Kamila Ferreira Marinho

Psicóloga · Mais sobre as especializações

Número de registro: CRP 07/ 24889 - RS

Experiência

Sou psicóloga, com formação em psicoterapia psicanalítica. A psicoterapia é um método que auxilia os pacientes através da palavra ajudando-os a compreender seus sintomas. 
Você não precisa estar com sintomas graves necessariamente para buscar psicoterapia, ainda que a maioria a busque em situações de sofrimento psíquico.
As primeiras sessões se tratam de uma avaliação buscando compreender as expectativas, a necessidade de manter o paciente em atendimento e a frequência.
mais Sobre mim

Abordagem terapêutica

Psicanálise

Experiência em:

  • Psicologia infantil

Serviços e preços

  • Consulta Psicologia


  • Primeira consulta psicologia


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  • Aconselhamento Psicológico


  • Apoio à amamentação


Consultório

Kamila Ferreira Marinho
Consultório particular

Rua Quinze de Janeiro, 373, Centro, Canoas 92010-300

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Disponibilidade

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Planos de saúde não aceitos

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3 opiniões

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  • Anônimo

    Pontos positivos
    Profissional responsável e atenciosa. Oferta de horários flexíveis e ambiente muito acolhedor. Recomendo tanto pela qualidade do atendimento, do ambiente e localização.

     • Consultório particular •  • 

  • Anônimo

    Pontos positivos
    Excelente atendimento é ótima localização da clínica.

     • • Terapia  • 

    Kamila Ferreira Marinho

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    paciente

    Pontos positivos
    Excelente profissional. Super recomendo.

     • • Psicóloga Clínica - Adultas  • 

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Dúvidas respondidas

3 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Quando estou em atendimentos psicológicos, sinto que o mundo pode ser compreensivo; quando saio, enc

Quando estou em atendimentos psicológicos, sinto que o mundo pode ser compreensivo; quando saio, encontro indiferença. Tenho medo de que a terapia esteja criando uma expectativa que a realidade não sustenta.

Porque o psicólogo me faz sentir acolhido e numa atmosfera e perspectiva de compreensão, reflexão, diálogo e atenção que não existe no mundo lá fora do consultório e das sessões? No mundo lá fora o que eu vejo são pessoas que não querem saber de mim e dos meus sentimentos. Sendo assim e isto constatado, porque o psicólogo faz parecer que o mundo é um lugar bom e fácil de encaixar e que é preciso ter amigos?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Kamila Ferreira Marinho

A terapia não deveria fazer parecer que o mundo é um lugar sempre acolhedor, compreensivo ou fácil de habitar. Se ela produz essa impressão, talvez seja importante inclusive levar essa sensação para a própria sessão.

O espaço terapêutico é diferente das relações cotidianas porque ele é construído justamente para que exista escuta, atenção e possibilidade de reflexão. Há um enquadre, um tempo reservado e um profissional cuja função naquele momento é escutar aquilo que você traz. Isso não significa que todas as relações fora dali funcionarão da mesma maneira.

Mas talvez a função da terapia também não seja preparar você para encontrar no mundo exatamente aquilo que encontra no consultório. Pode ser ajudá-lo a compreender melhor o que sente quando encontra indiferença, reconhecer quais relações são possíveis para você, perceber onde há ou não reciprocidade e construir recursos para lidar com uma realidade que, muitas vezes, realmente pode ser frustrante.

E ter amigos não deveria aparecer como uma obrigação ou como uma espécie de requisito para estar bem. A questão talvez seja menos “é preciso ter amigos?” e mais: que tipo de vínculo faz sentido para você? O que você espera de uma relação? O que acontece quando procura aproximação? E também o que significa, para você, sentir que as pessoas não querem saber de seus sentimentos?

Um psicólogo não precisa convencer alguém de que o mundo é bom. Talvez possa oferecer uma experiência na qual aquilo que é vivido tenha espaço para ser pensado, inclusive a percepção de que, muitas vezes, o mundo não oferece a compreensão que gostaríamos de encontrar.

E há algo importante nisso: experimentar acolhimento na terapia não precisa criar uma falsa expectativa sobre a realidade. Pode, ao contrário, permitir que você passe a reconhecer melhor quando existe cuidado verdadeiro fora dela, quando ele não existe e que tipo de relação deseja ou não sustentar.


O que eu faço quando não consigo viver angustiada com o toc? Tenho toc religioso e eu já fiz de tudo

O que eu faço quando não consigo viver angustiada com o toc? Tenho toc religioso e eu já fiz de tudo pra conseguir resolver, até tenho um posicionamento sobre e tô tentando não mexer no assunto que me angustia, mas fico com medo de não ser toc ou até ser mas eu ainda estar em risco quanto ao conteúdo, daí tudo até mesmo o mecanismos pra superar o toc eu duvido, pq pode ser que eu esteja fazendo errado e fico perdida na minha cabeça, parece que eu não tenho certeza de nada e ainda me cobro pra viver normal e sentir algum orgulho de mim, mas não consigo pq parece que eu não tô vivendo certo.

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Kamila Ferreira Marinho

Pelo que você descreve, parece que uma das coisas mais difíceis não é apenas o conteúdo que gera angústia, mas a necessidade de ter certeza sobre ele: certeza de que é TOC, de que você não está em risco, de que está lidando da maneira correta, de que não está cometendo algum erro.

E esse é um ponto importante, porque, em quadros de TOC, a própria busca por uma certeza definitiva pode acabar alimentando o ciclo. Quando uma dúvida parece finalmente respondida, outra pode surgir: “mas e se não for?”, “e se desta vez for diferente?”, “e se eu estiver usando a estratégia errada?”. Assim, a mente encontra uma nova maneira de reabrir aquilo que parecia resolvido.

Por isso, talvez o caminho não seja conseguir uma resposta que elimine completamente a dúvida, nem convencer-se de que determinado pensamento não oferece risco. É aprender, aos poucos e com acompanhamento adequado, a não precisar resolver cada dúvida que aparece.

No TOC religioso isso pode ser especialmente doloroso, porque as obsessões costumam tocar justamente em valores, crenças, culpa e medo de estar fazendo algo moralmente errado. Isso torna muito tentador analisar, conferir, pesquisar ou buscar garantias repetidamente.

Também me chama atenção o quanto você se cobra para “viver normalmente”, sentir orgulho de si e ter certeza de que está vivendo da maneira certa. Talvez essa cobrança esteja acrescentando uma segunda camada de sofrimento à angústia que você já sente.

Você não precisa solucionar isso sozinha dentro da sua cabeça. Vale procurar ou manter acompanhamento com um profissional que tenha experiência específica com TOC, para que seja possível diferenciar tratamento de novas formas de checagem e trabalhar justamente essa dificuldade de conviver com alguma incerteza.

E uma questão importante para levar para a terapia seria: “o que acontece comigo quando eu não consigo obter a certeza que estou procurando?”. Talvez seja aí que esteja uma parte importante do trabalho.


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