Olá, recentemente passei por uma crise de ansiedade e perdi um tempo ao meu ex namorado para refleti

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Olá, recentemente passei por uma crise de ansiedade e perdi um tempo ao meu ex namorado para refletir oq estava acontecendo comigo pq nunca me havia acontecido isso e eu sentia ansiedade so de pensar nele. Depois que minha mente clareou percebi que não queria perder-lo, mas quando fui conversar novamente ele falou que ja queria terminar o relacionamento e que nao era culpa minha, mas sim ele que não estava conseguindo se doar para mim. Estou me sentindo péssima, sinto que estraguei tudo. E também muito confusa sobre essa situação, sinto vontade de ficar perguntando até saber oq significa não conseguir se doar, apesar de suspeitar que seja "não gosto o suficiente de você" me sinto meio traída.
Obrigada por compartilhar sua experiência. Pelo que você descreve, fica claro o quanto essa situação foi dolorosa e confusa para você. Passar por uma crise de ansiedade já é algo muito difícil — e vivenciar isso junto a uma ruptura afetiva pode intensificar sentimentos de culpa e perda.
É importante lembrar que crises de ansiedade não “estragam” relações. Elas são sinais de sofrimento psíquico e não falhas pessoais. O fato de você ter pedido um tempo para tentar entender o que estava acontecendo consigo mesma mostra cuidado e responsabilidade emocional.
Quando o outro diz que “não consegue se doar”, isso nem sempre significa falta de sentimento ou que você não foi suficiente. Muitas vezes fala das limitações emocionais da própria pessoa, e não do seu valor ou do que você ofereceu na relação.
A vontade de buscar explicações é compreensível, mas é comum que, nesses momentos, a mente tente preencher as lacunas com interpretações dolorosas. Isso costuma aumentar a ansiedade e o sofrimento.
Talvez agora o mais importante seja cuidar de você, acolher o que sente e, se possível, buscar apoio psicológico para compreender melhor essa experiência e atravessar esse luto emocional com mais sustentação.

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Olá, boa tarde. O que você está sentindo é compreensível e não significa que você “estragou tudo”. Situações de ansiedade intensa costumam desorganizar temporariamente pensamentos e emoções, e pedir um tempo para se entender foi uma tentativa legítima de cuidado consigo mesma. O término, embora tenha acontecido depois disso, não pode ser reduzido a uma única decisão sua. Relacionamentos se encerram por múltiplos fatores, inclusive limites emocionais do outro, que nem sempre conseguimos controlar ou reparar.

Do ponto de vista da psicologia, é comum após um término surgir um ciclo de ruminação e busca por explicações definitivas. A vontade de perguntar repetidamente o que “não conseguir se doar” significa é uma tentativa natural de aliviar a dor e a incerteza. No entanto, estudos mostram que essa busca constante por fechamento tende a manter o sofrimento, especialmente quando as respostas não trazem segurança emocional. Muitas vezes, essa frase fala mais sobre a capacidade emocional dele naquele momento do que sobre o seu valor ou merecimento de afeto.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, trabalha-se a diferenciação entre fatos e interpretações automáticas, como a ideia de que “se ele não conseguiu se doar, então não gostava o suficiente de mim”. Essa interpretação é compreensível, mas não é a única possível e costuma intensificar sentimentos de culpa, rejeição e traição. Também se trabalha a regulação emocional após experiências de ruptura, ajudando a reduzir a autocrítica e a confusão emocional que surgem quando há ansiedade envolvida.

Se essa experiência desencadeou sofrimento intenso, confusão persistente ou medo de se vincular novamente, buscar acompanhamento psicológico pode ser muito importante para elaborar tanto a crise de ansiedade quanto o término.
Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.
Essa demanda é bastante válida! Acredito que os sentimentos que te atravessam possa ser melhor esclarecido e direcionado em um ambiente seguro e livre de julgamentos. Eu posso te proporcionar esse ambiente ao marcar uma sessão comigo! Estarei aqui para te escutar e contribuir para suas elaborações sobre o assunto.
Olá! Imagino o quanto tudo isso deve estar sendo difícil. Talvez seja importante buscar um psicólogo, especialmente da abordagem TCC, para compreender melhor a ansiedade, seus gatilhos e elaborar essa situação com o ex-namorado. Tente não se culpar por ter pedido um tempo para se cuidar — não é possível sustentar um relacionamento saudável quando não estamos bem emocionalmente. Cuidado com os pensamentos, pois a mente mente, não conclua que "não gosto o suficiente de você" sem ter evidências... Você não precisa passar por isso sozinha, procure ajuda.
Olá, tudo bem? Nossa, imagino que tudo isso esteja sendo muito difícil. Sua crise e afastamento seguida pelo afastamento de seu namorado indica que a relação de você deviam estar passando por algumas questões de difícil descrição. Não acredito que seja sobre ele não gostar suficiente de você, ou que você tenha estragado tudo. Ambas percepções são muito negativas para com você mesmo. Acho que esse pode ser um momento importante para refletir. Busque ouvir amigos íntimos sobre o que eles percebiam na sua relação. Tente entender o que sua ansiedade estava dizendo a você sobre sua relação. E se você sentir que não consegue entender o que está acontecendo mesmo assim, ou que tudo esteja muito difícil e intenso, pode ser interessante procurar um psicólogo. Um psi pode te ajudar a interpretar o que você e os outros ao seu redor sente, e a pensar como construir um futuro diferente. Caso opte pelo processo, posso te acompanhar. Espero ter ajudado, te desejo tudo de bom.
Olá! Obrigada por compartilhar algo tão sensível. Pelo seu relato, é possível perceber o quanto essa experiência foi intensa e atravessada por muitas emoções ao mesmo tempo. Independentemente dos motivos envolvidos, você está lidando com uma ruptura e com as marcas que ela deixa, e isso pode gerar sofrimento, dúvidas e um senso de perda importante. Ter vontade de entender o que aconteceu e buscar sentidos para essa experiência faz parte do processo. Caso sinta necessidade, a psicoterapia pode ser um espaço de escuta para falar sobre o que você tem vivido, compreender como essa ansiedade se manifestou e atravessar esse momento de luto de forma mais cuidadosa, respeitando o seu tempo.
Olá, boa tarde.

É bom o que está fazendo. Bacana que queira expressar aqui o que está te acontecendo. Dá para ver sua confusão ao dizer sobre o que está sentindo, uma vez que trouxe muitos elementos para precisar compreender, como suas emoções, o que levou seu ex-namorado a terminar e até mesmo sua crise.

Tome seu tempo para compreender o que está sentindo e, caso sinta que precisa de ajuda para compreender melhor suas questões, peça ajuda a um psicólogo.

Espero ter ajudado, grande abraço.
Os relacionamentos são complexos, pois envolvem a vida de duas pessoas cada uma com suas próprias necessidades. É comum termos que avaliar o relacionamento, pois muitas vezes o relacionamento não está sendo satisfatório. Vemos muitos casais em relacionamentos ruins e que acham que "é assim mesmo", pois não tem uma boa referência do que seja um relacionamento saudável. Vale a pena trabalhar o relacionamento para se conseguir uma melhor qualidade de vida e um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode te ajudar.
Boa tarde, as vezes não sabemos nomear e nem explicar o que acontece conosco não é mesmo? Você mesma disse na mensagem que pediu um tempo para poder se entender melhor, quer dizer que estava confusa e estava buscando uma resposta. E isso é muito comum de acontecer, agora imagina sobre o outro, é mais complexo ainda. Talvez você não vai ouvir a resposta sincera que você gostaria, mas você pode ser sincera com você sobre o que está sentindo e percebendo disso tudo, e assumir os prejuízos das suas decisões ou indecisões. A psicoterapia é fundamental para ajudá-la a ter uma compreensão melhor sobre suas emoções, sentimentos e comportamentos. Busque ajuda de um profissional, e inicie esse processo transformador.
 Lucas Teixeira
Psicólogo
Belo Horizonte
Olá, tudo bem? Primeiramente, sinto muito pelo que você está vivendo. Quando a ansiedade aparece de forma intensa, ela pode confundir sentimentos e gerar atitudes que, depois, são interpretadas com muita culpa. É importante dizer com clareza: você não “estragou tudo”. Você reagiu a um limite emocional real naquele momento, tentando se proteger e entender o que estava acontecendo com você.

A fala dele sobre “não conseguir se doar” costuma dizer mais sobre o momento emocional dele do que sobre o seu valor ou o quanto você é digna de amor. A mente ansiosa tenta preencher o vazio com explicações duras, como “não fui suficiente”, mas isso é uma interpretação, não um fato.

A vontade de perguntar repetidamente é uma tentativa de aliviar a dor e recuperar controle, mas raramente traz o fechamento que esperamos. O trabalho agora é acolher o luto, sustentar a frustração e diferenciar responsabilidade de culpa. Em psicoterapia, isso pode ser elaborado com cuidado, para que você compreenda seus gatilhos de ansiedade sem se punir — e possa, aos poucos, reconstruir segurança emocional.
Sinto muito que você esteja passando por esse momento, ele realmente pode gerar muita dor, culpa e confusão emocional. Crises de ansiedade costumam afetar a forma como percebemos as situações e a nós mesmos, e isso não significa que você tenha “estragado tudo”.

Um psicólogo cognitivo-comportamental pode ajudar bastante nesse processo. Pela TCC, o trabalho envolve acolher o sofrimento, identificar pensamentos automáticos de culpa e rejeição, compreender os limites do outro sem personalizar excessivamente e desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade, o luto pelo término e a necessidade de respostas que nem sempre virão. A terapia pode te ajudar a se reorganizar emocionalmente e recuperar segurança em si mesma.
Você não estragou tudo. Você teve uma crise, se cuidou, e isso não invalida o que sentia nem o que oferecia.

Quando ele diz que “não consegue se doar”, isso fala de um limite dele, não de uma falha sua. Ainda assim, dói - porque você ficou sem respostas claras.

Talvez agora a pergunta mais importante não seja o que exatamente ele quis dizer, mas sim:

O que você está disposta a aceitar a partir daqui?
– Aceitar uma relação em que o outro não consegue estar emocionalmente disponível?
– Aceitar ficar tentando traduzir silêncios para se sentir segura?
– Ou aceitar que, mesmo amando, isso não é o suficiente quando o outro não pode permanecer?

Essa resposta não muda o que aconteceu, mas muda o lugar que você vai ocupar daqui para frente.
Olá!
Como você tá hoje?

Sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo que você descreve, esse término aconteceu em um momento de muita vulnerabilidade sua, o que naturalmente intensifica a dor, a culpa e a confusão.
É importante dizer que atravessar uma crise de ansiedade e pedir um tempo para se entender não significa que você "estragou tudo"; muito pelo contrário, foi apenas uma tentativa de se cuidar, de tomar um respiro para organizar suas ideias e compreender melhor seu momento presente.

Manter um relacionamento não é tão simples para algumas pessoas, e infelizmente o desejo de permanecer junto a quem você ama nem sempre se sustenta sozinho. Nesse caso, me parece que a fala dele aponta mais para limites próprios do que para um desvalor seu, ainda que isso doa profundamente.
Por outro lado, a confusão e a vontade de perguntar repetidamente são tentativas legítimas de aliviar a sua dor, eu entendo... Afinal, você também está vivendo um luto, não só pelo término da relação, mas pela expectativa de que as coisas pudessem ser diferentes quando vocês conversassem.

Podemos trabalhar juntos para acolher esse sofrimento sem que ele se transforme em autocrítica e para atravessar esse momento com mais gentileza consigo mesma.

Espero que encontre forças para enfrentar esse momento sombrio e lidar com as dúvidas e inquietações típicas de um momento como esse.
Forte abraço.
Sinto muito que você esteja vivendo isso. Uma crise de ansiedade não é “estragar tudo”, mas um sinal de sofrimento. Quando ele diz que “não consegue se doar”, isso muitas vezes fala mais sobre os limites e o momento dele do que sobre o seu valor. Se essa dor e confusão estiverem intensas, buscar apoio psicológico pode ajudar a atravessar esse processo com mais cuidado.

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