Perguntas do paciente (36)
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Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especia
Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especializado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A tristeza passageira costuma ter causas que você consegue reconhecer, a partir de situações vividas, varia ao longo dos dias e, mesmo incomodando, não impede você de continuar vivendo suas atividades. Ela faz parte da experiência humana e todos sentimos tristeza em alguns momentos.
Já a depressão, do ponto de vista clínico e psicanalítico, envolve um sofrimento mais persistente, que dura semanas ou meses e altera o modo como você sente, pensa e se relaciona consigo mesma. É quando surgem sinais como perda de interesse por coisas que antes traziam prazer, sensação de vazio, dificuldade de se concentrar, alterações no sono e apetite, desesperança, culpa exagerada ou fadiga em excesso.
Quando a pessoa está deprimida, costuma ser mais difícil sair desse estado sozinha e esta situação começa a afetar seu funcionamento psíquico, suas relações ou sua capacidade de sentir prazer na vida. Nestes casos é indicado buscar acompanhamento profissional, que pode ajudá-la a compreender o que está por trás desses sentimentos e a recuperar o sentido de sua vida.
Mesmo que você não esteja com um quadro de depressão, olhar para o que nos causa tristeza e cuidar da nossa saúde mental é de suma importância, a fim de ter apoio emocional, elaborar o que ocorre com você e também evitar possiveis agravamentos futuros.
Espero que fique bem e fico à disposição.
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Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem
Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem ter uma crise de pânico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Vale buscar acompanhamento quando a ansiedade se torna persistente e quando você vive em estado de alerta, preocupado com tudo, antecipando cenários ruins ou sentindo uma tensão interna difícil de nomear.
Também é importante procurar ajuda quando aparecem sintomas como dificuldade de dormir ou pegar no sono, irritação sem motivo, sensação de aperto no peito, preocupações exageradas, dificuldade de se concentrar, medos sem motivo ou a impressão de estar "perdendo o controle".
Mesmo sem ataques de pânico, quando a ansiedade começa a te limitar e impedir que você viva com espontaneidade, já é um sinal de que algo dentro de você está pedindo escuta. A terapia ajuda justamente a compreender o que essa ansiedade quer comunicar e a aliviar essa carga emocional.
Fico à disposição caso precise.
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Como sei que estou trabalhando demais? Quais sintomas devo me atentar?
Como sei que estou trabalhando demais? Quais sintomas devo me atentar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Você pode estar trabalhando demais quando começa a não conseguir se desligar de suas atividades. Você pode passar muito tempo pensando no seu trabalho, mesmo fora do seu horário.
Pela psicanálise, isso aparece em sinais como muito cansaço, irritabilidade, dificuldade de concentrar, sensação de estar sempre “devendo”, perder interesse por coisas que antes davam prazer. Quando o trabalho começa a substituir outras áreas da vida ou quando você sente que está funcionando no automático, é um indicativo de que seus limites estão sendo ultrapassados e de que algo em você está pedindo atenção.
Se você percebe que está começando a se preocupar demais ou se afetar com o trabalho, uma dica preciosa é não esperar um agravamento para cuidar de sua saúde mental. A terapia ajuda muito em momentos de maior ou menor estresse na vida.
Fico à disposição.
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Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?
Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Não é obrigatório passar nos dois profissionais, mas na maioria dos casos é o melhor caminho para uma melhora.
O psiquiatra pode avaliar se existe a necessidade de medicação quando a ansiedade está muito intensa, persistente ou atrapalhando o seu dia-a-dia.
A psicoterapia ajuda a entender o que está por trás da ansiedade, quais conflitos internos, medos, padrões de pensamento e emoções não elaboradas estão alimentando esse estado.
Estas ações promovem uma mudança que irá perdurar com o tempo e não apenas trazer algum alívio.
Fico à disposição caso precise de ajuda.
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Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e int
Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e intrusivos, medo de que se não fizer determinada coisa de um jeito especifico algo ruim irá acontecer, ansiedade constante queria saber se devo primeiro buscar um psiquiatra ou um psicologo, e como melhora esses sintomas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
É compreensível que esses sintomas estejam te causando sofrimento e espero que fique bem.
No TOC, os pensamentos intrusivos e os rituais não são “mania”, mas uma tentativa da mente de lidar com uma angústia que você ainda não está conseguindo nomear. É uma forma que a mente encontra para lidar com conflitos internos, angústias e sentimentos que não conseguem ser expressos diretamente e funcionam como tentativas de aliviar essa angústia, criando a sensação de controle sobre algo que, emocionalmente, parece ameaçador.
Por isso, na psicanálise, o objetivo não é só interromper os rituais, mas entender o que está por trás deles, o que a obsessão tenta evitar, qual conflito ela tenta organizar. Quando esses conteúdos começam a ganhar sentido, a necessidade do ritual diminui, porque a mente não precisa mais dele para se proteger.
Desta forma, você pode começar tanto com psicólogo quanto com o psiquiatra, e o ideal é o acompanhamento dos dois. O psiquiatra ajuda a reduzir os sintomas com medicação, e a psicoterapia, especialmente uma abordagem como a psicanálise, te ajuda a entender o sentido desses pensamentos e rituais, para que eles percam força.
Se os sintomas já estão atrapalhando seu dia a dia é importante buscar ajuda profissional.
Fico à disposição.
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Tenho muito medo de me posicionar, principalmente no ambiente de trabalho, fico tão nervosa quando p
Tenho muito medo de me posicionar, principalmente no ambiente de trabalho, fico tão nervosa quando preciso falar alguma coisa para as minhas chefes, ou quando não posso fazer alguma coisa, eu começo a tremer e sinto que meus batimentos aceleram, e geralmente não consigo falar o que penso, também costumo me arrepender das coisas que falo ou da maneira como falo, me sinto insegura, e sempre penso em não ser boa o suficiente, de ser demitida, ou de ter que lidar com alguém me tratando de forma diferente por esse motivo, prefiro que os outros decidam por mim, e acabo aceitando mas depois me sinto mal, tenho TOC e tomo medicação a mais de 10 anos
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A terapia, especialmente a psicanalítica, pode ajudar muito a entender o que está em jogo emocionalmente quando você precisa se posicionar e de onde vem o medo de punição ou rejeição.
Quando esses conflitos começam a ser elaborados, o corpo pode relaxar, o medo pode diminuir e falar deixa de parecer um risco tão grande.
Você não precisa enfrentar isso sozinha, há caminhos para que sua palavra volte a ter espaço.
Fico à disposição caso precise de ajuda.
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Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino
Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino assunto de punho sexual, com muitos palavrões, não sei o que fazer .
Recolhi o celular dele por medo de ser um pedófilo do outro lado .RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Entendo sua preocupação!
Encontrar algo assim é difícil para qualquer mãe ou pai. Aos 14 anos, é comum que os adolescentes explorem sexualidade de forma impulsiva, sem medir riscos, mas isso não diminui o perigo real de conversas com desconhecidos que podem, sim, ser adultos mal-intencionados. Retirar o celular por segurança imediata foi uma atitude compreensível.
O passo mais importante agora é conversar com seu filho sem puni-lo ou culpá-lo, para que ele possa falar sobre o que buscava ali. Na adolescência, a curiosidade sexual pode se misturar com inseguranças, dúvidas sobre identidade e a necessidade de afirmação e quando não encontra espaço para ser falada, acaba indo para lugares arriscados.
Procure orientação de um profissional, de um psicólogo, para ajudar vocês a entenderem o contexto emocional dessa busca e trabalhar limites de forma segura, sem romper o vínculo e sem aumentar a vergonha dele.
Se acharem necessário que ele tenha espaço para poder falar, elaborar questões sobre a sexualidade dele e olhar para o que ocorreu, um psicólogo pode ajudar também.
Fico à disposição caso precisem.
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Tenho 27 anos, em outubro de 2024 fui diagnosticada com autismo, TDAH, transtorno de ansiedade e tra
Tenho 27 anos, em outubro de 2024 fui diagnosticada com autismo, TDAH, transtorno de ansiedade e transtorno depressivo.
Atualmente tomo os seguintes remédios: 2 comprimidos de sertralina 50mg (1 de manhã e 1 a noite); 2 comprimidos de quetiapina de 25mg a noite; 1 comprimido do concerta de 36mg de manhã.
Quando passei a tomar esses remédios eu senti uma melhora incrível, tem pouco mais de 1 ano que tomo. Meu foco melhorou, fiquei mais animada, não procrastinava mais e não tinha mais devaneios.
Porém, hoje, as coisas não estão mil maravilhas. Estou seria, sem muitas emoções, voltei a procrastinar um pouco, tendo crises depressivas e de choro com um pouco regulares, mas oq mais me irrita e me deixa cansada são os devaneios.
Eu passo o dia todo vivendo duas vidas: a minha real e a minha imaginária. E isso cansa demais! Quando o trabalho fica um pouco tedioso eu largo tudo, deito, coloco música e fujo pro meu mundo criado. Não muito tempo depois, eu volto a realidade e volto ao trabalho, e isso acontece o dia todo. Sem contar quando eu estou falando e interpretando os personagens ao vivo, sozinha, ou seja, eu tiro da cabeça e passo a viver no dia a dia.
Eu sempre tive isso, mas quando eu era mais nova, 18, 20, 21 anos, isso não me incomodava... Mas agora, eu fico com raiva, porque não consigo viver. Eu não quero viver presa na minha cabeça, eu não quero saber ter controle só na minha cabeça. Eu sair com minha família e viver o momento, ficar feliz, e não ficar "tirando foto" da realidade para depois eu deitar e ficar imaginando oq poderia ter feito, oq seria perfeito. Não quero isso! Eu quero viver o agora na vida real e não só em imaginação.
Eu já pesquisei sobre esse assunto e já vi várias pessoas falando várias coisas: falta de dopamina, um dom que eu não deveria me preocupar, hormônios desregulados, sintomas de depressão, sintomas do TDAH, faz dieta tal que ajuda, toma tal coisa que ajuda... E aí vai!
Mas, por favor!!!! Alguém pode me dizer oq devo procurar, quem devo buscar ajuda, oq devo fazer, pq eu não aguento mais!!! Por favor!!!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que esteja passando por este momento.
Essa sensação de viver entre a realidade e um mundo imaginário pode ser bastante cansativo.
Eu atuo com base na psicanálise e entendemos esse tipo de devaneio não como “falta de força de vontade”, mas como uma resposta da mente a tensões internas, conflitos emocionais ou sobrecargas que ainda não encontraram um caminho para serem elaborados.
Quando a fantasia começa a ocupar espaço demais, geralmente é um sinal de que algo dentro de você está precisando ser visto, nomeado e trabalhado. A medicação ajuda muito com o foco, ansiedade e o humor, mas ela não substitui essa parte do processo, "de olhar para dentro".
O que você precisa agora não é “uma dica rápida”, mas um espaço contínuo onde possa falar sobre tudo isso e entender o que esses devaneios estão lhe trazendo, se servem para lhe proteger, compensar algo, etc.
Um processo de psicoterapia psicanalítica pode te ajudar a voltar a sentir mais presença na vida real, menos culpa e menos fuga para dentro da cabeça.
Você não precisa passar por isso sozinha. Qualquer coisa estou disponível.
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Como posso lidar com a minha bissexualidade? Sou homem e sempre tive interesse afetivo por mulher
Como posso lidar com a minha bissexualidade?
Sou homem e sempre tive interesse afetivo por mulheres, mas, de tempos em tempos, acabo assistindo pornografia gay e vendo imagens de homens nus.
Recentemente, comecei a sair com garotos de programa (passivo) e também com um colega gay afeminado (versátil - ativo e passivo). O grande problema é que tenho uma namorada por quem sempre senti atração, mas, ultimamente, percebo que meu desejo por homens (másculo e viris) — e gays afeminados — tem sido mais intenso. Além disso, tenho um fetiche de usar lingeries.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, o que você está trazendo é muito comum e faz parte da sexualidade humana.
A atração por homens, mulheres, o uso de pornografia, as experiências que você tem buscado e o fetiche por lingerie são manifestações de seus desejos mais íntimos e que estão pedindo espaço para sua elaboração. O desejo humano não é estável, ele se desloca, revela conflitos, partes suas que antes estavam recalcadas ou inexploradas; agora ganham força.
É importante olhar para estes desejos para poder lidar com eles. A questão não é decidir um rótulo para sua sexualidade, mas compreender o que o seu desejo está tentando expressar.
O sofrimento pode estar aparecendo não pelo desejo em si, mas pelo conflito entre o que você sente, o que vive em segredo, o que representa estar num relacionamento, bem como o que a sociedade impõe com a heteronormatividade.
Eu como profissional não vou te dizer que caminho você deve seguir, e sim te ajudar a entender o que cada experiência significa para você, que partes suas se realizam com homens e com mulheres, o que você teme perder ao reconhecer seu desejo com mais abertura, e que conflitos internos você está tentando resolver.
Lidar com a bissexualidade não é controlar o desejo, mas se conhecer o suficiente para não ser guiado pelo conflito e pela culpa.
Um processo terapêutico pode te oferecer esse espaço de compreensão, sem julgamento, para que você possa viver com mais clareza e fazer escolhas mais consistentes com quem você realmente é.
Qualquer necessidade é só mandar mensagem, estou por aqui.
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Interrompi a terapia e quero retomar. Preciso “começar do zero”?
Interrompi a terapia e quero retomar. Preciso “começar do zero”?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Não, você não precisa “começar do zero”.
Na psicanálise, nada do que já foi vivido na terapia se perde. A interrupção também faz parte do processo e pode até revelar algo importante sobre seus movimentos internos — o que fez parar, o que faz querer voltar agora, o que mudou em você nesse intervalo.
Mesmo escolhendo outro profissional, tudo o que você viveu na terapia anterior, seus movimentos, dificuldades, entendimentos e até o motivo da troca, vai com você, porque faz parte da sua história psíquica. O novo terapeuta não continuará o trabalho do outro, mas ajudará a elaborar por que aquela relação precisou ser encerrada e o que você busca agora. Na psicanálise, cada mudança também diz algo sobre você e pode abrir um novo momento do processo, não um recomeço vazio.
Cada relação, terapeuta - paciente, é única. Você pode entrar em contato com questões que não via antes, ver questões antigas por um outro prisma, ter outro tipo de acompanhamento, ou seja, pode ser interessante realizar esta mudança.
Espero ter ajudado um pouco.
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Sinto culpa ao dizer “não”. A terapia pode ajudar com limites?
Sinto culpa ao dizer “não”. A terapia pode ajudar com limites?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim. Na terapia psicanalítica, trabalhar limites não é aprender frases prontas, mas entender por que dizer “não” causa culpa em você, que expectativas está tentando atender, quem teme decepcionar, que histórias antigas se repetem quando você se sente obrigada a ceder.
Quando esses conflitos internos ganham sentido, o “não” deixa de ser uma ameaça e passa a ser uma escolha possível. A terapia não ensina apenas a colocar limites, mas a suportar emocionalmente o que eles despertam.
Fico à disposição.
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Oi, tudo bem? Estou passando por algo que está mexendo muito comigo. Meu marido diz que me ama, m
Oi, tudo bem? Estou passando por algo que está mexendo muito comigo.
Meu marido diz que me ama, mas perdeu o desejo sexual por mim. E isso me afeta profundamente, porque o desejo é a forma como eu existo dentro da relação — é o que me faz sentir vista, amada e viva. Quando isso desaparece, eu também desapareço um pouco.
Estou confusa, machucada e não sei como lidar com essa falta de desejo. Quero ajuda para entender o que está acontecendo e como posso seguir de um jeito mais saudável, comigo e com a relação.
Obrigada.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, sinto muito que você esteja passando por algo tão doloroso.
Não é simples lidar com momentos em que o desejo do parceiro diminui, isso inevitavelmente nos atravessa. Muitas vezes construímos nossa autoestima a partir do olhar do outro, e quando esse olhar muda, acaba tocando feridas profundas. Por isso, não é apenas sobre sexualidade, mas sobre vínculo, identidade e sobre como você se percebe dentro da relação.
É compreensível que isso te machuque. O afastamento do parceiro pode ter relação com questões dele, do relacionamento ou de fases da vida que não dizem respeito diretamente a você. Mas, mesmo sabendo disso, o impacto emocional permanece e pode despertar sensações de rejeição ou abandono, especialmente se isso se conecta a experiências anteriores.
A terapia pode te ajudar a explorar esse espaço onde o desejo do outro se mistura com a sua forma de existir na relação. É um lugar para nomear dores, reconhecer necessidades e construir modos mais saudáveis de se perceber, tanto individualmente quanto no casal.
A terapia também pode abrir caminho para conversas mais cuidadosas e profundas com seu marido, permitindo compreender o que está acontecendo com ele e com o vínculo entre vocês. Estas conversas sempre são difíceis de se ter como o parceiro, mas podem fortalecer a relação aos poucos.
Se quiser, podemos seguir conversando sobre isso. Estou à disposição.
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Acho que tenho algum problema relacionado aos meus sentimentos. Ao mesmo tempo que sinto muitas cois
Acho que tenho algum problema relacionado aos meus sentimentos. Ao mesmo tempo que sinto muitas coisas, também sinto um vazio enorme. Recentemente perdi alguém muito próximo da minha família, mas não consegui sentir o luto de uma forma “normal”. Chorei no dia, mas era algo que ia e voltava rapidamente, e no dia seguinte já parecia distante. Depois disso, simplesmente parei de sentir qualquer coisa sobre o assunto. Não sinto preocupação, mas ao mesmo tempo sou muito ansiosa. Isso pode indicar algum problema emocional que eu precise procurar ajuda profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, sinto muito pelo que você tem vivido e espero que encontre algum alívio neste momento.
Esse vazio que você descreve pode aparecer em diferentes fases da vida, especialmente quando estamos diante de situações difíceis ou de perdas importantes. Às vezes, a forma como aprendemos a lidar com nossos afetos faz com que algumas emoções fiquem mais distantes ou “adormecidas”, mesmo quando racionalmente sabemos que algo foi significativo.
Sobre o luto, não existe uma maneira “normal” de sentir. Cada pessoa encontra seu próprio modo de elaborar uma perda, e em alguns momentos nossa mente pode se defender afastando ou reduzindo o impacto emocional de algo, para que seja possível seguir adiante. Isso não significa indiferença, e sim uma forma de proteção psíquica naquele momento.
A ansiedade também pode aparecer como um sinal de que há conteúdos internos que ainda não puderam ser compreendidos ou elaborados totalmente.
Buscar apoio profissional pode ser uma forma de ter um espaço seguro para explorar o que está acontecendo dentro de você. A terapia pode ajudar você a se escutar melhor e a entender esses movimentos emocionais de um jeito mais profundo.
Se sentir que isso faz sentido, estou à disposição para te acompanhar nesse processo.
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Não sei se essa especialidade tem a ver com Multismo seletivo, mas se sim, tenho um irmão de 18 anos
Não sei se essa especialidade tem a ver com Multismo seletivo, mas se sim, tenho um irmão de 18 anos que sofre de mutismo seletivo e não sabemos a qual especialidade de psicologo devemos leva-lo. Qual terapia é a mais indicada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá.
O mutismo seletivo, apesar de muitas vezes ser associado apenas à ansiedade, também pode ser compreendido a partir da psicanálise como uma forma de expressão, um modo silencioso de lidar com conflitos internos, angústias e situações que despertam um nível de tensão emocional maior do que o sujeito consegue simbolizar. Não se trata de “não querer falar”, mas de uma impossibilidade que emerge em determinados contextos, especialmente quando há exigência, exposição ou medo de julgamento.
Para um jovem de 18 anos, a psicanálise pode ser um espaço bastante acolhedor e potente. O trabalho não se limita ao sintoma, ao silêncio, mas busca compreender o que esse silêncio representa na história dele.
A fala que falta nos ambientes sociais muitas vezes pode aparecer no setting analítico, num ritmo próprio, permitindo que ele encontre um modo menos doloroso de lidar com aquilo que produz a retração. O objetivo não é forçá-lo a falar, mas oferecer um ambiente em que falar se torne possível.
Por isso, o mais indicado é procurar um psicanalista que tenha experiência com ansiedade, inibição e dificuldades de expressão. A especialização formal não precisa ser em mutismo seletivo, mas em clínica psicanalítica com adolescentes e adultos jovens. Esse tipo de profissional está habituado a trabalhar com manifestações que aparecem como bloqueios, retraimentos ou sintomas ligados à fala.
Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico pode ser útil como suporte, especialmente se houver um nível muito alto de ansiedade, mas não é obrigatório para iniciar o processo analítico. O mais importante é um espaço seguro, não invasivo e que respeite o tempo do paciente, onde o silêncio não seja visto como problema, mas como início de um caminho.
Tenho experiência com adolescentes que passaram por esta situação e com o tempo conseguiram se expressar de alguma forma. Ofereço um espaço psicanalítico acolhedor, onde o silêncio pode encontrar significado e a fala pode surgir no tempo próprio para seu irmão.
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Minha filha teve uma crise de nervoso, ela tinha um ódio de algo ou alguém , socava o chão, suas mão
Minha filha teve uma crise de nervoso, ela tinha um ódio de algo ou alguém , socava o chão, suas mãos fecharam. Qual a melhor maneira de se tratar e como lhe dar com isso nessas horas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, sinto muito que tenha passado por isso. O que você descreveu é uma situação muito angustiante, tanto para quem vive a situação quanto para quem presencia. Espero que sua filhas fique melhor.
Acredito que durante a crise o foco deve ser protegê-la e tentar acalmá-la. Se ela estiver se machucando, afaste objetos que podem machucá-la e algum contato físico pode ser necessário. Peça permissão para tentar acalmá-la, abrace-a se for possível, falando pouco, estando presente, mantendo a calma e chamando-a para prestar atenção em você e na respiração de ambas. Estas ações podem ajudá-la a sair da crise após algum tempo.
Após a crise tente entender o que ocorreu, se aconteceu algo específico com ela, tentando não julgá-la, pois se ela passou por este momento podem existir dificuldades de lidar com seus sentimentos e situações de frustração.
Seria importante ela passar por avaliação psicológica e psiquiátrica se necessário, especialmente se as crises forem intensas e frequentes a ponto dela perder o controle do próprio corpo.
A psicoterapia pode ajudá-la a compreender seus sentimentos, reconhecer os sinais de ansiedade ou raiva antes das crises e contribuir para que ela possa expressar os sentimentos através das palavras.
Espero que ela fique bem.
Qualquer necessidade estou por aqui.
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Pensamentos obsessivos do tipo "música na cabeça" tem cura?
Pensamentos obsessivos do tipo "música na cabeça" tem cura?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Estimo melhoras!
Na visão psicanalítica, na qual baseio minha clínica, um sintoma, um pensamento, uma música, ou uma ideia repetitiva que não sai da cabeça pode ser uma forma de expressão do inconsciente, ou seja algo foi afastado da consciência e retorna com algum disfarce.
Ele comunica algo que não encontrou outro modo de se dizer e se liga, por exemplo, a um trecho de uma música, como forma de ganhar expressão na consciência.
A “música na cabeça”, nesse sentido, pode ser vista como uma forma simbólica de repetição: algo que retorna, insiste, pede para ser escutado.
O foco da terapia seria compreender o que este sintoma representa, o que está por trás e sendo repetido ali, trazendo à tona algo que foi reprimido.
O objetivo é que o sujeito se aproprie do sentido do sintoma e que aos poucos ele perca sua função de insistir.
Espero ter ajudado um pouco!
Fico à disposição.
Autor
Perguntas frequentes
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Toda vez que saio do banho fico me coçando, já tentei sabonete neutro, sabonete glicerinado, banho m
A coceira após o banho pode ter diferentes causas, mesmo quando você já utiliza…