele já atende ou se sente confortável em trabalhar com relacionamentos abertos. E, caso decida iniciar, a própria primeira sessão também pode ser um espaço para vocês conversarem sobre essa dinâmica e perceberem se se sentem acolhidos e compreendidos pelo profissional. O mais importante é que o terapeuta consiga escutar a experiência de vocês sem partir do pressuposto de que existe um único modelo correto de relacionamento.


Olá, essa insegurança a respeito do acolhimento é algo pessoal. Pode estar atrelado ao preconceito presente na sociedade e que você imagina que também possa ser manifesto pelo(a) profissional. Mas, em se tratando de psicólogos(as) de casal ou não o que importa é a demanda da pessoa ou casal deixando de lado as opiniões, valores ou crenças pessoais. Procure recomendações de profissionais que tratam casais e se permita viver essa experiência.


A terapia de casal não precisa partir de um modelo prévio de relacionamento para que possa acolher o casal. O mais importante é que o profissional consiga escutar a dinâmica construída por vocês sem transformá-la, de antemão, em problema ou em algo que precise ser corrigido. Em uma perspectiva psicanalítica, inclusive, mais importante do que a configuração do vínculo é compreender como cada um se posiciona nessa relação, o que sustenta o desejo de cada parceiro e onde surgem os impasses. Um relacionamento aberto pode funcionar muito bem, assim como uma relação monogâmica pode ser atravessada por conflitos importantes. Vocês não precisam encontrar alguém que tenha vivido a mesma configuração, mas alguém capaz de escutar o que é singular na relação de vocês. E talvez seja justamente esse o trabalho da terapia: não oferecer um modelo de relacionamento, mas ajudar o casal a construir uma compreensão mais própria sobre aquilo que funciona, aquilo que incomoda e aquilo que, eventualmente, começa a deixar de funcionar.

Clarice Coelho

Clarice Coelho

Psicanalista

Curitiba

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Olá! Vocês não precisam necessariamente procurar alguém que trabalhe exclusivamente com relacionamentos abertos, mas eu recomendaria verificar se o terapeuta de casal tem experiência, formação ou familiaridade clínica com não-monogamia consensual. A ética profissional exige respeito à autonomia, à diversidade e a não imposição de convicções morais; ainda assim, isso não significa que todo terapeuta tenha preparo específico para compreender esse tipo de dinâmica. É como viver em uma casa construída a partir de uma planta própria, em vez de um projeto padronizado. Se depois de alguns anos uma porta precisa de ajuste, o papel de quem vai ajudar não é declarar que a casa deveria ter outra planta, mas compreender como aquela estrutura funciona antes de propor mudanças. Da mesma forma, dúvidas ou dilemas que surgem em um relacionamento aberto não permitem concluir, por si só, que a estrutura esteja errada; podem indicar acordos, necessidades ou aspectos da convivência que merecem ser revisitados. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ••• Em um estudo com pessoas em relações consensualmente não monogâmicas, Schechinger, Sakaluk e Moors (2018) encontraram relatos tanto de práticas terapêuticas afirmativas quanto de práticas inadequadas, incluindo julgamento, falta de conhecimento e patologização da própria estrutura relacional. Essas experiências se relacionaram à percepção de utilidade do terapeuta e à interrupção precoce da terapia. Trabalhos mais recentes continuam recomendando que psicólogos desenvolvam conhecimento específico sobre não-monogamia consensual e examinem possíveis pressupostos mononormativos em sua prática (Moors et al., 2025). Isso é relevante porque a evidência disponível não sustenta a ideia de que relações monogâmicas sejam, por definição, mais satisfatórias. Uma meta-análise publicada em 2026, reunindo 35 estudos e 24.489 participantes, não encontrou diferenças globais significativas em satisfação relacional ou sexual entre pessoas em relações monogâmicas e não monogâmicas consensuais (Anderson et al., 2026). _________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ••• Na Hipnose Clínica e na psicoterapia de orientação ericksoniana, Erickson (1959) descreve o princípio de utilização, incorporando ao trabalho terapêutico aspectos da experiência e das respostas apresentadas pelo próprio paciente. Clinicamente, essa lógica pode ser estendida aqui ao casal: antes de tentar encaixar o relacionamento em um modelo previamente definido, é preciso compreender como aquelas duas pessoas organizam seus acordos, limites, vínculos e formas de cooperação. Na escolha do profissional, vocês podem perguntar diretamente: "Você tem experiência ou formação para trabalhar com não-monogamia consensual?" e "Como costuma trabalhar quando a estrutura aberta não é, em si, o problema que trouxe o casal à terapia?". Essas perguntas tendem a revelar melhor a competência e a postura clínica do que simplesmente perguntar se o terapeuta é favorável ou contrário a relacionamentos abertos. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ••• Ressalva ética: Um arranjo relacional não deve ser presumido saudável ou problemático apenas pelo seu formato. O trabalho clínico precisa considerar consentimento, acordos, segurança, impacto da dinâmica para as pessoas envolvidas e a demanda que efetivamente levou o casal à terapia. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ••• Referências selecionadas: Schechinger, H. A., Sakaluk, J. K., & Moors, A. C. (2018), Journal of Consulting and Clinical Psychology, 86(11), 879–891; Moors, A. C., Vaughan, M. D., Flicker, S. M., Matsumura, K. T., & Schechinger, H. A. (2025), Social Issues and Policy Review, 19(1), e12108; Anderson, J. R., Hinton, J. D. X., Bondarchuk-McLaughlin, A., Rosa, S., Tan, K. J., & Moor, L. (2026), The Journal of Sex Research, 63(1), 130–142; Erickson, M. H. (1959), American Journal of Clinical Hypnosis, 2(1), 3–21. _________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ••• Victor Lawrence Bernardes Santana · Psicólogo · CRP 09/012681


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. Muitos terapeutas de casal já trabalham com relacionamentos não monogâmicos, como relacionamentos abertos, poliamor e acordos flexíveis. Mas não são todos. Alguns profissionais têm visão tradicional e podem não compreender ou validar essa dinâmica. Por isso, o ideal é buscar: terapeutas que mencionem “não monogamia”, “relacionamentos abertos” ou “poliamor” no perfil; profissionais com abordagem sistêmica, humanista ou sexológica; terapeutas que afirmem trabalhar com diversidade relacional. Vocês não precisam de um “especialista em não monogamia”, mas sim de alguém não julgador, informado e acolhedor. Atenciosamente, Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


Sim, é possível realizar terapia de casal em relacionamentos abertos, e a dinâmica do casal não deve ser tratada como um problema em si. O mais importante é que o profissional tenha uma postura acolhedora, ética e não julgadora, compreendendo que existem diferentes formas de organização dos relacionamentos. Na terapia, podemos trabalhar as questões e dilemas que estejam surgindo para o casal — como comunicação, acordos, limites, ciúmes, inseguranças, expectativas e possíveis conflitos — respeitando a configuração escolhida por vocês. Por ser uma demanda mais específica, pode ser interessante buscar um profissional que tenha experiência ou familiaridade com não monogamias consensuais, justamente para que vocês se sintam compreendidos e não precisem passar parte do processo explicando ou defendendo a própria dinâmica. Mais importante do que o modelo de relacionamento é encontrar um terapeuta com quem ambos se sintam seguros, respeitados e à vontade para falar abertamente.


Olá. Avaliem o profissional também considerando como se sentem em falar livremente.


Sim, na medida que eles se propõe a atender essa clientela eles estão preparados. Minha experiencia com essa demanda foi positiva, teve resultado apos cada um tomar o seu lugar na constelacão familiar.


Bom dia, como psicoterapeuta de casais, posso te dizer que de uma maneira geral, muitos especialistas em terapia de casal e família, estão aptos para acolher quase todas as demandas das pessoas em sofrimento. No que se refere aos casais com relacionamentos abertos ou não-monogâmicos, alguns profissionais ainda têm uma visão mais tradicional e monogâmica. Vc deve procurar um profissional, que tenha uma escuta ativa e sem julgamentos, que compreenda que a não-monogamia consensual é um arranjo válido e não um sintoma de crise no relacionamento. Geralmente, o foco do atendimento será o suporte para lidar com inseguranças, falhas na comunicação, ciúmes. Quando vc buscar um profissional, antes de iniciar o processo psicoterápico, pergunte diretamente o que ele acha do relacionamento aberto e veja se há alinhamento , segurança e conhecimento teórico para que o profissional tenha uma escuta verdadeiramente segura no seu caso, e possa acolher e respeitar diferentes formas de relacionamento sem impor modelos prontos. Coloco-me a disposição para ajudar vcs.


É muito compreensível esse receio. Uma dinâmica de relacionamento aberto pode trazer questões específicas, e o mais importante é que vocês encontrem um profissional que acolha a relação de vocês sem julgamentos ou tentativas de enquadrá-la em um modelo tradicional. Psicólogos de forma geral, buscam em suas clínicas uma escuta livres de preconceitos e ética em seus atendimentos, mas nem todo terapeuta de casal necessariamente tem experiência com não monogamia, então se for mais confortável pra você, pode perguntar sobre a experiência do profissional sobre essa demanda. O mais importante é que vocês se sintam seguros, respeitados e à vontade para falar sobre a dinâmica de vocês.

Rafaela Souza

Rafaela Souza

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Em princípio, todo psicólogo deve estar preparado para acolher diferentes formas de viver e se relacionar sem impor seus próprios valores morais, religiosos ou pessoais. Isso, porém, não significa que todos tenham a mesma experiência clínica com relações não monogâmicas — e, na prática, vocês podem encontrar profissionais mais ou menos familiarizados com essa realidade. Embora relacionamentos abertos estejam ganhando maior visibilidade, ainda lidamos com uma cultura fortemente atravessada pela monogamia e por determinadas concepções sobre amor, fidelidade, prazer e liberdade. O desafio da terapia não deveria ser avaliar se a relação de vocês está “certa” ou “errada”, mas compreender como ela funciona para vocês. Achei especialmente importante vocês dizerem que a relação funciona bem, mas que existem dúvidas e dilemas. Talvez seja justamente esse o fio do processo terapêutico: compreender esses conflitos e construir respostas próprias, sem que sejam substituídas pelos valores do terapeuta. Se perceberem julgamento ou tentativa de enquadrá-los em determinado modelo de relação, é legítimo procurar outro profissional. Desejo que encontrem um espaço em que ambos possam se sentir respeitados e compreendidos.

Rodrigo Toledo

Rodrigo Toledo

Psicólogo

São Paulo

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Olá, tudo bem? Essa é uma preocupação bastante legítima, porque infelizmente ainda existe um preconceito difundido, inclusive dentro da própria psicologia, em relação a configurações de relacionamento que fogem do modelo monogâmico tradicional. Dito isso, a boa notícia é que cada vez mais profissionais têm se atualizado e ampliado o repertório para acolher diferentes arranjos afetivos sem julgamento, então não é incomum encontrar terapeutas de casal preparados para trabalhar com relacionamentos abertos. Ainda assim, vale a pena, sim, buscar um pouco de informação antes de marcar a primeira sessão, seja perguntando diretamente ao profissional se ele já atendeu casais com esse tipo de configuração, seja observando como ele se posiciona sobre o tema em conteúdos públicos, quando disponíveis. Isso não é desconfiança excessiva, é uma forma de garantir que vocês cheguem num espaço onde se sintam à vontade para trazer os dilemas reais da relação, sem gastar as primeiras sessões justificando ou defendendo a própria forma de amar. O que mais pesa nesse receio de vocês, é o medo de julgamento moral em si, ou a preocupação de que o terapeuta não entenda as nuances específicas dos dilemas que vocês querem trabalhar? E hoje, esses dilemas que motivaram a busca por terapia, eles têm mais a ver com a dinâmica aberta em si ou com questões que poderiam surgir em qualquer relacionamento? Encontrar esse encaixe certo pode levar uma ou duas tentativas, mas vale a pena persistir até achar um profissional com quem vocês dois se sintam genuinamente respeitados. Caso precise, estou à disposição.

Helio Martins

Helio Martins

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Um profissional com experiência em Não Monogamia Consensual (NMC) ou que adote uma prática não monogâmica afirmativa oferece vantagens fundamentais: ​Acolhimento sem julgamento: A estrutura da relação é compreendida como legítima e funcional, e não como um "problema a ser corrigido". ​Foco real na demanda trazida: O terapeuta saberá separar o que é um ruído de comunicação, ciúme, gestão de tempo ou alinhamento de expectativas das especificidades do arranjo de vocês. ​Ferramentas adequadas: Profissionais qualificados nesse nicho conhecem estratégias e conceitos específicos (como repactuação de acordos, gestão de limites, responsabilidade afetiva e desconstrução de ciúmes) voltados para relações abertas.


Olá casal! Os profissionais especializados em Terapia Familiar e de Casal têm o preparo técnico e ético para acolher essa demanda. A não-monogamia consensual é a forma como vocês organizam a relação, e a escuta clínica deve focar nos vínculos e acordos, sem julgamentos morais sobre a estrutura do casal. O ponto principal muitas vezes não é a prontidão do terapeuta em acolher a queixa, mas a disposição do casal em atravessar um processo psicoterapêutico profundo. Acolher o conflito pontual é diferente de sustentar uma análise sobre o que se repete, sobre as angústias do desejo e os acordos inconscientes de cada um. Ao buscar terapeutas com formação em casal e família, vocês encontrarão o suporte adequado para investigar essas questões de forma madura e implicada


Olá! Entendo perfeitamente essa preocupação. A terapia de casal não precisa partir de um modelo único de relacionamento. Cada casal constrói sua própria dinâmica, e o papel do terapeuta é compreender essa realidade sem julgamentos e sem tentar encaixá-la em um padrão. Em relacionamentos abertos ou não monogâmicos consensuais, podem surgir questões como comunicação, ciúmes, inseguranças, limites, acordos, confiança e mudanças na relação — e tudo isso pode ser trabalhado respeitando os acordos e valores do casal. Por isso, mais do que encontrar alguém que necessariamente tenha a mesma configuração de relacionamento, é importante buscar um profissional que tenha conhecimento sobre diferentes formas de relacionamento e uma postura ética, acolhedora e aberta. Na terapia, vocês devem encontrar um espaço onde possam falar sobre a relação de vocês com liberdade e segurança, sem precisar esconder ou justificar a forma como escolheram viver. A terapia não deve dizer ao casal como ele precisa se relacionar. Deve ajudá-lo a compreender, cuidar e construir uma relação que faça sentido para ambos.


Olá! Os profissionais psicólogos que atendem casal estão preparados para os diversos contextos possíveis em uma relação. Se dentro de um relacionamento os parceiros compactuam com a abertura do relacionamento é possível que a dinâmica ocorra de maneira segura e satisfatória para ambos. No entanto, é necessário que as regras sejam previamente estabelecidas a fim de que não haja nenhum mal entendido. Espero ter ajudado! Convido vocês para agendarem uma sessão e conseguirem dividir com clareza os incômodos que porventura estiverem persistindo.


Eu acho que essa preocupação faz bastante sentido, porque uma terapia de casal precisa ser um espaço em que vocês possam falar da relação que realmente construíram, e não um lugar onde o profissional tente encaixá-los em um modelo específico de relacionamento. Hoje existem profissionais que estudam diferentes configurações conjugais e familiares, incluindo relacionamentos abertos e não monogâmicos. Para esses profissionais, a abertura da relação não é necessariamente o problema a ser "corrigido". O trabalho pode estar justamente nos dilemas que vocês trouxeram: acordos, ciúmes, comunicação, limites, inseguranças, diferenças de desejo e a forma como cada um vivencia as experiências fora da relação. Por outro lado, também pode acontecer de um profissional não ter experiência ou não se sentir confortável trabalhando com relacionamentos abertos. Isso não significa necessariamente que seja um profissional ruim; pode simplesmente significar que existe uma incompatibilidade entre a formação ou a visão dele e a demanda de vocês. Nesse caso, procurar alguém que tenha experiência específica com não monogamia consensual pode tornar o processo muito mais confortável. Eu faria uma pergunta simples antes de marcar: "Você atende casais em relacionamentos abertos ou não monogâmicos? Como costuma trabalhar com essa configuração?" A resposta já pode mostrar bastante sobre a familiaridade do profissional com o tema. Eu acrescentaria ainda uma característica que considero fundamental nesse tipo de atendimento: a maturidade do psicólogo. Para mim, maturidade tem muito a ver com estar suficientemente bem resolvido com as próprias escolhas para conseguir reconhecer e respeitar as escolhas do outro, mesmo quando elas são diferentes das suas. Todos nós somos, ao mesmo tempo, muito semelhantes em algumas condições humanas e extremamente diversos em outras. O trabalho terapêutico exige justamente a capacidade de compreender essa diversidade sem transformar aquilo que é diferente em algo errado. É essa postura que permite construir uma relação terapêutica realmente eficaz, na qual o casal possa falar sobre sua dinâmica com liberdade, sem precisar se defender ou se adaptar às crenças pessoais do profissional. E existe uma diferença importante: vocês não precisam procurar terapia porque o relacionamento aberto "não está funcionando". Pelo que você descreve, a relação vem funcionando há alguns anos e justamente por isso vocês perceberam que existem dúvidas e dilemas que gostariam de compreender melhor. A terapia pode servir para aprofundar a relação e ajudar vocês a construírem acordos mais conscientes, e não necessariamente para decidir se deveriam ou não ser um casal aberto. No meu trabalho com relacionamentos, considero essa uma configuração possível de ser trabalhada dentro da psicoterapia de casal. O mais importante é que o profissional consiga deixar os próprios valores pessoais fora da condução do atendimento e tenha curiosidade para compreender como aquela relação funciona para aquelas duas pessoas. Afinal, o objetivo da terapia não deveria ser transformar o casal naquilo que o terapeuta acredita que um casal deve ser, mas ajudá-lo a compreender e construir a relação que faz sentido para os dois.


Olá! Entendo sua preocupação, principalmente porque a terapia precisa ser um espaço em que o casal possa falar sobre sua relação com segurança e sem receio de julgamentos. Atendo casais e compreendo que existem diferentes formas de construir e vivenciar um relacionamento. Meu trabalho não parte de uma posição de julgamento ou de moralidade sobre o modelo de relação escolhido pelo casal. Em uma terapia de casal, o foco não deveria ser definir se uma relação aberta ou monogâmica é certa ou errada, mas compreender como aquela dinâmica funciona para as pessoas envolvidas, quais acordos foram construídos, onde surgem os conflitos, dúvidas ou sofrimentos e o que o casal deseja trabalhar. Se você achar importante, pode perguntar previamente ao profissional como ele vê os relacionamentos não monogâmicos. É fundamental encontrar um profissional que consiga acolher a realidade do casal sem tentar enquadrá-la em um modelo considerado ideal.


Olha, não sei falar pelos outros profissionais mas nas intervenções devemos observar e compreender as escolhas do cliente, e dentro dessas escolhas verificar o q está sendo disfuncional.


Bom dia. Normalmente, um terapeuta de casal responsável, capacitado e coerente é perfeitamente apto a escutar e trabalhar as questões referentes à uma relação aberta, com ética e respeito. E caso não se sintam acolhidos, não há obrigação em continuar com o profissional, sendo perfeitamente plausível que procurem outro que os façam se sentir mais confortável.

Thomas Kehl

Thomas Kehl

Psicanalista

São Paulo

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Sim, vocês podem fazer terapia de casal, e o fato de o relacionamento ser aberto não impede que esse seja um espaço de acolhimento e cuidado. Mas existe uma diferença importante: nem todo terapeuta de casal tem experiência ou formação para trabalhar com relacionamentos não monogâmicos. Alguns profissionais podem, mesmo sem perceber, partir de um modelo de relacionamento monogâmico como referência e acabar interpretando a abertura como um problema a ser resolvido — quando, na verdade, essa não é necessariamente a questão do casal. Por isso, eu recomendaria procurar alguém que tenha experiência com não monogamias consensuais, relacionamentos abertos ou outras configurações relacionais. Não porque vocês precisem de uma terapia “especial”, mas porque é importante encontrar um profissional que consiga compreender a dinâmica de vocês sem tentar enquadrá-la em um modelo que não corresponde ao relacionamento que escolheram construir. Antes de marcar, vocês podem inclusive perguntar diretamente: “Você tem experiência clínica com casais em relacionamentos abertos ou não monogâmicos? Como costuma trabalhar com essas configurações?” A resposta do profissional já pode dizer bastante sobre o quanto vocês provavelmente se sentirão acolhidos. E talvez o mais importante seja: a terapia de casal não precisa ter como objetivo decidir se vocês devem ou não manter um relacionamento aberto. Pode ser um espaço para conversar sobre acordos, limites, ciúmes, inseguranças, comunicação, desejos, mudanças que surgem ao longo do tempo e os dilemas que aparecem justamente porque vocês estão construindo uma relação que funciona para vocês.


Ola, o ideal que você procure profissionais que atenda casais e que vocês sintam-se acolhidos.


Olá! Hoje, muitos terapeutas de casal estão preparados para atender diferentes formatos de relacionamento, inclusive relacionamentos abertos. O papel da terapia não é dizer qual modelo é "certo", mas ajudar o casal a compreender os conflitos, acordos e dificuldades daquela dinâmica. Dito isso, nem todo profissional tem experiência ou conforto com esse tema, então vale a pena perguntar já no primeiro contato se ele trabalha com relacionamentos não monogâmicos e se essa é uma demanda que acolhe sem julgamento. Essa conversa inicial costuma dizer bastante sobre como vocês vão se sentir no processo. Se fizer sentido para vocês, também trabalho com casais a partir de uma escuta psicanalítica, respeitando a dinâmica e os acordos construídos por cada relação. Um abraço, Vinicius.


Olá! A terapia de casal não precisa partir de um modelo único de relacionamento. Na abordagem sistêmica, o foco está em compreender como a dinâmica funciona para vocês, quais acordos foram construídos e o que tem gerado dúvidas ou desconfortos, sempre com respeito e sem julgamentos. A psicoterapia pode ajudá-los a fortalecer a comunicação, compreender as necessidades de cada um e construir acordos mais seguros para ambos, sem questionar a escolha pelo relacionamento aberto. Caso desejem iniciar a psicoterapia de casal, fico à disposição.

Dra. Carolaine Siqueira

Dra. Carolaine Siqueira

Psicólogo

São José do Rio Preto

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Bons profissionais não deixarão de acolhê-los baseando-se em julgamentos morais, mas como também são humanos e falhos, isto pode ocorrer. Obter indicações com pessoas de confiança costuma ser um bom caminho, pois esse tipo de empecilho será um obstáculo a qualquer terapia possível.


Olá! Primeiramente, fiquei com uma dúvida: estes dilemas que você menciona, são em função do relacionamento aberto ou por outras questões. Lhe pergunto pois a singularidade da relação de vocês não necessariamente tem a ver com estes conflitos. Dito isso e sendo mais direto quanto a sua pergunta: depende. Terão pessoas que não possuem tal especialização mas podem lidar com o devido profissionalismo quanto a isso, e naturalmente, se supõe que alguém especializado no tema possa ter mais facilidade, mas vale lembrar que é dever de todo profissional se abster de julgamentos. No final das contas, me parece que o que fará vocês seguirem com um profissional ou outro, será o vínculo e o quão a vontade vocês se sentem, e isto nem sempre tem a ver com especialidade. Minha sugestão seria, não tenham medo de experimentar com profissionais. Caso não se sintam a vontade de primeira, sigam procurando. Vínculo com o terapeuta é muito importante, e não há problema algum em procurar opções diferentes quanto a isso. Espero ter ajudado. Se cuide e fique bem!


Olá. Psicoterapeutas são treinados para ouvir sem julgamentos e trabalhar com diferentes formas de relacionamento e demandas. Ainda assim, a experiência e a familiaridade com relacionamentos abertos podem variar entre os profissionais. Alguns profissionais oferecem uma conversa inicial, que pode ser uma boa oportunidade para vocês conhecerem o terapeuta, explicarem um pouco da dinâmica de vocês e perceberem como se sentem nesse espaço. Caso percebam que não houve uma boa conexão ou que o profissional não compreende a dinâmica de vocês, é possível buscar outro. Não se ajustar a um terapeuta pode acontecer e faz parte do processo. Vocês não precisam encontrar o profissional perfeito de primeira, mas alguém com quem se sintam respeitados e à vontade para falar sobre a relação de vocês. Abraço.

Gisele Rodrigues

Gisele Rodrigues

Psicólogo

Florianópolis

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É importante buscar um profissional que tenha uma escuta sem julgamentos e compreenda que diferentes formas de vínculo não são, por si só, um problema. Embora muitos terapeutas de casal estejam preparados para trabalhar com relacionamentos abertos, vale perguntar previamente sobre a experiência do profissional com não monogamia consensual. Mais importante do que o modelo da relação é encontrar alguém que consiga acolher a dinâmica de vocês e trabalhar os conflitos, acordos, limites e desejos do casal sem tentar impor um modelo de relacionamento.

Michelle Novello

Michelle Novello

Psicólogo

Rio de Janeiro

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O receio que você descreve é legítimo e infelizmente nem todos os terapeutas estão igualmente preparados para acolher relacionamentos não-monogâmicos sem julgamento ou sem tentar "resolver" a abertura como se fosse o problema. A boa notícia é que esse cenário vem mudando. Hoje existem profissionais que trabalham explicitamente com diversidade afetiva e sexual, e buscá-los faz diferença não porque a abertura precise ser o foco da terapia, mas porque garante que ela não seja um obstáculo ao trabalho. Uma forma prática de filtrar: antes de marcar, entre em contato com o profissional e pergunte diretamente se tem experiência com relacionamentos abertos ou não-monogamia consensual. A resposta e o tom dela já diz muito. Indicações de pessoas em dinâmicas semelhantes também são um bom caminho. Vocês merecem um espaço onde a relação seja respeitada como ela é.


Todos os terapeutas são habilitados para trabalhar os mais diversos temas, mas caso queira buscar um profissional especializado em temas específicos provavelmente o tratamento terá mais profundidade. Caso tenha interesse sou psicólogo clínico com experiência e especialidades voltadas para o âmbito de relacionamentos e sexualidade. Você pode me contatar através do meu perfil na Doctoralia.


Sim, essa preocupação faz bastante sentido. Nem todo terapeuta de casal possui familiaridade com relacionamentos não monogâmicos, então mais importante do que procurar simplesmente um terapeuta de casal é encontrar um profissional que tenha uma postura acolhedora e não patologizante em relação à não monogamia. Um profissional preparado não deve partir da ideia de que o relacionamento aberto é o problema, mas compreender como essa dinâmica funciona para vocês, quais acordos existem, onde surgem os conflitos e quais questões estão levando vocês a buscar terapia. Portanto, se vocês já sabem que essa é uma parte importante da relação, vale perguntar antes de marcar se o profissional possui experiência com relacionamentos abertos ou não monogâmicos. Isso pode evitar que vocês entrem em um processo no qual precisem ficar constantemente explicando ou defendendo a própria configuração do relacionamento.

Anthony Souza

Anthony Souza

Psicólogo

Mogi Guaçu

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Olá! A psicoterapia de casal pode atender relacionamento aberto ou fechado, assim como outras dinâmicas. Na duvida você pode perguntar se o profissional atende. A questão de trabalhar "apenas com nicho" já são questões de escolha de cada profissional. As especializações e cursos abrangem diversas dinâmicas, em especial, a base técnica e avaliação de um trabalho com casal. Acho importante ser um terapeuta de casal experiente. A disposição.


O ideal é que o profissional acolha essa demanda de forma aberta mesmo não se especializando em relações não monogâmicas, mas se procurar alguém especializado deixar ambos mais seguros com o processo, talvez seja o melhor caminho. Caso você identifique algum tipo de julgamento ou movimento do profissional que gere desconforto, é possível formalizar uma denuncia no conselho de psicologia.


Que bom que vocês reconhecem essa demanda e estão buscando cuidar da relação através da terapia de casal. É interessante notar a confiança que vocês construíram enquanto casal, e o cuidado em tentar preservar essa união através de um formato que funciona para os dois. Um relacionamento aberto, quando bem conversado e alinhado, pode ser tão saudável e sólido quanto qualquer outro arranjo relacional. Como qualquer relacionamento ,ele também exige muita conversa entre o casal para alinhar expectativas e é justamente aí que surgem, muitas vezes, os dilemas que vocês mencionam. Vale pensar também: as questões que estão aparecendo têm relação direta com a dinâmica de casal, ou seria interessante, antes ou paralelamente, iniciar um processo de psicoterapia individual? Às vezes o que aparece no casal é reflexo de algo que precisa ser trabalhado individualmente primeiro. Sobre sua pergunta: segundo o Código de Ética Profissional do Psicólogo, não é permitido ao profissional induzir a convicções morais ou qualquer tipo de preconceito no exercício da profissão. Isso significa que, em tese, qualquer psicoterapeuta de casal deverá acolher a dinâmica de vocês sem julgamento.

Patricia Rocha

Patricia Rocha

Psicólogo

Porto Alegre

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Olá! Acredito que seja interessante, se há dúvida, conversar com o/a profissional que vocês se identificarem e levarem um pouco o motivo da sua busca para se sentir um pouco mais confortável. O trabalho não deve focar somente na não-monogamia, mas compreender a dinâmica que vocês construíram, os acordos existentes, as dúvidas e dilemas que eventualmente aparecem e aquilo que vocês desejam construir juntos.


A dinâmica do casal não deve ser questionada pelo profissional. É claro que não conseguimos garantir que todo profissional será ético e acolhedor (caso não seja, você pode recorrer ao conselho para reportar) e reportar aqui na plataforma também. Mas o intuito é que o profissional foque na queixa de vocês.

Vanessa  Ferreira

Vanessa Ferreira

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Sim, vocês podem se beneficiar bastante da terapia de casal, e o fato de o relacionamento ser aberto não deveria ser tratado pelo terapeuta como o problema a ser corrigido. Entretanto, nem todos os profissionais têm formação ou experiência com diferentes configurações de relacionamento. Por isso, eu recomendaria procurar um psicólogo que tenha familiaridade com não monogamia consensual ou, pelo menos, que demonstre uma postura aberta e sem julgamentos em relação a esse modelo. Na terapia, o foco pode estar justamente nas questões que vocês estão vivendo dentro dos acordos que escolheram: comunicação, limites, ciúmes, segurança emocional, mudanças nos combinados, necessidades individuais, sexualidade e expectativas. Não é papel do terapeuta convencer vocês de que deveriam ser monogâmicos ou não monogâmicos. Antes de marcar, vocês podem perguntar diretamente ao profissional se ele tem experiência atendendo casais em relacionamentos abertos e qual é sua abordagem diante dessa configuração. A maneira como ele responder provavelmente já dará uma boa indicação de quanto vocês se sentirão acolhidos. Mais importante do que encontrar alguém que trabalhe exclusivamente com esse “nicho” é encontrar um profissional capacitado para terapia de casal que consiga compreender a relação que vocês construíram, sem tentar encaixá-la em um modelo que não é o de vocês.


Sim casal, é muito possível que psicoterapeutas (psico) de casasis, com formação (pós graduação) estejam totalmente prepardos para recebê-los. Sou da àrea e posso afirmar que conflitos e escolhas como estas, sejam parte integrante dos caminhos naturais dos pensamentos dos casais, um bom psicólogo certamente se depara no dia a dia com tais questões, questões familiares são vistas e esperadas desde a formação. Na psicoterapia de casais o foco não deve determinar relações monogâmicas como certas ou não, o que importa no casal é vínculo, ato unitivo, como lidam com ciúmes, inseguranças, limites, pertencimento dentro da relação. Todas as relações podem trazer conflitos, não são formatos que irão reduzi-las. Considero muito que entendam os tipos de "terapeutas" que temos disponíveis atualmente, pois já carregam uma insegurança de talvez não serem compreendidos, a psicologia é ética, a postura clínica orientada, a personalidade deste profissional deve ser forte para seguir sem julgamentos. O espaço terapeutico deve permitir que sejam quem são realmente, antes de falar sobre o que está doendo. Espero que compreendam o local de escuta que tentei lhes mostrar aqui. Com carinho.


Olá, nenhum profissional de saúde pode julgar vocês por decisões, resoluções do casal. O papel do profissional é acolher e fazer o questionamento adequado para que entendam se a decisão é acordada, por que surgem dúvidas. Pode ser interessante iniciar terapia de casal.


Em princípio, um psicólogo que trabalha com terapia de casal deveria estar preparado para acolher diferentes formas de organização dos vínculos, sem pressupor que exista apenas um modelo saudável ou legítimo de relacionamento. O fato de ser uma relação aberta, por si só, não deveria ser tratado como um problema. Mas, infelizmente, não há como garantir que todo profissional na prática seja um bom profissional.

Dra. Iasmin Quintino

Dra. Iasmin Quintino

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Como terapeuta de casal, eu valido completamente o receio de vocês. O espaço da terapia deve ser de cura e alinhamento, e a última coisa que vocês precisam é gastar energia defendendo o formato da relação ou enfrentando julgamentos. Sendo muito realista sobre a nossa área: embora a ética nos obrigue à neutralidade, nem todo terapeuta de casal está clinicamente atualizado para acolher as especificidades da não-monogamia consensual. Para que vocês encontrem o suporte correto, recomendo os seguintes passos: - Perguntem antes de agendar: Não tenham receio de enviar uma mensagem breve na triagem perguntando: "Você tem experiência e se sente confortável atendendo casais em relacionamento aberto?". A resposta do profissional já dirá muito sobre o manejo dele. - Foquem na funcionalidade dos acordos: Na TCC e na terapia de casal contemporânea, o nosso foco não é o formato do relacionamento, mas sim a qualidade da comunicação, a quebra de expectativas e a renegociação de acordos quando surgem os dilemas. O formato da relação de vocês já funciona bem há anos; o objetivo da terapia será apenas ajustar os ruídos atuais. Busquem alguém que já entenda a estrutura de vocês para que possamos focar direto na solução dos dilemas.


Todo casal merece ser acolhido sem julgamentos, independentemente de sua configuração. Porém, a experiência dos terapeutas com não monogamia consensual pode variar. Antes de agendar, é válido perguntar se o profissional possui familiaridade e trabalha de maneira acolhedora com relacionamentos abertos. A terapia não deve questionar a escolha do casal, mas ajudá-lo a cuidar da comunicação, dos acordos, dos limites e dos dilemas que surgirem. Em minha prática, realizo terapia de casal e acolho também casais com essa dinâmica, respeitando sua individualidade e suas escolhas.


Você deve pesquisar e se inteirar da formação e tempo de atuação do profissional, antes de qualquer outro critério. Experiência, maturidade emocional e capacidade de acolhimento são bons pré-requisitos do profissional para que você se sinta acolhida e compreendida sem julgamentos.


Bom, um terapeuta de casal tem sim que estar aberto a acolher diversas configurações de casais, então basta que encontrem um profissional ético e dedicado o suficiente para um bom acompanhamento psicológico que a tendência é que dê tudo certo, mas vale ficar de olho em avaliações de outros pacientes, e alguns Profissionais costumam compartilhar os próprios ideias de trabalho nas redes, pode ser uma boa forma a mais de analisarem alguns terapeutas para casais e diminuir o receio do primeiro contato.


Em geral, os terapeutas de casal tradicionais não estão universalmente preparados para acolher dinâmicas de relacionamentos abertos de forma totalmente isenta, sendo altamente recomendado procurar profissionais que declarem abertamente experiência em não-monogamia consensual (NMC) ou que atuem especificamente nesse nicho. O ideal seria você procurar uma Psicóloga/o de especializado em terapia de casal!


ideal é procurar alguém que tenha experiência com não monogamia consensual, relacionamentos abertos ou poliamor. Na primeira conversa, vocês podem perguntar diretamente: “Você tem experiência clínica com casais em relacionamentos não monogâmicos?” O mais importante é que o profissional não tente transformar a relação em monogâmica, mas ajude vocês a trabalhar comunicação, acordos, ciúmes, limites, segurança emocional e os dilemas que surgirem dentro da dinâmica escolhida pelo casal.

Zuleide Silva

Zuleide Silva

Psicólogo

Santo André, SP

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É uma preocupação bastante válida. Nem todo profissional tem experiência específica com relacionamentos não monogâmicos, então pode ser interessante buscar alguém que tenha familiaridade com esse tipo de dinâmica. Isso não significa que o terapeuta precise defender ou incentivar um modelo específico de relacionamento. O mais importante é que consiga trabalhar de forma ética e sem julgamentos, respeitando os acordos estabelecidos pelo casal e ajudando vocês a compreender e lidar com os conflitos e dilemas que surgem. Na terapia de casal, o foco não precisa ser “fechar” ou “manter aberto” o relacionamento, mas entender o que cada um precisa, melhorar a comunicação, estabelecer limites e construir acordos que façam sentido para ambos. Por isso, antes de marcar, vocês podem perguntar ao profissional se ele possui experiência com relacionamentos abertos ou não monogâmicos e como costuma trabalhar com essas demandas. Sentir-se acolhido e seguro com o terapeuta é uma parte importante do processo.

Maria Luiza Accioly

Maria Luiza Accioly

Psicólogo

Belo Horizonte

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Olá! Todos os psicólogos deveriam estar preparados sim, porém infelizmente não é o que acontece. A sexualidade é múltipla, nunca deveríamos nos esquecer disto! Eu não realizo atendimentos para casais, posso passar a indicação de colegas que confio, e caso queira o atendimento individual, fico à disposição. Atenciosamente, Psicóloga Larissa Spaziani.

Larissa Spaziani

Larissa Spaziani

Psicólogo

Ribeirão Preto

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Olá! Vocês podem, sim, fazer terapia de casal estando em um relacionamento aberto. O objetivo da terapia não deve ser julgar o modelo de relacionamento escolhido pelo casal nem tentar transformá-lo em uma relação monogâmica. Entretanto, é importante que o profissional tenha conhecimento e uma postura acolhedora em relação às diferentes configurações de relacionamento. Em relações abertas podem surgir questões específicas envolvendo acordos, limites, ciúmes, segurança emocional, comunicação e mudanças nos combinados ao longo do tempo. O trabalho terapêutico deve partir da dinâmica construída por vocês. Por isso, antes de iniciar, vale perguntar ao profissional se ele possui experiência e se sente confortável trabalhando com não monogamia. Vocês precisam encontrar um espaço em que possam falar com liberdade, sem receio de julgamento. Na terapia de casal, trabalho justamente com os acordos construídos por cada casal, respeitando sua configuração e ajudando a compreender os conflitos, melhorar a comunicação e renegociar limites quando necessário. Sou psicóloga e terapeuta de casal. Atendo on-line brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Espero ter ajudado!

Dra. Nivia Serra

Dra. Nivia Serra

Psicólogo

Rio de Janeiro

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É muito compreensível esse receio. Em uma terapia de casal, vocês deveriam encontrar um espaço sem julgamento e sem pressupor que existe um único modelo “correto” de relacionamento. Alguns terapeutas têm experiência com relacionamentos não monogâmicos, mas isso não significa que apenas esses profissionais possam acolher vocês. O mais importante é encontrar alguém que tenha uma postura ética, aberta e respeitosa e que não trate a abertura como um problema a ser “corrigido”. Pode ser interessante perguntar antes da primeira sessão se o profissional já atende relacionamentos abertos ou não monogâmicos e como costuma trabalhar com essas configurações. A resposta e a postura dele já podem ajudar vocês a perceber se existe compatibilidade. E, se vocês não se sentirem compreendidos com o primeiro profissional, trocar de terapeuta também faz parte do processo. O vínculo terapêutico importa bastante. Se quiserem, posso lhes ajudar a pensar em perguntas para fazer antes de marcar a primeira sessão, para aumentar as chances de encontrar alguém adequado à dinâmica de vocês. Conte comigo! Abraço.

Luan Coelho Valer

Luan Coelho Valer

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Olá. É importante que vocês procurem um profissional que tenha uma postura acolhedora e não patologize a não monogamia. Nem todo terapeuta de casal necessariamente tem formação ou experiência com relacionamentos abertos, por isso vale perguntar antes de marcar. Uma terapia de casal adequada não deve partir da ideia de que existe um único modelo de relacionamento saudável, mas ajudar o casal a compreender seus acordos, limites, desejos e conflitos dentro da dinâmica que escolheram. Procurem, de preferência, alguém com experiência em não monogamia consensual e sexualidade. Isso pode aumentar bastante a possibilidade de vocês se sentirem compreendidos e seguros no processo.


Olá! O terapeuta de casal não está lá para julgar ou moldar o casal frente a um paradigma. Bons profissionais vão ouvi-los e ajudá-los a partir da referência que vocês trazem. A ideia é facilitar a comunicação do casal para que possam encontrar o que não está funcionando para que possam ampliar os meios de lidar com as questões apresentadas.


Em teoria todo terapeuta de casal deveria estar preparado para acolher diferentes configurações relacionais sem preconceitos ou julgamentos e trabalhar a partir da queixa apresentada pelo casal. O objetivo da terapia não deveria ser enquadrar o relacionamento em um modelo específico, mas ajudar o casal a compreender seus dilemas, melhorar a comunicação e construir uma relação mais satisfatória dentro da realidade e dos acordos que vocês vivenciam. Porém, sabemos que infelizmente profissionais ruins existem em todas as áreas. Então, mesmo não sendo obrigatório procurar alguém que trabalhe exclusivamente com não monogamia, eu indicaria buscar um terapeuta de casal que também tenha formação na área da sexualidade. Profissionais com essa formação costumam ter uma preparação mais ampla para lidar com diversidade sexual e relacional, acordos, desejos, limites e diferentes formas de viver a intimidade, o que pode contribuir para um acolhimento mais qualificado.

Maria Luísa

Maria Luísa

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Olá! Seu receio é compreensível. Um terapeuta de casal deveria estar preparado para acolher diferentes configurações relacionais sem julgamentos morais e sem partir da ideia de que existe apenas uma forma "correta" de construir uma relação. Na prática, porém, nem todo profissional possui experiência ou formação específica para trabalhar com relacionamentos abertos e outras formas de não monogamia consensual. Por isso, vale perguntar antes de agendar se o terapeuta tem experiência com essa demanda e qual é sua compreensão sobre esse tipo de vínculo. Isso não significa que vocês necessariamente precisem encontrar alguém que trabalhe exclusivamente com esse "nicho". Mais importante é que seja um profissional qualificado em terapia de casal, que tenha conhecimento sobre não monogamia consensual ou abertura genuína para compreender a dinâmica de vocês sem tentar enquadrá-la em um modelo monogâmico. E existe uma distinção importante: estar em um relacionamento aberto não significa que ciúmes, inseguranças, conflitos de limites ou dificuldades de comunicação sejam irrelevantes. Eles podem e devem ser trabalhados. O que não seria adequado é o terapeuta assumir previamente que esses conflitos existem porque a relação é aberta ou estabelecer como objetivo terapêutico "fechar" o relacionamento. Uma boa terapia de casal ajudará vocês a compreender o que está funcionando, onde estão os impasses, quais acordos precisam ser revistos e se as necessidades e limites de ambos continuam sendo respeitados. Antes da primeira consulta, vocês podem perguntar diretamente ao profissional: "Você tem experiência atendendo casais em relacionamentos abertos ou não monogâmicos? Como costuma trabalhar essas questões?". A maneira como ele responder já pode oferecer informações importantes sobre se vocês se sentirão seguros naquele espaço.


Sim, a terapia de casal pode ser muito útil nesse contexto. O fato de o relacionamento ser aberto não deveria ser tratado pelo terapeuta como o problema em si. O foco deveria estar nas dificuldades que vocês estão vivenciando dentro da dinâmica que escolheram. Nem todo terapeuta de casal, porém, tem formação ou experiência suficiente com não monogamia consensual. Por isso, considero válido procurar alguém que indique experiência ou, pelo menos, uma postura afirmativa e não patologizante em relação a diferentes configurações de relacionamento. Não precisa necessariamente ser um profissional que trabalhe exclusivamente com esse “nicho”. Antes de marcar, vocês podem fazer uma pergunta simples ao profissional: “Somos um casal em um relacionamento aberto consensual e gostaríamos de trabalhar algumas questões da nossa relação sem que a abertura seja considerada, a priori, algo a ser corrigido. Você tem experiência e se sente confortável trabalhando com essa configuração?” Uma boa terapia poderá ajudá-los a analisar questões como acordos, comunicação, ciúmes, expectativas, limites, segurança, confiança e consequências das escolhas de cada um — sem partir do pressuposto de que o objetivo terapêutico seja fechar ou manter aberto o relacionamento. Pela perspectiva comportamental, eu acrescentaria algo importante: mais relevante do que definir se relacionamento aberto é “certo ou errado” é compreender como os acordos e comportamentos de vocês estão funcionando para ambos e quais consequências estão produzindo na relação. Portanto, eu procuraria um profissional com experiência em terapia de casal e perguntaria previamente sobre sua familiaridade com relações não monogâmicas. Sentir que vocês podem falar honestamente sobre a própria relação sem precisar defendê-la diante do terapeuta é uma condição importante para o trabalho terapêutico.


Em geral o psicológico de casal está muito familiarizado com todas as configurações de família/casal possíveis. Pense que vocês não são os únicos casais com está dinâmica que existem.

Dr. Alexandre Reis

Dr. Alexandre Reis

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Olha é difícil responder, pois varia muito do profissional. Caso tenham interesse tenho experiência com diferentes configurações de relacionamento, incluindo relacionamentos abertos. Meu trabalho é realizado de forma acolhedora e sem julgamentos, respeitando a dinâmica e os acordos de cada casal. Podemos trabalhar as questões e dilemas que surgem na relação, buscando fortalecer a comunicação, a segurança e o vínculo entre vocês.


Eu procuraria, de preferência, um terapeuta que tenha experiência com não monogamia consensual, porque nem todo profissional está preparado para lidar com essa dinâmica sem julgamentos ou pressupostos de que a monogamia é o único modelo saudável. O mais importante é que ele consiga trabalhar as questões do casal (ciúmes, acordos, comunicação, limites, inseguranças etc.) sem tratar a abertura da relação como um problema. Antes de marcar, vocês podem perguntar diretamente se ele já atende casais não monogâmicos. Isso já ajuda a perceber se vocês vão se sentir acolhidos.


Um terapeuta não precisa viver uma relação aberta para atender vocês bem. O essencial é conseguir compreender a experiência de vocês sem tentar encaixá-la no modelo monogâmico. Em casos de dúvidas, entre em contato comigo ou algum profissional para auxilia-los. Deixo aqui um artigo associado ao tema, caso ajude um pouco vocês: O TERAPEUTA DIANTE DA COMPLEXIDADE DOS RELACIONAMENTOS NÃO MONOGÂMICOS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA UMA PRÁTICA CLÍNICA ÉTICA.

Dr. Matheus  Carvalho

Dr. Matheus Carvalho

Fisioterapeuta

Belo Horizonte

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É altamente recomendável buscar profissionais ou indicações de quem já trabalhe especificamente com o nicho de relações abertas ou não-monogâmicas. Embora a psicologia preze pela neutralidade e pelo acolhimento, na prática clínica atual, nem todos os terapeutas de casal possuem treinamento teórico ou abertura necessária para lidar com as nuances e códigos de um relacionamento aberto sem vieses ou julgamentos inconscientes. Optar por uma pessoa que já tenha proximidade com o tema garante um espaço seguro e focado na resolução dos seus dilemas reais, sem que vocês percam tempo validando ou defendendo o formato da união de vocês. Entretanto, as diferentes dinâmicas relacionais têm ganhado cada vez mais espaço na literatura psicológica, o que torna a busca bastante possível e acessível.

Aya Nala

Aya Nala

Psicólogo

Peruíbe

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Olá, tudo bem? Sendo sincera: não há garantia, depende de cada profissional. Muitos terapeutas de casal não têm preparo ou abertura para relacionamentos não-monogâmicos, então perguntar antes da primeira sessão sobre experiência com esse tipo de dinâmica é um cuidado válido, não uma falta de educação. O que mais preocupa vocês numa sessão, ser julgados ou não serem entendidos? Buscar indicação específica evita frustração. Caso precise, estou à disposição.

Bianca Pacheco

Bianca Pacheco

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Olá, como tem passado ? Um bom trabalho clínico não deveria começar perguntando se vocês deveriam ser monogâmicos ou não, mas procurando compreender como a relação que vocês efetivamente construíram funciona para vocês. A forma do relacionamento, sozinha, diz muito pouco sobre aquilo que acontece dentro dele. Por isso, eu procuraria sim um terapeuta que tenha alguma familiaridade com não-monogamia consensual ou que pelo menos deixe claro que consegue trabalhar sem tomar a monogamia como destino natural ou como medida de saúde psicológica. Não precisa necessariamente ser alguém que trabalhe exclusivamente com casais abertos. Mais importante é encontrar um profissional capaz de não utilizar suas próprias escolhas amorosas como régua para avaliar as de vocês. Às vezes entrar em contato pelo whatsapp ou instagram e perguntar se a pessoa atenderia e entenderia esse tipo de relação seria uma saída possível para essa questão. Espero ter ajudado e sigo à disposição.

Cirano Araújo

Cirano Araújo

Psicólogo

Belo Horizonte

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Não necessariamente é preciso procurar um profissional que trabalhe exclusivamente com relacionamentos não monogâmicos. Porém, é importante verificar se o psicólogo possui preparo para atender casais e, principalmente, se consegue compreender e respeitar diferentes configurações de relacionamento sem tentar enquadrá-las em suas próprias concepções sobre como uma relação deveria funcionar. Eticamente, o papel do psicólogo não é estabelecer qual modelo de relacionamento é o correto, nem utilizar sua própria maneira de viver ou suas escolhas afetivas como parâmetro para o casal. O ponto de partida deve ser a realidade de vocês: como escolheram construir essa relação, o que é importante para cada um na vida a dois (por exemplo, confiança, liberdade, parceria, cuidado, intimidade e respeito), quais acordos estabeleceram e o que está trazendo dúvidas ou sofrimento neste momento. Em uma relação aberta, a terapia pode trabalhar a construção e revisão dos acordos; o significado de compromisso e fidelidade para aquele casal; comunicação de necessidades e limites; ciúmes e inseguranças; medo de perda ou comparação; diferenças na maneira como cada parceiro vivencia a abertura; situações em que determinado acordo deixou de funcionar; manejo de outros vínculos afetivos ou sexuais; e formas de preservar intimidade, confiança e segurança emocional na relação. Também é possível trabalhar a partir de uma perspectiva dialética: a experiência de um parceiro não precisa anular a do outro. Um pode estar confortável com determinada situação enquanto o outro sente insegurança, e reconhecer uma experiência não significa dizer que a outra está errada. A terapia pode ajudá-los a sair da disputa sobre “quem está certo” e compreender o que está acontecendo com cada um e entre os dois, favorecendo comunicação, negociação e construção de acordos possíveis. Portanto, mais importante do que encontrar alguém que trabalhe exclusivamente com esse nicho é encontrar um profissional que tenha competência para atendimento de casal e abertura técnica e ética para trabalhar com a não monogamia sem tratá-la, por si só, como um problema. Antes de marcar, vocês podem inclusive conversar com o profissional sobre sua experiência e sua forma de trabalhar com diferentes configurações de relacionamento.


Sim, vocês podem fazer terapia de casal mesmo estando em um relacionamento aberto. O mais importante é que o profissional consiga acolher a dinâmica de vocês sem julgamentos e sem tentar enquadrá-los em um modelo de relacionamento que não faz sentido para o casal. Pergunte ao especialista antes de agendar, se tem experiência .


Oi, tudo bem? Existem sim profissionais preparados para acolher relacionamentos abertos sem julgamento, mas nem todo terapeuta de casal tem prática ou conforto específico com esse formato, então é razoável perguntar diretamente, antes da primeira sessão, se o profissional já trabalhou com esse tipo de dinâmica. Uma dica é observar, já no primeiro contato, se a pessoa demonstra abertura genína ou tenta enquadrar a relação de vocês num modelo tradicional. Isso costuma indicar rápido se o encaixe vai funcionar. Vocês já pensaram no que gostariam de trabalhar primeiro na terapia de casal? Caso precise, estou à disposição.

Thais  Mazzini

Thais Mazzini

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Entendo perfeitamente sua preocupação, e acho muito importante que vocês se sintam acolhidos e respeitados na terapia. Relacionamentos abertos e outras formas de não monogamia consensual podem trazer questões e desafios próprios, e o papel da terapia não é julgar ou tentar adequar a relação de vocês a um modelo de relacionamento, mas compreender a dinâmica do casal e trabalhar as questões que estejam gerando dúvidas, conflitos ou sofrimento. Por isso, considero importante que o profissional tenha uma postura aberta, sem preconceitos e, de preferência, familiaridade com esse tipo de configuração. Vocês podem inclusive perguntar sobre isso antes de marcar a primeira sessão. Se quiserem, podemos conversar inicialmente sobre a demanda de vocês e avaliar se o meu trabalho pode fazer sentido para o que estão buscando.


É muito positivo que vocês estejam buscando terapia de casal não necessariamente porque o relacionamento está “em crise”, mas como um espaço para conversar sobre dúvidas e dilemas que surgem ao longo da relação. A terapia também pode ser um recurso de cuidado e fortalecimento do vínculo. Em relação ao relacionamento aberto, considero importante que o casal possa se sentir acolhido e respeitado em sua configuração relacional. Mais do que procurar necessariamente alguém especializado exclusivamente nesse tema, vale observar se o profissional consegue trabalhar sem partir do pressuposto de que a abertura da relação é, por si só, um problema a ser corrigido. O foco da terapia deve ser compreender as questões que fazem sentido para vocês, como comunicação, acordos, ciúmes, limites, expectativas e necessidades individuais e do casal. Antes de iniciar o acompanhamento, vocês podem perguntar diretamente ao profissional se ele possui experiência ou familiaridade com essa configuração de relacionamento. Sentir-se à vontade para trazer quem vocês são e como construíram sua relação é um aspecto importante para que o processo terapêutico seja produtivo e seguro.


Um bom terapeuta vai focar na comunicação, segurança emocional e alinhamento de acordos, sem tentar "corrigir" a dinâmica de vocês. O ideal é buscar profissionais que usem termos como diversidade relacional, relações livres. Seja direto no primeiro contato e pergunte se o profissional tem experiência e se sente confortável com casais não-monogâmicos, isso assegura que o terapeuta não queira mudar a prática de vocês e sim trabalhar a segurança em suas decisões conjugais. Psicóloga Ana Maria Moreira


A princípio o terapeuta de casal deve estar preparado para todos os tipos de relacionamento, não havendo um nicho para isto. Abraço.


Olá! Com certeza. Para a grande maioria é uma demanda normal e manejável. Um bom profissional fará vocês sentirem-se seguros e acolhidos para levar quaisquer questões para dentro do consultório! Fico a disposição! Abraço

Fernando Fagundes

Fernando Fagundes

Psicólogo

Florianópolis

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Olá! Obrigado por compartilhar sua situação com tanta clareza. Relacionamentos abertos e outras formas de não monogamia consensual podem trazer questões e dilemas próprios, e é importante que o casal encontre um profissional que consiga acolher essa dinâmica sem pressupor que o objetivo da terapia seja necessariamente tornar a relação monogâmica. No meu trabalho, a proposta é justamente acolher a configuração do relacionamento de vocês como ela é, compreendendo as demandas que levaram vocês a buscar a terapia e trabalhando a partir dos acordos, necessidades e dificuldades do próprio casal. Se fizer sentido para vocês, podemos marcar uma primeira consulta para conversarmos com mais calma, conhecer a demanda de vocês e avaliar se o meu trabalho pode ser adequado ao que estão buscando.


Muitos terapeutas já estão preparados, mas para garantir acolhimento, busque profissionais com especialização em diversidade sexual e afetiva ou que se identifiquem como "affirmativos". Vale perguntar na primeira sessão como ele vê a não-monogamia.


É muito legítimo ter esse receio. Para garantir um espaço seguro e sem julgamentos, o ideal é procurar profissionais que se identifiquem explicitamente como "afetivo-sexualmente diversos" ou que trabalhem com "não-monogamia ética". Mas de certa forma quando um profissional que atenda casal se dispõe a base é saber que cada um tem uma dinamica unica e diferente e trabalhar neste foco no tratamento.


Ola, seria possível vcs considerarem que o desejo nao é o mesmo para vocês dois por serem pessoas diferentes e que cada um pode ter questões importantes e individuais a serem tratadas individualmente para que assim possam melhor sustentar este desejo em comum que compartilham como casal?


Boa tarde! Eu trabalho com relacionamentos e essa é uma das minhas áreas de atuação. No entanto, meu trabalho é voltado para as demandas individuais e não realizo terapia de casal. No caso de vocês, eu procuraria, sim, um profissional que tenha familiaridade com relacionamentos não monogâmicos ou, pelo menos, uma postura aberta, acolhedora e não patologizante em relação a diferentes configurações de relacionamento. Isso não significa que todo terapeuta de casal não esteja preparado para essa demanda, mas é importante que vocês encontrem alguém que consiga compreender a dinâmica de vocês sem partir do pressuposto de que um relacionamento aberto é necessariamente sinal de problema, falta de compromisso ou dificuldade conjugal. A terapia deve ser um espaço para vocês poderem falar sobre dúvidas, acordos, limites, ciúmes, inseguranças e conflitos com liberdade, sem que o formato do relacionamento seja tratado como algo que precisa ser “consertado”. Uma boa pergunta para fazer antes de marcar a primeira sessão é justamente: “Você tem experiência ou familiaridade com relacionamentos abertos/não monogâmicos?”. A forma como o profissional responder já pode ajudar vocês a perceber se existe sintonia com o que estão buscando.


Olá, tudo bem? É sempre importante buscar avaliar se o profissional tem uma personalidade que condiz com seu estilo de vida.


Os psicoterapeutas ouvem , acolhem e interpretam o que significa para cada um de vocês ter esse relacionamento. Não há julgamento, mas mostrar como cada um de vocês entendem o que faz sentido no relacionameno.


Sim, é possível fazer terapia de casal em relacionamentos abertos. O mais importante é encontrar um profissional que não parta da ideia de que existe apenas um modelo correto de relacionamento. Vocês não precisam mudar a dinâmica do relacionamento para fazer terapia. O trabalho pode ser justamente entender o que está funcionando, quais acordos precisam ser ajustados e como lidar com ciúmes, inseguranças, limites e comunicação. Eu perguntaria ao profissional, antes de marcar, se ele tem experiência ou disponibilidade para trabalhar com relacionamentos não monogâmicos.


Entendo esse receio, e é muito importante que vocês se sintam acolhidos e respeitados. A terapia de casal não precisa ter como objetivo mudar a dinâmica de vocês, mas ajudá-los a compreender melhor os sentimentos, acordos e desafios da relação. O ideal é buscar um profissional que tenha experiência com relacionamentos abertos ou não monogamia consensual. Se vocês quiserem, posso acompanhar vocês nesse processo, com um espaço seguro, acolhedor e sem julgamentos, respeitando a dinâmica que construíram juntos.


É uma preocupação extremamente válida e legítima. Vivenciar uma não-monogamia consensual bem-estruturada é uma conquista incrível para o casal, mas é natural ter receio de expor essa vulnerabilidade a um profissional e acabar encontrando julgamentos ou ideias preconcebidas que em nada ajudam nos dilemas de vocês. Em geral, embora a psicologia venha se atualizando bastante, a maioria dos terapeutas de casal ainda traz uma formação tradicional e focada no modelo monogâmico. Procurar a ajuda de um terapeuta de casal com essa sensibilidade faz toda a diferença no processo. A Terapia Cognitivo-Comportamental voltada para a diversidade relacional não vai tentar "procurar o problema" no fato de vocês terem um casamento aberto ou tratar a dinâmica de vocês como a causa de todos os conflitos. Pelo contrário: um especialista qualificado vai validar e respeitar a estrutura que funciona para vocês, focando exclusivamente em aprimorar a comunicação, gerenciar inseguranças pontuais e alinhar os combinados do casal com empatia, segurança e sem qualquer julgamento moral. Investir no profissional certo garantirá um espaço seguro onde vocês possam evoluir juntos e fortalecer ainda mais a parceria de vocês.


Olá, espero que esteja bem. De modo geral, terapeutas de casal devem estar preparados para acolher diferentes formas de relacionamento sem julgamentos, entendendo que, assim como cada pessoa é única em seus desejos e necessidades, cada relação também possui sua própria dinâmica. Dito isso, nem todos os profissionais necessariamente têm experiência específica com relacionamentos abertos ou não monogâmicos. Por isso, pode ser interessante perguntar antes da primeira sessão se o terapeuta já trabalhou com esse tipo de demanda e qual é a forma como costuma conduzir esses casos.


Sua preocupação é legítima. Vou explicar como escolher um profissional que consiga acolher a não monogamia consensual sem tratá-la automaticamente como problema. Em geral, terapeutas de casal têm formação para trabalhar temas como comunicação, confiança, ciúme, acordos, conflitos e intimidade. Porém, nem todos têm preparo ou uma postura acolhedora em relação à não monogamia consensual, Por isso, se possível, vale procurar alguém que mencione experiência com relacionamentos abertos, não monogamia consensual, poliamor ou abordagem sex-positive. O mais importante não é apenas o profissional conhecer o “nicho”, mas não partir da ideia de que a monogamia é o único modelo saudável ou que a abertura é automaticamente sinal de crise. Um terapeuta competente deve ajudar vocês a compreender a dinâmica de vocês, sem tentar convertê-los a outro modelo de relacionamento. Antes de marcar, vocês podem enviar uma mensagem simples, por exemplo: Estamos em um relacionamento aberto há alguns anos e gostaríamos de fazer terapia de casal para trabalhar dúvidas e dilemas que surgem na nossa dinâmica. Você tem experiência com não monogamia consensual? Como costuma conduzir casos assim?” Também vale observar se a resposta é respeitosa e específica. Perguntem se o profissional consegue trabalhar temas como ciúme, limites, comunicação, acordos, mudanças de desejo, diferenças entre os parceiros e possíveis relações externas sem presumir que alguém está “errado”. Na primeira sessão, vocês podem avaliar se se sentem escutados, se ambos têm espaço para falar e se o terapeuta demonstra curiosidade em vez de julgamento. Caso ele trate a abertura como desvio, tente impor a monogamia como solução ou desconsidere os acordos de vocês, é perfeitamente aceitável procurar outro profissional. Portanto, não é obrigatório encontrar alguém exclusivamente especializado, mas uma indicação de profissional com experiência nesse campo pode economizar tempo e aumentar a chance de vocês se sentirem compreendidos. Se houver questões individuais importantes, terapia individual complementar também pode ser útil, desde que os profissionais respeitem os acordos e a privacidade do casal.

Dra. Karina Melo

Dra. Karina Melo

Psicólogo

Bom Jesus Do Itabapoana

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Olá! Todo profissional que trabalha com terapia de casal deve estar preparado para acolher diferentes configurações de relacionamento, sem julgamentos ou tentativa de adequar o casal a um modelo tradicional. O objetivo da terapia não é definir qual dinâmica é “certa” ou “errada”, mas compreender como essa relação funciona para vocês e trabalhar as questões, dúvidas e conflitos que surgirem a partir dela. Por isso, vocês podem buscar um profissional com quem se sintam seguros e acolhidos. A experiência específica com relacionamentos não monogâmicos pode ser um diferencial, mas o respeito à escolha e à autonomia do casal deve ser fundamental em qualquer atendimento.


Sim, os psicólogos acolhem a demanda. Durante a terapia é um profissional que irá olhar de forma técnica a demanda do paciente e ajudar na queixa.


Olá! É muito válido ter esse cuidado ao escolher um profissional. Um relacionamento aberto consensual não precisa ser entendido, por si só, como um problema a ser corrigido. Na terapia de casal, o importante é compreender como a dinâmica funciona para vocês e quais são os dilemas que estão trazendo sofrimento ou dúvidas. Nem todo terapeuta de casal terá necessariamente experiência específica com relacionamentos abertos ou outras formas de não monogamia. Por isso, antes de iniciar, vocês podem perguntar ao profissional se ele já trabalha com essas configurações relacionais e qual é a sua postura diante delas. Mais do que encontrar alguém que trabalhe exclusivamente com esse “nicho”, eu procuraria um profissional que tenha experiência ou conhecimento sobre diversidade relacional e uma postura acolhedora e não moralizante, sem partir do pressuposto de que fechar a relação precisa ser o objetivo da terapia. Questões como ciúmes, comunicação, segurança emocional, limites, acordos e expectativas podem ser trabalhadas respeitando o modelo de relacionamento que vocês escolheram. Inclusive, uma pergunta interessante para vocês levarem para a terapia é: “o que estamos vivendo é uma dificuldade do nosso modelo de relacionamento ou uma dificuldade na forma como estamos construindo e negociando nossos acordos dentro dele?” Então, sim: vale fazer essa pequena conversa com o terapeuta antes de começar. Sentir que vocês podem falar sobre a relação sem precisar defendê-la o tempo todo já é um aspecto importante para a construção de um bom vínculo terapêutico.


Nem todos os terapeutas de casal possuem experiência específica com relacionamentos não monogâmicos. Por isso, é compreensível (e legítimo!) que vocês procurem saber um pouco sobre a postura e a experiência do profissional antes de iniciar o processo. Mais importante do que trabalhar exclusivamente com esse “nicho” é que o terapeuta tenha ou esteja em formação para atender casais, conheça diferentes configurações relacionais e seja capaz de acolher a dinâmica de vocês sem tratá-la como um problema a ser corrigido. A terapia não deve partir da ideia de que a não monogamia é a causa dos conflitos nem tentar conduzir ninguém para um modelo monogâmico. Vocês podem perguntar, já no primeiro contato, se o profissional tem experiência ou se sente preparado para atender casais em relacionamentos abertos. Também podem observar, nas primeiras sessões, se existe uma escuta respeitosa e sem julgamentos. Um bom trabalho poderá ajudar vocês a conversar sobre acordos, limites, ciúmes, segurança emocional, comunicação e eventuais mudanças nas necessidades de cada um, preservando a liberdade de vocês para definir o relacionamento que desejam ter. Buscar uma indicação específica pode facilitar esse encontro, mas vocês também podem encontrar profissionais acolhedores que, embora não trabalhem exclusivamente com não monogamia, estejam devidamente preparados para essa demanda.

Janine Leyraud Pires

Janine Leyraud Pires

Psicólogo

Rio de Janeiro

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A questão não é se o terapeuta estará preparado para uma relação aberta, mas se será capaz de escutar o que se passa entre vocês sem fazer da monogamia um ideal a ser alcançado. Uma escuta clínica não deveria partir de um modelo de relação, mas daquilo que causa o casal: seus acordos, seus desejos, seus impasses e aquilo que insiste como questão. Vale procurar um profissional cuja escuta não precise enquadrar a relação de vocês em um modelo prévio.


Olá! É recomendável buscar saber se o profissional tem experiência com casais em relacionamentos não monogâmicos. A experiência específica com essa dinâmica pode contribuir para que o casal seja acolhido e livre de julgamentos. Abraços.


Sim, eles estão preparados. Na hora da escolha, uma indicação é procurar um psicólogo de casal que também seja sexólogo.


Um bom profissional deve estar preparado para acolher diferentes demandas sem julgamentos. No consultório, nosso objetivo é compreender a experiência de cada pessoa e, em conjunto, construir caminhos que façam sentido para seu projeto de vida e para suas relações. Por outro lado, acredito que buscar um profissional que conheça os desafios e as especificidades das relações que se afastam do modelo monogâmico pode ser muito benéfico. É importante contar com um espaço em que vocês possam falar sobre suas experiências, dúvidas e conflitos com a segurança de que não serão automaticamente interpretados a partir de pressupostos sobre como uma relação “deveria” funcionar.

Gislaine Motti

Gislaine Motti

Psicólogo

São Paulo

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Essa é uma preocupação muito válida, e é ótimo que vocês estejam buscando ajuda antes que os dilemas virem crises. Vou te responder com clareza: sim, existem terapeutas de casal preparados para acolher relacionamentos abertos, e a formação ética da psicologia exige que nenhum profissional julgue ou tente 'corrigir' o modelo de relação de vocês. Mas é verdade que nem todos têm experiência prática com essa dinâmica, e vocês têm todo o direito de escolher um profissional com quem se sintam seguros. Minha sugestão é tratar isso como parte da triagem: ao entrar em contato com um terapeuta, vocês podem perguntar diretamente algo como: 'Temos um relacionamento aberto e buscamos terapia de casal para lidar com dilemas comuns e também específicos da nossa dinâmica. Você tem experiência e se sente confortável atendendo casais não monogâmicos?' A resposta de um bom profissional será honesta, inclusive se ele avaliar que não é a pessoa mais indicada e sugerir uma indicação. E lembrem-se: a primeira sessão também serve para vocês avaliarem o terapeuta. Observem se há acolhimento real, se as perguntas são clínicas e relevantes (e não curiosidade sobre a intimidade de vocês) e se o profissional fala do relacionamento de vocês com naturalidade. Se algo não soar bem, buscar outra pessoa não é 'desistir', é cuidar de vocês. Não sei em qual cidade vocês residem, mas me coloco a disposição para ajudá-los. Também atendo remoto, caso tenham interesse.

Ligiane Oliveira

Ligiane Oliveira

Psicólogo

João Pessoa

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Boa noite. Entendo o seu receio de procurar um profissional e não se sentir acolhida ou compreendida dentro da dinâmica do relacionamento de vocês. Procurar referências de profissionais que atendam a demanda pode ajudar vocês a se sentirem mais seguros nesse processo.


Olá! É uma dúvida muito pertinente. Nem todos os terapeutas de casal possuem experiência ou formação específica para trabalhar com relacionamentos não monogâmicos, por isso é importante buscar um profissional que tenha uma postura acolhedora, sem julgamentos ou tentativas de enquadrar a relação em um modelo tradicional. Na terapia, o foco deve ser compreender a dinâmica específica do casal, seus acordos, limites, expectativas e os dilemas que surgem, respeitando o modelo de relacionamento escolhido por vocês. Tenho experiência no atendimento de casais e trabalho de forma ética e individualizada, buscando compreender a realidade e as necessidades de cada relacionamento. Se desejarem, podemos realizar uma primeira sessão para que vocês conheçam meu trabalho e avaliem se se sentem à vontade para iniciar o processo terapêutico comigo.


A princípio, os terapeutas de casal deveriam estar preparados para atender todas as demandas de casal, mas se te deixa mais segura, busque alguém que anuncie lidar com esse nicho. Na nossa clínica temos terapia de casal e a terapeuta é capacitada para acolher a demanda.


Olá, Olá, Seria importante que estivessem, mas podem não estar ... isto não significa que vocês não devam procurar, marcar uma sessão e pela experiência poder escolher alguém que possa realmente ajudá-los. Acredito que logo saberão por experiência própria se o/a profissional poderá ajudá-los ou não.


Olá, como em todas as profissões, existem bons e maus , preparados e despreparados para atender situações das mais variadas. Somos seres humanos com falhas, mas isso não é justificativa. Normalmente se espera que um psicólogo seja de casal ou não, esteja preparado para atender sem ter preconceitos, sem ter julgamentos, acolhendo o sofrimento dos pacientes. Claro que, como sou psicóloga e me identifico com o trabalho com casais, me preparei mais especificamente para atender esse tema, mas isso não basta. A teoria só é boa quando se tem uma boa quantidade de prática alicerçando e uma boa dose de profissionalismo e ética, pois no fim, o que estamos fazendo ao escutar nossos pacientes é termos uma boa dose de HUMANIDADE...ao menos é o que penso.

Aline Funke Silveira

Aline Funke Silveira

Psicólogo

Balneário Camboriú

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Olá! Sim, a terapia de casal pode acolher diferentes formas de organização dos relacionamentos. Um relacionamento aberto não significa, por si só, que exista um problema na relação ou que o casal precise se adequar a um modelo tradicional. O mais importante é que o profissional consiga escutar vocês compreendendo os acordos estabelecidos entre vocês, a forma como cada um vivencia essa dinâmica e os dilemas que estão surgindo.


Olá! A sua preocupação é muito pertinente. A terapia de casal deve ser um espaço de acolhimento, respeito e ausência de julgamentos, independentemente da configuração da relação. Embora psicólogos devam estar preparados para acolher diferentes formas de relacionamento, buscar um profissional que tenha experiência com relacionamentos abertos ou não monogâmicos pode ser interessante, justamente para garantir uma escuta mais familiarizada com essa dinâmica. Antes de agendar, vocês podem perguntar ao profissional sobre sua experiência com esse tipo de demanda, assim vocês já conseguem perceber se se sentem confortáveis e acolhidos.


Sua preocupação é legítima e merece uma resposta honesta: a formação em terapia de casal no Brasil não inclui, como regra, conteúdo específico sobre não-monogamia consensual, então o preparo varia bastante de profissional para profissional. Dito isso, dois pontos importam. O Código de Ética do psicólogo veda qualquer forma de discriminação e prática que favoreça preconceito, de modo que um profissional que patologize a configuração de vocês está fora do que a profissão determina. E a pesquisa sobre relacionamentos consensualmente não-monogâmicos indica níveis de satisfação e qualidade de vínculo comparáveis aos de relações monogâmicas — o que muda são os acordos, não a saúde da relação. Na prática, vocês não precisam procurar um nicho fechado, mas vale perguntar antes de marcar. Uma mensagem simples resolve: "somos um casal em relacionamento aberto e queremos trabalhar acordos e ciúmes; você tem experiência com esse tipo de demanda?". A resposta — e principalmente o tom dela — já revela muito, e um bom profissional que não tenha essa experiência dirá isso com clareza e poderá indicar alguém. Usem também a primeira sessão como avaliação mútua: sentir-se acolhido é critério de escolha, não luxo.


Boa pergunta, eu procuraria por indicações.


Olá, tudo bem? Seu receio é bastante compreensível. Mais importante do que encontrar um profissional que tenha uma “opinião” específica sobre relacionamentos abertos é encontrar alguém que consiga escutar a dinâmica do casal sem partir de um modelo prévio do que seria um relacionamento “normal” ou “ideal”. Um relacionamento aberto, por si só, não indica que exista um problema a ser corrigido. O que pode ser trabalhado em terapia são justamente as questões que surgem para cada um dentro dessa dinâmica: ciúmes, inseguranças, acordos, limites, desejos, diferenças e os sentidos que essas experiências assumem para cada parceiro. Por isso, pode ser interessante perguntar ao profissional, antes de iniciar, se ele possui experiência com relacionamentos não monogâmicos e, principalmente, se sua abordagem permite trabalhar essas questões sem julgamentos ou pressupostos sobre como o casal deveria se relacionar. Mas posso dizer que, de forma geral, os terapeutas de casais estão sim preparados para receber esta demanda. Na psicanálise, por exemplo, não se parte de um modelo ideal de relacionamento, mas da singularidade de cada sujeito e daquilo que produz sofrimento ou conflito em sua experiência. O mais importante é que vocês encontrem um espaço em que ambos possam falar e ser escutados com liberdade. Espero ter ajudado!


Relacionamentos abertos são uma estrutura relacional legítima, e não algo que exija "aceitação especial" na terapia de casal. Na minha prática, não parto do pressuposto de que a monogamia é o padrão saudável e as demais configurações são desvio — isso significa que o foco do trabalho terapêutico não recai sobre questionar o formato do relacionamento, mas sobre as questões reais que o casal traz: comunicação, confiança, negociação de acordos, segurança emocional e conflitos pontuais — temas que se repetem em qualquer configuração de casal. Tenho experiência atendendo casais com diferentes estruturas relacionais (monogâmicas, abertas e poliafetivas) e sei diferenciar, por exemplo, um conflito comum entre parceiros de uma ruptura de acordo combinado — sem atribuir automaticamente as dificuldades à abertura do relacionamento. Recomendo, de forma geral, que o casal pergunte diretamente ao profissional escolhido sobre sua experiência com esse tema antes da primeira sessão — isso ajuda a garantir que a terapia comece já direcionada às questões que motivaram a busca por ajuda, sem que seja necessário gastar tempo explicando ou justificando a estrutura do relacionamento. Fico à disposição para uma primeira sessão de avaliação.


Nem todo terapeuta de casal terá experiência com relacionamentos não monogâmicos, então considero válido perguntar isso antes de iniciar. O mais importante é encontrar um profissional que consiga compreender a dinâmica de vocês sem partir da ideia de que o relacionamento aberto é, por si só, o problema. A terapia deve ajudá-los a compreender os dilemas que surgem dentro dos acordos que construíram, e não tentar enquadrar a relação de vocês em um modelo que o terapeuta considera correto.


Olá casal, como estão? Sim, vocês podem buscar terapia de casal e é importante que encontrem um profissional com quem ambos se sintam acolhidos e respeitados. Um relacionamento aberto, por si só, não precisa ser entendido como um problema. Na terapia, o olhar pode estar voltado para as dúvidas e dificuldades que estão surgindo dentro da dinâmica que vocês construíram, compreendendo os sentimentos, pensamentos, expectativas, limites e necessidades de cada um. O espaço terapêutico não deve ter como objetivo julgar a escolha do casal ou determinar qual modelo de relacionamento é o “correto”, mas favorecer diálogo, autoconhecimento e uma comunicação mais clara entre vocês. Inclusive, o fato de essa dinâmica ter funcionado bem durante alguns anos é uma informação importante. Talvez a questão agora seja compreender o que mudou, quais situações passaram a gerar desconforto e como cada um está interpretando essas mudanças. Caso se sintam confortáveis, podemos conversar sobre essas questões em um primeiro encontro e compreender juntos quais são as necessidades de vocês neste momento.


Na terapia de casal, o importante é acolher a singularidade de cada relação. Meu trabalho é oferecer um espaço seguro e sem julgamentos, especialmente para dinâmicas como o relacionamento aberto. Como dizia Freud, ‘onde estava o id, deve advir o ego’ — ou seja, o processo terapêutico é sobre ampliar consciência e fortalecer o vínculo, respeitando o que vocês desejam construir juntos. Se desejarem, será um prazer acompanhá-los nesse processo.


Oiii... Sim, vocês podem encontrar profissionais preparados para acolher essa demanda. Vou te contar que, O mais importante, na minha visão, é que o terapeuta não parta de um modelo de relacionamento como sendo o “certo” ou o “ideal”. Entendi nos anos de terapia com casais que, Um relacionamento aberto também pode ter desafios, dúvidas, ciúmes, mudanças de acordos e momentos de insegurança — assim como qualquer relação. e te conto mais; Na terapia, podemos olhar para tudo isso com respeito e sem julgamentos, entendendo o que funciona para vocês e o que precisa ser cuidado. Eu sempre acredito que o primeiro passo é vocês se sentirem à vontade para contar como a relação funciona. Se houver acolhimento, curiosidade e respeito por parte do profissional, já temos um bom começo, esse é o meu olhar :-)


Acredito que sim , existem exatamente para que o casal possa te entender

Dra. Leticia  Milesi

Dra. Leticia Milesi

Psicanalista

Rio de Janeiro

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O ideal é buscar profissionais que atendam a demanda de terapia de casal e relacionamentos por estar melhor preparados para essas discussões.


hoje entendemos que as pessoas possuem orientações sexuais (heterossexual, bissexual, etc), e também diferentes orientações relacionais (monogamia, não monogamia, aromanticidade, etc). o profissional deve acolher estas vivências, mesmo que fujam de direcionamentos no qual o terapeuta baseia a sua vida. Os terapeutas de casal devem ter o preparo para acolher esta demanda. Contudo, se o paciente for vítima de preconceito por parte do terapeuta, este ato pode ser alvo de denúncia no Conselho Regional de Psicologia.


Olá! Seu receio é compreensível. Procurar terapia de casal não deveria significar precisar justificar ou defender a forma de relação que vocês escolheram construir. O espaço terapêutico precisa possibilitar que os dilemas do casal sejam compreendidos a partir da dinâmica, dos acordos, limites e necessidades de vocês, e não a partir da ideia de que existe um único modelo correto de relacionamento. Nem todo terapeuta de casal terá necessariamente formação ou experiência específica com não monogamias consensuais. Por isso, pode ser interessante buscar um profissional que tenha familiaridade com essa temática ou, antes de iniciar o acompanhamento, perguntar diretamente como ele compreende e trabalha com relações não monogâmicas. Mais do que encontrar alguém que tenha esse tema como um “nicho”, é importante encontrar um profissional que consiga acolher a relação de vocês sem tratá-la, por si só, como um problema a ser corrigido. A terapia pode então se ocupar daquilo que realmente levou vocês até ela: as dúvidas, os dilemas e a forma como desejam construir essa relação juntos.

Maria Alyne Silva

Maria Alyne Silva

Psicólogo

Campina Grande

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Boa noite! Estou aberto a atendê-los sem julgamentos. (11)9.9730-4795


Sua preocupação é legítima e, infelizmente, bem fundamentada. A realidade do campo: estudos sobre formação de terapeutas mostram que a maioria não recebe treinamento específico sobre não monogamias consensuais, e uma parcela minoritária, porém relevante, carrega vieses morais sobre o tema. Boa vontade não substitui competência técnica: um terapeuta pode ser acolhedor e, ainda assim, não saber trabalhar ciúme, acordos e gestão de insegurança nesse contexto — ou, pior, tratar o formato aberto como a "causa" dos problemas. O que esperar de um terapeuta afirmativo: Trabalha os dilemas (ciúme, acordos, comunicação, expectativas) sem patologizar o formato Não parte da premissa de que o relacionamento precisa "voltar a ser fechado" para funcionar Não usa a dinâmica aberta como atalho explicativo para qualquer conflito que aparecer Sinais de alerta: julgamento sutil, tentativas de converter, assumir que a abertura é sintoma de imaturidade ou de fuga de compromisso. Recomendação prática: sim, vale buscar indicação de quem tenha experiência declarada com relacionamentos abertos e não monogamias consensuais, mas o filtro pode ser simples. No primeiro contato, pergunte diretamente: "Você tem experiência com casais em relacionamentos abertos?" A resposta revela muito: Um profissional preparado responde com naturalidade, descreve como trabalha e pode até perguntar sobre a dinâmica de vocês Um profissional despreparado hesita, moraliza ou faz perguntas com tom de interrogatório Um detalhe importante: o objetivo da terapia não é defender o formato é dar contorno aos dilemas que surgem dentro dele. Um bom terapeuta ajuda a transformar dúvidas em acordos claros, não em motivos de culpa. Forte abraço!

Sérgio Rosa

Sérgio Rosa

Psicólogo

Belo Horizonte

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Sim, eu recomendaria procurar alguém que tenha experiência específica com relacionamentos consensualmente não monogâmicos (CNM), embora isso não signifique que todo terapeuta de casal sem essa especialização seja incapaz de atender vocês. A questão principal não é o terapeuta “ser a favor” ou “contra” da não monogamia. É conseguir trabalhar com vocês sem partir da premissa de que uma relação saudável necessariamente precisa ser monogâmica. Pesquisas sobre psicoterapia com pessoas em relações CNM identificam justamente o risco de vieses mononormativos e destacam a importância de conhecimento específico.


O trabalho de um psicólogo jamais deve ser o julgamento. O foco está naquilo que você traz para a sessão, nas suas questões, sentimentos e experiências, para que possamos compreendê-los juntos, sem julgamentos. Então não precisa ser um psicólogo que trabalha especificamente com isso, mas sim que ambos se sintam confortável em compartilhar suas questões.


Em geral, no Brasil, todos precisam pesquisar e procurar por bons profissionais, sejam especializados ou não, pois há muita oferta de tudo quanto é jeito. Sugestão: pesquisar profissionais, olhar redes, procurar por trabalhos escritos, pedir indicações. Depois é ir e ver como as coisas vão, ser sincero com o profissional como foi na mensagem, até que encontrem alguém com quem consigam se abrir e realizar a psicoterapia.

Israel Machado

Israel Machado

Psicólogo

Passo Fundo

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Seu receio é compreensível. Ao buscar terapia, vocês precisam poder falar dos dilemas da relação sem ter de defender o fato de ela ser aberta. Um terapeuta de casal deve conseguir acolher diferentes formas de vínculo, mas não dá para presumir que todos tenham a mesma familiaridade com relações não monogâmicas. Por isso, faz sentido procurar profissionais que mencionem experiência com essa demanda ou perguntar, antes de agendar, como trabalham com casais em relações abertas. O ponto central é que a terapia possa se ocupar do que vocês estão vivendo — seus acordos, dúvidas e conflitos — sem tomar a monogamia como objetivo. Também não é necessário procurar alguém que considere a relação aberta isenta de dificuldades: vocês estão buscando um espaço onde essas dificuldades possam ser pensadas com respeito.


Agradeço por trazer essa dúvida tão pertinente e necessária. É perfeitamente compreensível e muito válido o seu receio. O espaço terapêutico precisa ser o lugar de maior segurança para um casal, e o medo do julgamento ou da incompreensão é uma barreira real para buscar ajuda. Para entendermos a importância da sua pergunta, podemos analisar o que faz a terapia funcionar através das nossas três lentes: Eticamente, pela base da nossa profissão, todo psicólogo é treinado para suspender suas próprias "crenças centrais" e não permitir que valores pessoais interfiram no atendimento. O foco da TCC é entender como vocês interpretam as situações, os acordos e os dilemas. No entanto, na prática, dinâmicas não-monogâmicas possuem particularidades muito específicas (manejo de acordos, gestão de tempo, ciúmes, comunicação de limites). Se o profissional não tiver estudo ou letramento nessa área, existe o risco de ele cometer um erro cognitivo e acabar colocando o foco dos problemas na estrutura aberta do relacionamento, em vez de olhar para as questões reais que motivaram a busca pela terapia. Um bom profissional será honesto sobre a própria capacidade de oferecer a escuta qualificada que vocês merecem. A terapia é um espaço para vocês descansarem e se entenderem, não para precisarem "educar" o terapeuta sobre a relação de vocês. Como você se sentiria em começar a fazer essa busca ativa com essa pergunta já formulada como um filtro de segurança para vocês dois?


Nesse caso, recomendo que procure ajuda de um especialista na área em terapia de casal. Procure por indicação ou recomendação de alguém, não vá a qualquer psicólogo(a), é a minha orientaçao.


Olá! Um terapeuta de casal deveria estar preparado para acolher diferentes formas de relacionamento sem partir do pressuposto de que existe um único modelo correto de vínculo. Ainda assim, profissionais têm formações e perspectivas diferentes. Por isso, pode ser interessante perguntar, antes de iniciar, se o profissional tem experiência ou se sente confortável trabalhando com relações não monogâmicas. Mais do que encontrar alguém de um “nicho”, é importante que vocês encontrem um espaço em que os dilemas da relação possam ser escutados sem julgamentos ou tentativas de adequá-los a um modelo específico de casal.

Júlia Robaina

Júlia Robaina

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Na verdade, não deve acontecer um julgamento, ou qualquer manifestação de inconformidade com seu estilo de se relacionar, por parte do psicoterapeuta. Não existe necessariamente um profissional específico para terapia de casal que trate relacionamentos abertos, justamente porque seria inadmissível que um profissional julgasse essa prática. Se o profissional não se sentir confortável em tratar esse tipo de demanda, ele próprio manifestará seu impedimento em seguir com o processo e fará o encaminhamento. Jamais deverá julgar. Espero ter ajudado. Rita Costa Psicóloga Clínica

Rita K  A  Costa

Rita K A Costa

Psicólogo

São Paulo

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Olá, como vai? Acho importante pontuar que não há um padrão esperado (ou não se deve ter) para um relacionamento, visto que, sendo uma dinâmica respeitosa e consensual em todas as partes que constituem o casal, não será uma demanda. A terapia de casal é um espaço de escuta e diálogo, oportunidade de firmar laços e resolução de conflitos, situações estas que compõem relações Abertas, Fechadas, Monogâmicas e Não-Monogâmicas.


Olá, um terapeuta segundo o codigo de etica do CFP apresenta; Ausência de julgamentos morais, humilhação, discriminação ou imposição de convicções pessoais. assim sendo! creio que dificilmente vocês terão problemas em atendimentos. espero ter ajudado

Jorge Lima

Jorge Lima

Psicólogo

São Paulo

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Sua preocupação é muito válida! A terapia de casal deve ser um espaço de acolhimento, respeito e ausência de julgamentos, independentemente do modelo de relacionamento escolhido. Embora alguns terapeutas tenham experiência com relacionamentos não monogâmicos e consensualmente abertos, nem todos possuem formação ou familiaridade com essa dinâmica. Por isso, recomendo buscar um profissional que tenha experiência com não monogamia consensual, que compreenda os acordos, limites e particularidades desse modelo de relacionamento. Na terapia, o objetivo não deve ser questionar a escolha de vocês, mas acolher as demandas, trabalhar a comunicação, os sentimentos, os acordos e os possíveis conflitos que surgem na relação. Vocês não precisam encontrar um terapeuta que concorde com todas as escolhas de vocês, mas alguém que saiba acolhê-las sem preconceitos e conduzir o processo com respeito.

Dra. Adriana Castro de Souza

Dra. Adriana Castro de Souza

Psicólogo

Balneário Camboriú

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Olá jovem! Sua pergunta é muito importante. Caso não se sinta compreendida pelo psicólogo, não se sinta constrangida em procurar outro. Os psicólogos em geral, independente de serem especializados em casal, tecnicamente deveriam sim estar preparados para atender essa demanda. Cuide da sua saúde mental


Olá! É compreensível querer se sentir acolhida e compreendida ao buscar terapia de casal. Alguns terapeutas têm experiência com relacionamentos não monogâmicos, mas isso não pode ser presumido em todos os profissionais. A abertura da relação, por si só, não deve ser tratada como um problema, o foco pode estar nos dilemas e objetivos que vocês desejam trabalhar. Pode ser útil procurar alguém que informe ter experiência com não monogamia consensual ou perguntar diretamente, antes de marcar, como costuma trabalhar com essa dinâmica. Vocês também podem conversar sobre o que esperam da terapia e observar se o profissional escuta sem julgamentos e respeita os acordos e valores do casal. Sentirem-se compreendidos e seguros para falar é uma parte importante da escolha.

Júlia Milagres

Júlia Milagres

Psicólogo

Belo Horizonte

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O seu receio é totalmente legítimo, para dinâmicas de relacionamentos abertos, o ideal é buscar um profissional de nicho específico. Muitos profissionais sem treinamento em Sexologia Clínica ainda carregam vieses monogâmicos, o que pode fazer o casal se sentir julgado ou ouvir que a crise decorre apenas do formato da relação. A não monogamia consensual envolve regras complexas de privacidade, gestão de ciúmes e logística afetiva que exigem um manejo técnico apurado. Em mais de 30 anos de prática clínica como psicóloga e sexóloga, vejo que esses dilemas muitas vezes surgem após anos de estabilidade para revisar acordos ou tratar questões afetivas profundas que começaram a tensionar o vínculo. Para que vocês se sintam acolhidos e livres de julgamentos morais, o caminho mais seguro é escolher especialistas focados em Sexologia e Novas Dinâmicas de Relacionamento. Podemos olhar para essas travas e trabalhar esses novos acordos juntos. Se fizer sentido para vocês, busquem esse suporte especializado.


Entendo totalmente esse receio, principalmente porque vocês já encontraram uma dinâmica que funciona para os dois e não estão buscando uma terapia para “fechar” o relacionamento, mas para cuidar das questões que surgem dentro dele. Nem todo terapeuta de casal tem experiência com relacionamentos abertos ou não monogâmicos, então faz sentido procurar alguém que tenha familiaridade com essa dinâmica. Mais importante do que o profissional concordar ou não com o modelo de relacionamento é que ele consiga acolher vocês sem julgamentos e trabalhar as questões do casal a partir dos acordos e valores de vocês. Na terapia, podemos trabalhar comunicação, ciúmes, inseguranças, limites, acordos, confiança e os dilemas que aparecem ao longo da relação, sem partir da ideia de que existe um único modelo “correto” de relacionamento. Se vocês estão buscando esse espaço, vale perguntar ao profissional antes do primeiro atendimento se ele possui experiência com relacionamentos abertos ou não monogamia. Assim, vocês já conseguem perceber se é alguém com quem os dois se sentem confortáveis.


Olá! Vocês não precisam procurar alguém que necessariamente tenha um relacionamento aberto, mas é importante encontrar um profissional que compreenda e respeite diferentes formas de viver a conjugalidade. A terapia de casal não deveria partir da ideia de que existe apenas um modelo correto de relacionamento. O compromisso ético do psicólogo é acolher a singularidade das pessoas, sem impor valores pessoais ou transformar a não monogamia em um problema psicológico. Entretanto, nem todos os profissionais possuem a mesma experiência com relações não monogâmicas consensuais. Por isso, considero válido perguntar, antes de agendar, se o terapeuta tem experiência com essa dinâmica. Algo me chamou a atenção: vocês relatam que a relação funciona bem há anos e procuram terapia para compreender alguns dilemas. Isso é importante, porque a psicoterapia não precisa começar quando o relacionamento está em crise. Ela também pode ser um espaço para conversar sobre acordos, limites, ciúmes, desejos e expectativas. Recomendo procurar um psicólogo com CRP ativo, experiência em terapia de casal e abertura para trabalhar com diferentes configurações afetivas. O objetivo não é mudar o modelo de relacionamento de vocês, mas compreender o que faz sentido para ambos e como desejam construir essa relação.

Rafael dos Santos Bueno

Rafael dos Santos Bueno

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Olá! É compreensível esse receio, pois sentir-se acolhido e respeitado é fundamental no processo terapêutico. A terapia de casal deve ser um espaço de escuta, diálogo e compreensão, sem julgamentos ou imposição de modelos de relacionamento. Atendo casais com respeito à singularidade de cada relação, incluindo relacionamentos abertos, buscando compreender as necessidades, os acordos e os desafios vivenciados por ambos. O objetivo não é definir como um casal deve se relacionar, mas ajudá-lo a construir caminhos mais conscientes e satisfatórios para a relação. Será um prazer acolher vocês nesse processo, com respeito e abertura para compreender a dinâmica que construíram juntos.


Olá, considero sua pergunta muito pertinente e espero que outros colegas tenham respondido. Mas de fato esperamos que os profissionais estejam sendo preparados ou busquem a preparação através de estudos, para atender as diferentes formas de se relacionar. O foco não deve ser na dinâmica da relação (se esta não é uma questão para vocês), e sim nas nuances que realmente os afligem. Espero que encontrem a/o profissional que acolham suas questões sem desrespeitá-los.

Itana Nunes

Itana Nunes

Psicólogo

Salvador

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É possível trabalhar questões de relacionamentos abertos na terapia de casal, mas a preparação dos profissionais para acolher essa dinâmica pode variar. Então faz sentido procurar alguém que tenha uma postura aberta e não presuma que a monogamia seja o único modelo possível de relacionamento saudável. Mais importante do que o profissional trabalhar exclusivamente com esse nicho é que ele consiga acolher a experiência de vocês sem julgamentos, respeitando os acordos construídos pelo casal e compreendendo que cada relação tem suas particularidades. A terapia deve mirar, entra outras questões, no objetivo de conduzir e ajudar vocês a compreender os dilemas que surgem na relação, dialogar sobre necessidades e limites e construir acordos que façam sentido para ambos. Antes de agendar, vocês podem perguntar ao profissional se ele tem experiência com não monogamia consensual ou se está aberto a trabalhar com essa configuração. Isso pode ajudar a perceber se vocês se sentirão à vontade para abordar questões íntimas sem precisar justificar ou defender o próprio relacionamento. O vínculo terapêutico é fundamental para que ambos se sintam escutados e respeitados. Afinal, o objetivo não é encontrar um modelo de relacionamento considerado ideal, mas compreender como vocês vivem o vínculo, o que desejam construir juntos e como lidar com as dificuldades que aparecem ao longo do caminho.


Olá, os psicólogos que tratam casais devem atuar dentro da ética descrito no código de ética profissional da psicologia, ou seja, construir um ambiente acolhedor e livre de julgamentos, independente da demanda trazida, se o profissional achar que não consegue atender a demanda trazida, ele deve encaminhar ou indicar para outro profissional que conseguirá.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.