Acredito que existem momentos em que a vida nos convida a olhar para dentro.
Às vezes esse convite chega através da ansiedade, de uma tristeza que insiste em permanecer, de dificuldades nos relacionamentos, da baixa autoestima ou daquela sensação difícil de explicar de que, apesar de aparentemente estar tudo bem, alguma coisa dentro de nós pede para ser compreendida.
Em outros momentos, percebemos que estamos cansados de repetir as mesmas histórias: relações que nos machucam, conflitos que parecem nunca se resolver, dificuldade para dizer o que sentimos, medo de estabelecer limites ou a sensação de que precisamos atender às expectativas de todos antes de escutar as nossas próprias necessidades.
É nesse encontro com você que começa o meu trabalho.
Sou psicanalista clínica, analista junguiana e coach afetiva e, há mais de 16 anos, acompanho adultos, casais e grupos em seus processos de autoconhecimento e transformação, tratando vínculos, relacionamentos e dependência emocional.
Meu consultório é um espaço de escuta, acolhimento e, sobretudo, de liberdade para que você possa falar sobre aquilo que talvez não encontre espaço para dizer em outros lugares.
Não acredito em fórmulas prontas para a vida. Cada pessoa chega até mim trazendo sua própria história, seus afetos, conflitos, relações, perdas, escolhas, sonhos e contradições.
Por isso, procuro compreender não apenas o que está acontecendo com você, mas também o que a sua história pode estar tentando lhe contar através daquilo que você vive hoje.
Por que fazer terapia?
Porque nem sempre conhecemos as razões mais profundas das nossas escolhas.
Podemos perceber que repetimos determinados relacionamentos, que reagimos sempre da mesma maneira, que temos dificuldade para estabelecer limites ou que continuamos buscando reconhecimento, aprovação e amor em lugares que nos machucam.
Sabemos que algo se repete, mas nem sempre conseguimos compreender por quê.
É justamente aí que a análise pode abrir um caminho.
Na psicanálise, olhamos para aquilo que está além do que é imediatamente visível: os padrões, conflitos e conteúdos inconscientes que participam da maneira como você se relaciona consigo, com os outros e com a própria vida.
Na perspectiva junguiana, esse olhar se amplia. Sonhos, imagens, símbolos, escolhas, sintomas e acontecimentos da vida podem nos ajudar a compreender aspectos de nós mesmos que ainda não encontraram espaço na consciência.
Gosto particularmente da ideia de individuação, proposta por Carl Gustav Jung: um processo de aproximação de quem somos para além das expectativas, dos papéis que desempenhamos e das adaptações que fomos fazendo ao longo da vida.
Em análise, não percorro esse caminho por você.
Eu caminho ao seu lado.
Juntos, podemos olhar para aquilo que dói, para aquilo que se repete e também para aquilo que deseja nascer ou ganhar espaço em sua vida.
Relações também precisam aprender uma nova linguagem
Grande parte do nosso sofrimento acontece nos vínculos.
Queremos ser compreendidos, mas nem sempre conseguimos dizer claramente o que sentimos. Esperamos que o outro perceba nossas necessidades. Acumulamos frustrações. Evitamos conversas difíceis para não gerar conflitos — até que aquilo que não foi dito aparece de outras maneiras.
Por isso, especialmente no trabalho com casais, relacionamentos e grupos, integro à minha experiência clínica conhecimentos da Comunicação Não Violenta (CNV).
A CNV nos convida a perceber a diferença entre atacar e expressar; entre acusar e revelar uma necessidade; entre simplesmente reagir ao outro e conseguir escutá-lo sem deixar de escutar a nós mesmos.
Não se trata de aprender a falar “bonito” ou evitar conflitos.
Trata-se de desenvolver uma comunicação mais consciente, na qual possamos reconhecer sentimentos, necessidades, limites e responsabilidades, criando outras possibilidades para nossas relações.
Em muitos processos terapêuticos, aprender a dizer “isso me machuca”, “disso eu preciso”, “isso eu não posso oferecer” ou “este é o meu limite” pode representar uma transformação profunda na maneira de se relacionar.
E quando a terapia acontece em grupo?
Existe algo muito especial quando percebemos que determinadas dores que julgávamos exclusivamente nossas também encontram eco na experiência de outras pessoas.
Por isso, além dos atendimentos individuais e de casais, desenvolvo grupos terapêuticos.
O grupo oferece uma experiência diferente da terapia individual. Nele, não trabalhamos apenas aquilo que contamos sobre nossas relações: as próprias relações começam a acontecer diante de nós.
Na maneira como nos aproximamos, nos protegemos, falamos, silenciamos, confiamos, discordamos, buscamos aprovação ou temos medo de ocupar nosso espaço, podemos reconhecer aspectos importantes da forma como construímos nossos vínculos.
E existe também a potência da identificação:
“Eu achei que só eu sentia isso.”
Escutar a história do outro pode iluminar algo da nossa própria história. Ser escutado pode nos permitir experimentar uma forma diferente de existir em relação.
Por isso, compreendo o grupo como um espaço protegido de escuta, elaboração, pertencimento e transformação, conduzido com respeito à singularidade e aos limites de cada participante.
Minha forma de trabalhar
Minha trajetória reúne Psicanálise Clínica, Psicologia Junguiana, Comunicação Não Violenta, Coaching de Vida e Coaching Afetivo, além de mais de 16 anos acompanhando processos de desenvolvimento humano e relacionamentos. Faço um estudo contínuo da subjetividade, dos vínculos e das diferentes formas de nos relacionarmos conosco e com o outro.
Sou formada em Psicanálise Clínica pelo Centro de Estudos em Psicanálise Clínica, com especializações em Psicologia Junguiana, pelo IJEP, Psicanálise Infantil, pelo CEFAS, e Terapia de Casal. Atualmente, aprofundo meu trabalho com os processos coletivos por meio de uma pós-graduação em Grupoterapia, ampliando minha atuação para a condução de grupos terapêuticos.
Sou filiada à Associação Brasileira de Psicanalistas Clínicos (ABPC) e fundadora e curadora dos “Diálogos da Psique – Encontro de Partilhas”, encontros mensais que nasceram do desejo de aproximar a Psicanálise e a Psicologia Junguiana da vida cotidiana.
Nos Diálogos da Psique, conceitos que muitas vezes ficam restritos aos livros e aos espaços acadêmicos ganham uma linguagem acessível e viva. Em formato de roda de conversa, criamos um espaço de escuta, reflexão e partilha, no qual cada pessoa pode aproximar esses conhecimentos de sua própria história e de suas experiências.
Acredito que o conhecimento sobre a psique não precisa permanecer distante de nós: quando conseguimos compreender um pouco melhor o que acontece dentro de nós, também ampliamos nossas possibilidades de escolha, de relacionamento e de transformação.
Quando faz sentido para o processo de cada pessoa, também posso trabalhar com recursos da psicologia simbólica, arquétipos e elementos da Jornada do Herói.
Mas nenhuma teoria, método ou técnica vem antes da pessoa que está diante de mim.
Atendo questões relacionadas a ansiedade, depressão, autoestima, relacionamentos, conflitos conjugais, separações, perdas, dificuldades de comunicação, estabelecimento de limites, transições de vida, identidade, propósito e momentos em que simplesmente sentimos que precisamos nos reencontrar.
Meu trabalho acontece em três possibilidades de cuidado:
Terapia individual, para quem deseja compreender mais profundamente sua história, seus conflitos, escolhas e padrões;
Terapia de casal, para casais que desejam compreender seus conflitos, melhorar a comunicação e encontrar novas maneiras de construir a relação;
Terapia em grupo, para quem deseja trabalhar suas questões em um espaço de troca, identificação, pertencimento e elaboração compartilhada.
Realizo atendimentos presenciais em Sorocaba e Campinas, além de atendimentos online para pessoas em todo o Brasil e brasileiros que vivem no exterior.
Talvez você não precise chegar sabendo exatamente o que procura
Muitas pessoas chegam à primeira sessão dizendo:
“Eu só sei que não quero continuar me sentindo assim.”
E isso já é um começo.
Você não precisa ter todas as respostas. Não precisa organizar sua história antes de chegar. E tampouco precisa saber explicar perfeitamente o que está acontecendo.
Podemos começar justamente daí.
Daquilo que hoje pede a sua atenção.
Porque fazer terapia não significa tornar-se outra pessoa.
Talvez seja justamente o contrário.
É criar condições para se aproximar, cada vez mais, de quem você é — compreendendo sua história, reconhecendo seus padrões, aprendendo a escutar suas necessidades e construindo relações e escolhas mais conscientes.
Se você sente que chegou o momento de olhar para si com mais profundidade, será um prazer recebê-lo e conhecer a sua história.