Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout )
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Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout ) ?
Na visão da psicanálise, sim — pessoas com funcionamento psíquico rígido tendem a ser mais vulneráveis ao esgotamento (burnout), embora a psicanálise não trate o burnout apenas como “excesso de trabalho”, e sim como um colapso da economia psíquica diante de exigências internas e externas contínuas.
Vou organizar a resposta por eixos, do jeito que a psicanálise costuma pensar
1. O que a psicanálise chama de “rigidez”?
Rigidez, para a psicanálise, não é só teimosia ou disciplina. Ela costuma aparecer como:
Superego muito severo (“tenho que dar conta”, “não posso falhar”);
Ideal do eu elevado demais (perfeccionismo, autoexigência constante);
Dificuldade de flexibilizar defesas (controle excessivo, racionalização);
Pouca tolerância à ambivalência (erro = fracasso total);
Identificação forte com o papel profissional (“eu sou o meu trabalho”);
Essa rigidez costuma funcionar, por muito tempo, como um mecanismo de sustentação narcísica — a pessoa se mantém de pé à custa de si mesma.
2. Por que isso aumenta o risco de burnout?
Porque o sujeito rígido tende a:
a) Não reconhecer limites;
O corpo e o afeto avisam, mas o ego rígido ignora os sinais:
cansaço,
irritabilidade,
desmotivação,
sintomas somáticos.
Na lógica inconsciente: parar é falhar.
b) Confundir valor pessoal com desempenho
O trabalho vira:
fonte de autoestima,
lugar de reconhecimento,
garantia de amor simbólico,
Quando algo falha ali, não é só uma tarefa que dá errado — é o eu que entra em colapso.
c) Não permitir regressão ou descanso psíquico.
A rigidez impede:
pedir ajuda,
errar,
descansar sem culpa,
ser “menos produtivo”,
A psicanálise diria que não há espaço para o prazer, só para o dever.
3. O burnout, para a psicanálise, não é “fraqueza”
Pelo contrário:
Muitas vezes o burnout aparece justamente em pessoas que foram:
responsáveis demais desde cedo,
elogiadas por “dar conta de tudo”,
parentificadas,
treinadas a funcionar, não a sentir.
O esgotamento surge quando as defesas rígidas deixam de dar conta.
Não é falta de força — é excesso de sustentação.
4. Diferença entre rigidez e resiliência (ponto-chave)
Rigidez,
Resiliência,
Controle,
Adaptação,
Superego punitivo,
Superego regulador,
“Tenho que aguentar”,
“Posso me ajustar”,
Quebra sob pressão,
Se reorganiza.
A psicanálise vê o burnout como quebra da rigidez, não como sua ausência.
5. E o tratamento psicanalítico olha pra onde?
A clínica não foca só no trabalho, mas em:
De onde vem essa autoexigência?
Quem o sujeito tenta satisfazer inconscientemente?
O medo de perder valor ao parar.
A dificuldade de desejar fora do dever.
O objetivo não é “produzir menos”, mas viver com menos tirania interna.
Em resumo
Sim, pessoas rígidas são mais propensas ao burnout na visão da psicanálise.
Porque sustentam o funcionamento psíquico por exigência interna extrema.
O esgotamento aparece quando o psiquismo não aguenta mais obedecer ao superego.
Estou disponível para agendamento de sessões, basta falar comigo ou marcar uma sessão comigo! A primeira conversa não cobro! Te aguardo!
Vou organizar a resposta por eixos, do jeito que a psicanálise costuma pensar
1. O que a psicanálise chama de “rigidez”?
Rigidez, para a psicanálise, não é só teimosia ou disciplina. Ela costuma aparecer como:
Superego muito severo (“tenho que dar conta”, “não posso falhar”);
Ideal do eu elevado demais (perfeccionismo, autoexigência constante);
Dificuldade de flexibilizar defesas (controle excessivo, racionalização);
Pouca tolerância à ambivalência (erro = fracasso total);
Identificação forte com o papel profissional (“eu sou o meu trabalho”);
Essa rigidez costuma funcionar, por muito tempo, como um mecanismo de sustentação narcísica — a pessoa se mantém de pé à custa de si mesma.
2. Por que isso aumenta o risco de burnout?
Porque o sujeito rígido tende a:
a) Não reconhecer limites;
O corpo e o afeto avisam, mas o ego rígido ignora os sinais:
cansaço,
irritabilidade,
desmotivação,
sintomas somáticos.
Na lógica inconsciente: parar é falhar.
b) Confundir valor pessoal com desempenho
O trabalho vira:
fonte de autoestima,
lugar de reconhecimento,
garantia de amor simbólico,
Quando algo falha ali, não é só uma tarefa que dá errado — é o eu que entra em colapso.
c) Não permitir regressão ou descanso psíquico.
A rigidez impede:
pedir ajuda,
errar,
descansar sem culpa,
ser “menos produtivo”,
A psicanálise diria que não há espaço para o prazer, só para o dever.
3. O burnout, para a psicanálise, não é “fraqueza”
Pelo contrário:
Muitas vezes o burnout aparece justamente em pessoas que foram:
responsáveis demais desde cedo,
elogiadas por “dar conta de tudo”,
parentificadas,
treinadas a funcionar, não a sentir.
O esgotamento surge quando as defesas rígidas deixam de dar conta.
Não é falta de força — é excesso de sustentação.
4. Diferença entre rigidez e resiliência (ponto-chave)
Rigidez,
Resiliência,
Controle,
Adaptação,
Superego punitivo,
Superego regulador,
“Tenho que aguentar”,
“Posso me ajustar”,
Quebra sob pressão,
Se reorganiza.
A psicanálise vê o burnout como quebra da rigidez, não como sua ausência.
5. E o tratamento psicanalítico olha pra onde?
A clínica não foca só no trabalho, mas em:
De onde vem essa autoexigência?
Quem o sujeito tenta satisfazer inconscientemente?
O medo de perder valor ao parar.
A dificuldade de desejar fora do dever.
O objetivo não é “produzir menos”, mas viver com menos tirania interna.
Em resumo
Sim, pessoas rígidas são mais propensas ao burnout na visão da psicanálise.
Porque sustentam o funcionamento psíquico por exigência interna extrema.
O esgotamento aparece quando o psiquismo não aguenta mais obedecer ao superego.
Estou disponível para agendamento de sessões, basta falar comigo ou marcar uma sessão comigo! A primeira conversa não cobro! Te aguardo!
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Sim, podem ser mais propensas.
A rigidez cognitiva pode aumentar o risco de Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout) porque está associada à dificuldade em flexibilizar demandas, ajustar expectativas e estabelecer limites. Pessoas mais rígidas tendem a manter padrões elevados de autocobrança, resistência a mudanças e dificuldade em delegar ou pedir apoio, o que favorece sobrecarga e desgaste emocional prolongado. Na psicoterapia, eu ajudo a identificar esses padrões e a desenvolver estratégias mais flexíveis e saudáveis para lidar com as exigências do trabalho, prevenindo o esgotamento.
A rigidez cognitiva pode aumentar o risco de Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout) porque está associada à dificuldade em flexibilizar demandas, ajustar expectativas e estabelecer limites. Pessoas mais rígidas tendem a manter padrões elevados de autocobrança, resistência a mudanças e dificuldade em delegar ou pedir apoio, o que favorece sobrecarga e desgaste emocional prolongado. Na psicoterapia, eu ajudo a identificar esses padrões e a desenvolver estratégias mais flexíveis e saudáveis para lidar com as exigências do trabalho, prevenindo o esgotamento.
Sim. Pessoas rígidas tendem a se cobrar excessivamente, ter dificuldade em flexibilizar expectativas e reconhecer limites, o que aumenta o risco de Burnout. Na psicoterapia, é possível compreender esses padrões e desenvolver maior flexibilidade emocional, prevenindo o esgotamento profissional.
Saiba mais em @elenirparo.psicologia.
Saiba mais em @elenirparo.psicologia.
Acho que uma cognição rígida deixa a pessoa mais propensa a qualquer cobrança.
O que importa aí é investigar as peças mentais que formam essa rigidez, e que inseguranças a alimenta.
A rigidez é uma forma de defesa. Muitas vezes uma estratégia ja ultrapassada.
O que importa aí é investigar as peças mentais que formam essa rigidez, e que inseguranças a alimenta.
A rigidez é uma forma de defesa. Muitas vezes uma estratégia ja ultrapassada.
Sim. Pessoas com rigidez cognitiva são mais propensas à Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout). A rigidez costuma vir acompanhada de perfeccionismo, autocobrança elevada, dificuldade de delegar, intolerância ao erro e resistência a mudanças. Esses padrões mantêm o sistema nervoso em estado de alerta contínuo, elevando o estresse e reduzindo a recuperação emocional.
No trabalho, a rigidez dificulta adaptação, negociação de limites e descanso psicológico, aumentando exaustão emocional, irritabilidade e queda de desempenho. Com o tempo, isso favorece o burnout.
A psicoterapia ajuda a identificar esses padrões, desenvolver flexibilidade cognitiva, regular emoções e construir limites saudáveis, prevenindo recaídas e promovendo sustentabilidade no trabalho. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
No trabalho, a rigidez dificulta adaptação, negociação de limites e descanso psicológico, aumentando exaustão emocional, irritabilidade e queda de desempenho. Com o tempo, isso favorece o burnout.
A psicoterapia ajuda a identificar esses padrões, desenvolver flexibilidade cognitiva, regular emoções e construir limites saudáveis, prevenindo recaídas e promovendo sustentabilidade no trabalho. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Pessoas mais rígidas tendem a exigir muito de si mesmas, ter dificuldade em descansar e flexibilizar limites, o que aumenta o risco de esgotamento. A dificuldade em se adaptar e em pedir ajuda contribui para o desenvolvimento do burnout.
Olá, tudo bem? Sim, rigidez é universalmente altamente associado ao declínio de saúde mental. Ou seja, qualquer esfera da vida (trabalho, pessoal, etc) experienciada com rigidez tende a maior sofrimento psíquico e emocional ao individuo. A saúde mental é altamente associada com flexibilidade.
Olá, pessoas rígidas de um modo geral são mais propensas ao esgotamento emocional por não estarem dispostos abrir mão de algo talvez seja importante pra não adoecer. Pra entender melhor a sua própria dinâmica, o ideal é que faça um processo de análise e assim ter mais autonimia para fazer as suas escolhas. Me coloco à disposição!
Pessoas com os tipos de personalidade suscetíveis ao estresse disfuncional são as que tentam controlar excessivamente as situações, tendem a ser competitivos(as) e esforçados(as); Tendem a responsabilização dos outros pelo sucesso ou fracasso em suas vidas; Envolvimento excessivo em suas atividades; Pessimismo, perfeccionismo, autocobrança, e alto nível de idealização e expectativas sobre profissão; Nível educacional mais elevado; A rigidez potencializa estas características uma vez que para o paciente a perspectiva de mudança é sempre muito dolorosa. A psicoterapia ajuda a rever a avaliação de frustração para as atividades diárias, o medo de errar, a régua muito alta. Ajuda o paciente a estabelecer limites, quais áreas da sua vida ou trabalho precisam de limites hoje? Quando respeitamos os nossos limites, passamos a respeitar os dos demais também, com um olhar mais empático e humanizado (Acordos, repensar o trabalho, a relação, flexibilizar rotinas, ter mais momentos para si, de auto cuidado).
Sim. Pessoas rígidas são mais propensas ao burnout, pois a autoexigência, o perfeccionismo e a dificuldade de flexibilizar limites aumentam a sobrecarga emocional. A psicologia ajuda a desenvolver flexibilidade psicológica, prevenindo o esgotamento.
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