Eu gosto de ser a parte frágil e dominado pela parceira, mas vejo que muitas pessoas acham que eu nã

Eu gosto de ser a parte frágil e dominado pela parceira, mas vejo que muitas pessoas acham que eu não faço o meu "papel de homem" isso é normal?

42 respostas


Sim, é normal e absolutamente legítimo que você tenha esse tipo de preferência dentro de uma relação, desde que haja consentimento, respeito mútuo e bem-estar emocional. O que você descreve está relacionado a dinâmicas de afeto, identidade e desejo, que variam amplamente entre as pessoas. A ideia de que o homem deve ser sempre dominante ou emocionalmente invulnerável é uma norma social ultrapassada, sustentada por padrões culturais que desconsideram a diversidade emocional e relacional das pessoas. Do ponto de vista psicológico e neurocientífico, expressar vulnerabilidade e buscar segurança afetiva em papéis menos tradicionais não representa fraqueza, e sim autenticidade e maturidade emocional. Se isso te causa conflito interno ou medo de julgamento, a psicoterapia pode ajudar a fortalecer sua autoestima, desconstruir padrões rígidos de gênero e viver sua afetividade de forma mais livre e saudável. Você não está errado por ser quem é — pelo contrário, reconhecer suas necessidades emocionais é um sinal de autoconhecimento.

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Olá. Socialmente, há no imaginário das pessoas, que os homens precisam ser provedores, dominadores e fornecer proteção, e a mulher ter que se mostrar frágil/submissa e protegida, o que prejudica fortemente que os homens possam expressar suas vulnerabilidades e sentimentos. Não existe nada de errado em se mostrar frágil na relação com sua parceira. Se for algo que te afeta, converse com ela sobre esses pensamentos e sentimentos. Caso isso te traga intenso incomodo, sugiro que inicie um acompanhamento psicológico para cuidar dessas questões. Qualquer necessidade, estou à disposição. Se cuide!

Aghata Sousa Pereira

Aghata Sousa Pereira

Psicólogo

Belo Horizonte

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Olá! Sim, é normal e mais comum do que parece. Sentir prazer ou se identificar com um papel mais submisso ou frágil numa relação, inclusive sexualmente, não tem nada a ver com "deixar de ser homem" ou ser menos masculino. Isso faz parte da diversidade de expressões de desejo e identidade que cada pessoa tem. O problema está mais no peso das expectativas sociais essa ideia rígida de que o homem deve ser dominante, forte, o que "comanda". Esses estereótipos muitas vezes aprisionam e causam culpa, mas não refletem a complexidade das relações reais e saudáveis. Você não está errado por querer viver sua afetividade e sexualidade de um jeito que te faz bem. Se isso estiver te gerando insegurança ou conflito interno, conversar com um psicólogo pode ajudar muito. É um espaço seguro pra entender seus desejos, se aceitar mais e viver relacionamentos mais leves. Se quiser conversar sobre isso com acolhimento e orientação profissional, me chama. Podemos trabalhar isso juntos.


Normal o que as pessoas acham ou o seu gosto de ser dessa forma? Penso que para as duas perguntas podemos considerar que sim. A discussão social sobre o que é papel de homem e o que é papel de mulher está sempre presente... Um ponto norteador para sua pergunta é considerar que cada um vai construir ao longo de sua vida o seu modo de ser homem, de ser mulher, de ser o que faz sentido ser e diante desse modo de existir terá que encontrar uma forma de se situar nas parcerias amorosas. Portanto cuide das escolhas que dizem respeito somente a você...


Perfeitamente normal, cabe a cada pessoa encontrar seu jeito de estar no mundo e aquilo que lhe agrada. Independente da "norma" que os outros imponham.

Thomas Kehl

Thomas Kehl

Psicanalista

São Paulo

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Olá Pessoa querida! o que é normal, afinal? Se você sente que está feliz, tudo bem. talvez o que amigos estão lhe alertando é que você pode ter mais posicionamento e não ser tão submisso na relação. Mas isso não tem nada a ver com ser ou não ser homem. Há muitos preconceitos que impedem por exemplo, um homem de ser mais sensível fazer "coisas de mulher" como cuidar das pessoas ou mesmo limpar a casa, por exemplo. Com certeza há muitas formas de ser homem e ser mulher, o mais importante é como você sente o seu bem-estar e o bem-estar do casal. espero ter ajudado!


Na relação com a parceira é comum reproduzirmos algumas situações parecidas que aconteciam entre nossos pais ou cuidadores. Por exemplo, se temos uma mãe muito dominadora, podemos como criança, abafar nossa reação de confronto e passarmos a nos submetermos pelo medo, e essa postura tem grande possibilidade de continuar no nosso padrão de relacionamento. Ser a parte frágil pode se tornar ruim na relação com a parceira quando tanto um como o outro ficam insatisfeitos na relação. Se isso se torna um sofrimento ou se você acredita que vale a pena melhorar a qualidade do relacionamento, um psicólogo pode te ajudar.


Olá, nas relações podemos exercer papais ou funções que são mais adequadas de acordo com seu posicionamento psíquico . Não se trata de ser certo ou errado . Algumas pessoas são mais ativas e outras mais passivas . Se você ser passivo não atrapalha o seu relacionamento, não há com o que se preocupar.


Olá! Parabéns por procurar ajuda para sua questão. Não é fácil falar sobre algo tão íntimo, especialmente quando envolve julgamentos sociais. Gostar de estar em uma posição mais submissa ou frágil na relação não tem nada de errado. A intimidade é um espaço onde cada pessoa pode (e deve) se expressar de forma autêntica, desde que isso seja consensual e saudável para ambos. O que muitas vezes machuca é o peso das expectativas sociais sobre “o que é ser homem”, como se houvesse um único jeito certo de viver a masculinidade. Uma questão importante é como sua parceira vê e se sente nessa dinâmica com você? E como você mesmo se sente ao perceber esse descompasso entre o que gosta e o que a sociedade espera? Talvez valha a pena refletir sobre até que ponto esses julgamentos externos estão afetando sua autoestima e sua liberdade de ser quem você é. Um espaço terapêutico pode te ajudar muito a se fortalecer nessa escuta de si mesmo, sem se prender a rótulos. Se quiser conversar mais sobre isso, fico à disposição!


olá! não gosto de rotular o que é normal ou não. Prefiro usar o termo NATURAL. Provavelmente ao longo de sua vida você aprendeu a ser dominado. Isso faz sentido e te motiva. Se isso não ameaça seu relacionamento e não lhe traz nenhum incomodo não vejo motivo para mudança. Mas eu aconselho que conversemos para avaliarmos juntos os impactos que essas opiniões alheias trazem à sua saúde emocional. Vamos lá?


Boa noite. Então, difícil alguém te afirmar se é normal ou não porque o "normal" é muito relativo. A questão é: te faz bem ou mal ser assim? É saudável ou não pra vc? Afeta sua vida, dia a dia, seus comportamentos, sua relação? Vc gosta disso em vc, ou é algo que gostaria de entender e mudar?


Olá, Agradeço muito pela sua confiança em compartilhar algo tão íntimo e importante. A forma como você se sente e se expressa em uma relação tem um valor singular e é justamente essa singularidade que a psicanálise se propõe a acolher, escutar e respeitar. Na psicanálise, entendemos que cada sujeito se estrutura de maneira única em sua forma de desejar, amar, se relacionar e se colocar no mundo. O que você está sentindo, esse desejo de ser acolhido na sua fragilidade, de não precisar estar sempre no lugar do “forte” ou do “dominante”, não é algo “anormal”. Pelo contrário: é uma expressão legítima do seu desejo e da forma como você se constrói subjetivamente nas relações afetivas. A ideia de “papel de homem” que muitas vezes ouvimos no nosso dia a dia é uma construção social, carregada de expectativas e normas com base em uma estrutura patriarcalista que não necessariamente dizem respeito ao que realmente sentimos ou desejamos. Essas cobranças podem ser muito cruéis, pois nos colocam em conflito entre o que somos e o que esperam que sejamos. E esse conflito pode gerar sofrimento, culpa, vergonha, sentimentos que precisam ser escutados com cuidado. A psicanálise não parte de modelos prontos de como alguém "deve" ser. Pelo contrário, ela oferece um espaço para que você possa falar de si com liberdade, sem julgamentos, e ir descobrindo, pouco a pouco, o que faz sentido para você, e não para os outros. Por isso, se isso que você sente tem provocado incômodo ou te feito questionar seu lugar no mundo ou nos relacionamentos, talvez esse seja um bom momento para iniciar um processo terapêutico. Um espaço em que você possa falar com tranquilidade sobre suas dúvidas, seus desejos e o que te atravessa e, principalmente, ser escutado de verdade. Se você sentir que essa conversa pode se ampliar num percurso mais profundo, estou aqui para caminhar com você nessa escuta. Será um prazer acompanhar você nessa jornada de autoconhecimento e cuidado com sua história.


Olá. Não existe o "normal". Existe uma forma própria de agir. O como voce age e reage depende de muitos fatores que interferiram em sua criação, principalmente no papel desempendado pelos seus pais com você. E tudo bem. Você deve ter buscado em sua vida amorosa mulheres que desempenham esse papel de dominante devido justamente a essa sua caracteristica de desejar ser dominado. E essas mulheres dominantes também tiveram em suas criações um ambiente propicio para o serem. Portanto posso afirmar que isso que voce me diz é normal. O que não é normal é você questionar. Podem haver duvidas mais profundas em você que precisam de ajuda para serem reveladas e analisadas.

Paulo Cesar Francetto

Paulo Cesar Francetto

Psicólogo

São Caetano do Sul

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Sentir-se confortável em uma posição mais sensível ou menos dominante em uma relação não é, por si só, algo errado ou anormal. Cada pessoa tem formas diferentes de se relacionar e de expressar sua identidade emocional e afetiva. O problema geralmente não está naquilo que você sente, mas nas pressões externas e nos julgamentos que acabam provocando dúvidas e sofrimento. Vivemos em uma sociedade que ainda carrega muitas ideias rígidas sobre o que significa "ser homem" ou "ser mulher". Essas expectativas sociais podem gerar conflitos internos quando não se encaixam com a forma como alguém realmente se sente. Isso pode gerar culpa, vergonha ou sensação de inadequação, mesmo quando a vivência pessoal dentro da relação é positiva. É importante lembrar que os papéis em um relacionamento são construídos a partir da história de cada um, das experiências anteriores e dos acordos afetivos entre as pessoas envolvidas — e não de regras externas ou pré-estabelecidas. Quando esses papéis são vividos com consentimento, respeito mútuo e bem-estar, não há certo ou errado. Muitas vezes, trabalhar esses sentimentos com alguém especializado pode ajudar a compreender melhor as próprias escolhas, fortalecer a autoestima e diferenciar o que vem de dentro do que foi aprendido ou imposto de fora. Entender isso pode ser um passo importante para viver seus relacionamentos com mais autenticidade e menos culpa.


Olá! Ah, o peso dos papéis... Como se a vida coubesse em scripts prontos. O que você associa ao "ser homem"? Talvez haja aí uma armadilha, uma expectativa que não é sua, mas do Outro. O desejo tem suas voltas, seus caminhos obscuros – e não pede licença para existir. Se na sua travessia há um gozo em se entregar, em se deixar conduzir, quem pode dizer que isso não é seu? O problema não está no que você sente, mas no que os outros projetam como "certo". A fragilidade, quando assumida, pode ser um ato de coragem. Não se trata de cumprir um papel, mas de elaborar seu próprio lugar no laço amoroso. O que move você nessa dinâmica? O que ecoa em você quando se entrega? O normal é uma ficção. O real é o seu desejo – e ele não segue manuais.


Olá, bom dia, tudo bem? Muitas críticas sobre “não fazer o papel de homem” estão enraizadas em ideias tradicionais e estereotipadas sobre masculinidade. Essas visões podem limitar a liberdade das pessoas de explorar sua sexualidade e seus desejos. É importante reconhecer que esses padrões culturais são construções sociais e podem mudar com o tempo. Muitas vezes, críticas externas podem afetar a autoestima, especialmente quando elas se baseiam em ideias limitadas e preconceituosas. Apoiar a pessoa para que ela compreenda que sua forma de expressão é válida e que ela está explorando aspectos de sua identidade de forma consciente pode ser um caminho para fortalecer sua autoconfiança. Se precisar falar em terapia, estou à disposição.


Oi! O conceito do que é "normal" não é absoluto. Logo, você poderia pensar a situação para além deste julgamento prévio. Talvez fosse interessante você poder expressar o que pensa (sobre o assunto que levantou) para um psicólogo, que está treinado a te dar uma escuta clínica, acolhedora, sem julgamento. O que é e como é, para você, ser a parte "frágil" e "dominada" pela parceira? Do que está falando, especificamente? O que tudo isso representa para você? A quem você está se referindo quando diz "muitas pessoas"? Qual é o "papel de homem"? São perguntas necessárias para investigar a situação, criando um espaço de reflexão, um movimento dentro de opiniões, crenças, vereditos, que estamos constantemente criando dentro de nossa maneira de pensar, perceber e enxergar as coisas, e que podem estar nos incomodando e nos causando prejuízos, que podem estar pouco permeáveis ao questionamento e à mudança... Venha usufruir de um tempo e espaço, sem julgamento e com sigilo, onde poderemos investigar mais profundamente o que te faz, por exemplo, ficar incomodado com que as "muitas pessoas" acham.... Marque uma consulta, será muito bem-vindo(a)! Fico à disposição!

Arthur Emilio Ceratti

Arthur Emilio Ceratti

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Boa noite!! O que você compartilhou é muito intimo e valioso, e mostra sua honestidade emocional, raro nos dias de hoje. A verdade é que não existe um papel de homem universal. O que existe é uma sociedade que por séculos tentou colocar todo mundo em moldes estreitos sobre o que é ser homem de verdade, muitas vezes, baseados em dureza, dominação e silencio emocional. Vc gostar de se entregar e ser dominado faz você um homem consciente de si, de seus desejos, das dinâmicas que trazem prazer e conexão. A sua vulnerabilidade, quando escolhida de uma forma de confiança junto com a sua parceira significa maturidade emocional entre vcs. Quem dita sua masculinidade é você não a expectativa dos outros.


É completamente normal ter preferências e inclinações pessoais que não se encaixam nos estereótipos tradicionais de gênero ou nas expectativas que a sociedade impõe sobre o "papel de homem" em um relacionamento. Cada pessoa tem suas próprias dinâmicas e formas de se relacionar, e isso pode incluir gostar de ser mais vulnerável ou assumir um papel mais submisso em determinados contextos íntimos. A sociedade muitas vezes coloca pressões sobre como os homens e mulheres devem se comportar, especialmente em relacionamentos, e essas pressões podem gerar um desconforto ou até uma sensação de inadequação para quem não se encaixa nos padrões esperados. Porém, o que é importante é que você se sinta confortável e autêntico no seu relacionamento, respeitando suas próprias necessidades e desejos. O desejo de ser a parte mais frágil ou dominada pode refletir uma busca por experiências de entrega e confiança, onde você possa ser cuidado ou sentir que está em um espaço seguro. Isso não diminui sua masculinidade ou valor como homem. A forma como você se relaciona com sua parceira e como as dinâmicas do seu relacionamento funcionam deve ser uma escolha conjunta e consensual entre ambos. Se as opiniões de outras pessoas estão gerando desconforto em você, pode ser útil refletir sobre o que essas opiniões representam e se elas realmente têm impacto em sua vida ou no relacionamento que você tem com sua parceira. Buscar a aceitação de si mesmo e viver de forma autêntica é fundamental para a saúde emocional e para a qualidade das suas relações. Em caso de dificuldade para lidar com esses sentimentos ou se a pressão externa estiver afetando sua autoestima, procurar um profissional para conversar sobre isso pode ser um caminho para explorar mais profundamente seus sentimentos e encontrar maneiras de se sentir bem consigo mesmo.


Seria importante você fazer terapia para identificar o que te faz feliz e como desenvolver uma relação saudável. Isso é mais importante do que a opinião de outras pessoas sobre o que é " normal".


Isso que você sente é totalmente normal — e, mais do que isso, é válido e legítimo. A ideia de que o homem sempre precisa ser dominante, forte e no controle vem de uma construção social antiga e limitada do que é "ser homem". Mas a verdade é que masculinidade não é uma caixinha com regras fixas. Você gostar de ser a parte mais submissa ou frágil em uma relação não te torna menos homem, te torna alguém que conhece seus desejos e está disposto a viver experiências autênticas. E isso é uma baita demonstração de autoconhecimento e coragem, especialmente num mundo que ainda julga muito essas coisas. A pressão que você sente de "não estar fazendo o papel de homem" vem dessas expectativas sociais ultrapassadas — mas essas expectativas não definem quem você é, nem o valor que você tem. Quer saber? A sua masculinidade é sua. E ela pode incluir vulnerabilidade, entrega, e o tipo de dinâmica afetiva ou sexual que te faz feliz — desde que tudo seja consensual e respeitoso. Se quiser conversar mais sobre isso, ou se tem dúvidas sobre como lidar com essa pressão externa, tô aqui . Você já tá fazendo um baita trabalho só de refletir sobre isso.

Dra. Aline Lana

Dra. Aline Lana

Psicólogo

Belo Horizonte

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Bom, ser frágil, ser dominado, ou seja qual for seu gosto, isso se trata de uma preferência particular, que não está necessariamente atrelada a algum gênero. Se isso funciona entre você e sua parceira, ninguém melhor que vocês dois para dizer. O que entendemos como normal pode variar dependendo da nossa cultura, valores, criação e assim por diante. O papel do homem é algo difícil de definir, pois este é uma construção social e que se muda constantemente. Uma vez que não nascemos com um papel definido e sim nos tornamos algo, isso tem o potencial de chocar com a percepção de outras pessoas, que podem ter as mais diversas reações. Além do mais, um homem pode desempenhar vários papeis, sem se prender a apenas um. Se quiser conversar sobre papeis, relacionamento, impactos do que acham ou demais assuntos, fico à disposição.


Olá! O que seria papel de homem?


É importante que você considere o que faz sentido para você na relação, respeitando suas próprias necessidades e desejos. Cada pessoa tem diferentes formas de se expressar em um relacionamento, e o que é considerado "papel" de alguém pode variar bastante. O que realmente importa é que ambos se sintam confortáveis e satisfeitos com a dinâmica que estabelecem juntos. Se esse desejo de ser dominado faz sentido para você, é importante que você também converse com sua parceira sobre isso, para que ela entenda suas necessidades e vocês possam encontrar uma forma de equilíbrio que seja saudável para ambos. A comunicação aberta é essencial para garantir que ambos se sintam respeitados e felizes no relacionamento.


O que você está sentindo é absolutamente válido. Cada pessoa tem suas preferências e formas de se relacionar, e isso não diminui em nada o seu valor ou masculinidade. O importante é que essas dinâmicas aconteçam de forma consensual, saudável e respeitosa. Os papéis tradicionais de gênero muitas vezes limitam a liberdade emocional, mas você tem o direito de viver seus relacionamentos de forma autêntica.


Há uma construção cultural histórica do que é ser homem e mulher, mas ao longo dos anos e hoje principalmente isso vem mudando e se questionando (embora na história sempre existiram pessoas que não se enquadravam ao padrão imposto). Há mais espaço para cada um ser como se sente bem e desempenhar seu papel de gênero e sexualidade, se respeitando e respeitando seu desejo e de bem existir. Um trabalho de análise ajudaria a entender relação com o outro, em se desligar um tanto para acolher o que é e quer, decidindo por si e não pelo que outros podem achar.


O que seria ser homem? Acho que é uma importante pergunta a se fazer, visto que "papel de homem" é uma construção social. Isso é algo que afeta a sua relação em si? Talvez uma conversa com a sua parceira possa ser uma forma de pensarem sobre os papeis desempenhados dentro de uma relação. E essas outras pessoas? Por que o que elas dizem tem feito você questionar se é normal ou não ser frágil? Caso, seja dificil olhar para essas questões, um processo de análise ou terapia, pode ser uma forma de trabalha-las.


É absolutamente normal ter preferências e dinâmicas afetivas que fogem do que a sociedade tradicionalmente espera — especialmente quando falamos sobre papéis de gênero. A ideia de que o homem precisa ser sempre forte, controlador e emocionalmente contido é uma construção cultural, e não uma regra natural ou saudável. Gostar de se mostrar vulnerável, frágil ou de estar em uma posição mais receptiva dentro da relação não diminui em nada o seu valor ou a sua masculinidade. Pelo contrário: ser capaz de reconhecer essas partes em si mesmo é sinal de autoconhecimento e maturidade emocional. Cada relação é única, e o mais importante é que ela seja baseada em respeito, consentimento e bem-estar mútuo. Se a dinâmica funciona para vocês dois e é vivida com autenticidade, não há por que se envergonhar ou se sentir inadequado. A não ser que essa dinâmica se torne disfuncional — Isso pode acontecer, por exemplo, quando um dos dois perde sua autonomia, quando há submissão forçada, desequilíbrio de poder sem diálogo, sofrimento emocional constante ou quando essa fragilidade é usada como forma de escapar de responsabilidades ou evitar enfrentamentos importantes na relação. Nestes casos, a dinâmica deixa de ser algo saudável e consensual, e pode gerar dor, confusão ou dependência emocional.


"Papel de homem" acaba sendo algo que a gente recebe do externo. É algo ditado pela sociedade e que funciona como uma castração da nossa autenticidade. O importante nessa situação é que as duas partes do casal estejam de acordo com os combinados. Se para você e para sua parceira está tudo bem em seguir dessa forma e é de comum acordo, não há nada de anormal. Enquanto for consensual para os dois, está tudo bem. Talvez o que precise ser visto e considerado é, na verdade, essa insegurança de bancar o que você realmente gostaria de fazer. Se fortalecer para continuar decidindo por si mesmo sem deixar o externo afetar totalmente nas suas decisões é o que talvez precise ser trabalhado e elaborado por você. A terapia pode ajudar nisso também.

Dra. Mariana Mello

Dra. Mariana Mello

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Sim, o que você descreve é normal, é uma expressão legítima da sua identidade e das suas preferências dentro das relações afetivas e sexuais. Não existe um único “papel de homem” que deva ser seguido. A ideia de que os homens devem ser sempre dominantes, invulneráveis ou emocionalmente contidos é uma construção social baseada em normas de gênero rígidas, que são prejudiciais tanto para os homens quanto para os parceiros. A liberdade de ser quem você é deve sempre vir acima das tentativas dos outros de ditar como você “deveria” ser por causa do seu gênero.


Olá! Seja que a sua pergunta de ser normal se refere a sua preferência ou ao que as pessoas acham, talvez o começo da sua reflexão deveria ser com: o que é normal para você? A sua normalidade lhe traz sofrimento? Caso não, nem deveria pensar mais sobre, caso sim, valha a pena aprofundar o porquê do desconforto em não se enquadrar. A normalidade é uma ficção, o saudável é cada um ter a sua, de uma forma que não agrida o outro e tampouco a si mesmo. O tratamento psicológico ajuda ter clareza, fortalecendo autenticidade do paciente.


Sim, é absolutamente normal — e mais do que isso: é legítimo você desejar se expressar emocional e afetivamente dessa forma em seus relacionamentos. O que você descreve pode estar relacionado a dinâmicas afetivas e sexuais que envolvem vulnerabilidade, entrega e confiança, e isso não diminui em nada seu valor ou identidade como homem. O incômodo que você sente vem, provavelmente, de um conflito com expectativas sociais sobre como um “homem deve ser”. Durante muito tempo, fomos ensinados que homens precisam ser fortes, racionais, dominantes e nunca demonstrar fragilidade — mas essas ideias são estereótipos de masculinidade que não representam a complexidade real das emoções humanas. Na psicologia comportamental, a questão importante é: sua forma de se relacionar traz bem-estar, afeto, conexão e respeito mútuo? Se sim, ela é válida e saudável. O mais importante é que você esteja em relacionamentos nos quais possa ser você mesmo, sem medo de julgamento ou repressão. Permitir-se ser vulnerável não te enfraquece — te humaniza. Se essas dúvidas têm gerado sofrimento ou impacto na autoestima, a psicoterapia pode ser um espaço seguro para você refletir sobre isso, construir segurança emocional e lidar com os preconceitos externos sem deixar de ser quem você é.


Olá, como tem passado? Parece que o olhar social tem pesado bastante nesse enigma em torno do que seria o homem ideal, tão ideal que não existe. Muitas vezes, o desejo de ser dominado é também o desejo de algo a mais, diferente dessa posição de autoridade e imponência que é cobrada a todo momento. A terapia pode ser o lugar onde esse desejo pode ser escutado sem culpa, sem rótulo, sem vergonha. Porque mais importante do que o que o outro pensa é o que seu desejo te ensina sobre quem você é para além do que esperam que você seja. Fico à disposição

Cirano Araújo

Cirano Araújo

Psicólogo

Belo Horizonte

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O "papel de homem" é uma construção social e sua concepção mudou muito recentemente. É interessante você repensar o que seria este papel e como é a relação com a sua parceira. Não há problema em demonstrar sentimentos e fragilidade, pois a visão de que os homens são o "chefe da família" e o "provedor" vem mudando muito. Cada relacionamento possui sua própria dinâmica e é fundamental ter uma conversa com sua parceira sobre como vocês lidarão com as responsabilidades.


O que você traz é algo bastante legítimo e, na verdade, mais comum do que se imagina. As preferências dentro de uma relação, inclusive no campo emocional e afetivo, fazem parte da individualidade de cada pessoa e não estão diretamente ligadas a padrões fixos de gênero. A ideia de que o homem “precisa” ser sempre forte, dominante ou ter um certo tipo de postura vem de construções sociais e culturais que, muitas vezes, geram sofrimento, insegurança e até culpa quando alguém não se encaixa nesses moldes. Mas é importante lembrar que cada pessoa tem seu jeito de se relacionar, e não há certo ou errado quando isso acontece de forma consensual, saudável e respeitosa. O fato de você gostar de estar em uma posição mais acolhida, mais frágil ou até de se deixar ser cuidado pela parceira não diminui seu valor, sua masculinidade ou quem você é. Pelo contrário, demonstra autenticidade e coragem de viver seus desejos e necessidades emocionais de forma honesta. Se esse conflito interno te gera sofrimento, pode ser muito valioso explorar isso na psicoterapia, para fortalecer sua autoestima, desconstruir esses padrões impostos e entender que seu jeito de ser é absolutamente válido. Caso faça sentido para você, estou à disposição para te acompanhar nesse processo de autoconhecimento e aceitação.


É totalmente normal você gostar de ser a parte mais frágil e dominada pela sua parceira em um relacionamento. O que não é normal é a pressão social e as expectativas antiquadas sobre o que significa "fazer o papel de homem". Vamos desmistificar isso: Ninguém define seu "papel de homem" por você A ideia de um "papel de homem" rígido é uma construção social antiga, que associa masculinidade a características como força inabalável, dominação, controle e ausência de fragilidade. Essa visão é limitada, irrealista e prejudicial. A verdade é que a masculinidade é diversa e complexa. Ser homem não significa ter que se encaixar em um molde único. Você não é menos homem por ter preferências ou desejos que fogem a essas normas. Pelo contrário, ser autêntico em quem você é e no que te faz feliz é um sinal de força. O que importa é o consentimento e a felicidade a dois No contexto de um relacionamento, o que realmente importa é que você e sua parceira estejam em sintonia, com consentimento mútuo e felizes com a dinâmica que construíram. Se ambos se sentem confortáveis, satisfeitos e realizados com você sendo a parte mais frágil e dominada, isso é tudo o que importa. Essa dinâmica, inclusive, é bastante comum e explorada em diversas formas de relacionamento e intimidade, como o BDSM (Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo), onde a troca de papéis de dominador e submisso é central e praticada com consentimento e segurança. Mesmo fora desse contexto, muitas pessoas em relacionamentos tradicionais encontram prazer e satisfação em dinâmicas onde um dos parceiros assume um papel mais de cuidado ou liderança e o outro se permite ser mais receptivo. Por que as pessoas julgam? As pessoas que criticam seu estilo de relacionamento geralmente o fazem por ignorância, preconceito ou por estarem presas a essas mesmas expectativas sociais ultrapassadas. Elas podem: Não entender a diversidade dos relacionamentos: Acreditam que existe apenas uma forma "certa" de amar e se relacionar. Ser influenciadas por estereótipos de gênero: Assumem que homens devem ser sempre "fortes" e "no controle" e que qualquer desvio disso é "errado". Ter suas próprias inseguranças: Às vezes, o julgamento vem de pessoas que não se permitem explorar suas próprias preferências por medo do que os outros vão pensar. Sua felicidade é sua prioridade Não deixe que a opinião de terceiros dite como você deve viver seu relacionamento ou quem você deve ser. Sua vida pessoal e sua intimidade com sua parceira são assuntos de vocês dois. O importante é que a relação seja saudável, respeitosa e que traga prazer e satisfação para ambos. Fique tranquilo, suas preferências são válidas e fazem parte da sua individualidade. Você não está "deixando de fazer seu papel de homem" por ser quem você é e buscar o que te faz feliz no amor. Se você está confortável com isso e sua parceira também, está tudo certo. O que importa é a autenticidade e a felicidade do casal. Você já conversou abertamente com sua parceira sobre o que você sente e o que ela sente sobre essa dinâmica?


A principal pergunta a se fazer nesse caso seria: o que de fato incomoda você em toda essa situação? Pelo que você disse, ser "a parte mais fragil e dominado" é algo que gera satisfação. No que isso prejudica você ou sua parceira ou qualquer outra pessoa? Se não há ninguém prejudicado, o ponto aqui talvez seja a opnião das pessoas. As relações amorosas, como qualquer relação, são muito dinâmicas e um casal tem suas questões e modos de funcionar muito particulares e na maioria das vezes não tem nada a ver com ninguém externo à relação. Tem a ver apenas com quem compõe essa relação. Se o que os outros pensam ou dizem começar a atrapalhar sua vida ou causar angústia em você, seria interessante iniciar um processo de psicoterapia para entender o porquê disso estar gerando essa angústia. Esse processo poderia te levar a questões ainda mais profundas que não estão no radas.


Olá. É normal, no sentido de comum, que as pessoas tenham opiniões sobre nossa vida e sobre o que consideram papéis ou expectativas. Se isso está te trazendo insegurança, pode ser importante investigar o que essa situação significa para você e como você se sente diante disso, para então encontrar suas próprias respostas. A psicoterapia pode ser um espaço para essa exploração.

Gisele Rodrigues

Gisele Rodrigues

Psicólogo

Florianópolis

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Olá, sim é normal as pessoas falarem isso, pois vivemos em uma sociedade machista na qual o "lugar de homem" é o de dominação. Não existe nenhum problema em se colocar nessa condição mais passiva, a menos que a relação lhe provoque sofrimento. No mais, deixa os outros com a opinião deles.


Sim, é normal. Gostar de ser mais vulnerável, frágil ou assumir uma posição mais submissa na dinâmica do relacionamento não define seu valor nem seu “papel de homem”. Papéis de gênero são construções sociais, e cada casal pode construir a própria dinâmica de forma saudável e consensual. O mais importante é que essa preferência seja vivida com respeito, equilíbrio e acordo entre ambos e não a partir de pressão externa ou culpa.


Sim, isso pode ser considerado uma variação normal das preferências relacionais e da forma como cada pessoa vivencia sua identidade e seus vínculos. Não existe uma única maneira correta de ser homem ou de se relacionar. Muitas expectativas sobre o que seria o 'papel do homem' são influenciadas por fatores culturais e sociais, e nem sempre refletem a diversidade das experiências humanas. O mais importante é que a dinâmica do relacionamento seja consensual, respeitosa e satisfatória para ambas as pessoas. Caso essas questões gerem sofrimento ou conflitos internos, o acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender melhor seus sentimentos e valores pessoais.


Olá! Sim, isso pode ser considerado uma variação normal das preferências e da forma como cada pessoa vivencia seus relacionamentos. Não existe uma única maneira "correta" de ser homem ou de se comportar em uma relação afetiva. Pelo que você descreve, o que parece gerar sofrimento não é exatamente a sua preferência, mas a sensação de que ela entra em conflito com as expectativas que outras pessoas têm sobre o que seria o "papel de um homem". Essas expectativas costumam ser influenciadas por normas culturais e sociais, que variam ao longo do tempo e entre diferentes grupos. O mais importante é que a dinâmica do relacionamento seja construída com respeito, consentimento, diálogo e bem-estar para ambos. Se a forma como vocês se relacionam é saudável e não envolve violência ou coerção, o fato de você preferir uma parceira com uma postura mais dominante não significa, por si só, que exista algum problema psicológico. Por outro lado, se essa preferência vier acompanhada de sofrimento intenso, culpa, vergonha ou dificuldade para estabelecer relacionamentos saudáveis, pode ser interessante conversar com um psicólogo. A terapia pode ajudá-lo a compreender melhor sua história, seus valores e a desenvolver uma relação mais tranquila consigo mesmo, sem a necessidade de corresponder a padrões impostos pelos outros. Em última análise, o que costuma definir a qualidade de um relacionamento não é quem assume um papel mais dominante ou mais vulnerável, mas a existência de respeito mútuo, confiança e liberdade para que ambos possam ser quem são. Espero ter ajudado. Rodrigo Vieira Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)

Rodrigo  Vieira

Rodrigo Vieira

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.