Perguntas do paciente (36)
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Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico
Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, não parece que o maior problema seja apenas o medo de sair de casa, mas a angústia que vem crescendo e fazendo você se isolar cada vez mais. Na psicanálise, buscamos compreender o que está por trás desse sofrimento, em vez de olhar apenas para os sintomas.
A busca constante por informações sobre doenças pode dar uma sensação de controle por alguns instantes, mas, para muitas pessoas, acaba alimentando ainda mais a ansiedade e o medo.
A terapia online pode ser um bom começo, principalmente se, neste momento, sair de casa está sendo muito difícil. Ela oferece um espaço de escuta e acolhimento para que você possa compreender o que está vivendo, sem julgamentos e no seu ritmo. Às vezes valhe a pena tentar começar no online, o medo pode fazer você acreditar que não consegue iniciar o processo terapêutico.
Se você já iniciou o uso do escitalopram, continue acompanhando com o seu psiquiatra, pois a medicação costuma levar algumas semanas para apresentar os efeitos esperados.
Você não precisa esperar "melhorar sozinho" para buscar ajuda. Quanto antes esse sofrimento puder ser elaborado, maiores são as chances de recuperar sua qualidade de vida. Se quiser conversar um pouco para diminuir a ansiedade antes de marcar a sessão fico à disposição.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a terapia pode ajudar muito.
Pela psicanálise, o foco não é apenas descobrir se você tem ou não determinado diagnóstico, mas compreender o sofrimento que está por trás dele.
Quando estamos angustiados, é comum buscar respostas na internet na tentativa de encontrar uma explicação ou uma sensação de controle. O problema é que essa busca pode aumentar a ansiedade, fazendo com que você fique ainda mais atento aos sintomas e passe a interpretar qualquer sensação como um sinal de que algo está errado. Isso não significa que pesquisar seja a causa do problema, mas pode acabar alimentando um ciclo de medo e preocupação.
O fato de você ter se isolado por receio de passar mal também merece atenção. Quanto mais a vida vai sendo limitada pelo medo, mais importante se torna compreender o que esse medo está tentando comunicar.
O escitalopram costuma levar algumas semanas para fazer efeito, então é importante manter o acompanhamento com o psiquiatra e conversar com ele caso os sintomas persistam ou piorem.
A terapia pode ser um espaço para entender por que essa angústia aparece, como ela se organiza na sua história e encontrar formas mais saudáveis de lidar com ela, em vez de ficar preso ao ciclo de medo, pesquisa e isolamento. Você não precisa enfrentar isso sozinho. Estou à disposição.
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dificuldade de concentração, agitação e pensamento acelerado podem ter diferentes causas. Ansiedade, estresse, excesso de demandas, privação de sono, depressão e até condições como o TDAH podem causar esse tipo de sofrimento. Por isso, é importante evitar conclusões precipitadas.
O primeiro passo é observar há quanto tempo isso acontece e o quanto está afetando sua vida. Se você percebe que tem dificuldade para terminar tarefas, se distrai facilmente, vive com a sensação de que a mente não desacelera ou sente que isso está prejudicando seu trabalho, vale a pena procurar ajuda.
A terapia pode ajudar a compreender o que está por trás desses sintomas, identificar padrões de funcionamento e desenvolver estratégias para lidar melhor com eles. Em alguns casos, também pode ser indicada uma avaliação com um psiquiatra, principalmente quando os sintomas são intensos ou persistentes.
Muitas pessoas acham que falta concentração é preguiça ou falta de esforço. Na maioria das vezes, não é. Quando a mente está sobrecarregada ou funcionando em constante estado de alerta, concentrar-se realmente fica muito mais difícil.
Buscar ajuda não é um sinal de fraqueza. É uma forma de entender o que está acontecendo e encontrar caminhos para recuperar sua qualidade de vida.
Fico à disposição caso queira coversar mais sobre isso.
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Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d
Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.
Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.
Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.
Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode ser entendido, em muitos casos, como uma tentativa da mente de lidar com angústias que não encontram outra forma de expressão. Quando um pensamento aparece de forma involuntária, isso não significa que ele represente um desejo ou que tenha chance de acontecer. Significa apenas que algo está produzindo sofrimento e encontrou essa forma de se manifestar.
Quanto mais medo esses pensamentos provocam, maior tende a ser a vontade de afastá-los ou de buscar certezas de que nada ruim vai acontecer. Paradoxalmente, essa luta costuma fazer com que eles apareçam ainda mais.
Na psicanálise, base para meu trabalho clínico, não tratamos esses pensamentos como algo a ser simplesmente eliminado, mas como uma manifestação que merece ser compreendida dentro da história de vida de cada pessoa. O foco não é apenas o sintoma, mas o que ele pode estar expressando.
Pelo fato de isso estar acontecendo com frequência e gerar sofrimento, vale a pena procurar um psicólogo para uma avaliação mais aprofundada. Dependendo da evolução do quadro, uma avaliação psiquiátrica também pode ser importante.
Você não precisa ter medo desses pensamentos nem enfrentá-los sozinho. Eles dizem que existe um sofrimento pedindo para ser escutado, não que definem quem você é.
Estou disponível para ajudá-lo caso decida se consultar com um psicólogo.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, sinto muito pela forma como você foi acolhida na consulta com o terapeuta. Ouvir uma pergunta como essa em um momento de vulnerabilidade pode fazer a pessoa se fechar justamente quando mais precisava de ajuda.
Pelo que você descreve, o que mais chama atenção não é o conteúdo que você viu, mas o sofrimento que isso desperta em você. Você não está dizendo que sentiu prazer ou vontade de repetir. Pelo contrário: interrompeu, perdeu o interesse e ficou tomada por culpa, nojo e angústia. Isso é muito diferente de alguém que busca esse tipo de conteúdo de forma recorrente.
Quando estamos ansiosos, deprimidos ou muito autocríticos, é comum a mente se prender a pensamentos como "e se isso disser algo sobre quem eu sou?". A culpa cresce, a pessoa começa a se vigiar, tenta ter certeza de que "não é esse tipo de pessoa" e o sofrimento aumenta.
Você também menciona baixa libido, pouca experiência sexual e um histórico de depressão e ansiedade. Tudo isso merece ser compreendido dentro da sua história, e não reduzido a um episódio de poucos minutos diante de um vídeo.
Procure um psicólogo com quem se sinta acolhida e respeitada. Uma experiência ruim não define como será a próxima experiência. Um bom processo terapêutico não julga, ajuda a compreender.
Pela intensidade da culpa e da angústia, também vale conversar sobre isso com a sua psiquiatra. Quanto mais esse sofrimento puder ser compartilhado, menor a chance de você precisar carregá-lo sozinha.
E, por fim, tente lembrar que um momento isolado de curiosidade ou de exposição a um conteúdo que você rejeitou não define o seu caráter, os seus desejos ou quem você é. O seu sofrimento merece cuidado, não julgamento.
Estou por aqui se precisar!
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Dificuldade para tomar decisões, e medo de sair da zona de conforto, tem haver com timidez excessiva
Dificuldade para tomar decisões, e medo de sair da zona de conforto, tem haver com timidez excessiva?
Preciso de ajuda, pois estou cada vez mais pra baixo com essas situações. Tenho uma dificuldade mt grande em sair da zona de conforto, principalmente relacionado à algo social ( conversar com quem Nao conheço, abordar uma mulher na rua, na minha cabeça é impossível). O que posso fazer, qual especialista procurar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode ter relação com timidez, mas muitas vezes vai além disso.
Quando o medo social começa a limitar a vida, impedir experiências, gerar sofrimento constante e fazer você se sentir cada vez mais para baixo, é importante olhar com mais cuidado. Em muitos casos, pode existir insegurança profunda, medo de rejeição, ansiedade social ou experiências emocionais que fizeram você acreditar que não é capaz, interessante ou aceito pelos outros.
A zona de conforto pode funcionar como uma proteção. O problema é que, com o tempo, ela também vira uma prisão silenciosa. Você quer se aproximar das pessoas, viver coisas novas, se sentir mais livre, mas algo dentro de você trava antes mesmo de tentar.
Isso não significa fraqueza. Significa que existe sofrimento aí. Eu sou psicólogo e vejo com frequência pessoas que se culpam por não conseguir “simplesmente ir lá e fazer”. Mas geralmente não é falta de vontade. Existe medo, vergonha, autocrítica, comparação e muitas vezes uma sensação constante de inadequação.
O primeiro passo é entender o que acontece emocionalmente quando você se coloca diante do outro. O profissional mais indicado para isso é um psicólogo. A terapia pode te ajudar a compreender essas dificuldades, fortalecer sua autoestima e construir segurança emocional aos poucos, sem precisar se violentar para mudar.
E quanto antes você olhar pra isso, menor a chance dessa sensação de impotência crescer ainda mais.
Estou à disposição.
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Ultimamente estou me sentindo sobrecarregada, minha memória está péssima, esqueço das coisas muito r
Ultimamente estou me sentindo sobrecarregada, minha memória está péssima, esqueço das coisas muito rápido. Não estou conseguindo dormir direito pois a minha mente não consegue desligar do trabalho, nem mesmo quando estou fazendo outra atividade como ler. Quando preciso ir para o presencial parece que tudo piora. Às vezes acordo com a mente pesada uma agonia que reflete para o estômago e parece que não sinto as pernas. Domingo sempre bate a agonia por ter que começar tudo de novo. Também comecei a ter muitos pensamentos pessimistas. Sinto cansaço que não acaba, quando acordo é pior ainda. O que fazer? Devo procurar um especialista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, obrigada por compartilhar o que você está sentindo.
Esses sinais que você descreve, como sobrecarga mental, dificuldade para dormir, pensamentos que não desligam, cansaço constante, sintomas físicos de ansiedade e antecipação negativa (como aos domingos), costumam estar relacionados a quadros de estresse elevado, ansiedade e até esgotamento emocional.
Sim, é muito importante procurar um especialista. Esse tipo de situação não deve ser enfrentado sozinha, principalmente quando já está afetando seu sono, sua memória, seu corpo e sua qualidade de vida.
Eu trabalho através da abordagem psicanalítica e ofereço um espaço para compreender de forma mais profunda o que está por trás dessa dificuldade de desligar, dessa sensação constante de pressão e dos pensamentos pessimistas. Muitas vezes, o excesso de exigência, responsabilidades e conflitos internos vão se acumulando até que o corpo e a mente começam a dar sinais mais intensos. Ao trabalhar essas questões na raiz, é possível não apenas aliviar os sintomas, mas promover mudanças mais duradouras na forma como você se relaciona com o trabalho, consigo mesma e com suas emoções.
O mais importante agora é não ignorar esses sinais. Seu corpo e sua mente estão pedindo cuidado. Buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo fundamental para recuperar seu equilíbrio.
Fico à disposição.
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Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida
Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida! Não quero ser assim, quero ser uma pessoa melhor, preciso de ajuda… sinto que a masturbacao me alivia em momentos de stress, ansiedade e tédio! Qual melhor abordagem análise do comportamento ou tcc?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, obrigado por compartilhar algo tão importante.
O comportamento que você descreve costuma estar ligado a uma tentativa de aliviar emoções como você mencionou ansiedade, estresse e tédio. Nesse sentido, a masturbação e o consumo de pornografia acabam funcionando como um alívio imediato, mas que, com o tempo, pode gerar sensação de perda de controle e sofrimento.
Sobre as abordagens que você mencionou. A TCC e a Análise do Comportamento são bastante eficazes para trabalhar a identificação de gatilhos, desenvolver estratégias práticas e modificar padrões de comportamento. Elas ajudam especialmente na construção de novos hábitos e no manejo mais direto da compulsão.
Já a Psicanálise propõe um olhar mais profundo, buscando compreender o que esse comportamento representa na sua vida. Muitas vezes, ele não está apenas relacionado ao ato em si, mas a formas de lidar com emoções, conflitos internos ou até sentimentos que não estão totalmente conscientes. Ao trabalhar essas questões na raiz, a mudança tende a ser mais consistente e duradoura.
Não existe uma única abordagem ideal para todos os casos, o mais importante é encontrar um espaço terapêutico onde você se sinta acolhido e possa compreender melhor o que está acontecendo com você.
Se fizer sentido para você, fico à disposição para te acompanhar nesse processo.
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Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança
Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança de ter ansiedade desde a adolescência, tenho muitos traumas de infância que ainda me afetam (como agressão dos pais, problemas de atenção, bullying (psicológico) por colegas da escola e familiares, solidão, isolamento e muitas fugas da realidade por divagação), também sou bem paranoica desde criança, insegura, tenho crises de pânico e choro repentinas, estresses severos que me dão enxaqueca forte e vômito ou refluxo no estômago e trauma de chorar. Recentemente, finalmente estou criando coragem e juntando dinheiro para começar a me tratar e descobrir meus reais problemas, mas não faço ideia de qual profissional especifico eu deveria ir, já que tem tantas vertentes e tipos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, agradeço por compartilhar sua história. Sei que não é fácil dar esse passo.
Pelos aspectos que você descreve, como ansiedade persistente desde a adolescência, experiências traumáticas na infância, insegurança, desconfiança e impactos físicos do estresse, é muito importante buscar um acompanhamento profissional. E o fato de você estar criando coragem e se organizando para isso já é um movimento muito significativo.
O psicólogo é o profissional indicado para trabalhar questões emocionais, traumas, ansiedade, padrões de comportamento e sofrimento psíquico por meio da psicoterapia. Já o psiquiatra é um médico que pode avaliar a necessidade de medicação, especialmente quando há crises intensas, sintomas físicos importantes ou um sofrimento mais agudo. Em muitos casos, o acompanhamento conjunto entre psicólogo e psiquiatra pode ser o mais adequado.
No meu caso sou psicólogo psicanalista, meu trabalho é oferecer um espaço de escuta, onde você possa compreender as origens desses sentimentos, elaborar os traumas vividos e entender como essas experiências continuam afetando sua vida hoje. A psicanálise busca não apenas aliviar os sintomas, mas acessar as causas mais profundas do sofrimento, respeitando seu tempo e sua história.
Iniciar um processo psicoterapêutico pode te ajudar a entender melhor sua ansiedade e suas crises, elaborar vivências difíceis da infância, trabalhar inseguranças e encontrar formas mais saudáveis de lidar com emoções intensas. Caso os sintomas físicos estejam muito presentes, uma avaliação com psiquiatra também pode ser um complemento importante.
O mais importante é que você não precisa enfrentar tudo isso sozinha. Buscar ajuda é um passo fundamental e muito corajoso.
Se fizer sentido para você, fico à disposição para te acompanhar nesse processo.
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Eu tenho um vínculo emocional muito forte com um personagem fictício, que funciona como meu principa
Eu tenho um vínculo emocional muito forte com um personagem fictício, que funciona como meu principal porto seguro e suporte emocional durante crises de depressão e ansiedade. No entanto, ultimamente tenho vivido um ciclo angustiante:
Quando estou em crise, sinto uma necessidade desesperada de protegê-lo da minha própria tristeza, com medo de 'manchar' a imagem dele ou associá-lo a sentimentos ruins. Isso me priva do meu único refúgio no momento em que mais preciso.
Quando finalmente me sinto bem ou estável, sinto uma espécie de 'anestesia emocional'. Não consigo sentir a euforia ou o carinho de antes, o que me gera um pânico enorme de estar perdendo o interesse ou parando de amar esse personagem, mesmo eu querendo muito manter esse vínculo.
Gostaria de saber: por que meu cérebro 'desliga' o sentimento justamente quando estou bem? E como posso lidar com esse medo obsessivo de estar perdendo minha conexão com ele sem que isso se torne uma fonte de ansiedade tóxica? É normal esse entorpecimento emocional após períodos de grande estresse?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, agradeço por trazer uma questão tão íntima e delicada.
O que você descreve faz bastante sentido do ponto de vista emocional. Esse vínculo com um personagem pode funcionar como um recurso psíquico importante, uma forma de encontrar segurança, conforto e regulação em momentos de sofrimento. Não é incomum que a mente construa esse apoio, especialmente quando há histórico de ansiedade, depressão ou experiências difíceis.
Esse movimento que você percebe, de se afastar emocionalmente quando está bem, também pode ser compreendido. Após períodos de estresse intenso, o psiquismo pode entrar em um estado proteção, reduzindo a intensidade dos sentimentos como forma de evitar sobrecarga. Esse entorpecimento emocional não significa que o vínculo acabou, mas sim que sua mente está tentando se reorganizar depois de momentos mais intensos.
Já o medo de manchar a imagem do personagem ou perder essa conexão aponta para um nível de ansiedade e necessidade de controle que pode estar gerando mais sofrimento. Quanto mais você tentar controlar ou garantir que o sentimento permaneça intacto, maior tende a ser a angústia quando qualquer oscilação natural aparece.
Como psicólogo psicanalista, entendo que esse vínculo pode ter um significado profundo na sua história, possivelmente relacionado a necessidades emocionais importantes, como acolhimento, segurança e proteção. Em vez de ver isso como algo que precisa ser visto como "não manchado" ou dentro de um ideal, o processo terapêutico pode te ajudar a compreender o que esse personagem representa, de onde vem essa necessidade de preservação e como ampliar suas formas de apoio emocional na vida real.
É importante dizer que variações no sentir, inclusive momentos de menor intensidade emocional após períodos difíceis, são humanas e não indicam perda definitiva de vínculo ou afeto. O que parece estar gerando mais sofrimento não é a mudança em si, mas o medo e a interpretação que você faz dela.
Um acompanhamento psicológico pode te ajudar a lidar com essa ansiedade, entender melhor seus mecanismos emocionais e construir formas de se sentir mais segura sem depender exclusivamente desse vínculo.
Há caminhos possíveis para tornar essa relação interna menos angustiante e mais saudável.
Se fizer sentido para você, fico à disposição para te acompanhar nesse processo.
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todos os psicologos que passei me falaram que eu fico preso em querer um diagnotico ,tenho ansiedade
todos os psicologos que passei me falaram que eu fico preso em querer um diagnotico ,tenho ansiedade generalizada ,tdm e possivel trantono de Borderline ,entao ....o psicologo nao precisa de um diagnostico para o tratamento correto ?pq a tcc e o antidepressivo nao ajudou ainda um ano e pouco ja dos dois,Ja me disseram que eu nao quero melhorar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, agradeço por compartilhar isso de forma tão direta, dá para perceber o quanto essa situação tem sido frustrante para você.
Em algumas abordagens, o diagnóstico pode ajudar a orientar o tratamento, especialmente na psiquiatria e em linhas mais estruturadas como a TCC. No entanto, na prática clínica, nem sempre o diagnóstico é o ponto central do processo terapêutico. Isso acontece porque muitas vezes os sintomas se sobrepõem, mudam com o tempo e não capturam toda a complexidade da experiência de cada pessoa.
Quando diferentes profissionais te dizem que você está “preso ao diagnóstico”, pode ser que estejam percebendo o quanto essa busca está carregada de uma necessidade legítima de entender o que você sente, de dar nome ao sofrimento e talvez até de encontrar um caminho mais claro de melhora. Isso não significa que você não quer melhorar. Pelo contrário, geralmente indica o quanto você está tentando encontrar respostas e alívio.
Sobre o fato de a TCC e o uso de antidepressivo ainda não terem ajudado como você esperava após mais de um ano, isso é algo importante de ser reavaliado. Nem toda abordagem funciona da mesma forma para todas as pessoas, e às vezes é necessário ajustar o tipo de psicoterapia e rever a medicação com um psiquiatra.
Como psicólogo psicanalista, entendo que mais do que encaixar a experiência em um rótulo como ansiedade generalizada, depressão ou possível transtorno borderline, é fundamental compreender como esses sintomas se organizam na sua história, nos seus vínculos e na forma como você se relaciona com você mesmo e com os outros. O diagnóstico pode até existir, mas ele não dá conta, sozinho, de orientar tudo o que precisa ser trabalhado.
Além disso, quando alguém te diz que você não quer melhorar, isso merece cuidado. Muitas vezes, o que parece resistência é, na verdade, parte do próprio sofrimento, conflitos internos, medo de mudança ou até tentativas de se proteger. Isso não é falta de vontade, é algo que precisa ser compreendido dentro do processo terapêutico.
Talvez o ponto mais importante aqui não seja apenas “qual diagnóstico eu tenho”, mas “o que está se repetindo na minha experiência e por que isso continua acontecendo comigo”. É nesse nível que o trabalho terapêutico pode se tornar mais profundo e efetivo.
Você está buscando ajuda, está questionando, está tentando se entender e isso já mostra movimento.
Se fizer sentido para você, um espaço terapêutico onde você possa explorar essas questões sem ser reduzido a um diagnóstico, estou por aqui.
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Olá! Então, atualmente estou enfrentando uma luta interna, e acredito que não tenha como vencer ela
Olá! Então, atualmente estou enfrentando uma luta interna, e acredito que não tenha como vencer ela totalmente.
Eu acho errado sentir atração física por mulheres que eu não tenho intenção de construir um relacionamento, e acredito que não tenha como "desligar" esse sentimento, apenas mudar a forma como enxergo ele, a questão é que eu não vejo a atração com bons olhos, eu me sinto sujo, perverso ... Eu apenas converso com um atendente, por exemplo, e às vezes acho ela atraente e eu não consigo achar certo considerar uma mulher atraente dessa maneira, no caso apenas pelos aspectos físicos, sendo que, como eu disse anteriormente, nem estou construindo um relacionamento com a moça.
Eu realmente preciso de uma direção, pois isso uma hora ou outra vai me desgastar, eu sinto uma repulsa tão grande desses pensamentos que me traz um sentimento de vergonha e culpa tão forte depois que não dá nem vontade de sair de casa de novo, sim, é nesse nível, mas eu ainda saio, é só para ilustrar a tamanha aversão que eu tenho da atração física que eu sinto. O que fazer? Devo buscar ajuda de um especialista?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, agradeço por compartilhar sua experiência, dá para perceber o quanto esse conflito tem te causado sofrimento.
O que você descreve não é incomum, embora seja bastante angustiante quando vem acompanhado de culpa e repulsa. A atração física é uma resposta humana, espontânea, ela não depende de intenção de relacionamento para existir. Ou seja, sentir atração não é, por si só, algo errado ou perverso. O ponto central aqui parece ser a forma como você interpreta e reage a ela.
Quando esse tipo de pensamento vem seguido de vergonha intensa, sensação de “sujeira” e necessidade de evitar situações, isso pode indicar um nível elevado de autocobrança ou de rigidez interna em relação ao desejo. Em muitos casos, existe uma ideia muito exigente sobre como se deveria sentir, e qualquer desvio disso gera culpa.
É importante diferenciar sentir algo de agir sobre esse sentimento. Você pode perceber alguém como atraente e ainda assim manter respeito, limites e comportamento adequado, uma coisa não anula a outra. O problema surge quando o simples fato de sentir já é tratado internamente como algo inaceitável.
Como psicanalista, eu diria que vale a pena olhar com mais profundidade para essa associação entre desejo e culpa. De onde vem essa ideia de que a atração física é algo errado? Que significado isso ganhou para você ao longo da sua história? Muitas vezes, esse tipo de conflito está ligado a valores muito rígidos, experiências passadas ou formas de lidar com o próprio desejo que foram sendo construídas ao longo do tempo.
Essa tentativa de “eliminar” ou “desligar” a atração tende a aumentar ainda mais o sofrimento, porque estamos falando de algo natural do funcionamento humano. O caminho mais efetivo costuma ser compreender, integrar e ressignificar esse sentimento, em vez de combatê-lo.
Buscar ajuda profissional pode ser muito importante no seu caso, principalmente porque isso já está gerando sofrimento intenso, evitação e impacto na sua rotina. Um processo terapêutico pode te ajudar a lidar com essa culpa, flexibilizar essas exigências internas e construir uma relação mais saudável com seus próprios sentimentos.
Esse tipo de conflito tem possibilidade de ser trabalhado. Não é sobre se livrar do que você sente, mas sobre conseguir viver isso de uma forma que não te machuque.
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Já sou adulta e tenho uma mania desde de criança de sucção da língua e alisar panos específicos (inc
Já sou adulta e tenho uma mania desde de criança de sucção da língua e alisar panos específicos (inclusive já separei até uma blusa da minha filha pra isso) me acalma, me dá sono. O ruim é que eu paro no tempo, se eu puder passo o dia todos assim. Já tentei parar mas é difícil, quando não tô com o pano eu faço a sucção e me imagino alisando o pano. Isso me incomoda, parece que sou refém porque por um momento eu paraliso e me sinto desconfortável quando as pessoas percebem... Lembro que minha mãe brigava comigo e falava: - tu vai casar e continuar fazendo isso? Muitas vezes fazia escondido. Essa mania me dá uma sensação tão boa, mas não tenho controle sobre ela. O que faço para parar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, agradeço por compartilhar algo tão íntimo, isso já mostra o quanto você está olhando para si com seriedade.
O que você descreve pode, ser compreendido à luz do conceito de objeto transicional, desenvolvido pelo psicanalista Donald Winnicott. Na infância, esses objetos ou comportamentos (como panos, cobertas ou movimentos repetitivos) ajudam a criança a se acalmar, a lidar com ansiedade e a se sentir segura. Eles funcionam como uma ponte entre o mundo interno e o externo.
No seu caso, esse recurso parece ter se mantido na vida adulta como uma forma de autorregulação emocional. Ou seja, não é falta de controle no sentido simples, mas sim uma estratégia psíquica que foi muito importante em algum momento da sua história e que continua sendo ativada quando você precisa de conforto, relaxamento ou alívio.
Ao mesmo tempo, o fato de você sentir que isso te paralisa, que ocupa muito tempo e gera desconforto ou vergonha mostra que esse mecanismo, hoje, já não está tão integrado à sua vida de forma saudável. E as experiências de crítica ou repressão no passado, como você relatou, podem ter intensificado ainda mais essa relação de conflito com o comportamento.
A sensação de prazer e alívio que você descreve é real, e é justamente por isso que não é simples apenas parar. Não se trata apenas de eliminar um hábito, mas de compreender o que ele está sustentando emocionalmente. Tentar retirar isso de forma brusca costuma aumentar a ansiedade ou fazer com que o comportamento retorne com mais força.
Como psicólogo psicanalista, eu diria que o caminho mais efetivo não é lutar diretamente contra o sintoma, mas entender sua função. O que esse gesto te proporciona? Em quais momentos ele aparece com mais intensidade? Que tipo de estado emocional ele ajuda a evitar ou a aliviar?
A partir desse entendimento, é possível, gradualmente, construir outras formas de regulação emocional que não te deixem refém desse comportamento, sem precisar simplesmente tirar algo que tem uma função importante na sua história.
Um processo terapêutico pode te ajudar a fazer esse percurso com mais segurança, elaborando tanto a origem desse hábito quanto as emoções associadas a ele, incluindo o prazer, a vergonha e a sensação de falta de controle.
Existe saída, mas ela passa mais por compreensão do que por imposição e você estar tendo incomodos com isso já é um grande passo para fazer mudanças.
Se esta explicação fez sentido para você, fico à disposição caso queira acompanhamento para este processo.
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Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida
Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida adulta quando mais precisei e ela não me aceita como homossexual. Sinto me solitário na família e sinto que as coisas são mais difíceis pra mim. Como evitar desistir de tudo e ter forças pra continuar mesmo com falta de apoio familiar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu sinto muito que você esteja passando por isso.
Crescer sem apoio emocional já é difícil. Ser rejeitado por quem você é, principalmente pela própria mãe, dói em um lugar muito profundo. Não é só discordância, é não se sentir visto, aceito, amado como você é. Isso deixa marcas na autoestima, no pertencimento, na forma como você se enxerga. Quando falta apoio por muito tempo, a vida começa a parecer pesada demais.
Mas a ausência de acolhimento nunca quis dizer respeito sobre você, mas fala muito mais das limitações da sua família e não sobre quem você é.
Eu sou psicólogo e sou homossexual. Na minha vivência pessoal e profissional, eu vejo o quanto a falta de aceitação ou não da família pode atravessar a gente profundamente. E também vejo que é possível construir outras formas de apoio, com amigos, comunidades e espaços onde você possa existir plenamente.
Sobre não desistir, nem sempre é sobre ter força a todo momento, às vezes é sobre continuar, mesmo cansado, encontrando pequenos apoios no caminho.
E você não precisa passar por isso sozinho. A terapia pode ser um espaço de acolhimento real, sem julgamento, onde você não precisa se adaptar para ser aceito.
Se fizer sentido para você, eu também trabalho com pessoas que vivem esse tipo de dor e estou disponível.
Desejo o melhor para você!
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sempre tive que pensar em tudo como se eu tivesse que tomar decisões mentais que meu cérebro deve
sempre tive que pensar em tudo
como se eu tivesse que tomar decisões mentais que meu cérebro deveria fazer sozinho, de forma automática
por exemplo monitorar minha emoções, reações expressões
por exemplo " sorria levemente, pare de sorrir, sorria com os olhos, interrompa o contato visual"
" você está ansioso, respire mas não tão forte para não notarem seu nervosismo "
" o motorista do carro está errado e te ofendeu mas não responda, ignore! ele pode estar embriagado ou até armado. Se necessário fuja, se ele te seguir, faça um trajeto diferente da sua casa, busque um lugar com mais movimentação para que possam te ajudar se necessário "
isso é extremamente cansativo
tenho que pensar em tudo, reações que deveriam ser automáticas se tornam tarefas para meu consciente coordenar, decidir
fico exausto demaisRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sentir-se constantemente em alerta dentro de um relacionamento pode ser extremamente desgastante, e o que você descreve mostra o quanto isso tem impactado sua vida e seu bem-estar no geral. Mesmo sem vivências concretas, essa sensação de que algo ruim pode acontecer é real no seu corpo e nas suas emoções e merece cuidado.
Esse tipo de experiência pode estar relacionado a questões como ansiedade, medo de abandono, insegurança emocional ou até experiências passadas que deixaram marcas. Quando esses sentimentos se intensificam, é comum surgir uma necessidade maior de controle, mas isso acaba aumentando ainda mais o sofrimento.
O primeiro passo é entender que você não precisa lidar com isso sozinha. A psicoterapia pode te ajudar a identificar a origem desses pensamentos, aprender a regulá-los e desenvolver mais segurança, sem depender constantemente do outro para se sentir bem.
Com apoio adequado, é totalmente possível reduzir essa sensação de alerta constante e construir relações mais leves e seguras. Se fizer sentido para você, buscar ajuda profissional pode ser um passo importante nesse momento.
Me coloco à disposição e espero que se sinta melhor.
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O que é “desregulação da atribuição de significado social” no Transtorno de Personalidade Borderline
O que é “desregulação da atribuição de significado social” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
A “desregulação da atribuição de significado social” se refere à dificuldade em interpretar, de forma estável, as intenções, emoções e atitudes das outras pessoas, especialmente em situações emocionalmente intensas.
Esse modo de compreender vem principalmente da Teoria da Mentalização. Nessa perspectiva, quando há maior ativação emocional, pode ocorrer uma queda na capacidade de mentalizar, ou seja, de entender a si e aos outros em termos de estados mentais. Nesses momentos, a pessoa pode interpretar sinais sociais de forma mais rígida ou distorcida, como perceber rejeição, crítica ou abandono mesmo quando isso não está claro, ou ter dificuldade de considerar diferentes pontos de vista.
Na psicoterapia com base na psicanálise, esse processo é trabalhado por meio da construção de sentido sobre as experiências relacionais. Ao longo do tempo, desenvolve-se maior capacidade de refletir sobre os próprios estados e os dos outros, favorecendo interpretações mais estáveis e menos reativas nas relações.
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Por que a percepção de realidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é chamada de “estad
Por que a percepção de realidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é chamada de “estado-dependente”?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
No Transtorno de Personalidade Borderline, a forma de perceber a realidade pode mudar conforme o que a pessoa está sentindo no momento.
Quando as emoções estão mais equilibradas, a percepção tende a ser mais estável. Já em momentos de emoção intensa, como medo, raiva ou tristeza, a forma de interpretar situações e relações pode mudar rapidamente, ficando mais extrema ou sensível.
Por isso se diz que é “estado-dependente”: a maneira de ver a realidade depende do estado emocional daquele momento.
Na psicoterapia, o trabalho com a regulação emocional ajuda a reconhecer esses estados, ampliar a compreensão sobre o que se sente e, aos poucos, tornar a percepção mais estável e menos reativa às oscilações emocionais.
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O que é “regressão a estados mentais primitivos” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
O que é “regressão a estados mentais primitivos” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
No Transtorno de Personalidade Borderline, a chamada “regressão a estados mentais primitivos” se refere a momentos em que, diante de emoções muito intensas, a pessoa pode passar a funcionar de formas mais impulsivas, sensíveis e com menor capacidade de refletir sobre o que sente.
Essa ideia vem da psicanálise, a partir de autores como Sigmund Freud, Melanie Klein e Otto Kernberg, que descrevem a regressão como um retorno temporário a modos mais primitivos e menos integrados de funcionamento psíquico. Nesses momentos, podem surgir percepções mais extremas, como tudo ou nada, idealização ou desvalorização, além de maior dificuldade em lidar com frustrações.
Na psicoterapia com foco na psicanálise, esse processo é compreendido como parte do funcionamento psíquico. Ao longo do trabalho, é possível desenvolver maior capacidade de reflexão sobre os próprios estados internos, favorecendo formas mais estáveis de lidar com as emoções e com as relações.
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Como identificar que um relacionamento está prejudicando minha saúde emocional e quando é indicado b
Como identificar que um relacionamento está prejudicando minha saúde emocional e quando é indicado buscar ajuda profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Um sinal importante é perceber que o relacionamento começa a consumir mais do que nutrir. Você se sente constantemente tenso, esgotado, inseguro, confuso sobre seus sentimentos ou vivendo em função do humor do outro. Quando a relação passa a diminuir sua autoestima, gerar medo de conflito, ansiedade, culpa excessiva, dificuldade de dizer “não”, ou quando você sente que o parceiro não tem preocupação com seu bem-estar e sentimentos, pode ser indicativo de que você esteja em sofrimento ou em uma relação que pode não estar lhe fazendo bem.
Na perspectiva psicanalítica, buscamos entender quando a dinâmica da relação repete padrões antigos, acorda feridas que você tenta suportar sozinha ou faz você se afastar de quem é. E quando você percebe que não consegue entender o que está acontecendo dentro de si, ou que está sofrendo além do que consegue elaborar sozinha, talvez seja o momento de buscar ajuda profissional.
Fico à disposição.
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Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se
Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se afastar para recuperação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O estresse comum no trabalho costuma passar com algumas ações como: descansar, tirar férias ou quando é possível, reduzir as demandas no trabalho. Geralmente o estresse se intensifica em períodos de maior pressão.
Já o burnout é um esgotamento mais profundo, com cansaço extremo, perda de motivação, dificuldade de concentração, irritabilidade, sensação de não ter mais nada para oferecer no trabalho e um distanciamento emocional do próprio trabalho.
Na perspectiva psicanalítica, isso acontece quando o trabalho passa a ocupar um lugar maior do que você consegue sustentar internamente, muitas vezes ligado a exigências internas para performar bem, perfeccionismo ou dificuldade de reconhecer seus limites.
O afastamento pode ser necessário quando o esgotamento afeta seu funcionamento no dia-adia, quando você não consegue se recuperar com descanso, quando o sofrimento emocional invade sua vida pessoal ou quando o corpo começa a dar sinais de que não aguenta mais tanta pressão.
Nesses casos, procure ajuda profissional. Se possível inicie a psicoterapia e faça uma avaliação psiquiátrica. Assim você poderá entender o que a levou a esse nível de exaustão e poderá iniciar um processo para se recuperar.
Fico à disposição caso precise.
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Toda vez que saio do banho fico me coçando, já tentei sabonete neutro, sabonete glicerinado, banho m
A coceira após o banho pode ter diferentes causas, mesmo quando você já utiliza…