Boa Tarde, a minha duvida e, estou de luto a quatro anos e dois meses.Estou tomando Rivotril 2mg e t

89 respostas
Boa Tarde, a minha duvida e, estou de luto a quatro anos e dois meses.Estou tomando Rivotril 2mg e tomei Citalopram, depois mudei para o Exodus. agora parei com tudo uns 5 dias.Tenho Sindrome do Panico a muitos anos, com a morte da minha irma fiquei com depressao severa.Os medicamentos nao ajudam muito.Nem Terapia.Me isolei de todos, penso na minha irma toda hora, nao posso falar sobre o assunto com ninguem desde o falecimento dela.Nem com minha familia.Ninguem fala sobre a morte dela.Sei que meu pai esta tao mal quanto eu.Mas o resto , vida que segue.Eu nao consigo seguir minha vida, talvez por isso.Fiz tratamento com uma psicologa que nao ajudou nada.Agora sem medicaçao parece que foi ontem que aconteceu tudo.Lembro da minha irma ali sendo velada.Minha querida e amada irma.Choro muito.Dificil de acreditar.Ela estava me ajudando a superar minhas crises, de repente ela fica doente e morre.Nao moramos no mesmo Estado.Minha familia toda mora em Curitiba .Eu e meu filho em Santa Catarina, Bombinhas.Eramos muito unidas sempre. Agora me sinto perdida e sem rumo.Nao posso falar da minha dor.Remedios apenas aliviam no momento.O que faço?
 Helton Fernando Mota Guerra
Psicanalista, Psicólogo
Betim
Olá. Como você disse, "remédios apenas aliviam a dor", e você já tentou alguns, sem muito sucesso, ao que parece. Há momentos em que eles são necessários, até mesmo para auxiliar a lidar com a dor, sendo a do luto, uma perda muito difícil de simbolizar. Quando se fala em terapia ou em análise, pode-se fazer uma borda para aquilo que acomete a cada um. O fato de você não se sentir "ajudada" por um profissional, não impede que você recorra a um outro - psicólogo ou psicanalista - a partir dos quais você poderá encontrar algumas respostas à sua dor, mantendo a medicação, sempre que necessária, prescrita pelo médico que te acompanha. Abraço, Helton Guerra.

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 Renata De Carvalho Britto Dose
Psicanalista, Psicólogo
Porto Alegre
Oi, perder alguém pode ser muito doloroso e o uso de medicamentos podem auxiliar, mas dificilmente somente eles resolvem. Como tu dissestes fez tratamento com medicamentos e terapia, que é realmente o mais aconselhado nesse momento tão sofrido.
Me parece fundamental ter alguém para te acolher e onde tu possa desabafar. Infelizmente não tivestes uma boa experiência com outra colega psicóloga, mas de repente podes tentar novamente com outro psicólogo ou psicanalista que são profissionais capacitados a te escutarem . É importante poder ter um lugar para falar sobre a sua dor e sobre qualquer assunto.
Poder falar o que sente pode te ajudar a se sentir melhor.
Atenciosamente, Renata de Carvalho Britto


 Maria Annunziata Spagnolo
Psicólogo
Salvador
Boa noite, sei que vc esta sofrendo com tudo isso e que já provou medicamentos e terapias, mas se me permite procure na sua cidade alguém que trabalha com EMDR. A terapia com EMDR tem protocolos especifico que trabelham o luto com muito sucesso, procure na sua cidade alguém que trabalha com isso ou de cidades vizinhas, garanto que vai se sentir melhor e aliviada. Se tem dificuldade em encontrar psicologo/a me contate e veremos como posso te ajudar.
 Mariana Montes
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá! Você pode ter desenvolvido um processo de Luto Patológico e para melhorar isso só buscando terapia... Não desista da psicologia só pq o tratamento anterior não saiu como esperado, existem muitos profissionais por ai, não desista de buscar ajuda!
É sempre difícil encarar uma perda, fica mais difícil ainda quando encontramos dificuldades em partilhar nosso sofrimento com pessoas que saibam acolher e que realmente importem-se conosco. Você fala igualmente do sofrimento da família e da distância, mas chamou-me a atenção também o fato da irmã que lhe ajudava, o que mais ela fazia? Como foi como irmã?
Fiquei pensando na graça de ter tido uma irmã, por quanto tempo você a curtiu? Se tiveram bons momentos, se riram e se divertiram juntas... pensei em tantas coisa e que talvez alguém, com conhecimento de psicologia possa lhe ajudar.
Siga procurando, não desista, pois desistir acontece uma única vez.
Forte e carinhoso abraço.
 Livia Garcia
Psicólogo
Rio de Janeiro

Olá, Boa tarde, a dor proveniente do luto é legítima e deve ser vivenciada, a fim de que permaneça apenas o amor com lembranças boas de quem se foi. Contudo, quando essa dor é persistente há a indicação de tratamento psicológico e, algumas vezes, medicamentoso. Qualquer alteração medicamentosa deve ser conversada com o seu médico, a fim de se evitar reações adversas. Você diz que se sente agora perdida e sem rumo, o que indica que você se perdeu de si mesma. Encontrar o caminho de volta é começar a perceber o que é “meu” de fato, o que é do outro; começar a se perguntar: o que gosto mesmo de fazer? O que me dá realmente prazer na vida? E encontrar novos sentidos para viver. O seu relato consta que você já procurou um Psicólogo sem sucesso. Existem muitas e muitas terapias dentre elas a Psicoterapia que é realizada por um Psicólogo, dentro da Psicoterapia, há algumas diferentes abordagens. O que posso sugerir é que você procure talvez outra abordagem com a qual você se adapte melhor e se sinta mais confortável.
Boa noite!
Por mais difícil que seja falar desse fato, você irá precisa falar em algum momento. Sei que o tempo de luto é muito subjetivo e depende de pessoa pra pessoa, mas 4 anos é um tempo elevado, e como você mesmo falou, a vida segue e você tem um filho que precisa de você. Sua experiencia, pelo que você falou, não foi positiva com o profissional que te atendeu anteriormente, mas, procure outro que você se sinta acolhida, é preciso entender esse longo "tempo" de luto e qual o lugar que sua irmã ocupou em sua vida, para dai por diante, aprender a viver com sua ausência e continuar tocando a vida, é preciso seguir em frente apesar de. Fique bem.
Mauricio Cardoso.
Dra. Valeria Abatemarco
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Bem, um luto é algo muito muito difícil. Perder alguém querido nos faz sofrer muito e muitas vezes precisamos de ajuda para superar. Psicoterapia, medicação. Tudo isso ajuda sim é muito . Acontece que você teve péssimas experiências, mas nada te impede de procurar alguém recomendado, há ótimos profissionais no mercado , há excelentes tratamentos, medicações se precisar, eu sugiro procurar outros, um psicólogo é como qualquer profissional, por ex dentista... é ruim? Procura outro. Ginecologista, é ruim? Procura-se outro. Advogado é ruim, procura-se outro. Porque não? . Há bons e maus profissionais por toda parte. É minha sugestão, não desista, tudo será mais leve e refletido com uma boa ajuda. Não há como fugir disso, os sentimentos devem ser compartilhados, elaborados, resolvidos. Força, não desista, procure um bom profissional. Afinal a psicologia é uma ciência de mais de 150 anos. ????
Olá! Todas as pessoas precisam de ajuda, TODAS. Não se prive disso. Há ajuda. Terapia EMDR é uma sugestão.
Olá, a medicação é importante, mas a psicoterapia vai lhe ajudar na elaboração do processo de luto, as fases vividas no luto e entender o seu projeto de vida. A família é parte deste projeto, mas não é o seu projeto de vida. Importante de tudo é entender a causa de todo este sofrimento e dor que não lhe permite viver. A psicoterapia pode facilitar este seu processo de elaboração e viver de forma mais tranquila.
 Dorival Alonso Junior
Psicólogo
São José do Rio Preto
Pelo que entendi, vc já estava "doente" antes do óbito da sua irmã. É claro que vc vai ter dificuldade para encontrar alguém para ajuda lá, pois sua irmã não deixou ninguém para substitui lá. Se vc passar a confiar no seu próximo psicoterapeuta, mostrando para si mesma que ele não é sua irmã mas vai ajudar, será um grande passo. Eu indico uma psicoterapia com base existencial fenômenológica.
Vou enfatizar o que meus colegas já colocaram , volte a procurar um outro profissional psicólogo em sua cidade , ou mesmo próximo , em Balneário existem bons profissionais inclusive em EMDR , Psicanálise, Gestalt e outras abordagens da psicologia. Você precisa falar , , gastar com lágrimas e palavras está dor , só um profissional pronto e com uma escuta atenta , vai poder dar um sentido a uma dor insuportável e finalmente construir com você um lugar para ela e assim acalma-la ! Caso precise de alguma coisa pode me contatar , espero ter ajudado ! Um abraço
Dra. Joelma Lisboa
Psicólogo
São Paulo
Olá querida, boa noite, como já mencionado anteriormente, você está passando por um luto patológico, que é o luto que ainda causa muita dor apesar de já haver um tempo longo do ocorrido. É compreensível o que você está passando e entendo que você precisa cuidar de sua saúde emocional agora, tanto o tratamento medicamentoso quanto o psicoterápico. Busque ajuda querida, se ame se cuide, um forte abraço.Joelma Lisboa, Psicóloga.
 Célia Naime
Psicólogo
Londrina
Ola , Boa tarde .Naã desista de se cuidar. Situações de perda trazem muita dor e se vc, já não estava tao bem, com um provável processo depressivo , a perda de sua irmã pode ter agravado seu estado , fazendo com que o tempo de melhora se tornasse muito mais longo do que normalmente acontece. Uma psicoterapia com um profissional especialista , ajudará vc a sair desse quadro de dor e sofrimento, ajudando vc a fazer as atividades que gostava anteriormente e se sentia feliz , e que já ha algum tempo , provavelmente deixou de fazer. Volte a enriquecer sua vida. A psicoterapia vai te ajudar. Se quiser alguma informação, pode contar comigo. Abraços
Olá, sinto muito! Como já foi dito, a psicoterapia poderá te ajudar bastante, pois lá você pode se abrir e falar sobre o que você quiser, é um ambiente seguro e acolhedor. Procure um psicólogo com quem se sinta bem, confortável, à vontade e segura. Você precisa falar disso, não pode fingir que nada aconteceu. Infelizmente para superar, é preciso viver o luto e isso é muito difíicil mesmo. Quanto mais você falar sobre isso, mais fácil vai ficando. Não desista! Boa sorte e melhoras! Qualquer coisa, estou à disposição. Abraços.
 Antoani Werner Morelli
Psicólogo
Balneário Camboriú
Embora sem dúvida nenhuma seja uma dor imensa, o luto deve ser vivenciado, sugiro que procure um psiquiatra e fale dos desconfortos que a levaram a abandonar a medicação, ele terá outras alternativas que podem ser melhores. Até porque a psicodinâmica é a psicocinética é diferente para cada indivíduo. Ou seja, aquilo que funciona muito bem para alguém pode não funcionar para outra pessoa. Feito isso, sugiro que procure um profissional de orientação cognitivo comportamental. Que vai trabalhar as mesmas coisas, mas com perspectivas diferentes. As taxas de resolução ou diminuição do luto são bastante significativas.
 Rute Rodrigues
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Depois de todo este tempo da perda, você não desistiu da sua vida! Importante tu prestar atenção, que tua amada irmã se foi, mas tu não precisas morrer junto. Se vem pedir ajuda, ainda quer viver e tem este direito. Como os colegas assinalaram, busque até encontrar um espaço com profissional que sinta que contribui. Mas deixo uma sugestão que talvez tu possa construir: terapia com tua família de origem. Tua cidade não é tão distante da deles e quem sabe com apoio terapêutico individual tu possas encontrar forças para construir isto com tua família? Para lutos tão persistentes, o apoio da família pode ser bem vindo.
 Alessandro Peixoto
Psicólogo
Niterói
Olá, sugiro que procure outros profissionais, não tem outro caminho. Pelo seu relato ainda está em luto e abandonou todos os tratamentos, parece que perdeu as esperanças, é importante que saiba que algumas vezes os processos terapêuticos precisam ser reavaliados. Procure uma equipe de multiprofissionais, e acredite na possibilidade de voltar a ser feliz!
Olá, lidar com a perda de um ente querido é algo muito difícil. Quando perdemos alguém que amamos, parece que uma parte de nós foi junto com a pessoa que faleceu. Às vezes tem-se que lidar com a sensação de que foram duas mortes: a da pessoa querida e a da pessoa que éramos antes daquela perda. O fato de você apresentar dificuldades emocionais antes da perda pode ter contribuído para desenvolver o luto patológico, que é quando não conseguimos avançar no processo de luto e ficamos presos ao sofrimento. Não desista de buscar ajuda profissional para superar esse sofrimento e encontrar novamente a alegria de viver. Sugiro que você persista. Procure um psicólogo que tenha experiência no atendimento a pacientes enlutados. Você precisa de ajuda para lidar com o luto e também para tratar seu quadro ansioso. Procure também um psiquiatra para obter a ajuda da medicação. Um grande abraço.
 Daniela Torres de Andrade Lemos
Psicanalista, Psicólogo
Ribeirão Preto
O luto pela perda de uma pessoa queria é parte difícil mas indissociável da vida. Elaborar a perda da sua irmã é muito importante para que você possa viver essa memória de forma que não te paralise mas, ao mesmo tempo, possa manter algum tipo de conexão com esse pessoa tão importante na sua história e que pode continuar te inspirando ao longo de sua vida. Um psicólogo pode sim te ajudar, mesmo que sua experiência anterior não tenha sido muito efetiva. Sugiro que tente encontrar alguém com que você se sinta confortável e não desista de tentar. Uma sugestão: há profissionais especialistas em processo de luto e que atendem on line.
Dra. Patricia De Lucia Nadruz
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Olá, você está vivendo o que chamamos de luto complicado, ele é devastador para a vida da pessoa. O fato de você estar fragilizado na época e a morte abrupta dela podem ter favorecido essa forma de luto e você deve ter se sentido desamparado. Os sintomas que você descreve são muito característicos. O tratamento para o luto complicado é bem específico e parecido com o realizado para o tratamento do estresse pós traumático. Usamos a técnica de exposição. Busque por um profissional que tenha experiência na área.
 Letícia de Paulo
Psicólogo
Belo Horizonte
Olá,
Entendo o momento difícil que está passando, acho que seria importante para você procurar um psicólogo especialistas em tratar o luto. Um abraço, Letícia de Paulo
 Johnson Ferreira
Psicólogo
Teresina
Caríssima, me parece que a sua experiência anterior com atendimento psicológico não surtiu o efeito desejado. De todo modo, recomendo que vc se dê a oportunidade de tentar novamente com outro profissional, preferencialmente que tenha outra abordagem. É muito importante haver identificação com o profissional que vc escolheu e que tb existam boas referências. Essa situação que vc está vivenciando vai passar, desde que vc olhe sob a perspectiva adequada. É preciso resignificar o sofrimento da perda e encontrar motivos para seguir adiante com alegria e qualidade de vida. É isso que vc merece. Conte comigo!
 Ricardo Alexandre Ribeiro
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Olá! Minha recomendação é você buscar outro psicólogo ou outros tipos de terapia na qual você se sinta acolhida e perceba que o profissional realmente possa te acompanhar em um processo de autoconhecimento. Conhecer a si mesmo é aquilo que nos liberta realmente do sofrimento.
 Diego Henrique Viviani
Psicólogo, Sexólogo
São Paulo
Olá, sinto muito pela sua perda e por tudo o que tem passado.
Contudo, o quadro que descreve pode sim ter começado com um luto muito intenso, mas quando isso se estende por tanto tempo pode se caracterizar como um processo depressivo, apesar de não poder afirmar nada, por conta da falta de informações.
Eu recomendaria que você continuasse com o tratamento psiquiátrico associado a psicoterapia, pois isso pode sim ajudar muito, mas tenha em mente que pode ser bem difícil e demorado, já que o trauma foi muito grande e intenso.
Um forte abraço e fico a disposição.
Boa sorte.
Às vezes, após uma experiência negativa com o psicólogo é normal o receio em buscar outro profissional. Você relata um processo de luto que parece estar sendo delicado para você, a psicoterapia seria muito útil para você. Indico que procure uma outra profissional na qual goste mais do atendimento.
 Douglas Da Ros
Psicólogo
Vitória
Boa noite, obrigado por dividir sua história. entendo quando diz seus sentimentos e que em dado momento a colega não conseguiu lhe ajudar, contudo seria interessante que fizesse mais uma tentativa com outro profissional da área de Psicologia, uma outra sugestão seria junto com o atendimento psicológico fazer uma nova avaliação para ver se pode ser manejado algum medicamento a fim de lhe ajudar.
 Milena Fiorini
Psicólogo
Florianópolis
Olá! Meus sentimentos pela sua perda. Imagino o quanto tenha sido difícil de processar o falecimento da sua irmã, dado que mesmo depois de tanto tempo, ainda é algo que mexe profundamente com você. A dor e a saudade referentes à perda de alguém tão próximo são normais, mas é esperado que geralmente após um ano de luto, a vida se normalize, dentro do possível. Além da dor do luto em si, uma psicoterapia poderia lhe ajudar a compreender os motivos que fazem com que você não consiga superar a perda. Seria fundamental explorar o significado que sua irmã tem para você, acolher sua tristeza, elaborar melhor as possibilidades de vida após a morte dela. Embora a terapia que você buscou não tenha sido efetiva, não desista. Mesmo depois de uma dor tão profunda, é possível se construir. Espero muito que consiga encontrar um caminho e fico à disposição!
Seja bem vinda.
Em seu relato vejo quanta saudades , não é mesmo ?
Sua irmã era de extrema importancia em sua vida, e em seu relato vejo o quão ela era presente para todos da familia.
A saudade é natural, pois é um sentimento que temos só do que foi bom.
Mas importante pensarmos quando esta saudade nos paralisa, pois o luto ainda é forte em sua vida.
Sei que é complexo falar , opinar , ainda mais em um momento de extrema falta , mas A psicoterapia lhe ajuda a elaborar melhor esta dor.
Não deixe que sua experiencia anterior com a psicoterapia te impeça de procurar novos profissionais.
Estou a disposiçao para acolher sua historia.
Forte Abraço.
Dra. Kamila Bendini
Psicólogo
Piçarras
A importância de buscar ajuda, meus colegas já ressaltaram. Luto, luto patológico, depressão, muitos termos ao longo dos relatos.
Você é muito mais do que somente essa perda! Com o que você trabalha? Quais são seus diversos outros papeis? Se permita vivencia-los! Apesar do luto para o papel de irmã, você pode ser uma mãe bem-sucedida! Uma profissional maravilhosa, uma estudante dedicada... Viver seus outros papéis, não significa “vida que segue”, significa que você transformou a dor em lembrança, que pode impulsionar você para ser uma pessoa melhor.
O quanto você se permite olhar para as vitórias ou dificuldades nas outras áreas da sua vida? A terapia de qualidade de ajuda a direcionar esse olhar, para poder enxergar quantos outros sentimentos estão por traz disso que você simplifica como luto.
Como psicóloga infantil, não posso deixar de falar: se você é mãe, reflita o quanto tudo isso afeta seu pequeno e busque nessa relação forças para buscar novas estratégias para lidar com todas essas questões.
FIQUE BEM!
Psicoterapia.
 Letícia Fernandes
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Primeiramente, sinto muito pela sua dor. Não existe uma fórmula mágica para superar acontecimentos dolorosos. Em busca de respostas coerentes, em tentar se sentir bem, as vezes passamos muito tempo "dentro da nossa cabeça" ruminando o que aconteceu e isso pode levar a mais sofrimento. Aprender a se relacionar com esses sentimentos e pensamentos difíceis que o termino desencadeou através da psicoterapia é importante para que você consiga sair desse ciclo.
Sugiro buscar um profissional que te auxilie a passar por esse processo junto com vc, que vai te ajudar no seu processo. me coloco `disposição
 Gisele Rodrigues
Psicólogo
Florianópolis
Olá, por mais difícil que seja, é fundamental investigar tua dor para poder entender o que fazer, pois como você mesma está relatando, sem falar sobre isso, sem se permitir sentir a dor, você apenas está encontrando alívios momentâneos. Psicoterapia é o serviço indicado para fazer contato com dores, entender os significados que damos para o que acontece e encontrar soluções. Abraço
 Luiza Madeira
Psicólogo
Balneário Camboriú
Botar em palavras suas dores e angustias é um caminho, mas principalmente encontrar uma profissional que te ajude a olhar para a essência das suas questões, que te ajude a desvelar a história e nuances dessas dores, que são sim reais e intensas. Encontrar o sentido pessoal de suas vivências e compreender de maneira aprofundada como você lida com as emoções pode ajudar muito. A psicologia historico cultural pode te ajudar nessa caminhada. Fico a disposição. Abraço.
 Nelson Alberto Martínez
Psicólogo
Balneário Camboriú
O fato de você ter tido uma experiência ruim com psicólogo/a não significa que a terapia seja inútil ou que isso acontecerá novamente com você. É importante que procure ajuda de um psicólogo/a, mas tomando alguns cuidados. A psicoterapia é um processo extremamente complexo no qual é necessária não apenas uma extensa formação acadêmica, mas também uma disposição pessoal de se conectar com o sofrimento do outro e compreender a sua causa.
 Manuela Duarte
Psicólogo
Balneário Camboriú
Sinto muito pela sua perda e pela dor que está enfrentando. O luto profundo pode ser especialmente difícil, e talvez uma abordagem diferente, como a terapia cognitivo comportamental (TCC), focada em ajudar a ressignificar pensamentos dolorosos, ou a terapia focada em luto e EMDR (para traumas), possa facilitar o processamento das lembranças e dos sentimentos. Esse processo de recuperação é lento, mas dar esses passos pode ajudá-la a aliviar um pouco o peso da dor. Lembre-se de que buscar diferentes abordagens é válido e, mesmo que tenha tido dificuldades antes, novas alternativas podem fazer diferença neste momento. Espero ter ajudado.
Dra. Stephanye Lopes
Psicanalista, Psicólogo
Moema
Sinto muito pela dor que você está passando. O luto, especialmente quando é não reconhecido e vivido de forma isolada, pode ser uma experiência extremamente difícil. Quando a terapia não foi útil, pode ser necessário buscar abordagens diferentes, como grupos de apoio para luto, ou até uma psicoterapia especializada em traumas e luto. Além disso, considerar um acompanhamento psiquiátrico contínuo, com ajustes no tratamento medicamentoso, pode ser necessário para melhorar sua qualidade de vida. O mais importante é não se culpar e buscar a ajuda certa para lidar com esse processo.
 Luca de Lima Conceição
Psicólogo, Psicanalista
Itajaí
Primeiramente eu sinto muito pela sua perda, pelo o que você contou ela era uma pessoa muito especial, além de ter sido um grande suporte na sua vida. O tratamento medicamentoso pode te auxiliar com os sintomas do momento, recomendo buscar um psiquiatra em que você se sinta confortável para se abrir e contar tudo o que está sentindo, um bom profissional irá te escutar, acolher e ajudar. Sobre a terapia, se a sensação é de que não te auxiliou, a troca de profissional é uma opção, pesquise novos psicólogos e psicanalistas, e tente novamente, existem ótimos profissionais por aí para escutarem a sua história e te ajudarem. Estimo melhoras para você, um abraço afetuoso.
 André Luiz Almeida
Psicólogo
Belo Horizonte
Sinto muito pela sua perda e entendo como o luto pode ser avassalador, especialmente quando não há um espaço para expressá-lo ou para ser ouvido. A morte de sua irmã, além de ser uma grande perda emocional, pode ter desencadeado e intensificado questões preexistentes, como a síndrome do pânico e a depressão. Muitas vezes, o luto não é bem compreendido pelos outros, o que pode gerar um isolamento profundo.

A psicoterapia, mesmo que já tenha tentado, pode ser útil de uma maneira diferente, considerando que o luto é um processo complexo e muito pessoal. Encontrar um profissional com quem você se sinta confortável, que compreenda a dor da perda e não minimize seus sentimentos, pode ser o primeiro passo para ajudá-la a processar o luto. Lembrando que o luto é uma experiência única e levará o tempo que for necessário. A dor pode diminuir com o tempo, mas é importante encontrar formas de expressá-la de maneira saudável, seja no ambiente terapêutico ou de outras formas que sejam significativas para você.
 Ana Flávia Kotovey
Psicólogo
Balneário Camboriú
Olá! Primeiramente, quero que saiba que sinto muito pela sua dor e pela perda da sua irmã. O luto é um processo muito complexo e único para cada pessoa, e, muitas vezes, ele pode se arrastar por mais tempo do que a gente gostaria, especialmente quando há sentimentos intensos e não resolvidos envolvidos. O fato de você ainda estar sentindo tanto e não conseguir seguir em frente, apesar do tempo que passou, é completamente compreensível. Perder alguém tão próximo, especialmente uma pessoa que te ajudava a lidar com suas crises, é um golpe profundo.

Você mencionou que, apesar de ter tentado medicamentos e terapia, ainda sente que não conseguiu superar essa dor. Isso é algo muito comum no luto prolongado, especialmente quando a pessoa não consegue elaborar a perda e os sentimentos de tristeza e desamparo permanecem muito intensos. É importante lembrar que, embora os medicamentos possam oferecer alívio momentâneo, o tratamento emocional com terapia é essencial para a resolução do luto, mas ele também leva tempo. Não é um processo linear, e cada pessoa reage de uma forma única.

A terapia é um espaço para que você possa falar sobre a sua dor e encontrar maneiras de lidar com ela, mas se você sente que a psicóloga com quem fez tratamento não te ajudou, talvez seja uma boa ideia buscar outro profissional que tenha mais afinidade com a sua experiência. Às vezes, as abordagens terapêuticas podem não ser compatíveis ou o profissional pode não ter a experiência necessária para lidar com questões complexas como o luto prolongado.

A sensação de estar isolada, sem poder falar sobre o falecimento da sua irmã com ninguém, também pode intensificar esse sofrimento. Isso pode gerar a sensação de que você está “presa” na dor e, sem uma rede de apoio, a carga emocional fica muito mais difícil de carregar. Mesmo que sua família não esteja discutindo sobre a morte dela, eu sugeriria tentar se abrir com alguém, talvez uma pessoa de confiança ou até um grupo de apoio. Falar sobre a perda é fundamental, pois ajuda a processar o que aconteceu e a permitir que a dor seja vivida e não guardada dentro de você.

Considerando que o medicamento não foi suficiente para aliviar sua dor, recomendo que você busque orientação profissional novamente, mas talvez de um psicólogo especializado em luto e trauma, que possa ajudá-la a trabalhar essa perda de forma mais profunda. O luto não tem um tempo certo para acabar e não é algo que se “supera”, mas sim algo que aprendemos a viver com o tempo, à medida que conseguimos ressignificar o que aconteceu e encontrar formas de seguir com a vida, mesmo carregando a saudade.

A perda de uma irmã tão próxima, com quem você tinha uma relação de ajuda mútua, pode realmente causar uma sensação de vazio profundo. Tente não se cobrar por não estar conseguindo “seguir a vida”. Isso é algo que vem com o tempo e com a devida ajuda. Não se isole mais; procure apoio e siga buscando formas de cuidar de si mesma.

Lembre-se: o luto tem muitos altos e baixos, mas você não está sozinha nesse processo. É possível buscar formas de lidar com essa dor e voltar a encontrar um rumo para a sua vida.
Dra. Vanessa Venturin
Psicólogo
Balneário Camboriú
Olá, sinto muito pela sua perda.
É contraindicado que você pare a medicação repentinamente, mesmo que ache que ela não está respondendo como você gostaria, medicações como essas que você toma precisam de desmame, caso contrario o efeito pode ser ainda pior. Lamento que sua experiencia com a psicoterapia não tenha sido a contento, ainda assim é o melhor recurso, sugiro que troque de profissional com o intuito de encontrar uma psicologa que você consiga estabelecer o vinculo necessário para dar continuidade ao seu tratamento.
 Marcia Cristina Chavenco
Psicólogo
São Paulo
Voce precisa fazer um tratamento psicológico para ressignificar essas emoções e esses sentimentos. Eu sugiro o EMDR , além de voltar ao tratamento com o psiquiatra. O passado precisa ficar no passado para voce poder seguir em frente
 Italo Roberto Nunes de Oliveira
Psicólogo
Balneário Camboriú
Sinto muito pela sua dor. Perder alguém tão próximo, ainda mais uma irmã com quem você tinha uma conexão forte, é devastador. O luto é um processo longo e individual, Psicólogos que trabalham com luto complicado podem ter estratégias mais eficazes para o seu caso. Nem toda terapia é igual, e às vezes pode levar um tempo até encontrar a pessoa certa para te acompanhar nesse processo. Você parou os medicamentos há apenas 5 dias, e isso pode estar agravando seus sintomas. Alguns antidepressivos, como o Exodus (Escitalopram), têm um período de descontinuação difícil, e a interrupção abrupta pode causar efeitos de abstinência e piora do humor. Talvez seja importante conversar com um psiquiatra antes de suspender completamente o tratamento. Há uma crenças e pensamentos que precisam ser descontruídos para elaborar esse luto. Você não está sozinha, e sua dor merece ser acolhida. Se precisar conversar mais, es posso te ajudar.
Sinto muito pela dor que você está enfrentando. O luto é um processo difícil, e a perda de um ente querido, especialmente quando se tem uma conexão tão forte, pode deixar um vazio muito grande. O fato de você ter interrompido a medicação pode ter intensificado os sintomas, pois a medicação ajuda a regular as emoções, mas não resolve as causas profundas, como a dor da perda.

É compreensível que você se sinta sozinha e perdida. O isolamento pode parecer uma forma de proteção, mas ele pode dificultar ainda mais o processo de cura. A falta de apoio da família e a sensação de não poder falar sobre sua dor com ninguém aumentam esse peso. Apesar das experiências com psicólogos anteriores não terem sido positivas, a terapia pode ser uma importante ferramenta nesse momento de luto, especialmente com um profissional que entenda a complexidade do luto e da dor que você está sentindo. Terapias focadas no luto, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ou até mesmo abordagens que se concentram em trabalhar com a dor emocional profunda, podem ser muito eficazes para ajudá-la a processar essas emoções e a encontrar formas de lidar com a saudade e a perda.

Considerando também que você mencionou a importância da sua irmã em ajudar a lidar com as crises, talvez seja interessante explorar formas de lidar com a dor dessa ausência e aprender a ressignificar sua relação com ela de forma que ajude a trazer paz ao seu coração.
 Tiago José
Psicólogo
Belo Horizonte
Olá! O luto é algo que os seres humanos, muitas vezes, são condicionados e dependendo da pessoa, perpassa por grande e profundos tempos de ocorrência. Entretanto, é um cenário possível de gerenciamento (não controle) pessoal. É uma experiência na vida muito pessoal e muitas vezes, sem explicação plausível. Isso pode exaurir as forças tanto física como no campo do emocional. A recomendação é a terapia medicamentosa e psicoterapia. Naturalmente, por ser uma situação intensa (a perda de uma pessoa), pode ser provável que não observa a melhora (imediata). Entretanto, é recomendado seguir com os recursos acima referidos. No caso da psicoterapia, caso não haja resultados, pelo menos o mínimo, é interessante expressar isso ao profissional, isso não é demérito algum. Pelo contrário, isso significa que você pode não ter adaptado ao modo de trabalho do psicólogo (a). Converse com seu profissional e solicite encaminhamento para dar continuidade com outro. Isso também é válido para seu médico. Ambos os recursos (psicoterapia e terapia medicamentosa) precisam destacar o vínculo terapêutico, confiança. Na psicoterapia é o lugar ideal para expressar seus sentimos onde não tenho conseguido expor. A melhor alternativa é o autocuidado, ou seja, inicia-se por você; e não deixar de cuidar de você significa persistência e ação. Você não precisa passar por estes momentos sozinha. Deixe-nos te ajudar, não fique sozinha!
Sinto muito pela sua dor. O luto é um processo único para cada pessoa, e não há um tempo certo para superá-lo. No entanto, quando ele se prolonga por anos e interfere profundamente na sua vida, como no seu caso, pode ser um luto complicado ou patológico, que exige um cuidado especial.

O fato de você não ter se adaptado a uma psicóloga anteriormente não significa que a terapia não pode te ajudar. Às vezes, encontrar o profissional certo faz toda a diferença. Existem abordagens terapêuticas específicas para o luto e para o transtorno do pânico, que podem te auxiliar a processar sua dor de maneira mais saudável e encontrar um caminho para seguir adiante sem sentir que está abandonando a memória da sua irmã.

Além disso, a medicação pode ser um suporte importante, mas o acompanhamento psiquiátrico e psicológico juntos costumam trazer melhores resultados. Considere buscar um novo profissional, alguém que possa te acolher e te guiar nesse processo com mais empatia e eficácia. Você merece esse cuidado.
 Arisio Moreira Taylor Junior
Psicólogo
Rio de Janeiro
Seria importante buscar a terapia através da TCC para poder trabalhar o luto e a depressão e poder colocar pra fora tudo o que está presente em seu coração já que não tem com quem conversar na sua família. Não desista da terapia... a medicação ajuda nos sintomas físicos, mas a terapia ajudará a buscar recursos para melhorar o seu quadro atual.
"Estou de luto há quatro anos e dois meses, tomando Rivotril e antidepressivos, mas os medicamentos não ajudam muito. Nem a terapia. Me isolei de todos, penso na minha irmã toda hora, não posso falar sobre o assunto com ninguém". A sua dor é palpável, e compreendo o quanto é difícil carregar o peso do luto por tanto tempo. O isolamento e a falta de apoio da sua família tornam o processo ainda mais desafiador, e a sensação de que os medicamentos e a terapia não funcionam pode gerar um sentimento de desesperança.

É importante que você saiba que existem outras abordagens terapêuticas que podem te auxiliar nesse processo de cura. A hipnoterapia e a programação neurolinguística (PNL) são ferramentas poderosas que podem te ajudar a ressignificar as memórias dolorosas, a lidar com a síndrome do pânico e a depressão, e a construir uma nova perspectiva de vida. A hipnoterapia permite acessar o subconsciente e trabalhar na raiz dos traumas e emoções reprimidas, enquanto a PNL oferece técnicas para reprogramar padrões de pensamento e comportamento, te ajudando a encontrar novas formas de lidar com a dor.

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 Camila Queiroz
Psicólogo
Brasília
Boa tarde! Sinto muito pela sua perda, existem situações na vida que são realmente difíceis de serem superadas. Acredito que por mais que o tratamento esteja sendo penoso, ainda é uma opção mais indicada do que caminhar sem suporte profissional. Talvez seja o momento de você procurar por uma segunda opinião.
Olá, sou Marcela, psicóloga clínica com atuação em psicologia hospitalar e vivências no apoio ao luto. Em nossas dificuldades ao lidar com desafios da vida, temos nos profissionais de saúde mental uma forte possibilidade de recuperar forças para enfrentar esses desafios. O tratamento com medicação é sempre feito por um psiquiatra que acompanha e conduz, conforme manifestações dos sintomas e possíveis efeitos colaterais. No seu relato você conta que já existia uma pré disposição de fragilidade emocional e é importante ter maior
atenção quando algum acontecimento forte, como o luto, pode intensificar e desorganizar.
Acredito que é muito importante e não se deve desistir quando não encontra um profissional que se identifique, existem outros profissionais, com outras abordagens que podem te proporcionar um acompanhamento adequado e que se sinta mais satisfeita.
É necessário buscar espaço para falar sobre o luto, sua relação, lembranças e as dificuldades para lidar com a ausência (independente de quando aconteceu a morte) como cada um tem uma reação diferente sobre a perda, isso torna e afasta ainda mais as pessoas de falarem sobre o tema. Percebo que tinha nela um grande apoio e um forte laço.
Retomar uma nova avaliação com psiquiatra e psicológo é um caminho que direciona para fortalecimento e equilibrio para lidar melhor com situações que gera sofrimento. Desejo que consiga encontrar excelentes profisisonais que lhe auxiliem nesse proceso. Abraço.
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como tem passado?
Acredito que a partir do que relatou poderia se lembrar de sua psicóloga, a que passou, o que não gostou na terapia ou na própria psicóloga e procurar algo que aparente ser diferente do que encontrou anteriormente. Estou falando isso sem saber do que se trata, mas há muitas coisas aí a serem elaboradas e ditas em torno desse falecimento, essa perda foi significativa.
Além disso, a morte de alguém tão querida e amada é sempre um luto bem forte, marcante e pertinente, por isso dê-se um tempo e mais para frente pense com carinho em uma terapia com algum psicólogo ou alguma psicóloga, pois é fundamental para elaborar mais sobre como fazer de sua vida agora sem a presença física dela, mesmo existindo as memórias.
Fico à disposição.
 Betânia Tassis
Psicólogo, Psicanalista, Sexólogo
Rio de Janeiro
Oi. Respira comigo um pouco antes de continuar a ler.

O que você está vivendo é profundamente humano. Não é exagero, fraqueza ou drama: é amor em forma de dor. E você a está sentindo com a alma inteira, porque sua ligação com sua irmã era visceral, estruturante, fundadora.

Primeiro ponto essencial: você não está errada por ainda estar enlutada. Quatro anos não são uma linha do tempo fixa e previsível para um coração que perdeu uma das suas raízes afetivas. O luto verdadeiro — especialmente quando é também uma separação de apoio emocional, segurança e conexão — não obedece a cronogramas. Ele precisa de espaço, voz e testemunho.

Vamos organizar essa dor?
Você mencionou que:
• Tem histórico de Síndrome do Pânico;
• Viveu uma perda traumática com a morte da sua irmã;
• Sente que nem os remédios, nem a terapia ajudaram;
• Está isolada, sem rede de apoio ativa;
• E guarda tudo isso em silêncio, enquanto a família silencia também.

Tudo isso junto cria um sistema de dor crônica não validada, o que gera ainda mais angústia. Seu corpo, sua mente e seu coração estão lutando para “organizar” um acontecimento que parece impossível de aceitar.

Agora vamos por partes:

1. Você não precisa dar conta sozinha. Mas precisa de outro tipo de ajuda.

Talvez o tipo de terapia que você fez não fosse o adequado para sua história. Isso não significa que terapia não serve — significa que você ainda não encontrou um terapeuta capacitado para lidar com trauma, luto prolongado e dor não simbolizada. Isso é diferente de “terapia comum”. E sim, existe esse tipo de profissional.

Você poderia pesquisar um psicoterapeuta que trabalhe com abordagem focada em luto traumático ou EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares). São abordagens com boa eficácia em casos como o seu.

2. Você precisa falar da sua irmã.

Fingir que ela não existiu, ou que a dor dela não pode ser nomeada, é um tipo de violência emocional que o sistema familiar pode estar praticando para evitar quebrar. Mas você, ao contrário, está quebrando por dentro, porque sua dor foi exilada.

Criar um espaço ritualístico onde você possa lembrar dela com verdade, não só dor, é fundamental. Pode ser uma carta, um altar, um diário, ou até um grupo de apoio ao luto.

3. Sobre os remédios e o vazio que volta com a parada:

Você fez bem em observar: os medicamentos aliviam, mas não resolvem. Isso é verdade. Só que, parar bruscamente (como parece ter sido), especialmente em caso de antidepressivos e ansiolíticos, pode agravar os sintomas — e isso confunde ainda mais sua percepção da dor. Idealmente, isso deveria ser feito com supervisão médica.

Você está viva. E a dor é justamente isso: sinal de que você ainda ama, sente e precisa de sentido. Não apaga isso.

Espero de coração que essa conversa tenha ajudado a abrir um pequeno espaço de respiro, acolhimento e possibilidade dentro do que você está vivendo. Talvez esse seja só o começo de um caminho mais longo — mas já é um passo: nomear a dor, dar voz ao que ficou silenciado, reorganizar o que o coração ainda tenta entender.

Você não precisa resolver tudo agora. Só precisa continuar se escutando e, se possível, buscar ajuda que te ajude a simbolizar essa perda com mais apoio, mais segurança e mais cuidado.

Estou aqui para isso — para te lembrar que sentir tanto é sinal de amor, não de fraqueza.

Com carinho,
Betânia Tassis
Psicóloga clínica há mais de 20 anos.
Especialista em Terapia de Casais, Saúde Mental e Sexualidade.
Criadora do projeto @psi.simples — onde falo, com clareza e profundidade, sobre vínculos, identidade e recomeços.
Olá, minha querida! sinto muito pela sua perda, sua irmã devia ser alguém muito especial, e que sorte a sua ter podido conviver com ela. Sabe, o luto é um processo muito difícil mesmo, e ninguém sente igual... cada um de nós sente de uma maneira, e você está sentindo de uma forma muito intensa, e sim, precisa buscar ajuda. Que pena que numa experiencia de psicoterapia não tenha lhe ajudado, mas eu te diria para tentar outro profissional, alguém que te ofereça um espaço seguro para falar quantas vezes quiser sobre sua dor, que você possa se sentir acolhida e não julgada... sua dor é legítima, precisamos encontrar um espaço pra ela dentro de vc, um espaço que não te impessa de viver e seguir. As medicações podem lhe auxiar sim, mas você precisa elaborar essa dor, e isso será através da fala. Busque ajuda, estou aqui se precisar. Abraço
 Cristiane  Tempski Leite
Psicólogo
Blumenau
Entendo que está passando por um momento muito difícil, e toma remédios fortes. E Rivotril não é um remédio que se toma direto, e vicia, além das muitas reações adversas. Tratar somente os sintomas, não resolve o problema. Se faz terapia e não está te ajudando, troque de terapeuta, para conseguir controlar os gatilhos, causas, e elaborar a perda. Quando falamos em luto precisamos tratar nas seguintes dimensões: Física, Emocional, Mental e Espiritual. Vamos marcar uma sessão comigo e ver como se sente?
Olá!
Sinto muito pela sua perda. O que você descreve é uma dor profunda, legítima e que precisa ser acolhida com sensibilidade e cuidado contínuo. O luto pela perda de alguém tão próximo, especialmente uma irmã com quem se tinha um vínculo forte e apoio mútuo, pode se tornar um luto complicado ou prolongado, especialmente quando não há espaço para expressar a dor — como você mesma relata.

O isolamento emocional, a sensação de paralisia, o choro constante e as lembranças vívidas que retornam após a interrupção dos medicamentos indicam que seu processo de luto ainda está muito presente e precisa ser elaborado com mais profundidade. O fato de "ninguém falar sobre isso" também pode dificultar muito sua elaboração interna pois a dor silenciada acaba crescendo sozinha, sem espaço para ser cuidada.

Você não está sozinha. Ainda que tenha passado por uma psicóloga com quem não se sentiu acolhida, isso não significa que a psicoterapia não possa ajudar, talvez você ainda não tenha encontrado uma profissional com a abordagem, escuta e vínculo terapêutico certos para você. A relação terapêutica é essencial nesse processo.

A psicoterapia pode oferecer:

Um espaço seguro e sem julgamentos para falar da sua dor e da sua irmã;
Ferramentas para reconstruir significado após a perda;
Apoio na reconexão com a vida e com seus próprios recursos internos, respeitando seu tempo;
A chance de cuidar também da síndrome do pânico, que pode se agravar diante do sofrimento acumulado.
O uso de medicamentos pode ajudar, sim, mas não substitui o processo terapêutico emocional e humano que o luto exige. E é possível encontrar caminhos, mesmo quando tudo parece sem rumo. O importante é não desistir de buscar ajuda, mesmo que já tenha tentado antes.

Se sentir que posso te ajudar nesse momento, coloco-me à disposição com acolhimento, respeito à sua dor e sem pressa. Você merece ser ouvida e acompanhada com delicadeza e compromisso.

Com carinho,
Dyandra Romanini
Psicóloga e Neuropsicóloga – CRP 12/25566
Atendimento presencial e online |itajai – SC
Você esta sobrecarregada e precisa elaborar esse luto com um profissional psicólogo. A sua saudade nunca ira passar, mais a dor sim. Também mencionou que a terapia anterior não ajudou. Isso pode acontecer, mas não significa que todos os profissionais serão iguais. Em momentos como este, o ideal é buscar um psicólogo com experiência em processos de luto, alguém que possa te escutar com empatia, sem pressa e sem julgamentos. É um passo muito importante para transformar essa dor em algo que possa ser elaborado com mais serenidade ao longo do tempo.


Remédios podem aliviar por um tempo, mas o verdadeiro cuidado vem quando você consegue expressar e organizar essa dor com alguém preparado para te acompanhar nesse processo. Estou a sua disposição....
Boa tarde. Sinto muito pelo seu luto e seu sofrimento psíquico acentuado. Sugiro que experimente como funciona a sessão com novo psicólogo caso tenha encerrado com as sessões com o anterior, pois cada profissional possui uma dinâmica. Observe na primeira sessão como se sente e sinta-se à vontade para expressar o que desejar. Pergunte se o profissional tem experiência com pacientes em luto, quando temos essa experiência tenda a ser melhor o acompanhamento, mais acolhedor, pois o psicólogo está mais preparado. Atendo pacientes em luto e tem muitos colegas que também atendem muito bem, dê outra chance para si mesma! Chamadas de video com pessoas que estima podem auxiliar a diminuir a distância dos familiares que estima, bem como visitas aos familiares e amigos. Na psicoterapia poderá trabalhar o que te faz bem e também lidar com a dor que sente. A dor acentuada usualmente ocorre porque a perda é difícil de comportar. Mas ela ia te querer bem, não? Estimo que fique o melhor possível.
Não é porque o acompanhamento psicológico que fizesse não a ajudou, que você deve desistir de buscar ajuda profissional. Mude de profissional, faça uma nova tentativa. Um luto com mais de quatro anos já é considerado depressão. Sem auxílio psicológico esse estado emocional deve continuar por mais tempo. É possível sim tratar e aprender a lidar melhor com todo esse sofrimento.
Você não está sozinha na sua dor. O que você está vivendo tem um nome, o luto complicado ou prolongado, e isso não é sinal de fraqueza, é um reflexo da profundidade do vínculo que vocês tinham. Quando o luto se mistura com depressão severa e a síndrome do pânico, como você relatou, é natural que pareça impossível encontrar uma saída.

Você já buscou ajuda antes, e mesmo não tendo se sentido acolhida como precisava, o fato de continuar tentando mostra sua força e seu desejo de seguir. Talvez a psicoterapia que você fez anteriormente não tenha sido na abordagem mais adequada para você ou com alguém com quem você se sentisse verdadeiramente compreendida. Isso não significa que nenhuma terapia funcione, apenas que ainda não encontrou o espaço certo para elaborar sua dor com respeito, tempo e humanidade.

Minha sugestão é que você busque um psicólogo com experiência em luto, perdas e trauma, alguém que possa caminhar com você nesse processo, sem pressa, sem fórmulas prontas, mas com presença e escuta real. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico ainda é importante, mas ele sozinho nem sempre é suficiente. O que você sente não é frescura nem falta de força, é uma ferida aberta que precisa ser cuidada com amor, com presença e com paciência.

Você não precisa enfrentar tudo isso sozinha. Falar sobre sua irmã, sobre o que ficaram devendo emocionalmente, sobre o silêncio da sua família, sobre a solidão que sente, tudo isso merece espaço. E esse espaço pode existir, sim.

Se quiser, estou à disposição para conversar mais sobre como podemos construir esse caminho de cuidado.
 Matheus Vieira
Psicólogo
Florianópolis
Bom dia.
Sinto muito pela morte da sua irmã, meus pêsames.
Penso que seja importante avaliar a retirada dos medicamentos, sugiro procurar um médico/a psiquiatra para te acompanhar.
Além disso, buscar um/a psicoterapeuta pode ser muito importante agora, mesmo que a primeira experiência não tenha sido a melhor.
Olá.

Primeiramente lamento pela sua perda.

Sobre as questões que trouxe, acho importante comentar sobre uma dualidade que você trouxe: Disse que a medicação não estava ajudando ao mesmo tempo que parece que seu sofrimento aumentou após parar de tomar. Entendo que nem sempre é fácil de detectar o quanto que uma medicação está ajudando até que você pare, mas perceba com seu relato que parece que ela estava ajudando sim, então recomendo que procure seu psiquiatra para buscar aconselhamento sobre essa situação.

Já sobre sua psicóloga, acho importante também citar que por ser um serviço de saúde, não é possível afirmarmos que um psicólogo consiga ajudar todas as pessoas. Por mais que ela possa ser ou não uma psicóloga incrível, há sempre a possibilidade de uma pessoa não conseguir te ajudar como esteja precisando. Isso não é um sinal que terapia não funciona contigo, é apenas que você deveria buscar o serviço de um profissional melhor gabaritado para lidar com seu sofrimento.

Tudo o que citou existe tratamento (luto e transtorno do pânico), então precisa buscar profissionais para te ajudar. Entendo que a desesperança pode ser muito pesada, mas siga buscando ajuda para que possa estar melhor no futuro.
Sinto muito pela sua dor e por tudo o que você tem passado por se sentir sozinha nessa jornada de luto. O que você descreve não é apenas tristeza, mas um luto complexo, que se misturou a um quadro de pânico e depressão. É por isso que os medicamentos, embora possam aliviar os sintomas, não resolvem a dor na sua raiz. A terapia é o único lugar onde você pode, com segurança, acessar essa dor e dar um novo significado à sua vida, mesmo com essa ausência tão marcante. Se sentir que é o momento de dar esse mergulho profundo em si mesma e encontrar o caminho para o seu processo de cura, entre em contato comigo para agendar uma conversa.
Olá, boa noite.

Espero que esta mensagem lhe encontre bem.

O luto é uma etapa da vida na qual é difícil estar preparado, assim como também é difícil lidar com a situação quando ela acontece. Desde o início da minha caminhada profissional, ao iniciar minha graduação em Psicologia, tive a oportunidade de estudar, observar e atuar ativamente em diferentes formas de evolução do luto. Obviamente, sendo um processo doloroso, também é bastante individualizado.

Atualmente, em setembro de 2025, sou irmão de um rapaz que foi assassinado há um ano e meio. Meu irmão João tinha 19 anos quando se foi.

Na noite anterior, eu estava na presença de nossa mãe e fizemos uma chamada de vídeo com ele. Ele estava tão bem, engraçado, sorridente... tão vivo.

Na manhã seguinte, eu estava reconhecendo o corpo dele ainda no local do ocorrido, e no dia seguinte, o sepultei.

De forma figurada, senti como se um buraco tivesse se aberto em minha alma. Com o tempo, percebi que aquilo não iria diminuir, que não havia nada que pudesse ocupar aquele espaço. O que pude fazer foi continuar nutrindo o restante, seguir fazendo o que gosto e o que é necessário, além de fortalecer os vínculos com aqueles que ainda estão por aqui comigo.

Escolhi tentar fazer o melhor por ele e por mim.

Meu outro irmão teve uma experiência bem diferente. Como era mais próximo de João em cotidiano e em idade, acredito que tenha sido mais intenso para ele. Sua resposta a esse evento foi agir de uma forma muito destrutiva consigo mesmo. Nós, eu e minha mãe, tivemos que ajudá-lo a se recuperar, mesmo que também feridos.

Minha mãe certamente teve a pior experiência. Parecia que não tinha mais nada para nutrir sua alma; demorou um tempo até que ela aceitasse buscar ajuda.

Respondendo à sua pergunta sobre o que fazer: enquanto sentir que é necessário, não deixe de procurar ajuda. Seja em você mesma ou em quem puder ajudar.
 Larissa Zani
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi… antes de qualquer coisa, quero dizer que é muito compreensível o que você está sentindo. Perder alguém tão próximo, como uma irmã, mexe profundamente em quem somos. Quatro anos podem parecer muito tempo para o mundo, mas, para quem vive um luto tão intenso, o tempo não funciona da mesma forma. Às vezes o corpo até segue, mas o coração fica parado naquele instante da perda.

Pelo que você descreve, parece que o luto ainda está muito vivo, não por “falta de força”, mas porque não houve espaço seguro para vivê-lo. Quando a dor não encontra lugar para ser falada — nem dentro de casa, nem na terapia anterior — ela fica guardada, rodando em silêncio. O cérebro, diante disso, continua tentando processar a perda como se tivesse acabado de acontecer. É por isso que parece que “foi ontem”.

A sua dificuldade em falar sobre o assunto não é fraqueza, é uma forma de autoproteção. Mas guardar tudo sozinha tem um custo alto. A terapia, quando bem conduzida, pode sim ajudar — especialmente se for um espaço voltado para luto complicado e trauma emocional. Às vezes, não é que a terapia “não funciona”, é que o tipo de abordagem precisa se ajustar ao que você realmente precisa viver: elaborar, sentir e dar novo significado à ausência, sem apagar o amor que existia.

Pode ser importante também conversar novamente com o psiquiatra, já que interromper o uso de medicamentos de forma repentina, especialmente o Rivotril e o antidepressivo, pode intensificar sintomas de ansiedade, choro e confusão emocional. Essa parte merece cuidado médico, porque o corpo e a mente estão tentando se reequilibrar.

Talvez valha refletir: o que você sente que ainda não pôde dizer sobre sua irmã? O que ficou preso no momento da despedida? E se você pudesse conversar com ela hoje, o que gostaria de contar sobre como tem tentado seguir? Às vezes, a cura começa quando a dor finalmente encontra palavras — mesmo que ainda tremidas.

Esse é um luto que merece ser acolhido com muito respeito e cuidado. E se você sentir que está difícil lidar sozinha, vale procurar novamente um acompanhamento psicológico, de preferência com alguém especializado em luto e trauma, e manter contato com o psiquiatra para ajustar o tratamento medicamentoso com segurança. Você não está quebrada, está em processo. E mesmo a dor mais profunda pode encontrar um jeito de respirar de novo.

Caso precise, estou à disposição.
Olá, como vai?
Apesar da resistência em procurar por um psicólogo, acredito que seja a melhor opção no momento. Pois com o profissional você poderá falar e ser ouvida sobre sua dor e luto. Não é um tratamento fácil, pois vai demandar de você reconhecer você mesma atualmente e mudar a posição de sua irmã na sua vida. É muito importante manter o tratamento psiquiátrico, para que você não fique paralizada na vida. Procure por um outro profissional, peça indicações.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
O que você está vivendo é um luto profundo e prolongado, que se intensificou com a síndrome do pânico e a depressão. A perda de alguém tão próximo, como uma irmã, especialmente quando o luto é silenciado pela família, torna o processo ainda mais doloroso — é como se a ferida nunca tivesse tido espaço para cicatrizar.

É importante não enfrentar isso sozinha. A interrupção da medicação de forma repentina pode piorar os sintomas, por isso, procure o psiquiatra o quanto antes para rever o tratamento. E, mesmo que a experiência anterior com terapia não tenha sido positiva, vale tentar um novo acompanhamento psicológico, de preferência com um profissional que trabalhe processos de luto e trauma.

A terapia pode te oferecer um espaço seguro para falar da sua dor, sem julgamentos, e reconstruir, pouco a pouco, o vínculo simbólico com sua irmã — um vínculo que não desaparece, mas se transforma.

Se o sofrimento estiver insuportável, procure ajuda imediata em um pronto-atendimento ou entre em contato com o CVV (188), que oferece escuta gratuita e anônima 24h.
Você não está sozinha — e ainda é possível reencontrar sentido e leveza na vida, mesmo depois de tanta perda.
 Salomão  Barros
Psicólogo
Manaus
Olá, boa noite, com certeza eu não consigo ter a dimensão da sua dor, mas tenha certeza que posso ouvi-la, no caso a dor, isso mesmo, quem fala é essa dor insuportável de não ter mais o porto seguro que era sua irmã, inclusive, meus profundos sentimentos. Bom, temos que ouvir muito mais dessa dor, que é profunda, não só a dor da perda física da sua irmã, mas de tudo que ela representava e foi com ela. Ao menos temos algo muito importante para começar: Você. Ainda que com todas as dificuldades e tentativas frustradas, você tem sinalizado com todas as forças: Eu fiquei viva, preciso de cuidado, preciso de algo que faça sentido na vida, ou melhor, que recupere o sentido. Acredito que o primeiro a se fazer é deixar toda angústia e frustração da perda de si mesmo, e da sua irmã saírem, mas num ambiente que seja propício a isto, a terapia. Sei que pode ser algo sem uma perspectiva boa no momento, mas pode ser uma tentativa, e agora levando como foco essa dor que não para com remédios, nem com qualquer outra coisa que tenha tentado, com certeza, a volta do seu sentido de vida e conforto emocional está naquilo que mais tem te machucado, a dor, ela pode nunca acabar, mas com certeza ela diminuirá e poderá te levar a lugares muito mais cheios de empatia, acolhida e afeto. Sinta-se abraçada.
Você ainda está com depressão e precisa retomar o tratamento com psiquiatra e psicólogo, ás vezes demora muito para sair da doença dependendo do tempo que ela começou, mas você tem que encontrar uma profissional que se identifique para da essa continuidade o mais rápido possível
Antes de qualquer coisa, quero te dizer que sinto muito pela perda da sua irmã. O que você está sentindo é muito legítimo. A dor do luto, especialmente quando se trata de alguém com quem tínhamos um vínculo tão forte, não desaparece simplesmente com o tempo. Quatro anos podem parecer muito, mas quando a perda é profunda e o vínculo era de amor e cuidado, a dor pode continuar viva, principalmente quando não há espaço para falar sobre ela.

Pelo que você descreve, parece que o luto ficou “suspenso”, sem poder ser vivido plenamente. Isso acontece quando a pessoa não encontra um ambiente seguro para expressar o que sente. O silêncio da família, muitas vezes, não é falta de amor, mas uma forma de cada um tentar se proteger da dor. O problema é que esse silêncio acaba isolando ainda mais quem está sofrendo.

Sobre os medicamentos, é importante que você não pare o uso de forma abrupta, principalmente após tanto tempo. Suspender o Rivotril ou antidepressivos de uma vez pode causar sintomas de abstinência e intensificar a tristeza, a ansiedade e o desamparo. O ideal é conversar o quanto antes com um psiquiatra, explicar o que está acontecendo e pedir uma reavaliação do tratamento. Talvez o ajuste da medicação ou a introdução de uma abordagem terapêutica diferente possa ajudar mais neste momento.

Também é compreensível que você tenha se frustrado com a psicoterapia anterior, mas nem sempre é o profissional certo na primeira tentativa. Cada terapeuta tem uma forma de trabalhar, e o vínculo terapêutico faz toda diferença. Há abordagens que lidam de forma muito sensível com o luto e o trauma, como a Abordagem Junguiana, que ajuda a ressignificar o vínculo e a presença simbólica de quem partiu.
 Mariana de Sousa Aguilar
Psicólogo, Psicanalista
Guarulhos
Olá, mesmo que a sua experiência anterior não tenha sido boa com a psicoterapia, esse pode ser justamente o lugar onde você poderá falar de sua dor. Procure um profissional com quem se identifica mais uma vez.
Olá! Eu sinto muito por essa perda de alguém tão próximo e importante e imagino o sofrimento que você vem enfrentando a quatro anos. O que você está vivendo é algo que chamamos de luto prolongado e pode ser cuidado através dos tratamentos adequados.
É uma pena que a terapeuta com quem você passou não tenha ajudado muito. As vezes não é a primeira pessoa que de fato nos ajuda porque a terapia é algo muito pessoal e depende fortemente do vínculo que é desenvolvido entre paciente e terapeuta. Dessa forma, sugiro a busca por outro profissional que seja especializado em luto. Existem muitas pessoas boas nesse caso por todo Brasil e com certeza alguma poderá ajudar!
Olá! Sinto muito que você tenha passado por uma perda tão grande, de alguém que você amava muito. Parece estar sendo muito sofrido e difícil carregar essa perda e não poder dividir a sua dor com ninguém. É muito importante que você consiga cuidar disso e ter apoio. Estar em terapia não resolve o luto magicamente, mas me parece que você está se sentindo muito sozinha no seu sofrimento e sente falta de poder conversar sobre a perda e sobre o que sente. Por isso, acho que a terapia seria muito importante na sua situação e poderia te ajudar. Entendo que você teve uma experiência ruim anteriormente, mas existem muitos profissionais diferentes e, inclusive, especializados em luto, que poderiam te acolher nesse momento e oferecer um espaço seguro para conversar. É muito importante não estar isolada em momentos difíceis também, pense em alguma forma de visitar sua família, ou nos amigos que você tem na sua cidade que poderiam te fazer companhia. Além disso, parece que a interrupção dos remédios foi prematura e você ainda está precisando do auxílio deles. Remédios realmente são um alívio momentâneo, mas ajudam a nos estabilizar em momentos quando as coisas estão muito dificeis de suportar. Penso que vale a pena considerar buscar ajuda psicológica e psiquiátrica novamente, no seu caso, para que você receba o suporte e o cuidado que precisa e merece. O luto é muito desafiador e sofrido, mas ele não precisa ser enfrentado sozinha. Abraço!
Boa tarde! Sinto muito pela perda da sua irmã e por toda a dor que você vem carregando ao longo desses anos. O que você descreve : o luto intenso, a sensação de estagnação, o isolamento, o aumento da ansiedade após suspender a medicação e a dificuldade de falar sobre o assunto; é profundamente doloroso e mostra o quanto você tem passado por tudo praticamente sozinha.

É importante dizer que um luto dessa intensidade, especialmente quando envolve vínculo muito forte e eventos traumáticos, pode se transformar em um luto prolongado ou complicado, que exige um acompanhamento especializado e sensível. O fato de uma terapia anterior não ter ajudado não significa que você não possa melhorar, apenas que talvez ainda não tenha encontrado o tipo de abordagem e o profissional adequados ao seu momento.

Outro ponto essencial: suspender medicação psiquiátrica de forma abrupta pode intensificar sintomas, como ansiedade, tristeza profunda e lembranças intrusivas. O ideal é que um psiquiatra acompanhe de perto qualquer ajuste, inclusive a retirada.

No seu caso, alguns passos podem ajudar muito:

- Retomar o acompanhamento com um psiquiatra, para ajustar a medicação de forma segura e adequada ao seu quadro atual.

- Buscar uma psicoterapia especializada em luto ou trauma, que trabalhe técnicas específicas para processar lembranças dolorosas, reconstruir sentido e aliviar o sofrimento.

- Permitir-se um espaço seguro, sem julgamentos, para finalmente falar sobre a sua dor, isso faz parte essencial da cura.

Você não precisa passar por tudo isso sozinha! Há caminhos possíveis, e é possível voltar a respirar com mais leveza, mesmo carregando essa saudade tão grande.
Se desejar, estou à disposição para te acolher, ouvir sua história com cuidado e caminhar com você nesse processo. Você pode agendar uma sessão diretamente pelo meu perfil aqui no Doctoralia. Estou aqui pra te ajudar.
Sinto muito pela sua dor. O que você descreve é compatível com um luto complicado, intensificado pela síndrome do pânico e pela falta de espaço para falar sobre a perda da sua irmã. Quando o luto não pode ser elaborado, ele permanece vivo e doloroso, como se a perda fosse recente. A interrupção dos medicamentos também pode ter intensificado os sintomas.
É importante retomar acompanhamento com um psiquiatra para avaliar a medicação de forma segura e buscar um psicólogo com experiência em luto e trauma, pois nem toda abordagem é adequada para esse tipo de sofrimento. O fato de um tratamento anterior não ter ajudado não significa que você não possa ser cuidada de outra forma. Você precisa de um espaço onde possa falar da sua irmã e da sua dor sem ser silenciada. Elaborar o luto não é esquecer, mas encontrar uma forma possível de seguir vivendo com essa perda. Se o sofrimento se intensificar ou surgirem pensamentos de risco, procure ajuda imediata. Você não está fraca, está em sofrimento, e isso merece cuidado.
Olá! Sua pergunta é muito válida e entendo que estes pensamentos te machucam muito. Acreditoque você deve ter notado a diferença da medicação e por isso é extremamente necessário o retorno do acompanhamento psiquiátrico. As vezes o tratamento terapeutico não te ajudou por muitos motivos, pode ter sido a abordagem, a dificuldade de falar sobre o assuntou, a falta de acolhimento ou o seu vínculo com o profissional. O ideal é que pelo seu bem, não desista da terapia e encontre um profissional no qual você se sinta bem e a vontade para conversar. Fingir que nada está acontecendo, não é a solução. Não desista de você, tente de novo!
Sinto muito por todo seu historico, sozinha você não esta conseguindo e é perceptivel, mas não descarte uma ajuda profissional por conta que um não se mostrou qualificado.
Sinto muito pela sua perda. O luto por um irmão com quem tínhamos uma ligação profunda é uma das dores mais solitárias que existem, especialmente quando parece que o mundo ao redor (e até a própria família) seguiu em frente enquanto você permanece estagnada naquele momento.

Quatro anos pode parecer muito tempo para quem olha de fora, mas para quem vive um luto traumático e isolado, o tempo não cura sozinho se a dor não for processada.

Aqui estão alguns pontos importantes para te ajudar a entender o que está acontecendo e como buscar um caminho diferente:

1. O perigo de parar a medicação bruscamente
É compreensível que você sinta que os remédios "não ajudam muito", mas parar o Rivotril (clonazepam) e o Exodus (escitalopram) de uma vez, após anos de uso, é perigoso.

Efeito Rebote: Parar o Rivotril subitamente pode causar crises de pânico muito mais fortes, insônia severa e tremores.

Abstinência de Antidepressivos: Parar o Exodus causa uma queda brusca de serotonina, o que explica por que "parece que foi ontem que aconteceu tudo". Suas emoções estão sem nenhum filtro biológico agora.

O que fazer: Por favor, entre em contato com seu psiquiatra o quanto antes para fazer um desmame seguro ou ajustar a dosagem.

2. O Luto Interditado e o Silêncio Familiar
Você mencionou que ninguém fala sobre a morte dela. Isso cria o que chamamos de "Luto Interditado". Quando você não tem permissão social ou familiar para falar da sua dor, ela "envelhece" dentro de você e se transforma em depressão severa.

O fato de seu pai estar mal e o restante da família agir como "vida que segue" cria um abismo de solidão.

Você perdeu sua rede de apoio (sua irmã era quem te ajudava nas crises), e isso torna o pânico muito mais assustador.

3. Por que a terapia anterior pode não ter funcionado?
Nem toda terapia é igual. Para casos como o seu, a terapia convencional (apenas conversar) pode ser insuficiente. Talvez você precise de abordagens focadas em Trauma e Luto Complicado, como:

EMDR ou Brainspotting: Terapias que ajudam o cérebro a processar imagens traumáticas (como a do velório que não sai da sua cabeça).

TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental): Mais focada em estratégias práticas para lidar com a Síndrome do Pânico.

Estratégias para agora:
Crie um Memorial Particular: Se a família não fala sobre ela, crie seu próprio ritual. Escreva cartas para ela contando como está sua vida, ou tenha um objeto que simbolize a conexão de vocês. Isso ajuda o cérebro a entender que ela se foi, mas o amor permanece.

Grupos de Apoio: Às vezes, falar com estranhos que também perderam irmãos é mais fácil do que falar com a família. Existem grupos online e presenciais de "Lutando pela Vida" ou grupos específicos de luto.

Não se isole em Bombinhas: O isolamento geográfico aumenta a sensação de abandono. Tente pequenas saídas, mesmo que curtas, apenas para ver o mar ou mudar o ambiente.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Li seu relato com muita atenção, e o que você descreve revela uma dor profunda, legítima e que ficou sem espaço para existir. Perder uma irmã com quem havia um vínculo tão forte, ainda mais em um momento em que ela te ajudava a se sustentar emocionalmente, pode desorganizar completamente o chão interno. Quando o luto não pode ser falado, compartilhado ou reconhecido no ambiente familiar, ele não some, ele se transforma em algo solitário, pesado e contínuo, como se o tempo tivesse parado naquele dia.

O fato de os medicamentos aliviarem apenas parcialmente e a terapia anterior não ter ajudado não significa que não haja caminho. Muitas vezes, em lutos complexos, especialmente quando vêm acompanhados de pânico e depressão, a dor não responde bem a abordagens muito superficiais ou excessivamente focadas em “seguir em frente”. O que você descreve não soa como fraqueza, mas como alguém que precisou se fechar para sobreviver, já que não havia espaço para sentir junto com ninguém. É como se a vida tivesse seguido para os outros, mas deixado você sozinha com tudo o que não pôde ser dito.

Também chama atenção o impacto da interrupção recente da medicação. Paradas abruptas podem intensificar sintomas emocionais e físicos, fazendo com que as lembranças e o sofrimento venham com força total, como se tudo tivesse acabado de acontecer. Nesses casos, uma reavaliação psiquiátrica cuidadosa costuma ser importante, não para silenciar a dor, mas para ajudar a criar condições mínimas de estabilidade enquanto o luto pode, finalmente, ser elaborado de forma segura.

Queria te convidar a refletir com delicadeza: o que você sente que nunca pôde dizer sobre a morte da sua irmã? O que você carrega sozinha para proteger os outros da dor, especialmente seu pai? E como você imagina que seria poder falar dela sem precisar ser forte o tempo todo?

Mesmo que experiências anteriores não tenham ajudado, um acompanhamento psicológico que saiba trabalhar luto profundo, trauma e pânico pode ser muito diferente do que você viveu antes. E, se você estiver atualmente em acompanhamento médico, é fundamental conversar com esse profissional sobre tudo isso, inclusive sobre a interrupção dos remédios. Sua dor faz sentido, ela tem história, e merece um espaço onde possa existir sem pressa e sem julgamento.

Caso precise, estou à disposição.
Olá, tudo bem?

O que você descreve é um sofrimento profundo e muito solitário, e faz sentido que, sem medicação, a dor tenha voltado com tanta força. O luto que você vive não é apenas pela perda da sua irmã, mas pela perda de um vínculo fundamental, de alguém que te sustentava emocionalmente e te ajudava a atravessar momentos difíceis. Quando essa perda acontece de forma abrupta e não encontra espaço para ser falada, elaborada ou acolhida, ela tende a ficar “congelada” no tempo, como se o acontecimento estivesse sempre presente, exatamente como você descreve.

O fato de você não conseguir falar sobre sua irmã com ninguém, nem mesmo com a família, é um ponto central aqui. O silêncio em torno da morte muitas vezes não protege, ele isola. Quando a dor não pode ser compartilhada, ela cresce por dentro e passa a ocupar tudo. Não é que você não consiga seguir em frente por fraqueza, é porque uma parte importante da sua história ficou sem possibilidade de elaboração. O luto não elaborado costuma manter imagens, lembranças e emoções muito vívidas, como se o cérebro não tivesse conseguido “digerir” a perda.

Sobre os medicamentos, sua percepção é bastante lúcida. Eles podem aliviar sintomas, reduzir picos de ansiedade ou permitir algum funcionamento, mas não elaboram o luto nem organizam o trauma da perda. Isso não significa que nunca devam ser usados, mas que, sozinhos, realmente não dão conta do que você viveu. O mesmo vale para experiências terapêuticas que não funcionaram: nem toda abordagem, nem todo profissional, consegue acessar esse tipo de dor. Isso não invalida a terapia como caminho, apenas indica que talvez ela não tenha sido adequada para esse momento e para essa história específica.

Talvez valha se perguntar com muito cuidado: o que ficou entalado dentro de você desde a morte da sua irmã que nunca pôde ser dito? A dor maior é a saudade, a injustiça da perda, o abandono, ou a sensação de ter perdido o chão justamente quando mais precisava? E o que você sente quando percebe que a vida seguiu para os outros, mas não para você? Essas perguntas não são para responder agora, mas para mostrar que existe muito conteúdo emocional aí que ainda precisa de espaço.

Você não está errada por ainda sofrer, nem “atrasada” no luto. Você está ferida em um vínculo central e vivendo esse luto praticamente sozinha. Um acompanhamento psicológico focado em luto e trauma pode ajudar a dar forma a essa dor, sem te apressar, sem minimizar, sem te empurrar para “superar”. Em paralelo, uma reavaliação psiquiátrica cuidadosa pode ser importante, especialmente considerando o uso e a interrupção recente das medicações, mas como parte de um cuidado integrado, não como única resposta.

Sua dor é legítima, tem história e tem sentido. Ela não precisa ser silenciada para sempre. Caso precise, estou à disposição.
Boa tarde, sinto muito por sua perda. Elaborar um luto não é fácil, a dor é intensa e dilacerante. Ter um espaço, seguro para que você fale da sua dor, dos seus sentimentos e pensamentos, podem ajudar muito você, mas é preciso acreditar nisso. A orientação que faço é que você olhe para você, se acolha e volte a fazer psicoterapia, tenha paciência com você, com seus sentimentos e pensamentos. Pois a psicoterapia não é para apagar a dor ou acelerar o luto, mas para oferecer um espaço seguro onde você possa falar livremente, chorar, silenciar, lembrar e organizar tudo o que está acontecendo por dentro.
Boa tarde. Respondendo depois de tanto tempo. Espero ainda ser útil.
Li sua mensagem com muita atenção e o que você descreve é profundamente doloroso. Antes de qualquer orientação, quero dizer algo com toda clareza e respeito:
Nada do que você sente é exagero, fraqueza ou falta de vontade.
Você vive um luto profundo, prolongado e silencioso, somado a pânico antigo, depressão severa e isolamento. Isso é pesado demais para atravessar sozinha.
O que parece estar acontecendo
Pelo que você descreve, há sinais de luto complicado (ou luto prolongado), que acontece quando:
• a dor não diminui com o tempo
• a perda permanece “viva”, como se fosse recente
• falar sobre a pessoa se torna impossível
• a vida fica paralisada
O fato de ninguém poder falar da sua irmã, nem você, bloqueou o processo de luto. A dor ficou presa dentro de você.
Além disso:
• sua irmã era uma figura de apoio emocional central
• a perda aconteceu de forma abrupta
• você já tinha síndrome do pânico
tudo isso aumenta muito o risco de depressão severa.
Sobre os medicamentos (muito importante)
Parar Rivotril e antidepressivos de forma abrupta pode:
• piorar ansiedade, pânico e tristeza
• trazer sintomas intensos de rebote
• fazer a dor emocional “explodir”, como você descreveu
Isso não significa que você está piorando para sempre, mas que o corpo e o cérebro estão sem sustentação agora.
É essencial voltar a um psiquiatra, de preferência outro profissional, para:
• reavaliar diagnóstico
• rever medicação (talvez outra estratégia)
• acompanhar esse momento com segurança
“A terapia não ajudou”
Isso acontece e não foi culpa sua.
Nem todo terapeuta está preparado para:
• luto traumático
• depressão grave
• vínculo interrompido por morte
O que você precisa não é “qualquer terapia”, mas alguém que trabalhe com:
• luto complicado
• trauma
• depressão profunda
Abordagens que costumam ajudar mais:
• Terapia focada em luto
• Terapias para trauma (como EMDR)
• Psicoterapia psicodinâmica/humanista com foco em acolhimento, não pressão
Você não falhou na terapia. Ela não foi adequada para a sua dor.
Algo muito importante de ouvir
Você não consegue “seguir a vida” porque uma parte de você morreu junto com sua irmã e essa parte ainda não foi cuidada, nem reconhecida.
O luto precisa ser dito, chorado, lembrado, validado.
Silenciar a dor não faz ela passar só faz ela adoecer.
O que fazer agora (passo a passo)
Procure um psiquiatra o quanto antes (mesmo que esteja cansada disso)
Busque um psicólogo especializado em luto/trauma Se possível, encontre um espaço onde falar da sua irmã seja permitido (terapia, grupo de luto, atendimento individual)
Não se cobre “força” agora este é um momento de cuidado, não de superação rápida
Um ponto delicado (mas necessário)
Quando alguém vive isolada, sofrendo assim há tanto tempo, é importante perguntar com carinho:
em algum momento você pensou que não queria mais viver ou que queria desaparecer?
Se isso acontecer mesmo que seja só pensamento isso é um sinal de que você precisa de ajuda imediata, não de aguentar sozinha.
No Brasil:
CVV – 188 (24h, gratuito, sigiloso)


Terapia e medicações, dentro da perspectiva da saúde, são um caminho necessário. Sem dúvida levará tempo e irá doer muito, mas sem esses recursos será mais difícil ainda. Recomendo que permaneça procurando terapia e acompanhamento psiquiátrico.
O que você descreve é um luto profundo, atravessado por silêncio, isolamento e dor que não encontrou espaço para ser elaborada. Quando a perda não pode ser falada, o sofrimento tende a permanecer muito vivo, como se o acontecimento estivesse sempre presente.

A interrupção abrupta de medicações pode intensificar sintomas emocionais e físicos, por isso é importante conversar com o médico que as prescreveu antes de qualquer mudança.

O fato de uma experiência anterior em terapia não ter ajudado não significa que o cuidado psicológico não funcione. Muitas vezes é uma questão de abordagem, vínculo ou momento de vida. Um acompanhamento focado em luto e sofrimento prolongado pode ser mais adequado.

Se não houver acesso a atendimento particular, vale buscar a ubs da sua região para acolhimento, caps ou serviços-escola de universidades. Esse é um sofrimento que merece escuta, tempo e um cuidado contínuo. Você não precisa passar por isso sozinha.
Sinto muito por você estar passando por um processo de luto. Perder alguém importante é realmente muito doloroso, e cada pessoa vive essa dor de uma forma única. Quando o luto é silenciado, não pode ser falado ou compartilhado, a dor tende a se intensificar e a se transformar em sofrimento emocional prolongado. A psicoterapia oferece um espaço seguro de escuta, acolhimento e cuidado, onde essa dor pode ser expressa sem julgamentos. Ao longo do processo terapêutico, é possível elaborar a perda, compreender as emoções envolvidas, reduzir o sofrimento e, aos poucos, reconstruir o sentido da vida sem apagar o vínculo com quem se foi.
 Diego Santos Vigato
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Boa tarde. Sinto muito pela perda da sua irmã. Pelo que você descreve, trata-se de uma dor muito profunda e que ainda está bastante presente.

Quando o luto permanece intenso por anos, com lembranças muito vívidas, isolamento e dificuldade de seguir a vida, pode se tratar de um luto prolongado, muitas vezes associado à depressão e à ansiedade. Além disso, interromper a medicação de forma abrupta pode intensificar sintomas emocionais, por isso é importante conversar com o psiquiatra antes de qualquer mudança.

O fato de você não conseguir falar sobre sua dor, especialmente dentro da família, pode estar mantendo esse sofrimento “preso”. Um acompanhamento psicológico focado em luto e trauma pode ajudar bastante, às vezes é necessário encontrar um profissional com abordagem mais adequada para você.

Você não precisa atravessar isso sozinha. Procure apoio especializado para reavaliar tanto a parte emocional quanto medicamentosa e construir um espaço seguro para elaborar essa perda.
Olá, primeiramente sinto muito pelo luto que você está vivendo. Em segundo lugar, o luto é um período sensível para a maioria das pessoas. Percebo que você tem indicações de medicações receitadas por um psiquiatra. Acho importante o retorno ao psiquiatra para uma nova avaliação. Além disso, sugiro o acompanhamento com um psicólogo que trabalhe com luto para que você possa ser acolhida, conversar, compreender melhor como você está enxergando tudo o que está acontecendo, discernir sobre as fases do luto e obter recursos que possam te ajudar no dia a dia a lidar com a dor da perda. Espero ter te ajudado e que você encontre serenidade nesse momento. Grande abraço, Melise
Sou Daniele Barros, psicóloga com mais de 12 anos de experiência e, como psicóloga da TCC, quero dizer que a dor de perder uma irmã que era o seu porto seguro é um dos pesos mais difíceis que uma pessoa pode carregar. Sinto muito que você esteja atravessando esse deserto de silêncio há quatro anos, sentindo que o tempo parou naquele velório enquanto o mundo ao redor insiste em "seguir a vida". Quando a pessoa que nos ajudava a enfrentar nossas crises parte de forma tão inesperada, é natural sentir-se perdida e sem rumo em Bombinhas, longe do restante da família em Curitiba. Esse isolamento emocional, onde você não pode falar da sua amada irmã, nem com aqueles que você compartilha o mesmo sangue, transforma o luto em uma ferida que não consegue cicatrizar, mantendo o trauma vivo como se tivesse acontecido ontem. Compreendo perfeitamente o seu desânimo com tratamentos anteriores; é profundamente doloroso buscar ajuda e sentir que "nada resolve". No entanto, quero te dizer com toda a honestidade e carinho: o fato de uma experiência com uma psicóloga não ter funcionado não significa que a terapia não seja para você, mas sim que aquela conexão específica não floresceu. A empatia e a confiança são os alicerces de qualquer processo terapêutico e, às vezes, precisamos de tempo e de diferentes tentativas para encontrar a profissional com quem nos sentimos verdadeiramente seguras para nos abrir e permitir esse cuidado. Existem muitas formas de acolhimento e profissionais com olhares distintos que podem, sim, ajudar a dar um novo significado a essa dor, respeitando o tempo sagrado que a sua relação com sua irmã merece. Outro ponto essencial é entender que, embora os remédios como o Rivotril ou o Exodus aliviem o aperto no peito no momento, eles atuam apenas na superfície dos sintomas físicos da sua síndrome do pânico e da depressão. A medicação é como um apoio para que você consiga respirar, mas é a terapia que mergulha no evento que atravessou a sua vida de forma tão intensa. É no espaço terapêutico que você finalmente terá permissão para falar tudo o que o silêncio da família em Curitiba te impede; lá, a morte da sua irmã deixa de ser um tabu e passa a ser uma história de amor que precisa ser contada para que o peso da perda se transforme em uma saudade que permita, aos poucos, o retorno do seu fôlego. Buscar um novo acompanhamento profissional é o passo mais corajoso para quem deseja que o rumo da própria vida seja reencontrado, não para esquecer sua irmã, mas para honrar a memória dela vivendo com um pouco mais de paz. Acredite que é possível reconstruir a sua segurança interna, onde as lembranças dela voltem a ser um colo e não apenas um gatilho de dor. O meu papel, e o de tantos colegas comprometidas, é justamente te auxiliar a encontrar as chaves para essa travessia, acolhendo cada lágrima e celebrando o momento em que você conseguir olhar para o horizonte de Santa Catarina e sentir que sua irmã seguirá como parte importante da sua história. Daniele Barros, Psicóloga TCC - CRP 09/008628 | Equipe Espaço Único
 Nilzelly Martins
Psicólogo
Rio de Janeiro
Boa tarde… eu leio o que você escreveu com muito cuidado, e quero começar te dizendo algo importante: a sua dor faz sentido.

Eu sou Nilzelly Martins, psicóloga e psicanalista, e o que você descreve não é apenas um luto “que demorou demais”. É um luto que não pôde ser vivido com espaço, com palavra, com acolhimento. E isso muda tudo.

Perder alguém tão próxima, tão significativa como uma irmã, ainda mais alguém que te ajudava justamente nos momentos de maior fragilidade, não é algo que simplesmente “passa com o tempo”. Quando você diz que parece que foi ontem, isso me chama muita atenção… porque, de certa forma, para você, essa perda ainda está acontecendo. Ela não pôde ser elaborada, simbolizada, colocada em palavras.

E existe um ponto muito delicado no que você trouxe: você não pode falar sobre isso.
Quando a dor não encontra lugar no outro, ela fica sem saída dentro da gente. E aí ela não se transforma, ela se repete, volta, insiste. As imagens, as lembranças do velório, o choro que vem com força… tudo isso não é um sinal de fraqueza, mas de algo que ainda precisa ser escutado.

Você não está “presa” porque quer. Você está tentando, sozinha, sustentar algo que é grande demais para ser carregado sem apoio.

Sobre os medicamentos… eles podem, sim, ajudar a aliviar os sintomas, especialmente sob prescrição médica em quadros de Síndrome do Pânico e depressão, mas eles não tocam diretamente nesse lugar da perda, do vínculo, do que foi interrompido de forma tão dolorosa. Por isso, muitas vezes, parece que ajudam só “por um momento”.

E quando você me diz que a terapia não ajudou, eu levo isso muito a sério. Nem todo encontro terapêutico consegue, de fato, criar esse espaço de escuta que você precisava. E isso pode gerar uma sensação de frustração, até de desistência.

Mas isso não significa que não exista um caminho possível.

Na psicanálise, a gente não tenta fazer você “superar” ou esquecer. A gente te oferece um espaço onde essa dor pode finalmente ser dita sem pressa, sem julgamento, sem ser interrompida. Onde você pode falar da sua irmã, da falta, da revolta, do amor… tudo aquilo que ficou sem lugar até agora.

Porque existe algo muito importante: o luto não se resolve quando você deixa de amar ou de lembrar. Ele se transforma quando você pode dar um lugar para essa pessoa dentro da sua história, sem que isso te paralise.

Hoje, parece que você ficou sem chão, sem direção… e isso é compreensível. Era um vínculo muito forte, muito estruturante para você.

E eu também escuto a sua solidão nisso tudo. Estar distante da família, sentir que ninguém fala sobre isso, perceber que seu pai também sofre, mas em silêncio… tudo isso vai isolando ainda mais a dor.

Você não deveria precisar atravessar isso sozinha.

O que eu te diria, com muito cuidado, é: talvez o próximo passo não seja tentar “ficar bem” ou voltar a ser quem você era antes. Talvez seja encontrar um espaço onde você possa, pela primeira vez, falar livremente sobre tudo isso. Onde a sua dor não precise ser escondida, nem diminuída.

Porque ela merece existir e você merece não carregar isso sozinha.

E, se em algum momento você sentir que faz sentido tentar novamente, com um outro tipo de escuta, eu posso te acompanhar nesse processo… com respeito ao seu tempo, à sua história, e a tudo aquilo que ainda precisa ser dito.

 Julia Rhenius
Psicólogo
Florianópolis
Sinto muito pela perda da sua irmã. Pelo que você descreve, não parece ser “fraqueza” nem falta de esforço da sua parte, mas um sofrimento muito intenso, prolongado e que está afetando profundamente sua vida. Quando a dor do luto vem junto com depressão, crises antigas, isolamento e sensação de que nem medicação nem terapia ajudaram, o mais importante agora é **não enfrentar isso sozinha**.

Alguns pontos merecem atenção imediata: você relata piora após interromper a medicação e um sofrimento emocional muito elevado. Por isso, o mais prudente é procurar **avaliação com psiquiatra e psicólogo o quanto antes**, de preferência profissionais com experiência em luto, depressão e transtornos ansiosos. Às vezes não é que “nada funciona”, mas que o tratamento precisa ser revisto, ajustado ou reestruturado.

Também vale dizer algo importante: ter feito uma terapia que não ajudou **não significa que terapia não ajude**. Relação terapêutica, método, foco clínico e momento de vida fazem muita diferença.

Se em algum momento você sentir que pode se machucar, que não aguenta mais, ou que está sem condições de se manter em segurança, procure **ajuda imediata**: alguém de confiança, atendimento de urgência da sua cidade, SAMU (192) ou o CVV (188), que funciona 24 horas.

Você não precisa “superar sozinha” para merecer cuidado. Seu sofrimento é real, importante e merece acompanhamento sério e acolhedor.

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