Perguntas do paciente (87)

  • Por que o ciúme é tão intenso em relação à pessoa favorita no Transtorno de Personalidade Borderline

    Por que o ciúme é tão intenso em relação à pessoa favorita no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Veja, o ciúme da pessoa favorita é tão intenso porque ela representa algo muito maior do que só afeto, é como se fosse a prova de que a pessoa existe, de que é amada e tem valor. Pela ótica psicanalítica consigo compreender, esse vínculo possivelmente vem carregado de medo de abandono e de perda. Então, qualquer sinal de distância é vivido como rejeição, e o ciúme aparece como uma tentativa desesperada de manter o outro perto, de garantir esse amor. No fundo, o ciúme não é só sobre o outro, mas sobre o pavor de voltar a sentir o vazio e a solidão que o abandono faz reviver. Espero ter ajudado.


  • Quais comportamentos a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ter quando está

    Quais comportamentos a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ter quando está com ciúme?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    No borderline, o ciúme pode gerar comportamentos intensos como raiva, cobranças, necessidade de atenção constante, tentativa de controle e medo de abandono. No fundo, não é só ciúme, é pavor de perder quem importa. Por isso a orientação de procurar fazer psicoterapia, pois ajuda a lidar melhor com isso.


  • De que forma a minha agressividade me impede de alcançar o meu projeto de vida?

    De que forma a minha agressividade me impede de alcançar o meu projeto de vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    A agressividade, no transtorno borderline, muitas vezes surge como defesa diante do medo de ser ferido ou abandonado. Só que, ao tentar se proteger, geralmente o sujeito acaba afastando justamente o que mais deseja, vínculos estáveis, reconhecimento, continuidade relacional. Quando a raiva domina, o impulso fala mais alto, o que era pra ser uma construção vira rompimento. Assim, a agressividade não destrói o projeto de vida de forma direta, mas sabota as pontes que levariam até ele. Espero ter ajudado!


  • Como a relação com o ambiente e as falhas existenciais influenciam a agressividade?

    Como a relação com o ambiente e as falhas existenciais influenciam a agressividade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Podemos refletir sobre como a relação com o ambiente tem um peso enorme na forma como a agressividade se manifesta, pois quando o ambiente falha, não acolhe, não escuta, não valida o sentimento, a experiência emocional vira algo solitário e confuso. Na personalidade borderline, essas falhas existenciais, como sentir-se invisível ou não ter um lugar seguro no outro, deixam marcas profundas. A agressividade, então, aparece como uma tentativa de ser visto, de fazer o outro sentir o que ela sente por dentro. Podemos pensar que é uma resposta ao abandono e à falta de reconhecimento, um grito de quem não quer apenas ferir, mas ser compreendido. Espero ter ajudado!


  • . Qual a relação entre falta de sentido e agressividade?

    . Qual a relação entre falta de sentido e agressividade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Olá! Quando falamos no transtorno de personalidade borderline, a falta de sentido costuma vir junto de um vazio interno difícil de suportar. Quando a pessoa não encontra algo que a sustente, um vínculo, um propósito ou até mesmo um lugar no outro, essa dor pode virar raiva. A agressividade aparece então como uma forma de tentar preencher o que falta, de sentir algo no meio do nada. É como se, diante do vazio, a intensidade fosse uma maneira de existir. Espero ter ajudado!


  • Como minha família pode ajudar com meu Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial?

    Como minha família pode ajudar com meu Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Nesse sentido, a família pode ajudar muito, mas não tentando dar respostas filosóficas ou convencer a pessoa de algo racionalmente. Ao meu ver o gesto mais importante da família é oferecer acolhimento e presença, sem julgamento. Estar ali para escutar, ajudar a manter uma rotina, incentivar o tratamento e evitar alimentar as dúvidas obsessivas já fazem diferença. Entendo que em vez de tentar resolver o “sentido da vida”, a família ajuda sustentando o sentido de estar junto. Espero ter ajudado!


  • O que é ansiedade existencial e qual é a melhor maneira de lidar com essa forma de ansiedade?

    O que é ansiedade existencial e qual é a melhor maneira de lidar com essa forma de ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Podemos caracterizar a ansiedade existencial como um o medo profundo diante da liberdade e da falta de garantias da vida, o vazio que surge quando sentimos que nada tem sentido certo. Respondendo pelo viés da minha abordagem psicanalítica, ela não deve ser eliminada, mas compreendida, é um sinal do desejo e da singularidade de cada um. Lidar com ela passa por reconhecer a angústia, escutá-la e buscar dar forma ao próprio sentido, transformando o vazio em movimento e escolha consciente. Espero ter ajudado!


  • Como a neuroplasticidade se relaciona com o controle inibitório?

    Como a neuroplasticidade se relaciona com o controle inibitório?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Pensando no transtorno Borderline, a capacidade de frear impulsos e reações intensas, costuma ser mais difícil, porque as emoções vêm com muita força e rapidez. A neuroplasticidade entra aí como a capacidade do cérebro de mudar e criar novas conexões a partir das experiências vividas. Sendo assim, entendo que, mesmo com padrões emocionais antigos e difíceis, é possível construir novas formas de reagir. Ou seja, quando o sujeito começa a se perceber, falar sobre o que sente e viver novas experiências emocionais (como na terapia), o cérebro vai se reorganizando. Com o tempo, ela aprende a não ser refém do impulso, mas a transformar o que sente em algo mais consciente e possível de lidar. Espero ter ajudado.


  • Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, s

    Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, só choro, perdi até a vontade de terminar a minha faculdade, me sinto rejeitada e descartada, e o que me deixa mais triste é que meu ex terminou e está seguindo muitas mulheres, isso está me deixando mais triste ainda, parece que a vida perdeu o sentido. Devo procurar ajuda de um profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Sim, é muito importante buscar ajuda psicológica nesse momento. O fim de um relacionamento pode causar uma dor profunda, parecida com um luto, e é comum sentir tristeza, rejeição e desânimo. A psicoterapia pode te ajudar a elaborar esse sofrimento, entender o que essa perda desperta em você e, aos poucos, reconstruir o sentido da sua vida e o cuidado com si mesma. Você não precisa enfrentar isso sozinha.


  • É possível desenvolver transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de bullying e ambientes

    É possível desenvolver transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de bullying e ambientes inóspitos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Sim, é possível, o bullying e viver em ambientes hostis podem gerar um nível de medo, humilhação e tensão tão grande que o corpo e a mente passam a ficar em estado de alerta constante, mesmo depois de a situação acabar. Isso pode aparecer como lembranças invasivas, pesadelos, ansiedade intensa, evitar lugares ou pessoas, e até dificuldade de confiar nos outros, tudo isso é compatível com o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). A psicoterapia é muito importante nesses casos, porque ajuda a elaborar o trauma, entender as marcas emocionais deixadas por essas experiências e reconstruir um sentimento de segurança interna.


  • Tenho um namorado totalmente viciado em videogames, eu tenho sempre que estar cobrando a atenção del

    Tenho um namorado totalmente viciado em videogames, eu tenho sempre que estar cobrando a atenção dele, porque não consigo nem conversar com ele porque ele não para de jogar em momento nenhum. Além disso, ele tem uma amiga de jogo que está sempre com ele jogando e quando ele sai do jogo, ele fica conversando no WhatsApp com ela enquanto está comigo e quando ele finalmente me dá atenção ela manda mensagem cobrando a presença dele. Já conversei com ele sobre o assunto e ele fala que acha normal agir assim com a amiga e que jogar é o hobby favorito dele, então eu tenho que aprender a aceitar isso. Estou sendo incompreensiva em querer terminar o relacionamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Não, você não está sendo incompreensiva. Quando um relacionamento passa a gerar mais frustração do que conexão, é sinal de que algo precisa ser repensado. A psicoterapia pode te ajudar a entender o que te prende a esse tipo de relação e a fortalecer seu senso de merecimento afetivo, para que possa escolher o que te faz bem, mesmo que isso signifique seguir outro caminho.


  • Minha filha tem 13 anos, nunca teve nenhum relacionamento. Agora diz está apaixonada por uma menina

    Minha filha tem 13 anos, nunca teve nenhum relacionamento. Agora diz está apaixonada por uma menina pela rede social
    Estou com medo, não sei lidar com tudo isto e preciso de orientação para mim e ela.
    Gratidão
    Mãe

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Oi mãe, é compreensível que você se sinta confusa e preocupada. A adolescência é um período de muitas descobertas, inclusive sobre afetos e identidade. Entendo que nesse momento, é mais importante acolher sua filha com escuta e respeito, permitindo que ela se sinta segura para conversar com você. Forçar ou reprimir pode gerar mais distância e sofrimento. Buscar orientação com um psicólogo pode ajudar tanto você quanto ela a compreender melhor esses sentimentos e lidar com a situação de forma saudável e acolhedora.


  • Como posso superar de vez o meu ex? Já estamos 1 ano separados (ele terminou comigo). O que posso fa

    Como posso superar de vez o meu ex? Já estamos 1 ano separados (ele terminou comigo). O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Quando a relação foi muito significativa, o vínculo emocional pode continuar mesmo depois do término. Para superar, é importante aceitar o fim, parar de se expor a lembranças (como redes sociais), cuidar da sua rotina e investir em você: hobbies, amigos, trabalho, novos interesses. Mas, principalmente, é importante psicoterapia, porque muitas vezes o que prende não é só a pessoa, mas o que ela representava: afeto, segurança, validação.


  • Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Sim, faz muito sentido. O luto é um processo natural, mas pode ser muito doloroso e confuso. Buscar ajuda de um psicólogo pode te ajudar a entender o que está sentindo, dar espaço pra essa dor e encontrar um jeito mais leve de seguir com a vida. A psicoterapia não apaga a perda, mas ajuda a transformar o sofrimento em algo possível de ser vivido e elaborado com mais cuidado e sentido.


  • Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no ass

    Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no assunto sem chorar é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Sim, isso é parte do processo de luto. A dor pela perda de um filho nunca desaparece completamente, ela apenas muda de forma com o tempo. Sentir tristeza, saudade e até chorar ao lembrar é algo natural. Se esse sofrimento ainda pesa muito no dia a dia, a psicoterapia pode ajudar a elaborar essa perda e encontrar maneiras mais leves de conviver com a saudade.


  • Gostaria de saber pq eu nunca consigo chegar lá mesmo que esteja sentindo prazer, sempre aconteceu i

    Gostaria de saber pq eu nunca consigo chegar lá mesmo que esteja sentindo prazer, sempre aconteceu isso, com todos os meus parceiros sexuais, e quando tento me tocar me sinto suja de alguma forma...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Isso pode ter relação com questões emocionais mais profundas, e não apenas físicas. Entendo que, o prazer está muito ligado à forma como vivemos o corpo, a culpa e o desejo. Quando há sentimentos como vergonha, medo de se permitir ou culpa em relação ao sexo, o corpo pode “bloquear” a experiência do orgasmo, mesmo havendo excitação. A psicoterapia, pode te ajudar a entender a origem desse incômodo e a construir uma relação mais livre e acolhedora com o próprio corpo e com o prazer.


  • Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    As relações interpessoais são essenciais pra saúde mental, porque é através delas que a gente se sente acolhido, compreendido e pertencente. Bons vínculos fortalecem o equilíbrio emocional e ajudam a lidar melhor com as dificuldades da vida.


  • Desejaria de saber qual é a diferença do psicólogo e do psiquiatra?

    Desejaria de saber qual é a diferença do psicólogo e do psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    De forma simples de explicar, o psicólogo trabalha com a mente e as emoções por meio de psicoterapia, ajudando a entender pensamentos, sentimentos e comportamentos. Já o psiquiatra é médico, pode receitar remédios e cuida da parte biológica dos transtornos mentais, como humor, ansiedade e sono. Geralmente, os dois atuam juntos para oferecer um cuidado completo.


  • Eu me sinto suficiente para mim, mas eu SEI que eu não sou o suficiente para outras pessoas próximas

    Eu me sinto suficiente para mim, mas eu SEI que eu não sou o suficiente para outras pessoas próximas (pais e namorado). Como lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Sentir-se assim pode ser muito doloroso, mas é importante lembrar que não existe uma forma única de ser “suficiente”. Às vezes, essa sensação vem de expectativas externas que não refletem quem você realmente é. Compreendo que buscamos o reconhecimento do outro, mas o verdadeiro equilíbrio vem quando conseguimos nos reconhecer como válidos, mesmo sem aprovação total. A psicoterapia pode te ajudar a entender de onde vem essa cobrança e a fortalecer sua autoestima, para que você viva mais a partir do que é genuíno em você, e não do que esperam que seja.


  • Olá. Fui diagnosticado com depressão. Faço tratamento com medicamento, porém não consigo sair de cas

    Olá. Fui diagnosticado com depressão. Faço tratamento com medicamento, porém não consigo sair de casa. Minha dúvida é se a depressão faz a pessoa ficar confinada em casa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Lamour

    Sim, pode acontecer. Na depressão, o corpo e a mente entram em um estado de baixa energia, medo de fracassar, falta de prazer e muita autocrítica. Isso pode fazer a pessoa evitar sair, encontrar pessoas ou fazer coisas simples do dia a dia, porque tudo parece pesado demais. Não é escolha, é sintoma.


Perguntas frequentes

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