Perguntas do paciente (164)

  • Como a TCC pode ajudar um jogador de futebol a perder e lidar com o medo de errar, pressão da torcid

    Como a TCC pode ajudar um jogador de futebol a perder e lidar com o medo de errar, pressão da torcida, medo de ser criticado, medo de ser julgado, necessidade de agradar a todos, e o medo de jogar contra times e campeonatos grandes? Quando o atleta aprende a perder e lidar com esses medos, o desempenho e a performance sobe muito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Tudo bem? Seja muito bem-vindo(a)! Fico feliz pelo seu contato e por você ter buscado entender melhor como a psicoterapia pode contribuir nesse momento. No esporte, especialmente no futebol, a parte emocional pode ter um impacto muito importante na forma como o atleta vivencia os treinos, os jogos e, principalmente, situações de maior pressão.

    A TCC pode ajudar bastante um jogador de futebol nesse tipo de situação, porque trabalha justamente a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos que podem acabar interferindo no desempenho.

    Podemos trabalhar pensamentos como “não posso errar”, “vão me criticar”, “preciso agradar todo mundo”, “se eu perder vou decepcionar” ou “não estou preparado para enfrentar um time grande”. A proposta não é fazer com que o atleta nunca mais sinta medo ou ansiedade, mas ajudá-lo a desenvolver recursos para lidar com essas emoções sem que elas passem a comandar sua atuação.

    Também podemos trabalhar o medo de errar, a pressão da torcida, a preocupação excessiva com julgamentos, a autocrítica depois de uma falha e a ansiedade diante de jogos e campeonatos de maior importância. Um dos pontos importantes é aprender a direcionar a atenção para aquilo que está sob seu controle, em vez de ficar excessivamente focado no resultado ou na avaliação das outras pessoas.

    E sim, aprender a lidar melhor com o erro, com a frustração e com a pressão pode favorecer bastante o desempenho. Quando o atleta não está tão preso ao medo de falhar ou à necessidade de corresponder às expectativas, ele pode ter mais liberdade para tomar decisões, confiar no próprio treinamento e se manter presente durante o jogo. A terapia, porém, não tem como objetivo simplesmente aumentar a performance, mas desenvolver recursos psicológicos que também ajudam o atleta a atravessar momentos difíceis de forma mais equilibrada.

    Esse é um trabalho que podemos fazer de maneira bastante direcionada à realidade do futebol e às situações que você vivencia. Se você sentir que esse é um momento em que gostaria de trabalhar essas questões com mais profundidade, ficarei muito feliz em te acompanhar nesse processo. Podemos conversar e entender juntos como a terapia pode contribuir para você.


  • Como a TCC trabalha a baixa autoestima e a autoimagem negativa de si, já que a autoimagem é imutável?

    Como a TCC trabalha a baixa autoestima e a autoimagem negativa de si, já que a autoimagem é imutável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Seja muito bem-vindo(a).Fico feliz pelo seu interesse em compreender melhor como a TCC pode ajudar nesse processo.
    Na TCC, a baixa autoestima e a autoimagem negativa são trabalhadas justamente a partir da compreensão de que a forma como nos percebemos não é necessariamente fixa ou imutável. Muitas vezes, construímos uma visão negativa sobre nós mesmos a partir de experiências, críticas, comparações, rejeições e interpretações que foram se fortalecendo ao longo da vida.
    O trabalho terapêutico envolve identificar esses padrões de pensamento e a maneira como eles influenciam sentimentos e comportamentos. Por exemplo, uma pessoa pode ter desenvolvido a crença de que “não sou boa o suficiente” e, a partir disso, interpretar situações cotidianas sempre de uma maneira que confirme essa percepção. Na terapia, buscamos compreender esse funcionamento, avaliar essas interpretações de forma mais realista e construir uma relação consigo mesmo mais equilibrada.
    Além dos pensamentos, a TCC também trabalha os comportamentos que mantêm a baixa autoestima, como evitar situações, buscar excessivamente a aprovação dos outros, se comparar constantemente ou desvalorizar as próprias conquistas. Portanto, não se trata simplesmente de “pensar positivo”, mas de desenvolver uma percepção de si mais coerente, flexível e baseada em evidências.
    Se você se identifica com isso, podemos conversar melhor sobre o que tem contribuído para essa percepção negativa de si e sobre como podemos trabalhar essas questões em terapia. Será um prazer te acompanhar nesse processo.


  • É possível termos sentimentos ou sensações que não queremos ter? Ontem eu estava acordando, ainda c

    É possível termos sentimentos ou sensações que não queremos ter?

    Ontem eu estava acordando, ainda com muito sono, em tinha aberto os olhos ainda, quando do nada me veio na cabeça um cara que um dia gostei e sorri. Assim que abri os olhos, pensei: “Ué, mas eu nem gosto mais dele. Essa pessoa me fez passar por coisas ruins, então por que eu tive essa reação?”

    Passei o dia remoendo isso e me sentindo culpada, porque eu sei que não gosto mais dele e não quero voltar a ficar com ele. Mas aquele momento me fez questionar se uma reação espontânea pode significar alguma coisa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Seja muito bem-vinda por aqui. Sua pergunta é bastante pertinente, e situações como essa podem realmente gerar confusão, principalmente quando uma reação espontânea parece não combinar com aquilo que pensamos ou escolhemos conscientemente.

    Sim, é possível termos sentimentos, pensamentos ou sensações que não escolhemos e que, inclusive, não representam necessariamente aquilo que queremos ou decidimos para a nossa vida. Uma reação automática, como sorrir ao lembrar de alguém, não significa, por si só, que você ainda goste dessa pessoa, que queira voltar para ela ou que exista algum desejo por trás daquele momento.

    Nosso cérebro pode evocar lembranças e produzir respostas emocionais de maneira muito rápida, antes mesmo de conseguirmos interpretar o que aconteceu. O mais importante é não transformar uma reação isolada em uma conclusão sobre o que você sente ou deseja. Muitas vezes, o sofrimento aparece justamente quando começamos a analisar excessivamente aquela reação: “Se eu sorri, então isso significa que ainda gosto?”, “Será que estou escondendo alguma coisa de mim mesma?”. E esse processo pode acabar aumentando a culpa e a dúvida.

    Na terapia, podemos trabalhar justamente essa relação com pensamentos, emoções e reações espontâneas, entendendo o que está acontecendo sem precisar atribuir um significado definitivo a cada experiência interna.

    Se você quiser compreender melhor esse episódio e, principalmente, por que ele acabou ocupando tanto espaço ao longo do seu dia, será um prazer te acompanhar nesse processo. Caso faça sentido para você, podemos conversar e iniciar a terapia juntas.


  • Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou u

    Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou um pouco de lado emocionalmente e acredito que isso me bloqueia de me priorizar mais, sinto que tenho que tirar força negativa de dentro de mim pra tentar me priorizar e tenho uma crença de que acho que seria muito egoísta da minha parte ao me colocar em primeiro lugar. Como se trabalha isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Seja muito bem-vindo(a)! Fico feliz que você tenha trazido uma questão importante e que, pelo que descreve, já vem sendo percebida com bastante reflexão.
    Essa dificuldade de se priorizar pode estar relacionada a aprendizados construídos ao longo da vida, especialmente quando as próprias necessidades emocionais não foram suficientemente reconhecidas ou valorizadas. Com o tempo, é possível desenvolver a ideia de que cuidar de si, estabelecer limites ou colocar os próprios desejos em primeiro lugar significa ser egoísta, quando, na realidade, priorizar-se não precisa significar deixar de considerar as outras pessoas.
    Na terapia, podemos trabalhar justamente essas crenças e padrões, entendendo de onde eles vêm, como aparecem atualmente e o que faz com que você tenha dificuldade de reconhecer e atender às próprias necessidades. Também podemos desenvolver formas mais saudáveis de estabelecer prioridades, colocar limites e se permitir fazer coisas que sejam importantes e prazerosas para você, sem que isso venha acompanhado de tanta culpa.
    É um processo de construção de uma relação mais saudável consigo mesmo(a), e não simplesmente de “tirar uma força negativa” de dentro. Podemos olhar para isso com cuidado e de forma individualizada, respeitando o seu momento e a sua história.
    Se você sentir que esse é um momento em que gostaria de começar a olhar para essas questões com mais profundidade, será um prazer te acompanhar nesse processo. Fique à vontade para me chamar e podemos conversar sobre como funciona a terapia comigo.


  • Na visão da TCC e da neurociência, repetir afirmações positivas e repetir pensamentos positivos todo

    Na visão da TCC e da neurociência, repetir afirmações positivas e repetir pensamentos positivos todos os dias, modifica ou cria novas crenças crenças centrais e crenças intermediárias? Pois a cada pensamento e cada palavra que repetimos, cria novas conexões neurais no cérebro fazendo com que modifique ou crie novas crenças? repetir essas afirmações e esses pensamentos todos os dias, cria ou modifica essas crenças centrais e intermediárias?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Seja muito bem-vindo(a)! Fico feliz que você tenha trazido uma pergunta tão interessante, porque ela envolve justamente a relação entre pensamentos, emoções, comportamentos e a forma como nossas experiências vão sendo aprendidas e consolidadas ao longo do tempo.

    Na perspectiva da TCC, repetir pensamentos ou afirmações positivas pode contribuir para a construção de formas mais adaptativas de interpretar a si mesmo, aos outros e às situações. Porém, não é simplesmente a repetição mecânica de uma frase que, por si só, modifica uma crença central ou intermediária.

    As crenças são construídas e mantidas a partir de um conjunto de experiências, interpretações, emoções e comportamentos. Por isso, uma afirmação como “eu sou capaz” tende a ter mais efeito quando começa a ser acompanhada de experiências concretas que favoreçam essa percepção. Por exemplo, quando a pessoa identifica um pensamento de incapacidade, questiona esse pensamento, experimenta uma nova maneira de agir e vivencia resultados diferentes, ela passa a ter novas evidências que podem, gradualmente, modificar aquilo que acredita sobre si mesma.

    A neurociência também nos ajuda a compreender que o cérebro possui capacidade de aprendizagem e adaptação ao longo da vida. A repetição e a experiência podem fortalecer determinados padrões de processamento e associação. Mas dizer que “cada pensamento cria uma nova conexão neural” é uma simplificação: a formação e o fortalecimento dessas conexões dependem de diversos fatores, e não apenas da quantidade de vezes que uma frase é repetida.

    Então, sim: **pensamentos repetidos podem participar da mudança de padrões cognitivos, mas a transformação de crenças profundas costuma acontecer de maneira mais consistente quando existe uma combinação entre reflexão, novas experiências, emoções e mudanças comportamentais.** É por isso que, na TCC, não trabalhamos apenas com “pensar positivo”, mas com a identificação e avaliação dos pensamentos, desenvolvimento de interpretações mais realistas e experiências que permitam à pessoa construir novas evidências sobre si mesma.

    Esse é, inclusive, um dos aspectos que considero muito interessantes no processo terapêutico: compreender de onde determinados padrões de pensamento vêm e, principalmente, criar novas formas de responder a eles na prática.

    Se você quiser, podemos trabalhar essas questões juntos na terapia, de uma maneira individualizada e baseada na TCC, entendendo quais crenças estão por trás dos seus pensamentos e como podemos modificá-las de forma consistente. Será um prazer te acompanhar nesse processo.


  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Seja muito bem-vindo! Fico contente que você tenha trazido uma questão tão específica e pessoal. Esse tipo de reflexão sobre como você se apresenta ao mundo e o receio de ser julgado por características que fazem parte de quem você é pode ser muito importante de ser trabalhado em terapia.

    O medo de rejeição ou de ser alvo de comentários e zombarias pode fazer com que a pessoa comece a se vigiar excessivamente, escondendo características, opiniões ou até aspectos da própria aparência para tentar evitar uma possível reação negativa dos outros. Com o tempo, isso pode gerar uma espécie de conflito entre “quem eu sou” e “como acredito que preciso me comportar para ser aceito”.

    Na terapia, podemos trabalhar justamente essa relação com a avaliação externa: entender de onde esse medo surgiu, quais situações realmente representam um risco de rejeição e quais são antecipações ou interpretações que acabam limitando sua espontaneidade. Também é possível desenvolver uma maior segurança para sustentar suas características — como ser dedicado, inteligente, detalhista, pragmático, direto ou gostar de se vestir bem — sem precisar diminuí-las para se adaptar às expectativas sociais.

    Isso não significa ignorar o contexto ou deixar de perceber como as pessoas podem reagir, mas construir mais liberdade para escolher como você quer se posicionar, mesmo diante da possibilidade de não agradar a todos.

    Se você se identifica com isso, acredito que podemos trabalhar essa questão de forma bastante individualizada no processo terapêutico. Se quiser, será um prazer te acompanhar nessa construção. Podemos conversar e, se fizer sentido para você, iniciar a terapia comigo.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Seja muito bem-vindo(a)! Fico feliz que você tenha trazido essa questão, porque ela toca em algo bastante importante: a forma como nos relacionamos com nós mesmos e como isso acaba influenciando nossas relações com as outras pessoas.
    Ser uma pessoa interessante e atraente para si mesmo não significa tentar desenvolver uma personalidade para agradar ou conquistar os outros. Muitas vezes, começa por construir uma relação mais genuína consigo: conhecer melhor seus interesses, valores e desejos, desenvolver autonomia, sentir-se confortável com quem você é e também se permitir experimentar coisas novas.
    Quando temos uma relação mais segura com nós mesmos, tendemos a nos apresentar ao mundo de uma forma mais espontânea e autêntica, sem depender tanto da aprovação externa. E isso pode, naturalmente, tornar nossas relações mais leves e significativas.
    Na terapia, podemos trabalhar justamente esse processo de autoconhecimento, autoestima, segurança e construção de uma vida que faça sentido para você, além de compreender o que hoje pode estar dificultando essa relação consigo mesmo.
    Se você sentir que esse é um momento em que gostaria de se conhecer melhor e desenvolver essas questões, será um prazer te acompanhar nesse processo. Fico à disposição para conversarmos e, se fizer sentido para você, iniciarmos a terapia juntos.


  • Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço

    Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Seja muito bem-vindo(a)! É muito importante você ter percebido essa relação entre a ansiedade, o perfeccionismo e a necessidade de ter certeza antes de conseguir se sentir tranquilo(a). Essa percepção já pode ser um ponto de partida bastante importante para compreender o que está acontecendo.
    O perfeccionismo, por si só, não significa que exista TOC. A diferença costuma estar menos na presença de pensamentos ou comportamentos repetitivos e mais na forma como eles funcionam na vida da pessoa. No TOC, é comum haver pensamentos, imagens ou impulsos indesejados e recorrentes que provocam ansiedade ou desconforto, acompanhados de comportamentos ou estratégias mentais utilizados para tentar reduzir essa sensação ou obter certeza. Muitas vezes, esse ciclo acaba ocupando bastante tempo, gerando sofrimento e interferindo na rotina.
    A necessidade de eliminar completamente a dúvida também pode aparecer tanto na ansiedade quanto no perfeccionismo e em quadros obsessivos. Por isso, para diferenciar essas possibilidades, é importante entender com mais detalhes o que você pensa diante da incerteza, o que sente, quais comportamentos utiliza para aliviar o desconforto e o quanto isso interfere no seu dia a dia.
    Na terapia, podemos investigar esse funcionamento com cuidado, sem partir diretamente para um diagnóstico, e compreender quais padrões estão mantendo a sua ansiedade e esses comportamentos. Se você se identificar com isso e quiser entender melhor o que está acontecendo, ficarei à disposição para conversarmos e iniciar esse processo terapêutico comigo.


  • É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após

    É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Seja muito bem-vindo(a)! Fico feliz que tenha trazido uma pergunta tão importante, porque ela toca justamente em um dos pontos centrais do processo terapêutico dentro da TCC.

    Na prática, não é necessário pensar que uma crença disfuncional precisa ser apagada para que a terapia tenha funcionado. Algumas crenças centrais e intermediárias podem, sim, ser profundamente modificadas, tornando-se mais flexíveis e menos influentes sobre a forma como a pessoa interpreta as situações e reage a elas. Porém, isso não significa que a antiga forma de pensar nunca mais possa aparecer.

    Em momentos de estresse, perdas, mudanças ou situações que ativem experiências antigas, é possível que pensamentos e crenças que pareciam superados voltem a surgir. Isso não significa necessariamente que houve uma recaída ou que todo o trabalho terapêutico foi perdido. Muitas vezes, a diferença está justamente na relação que a pessoa passa a ter com aquela crença: ela consegue reconhecê-la, questioná-la e responder de uma maneira diferente, em vez de simplesmente acreditar nela e agir a partir dela.

    Por isso, o objetivo da terapia não é prometer que uma crença disfuncional nunca mais aparecerá, mas promover uma mudança suficientemente consistente para que ela deixe de comandar a vida da pessoa. Com o tempo, novas formas de interpretar as experiências podem se tornar mais acessíveis e fortalecidas, enquanto as antigas tendem a perder força e influência.

    E, quando uma dificuldade volta a aparecer, isso também pode ser trabalhado em terapia. A recaída não precisa ser encarada como um fracasso, mas pode ser uma oportunidade para compreender o que reativou aquele padrão e fortalecer novamente os recursos desenvolvidos.

    Se você quiser entender como esse processo poderia ser trabalhado especificamente no seu caso, será um prazer te acompanhar em terapia. Podemos conversar sobre o que você tem vivenciado e avaliar juntos os caminhos possíveis para o seu processo.


  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Seja muito bem-vindo(a). Fico feliz que você tenha trazido uma questão tão importante e que, pelo que descreve, parece envolver não apenas as relações em si, mas também o significado que você atribui aos vínculos, às despedidas e à possibilidade de se permitir criar novas conexões.

    É compreensível que, depois de vivenciar repetidamente afastamentos ou vínculos que acabam por diferentes circunstâncias da vida, surja o pensamento de que talvez seja mais seguro não se envolver tanto e buscar ser o mais autossuficiente possível. Afinal, se eu não me apego, não corro o risco de sentir a perda. Mas existe uma diferença importante entre conseguir estar bem sozinho e precisar se proteger das relações para não sofrer.

    Os relacionamentos realmente mudam ao longo da vida: algumas pessoas permanecem, outras se afastam, e algumas ocupam um lugar importante por determinado período. Isso não necessariamente significa que o vínculo não teve valor ou que investir nas pessoas foi um erro. Ao mesmo tempo, também vale compreender o que essas experiências despertam em você e se a ideia de ser completamente desapegado está sendo uma escolha que combina com o que você deseja para a sua vida ou uma forma de evitar novas frustrações.

    Na terapia, podemos olhar para isso com mais profundidade: entender suas experiências relacionais, seus padrões de vínculo, o que você espera das relações e como encontrar um equilíbrio entre autonomia e a possibilidade de construir vínculos significativos, sem que cada afastamento precise representar uma perda impossível de elaborar.

    Se você sentir que essa é uma questão que gostaria de compreender melhor, será um prazer te acompanhar nesse processo. Fique à vontade para me chamar e podemos conversar sobre o início da terapia comigo.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos? Crenças da baixa autoestima como: "eu sou feio", "ninguém vai me amar e me achar atraente". Crenças da depressão como: "Sou inútil", "ninguém gosta de mim", "não sou bom o suficiente", "todos são melhores do que eu". E crenças e pensamentos da ansiedade social como: "Estão me julgando", "Eu tenho que agradar todo mundo", "se me criticarem, significa que sou ruim".

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Seja muito bem-vindo(a)! Fico feliz que você tenha trazido uma questão tão importante e que esteja buscando compreender melhor como a terapia pode ajudar nesse processo.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), baixa autoestima, ansiedade social e depressão podem ser trabalhadas de forma integrada, porque muitas vezes existe uma relação entre a maneira como a pessoa se enxerga, interpreta as situações e reage emocionalmente a elas.

    Por exemplo, pensamentos como “eu sou feio”, “ninguém vai me amar ou me achar atraente”, “não sou bom o suficiente” ou “todos são melhores do que eu” podem contribuir para uma visão muito negativa de si mesmo. Na ansiedade social, isso pode aparecer através do medo constante de estar sendo julgado, da necessidade de agradar as pessoas ou da interpretação de uma crítica como uma confirmação de que há algo de errado consigo.

    Na terapia, não trabalhamos simplesmente tentando substituir esses pensamentos por frases positivas. O processo envolve compreender de onde essas crenças surgiram, identificar os padrões de pensamento que as mantêm, avaliar o quanto essas interpretações correspondem aos fatos e desenvolver formas mais equilibradas e realistas de se relacionar consigo mesmo e com as situações sociais.

    Também trabalhamos os comportamentos que acabam mantendo esse ciclo, como evitar situações sociais, buscar excessivamente a aprovação dos outros, comparar-se constantemente, deixar de fazer atividades por acreditar que não é capaz ou interpretar determinadas experiências como provas de desvalor pessoal.

    No caso da depressão, além do trabalho com pensamentos e crenças, a TCC também atua diretamente na retomada gradual de atividades, rotina, vínculos e experiências que possam contribuir para a melhora do humor e da sensação de competência e prazer.

    O tratamento é individualizado, então o primeiro passo é entender como esses pensamentos, emoções e comportamentos aparecem na sua vida e quais fatores estão mantendo esse sofrimento atualmente.

    Se você se identificou com essa descrição, será um prazer conversarmos melhor sobre isso e avaliar juntos como a terapia pode ajudar. Caso queira, podemos iniciar esse processo comigo.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Seja muito bem-vindo(a)! Fico feliz pelo seu interesse em compreender melhor como a terapia pode ajudar nesse processo.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), baixa autoestima, ansiedade social e depressão são trabalhadas de forma integrada, porque muitas vezes esses aspectos acabam se influenciando mutuamente. Por exemplo, uma visão mais negativa sobre si mesmo pode aumentar o medo de ser julgado, levar à evitação de situações sociais e, com o tempo, contribuir para sentimentos de tristeza, isolamento e desânimo.

    Na terapia, buscamos compreender esse ciclo e trabalhar, de forma individualizada, pensamentos e crenças negativas sobre si, comportamentos de evitação, autocrítica, insegurança e dificuldades de relacionamento. Também são desenvolvidas estratégias práticas para lidar com a ansiedade, aumentar a confiança, retomar atividades importantes e construir uma percepção de si mais realista e saudável.

    O processo não se resume a “pensar positivo”. A proposta é entender o que está mantendo essas dificuldades e, a partir disso, construir mudanças concretas que façam sentido para a sua realidade, respeitando o seu ritmo.

    Se você sentir que esse é um momento em que gostaria de cuidar dessas questões com acompanhamento profissional, será um prazer te acompanhar nesse processo. Podemos conversar melhor sobre o que você tem vivenciado e avaliar juntos como a terapia pode contribuir para você.


  • Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e c

    Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Seja muito bem-vindo(a)! Fico feliz que você tenha buscado informações sobre a terapia e, principalmente, que esteja procurando compreender melhor o que pode estar acontecendo com você.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a depressão é compreendida considerando a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos. O tratamento não se resume a “pensar positivo” ou simplesmente tentar se motivar. Quando existe anedonia, falta de energia e motivação, por exemplo, é comum que a pessoa entre em um ciclo de afastamento das atividades, redução de experiências prazerosas e sensação de incapacidade, o que acaba mantendo ou intensificando os sintomas.

    Por isso, inicialmente, buscamos compreender como esse ciclo está funcionando na vida da pessoa e, de forma gradual e individualizada, trabalhamos estratégias comportamentais para retomar atividades importantes, aumentar o contato com experiências de realização e prazer e recuperar a sensação de autonomia, sempre respeitando o momento e as condições de cada paciente.

    A TCC também trabalha diretamente com os pensamentos e crenças que podem estar contribuindo para a manutenção da depressão. As chamadas crenças intermediárias estão relacionadas a regras, pressupostos e expectativas que a pessoa desenvolveu sobre si mesma e sobre o mundo, enquanto as crenças centrais são compreensões mais profundas, como “não sou capaz”, “não sou importante” ou “não sou bom o suficiente”. Na terapia, essas crenças são identificadas, avaliadas de maneira crítica e trabalhadas para que a pessoa desenvolva formas mais flexíveis e funcionais de interpretar as situações e responder a elas.

    Todo esse processo é feito de maneira colaborativa, considerando a história, as dificuldades atuais e os objetivos de cada pessoa. A proposta não é apenas aliviar os sintomas, mas também compreender os padrões que os mantêm e desenvolver recursos para lidar melhor com eles.

    Se você sentir que esse é um momento em que gostaria de se cuidar e compreender


  • A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediá

    A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais sozinho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Seja muito bem-vindo(a)! Fico feliz pelo seu contato e pela sua pergunta, porque ela toca em um ponto muito importante do processo terapêutico dentro da TCC.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, o objetivo não é que o psicólogo simplesmente diga ao paciente quais crenças ele deve mudar. O processo é construído em conjunto: através da terapia, vamos identificando pensamentos, crenças intermediárias e crenças centrais que podem estar contribuindo para determinadas dificuldades, compreendendo como elas foram construídas e, principalmente, aprendendo a questioná-las e desenvolver formas de pensar mais funcionais e coerentes com a realidade.

    Com o tempo, o paciente vai adquirindo ferramentas para fazer esse processo de maneira cada vez mais autônoma no dia a dia. Ou seja, o psicólogo não faz essa mudança pelo paciente, mas ensina, orienta e acompanha para que ele desenvolva recursos próprios e consiga aplicar o que aprende também fora da terapia.

    Se você sentir que esse é o tipo de processo que está buscando, será um prazer te acompanhar. Podemos conversar melhor sobre o que você está vivendo e avaliar juntos como a terapia pode te ajudar. Fico à disposição para marcarmos uma primeira sessão.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Seja muito bem-vindo, bem-vinda ou bem-vindo. Antes de qualquer coisa, quero te tranquilizar: o que você descreveu não é traição. A traição pressupõe intenção, quebra consciente de acordos e desejo de envolvimento com outra pessoa, o que claramente não é o seu caso.
    Essa necessidade de parecer bonita, interessante e bem-sucedida para pessoas que já passaram pela sua vida é uma reação humana extremamente comum. Ela está diretamente ligada ao nosso ego, à autoestima e ao desejo natural de validação social. No fundo, nosso cérebro tenta mandar uma mensagem de que "ficamos bem" para se proteger de antigas rejeições ou do julgamento alheio. No entanto, o peso, a trava na hora de agir e, principalmente, a culpa intensa que você sente depois apontam muito mais para uma questão de ansiedade, baixa autoestima e necessidade excessiva de aprovação. Em alguns contextos, essa vigilância constante sobre os próprios pensamentos e o medo exagerado de estar cometendo uma falha moral podem sim estar associados a traços de TOC ou ansiedade elevada, onde a mente cobra uma perfeição irrealista do que deveríamos sentir.
    Querer ser vista de forma positiva não diminui em nada o amor e o compromisso que você tem no seu relacionamento de 5 anos. Compreender a origem dessa insegurança e aprender a acolher esses pensamentos sem se punir é o caminho para tirar esse peso dos seus ombros. Se você tiver interesse em aprofundar essa questão e entender melhor seus processos emocionais, você pode iniciar a terapia comigo para construirmos juntos esse espaço de reflexão e leveza.


  • Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um

    Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um número bem grande um números que leva vários minutos pra terminar? Isso faz mesmo diminuir ondas Rápidas e descer pra Alfa Profundo???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Seja muito bem-vindo ou bem-vinda!
    Essa é uma excelente dúvida e a resposta é sim: realizar uma contagem mental e contínua pode, de fato, desacelerar a sua frequência cerebral. Quando estamos com a mente muito acelerada, preocupados ou ansiosos, o cérebro opera predominantemente em ondas mais rápidas, conhecidas como ondas Beta. Ao engajar o cérebro em uma tarefa mental monótona e que exija um foco contínuo (como contar regressivamente a partir de um número alto durante vários minutos ), você ocupa a sua memória de trabalho. Isso interrompe o fluxo de pensamentos automáticos e rumições que mantêm o seu sistema nervoso em estado de alerta.
    Conforme você mantém esse ritmo focado e previsível por algum tempo, a atividade neural começa a se sincronizar e a desacelerar. As frequências mais rápidas vão diminuindo e dando espaço para as ondas Alfa, que estão diretamente ligadas ao relaxamento consciente, à sensação de presença e ao alívio da tensão, sem que você precise necessariamente dormir para alcançar esse estado. Trata-se de uma estratégia prática e eficaz de ancoragem e regulação emocional que sinaliza ao cérebro que ele pode "baixar a guarda".
    Se você percebe que a sua mente costuma ficar acelerada com frequência e deseja entender melhor como suas emoções e pensamentos funcionam, além de aprender outras ferramentas práticas para o seu dia a dia, a terapia é um espaço excelente para isso. Caso tenha interesse em iniciar esse acompanhamento, fico totalmente à disposição para começarmos o seu processo terapêutico!


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Seja muito bem-vindo ou bem-vinda.
    O que você está vivenciando é um momento extremamente comum na vida a dois, mas que compreensivelmente gera muita angústia. É muito bonito e maduro ver o quanto você está sendo honesta com seus próprios dilemas e o quanto se importa com o bem-estar do seu parceiro e com a construção que vocês têm juntos.
    Com o passar dos anos, e a marca dos três anos é bastante simbólica nisso, é natural que aquela euforia do início, cheia de borboletas no estômago, diminua para dar lugar a um afeto mais calmo e profundo. No entanto, quando a rotina se consolida e a ansiedade entra em cena, a nossa mente tende a hiperanalisar cada emoção. Existe um fenômeno muito frequente em que, quanto mais monitoramos o que estamos sentindo e nos cobramos ter "certezas", mais a ansiedade bloqueia a nossa capacidade de sentir afeto de forma espontânea. Ou seja, muitas vezes a própria ansiedade anestesia o sentimento, fazendo parecer que o amor acabou, quando na verdade ele apenas está encoberto pelo excesso de preocupação.
    O fato de vocês manterem diálogos prazerosos até tarde, de existir conforto, respeito e a clareza sobre o cuidado dele mostra que há uma base sólida e afetuosa entre vocês. E sim, é perfeitamente possível resgatar o entusiasmo, a conexão e o carinho. O amor maduro não é uma emoção estática e automática; ele se transforma e pode ser reaceso quando tiramos a pressão das respostas imediatas, renovamos a rotina do casal e compreendemos o que é ansiedade e o que é desejo real.
    Compreender com clareza o que se passa no seu mundo interno é o primeiro passo para tomar decisões conscientes e leves. Se você tiver interesse em aprofundar essas questões e quiser um espaço acolhedor para se entender melhor, será um prazer iniciar a terapia com você e te acompanhar nesse processo.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Seja muito bem-vindo ou bem-vinda por aqui.
    Primeiramente, quero te dar os parabéns por essa trajetória. Escolher trabalhar como operadora de caixa tendo um histórico de timidez e ansiedade social foi um ato de enorme coragem. O fato de você olhar para trás e perceber que hoje interage com mais facilidade e que a ansiedade diminuiu bastante em apenas seis meses é a prova concreta da sua evolução. Você saiu do lugar de travamento e colocou a sua vida em movimento, e isso é algo gigante!
    É muito comum confundirmos a redução da ansiedade com uma mudança na nossa personalidade. Ser uma pessoa mais quieta, séria ou reservada não é uma doença e nem um defeito a ser corrigido; pode ser apenas o seu temperamento, a sua forma natural de estar no mundo. Nós vivemos em uma cultura que muitas vezes hipervaloriza a extroversão, o que faz com que comentários como "você é muito calada" pareçam uma cobrança ou uma crítica, quando na verdade são apenas percepções superficiais das outras pessoas.
    Sentir-se desconfortável com esses comentários não significa que você não esteja evoluindo. Significa apenas que esses momentos ainda esbarram em feridas antigas, como as marcas que o bullying deixou na sua história. Se curar da ansiedade social não significa se transformar em uma pessoa expansiva que fala o tempo todo, tampouco significa que as pessoas vão parar de fazer comentários invasivos. "Estar se curando" é, na verdade, desenvolver uma estrutura interna tão sólida que, quando alguém disser que você é quieta, isso não te faça duvidar do seu valor. A cura é sobre ganhar liberdade para ser quem você é, aprender a se pertencer em primeiro lugar e parar de exigir de si uma postura que não te pertence só para agradar o ambiente.
    A evolução é um processo contínuo e você já deu os passos mais difíceis. Se você sentor o desejo de aprofundar essa jornada, entender melhor o seu funcionamento, fortalecer a sua autoconfiança e ressignificar esse sentimento de não pertencimento, saiba que a psicologia pode te ajudar muito. Se tiver interesse, convido você a iniciar o processo de terapia comigo para trabalharmos tudo isso juntas. Estou à disposição!


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá, seja muito bem-vindo(a)!
    Primeiramente, sinto muito que esteja passando por isso, mas quero te tranquilizar: o que você está vivenciando é extremamente comum e tem nome. Quando estamos enfrentando a depressão ou a ansiedade, nosso cérebro busca desesperadamente por respostas e controle, o que nos leva a pesquisar sintomas sem parar. O grande problema é que a internet entrega diagnósticos genéricos e os piores cenários possíveis sem conhecer a sua história. Essa tempestade de informações acaba gerando o que chamamos de hipervigilância, você passa a monitorar cada sensação do seu corpo, o que fortalece as crises de pânico e o medo de sair de casa.
    Para reverter essas ideias negativas que ficaram fixadas na sua mente, o primeiro e mais importante passo é fazer um "jejum" definitivo de pesquisas de saúde na internet. Entenda que os pensamentos catastróficos que você tem hoje não são fatos reais sobre o seu futuro, mas sim reflexos do excesso de estímulos que você leu enquanto estava vulnerável.Sempre que uma ideia assustadora vier à tona, pratique o questionamento crítico: pergunte-se se aquilo é uma verdade absoluta sobre o seu corpo agora ou se é apenas uma lembrança do que você leu na rede. Separar o que é a sua realidade do que é o ruído da internet ajuda a desarmar o gatilho do pânico. O medicamento que você iniciou já é um passo muito importante e ajudará a calibrar sua química cerebral, mas ele precisa caminhar lado a lado com a reestruturação dos seus pensamentos.
    Desconstruir esses medos e recuperar a sua autonomia para voltar a ter uma vida normal é um processo gradual e perfeitamente possível. Se você sentir que é o momento de dar esse passo e quiser recomeçar com um acompanhamento cuidadoso e focado na sua realidade, convido você a iniciar a terapia comigo. Estarei aqui para te apoiar e te ajudar a retomar o controle da sua vida no seu próprio ritmo.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Kloss Haas

    Olá! Seja bem-vindo ou bem-vinda.
    Sinto muito que esteja passando por um momento tão exaustivo, mas quero te tranquilizar: o que você descreveu é extremamente comum e tem explicação. Respondendo diretamente à sua dúvida: sim, pesquisar sintomas na internet quando já estamos vulneráveis atrapalha bastante o tratamento. Quando buscamos diagnósticos tomados pela ansiedade, nosso cérebro entra em estado de alerta máximo. Passamos a monitorar o corpo o tempo todo e, inevitavelmente, começamos a sentir os sintomas que lemos. Isso alimenta um ciclo de medo, engatilha crises na hora de sair e faz o isolamento parecer o único refúgio seguro. Sobre o escitalopram, vale lembrar que medicações antidepressivas e ansiolíticas costumam levar de duas a quatro semanas para começar a trazer os primeiros efeitos perceptíveis. É muito importante manter o contato com o médico que te prescreveu para acompanhar esse período de adaptação.E quanto à terapia: sim, ela é fundamental nesse processo! Na psicoterapia, trabalhamos justamente para quebrar esse ciclo de ansiedade e hipervigilância. Vamos entender o que está por trás da depressão e desses medos, desenvolvendo estratégias práticas para que você recupere a segurança, saiba lidar com os pensamentos de alarme e volte a sair de casa no seu tempo, sem pavor. Se você sentir que este é o momento de olhar para a sua saúde mental com acolhimento e quiser iniciar a terapia comigo, estou à disposição para te acompanhar nessa jornada. Será um prazer te receber!


Perguntas frequentes

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