Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicad

Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicados nas fases iniciais da minha vida?

6 respostas


Algumas experiências acabam refletindo muito na nossa relação com o mundo. Existem aspectos relacionais, formas como construímos a chamada "autoestima" que não dependem só exclusivamente da força individual... Vivemos em grupo, temos confirmações ao entorno das pessoas que convivemos. É muito delicado, por vezes, ter uma visão de si que seja positiva quando vive-se em ambientes que te adoece. O caminho da elaboração em terapia, ajudar a ressignificar e trabalhar essas relações pode ser um caminho.

Camila S. Medeiros

Camila S. Medeiros

Psicólogo

Rio de Janeiro

Agendar consulta

Obtenha respostas com a consulta online

Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.


Quando uma criança ou adolescente passa por momentos delicados e escuta que suas dores são exagero, que suas conquistas não têm valor ou que sua percepção da realidade está errada, ela não deixa de confiar nos adultos ao redor — ela deixa de confiar em si mesma. A mente aprende a registrar a autodúvida como uma espécie de mecanismo de defesa prévio: para se proteger de uma nova rejeição ou decepção vinda de fora, a própria pessoa passa a duvidar do que pensa, do que sente e das escolhas que faz na vida adulta. Eu sou Daniele Barros, psicóloga com mais de 12 anos de experiência, e através da TCC acompanho diariamente pessoas no processo de reescrever esses registros antigos e resgatar a autoconfiança. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, entendemos que essa voz interior que hoje invalida as suas decisões nada mais é do que o eco das vozes de quem não soube te apoiar lá atrás. O trabalho no consultório não é tentar ignorar o que passou, mas examinar criticamente essas velhas crenças e perceber que elas não correspondem ao adulto que você é hoje. Parar de duvidar de si exige treino diário e a construção de novas evidências práticas. Isso envolve aprender a notar os pensamentos automáticos de desvalorização, separar o que é um fato real do que é apenas o medo da rejeição antiga e passar a validar as suas próprias conquistas, por menores que pareçam. É um processo gradativo de reeducar a mente para que o julgamento do passado pare de ditar o seu valor e as suas decisões no presente. Daniele Barros, Psicóloga TCC - CRP 09/008628 | Equipe Espaço Único


Bom dia! Duvidar de si mesmo na vida adulta não é uma falha de caráter ou falta de capacidade — é uma resposta aprendida. Quando você recebe descrédito ou invalidação em momentos delicados da infância ou juventude, seu cérebro desenvolve um mecanismo de proteção: "Se eu já duvidar de mim antes, o golpe da rejeição externa doerá menos." O problema é que esse mecanismo, que um dia serviu como escudo, na vida adulta se transforma em uma gaiola. Reescrever essa dinâmica exige desmantelar esses esquemas antigos e construir uma autoconfiança baseada no presente, e não nos fantasmas do passado. 1. Separe a "Voz da Invalidação" da sua Voz Atual Quando a dúvida surgir diante de uma decisão ou desafio, pergunte-se: "Essa voz é realmente minha ou é o eco de quem me desacreditou?" O eco do passado: É generalista, punitivo e definitivo ("Você não leva jeito pra isso", "Quem você pensa que é?"). A sua voz adulta: É objetiva e focada na resolução de problemas ("Estou nervoso porque é novo, mas posso aprender o passo a passo"). Aprender a rotular essa dúvida como um "resíduo do passado" ajuda a descolar a sua identidade atual da opinião de quem te machucou. 2. Substitua a Confiança pela Coragem de Agir com Incerteza Geralmente achamos que precisamos nos sentir seguros para depois agir. Na prática, a ordem é inversa: a ação gera a evidência, e a evidência gera a confiança. Não espere a dúvida sumir para tomar uma atitude. Faça o que precisa ser feito com dúvida mesmo. A autoconfiança adulta não vem da ausência de medo, mas da constatação de que você sobreviveu ao desconforto do processo. 3. Construa um "Arquivo de Evidências Reais" Quem viveu momentos de descrédito tende a ter amnésia das próprias conquistas e superfoco nos próprios erros. Para combater esse viés cognitivo: Mapeie o que você já construiu: Anote fatos concretos do seu presente — problemas que resolveu, decisões difíceis que tomou, momentos em que dependeu de si e deu certo. Fatos x Opiniões: Quando a insegurança bater, confronta-a com dados reais do seu presente, não com as projeções de quem te desacreditou lá atrás. 4. Reavalie a Autoridade das Pessoas do Seu Passado Na infância e adolescência, a opinião dos adultos ou figuras de autoridade ao nosso redor tem peso absoluto. Como adultos, precisamos rebaixar a autoridade dessas pessoas: Quem te desacreditou provavelmente fez isso a partir das próprias limitações, frustrações, preconceitos ou imaturidade emocional. O julgamento deles sobre você naquela época falava muito mais sobre quem eles eram do que sobre o seu verdadeiro potencial. 5. Cultive a Autocompaixão em Vez da Autoexigência Severa Quem foi desacreditado na infância costuma desenvolver um perfeccionismo exaustivo para tentar "provar" que tem valor. Trate-se com a mesma empatia que você teria com um amigo enfrentando a mesma situação. Permita-se errar sem interpretar o erro como prova de incompetência. Errar faz parte do aprendizado adulto, não é validação do descrédito que você recebeu no passado. A transição para a vida adulta traz um poder fundamental: você não precisa mais da aprovação ou validação das pessoas que te desacreditaram no passado para construir quem você é hoje. Se esse impacto do passado continuar pesando muito no seu dia a dia, trabalhar essas memórias no processo terapêutico (como a Terapia Cognitivo Comportamental ou Terapia do Esquema) é um caminho transformador para ressignificar essas marcas e fortalecer sua autonomia.

Dr. Amiris Costa

Dr. Amiris Costa

Psicólogo

Belo Horizonte

Agendar consulta

Entendemos que o descrédito na infância ou adolescência funciona como um trauma de desenvolvimento, moldando a forma como o seu cérebro processa a segurança e o próprio valor. Na terapia não focamos apenas em consertar o comportamento, mas em entender as raízes da sua dor para curá-las de dentro para fora.

Rosani Isobe

Rosani Isobe

Psicólogo

São Paulo

Agendar consulta

Experiências de descrédito podem influenciar a forma como a pessoa percebe a si mesma na vida adulta. A psicoterapia pode ajudar a compreender essas marcas, questionar crenças de desvalor e desenvolver uma relação mais segura consigo. O processo é gradual e não significa que você esteja definido pelo que viveu no passado.


Você criou uma imagem de si mesmo a partir do que o ambiente lhe comunicou. Se seguir acreditando nos conteúdos que vieram dos outros, que possuem suas próprias crenças e filtros a respeito de si e dos outros, sem considerar o que de fato acontecia contigo, viverá subordinado a verdades que não condizem com o que de fato você é. A psicoterapia pela TCC te ajudará a encontrar seu verdadeiro "eu", sem as distorções criadas ao longo de sua formação de personalidade, e te favorecerá amadurecer/acessar/aceitar todo potencial que permanece dormindo em você. Espero ter ajudado!! Forte abraço Rita Costa Psicóloga Clínica

Rita K  A  Costa

Rita K A Costa

Psicólogo

São Paulo

Agendar consulta

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.