Perguntas do paciente (12)

  • Tenho 28 anos e meu namorado 27, estamos juntos a 5 anos e moramos juntos. Enfrentamos um problema q

    Tenho 28 anos e meu namorado 27, estamos juntos a 5 anos e moramos juntos. Enfrentamos um problema que causa desconforto em ambos, a pornografia. Eu já consumi a anos atrás, mas consegui me livrar, mas é algo que até hj as vezes aparece na mente como uma ideia de se ver, mas mesmo assim, opto por não ver. Meu namorado já vem de um histórico como a maioria dos homens, de crescer vendo pornografia e ser tratado como algo normal. Já peguei mais de uma vez no celular e já foi motivo de piorar meus problemas psicológicos, e um quase término. De princípio ele não aceitava tratamento pois tinha preconceito. Uma vez ele teve coragem e me confidenciou que além da pornografia já chegou a olhar pra outras mulheres e desejar, e que tinha consciência que era errado. E isso normalmente acontecia quando a gente brigava. Recentemente ele começou a falar mais abertamente sobre o uso, e até falou para os pais dele, que ele esconde quase tudo. Naquele momento eu pensei que fosse o fim, mas não foi. Eu noto a diferença de comportamento quando ele assiste pornografia nas relações sexuais que temos. E perguntei se ele havia consumido novamente e ele confirmou. A primeira vez eu senti nojo dele e de mim, mas tento não focar nisso, pois é um problema dele, não diz sobre mim. Mas como somos um casal isso afeta. Hj ele diz que aceita tratamento. Então estou em busca de selecionar alguns profissionais que podem auxiliar ele a parar de vez com isso e ter mais alto controle. Ele é do tipo que acredita que homem não demonstra fraquezas e tem que lidar com tudo sozinho, mas na verdade quem tem lidado com os problemas dele sou eu. Também preciso voltar a fazer, e pretendo, mas já deixo claro, que o uso de pornografia não é algo que aceitamos no nosso relacionamento e já conversamos sobre. Então não é algo pra ser aceito como normal, pois já existem estudos que comprovam que esses estímulos não tem benefício algum. Gostaria de conhecer profissionais que trabalham com isso, e como poderiam nos ajudar com práticas confiáveis e seguras.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flavia Frare

    Obrigada por compartilhar uma situação tão sensível. Pelo que você descreve, o uso de pornografia deixou de ser um comportamento isolado e passou a gerar impacto emocional, relacional e sexual, o que caracteriza um uso problemático, especialmente quando há perda de controle, mentiras e prejuízo no vínculo.

    Nesses casos, o mais indicado é psicoterapia individual para ele, com profissionais que atuem com sexualidade humana, comportamento compulsivo e regulação emocional (frequentemente em abordagens cognitivo-comportamentais ou integrativas). O foco não é repressão, mas identificação de gatilhos, manejo de impulsos e construção de uma sexualidade mais consciente.

    Também é importante destacar que você não é responsável pelo tratamento dele. Seu sofrimento é legítimo e merece espaço, portanto a terapia individual para você é igualmente indicada. Em alguns momentos, a terapia de casal pode ser considerada, mas não substitui o trabalho individual.


  • Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada po

    Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada por motivos familiares ela pediu um tempo até o fim de Dezembro: a irmã surtou e a mãe está em briga constante com o padrasto dela. Estou tendo crises na empresa, muita falta de ar e choro e uma das crises sem querer acabei me abrindo com a gerente que eu estava namorando alguém da empresa, sem citar o nome. Minha namorada agora está chateada comigo. Eu a amo muito tenho medo de ter destruído a chance de recomeçar com ela. Como posso recuperar a confiança dela? Será que o relacionamento não tem mais salvação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flavia Frare

    O que aparece no seu relato é uma **reação intensa de ansiedade diante da ameaça de perda**, somada a um contexto de alto estresse emocional. As crises não indicam má-fé, mas sim **desregulação emocional**, o que ajuda a entender — não a justificar — a quebra do acordo de sigilo.

    Para a confiança ser reconstruída, é necessário primeiro **assumir responsabilidade sem se defender**, validar o impacto que isso teve nela e deixar claro quais medidas concretas você adotará para que a situação não se repita (ex.: estabelecer limites no ambiente de trabalho, buscar apoio psicológico para manejo da ansiedade).

    Quanto à possibilidade de continuidade, ela não pode ser forçada. Um “tempo” é justamente um pedido de espaço para reorganização emocional. Respeitar esse limite, reduzir comportamentos de urgência e demonstrar consistência ao longo do tempo são fatores mais relevantes do que tentativas imediatas de reparação.

    A psicoterapia pode auxiliar tanto no controle das crises de ansiedade quanto na compreensão dos padrões de apego que se ativaram nesse contexto.


  • Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tive

    Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tivemos várias recaídas , mas meu racional me dizia que não valia a pena voltar, nossas ideias de futuro não se enquadrava( ela queria que eu aceitasse morar no porão da casa dela onde é o único espaço que daria para construir algo , se fosse para comprar um apê ou alugar algo ela disse que eu que teria que me virar sozinho por que já que tinha o porão da casa dela e eu não quis ir então eu que me virasse ,certa vez ela ameaçou terminar comigo por que eu disse que não iria na casa dela naquele dia por que eu estava cansado ,eu trabalhava e fazia faculdade, e ela disse que se caso eu não fosse ela terminaria e depois de terminar eu perguntei se ela se arrependia de ter ameaçado tá tas vezes terminar comigo se ela estava certa , e ela disse que estava certa si. Por que eu deveria dar mais prioridade a ela e disse que não se arrependia e dentre outras coisas que não concordamos ,porém paramos de ficar e ela começou a namorar com outra pessoa e eu implorei pra voltar e disse que aceitaria o que ela me propôs e que me doaria mais no relacionamento para ela enfim me aceitar de volta , estou sofrendo com isso tudo as vezes me pego angustiado mesmo sabendo lá no fundo que se eu realmente estivesse com ela não iríamos tão longe assim haja vista que ela não queria mudança alguma eu quero que essa dor passe.obs: trabalhamos no mesmo trabalho o pai dela e nosso chefe e frequentamos a mesma igreja ao qual ela irá começar a levá-lo , como esquecer como me curar disso tudo ??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flavia Frare

    O que você descreve não é apenas dor da rejeição, mas a quebra de um vínculo marcado por assimetria, ameaças de abandono e invalidação das suas necessidades. Isso costuma gerar um apego ambivalente: racionalmente você sabia que a relação não era viável, mas emocionalmente o afastamento ativou medo, culpa e urgência de reparação.

    As recaídas mantiveram o sistema emocional preso ao vínculo e dificultaram o luto. Quando ela iniciou outro relacionamento, a ferida deixou de ser “terminar” e passou a ser não ter sido escolhido, o que costuma intensificar a angústia e levar a tentativas de autoanulação para evitar a perda.

    Curar essa ferida não passa por “esquecer”, mas por:
    interromper recaídas e negociações internas que reforçam a dependência emocional; reconhecer padrões de controle e desvalorização que estavam presentes na relação; elaborar o luto do vínculo idealizado, não do vínculo real;
    restabelecer limites, especialmente considerando trabalho e igreja como gatilhos constantes.

    A psicoterapia é o caminho mais eficaz para diferenciar amor de apego ansioso, reconstruir autoestima e evitar que a dor da rejeição se transforme em repetição do mesmo padrão relacional. A dor passa quando o vínculo deixa de ser reativado e isso é um processo, não um ato de força de vontade.


  • Como saber se o que eu sinto é amor ou somente apego aos momentos bons que o relacionamento tinha ?

    Como saber se o que eu sinto é amor ou somente apego aos momentos bons que o relacionamento tinha ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flavia Frare

    Uma forma técnica de diferenciar amor de apego é observar o que sustenta o vínculo na ausência do outro.

    O apego costuma estar ligado à falta, à ansiedade de perda, à idealização dos momentos bons e à dificuldade de aceitar o fim, mesmo quando a relação era insatisfatória. Ele se ativa principalmente quando há distância, rejeição ou ameaça de abandono.

    O amor, por outro lado, envolve escolha consciente, coerência entre desejo e projeto de vida, respeito aos próprios limites e capacidade de aceitar o outro como ele é, inclusive aceitar o término quando não há compatibilidade.

    Um critério prático:
    se a maior dor vem do vazio, da solidão ou da sensação de não ter sido escolhido, tende a ser apego; se vem da perda de um projeto construído de forma recíproca e viável, tende a ser amor.

    A psicoterapia ajuda a identificar esses padrões, especialmente em vínculos marcados por ambivalência emocional e recaídas.


  • Eu e minha ex ficamos 1 ano e 4 meses ,porém no namoro eu não conseguir enxergar o nosso relacioname

    Eu e minha ex ficamos 1 ano e 4 meses ,porém no namoro eu não conseguir enxergar o nosso relacionamento indo para frente no quesito casamento ! Porém depois de terminar ficamos 2 anos tendo recaídas , logo após os dois anos ela se afastou e disse que estava conhecendo outro pessoa , depois de saber disso eu fiquei extremamente chateado e comecei a fazer o que eu nunca achei que iria fazer , comecei a mandar mensagem implorando para voltar , prometi até casamento, como explicar esse sentimento de querer voltar para uma pessoa que lá no fundo eu não a amo ! Mas gostaria de tentar novamente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flavia Frare

    Percebe-se aí um processo de luto e ativação do apego, não necessariamente de amor. Quando a outra pessoa se afasta e segue a própria vida, é comum surgir ansiedade de perda, medo de ficar sozinho e idealização do vínculo, mesmo que antes não houvesse desejo real de compromisso.

    As recaídas após o término costumam prolongar o vínculo emocional e dificultar a elaboração do fim, mantendo uma sensação de “porta aberta”. Quando essa porta se fecha, o sistema emocional reage com urgência, levando a comportamentos impulsivos (como promessas que não refletem um desejo genuíno).

    Querer voltar, nesse contexto, pode estar mais ligado à necessidade de segurança, validação e reparação do ego do que a um projeto de vida compartilhado. A psicoterapia ajuda justamente a diferenciar apego, medo e carência de amor e escolha consciente, evitando decisões motivadas pela ansiedade do momento.


  • Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procur

    Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procurei domar este desejo para não incorrer em situações que prejudiquem minha saúde ou vida social.
    Parece que não importa o quão satisfatória seja a relação sexual ou quantas vezes elas ocorram, minha libido torna a subir em poucas horas (se houver estímulo, volta em poucos minutos...). Tirando a fase da adolescência (época difícil para segurar as emoções...), isso não era um problema na vida adulta, pois me casei aos 20 anos e sempre consegui satisfazer os meus desejos em uma frequência que me mantinha sob controle.
    No início do casamento, tínhamos, pelo menos, 1 relação sexual por dia, sendo que comumente chegávamos à 3 diariamente.
    Não demorou muito e tivemos 1 filho. A rotina foi ficando mais árdua e, naturalmente, a frequência reduziu bastante (2 à 5 vezes semanalmente).
    Porém, atualmente, estou tendo apenas 4 à 6 relações sexuais por MÊS. Eu procuro sempre seguir algumas regras sociais impostas por mim mesmo para conseguir canalizar o meu desejo somente para a minha esposa, pois abomino a possibilidade de traí-la, mas está muito, muito difícil me concentrar no dia a dia e, mais importante ainda, me manter fiel à minha esposa, pois esta frequência está muito baixa para mim.
    No quesito de controle da libido, a masturbação praticamente não serve para nada, então somente a relação sexual pode me ajudar a me manter sob controle por algumas horas.
    Eu conversei com minha esposa sobre o tema e ela me indicou procurar ajuda, pois, para ela, a frequência está bem saudável, dado que o sexo é muito satisfatório (ela consegue ter 2 ou mais orgasmos por relação). Mesmo no início do casamento, manter uma rotina com a quantidade de relações sexuais que tínhamos, ela já considerava puxado, mas atualmente, ela já não consegue mais atender à esta minha demanda.
    O meu maior medo, é alguma mulher perceber essa minha fraqueza e procurar explorá-la (já aconteceu tentativas antes, mas pelas regras que eu procuro seguir, eu consegui resistir). Eu não quero trair minha esposa por nada. Não quero perder a minha família.
    Também não vou ficar fazendo chantagem para a minha esposa, insinuando que se ela não aumentar a frequência, eu posso traí-la. Isso não seria saudável.
    Atualmente, estou procurando me exercitar bastante, o que, para meu espanto, tem funcionado um pouco (estou conseguindo me concentrar muito mais no dia a dia).
    Vocês já trataram algum caso assim? Teriam alguma indicação de leitura, qualquer coisa?
    Muito obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flavia Frare

    O que você descreve pode ser compreendido como uma libido constitucionalmente elevada associada a dificuldade de regulação do desejo, agravada por um descompasso de desejo sexual no casal, algo relativamente comum após filhos e mudanças de rotina.

    Alguns pontos técnicos importantes:

    * Alta libido não é, por si só, patológica. Torna-se um problema quando gera sofrimento, prejuízo no funcionamento diário ou risco aos valores pessoais (como o medo constante de trair).
    * O fato de a masturbação não aliviar o impulso e de o desejo retornar rapidamente indica que não se trata apenas de excitação sexual, mas também de regulação emocional e condicionamento ao estímulo sexual.
    * A discrepância de desejo não significa que alguém esteja “errado”, mas exige manejo, pois insistir apenas em aumento de frequência tende a gerar desgaste no vínculo.

    O tratamento mais indicado costuma envolver psicoterapia individual, com foco em:

    * regulação de impulsos e manejo de estímulos,
    * diferenciação entre desejo sexual, ansiedade e tensão,
    * ampliação de estratégias de descarga que não dependam exclusivamente do sexo (o exercício físico, como você notou, é uma delas),
    * prevenção de comportamentos de risco.

    Em alguns casos, após esse trabalho individual, terapia de casal pode ajudar a negociar intimidade, expectativas e formas de conexão que não se limitem à frequência sexual.

    Quanto a leituras, materiais sobre regulação emocional, desejo sexual e discrepância de libido em casais costumam ser mais úteis do que conteúdos focados apenas em “controle da libido”.

    Você está correto em buscar ajuda antes que isso gere rupturas. Há manejo clínico para quadros como o seu, e o fato de você ter consciência, valores claros e desejo de preservação da família é um importante fator de proteção.


  • Meu marido esta viciado em pornografia, e eu por ser cristã não sei como lidar, ele nunca foi fã dis

    Meu marido esta viciado em pornografia, e eu por ser cristã não sei como lidar, ele nunca foi fã disso, mas nós separamos e no período de 8 meses que moramos separados ele começou a fazer isso e está viciado, não consigo sentir vontade em fazer nada, nem sexo, nem beijar, eu tô me sentindo muito enojada o que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flavia Frare

    O que você descreve é uma reação emocional compreensível diante de uma quebra de valores, confiança e segurança conjugal. O nojo, a perda de desejo e o afastamento físico não são exagero nem falta de fé, são respostas comuns quando algo fere profundamente limites pessoais e espirituais.

    Alguns pontos técnicos importantes:

    * O uso de pornografia pode se tornar problemático ou compulsivo, especialmente em períodos de solidão e ruptura, como a separação.
    * O impacto não é só individual, é relacional: mesmo sendo um comportamento dele, o efeito recai diretamente sobre você e sobre o vínculo.
    * Você não é obrigada a retomar intimidade enquanto se sente ferida, confusa ou enojada. Forçar isso tende a agravar o sofrimento.

    O manejo adequado envolve:

    * Psicoterapia individual para ele, com foco em sexualidade, controle de impulsos e responsabilidade pelo comportamento;
    * Acolhimento psicológico para você, para elaborar o nojo, a dor e o conflito entre fé, desejo e limites;
    * Em um segundo momento, se houver compromisso real dele com mudança, terapia de casal pode ser indicada.

    A fé pode ser um recurso de apoio, mas não substitui tratamento psicológico. Amar e perdoar não significa se violentar emocionalmente ou ignorar seus limites. Você pode cuidar do casamento sem se abandonar no processo.


  • É normal casal de namorados falarem sobre problemas em suas partes intimas, sem ter tido relação ain

    É normal casal de namorados falarem sobre problemas em suas partes intimas, sem ter tido relação ainda? Casal adolescente, namoram a 10 meses.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flavia Frare

    Sim, pode ser considerado normal e saudável, desde que a conversa ocorra de forma respeitosa, consentida e compatível com a maturidade emocional do casal.

    Falar sobre o próprio corpo, dúvidas ou questões íntimas antes da relação sexual faz parte da educação sexual e da construção de confiança, especialmente na adolescência. Isso não implica obrigação de iniciar atividade sexual nem ultrapassar limites.

    O ponto central não é o tema em si, mas como ele surge: não deve haver pressão, exposição excessiva, troca de imagens ou conversas que gerem desconforto. Se ambos se sentem à vontade e os limites são respeitados, a comunicação tende a ser protetiva e não prejudicial.


  • O estresse e ansiedade podem resultar em sensações genitais como formigamento e contração?

    O estresse e ansiedade podem resultar em sensações genitais como formigamento e contração?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flavia Frare

    Sim. Estresse e ansiedade podem gerar sensações genitais como formigamento, contração, pressão ou até dor.

    Isso ocorre porque a ansiedade ativa o sistema nervoso autônomo, aumentando a tensão muscular (inclusive do assoalho pélvico) e alterando a percepção corporal. Além disso, a hipervigilância faz com que sensações neutras sejam percebidas de forma amplificada.

    Na maioria dos casos, essas sensações são funcionais e reversíveis, melhorando com manejo da ansiedade, técnicas de relaxamento e psicoterapia. Se forem persistentes, intensas ou acompanhadas de outros sintomas físicos, é indicado também descartar causas orgânicas com avaliação médica.


  • Como posso parar de mexer na minha namorada enquanto ela dorme ? Sinto desejo por ela , mas às vez

    Como posso parar de mexer na minha namorada enquanto ela dorme ?
    Sinto desejo por ela , mas às vezes acordo com vontade de ter coisas com ela. Já senti vontade de fazer , mas quando tive raiva dela.
    Estou doente ou será uma mania ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flavia Frare

    O que você descreve não é uma “mania” inofensiva nem algo a ser normalizado. Trata-se de dificuldade de controle de impulsos associada a desejo sexual e regulação emocional, com um ponto central: ausência de consentimento quando a outra pessoa está dormindo.

    Desejo sexual é comum, inclusive ao acordar. O problema surge quando:

    * há toque sem consentimento explícito,
    * o impulso aparece ligado à raiva ou frustração,
    * e existe dificuldade de inibir o comportamento apesar de saber que não é adequado.

    Isso não define você como “doente”, mas indica a necessidade de intervenção psicológica. O trabalho terapêutico costuma focar em:

    * identificação de gatilhos (raiva, excitação, frustração),
    * fortalecimento do controle inibitório,
    * educação sobre consentimento,
    * e estratégias para manejo do desejo sem agir impulsivamente.

    Enquanto isso, a conduta adequada é **não tocar**, conversar abertamente com a parceira sobre limites e buscar ajuda profissional o quanto antes. Ignorar o comportamento ou tratá-lo como algo normal tende a agravá-lo.


  • Olá gostaria de saber claro si tiver resposta para o meu problema .por que não consigo senti desejo

    Olá gostaria de saber claro si tiver resposta para o meu problema .por que não consigo senti desejo prolongado até no início sim mais depois me sinto mal por desaparecer o desejo é não querer mais sexo eu amo sexo só que tô com esse problema

    que me faz mal não sei que deve fazer deve procura qual profissional também não consigo com nenhum ter orgasmo psicologo pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flavia Frare

    Sim, um psicólogo pode ajudar, e o que você descreve merece avaliação.

    A dificuldade de manter o desejo sexual, o desaparecimento rápido da excitação e a ausência de orgasmo costumam estar associadas a fatores psicológicos, emocionais e relacionais, como ansiedade, culpa, tensão, dificuldade de entrega, experiências negativas prévias ou padrões de hipervigilância durante o sexo. Amar sexo não impede que esses bloqueios ocorram.

    O caminho mais adequado costuma ser:

    * Psicoterapia, preferencialmente com profissional que trabalhe com sexualidade humana;
    * Avaliação médica (ginecologista ou urologista) para descartar causas orgânicas ou hormonais, se ainda não foi feita.

    O tratamento psicológico atua em:

    * regulação da ansiedade,
    * reconexão com o corpo e com o prazer,
    * identificação de bloqueios cognitivos e emocionais,
    * construção de uma resposta sexual mais contínua e segura.

    Esse tipo de dificuldade é tratável, mas raramente se resolve sozinho. Procurar ajuda é o passo correto.


  • Olá, estou tomando a paroxetina por causa da hipersexualidade, na primeira semana a minha libido sum

    Olá, estou tomando a paroxetina por causa da hipersexualidade, na primeira semana a minha libido sumiu completamente, me senti muito bem, só que agora ela está voltando de novo. Gostaria de saber, se eu continuar tomando ela, posso voltar a perder a
    libido de novo? Ou devo suspender o medicamento por uns dias e voltar a tomar de novo pra ele tirar a libido novamente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flavia Frare

    A paroxetina pode reduzir a libido, especialmente no início do uso, mas esse efeito pode diminuir com o tempo à medida que o organismo se adapta ao medicamento. Portanto, é possível que a libido volte parcialmente mesmo mantendo a medicação.

    Não é indicado suspender ou “pausar” o uso por conta própria para tentar recuperar esse efeito, pois isso pode causar efeitos adversos (como sintomas de descontinuação), instabilidade do humor e piora do quadro de base.

    O manejo adequado envolve:

    * reavaliação da dose,
    * avaliação do tempo de uso,
    * considerar ajustes medicamentosos ou associação com psicoterapia focada em controle de impulsos e regulação emocional.

    Essas decisões devem ser feitas **exclusivamente com o médico prescritor (psiquiatra)**. O medicamento pode auxiliar, mas não substitui o acompanhamento psicológico, especialmente em quadros de hipersexualidade.


Perguntas frequentes

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