Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos
15
respostas
Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos. Nosso casamento sempre foi bem sólido, nunc ativemos crises ou dioscussões sérias. Mas desde agosto/25 ela começou a se distanciar da vida conjugal, mais tempo sozinha, mais tempo se cuidando, novos hobbies (academia, dança, roupas,etc) aos poucos eu fui sendo deixado de lado nas decisões, nas escolhas, minha opinião nao era mais necessária. Ao mesmo tempo a irritação comigo aumentava na mesma medida que o celular dela tambem se tornava mais restrito. Em outubro quando houve um questionamento ela pediu um tempo, estava confusa e nao sentia mais amor por mim. Foi um choque posi eu me considerava um bom marido, presente nas atividades da casa , sempre trabalhei e mantive as contas em dia (no limite, ma em dia) pai presente, e quand perguntava ela sempre dizia que estava bem.
Depois do primeiro pedido de tempo nunca mais fomos os mesmos, ela se mantinha cada vez mais isolada de mim, a familia dela ficou sabendo e ela acabou reatando comigo em fuinção da pressão familiar dela. Houve ainda outro afastamento e outro retorno tambem em função da pressão da familia dela. Porem ela dizia que nao me amava e nao sentia mais desejo nem atração por mim. Que eu estava me humilhando por ela e que eu nao merecia passar por isso.
Devido a rotina, as filhas e as circunstancias financeiras entendemos que poderiamos continuar morando na mesma casa, porem eu a amo ainda e tento uma reconciliação. Ela por outro lado nao demonstra nenhum tipo de mudança de postura, ela ja viveu o luto, para ela ja esta tudo resolvido enrte nós, e ate está saindo com outra pessoa. Quando soube desse fato e a questionei ela disse nao ter ocorrido traição pois para ela ja nao exixtia mais nada entre nós. Alem disso toda a familai dela nao entende o motivo dela estar fazendo isso, e que me apoiariam até para eu ficar com a guarda das minhas filhas, a mais velha ja disse que quer ficar comigo.
Eu sei que os sinais estão todos ai e que o divorcio é inevitavel, MAS eu ainda a amo e aceitaria até tê-la de volta mas ela nao se arrepende, inclusive disse nas duas tentativas anterioes que só voltou por insistencia minha.
Minha familia é tudo o que tenho e nao queria perdê-la , o que faço? Será que vou ter que vê-la quebrando a cara e se arrepender para ver o erro que está cometendo ao destruir o nosso casamento?
obrigado pela ajuda
Depois do primeiro pedido de tempo nunca mais fomos os mesmos, ela se mantinha cada vez mais isolada de mim, a familia dela ficou sabendo e ela acabou reatando comigo em fuinção da pressão familiar dela. Houve ainda outro afastamento e outro retorno tambem em função da pressão da familia dela. Porem ela dizia que nao me amava e nao sentia mais desejo nem atração por mim. Que eu estava me humilhando por ela e que eu nao merecia passar por isso.
Devido a rotina, as filhas e as circunstancias financeiras entendemos que poderiamos continuar morando na mesma casa, porem eu a amo ainda e tento uma reconciliação. Ela por outro lado nao demonstra nenhum tipo de mudança de postura, ela ja viveu o luto, para ela ja esta tudo resolvido enrte nós, e ate está saindo com outra pessoa. Quando soube desse fato e a questionei ela disse nao ter ocorrido traição pois para ela ja nao exixtia mais nada entre nós. Alem disso toda a familai dela nao entende o motivo dela estar fazendo isso, e que me apoiariam até para eu ficar com a guarda das minhas filhas, a mais velha ja disse que quer ficar comigo.
Eu sei que os sinais estão todos ai e que o divorcio é inevitavel, MAS eu ainda a amo e aceitaria até tê-la de volta mas ela nao se arrepende, inclusive disse nas duas tentativas anterioes que só voltou por insistencia minha.
Minha familia é tudo o que tenho e nao queria perdê-la , o que faço? Será que vou ter que vê-la quebrando a cara e se arrepender para ver o erro que está cometendo ao destruir o nosso casamento?
obrigado pela ajuda
Olá, como vai?
É uma situação que move nossos sentimentos e mudanças muito importantes para vida e rotina. Além disso, você está lidando com o luto de um amor de alguém que ainda mora com você. Eu sugiro você procurar por psicoterapia para você mesmo, para ter um profissional que te acompanhe, apoie e acolha nesses momentos na crise da relação. É importante você avaliar para si mesmo as escolhas que tem feito na tentativa de reatar e o quanto essas escolhas são saudáveis ou não. Procure por ajuda especializada, principalmente para esses momentos de aparentam mudanças drásticas na vida.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
É uma situação que move nossos sentimentos e mudanças muito importantes para vida e rotina. Além disso, você está lidando com o luto de um amor de alguém que ainda mora com você. Eu sugiro você procurar por psicoterapia para você mesmo, para ter um profissional que te acompanhe, apoie e acolha nesses momentos na crise da relação. É importante você avaliar para si mesmo as escolhas que tem feito na tentativa de reatar e o quanto essas escolhas são saudáveis ou não. Procure por ajuda especializada, principalmente para esses momentos de aparentam mudanças drásticas na vida.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
Olá!
Você quer saber o que fazer com ela.
Mas talvez a questão seja: o que você faz com o lugar que ela deixou vazio?
Às vezes não é o casamento que se rompe — é a imagem na qual você se apoiava dentro dele.
Isso não se resolve com conselho. Se quiser atravessar isso de verdade, procure análise.
Estou à disposição.
Você quer saber o que fazer com ela.
Mas talvez a questão seja: o que você faz com o lugar que ela deixou vazio?
Às vezes não é o casamento que se rompe — é a imagem na qual você se apoiava dentro dele.
Isso não se resolve com conselho. Se quiser atravessar isso de verdade, procure análise.
Estou à disposição.
Olá, vejo que você está sofrendo muito e que precisa de ajuda. O que você está vivendo é algo que acontece com frequência - o nosso cônjuge se desinteressa e ficamos nos sentindo abandonados à própria sorte. Em paralelo, sua autoestima está lá embaixo, e isso não ajuda, pois neste período, o que precisamos é de força para nos levantar e reagir. O nosso cônjuge não pode ficar assistindo a isso e nem nós podemos permitir que essa situação aconteça. Provavelmente, neste momento, você está regredindo a algum ponto da sua infância em que você se sentiu muito rejeitado. Sua ferida, mal cicatrizada, está reaberta, e você precisa de terapia, para curar essa ferida e adquirir forças para reagir.
As relações entre os cônjuges são complexas, seja pelo históricos familiar de cada um, seja pelo temperamento de cada um, pelas expectativas de futuro, por dificuldades de comunicação, dificuldades emocionais de cada um, etc. Para uma ajuda mais efetiva, é importante ter um conhecimento mais profundo do que está acontecendo. Um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode te ajudar.
Por muitos anos o casamento pareceu sólido, previsível e estável, e de repente toda a estrutura que sustentava a sua vida mudou. Quando uma relação de tantos anos se transforma dessa forma, não é só o vínculo amoroso que entra em luto, mas também a ideia de família, de futuro e de identidade construída ao lado dela. É importante dizer com cuidado que você não pode sustentar suas decisões contando com a possibilidade de que ela vá se arrepender, voltar atrás ou pedir desculpas. Isso pode até acontecer, mas também pode não acontecer, e basear sua vida nessa expectativa pode prolongar seu sofrimento e mantê-lo preso a algo que, neste momento, ela demonstra não querer. Pelas atitudes e falas dela, parece que ela já elaborou a separação internamente, enquanto você ainda está vivendo o luto, e esse descompasso é doloroso. Você não está errado por ainda amá-la nem por desejar reconciliação, mas talvez agora o foco precise sair do que ela vai fazer ou sentir e voltar para você. O que você quer para si independentemente do arrependimento dela? Como pode se posicionar diante do que está acontecendo? Como preservar a relação com suas filhas sem colocá-las no meio do conflito conjugal? A terapia pode ser muito importante nesse momento para ajudá-lo a elaborar essa perda, compreender melhor o que acontece entre vocês dois sem a influência da família ou de terceiros e fortalecer você emocionalmente para tomar decisões mais conscientes. Trata-se de um processo de luto e de reorganização de vida que não se resolve esperando o outro mudar, mas construindo um caminho que devolva estabilidade e autoestima, independentemente das escolhas dela.
Olá, boa tarde.
Infelizmente não há mais muito o que você possa fazer. Um relacionamento só funciona quando há duas pessoas interessadas em ter a relação. Você se dedicou muito para essa relação e agora parece difícil de continuarem juntos. Tome seu tempo para digerir isso. Imagino que seja difícil ter que lidar com um término com a outra pessoa ainda morando contigo, sinto muito que isso tenha acontecido mesmo com um cara tão dedicado.
Relacionamentos acabam e iss não depende apenas dos sentimentos que temos pela outra pessoa, mas as circunstâncias.
Infelizmente não há mais muito o que você possa fazer. Um relacionamento só funciona quando há duas pessoas interessadas em ter a relação. Você se dedicou muito para essa relação e agora parece difícil de continuarem juntos. Tome seu tempo para digerir isso. Imagino que seja difícil ter que lidar com um término com a outra pessoa ainda morando contigo, sinto muito que isso tenha acontecido mesmo com um cara tão dedicado.
Relacionamentos acabam e iss não depende apenas dos sentimentos que temos pela outra pessoa, mas as circunstâncias.
Boa tarde,
Pelo que você relata, há uma mudança significativa na dinâmica conjugal, iniciada por ela, com distanciamento emocional progressivo, redução da vida compartilhada e comunicação limitada sobre insatisfações ao longo do tempo. Esse tipo de transição costuma gerar sofrimento intenso no parceiro que permanece investido, especialmente quando o afastamento não foi previamente sinalizado de forma clara.
Ao mesmo tempo, sua esposa expressa, de forma consistente, que não sente mais vínculo amoroso ou conjugal e que já elaborou internamente o encerramento da relação. Esse desencontro de tempos emocionais é conhecido na literatura como luto relacional assimétrico, sem que isso implique culpa exclusiva de uma das partes.
O fato de vocês ainda compartilharem a casa, a rotina com as filhas e questões financeiras adiciona complexidade prática e emocional à situação, tornando a tomada de decisões mais difícil. Também é relevante considerar que o sofrimento atual não invalida os anos de relação nem a qualidade do vínculo que existiu, apenas indica que ele se transformou.
Do ponto de vista da psicologia baseada em evidências, não há como prever se haverá arrependimento, reconciliação ou mudança futura por parte dela. Focar nessas possibilidades tende a aumentar a angústia, enquanto abordagens mais eficazes concentram-se em compreender o impacto emocional em você, clarificar limites e avaliar, com apoio profissional, quais caminhos são possíveis no presente.
A psicoterapia pode ajudar a organizar esse processo, não para decidir por você, mas para ampliar clareza, reduzir sofrimento e apoiar escolhas mais conscientes, seja para tentar uma reconstrução com condições claras, seja para uma separação menos destrutiva emocionalmente.
Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.
Pelo que você relata, há uma mudança significativa na dinâmica conjugal, iniciada por ela, com distanciamento emocional progressivo, redução da vida compartilhada e comunicação limitada sobre insatisfações ao longo do tempo. Esse tipo de transição costuma gerar sofrimento intenso no parceiro que permanece investido, especialmente quando o afastamento não foi previamente sinalizado de forma clara.
Ao mesmo tempo, sua esposa expressa, de forma consistente, que não sente mais vínculo amoroso ou conjugal e que já elaborou internamente o encerramento da relação. Esse desencontro de tempos emocionais é conhecido na literatura como luto relacional assimétrico, sem que isso implique culpa exclusiva de uma das partes.
O fato de vocês ainda compartilharem a casa, a rotina com as filhas e questões financeiras adiciona complexidade prática e emocional à situação, tornando a tomada de decisões mais difícil. Também é relevante considerar que o sofrimento atual não invalida os anos de relação nem a qualidade do vínculo que existiu, apenas indica que ele se transformou.
Do ponto de vista da psicologia baseada em evidências, não há como prever se haverá arrependimento, reconciliação ou mudança futura por parte dela. Focar nessas possibilidades tende a aumentar a angústia, enquanto abordagens mais eficazes concentram-se em compreender o impacto emocional em você, clarificar limites e avaliar, com apoio profissional, quais caminhos são possíveis no presente.
A psicoterapia pode ajudar a organizar esse processo, não para decidir por você, mas para ampliar clareza, reduzir sofrimento e apoiar escolhas mais conscientes, seja para tentar uma reconstrução com condições claras, seja para uma separação menos destrutiva emocionalmente.
Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.
O que você está vivendo é uma ruptura conjugal com tempos emocionais diferentes. Pelo seu relato, sua esposa já fez o luto da relação, enquanto você ainda está tentando preservar o vínculo.
Quando uma pessoa afirma repetidamente que não ama mais e não demonstra disposição para reconstruir, o relacionamento deixa de ter reciprocidade e amor sozinho não sustenta um casamento.
Esperar que ela “se arrependa” pode mantê-lo preso à esperança e prolongar seu sofrimento. Neste momento, a prioridade é preservar sua dignidade emocional e fortalecer o vínculo com suas filhas, que não depende da continuidade do casamento.
A dor é legítima, mas você não precisa atravessar isso sozinho. A psicoterapia ajuda muito a elaborar o luto, reorganizar sua autoestima e tomar decisões mais claras para o seu futuro. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Quando uma pessoa afirma repetidamente que não ama mais e não demonstra disposição para reconstruir, o relacionamento deixa de ter reciprocidade e amor sozinho não sustenta um casamento.
Esperar que ela “se arrependa” pode mantê-lo preso à esperança e prolongar seu sofrimento. Neste momento, a prioridade é preservar sua dignidade emocional e fortalecer o vínculo com suas filhas, que não depende da continuidade do casamento.
A dor é legítima, mas você não precisa atravessar isso sozinho. A psicoterapia ajuda muito a elaborar o luto, reorganizar sua autoestima e tomar decisões mais claras para o seu futuro. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Olá! Imagino quanto deve estar doendo a situação do seu casamento. Realmente o amor pode acabar e pode ser que não tenha uma causa objetiva. Seria muito importante você ter um espaço para elaborar esta perda e poder seguir em frente também. Ficar numa posição pedinte pode afetar ainda mais o que ela sente por ti. Busque análise psicanálise para se reorganizar! Elaborar tudo isto vai ser muito importante.
Olá. Sinto muito por essa situação toda, imagino como é difícil o fim de um relacionamento tão longo. Acredito que esse momento pede que você invista em você mesmo e pense mais sobre si do que sobre a relação. É importante que você entenda mais sobre essa vontade de persistir nessa relação e no que ela significa. Penso que a psicoterapia poderia te ajudar muito nesse processo.
Olá! O que você está vivendo é muito doloroso. Não é só o fim de um casamento, é a quebra de um projeto de vida, de família, de identidade. É natural você ainda amar, querer tentar e ter dificuldade de aceitar que, para ela, esse ciclo já se encerrou. Mas existe um ponto importante e difícil: reconciliação só acontece quando duas pessoas querem. Pelo que você descreve, ela já tomou uma decisão emocionalmente. Ela pode ter errado na forma de conduzir, pode ter sido confusa ou até injusta, mas hoje ela não demonstra desejo de reconstruir. E insistir quando só um quer acaba gerando mais humilhação e sofrimento para quem ainda está tentando. Esperar que ela “quebre a cara” para voltar pode te manter preso a uma esperança que prolonga sua dor. O foco agora talvez precise mudar de “como faço para tê-la de volta?” para “como eu me reorganizo emocionalmente para atravessar isso com dignidade?”. Amar alguém não significa aceitar qualquer condição. Você não está perdendo suas filhas. A família que você construiu com elas continua existindo, mesmo que o formato mude. Talvez este seja o momento de buscar apoio psicológico e também orientação jurídica, para que você tome decisões com equilíbrio e proteja sua saúde emocional e o vínculo com suas filhas. Às vezes, segurar demais é o que mais machuca. Cuidar de você agora não é desistir da família — é preservar o que ainda pode ser saudável dentro dela.
Bom dia. Sua dor é profunda e seu relato, tocante. Você pode estar vivendo um processo de luto não apenas pela perda da pessoa amada, mas pela dissolução de um amor ideal.
É preciso refletir se o seu relacionamento descrito como "sólido" e sem crises, pode ter se sustentado mais em um pacto inconsciente de estabilidade do que em uma verdadeira troca afetiva. A "crise" que nunca existiu pode ser justamente o sintoma de que os conflitos, desejos e insatisfações foram silenciados em nome da harmonia. Para sua esposa, esse movimento de distanciamento a partir de agosto representa uma tentativa de separação psíquica, uma busca por uma individualidade que, por muito tempo, ficou submersa no papel de esposa e mãe.
Sua pergunta sobre ela "quebrar a cara" e se arrepender revela uma fantasia de reparação que, na verdade, ancora você na esperança e impede a elaboração do seu próprio luto.
Acolher sua dor é fundamental, mas ela não pode paralisá-lo. A psicanálise ensina que insistir em um objeto que não mais corresponde ao nosso investimento afetivo é manter-se em uma posição de sofrimento melancólico. O apoio da família dela e o desejo da sua filha mais velha de ficar com você são elementos da realidade que podem oferecer um solo firme para que você reconstrua, não o casamento, mas um novo lugar para si mesmo e para suas filhas. O divórcio, nesse caso, não é apenas o fim, mas o começo da possibilidade de reinvestir sua energia em algo que possa, de fato, corresponder às suas necessidades e à sua realidade atual.
Buscar psicoterapia é um caminho que pode te ajudar bastante nesta fase tão difícil. Desejo melhoras.
É preciso refletir se o seu relacionamento descrito como "sólido" e sem crises, pode ter se sustentado mais em um pacto inconsciente de estabilidade do que em uma verdadeira troca afetiva. A "crise" que nunca existiu pode ser justamente o sintoma de que os conflitos, desejos e insatisfações foram silenciados em nome da harmonia. Para sua esposa, esse movimento de distanciamento a partir de agosto representa uma tentativa de separação psíquica, uma busca por uma individualidade que, por muito tempo, ficou submersa no papel de esposa e mãe.
Sua pergunta sobre ela "quebrar a cara" e se arrepender revela uma fantasia de reparação que, na verdade, ancora você na esperança e impede a elaboração do seu próprio luto.
Acolher sua dor é fundamental, mas ela não pode paralisá-lo. A psicanálise ensina que insistir em um objeto que não mais corresponde ao nosso investimento afetivo é manter-se em uma posição de sofrimento melancólico. O apoio da família dela e o desejo da sua filha mais velha de ficar com você são elementos da realidade que podem oferecer um solo firme para que você reconstrua, não o casamento, mas um novo lugar para si mesmo e para suas filhas. O divórcio, nesse caso, não é apenas o fim, mas o começo da possibilidade de reinvestir sua energia em algo que possa, de fato, corresponder às suas necessidades e à sua realidade atual.
Buscar psicoterapia é um caminho que pode te ajudar bastante nesta fase tão difícil. Desejo melhoras.
Olá Boa Tarde. Antes de qualquer coisa, é importante reconhecer a dor que você está vivendo. O que você descreve é um processo de ruptura que, para você, ainda não terminou. Enquanto sua esposa parece já ter elaborado internamente o fim da relação, você ainda está tentando preservar algo que considera valioso e significativo. Essa diferença de tempos emocionais costuma gerar muito sofrimento, porque um está tentando reconstruir enquanto o outro já está se despedindo. Diante de tudo isso, considero importante que você busque um espaço terapêutico. Não apenas para “salvar o casamento”, mas para atravessar esse luto com lucidez, preservar sua autoestima e tomar decisões a partir de clareza emocional, não apenas do medo de perder sua família. Se precisar de ajuda estou a disposição. Tente e Seja Feliz
Olá, eu entendo a sua situação, quando nos casamos temos a expectativa do amor eterno, da família padrão, de algo perpétuo. Mas, as situações diárias não são tão controláveis como gostaríamos. Muitos fatores externos e internos interferem na personalidade de uma pessoa. Numa família, por exemplo, esses valores são trocados e adaptados muitas vezes, não é mesmo? Depois de tantos anos juntos, talvez você também se ache diferente daquele homem que um dia foi o namorado.
É sempre bom lembrar que o amor exige a liberdade do outro. Talvez você note essa liberdade na criação das meninas, cada qual na sua fase e com suas exigências próprias. Me parece que sua ex-esposa necessitou de novos valores no decorrer dos anos. Tentar forçar uma permanência ou não aceitar a decisão dela fere a dignidade de ambos e das meninas. O maior gesto de força que você pode ter agora é respeitar o espaço dela e o seu. Insistir em algo que não é mais mútuo apenas desgasta as boas memórias que restaram.
Espero ter ajudado em uma reflexão sobre aceitar as mudanças de algo que não será mais igual ao que foi um dia. Caso esta aceitação esteja muito difícil, procure um profissional da psicologia. Boa sorte!
É sempre bom lembrar que o amor exige a liberdade do outro. Talvez você note essa liberdade na criação das meninas, cada qual na sua fase e com suas exigências próprias. Me parece que sua ex-esposa necessitou de novos valores no decorrer dos anos. Tentar forçar uma permanência ou não aceitar a decisão dela fere a dignidade de ambos e das meninas. O maior gesto de força que você pode ter agora é respeitar o espaço dela e o seu. Insistir em algo que não é mais mútuo apenas desgasta as boas memórias que restaram.
Espero ter ajudado em uma reflexão sobre aceitar as mudanças de algo que não será mais igual ao que foi um dia. Caso esta aceitação esteja muito difícil, procure um profissional da psicologia. Boa sorte!
O que você está vivendo é muito doloroso, e é compreensível que exista confusão, esperança e medo ao mesmo tempo. Quando um relacionamento longo muda de forma tão brusca, a sensação pode ser de perda de chão, principalmente quando ainda existe amor de um lado.
Pelo que você descreve, sua esposa parece ter passado por um processo interno de distanciamento que começou antes de você perceber, e hoje ela já se encontra em um ponto diferente do seu no processo de luto da relação. Enquanto você ainda está tentando compreender e salvar o casamento, ela parece já ter tomado uma decisão emocional sobre o vínculo. Isso não significa que o que vocês viveram não teve valor, mas mostra que, neste momento, vocês estão em lugares emocionais muito diferentes.
Quando apenas uma pessoa tenta sustentar a reconciliação, isso costuma gerar ainda mais sofrimento. Insistir continuamente pode acabar colocando você em uma posição de humilhação emocional, como ela mesma chegou a mencionar, e isso tende a desgastar ainda mais sua autoestima.
Amar alguém e, ao mesmo tempo, perceber que a relação pode não continuar é uma das experiências mais difíceis que existem. Nesse momento, talvez seja importante começar a deslocar o foco da pergunta “como fazer ela voltar?” para “como cuidar de mim e das minhas filhas diante dessa realidade?”. Independente do que aconteça entre vocês como casal, você continua sendo pai, e seu vínculo com suas filhas permanece.
Também é importante lembrar que você não tem controle sobre as escolhas dela. Esperar que ela “quebre a cara” ou se arrependa pode prender você em um lugar de espera que prolonga o sofrimento. Às vezes, o processo mais saudável é aceitar que o outro tomou um caminho diferente, mesmo que isso doa profundamente.
Buscar apoio psicológico pode ajudar muito neste momento. Um espaço de escuta pode te ajudar a atravessar o luto do relacionamento, reorganizar a vida familiar e tomar decisões com mais clareza e dignidade.
Você não está perdendo tudo. Seu casamento pode estar mudando, mas sua história, seu valor como pai e sua capacidade de reconstruir a vida continuam existindo. E esse processo não precisa ser enfrentado sozinho.
Pelo que você descreve, sua esposa parece ter passado por um processo interno de distanciamento que começou antes de você perceber, e hoje ela já se encontra em um ponto diferente do seu no processo de luto da relação. Enquanto você ainda está tentando compreender e salvar o casamento, ela parece já ter tomado uma decisão emocional sobre o vínculo. Isso não significa que o que vocês viveram não teve valor, mas mostra que, neste momento, vocês estão em lugares emocionais muito diferentes.
Quando apenas uma pessoa tenta sustentar a reconciliação, isso costuma gerar ainda mais sofrimento. Insistir continuamente pode acabar colocando você em uma posição de humilhação emocional, como ela mesma chegou a mencionar, e isso tende a desgastar ainda mais sua autoestima.
Amar alguém e, ao mesmo tempo, perceber que a relação pode não continuar é uma das experiências mais difíceis que existem. Nesse momento, talvez seja importante começar a deslocar o foco da pergunta “como fazer ela voltar?” para “como cuidar de mim e das minhas filhas diante dessa realidade?”. Independente do que aconteça entre vocês como casal, você continua sendo pai, e seu vínculo com suas filhas permanece.
Também é importante lembrar que você não tem controle sobre as escolhas dela. Esperar que ela “quebre a cara” ou se arrependa pode prender você em um lugar de espera que prolonga o sofrimento. Às vezes, o processo mais saudável é aceitar que o outro tomou um caminho diferente, mesmo que isso doa profundamente.
Buscar apoio psicológico pode ajudar muito neste momento. Um espaço de escuta pode te ajudar a atravessar o luto do relacionamento, reorganizar a vida familiar e tomar decisões com mais clareza e dignidade.
Você não está perdendo tudo. Seu casamento pode estar mudando, mas sua história, seu valor como pai e sua capacidade de reconstruir a vida continuam existindo. E esse processo não precisa ser enfrentado sozinho.
Especialistas
Perguntas relacionadas
- Sou casado a 11 anos tenho uma filha de 9 eu e minha esposa de 4 anos pra cá vivermos brigando por besteiras minhas eu acho por proibir ela de ir na rua com as amigas do trabalho comprar algo falar com a irmã dela que praticamente ela fala todos os dia e toda hora desconfiança e agora faz 21 dias que…
- Sou casada a 8 anos e venho pensando mto e observando meu casamento , chego a pensar que meu marido tem um pouco de possessividade . Ele é tímido ,tem vergonha de me elogiar , é mto nervoso ao ponto de eu ficar com medo de perguntar algo pra ele ou fazer algo que ele não goste , estes 8 anos ele nunca…
- Ola boa tarde, estou passando por uma crise no casamento minha esposa deixou de me amar a mais ou menos 6 meses, quando nossa relação começou a esfriar, ela se distanciou e e começou a me evitar, ficando mais fria e a o mesmo tempo mais estressada, temos 16 anos de casdos e uma filha de 15 anos e outra…
- Meu marido não me beija mais e principalmente na hora da relação não tem beijos. Pra mim é um balde de água fria. O tesão não é o mesmo ….. O que faço? As vezes cobro coisas básicas e me sinto mal
- Sou casada com um adicto em recuperação. A minha duvida é se o adicto nunca mais vai se interessar por sexo. Se a droga inibe o desejo, mesmo depois dele parar de usar drogas
- Eu e minha namorada somos bem diferentes em relação aos gostos, e ela todo fim de semana briga comigo porque não quero assistir as mesmas séries com ela. Eu gosto de fazer outro tipo de coisa, e mesmo ficando perto dela enquanto ela assiste ela só reclama e diz que eu tenho que assistir com ela e que…
- Ótimo dia a todos estamos casados a 29 anos, minha esposa estava se relacionando com outro a uns 4 meses e tudo foi confirmado inclusive por ele mesmo, o que devo fazer já que não estou certo da separação de imediato
- Poderia o mesmo psicólogo fazer a terapia individual dos membros de um casal ou afetaria a imparcialidade? Exemplo prático: minha esposa gostaria de fazer terapia no mesmo profissional que eu escolher para mim.
- Olá, estou atualmente tendo um problema sobre ciúmes, minha namorada é incrível, e adoro nossa relação, porém ela é amiga de um ex ficante que costuma mandar mensagens inconvenientes, e costuma visitar ela, ela diz que não tem nada com ele, porém eu fico com ciúmes, ela alegou que eu deveria confiar…
- Casada a um ano e meio, já nos relacionamos a 5 anos. Meu esposo sempre foi "casado com a mãe" sempre soube e começamos uma linda jornada juntos de evolução. Eu me doei muito para a relação, coloquei meu saco de cimento contra o saco de arroz dele. E caminhamos. Obviamente pesou. Fui a pessoa que desenvolveu…
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 154 perguntas sobre Terapia de Casal
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.