Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido

Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido a nenhuma outra), mas eu sempre tenho a sensação que estou falando coisas muito confusas nas minhas consultas, que eu nem sempre falo o que eu estou sentindo de verdade ou que eu não exponho o que eu realmente deveria, mesmo que sem querer. Ás vezes parece que eu não sei responder a nenhuma pergunta dirigida a mim ou que eu fico tão nervosa para responder que eu acabo respondendo qualquer coisa sem analisar bem. Eu gostaria saber se é comum sentir isso durante as primeiras sessões e como eu posso melhorar isso ou conseguir externalizar os problemas que eu quero trabalhar na terapia.

141 respostas


Sim, é muito comum sentir dificuldade para falar nas primeiras sessões de terapia. Você está apenas na terceira sessão e ainda está construindo vínculo, confiança e segurança com seu psicólogo. Muitas pessoas ficam nervosas, sentem que falam de maneira confusa, esquecem assuntos importantes ou só conseguem compreender melhor o que estavam sentindo depois da sessão. Você não precisa chegar à terapia sabendo exatamente o que sente, por que sente ou o que deveria falar. Descobrir e organizar isso também faz parte do processo psicoterapêutico. Inclusive, contar ao seu terapeuta exatamente o que escreveu aqui pode ser um ótimo ponto de partida: “Eu fico nervosa e tenho medo de responder qualquer coisa sem conseguir perceber o que realmente estou sentindo.” A Terapia do Esquema pode ser especialmente interessante para compreender se essa dificuldade está relacionada a padrões como medo de julgamento, necessidade de corresponder às expectativas, autocobrança, vergonha ou dificuldade de reconhecer e expressar as próprias necessidades e emoções. Com o fortalecimento da aliança terapêutica, é esperado que você vá se sentindo mais segura para falar espontaneamente e até para dizer “não sei responder isso agora”. Você não precisa fazer terapia “do jeito certo”. A própria dificuldade de se expressar pode se transformar em um material muito importante para o seu processo terapêutico. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323

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Olá! Sim, é bastante comum sentir isso, especialmente quando a pessoa está fazendo terapia pela primeira vez. Você está apenas na terceira sessão, então ainda está conhecendo o profissional, entendendo como funciona aquele espaço e, principalmente, aprendendo a falar sobre coisas que talvez nunca tenha colocado em palavras. A terapia não exige que você chegue à sessão sabendo exatamente o que sente, o que precisa falar ou qual é o seu problema principal. Muitas vezes, justamente uma das funções da psicoterapia é ajudar a pessoa a organizar e compreender aquilo que inicialmente aparece de maneira confusa. Também é possível ficar nervosa diante de determinadas perguntas. Quando estamos ansiosos, podemos ter dificuldade para acessar informações, organizar pensamentos e encontrar palavras para explicar uma experiência. Isso não significa que você esteja "fazendo terapia errado" ou escondendo propositalmente aquilo que sente. Uma coisa que pode ajudar bastante é levar para a sessão a própria dificuldade que você está tendo para falar. Você pode começar dizendo ao seu psicólogo: "Eu tenho a sensação de que não consigo explicar direito o que estou sentindo e às vezes respondo qualquer coisa porque fico nervosa. Tenho medo de não estar conseguindo falar o que realmente deveria." Isso já é, por si só, um material muito importante para a terapia. Você também pode anotar durante a semana algumas situações que gostaria de levar para a sessão. Não precisa escrever um texto elaborado. Pode simplesmente registrar: o que aconteceu; o que você sentiu; o que passou pela sua cabeça; o que você teve vontade de fazer; e o que gostaria de entender melhor. Inclusive, se na hora de responder uma pergunta você não souber o que dizer, você pode simplesmente dizer "não sei". Não é necessário inventar uma resposta rapidamente. Pode pedir alguns segundos, pensar ou até dizer: "Não sei explicar isso ainda." Com o tempo, conforme você se sentir mais segura e desenvolver confiança no processo terapêutico, provavelmente ficará mais fácil perceber e comunicar aquilo que está acontecendo internamente. E existe algo importante: você não precisa chegar à terapia com uma narrativa perfeitamente organizada. Você pode chegar confusa. A terapia pode ser justamente o espaço para, junto com o profissional, transformar essa confusão em algo que possa ser compreendido e trabalhado. Se essa sensação continuar, converse sobre ela com seu psicólogo. A própria dificuldade de se expressar, o nervosismo diante de perguntas e o medo de não conseguir mostrar aquilo que realmente sente podem se tornar parte do trabalho terapêutico. Espero ter ajudado. Rodrigo Vieira Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)

Rodrigo  Vieira

Rodrigo Vieira

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Sim, mais comum do que você imagina, especialmente se é a sua primeira experiência na terapia, estás ainda conhecendo o espaço terapêutico , construindo confiança e aprendendo a colocar em palavras questões que muitas vezes não estavam totalmente claras para você. Não é necessário chegar na sessão sabendo exatamente o que dizer ou ter respostas prontas,inclusive seria importante falar sobre essa dificuldade com sua psicóloga, pois ela poderá trabalhar essa informação e terapia. Como sugestão, anote durante a semana situações,pensamentos ou sentimentos que você gostaria de compartilhar na sessão, não precisa ser nada tão elaborado, algumas palavras já podem ajudar a lembrar. Boa sorte em seu processo terapêutico e espero ter ajudado.


Não é incomum se sentir assim, especialmente nas primeiras sessões. A terapia também é uma relação que está começando a ser construída e, no início, pode ser difícil se sentir à vontade para falar sobre determinadas coisas, organizar o que está sentindo ou até mesmo saber como responder a algumas perguntas. Com o tempo e com a construção do vínculo terapêutico, é possível que você se sinta mais segura nessa relação e que aquilo que hoje parece confuso possa ganhar outros sentidos e formas de ser compreendido. Inclusive, essa própria sensação de ficar nervosa, não conseguir responder ou sentir que não está falando aquilo que realmente gostaria pode ser levada para a sessão. Ela também faz parte da sua experiência e pode ser algo importante para vocês explorarem juntas. A terapia é um processo, e não uma entrevista na qual você precisa encontrar as respostas certas. Caso, depois de algum tempo, você continue não se sentindo confortável ou perceba que não consegue construir esse vínculo com a psicóloga, também pode ser válido considerar experimentar outro profissional.

Dra. Iasmin Quintino

Dra. Iasmin Quintino

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Essa “confusão” faz parte do processo. Afinal, fazer terapia também é aprender a ouvir o que você mesmo está dizendo e, aos poucos, entender melhor o seu mundo interno. E parece que você já percebeu que existe muita coisa misturada nos seus pensamentos e que, com o tempo, isso poderá ficar mais claro. Além disso, você e o psicólogo ainda estão construindo uma relação de confiança, criando um espaço onde, aos poucos, você poderá se sentir mais à vontade para falar sobre questões mais íntimas. Talvez algumas coisas precisem de tempo para serem percebidas e colocadas em palavras. Não é preciso entender tudo de uma vez. Parabéns pela coragem em iniciar um trabalho de terapia. Siga em frente e continue! A terapia é um processo, e algumas coisas vão se esclarecendo aos poucos.

Danilo Hadek

Danilo Hadek

Psicólogo

São Paulo

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É comum que isso aconteça nas primeiras sessões, quando você e o profissional ainda estão se conhecendo e o vínculo terapêutico está sendo construído. Você não precisa chegar à sessão sabendo exatamente o que sente ou organizar tudo antes de falar. Inclusive, essa própria percepção de que você fica nervosa, se confunde ou sente que não consegue dizer o que realmente gostaria pode ser levada para o seu psicólogo, porque isso também pode fazer parte do que será trabalhado no processo. A partir disso, o profissional pode compreender melhor como te acompanhar e, se for necessário, adotar uma postura mais diretiva, fazendo perguntas ou propondo outras formas de facilitar essa expressão.


Sim, isso pode acontecer, especialmente nas primeiras sessões. No início da terapia, ainda estamos construindo confiança e entendendo como funciona aquele espaço, então é comum ficar nervosa, não saber exatamente o que dizer, esquecer coisas importantes ou perceber depois que gostaria de ter explicado algo de outra forma. Você não precisa chegar à sessão sabendo organizar tudo o que sente. Inclusive, pode falar para sua psicóloga exatamente isso que escreveu aqui: que sente dificuldade para responder às perguntas, que fica nervosa e que às vezes percebe que não consegue expressar o que realmente gostaria. Essa própria dificuldade pode se tornar um ponto importante do trabalho terapêutico. Uma estratégia que pode ajudar é anotar, ao longo da semana, situações que te incomodaram, pensamentos que apareceram, emoções e assuntos que você gostaria de abordar. Não precisa escrever muito nem organizar perfeitamente; algumas palavras já podem servir como ponto de partida na sessão.


É bem comum sentir isso, principalmente nas primeiras sessões, ainda mais quando é sua primeira experiência com terapia. O nervosismo pode deixar os pensamentos confusos, dificultar as respostas e fazer com que você não consiga expressar exatamente o que está sentindo. Isso não significa que você esteja fazendo algo errado. Também é importante lembrar que o psicólogo é preparado para ouvir e compreender mesmo quando aquilo que você traz não está totalmente organizado. Você não precisa chegar à sessão sabendo exatamente o que dizer ou como explicar o que sente, essa não deve ser uma preocupação sua. Se quiser, pode inclusive dizer ao psicólogo que sente dificuldade para se expressar. Com o tempo e conforme você se sentir mais seguro, tende a ficar mais fácil falar sobre o que realmente gostaria de trabalhar.


Olá! Ter dificuldade com o que falar em terapia é compreensível, já que é um momento de bastante exposição. Exponha isso para a sua psicóloga e se a chance de pensar com mais calma antes de responder, você não precisa correr. A terapia é justamente esse espaço para se demorar e refletir com calma sobre o que te acontece. Você não precisa já ter todas as respostas, você está lá para descobri-las!


Olá! Essa é uma excelente pergunta. Muitas pessoas acreditam que existe um jeito "certo" de fazer psicoterapia e ficam inseguras de não obter resultados, mas fique tranquila. A tarefa de compreender o seu discurso é do terapeuta, ele/ela vai conduzir a sessão para que você, aos poucos vá se adaptando. Sucesso!


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. Sim, é extremamente comum e esperado sentir essa confusão nas primeiras sessões. O processo terapêutico exige a construção de um vínculo de confiança, e aprender a traduzir sentimentos em palavras leva tempo. Para facilitar, você pode anota tópicos ou episódios durante a semana em um bloco de notas e levar para a sessão. Além disso, seja transparente com seu/sua terapeuta sobre essa própria dificuldade: dizer a ele que se sente nervosa/o ou com receio de responder "qualquer coisa" ajuda o profissional a conduzir as perguntas de forma mais acolhedora e no seu ritmo. Lembre-se também de uma coisa, é muito importante que você saiba o que estar acontecendo nas sessões, quais as metodologias utilizadas, quais os objetivos das perguntas e das indicações terapêuticas. Você tem se sentindo confortável durante as sessões? a busca por um processo terapêutico as vezes requer que você experimente vários espaços terapêuticos para não ficar tempo demais esperando resultados em um lugar que as pessoas disseram que é o melhor ou que você deveria ir. O melhor espaço terapêutico é onde você consiga despertar emoções, sentimentos, novos pensamentos e alcançar seus objetivos. E isso não precisa ser com um/a psicólogo/a, precisa ser em um espaço onde você se sinta bem e se sinta reconhecida. Espero ter ajudado, caso tenha mais dúvidas, pode mandar mais perguntas. Atenciosamente, Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Psicoterapia presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


Sim, isso é muito comum nas primeiras sessões, principalmente quando você nunca tinha feito terapia antes. Você está tentando falar sobre experiências internas que talvez nunca tenha precisado organizar em palavras, ao mesmo tempo em que ainda está conhecendo o terapeuta e entendendo se aquele espaço realmente parece seguro. Por isso, você não precisa responder rápido nem encontrar a “resposta certa”. Se uma pergunta te deixar nervosa, você pode dizer: “não sei ainda”, “preciso pensar um pouco” ou “acho que estou respondendo qualquer coisa porque fiquei ansiosa”. Tudo isso também faz parte da terapia. Na TCC, eu costumo ajudar bastante nessa organização. Podemos pegar uma situação concreta e separar: o que aconteceu, o que passou pela sua cabeça, o que você sentiu, quais sensações apareceram no corpo e o que fez depois. Aos poucos, aquilo que parecia um bloco confuso começa a ficar mais compreensível. Também pode ajudar anotar durante a semana situações, pensamentos ou assuntos que você gostaria de levar. Não precisa chegar com tudo elaborado. E existe algo importante: o terapeuta também tem responsabilidade nesse processo. Ele pode reformular perguntas, dar tempo para você pensar e ajudar a organizar a conversa sem transformar a sessão em um interrogatório. Você não está “fazendo terapia errado” porque ainda não consegue externalizar tudo. Muitas vezes, aprender a reconhecer e colocar em palavras o que sente já é uma parte importante do próprio tratamento.

Arthur Bicalho Lage

Arthur Bicalho Lage

Psicólogo

Belo Horizonte

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Eu acredito que voce possa expor isso aos poucos. Pode ser interessante você separar temáticas que você, por vezes, queira abordar para não se sentir tão confusa. Mas o espaço de terapia nos faz questionar, refletir, trazer informações que estamos lembrando... Pode ser natural, principalmente porque o vínculo de confiança vai sendo estabelecido. Talvez anotar antes da sessões te ajudaria a se organizar melhor. Não saber responder acontece, faz parte do processo também.

Camila S. Medeiros

Camila S. Medeiros

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Oi, tudo bem? Sim, é extremamente comum sentir isso logo no início da terapia, principalmente na terceira sessão, quando a novidade já passou mas a confiança ainda está se construindo. Faz sentido que seja difícil organizar o que dizer quando você ainda está aprendendo a se ouvir dentro desse espaço novo. Essa sensação de "não estar falando direito" geralmente diminui à medida que o vínculo com o terapeuta se fortalece, e você vai se sentindo mais segura para se expressar sem tanto filtro ou pressa. Uma coisa que costuma ajudar bastante é anotar, entre uma sessão e outra, situações ou sentimentos que chamaram sua atenção durante a semana, mesmo que pareçam pequenos ou desorganizados, isso te dá um material concreto pra levar, em vez de precisar lembrar e formular tudo na hora. Vale também compartilhar essa dificuldade diretamente com seu psicólogo: dizer "eu sinto que não estou conseguindo me expressar direito" já é, em si, uma informação valiosa pro processo, e ele pode te ajudar a encontrar um jeito de conduzir as sessões que funcione melhor pra você. Você percebe se essa dificuldade aparece mais quando ele te faz perguntas diretas, ou mesmo quando você tenta trazer um assunto por conta própria? Caso precise, estou à disposição.

Helio Martins

Helio Martins

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Sim, é bastante comum se sentir um pouco confuso, especialmente no início de uma terapia. Você está apenas na sua terceira sessão e ainda está começando a conhecer esse espaço, a profissional que o conduz e também a sua própria maneira de falar sobre aquilo que lhe acontece. Na psicanálise, inclusive, não esperamos que o paciente tenha sempre uma fala organizada ou saiba exatamente o que precisa dizer. A associação livre é uma das formas fundamentais de falar em análise: deixar que as ideias, lembranças, sentimentos e pensamentos apareçam, mesmo quando parecem não ter muita relação entre si. Às vezes, justamente aquilo que parece uma resposta confusa, inesperada ou que não fazia sentido naquele momento pode levar a algo importante. É possível até se surpreender com alguma coisa que se diz e que, antes, ainda não havia sido pensada dessa maneira. Por isso, não é necessário chegar à sessão sabendo exatamente o que você precisa falar, nem avaliar previamente o que é mais ou menos importante. O processo de análise não acontece necessariamente em linha reta e também não é possível dizer tudo de uma vez. As questões vão podendo aparecer e ser trabalhadas ao longo do tempo. Esse nervosismo que você sente também pode ser algo interessante de levar para a sua analista. Você pode dizer a ela, inclusive, que tem dificuldade para responder às perguntas, que sente que acaba falando qualquer coisa ou que tem medo de não conseguir dizer o que realmente gostaria. Falar sobre o que está acontecendo durante as próprias sessões também faz parte do trabalho analítico. Não existe uma resposta certa ou errada na terapia. Existe um trabalho psíquico a ser construído a partir daquilo que está causando sofrimento ou despertando alguma questão em você. Com o tempo, e à medida que a relação de confiança com sua analista for se estabelecendo, talvez seja possível falar com mais liberdade e deixar que o próprio processo indique alguns caminhos.

Maria Fernanda Talarico

Maria Fernanda Talarico

Psicanalista

Rio de Janeiro

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Sim, isso é bem comum nas primeiras sessões, principalmente quando a pessoa nunca fez terapia. Você ainda está conhecendo o terapeuta e aprendendo a falar sobre coisas que talvez nem estejam organizadas dentro de você. Você não precisa chegar à sessão sabendo exatamente o que sente ou o que deveria dizer. Inclusive, dizer “eu não sei responder”, “estou nervosa e não consigo organizar o que quero falar” já é material importante para a terapia. E você pode literalmente começar a próxima sessão dizendo: “Eu tenho a sensação de que, quando você me pergunta algumas coisas, eu fico nervosa e respondo sem conseguir pensar direito. Às vezes tenho medo de não estar conseguindo falar o que realmente importa. Queria trabalhar isso também.”


É bastante comum sentir isso nas primeiras sessões, principalmente quando nunca fez terapia. O vínculo terapêutico e a segurança para falar sobre questões pessoais são construídos gradualmente, e o nervosismo pode dificultar a organização dos pensamentos e a identificação do que você realmente está sentindo. Uma estratégia que pode ajudar é anotar antes das sessões os principais sentimentos, situações, pensamentos, dúvidas ou assuntos que gostaria de trabalhar. Também é importante dizer ao psicólogo quando você estiver confusa, não souber responder ou sentir que não conseguiu expressar algo — isso também pode ser trabalhado em terapia. Com o tempo e o fortalecimento do vínculo terapêutico, tende a ficar mais fácil se expressar e compreender melhor suas próprias experiências. Se desejar, posso acompanhá-la nesse processo e ajudá-la a desenvolver maior clareza emocional e segurança para trabalhar aquilo que realmente precisa ser elaborado.


É absolutamente comum sentir-se confuso ou inseguro nas primeiras sessões de terapia. Muitas pessoas relatam exatamente isso: dificuldade em organizar pensamentos, medo de não estar “falando certo” ou receio de não conseguir expressar o que realmente sentem. Isso acontece porque o processo terapêutico é novo, exige confiança e tempo para que você se sinta à vontade. O que pode ajudar é pensar na terapia como um espaço seguro, onde não existe “resposta certa ou errada”. O psicólogo está ali para ajudar a organizar o que você traz, mesmo que venha de forma fragmentada ou confusa.


Nas primeiras sessões de terapia é bastante comum que o paciente se sinta confuso, inseguro ou até mesmo com a sensação de não estar conseguindo se expressar da forma adequada. Esse movimento inicial faz parte do processo de adaptação ao espaço terapêutico e ao vínculo que está sendo construído com o psicólogo. A terapia não exige respostas perfeitas nem clareza imediata; ao contrário, ela se desenvolve justamente a partir das tentativas de colocar em palavras aquilo que, muitas vezes, ainda está nebuloso ou difícil de compreender. A sensação de “não falar o que deveria” ou de “responder qualquer coisa” pode estar relacionada à ansiedade natural diante de um ambiente novo, ao medo de julgamento ou à dificuldade em acessar conteúdos internos que ainda não estão prontos para serem elaborados. É importante reconhecer que esse desconforto não significa fracasso, mas sim parte do caminho de autoconhecimento. Com o tempo, conforme o vínculo terapêutico se fortalece, a tendência é que o paciente se sinta mais à vontade para se expor e consiga organizar melhor seus pensamentos. Para favorecer esse processo, pode ser útil anotar antes das sessões alguns pontos que gostaria de abordar, sentimentos que surgiram durante a semana ou situações que despertaram dúvidas e angústias. Esse recurso funciona como um guia, mas não deve ser visto como obrigação: o espaço terapêutico é livre e acolhe tanto o que está claro quanto o que ainda é confuso. Além disso, é válido compartilhar com o terapeuta exatamente essa dificuldade de se expressar, pois isso também é material importante para o trabalho clínico.


Você ainda está criando vínculo com seu terapeuta. Seria bom perguntar para ele se está entendendo o que está falando, se está fazendo sentido. Uma coisa muito boa é anotar as coisas, mesmo que em itens, que pretende levar para a sessão, ajuda muito. Abraço.


É comum sentir isso nas primeiras sessões. O nervosismo e a dificuldade para organizar os sentimentos podem fazer com que você não consiga expressar exatamente o que gostaria. Isso não significa que esteja fazendo algo errado. Uma boa estratégia é falar isso diretamente na terapia e, antes das sessões, anotar situações, pensamentos e sentimentos que gostaria de abordar. Não é necessário chegar com tudo organizado; a terapia é justamente um espaço para construir essa compreensão aos poucos.


Olá! A psicoterapia vai da técnica, experiencia e abordagem do profissional. No seu relato a sessão parece nao ser estruturada com objetivos, que já poderiam estar estabelecidos desde o inicio e avaliação, feedback com o que você sente. Sugiro refletir: o que te levou a buscar a psicoterapia? como escolheu o profissional? Se você deseja continuar com esse profissional, tudo pode ser relatado a ele e ver o feedback para ele te ajudar a organizar e entender essa confusão. Pode ser normal mas ao mesmo tempo sua ansiedade esta muito elevada, acredito que precisas definir seus objetivos psicoterapêuticos ou fazer uma nova avaliação com outro profissional.


É comum estar ainda desconfortável de se expor e ser 100% honesto no início da terapia. Cada um tem seu ritmo para conseguir compartilhar suas demandas/inseguranças com os outros. A confiança e conforto de se abrir vem com a progressão da terapia e a criação de um vínculo com o terapeuta.


É comum se sentir dessa forma durante o processo terapêutico. É um espaço onde são levadas questões muito particulares sobre sua vida, além disso você ainda está conhecendo o(a) profissional e construindo uma relação de confiança, que requer tempo. É interessante externalizar como você se sente para sua terapeuta, pois assim vocês irão conseguir construir uma relação genuína, mas caso isso ainda não seja possível, tudo bem também. Se acolha, perceba seus limites e, caso você se sinta confortável, escreva sobre isso em um diário.


Sim, isso é muito comum, principalmente no início da terapia. Você não precisa chegar à sessão sabendo exatamente o que falar, nem organizar tudo o que sente antes de estar ali. Inclusive, essa dificuldade de responder, o nervosismo e a sensação de não conseguir dizer o que realmente gostaria também podem ser levados para a terapia. Fale sobre isso com seu psicólogo. Aos poucos, conforme o vínculo e a confiança vão sendo construídos, você pode se sentir mais à vontade para se escutar, compreender o que sente e encontrar sua própria forma de falar sobre isso.

Mítza Mourão

Mítza Mourão

Psicólogo

Rio Branco

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O que você está sentindo é extremamente comum e absolutamente normal, especialmente estando na sua terceira sessão. Para quem nunca fez terapia antes, sentar na frente de um profissional e tentar colocar em palavras o mar de pensamentos e sentimentos que carregamos por anos é uma tarefa desafiadora. Seria maravilhoso se a gente já chegasse ao consultório com tudo perfeitamente organizado e alinhado na cabeça, mas a terapia é um processo contínuo e gradual. É preciso considerar que você está se conectando com uma pessoa inteiramente nova. Por mais que seja uma profissional preparada para te acolher, vocês ainda estão se conhecendo e construindo uma ponte de confiança. Eu sou Daniele Barros, psicóloga com mais de 12 anos de experiência, e através da TCC acompanho diariamente pessoas no processo de aprender a se expressar e se sentir confortáveis no espaço terapêutico. Como psicóloga, eu gostaria muito que o meu paciente compartilhasse isso comigo, porque essa informação é preciosa para o tratamento. Se você me contasse que está nervosa, que sente que responde rápido sem analisar ou que não está conseguindo expor o que realmente gostaria, eu saberia exatamente como desacelerar o ritmo da consulta, mudar a forma de fazer as perguntas e te dar o tempo e a segurança necessários para você se organizar. A sua psicóloga certamente pensará da mesma forma e usará isso para te ajudar a encaminhar a situação com muito mais leveza. Na hora da consulta, lembre-se de que você tem total permissão para fazer pausas longas antes de responder ou até dizer que precisa de um tempo para pensar. Você pode, inclusive, começar a próxima sessão dizendo abertamente para ela como tem se sentido confusa e ansiosa ao tentar se expressar. Lembre-se de que não existe resposta certa na terapia e você não precisa dar um show de clareza. O papel do psicólogo é justamente te ajudar a desatar os nós e organizar a sua fala. Dê tempo a si mesma, seja paciente com o seu processo e confie que, aos poucos, essa comunicação vai se tornar cada vez mais espontânea e libertadora. Daniele Barros, Psicóloga TCC - CRP 09/008628 | Equipe Espaço Único


Olá! Sim, isso pode acontecer, principalmente nas primeiras sessões e quando é a sua primeira experiência com psicoterapia. Pense que você está começando a falar sobre aspectos muito pessoais da sua vida com alguém que, embora seja um profissional, ainda é, de certa forma, um “estranho” para você. Construir confiança e se sentir confortável nesse espaço também leva tempo. Além disso, quando ficamos nervosos ou preocupados em “responder direito”, pode ficar ainda mais difícil organizar o que estamos sentindo naquele momento. E você não precisa chegar à sessão sabendo explicar tudo perfeitamente. Uma estratégia que pode ajudar é anotar durante a semana situações, pensamentos, sentimentos ou acontecimentos que você gostaria de conversar na terapia. Não precisa escrever muito: algumas palavras já podem servir para lembrar e organizar o que foi importante para você. Mas eu destacaria uma coisa: conte ao seu psicólogo exatamente o que você escreveu aqui. Dizer “às vezes fico nervosa, respondo qualquer coisa e depois sinto que não falei o que realmente queria” já é uma informação muito importante para o processo. A partir disso, vocês podem pensar juntos em uma forma de conduzir as sessões que deixe você mais confortável. E tente não encarar a sessão como uma situação em que existe uma resposta certa ou em que você está sendo avaliada negativamente. A psicoterapia deve ser um espaço de compreensão, colaboração e construção conjunta. Com o tempo, tende a ficar mais fácil reconhecer, organizar e externalizar aquilo que você está vivendo.


Sim, isso pode acontecer, especialmente nas primeiras sessões. Você está tentando colocar em palavras experiências que talvez tenha levado muito tempo para compreender — e fazendo isso diante de uma pessoa com quem ainda está construindo confiança. Existe uma ideia equivocada de que precisamos chegar à terapia sabendo exatamente o que sentimos, o que aconteceu e o que precisamos trabalhar. Muitas vezes, descobrir isso já faz parte da própria terapia. Inclusive, aquilo que você descreveu pode ser um material importante para a próxima sessão. Você pode dizer ao seu psicólogo exatamente o que escreveu aqui: “Sinto que fico nervosa, respondo rápido e depois percebo que não falei exatamente o que queria”. Não é necessário organizar tudo antes. Se ajudar, anote durante a semana situações, pensamentos ou sentimentos que gostaria de levar para a sessão. Não precisa transformar isso em um roteiro; algumas palavras já podem servir como ponto de partida. E há algo importante: **silêncios, confusão, dificuldade para responder e até um “eu não sei” também fazem parte da comunicação em terapia.** Você não precisa aprender a ser uma boa paciente. Aos poucos, a terapia também pode se tornar o lugar onde você aprende a reconhecer e colocar em palavras aquilo que acontece dentro de você.


Sim, isso é bastante comum, principalmente nas primeiras sessões. A terapia também envolve aprender, aos poucos, a falar sobre si, identificar o que está sentindo e organizar experiências que nem sempre estão claras para você. Você não precisa chegar à sessão sabendo exatamente o que dizer ou responder tudo de forma “certa”. Inclusive, perceber que fica nervosa, confusa ou que responde rapidamente pode ser algo importante para conversar com seu psicólogo. Uma possibilidade é anotar, ao longo da semana, situações, sentimentos ou assuntos que gostaria de levar para a sessão. E, principalmente, contar ao seu terapeuta sobre essa dificuldade. Isso também faz parte do processo terapêutico e pode ser trabalhado junto com ele.


Olá! É muito comum principalmente nas primeiras sessões de terapia, onde se tem muito a dizer. Você não ter as respostas certas ou ter dificuldade de organiza-las faz parte do processo e justamente por isso você está em acompanhamento! Se soubesse organizar tudo de forma clara, já estaria em processo desenvolvido, concorda comigo? Agora, existem sim algumas dicas que podem facilitar: Anote durante a semana situações que mexeram com você, mesmo que pareçam pequenas. Antes da sessão, escreva 2 ou 3 coisas que você gostaria de falar. Não precisa explicar; pode ser só: “fiquei muito mal depois disso”. Se o psicólogo fizer uma pergunta e você travar, diga exatamente isso: “Eu não sei responder agora” ou “Eu estou ficando nervosa e não consigo organizar o que estou pensando.” Isso também é material importante para a terapia. Se perceber depois da sessão que deixou algo de fora, anote para levar na próxima. Não existe obrigação de resolver tudo em uma sessão. E, principalmente, você pode dizer ao seu psicólogo algo como: “Eu tenho a sensação de que, durante a sessão, não consigo falar exatamente o que queria e às vezes respondo sem pensar.” Na verdade, eu prestaria bastante atenção a isso: talvez o problema não seja você não saber o que sente, mas você ainda não se sentir suficientemente segura para deixar esse conteúdo aparecer. E isso pode levar tempo. Você não precisa fazer uma “terapia perfeita”. Não precisa saber responder às perguntas corretamente, nem contar as coisas na ordem certa. Você pode chegar confusa. A terapia também serve para descobrir, junto com o psicólogo, o que existe dentro dessa confusão.


Olá! Sim, isso pode ser bastante comum, especialmente nas primeiras sessões, você está entrando em um espaço novo, falando sobre aspectos pessoais e, muitas vezes, tentando colocar em palavras sentimentos que nem você compreende completamente ainda. É natural ficar nervoso(a), se confundir ou perceber depois que gostaria de ter respondido de outra maneira. Você não precisa chegar à terapia sabendo exatamente o que dizer, a própria dificuldade de falar, não saber responder ou sentir que está escondendo algo sem querer pode ser parte importante do processo terapêutico. Uma possibilidade é anotar antes da sessão algumas situações, pensamentos ou sentimentos que gostaria de abordar, mas não se preocupe em organizar tudo perfeitamente, você também pode simplesmente dizer ao seu psicólogo essa percepção e sentimento de não conseguir falar o que realmente gostaria e, isso, por si só, já pode ser um ótimo ponto de partida. Com o tempo e à medida que a relação terapêutica se torna mais segura, geralmente fica mais fácil se expressar com espontaneidade.


Essa sensação de “confusão” não significa que você esteja fazendo a terapia de forma errada. Ela faz parte do próprio processo. Nem sempre sabemos, de antemão, o que sentimos. Muitas coisas vão aparecendo justamente enquanto falamos. E as perguntas feitas pelo profissional não precisam ser respondidas como se houvesse uma resposta certa ou pronta; elas são mais como aberturas para você pensar, se escutar e perceber o que aquela pergunta provoca em você. Isso que você traz aqui, inclusive, pode ser dito na terapia... diz muito de você!

Dra. Vanessa Machado

Dra. Vanessa Machado

Psicólogo

Ribeirão Preto

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Olá! É bastante compreensível que isso aconteça nas primeiras sessões. Falar sobre si, especialmente com alguém que ainda estamos conhecendo, nem sempre é simples. E nem tudo o que sentimos está imediatamente claro ou disponível para ser colocado em palavras. A confusão, o nervosismo, os silêncios e até a sensação de não ter conseguido dizer aquilo que gostaria também podem fazer parte do processo terapêutico. É possível falar justamente dessa confusão e da dificuldade de colocar em palavras. Não é preciso saber falar sobre si da maneira “certa”. Com o tempo e com a construção desse espaço, outras formas de dizer e compreender o que você vive podem surgir.

Júlia Robaina

Júlia Robaina

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Sim! é o esperado sentir tudo isso nas primeiras sessões! Você está na sua terceira consulta, em um processo totalmente novo! Espera-se que o cérebro leve um tempo para se adaptar. O que você descreve — o nervosismo, a sensação de confusão, responder "qualquer coisa" sob pressão e a dificuldade de acessar os sentimentos reais na hora, pode ser sintomas de ansiedade.


Ola, Sim, isso é bastante comum, principalmente nas primeiras sessões e quando a pessoa nunca fez terapia antes. É natural ficar nervosa, não saber exatamente o que dizer ou perceber depois que gostaria de ter falado algo diferente. Você não precisa chegar à sessão sabendo organizar perfeitamente o que sente. Uma possibilidade é anotar durante a semana situações, pensamentos, sentimentos ou assuntos que gostaria de abordar e levar essas anotações para a sessão. E também pode dizer diretamente ao seu psicólogo: “Tenho dificuldade de responder e sinto que não consigo falar tudo o que gostaria.” Isso, por si só, já é um material muito importante para o processo terapêutico. Com o tempo e o vínculo, tende a ficar mais fácil se expressar. Não precisa se cobrar para “fazer terapia direito”; vocês podem construir esse caminho juntos. Estou à disposição para te auxiliar nesse processo. Conte comigo! Grande abraço.

Luan Coelho Valer

Luan Coelho Valer

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Olá, costumo comparar o começo de terapia como o ato de arrumar um enorme guarda-roupas, daqueles com coisas que a pessoa acumulou a vida toda e sequer sabe o que tem lá dentro. De início começa a tirar tudo do lugar se forma até um pouco desordenada, mas aos poucos vai arrumando, jogando algumas coisas fora, mantendo outras de modo que vai se organizando gradativamente. Não se preocupe, seja paciente consigo mesmo(a) que no seu tempo as coisas irão se ajeitar.


Olá! Tudo sobre você é importante na terapia. Tente falar sobre esses sentimentos para o seu terapeuta. Sentimentos de confusão, nervosismo, dificuldade de falar sobre os seus problemas...se isso já aconteceu antes ou acontece com algumas pessoas. E se acontece, quem são essas pessoas.


Como essa é a sua primeira experiência com a terapia, é natural que, no início, você ainda esteja se adaptando a essa dinâmica e perceba que surgem muitos temas ao mesmo tempo que gostaria de trazer para as sessões. Por isso, uma sugestão é que, sempre que surgir algo que você considere importante conversar na terapia, você faça uma pequena anotação. Não precisa ser algo elaborado, pode ser apenas uma palavra ou uma frase que ajude você a se lembrar do que gostaria de abordar. Com o tempo, isso tende a se tornar mais espontâneo. Você pode começar a perceber, no dia a dia: “Isso seria interessante levar para a minha terapia para refletir sobre”. Aos poucos, você vai se familiarizando com esse novo espaço e encontrando a sua própria forma de utilizá-lo, sem precisar se preocupar em lembrar de tudo ou organizar previamente cada assunto.


Olha, como tudo na vida, na terapia não é diferente, é um processo. Por mais que pareça confuso no início, com o tempo as coisas vão se encaixando e aquilo que parecia pura confusão, clareia. As perguntas são para fazer pensar, e não necessariamente para serem respondidas imediatamente. É comum que haja confusão em falar de si.

Laura    Albuquerque

Laura Albuquerque

Psicólogo

Balneário Camboriú

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Cada profissional tem uma forma de conduzir e de fazer as perguntas. Em algumas abordagens, fazer perguntas que te façam pensar em coisas que nunca pensou antes é uma peça central. Nesse contexto, sentir que não sabe responder as perguntas faz parte de estar sendo estimulada a pensar de forma diferente. Mas se você se sente muito perdida em seus sentimentos e pensamentos, uma boa estratégia pode ser ter outros momentos na semana para escrever sobre o que sente e pensa. Perceba se sozinha consegue chegar nesse "centro" do que gostaria de expor. Isso pode te ajudar a perceber se a sessão de psicoterapia está te deixando mais ansiosa ou se a confusão está presente a todo momento. Também pode te ajudar porque aumenta a frequência desses momentos de sair do caos da rotina e dos acontecimentos e se focar em si, é um exercício que requer treino. Em todo caso, é esperado que ao longo do tempo as sessões se tornem menos caóticas e você consiga se aproximar dos seus sentimentos. Se após mais sessões você sentir que isso não muda, talvez valha a pena experientar outras pessoas, de outras abordagens que possam fazer mais sentido para você.


Olá, como vai? Sim, é comum. Nas primeiras sessões, sobretudo quando a pessoa nunca fez terapia, isso aparece com frequência. Você não está “falando errado”. Está tentando falar de si pela primeira vez diante de alguém que escuta de outro jeito, e isso desorganiza. A cabeça quer acertar, selecionar o que importa, não parecer confusa, não omitir o essencial. Essa exigência já é parte do que está acontecendo. O nervoso, a resposta qualquer, a sensação de não dizer o que sente “de verdade” não são um defeito da terapia. São o começo dela. Muita gente chega achando que precisa entregar um relato claro, cronológico, honesto na medida certa. A clínica não funciona assim. O que aparece bagunçado, incompleto ou “qualquer coisa” já é material. Às vezes é justamente o que a pessoa não consegue organizar que precisa ser ouvido. Sobre “o que eu realmente deveria expor”: esse “deveria” merece atenção. Quase sempre ele vem de uma ideia de paciente ideal, alguém que sabe o problema, nomeia o sentimento e entrega o que a terapeuta espera. Essa figura não existe. Você não precisa melhorar para merecer a sessão. A sessão existe para caber o que ainda não sai direito.


Sim, é bem comum, principalmente nas primeiras sessões e sendo sua primeira experiência com terapia. Você ainda está conhecendo a terapeuta e aprendendo a falar sobre coisas que podem ser difíceis ou confusas. Para facilitar: Anote durante a semana o que te incomodou, mesmo que pareça bobo ou confuso. Leve para a sessão os assuntos que você quer falar, mas costuma evitar. Se não souber responder, pode simplesmente dizer: “Não sei”, “Preciso pensar” ou “Não sei explicar direito”. Conte à terapeuta que você fica nervosa e sente que não consegue expressar o que realmente pensa. Isso também é algo que vocês podem trabalhar juntas. Você não precisa saber exatamente o que sente antes de entrar na terapia. Parte do processo é justamente descobrir isso.


Olá. Sim, é comum sentir isso durante as sessões de terapia. Falar sobre si e sobre os próprios sentimentos pode ser confuso e difícil de organizar em palavras. Aliás, essa dificuldade de compreender e expressar o que você sente também pode fazer parte do processo terapêutico. Conversar com seu psicólogo sobre como é para você estar ali e como se sente ao tentar se expressar pode ser um caminho muito rico para que, juntos, vocês possam construir uma forma de conversa em que você se sinta mais à vontade. Abraço.

Gisele Rodrigues

Gisele Rodrigues

Psicólogo

Florianópolis

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Bem, tem muitas primeiras experiências em jogo aí nessa sua terapia. Uma sessão tem um tempo muito curto diante de tudo que é uma vida, então é inevitável que muita coisa fique de fora. E nem sempre aquilo que parece mais importante no momento é justamente o que vai se mostrar depois. Aquilo que insiste, que retorna de algum modo, pode então encontrar outra oportunidade de ser escutado e trabalhado. Por isso, leve esse incômodo inclusive para a sua terapia. Você pode dizer exatamente isso ao seu psicóloga(o): que às vezes sente que não consegue responder, que fica nervosa ou que sente que não está conseguindo dizer o que realmente gostaria. Isso também faz parte do que acontece na terapia. Então, mais do que tentar encontrar a maneira certa de falar ou responder, é importante continuar indo e dar tempo para que certas coisas possam aparecer no seu próprio ritmo. Há assuntos que nos são muito caros e que não se deixam dizer de uma vez; às vezes é preciso um pouco de tempo para que aquilo que ainda está confuso possa ganhar palavras.


Ola! Parece que isso faz parte do seu processo, imagino que mesmo fora da sessão de terapia esse seja um funcionamento seu. Uma sugestão é conversar sobre isso abertamente com quem está te atendendo. O esperado é que com o tempo você vá ganhando prática e ficando mais segura de si. A terapia é como a academia, um exercício de fortalecimento entre a consciência e o mundo interno. Espero ter ajudado, Matheus Aguiar Psicólogo pela Universidade de São Paulo (USP)


Olá! Você não precisa chegar à terapia sabendo explicar perfeitamente o que sente. A terapia também é um espaço para descobrir e organizar isso junto com o psicólogo. Uma estratégia que pode ajudar é anotar antes da sessão: o que aconteceu na semana, o que mais te incomodou, pensamentos que apareceram e assuntos que você gostaria de abordar. Você também pode dizer diretamente ao psicólogo: “Eu fico nervosa e tenho medo de não conseguir explicar o que realmente quero falar.” Isso, por si só, já é um material importante para a terapia. E lembre-se: não existe uma resposta “certa” para as perguntas do psicólogo. Com o tempo e com o vínculo terapêutico, tende a ficar mais fácil se expressar com espontaneidade.


Olá, tudo bem? É completamente normal nas primeiras sessões você sentir um estranhamento na sessão, ou ficar nervosa no momento de falar. Com o tempo esse estranhamento diminuirá. O importante é que você saiba que a terapia é um espaço para tratar sobre tudo o que você sente, podendo inclusive conversar com o próprio profissional sobre como tem sido pra você o início desse processo. Fique tranquila e vá aos poucos tratando sobre esse incômodo, respeitando também seu tempo próprio para dizer as coisas que quer tratar. Boa sorte! ;)


Olá, boa tarde. Espero que essa mensagem a encontre bem. Sim, isso pode ser bastante comum, especialmente nas primeiras sessões. Começar uma psicoterapia significa falar sobre aspectos da própria vida para alguém que ainda está se tornando uma pessoa conhecida para você. É natural ficar nervoso, não saber por onde começar ou perceber depois da sessão que havia coisas que gostaria de ter dito. Você também não precisa chegar à sessão sabendo exatamente o que está sentindo ou quais são os assuntos que “deveria” abordar. A terapia não é uma prova em que existe uma resposta certa para cada pergunta. Às vezes, justamente aquilo que parece confuso, contraditório ou difícil de colocar em palavras pode ser importante para o processo. Na psicanálise, existe inclusive um espaço para que a fala não seja completamente organizada antes de chegar à sessão. Você pode dizer que está confuso, que não sabe responder, que ficou nervoso com determinada pergunta ou até que percebeu depois que não conseguiu falar sobre algo importante. Tudo isso pode fazer parte do trabalho. E talvez valha a pena contar ao seu psicólogo exatamente isso que você colocou aqui. Essa própria dificuldade pode ser um ponto muito importante para vocês trabalharem juntos. O processo terapêutico também vai se construindo à medida que a confiança aumenta. Você não precisa conseguir dizer tudo logo nas primeiras sessões. Espero que essa mensagem possa te ajudar de alguma forma.


Para a sua terceira consulta, o ideal é focar no acolhimento e na validação do seu ritmo, mantendo o tom natural e livre de formatações rígidas. Veja abaixo uma opção de resposta para usar ou se inspirar:Entendo perfeitamente que você esteja se sentindo assim. Estamos na nossa terceira consulta, e construir esse vínculo de confiança leva tempo mesmo. Falar sobre as nossas vulnerabilidades com alguém que acabamos de conhecer gera muita ansiedade. É super normal essa pressa interna ou o medo de "errar" o que vai dizer, o que às vezes faz você responder a primeira coisa que vem à cabeça ou sentir que está sendo confusa. Não se preocupe com isso. Aqui não existe jeito certo ou errado de falar, e estamos no seu ritmo. Pode respirar fundo; vamos organizar esses pensamentos juntos, sem pressa.


Sim, isso pode acontecer, especialmente nas primeiras sessões. Você está entrando em um espaço novo, com uma pessoa que ainda está conhecendo, e é natural que possa existir nervosismo, dificuldade para organizar o que está sentindo ou até a sensação de que, na hora de falar, as palavras não conseguem expressar exatamente aquilo que você gostaria. Mas tem uma coisa importante no que você escreveu: você não precisa conseguir “falar tudo certo” na terapia. Inclusive, eu começaria contando isso ao próprio psicólogo. Você pode dizer exatamente o que escreveu aqui: que sente que se confunde, que às vezes responde sem conseguir pensar direito, que tem medo de não estar falando o que realmente gostaria ou de deixar de falar coisas importantes. Isso já é, por si só, um material muito relevante para o processo terapêutico. Se ajudar, você também pode anotar antes da sessão algumas coisas que gostaria de abordar. Não precisa escrever um texto elaborado. Você pode inclusive levar o celular ou um papel para consultar durante a sessão. E não precisa esperar entender perfeitamente aquilo que sente para falar. Às vezes, começar justamente pelo “eu não sei explicar o que estou sentindo” permite que vocês construam essa compreensão juntos. E, se você perceber que fica muito nervosa(o) quando recebe perguntas diretamente, também pode dizer isso. O psicólogo pode ajustar a maneira de conduzir a conversa para que você tenha mais tempo e espaço para encontrar suas próprias respostas. A terceira sessão ainda é muito cedo. Você não precisa saber exatamente como fazer terapia. É algo que vocês vão construindo juntos.


É comum que, no início, seja difícil organizar o que dizer. Pela via da psicanálise, não é necessário chegar à sessão com um relato pronto ou saber exatamente o que deveria ser dito. A associação livre parte justamente da possibilidade de falar sem organizar previamente o discurso. Esquecer, hesitar, mudar de assunto ou não saber responder também pode fazer parte do que aparece no trabalho. O próprio nervosismo diante das perguntas pode ser importante: o que você imagina que o psicólogo espera que você responda? Existe medo de dizer algo errado, de ser julgada ou de não conseguir se explicar? A transferência também pode aparecer nesses momentos, fazendo com que sentimentos e expectativas em relação a outras relações sejam atualizados na relação com o analista. Por isso, dizer “não sei o que responder” ou “estou com dificuldade de falar” já pode ser uma maneira de começar a trabalhar aquilo que está acontecendo.


Que bonito isso que você diz: e vou te contar, é assim mesmo e isso indica que você está no caminho certo; mas recomendo que você fale disso com seu psicologo (a) e ele poderá te ajudar a atravessar isso ( se ele for experiente e competente). Grande abraço e tomara você não desista nunca de você .


Olá! Nos primeiras entrevistas é normal não saber muito bem sobre o que ou como se deve falar. É claro que a pessoa que está te acompanhando geralmente maneja o diálogo terapêutico através das perguntas e intervenções. Mesmo assim, para que o diálogo seja satisfatório é necessário estabelecer uma boa relação de confiança com quem você está conversando, isso leva tempo e também é um dado que é trabalhado no processo terapêutico. Não deixe de conversar sobre isso e sobre sua dificuldade com a pessoa que está te atendendo, vocês podem construir conjuntamente formas que sejam melhores para vocês!


É super natural, principalmente nas primeiras sessões. A terapia também é um espaço que vai sendo construído aos poucos, então não é necessário conseguir organizar tudo ou falar exatamente aquilo que você imaginava. Às vezes, até essa dificuldade de responder ou de dizer o que realmente sente pode ser algo importante para levar para a própria sessão. Você pode, inclusive, falar com o psicólogo sobre essa sensação de “não estar conseguindo falar direito”. Isso já pode ser um ponto de partida para vocês entenderem juntos o que está acontecendo.


Olá! Espero poder contribuir com a sua dúvida. Tudo que é novidade na nossa vida, gera um pouco de insegurança, pode até ser que você esteja dizendo coisas que não se conectam, mas está no papel do psicólogo justamente unir essas histórias e queixas e te fazer enxergar um novo caminho. Não desista dessa jornada, você vai notar a diferença. Abraços


Sim, isso pode ser bastante comum, principalmente nas primeiras sessões. Você ainda está conhecendo o espaço, o processo e também construindo confiança para falar de coisas que talvez sejam difíceis de colocar em palavras. Não existe uma forma “certa” de responder na terapia. Você não precisa chegar sabendo exatamente o que sente ou organizar tudo antes de falar. Inclusive, você pode dizer durante a própria sessão: “Estou nervosa e não sei como responder” ou “Sinto que estou falando de forma confusa”. Isso já é algo importante para trabalharmos juntos. Quando perceber que respondeu qualquer coisa por nervosismo, também podemos voltar àquilo e olhar com mais calma. Não é necessário acertar a resposta de primeira. Talvez, por enquanto, seja mais importante permitir que as coisas apareçam como conseguem aparecer, sem exigir de você mesma que consiga explicar tudo perfeitamente. Se quiser, antes da sessão você pode anotar algumas situações que ficaram na sua cabeça, sentimentos que percebeu ou assuntos que gostaria de entender melhor. Não precisa escrever muito. E podemos ir construindo esse caminho juntos, respeitando o seu tempo. A terapia também é um espaço para aprender a reconhecer e expressar aquilo que você sente.


Olá! É normal ficar ansiosa nas primeiras sessões de terapia, afinal, vc está fazendo algo de novo e algo que envolve naturalmente certa dificuldade, visto que não é fácil falar de nós mesmos e das nossas dificuldades e questões para uma pessoa que não temos ainda muita familiaridade. Uma forma de melhorar isso seria anotar as questões que quer trazer para a terapia e levar essas anotações para a sessão. Espero ter ajudado e estou à disposição caso sinta que prefere trocar de profissional.


Isso pode acontecer, especialmente no início da psicoterapia. Você não precisa chegar à sessão com pensamentos perfeitamente organizados nem encontrar “a resposta certa” para cada pergunta. Dizer ao terapeuta “estou nervosa”, “não consigo organizar o que quero falar” ou “preciso de um tempo para pensar” já é uma informação importante para o processo. Algumas pessoas também se beneficiam de anotar, antes da sessão, situações ou temas que gostariam de abordar. O mais importante é que o ritmo da terapia seja construído de forma colaborativa e que você se sinta suficientemente segura para falar, inclusive sobre a dificuldade de falar.


Olá! Sim, esse sentimento pode ser comum, principalmente se você está acostumada a ter respostas para todas as coisas ou se você se preocupa muito com o julgamento dos outros. Mas a psicoterapia é um espaço onde você deve se sentir acolhida, principalmente quando não souber as respostas ainda. Um abraço


Olá, obrigada pela pergunta. Muito possivelmente você está ansiosa por dizer a coisa certa, ser assertiva nas suas colocações e eficiente na comunicação de seus problemas. Isto pode estar influenciando esse comportamento que nos descreve, pelo hiperfoco em acertar. O vínculo terapêutico é fundamental para que o paciente se sinta acolhido, não julgado ou sob teste. Converse com seu psicoterapeuta sobre essa questão, e seguramente farão uma análise desse desconforto, porque esse também é um tema a ser explorado e tratado, e ajuda a contextualizar seu funcionamento e dinâmica emocional. Espero ter ajudado. Forte abraço Rita Costa Psicóloga Clínica

Rita K  A  Costa

Rita K A Costa

Psicólogo

São Paulo

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Ola! Bom dia! O processo de terapia acontece assim mesmo, pois quando a gente esta nesse ambiente é indagado a responder coisas que muitas vezes não paramos para refletir ao longo dos dias. A gente nem sempre sabe como se sente, nem tem todas as respostas, mas, a terapia é inclusive para isso, buscar a resposta, mudar a resposta e mudar novamente se necessário. Que bom que você esta tendo a possibilidade inclusive de saber que pode não estar sendo totalmente sincera, significa que refletiu sobre, e quando você puder, o tema irá aparecer novamente e você vai falar e aprender mais no momento que lhe ocorrer. A cada sessão é uma nova possibilidade, e nesse espaço você pode ter certeza e depois não ter, mudar de ideia, sentir que errou, acertou e depois perceber que algo talvez não era como suspeitava. Você vai descobrir muitas possibilidades. O importante é que perceba, que sua relação terapêutica é também uma relação de você para com você mesmo, então a "verdade" é sua. Se sentir que pode, leve essa questão para elaborar melhor com seu (sua) Psicólogo (a). Um abraço Patricia de Jesus Oliveira Psicóloga CRP 06/160595


Sim, é comum sentir isso nas primeiras sessões. Você está começando a falar de si em uma situação nova, diante de alguém que ainda está conhecendo. Não é preciso chegar com os sentimentos organizados nem encontrar a resposta certa para cada pergunta. Às vezes, a sensação de estar falando “coisas confusas” também diz algo sobre o que está sendo vivido. O nervosismo, a pressa em responder e a impressão de deixar algo importante de fora não são falhas na terapia: são experiências que podem ganhar sentido ao longo do processo. Talvez ajude observar o que acontece nesses momentos, sem se cobrar para se expressar melhor de imediato. Com o tempo, a confiança pode tornar mais possível dizer até aquilo que hoje parece difícil de nomear.


Sim, é bastante comum vivenciar essa sensação, especialmente nas primeiras sessões de psicoterapia. O início do processo envolve conhecer o terapeuta, construir um vínculo de confiança e, gradualmente, sentir-se mais à vontade para falar sobre aspectos que muitas vezes são difíceis de colocar em palavras. Não é necessário chegar à sessão sabendo exatamente o que dizer, nem conseguir organizar previamente tudo o que está sentindo. Na psicoterapia, inclusive, aquilo que aparece de forma confusa, contraditória ou até mesmo aquilo que parece difícil de dizer também pode fazer parte do trabalho terapêutico. Quando você percebe que fica nervosa diante de uma pergunta ou sente que respondeu algo sem conseguir pensar melhor, isso também pode ser levado para a própria sessão. Você pode simplesmente dizer: “Eu não sei responder”, “Fiquei nervosa com essa pergunta” ou “Acho que não consegui dizer o que realmente queria”. Essas percepções podem ser importantes para compreender o que está acontecendo com você naquele momento. Com o tempo, à medida que o vínculo terapêutico se fortalece, tende a haver mais liberdade para falar, inclusive sobre aquilo que inicialmente parece difícil, confuso ou constrangedor. Não existe uma maneira “correta” de fazer terapia. O mais importante é permitir que o processo aconteça gradualmente, sem exigir de si mesma que consiga dizer tudo desde o começo. Se essa sensação continuar incomodando, vale muito a pena conversar sobre ela com seu terapeuta. O próprio fato de você estar percebendo isso e procurando compreender já pode ser um ponto importante para o seu processo. Saiba mais em @elenirparo.psicologia


Sim, isso pode acontecer, especialmente nas primeiras sessões. Começar uma psicoterapia significa falar sobre aspectos pessoais com alguém que você ainda está conhecendo, e é natural sentir nervosismo, vergonha, insegurança ou até dificuldade para organizar aquilo que está sentindo. Você não precisa chegar à sessão sabendo exatamente o que dizer nem conseguir explicar seus sentimentos de forma organizada. Inclusive, a sensação de estar falando coisas confusas, não conseguir responder a determinadas perguntas ou perceber que está evitando algum assunto pode ser algo importante para ser levado à própria terapia. Você pode simplesmente dizer ao seu psicólogo: “Eu sinto que não consigo falar exatamente o que gostaria aqui” ou “Fico nervosa quando você me pergunta algumas coisas e acabo respondendo sem pensar”. Isso já é uma forma de começar a trabalhar essa dificuldade. Também não existe uma resposta que você “deveria” dar. A psicoterapia não é uma prova em que você precisa apresentar corretamente aquilo que sente. O vínculo terapêutico vai sendo construído justamente para que, aos poucos, você se sinta mais segura para falar sobre aquilo que é difícil. Se quiser, antes das sessões você pode anotar algumas situações que aconteceram durante a semana, sentimentos que percebeu, assuntos que gostaria de abordar ou até aquilo que ficou com vontade de dizer e não conseguiu. Não é necessário seguir a lista rigidamente, ela pode apenas servir como apoio. Com o tempo, à medida que a confiança aumenta e você passa a se conhecer melhor, é comum que a expressão também fique mais espontânea. E, se essa dificuldade de se expressar continuar, ela própria pode se tornar um dos temas importantes do processo terapêutico.


Boa noite! Acredito que parte disso >pode< dizer respeito ao vínculo terapêutico, ou seja, o quanto você se sente a vontade com o seu psicólogo(a). Este vínculo costuma ser construído com o tempo e pode permitir uma química mais orgânica e fluida na sua relação com o profissional. Ressalto que se estiver com um psicólogo há muitos meses e não sentir nenhum tipo de conexão, pode ser importante pensar em trocar de profissional. Mas, novamente uma intimidade destas se edifica com o tempo e muita transparência, logo recomento que abra este questionamento e estes sentimentos ao seu atual psicólogo(a)! Dessa forma, é possível que a dinâmica possa voltar suas energias para construir um ambiente mais acolhedor para você se abrir.


Sim, é muito comum e o fato de você estar na terceira sessão e já perceber isso com tanta clareza é um bom sinal. A terapia pede um tipo de abertura que a maioria das pessoas nunca praticou antes. É normal sentir nervosismo, travar nas perguntas ou sair da sessão com a sensação de que não disse o que queria. Isso não significa que a terapia não está funcionando, significa que você ainda está aprendendo esse espaço. Uma sugestão prática: anote entre as sessões o que você gostaria de ter dito ou o que ficou incomodando depois que a sessão terminou. Esses registros são ótimo material para levar na próxima e muitas vezes dizem mais do que o que conseguimos verbalizar no momento. Você também pode falar diretamente com a sua terapeuta sobre essa dificuldade, exatamente como trouxe aqui. "Sinto que não estou conseguindo me expressar direito" é, em si, um ponto de partida valioso para o trabalho.


Olá! É bastante comum sentir isso nas primeiras sessões. Você ainda está conhecendo o processo, construindo confiança com o profissional e tentando encontrar palavras para experiências que talvez nunca tenha compartilhado dessa forma. Na terapia, você não precisa responder rapidamente, organizar tudo antes de falar ou encontrar a resposta “correta”. Dizer “não sei”, “preciso pensar um pouco” ou “acho que estou respondendo qualquer coisa porque fiquei nervosa” também comunica algo importante sobre o que está acontecendo naquele momento. Você pode contar ao terapeuta exatamente o que escreveu aqui. Também pode anotar, durante a semana, situações e sentimentos que gostaria de levar para a sessão. Essas anotações não precisam estar organizadas. Com o tempo e com o fortalecimento do vínculo terapêutico, é possível que você se sinta mais segura para reconhecer e expressar o que está vivendo. Isso também faz parte do processo.


Iniciar a terapia pode ser um processo desafiador! Mas para tranquilizar não existe uma resposta certa para as perguntas da terapia. As vezes não saber o que responder ou responder algo a princípio completamente aleatório pode ser um ponto de partida para a terapia. Com o tempo a relação com o terapeuta pode se tornar mais leve e tu vai se sentir mais a vontade para se abrir. Uma estratégia que pode ajudar é fazer um registro ao longo da semana de tópicos que queira conversar durante a terapia. Pode ser escrito ou um áudio contando como tu ta te sentindo o que aconteceu em determinada situação. Isso pode ajudar a partir daquele registro começarem a conversar e aos poucos a terapia vai se tornando mais confortável


Sim, isso pode acontecer, especialmente nas primeiras sessões — e não significa que você esteja fazendo terapia “errado”. Quando começamos um processo terapêutico, ainda estamos conhecendo o psicólogo, entendendo aquele espaço e, muitas vezes, tentando encontrar palavras para experiências que nem nós mesmos compreendemos completamente. É natural ficar nervoso, esquecer coisas, responder de maneira diferente do que imaginava ou sair da sessão pensando: “eu queria ter falado aquilo”. Você também não precisa chegar à sessão sabendo exatamente o que deve dizer ou apresentar os seus problemas de uma forma organizada. Parte do trabalho da terapia é justamente construir, aos poucos, essa possibilidade de pensar sobre o que acontece com você. Na minha forma de trabalhar, não vejo a sessão como um momento em que você precisa dar as respostas certas. O que você consegue dizer, o que fica difícil de dizer, aquilo que você lembra depois e até os momentos em que parece não saber o que responder podem fazer parte do processo. Se perceber que algo importante ficou de fora, você pode simplesmente levar isso para a próxima sessão: “na sessão passada eu queria ter falado uma coisa, mas não consegui”. Isso já pode ser um começo. Com o tempo, conforme a relação terapêutica vai se construindo e você se sente mais à vontade, pode surgir uma maior liberdade para falar também daquilo que é difícil, confuso ou até contraditório. Não é necessário conseguir fazer isso tudo logo nas primeiras sessões. A terapia também é um processo de ir encontrando, juntos, aquilo que precisa ser pensado.


Relate essa situação ao profissional. Eu recomendaria você procurar um psicóloga(o) que trabalhe com a terapia cognitiva comportamental, pois existem diversas abordagens no campo da psicologia. Algumas abordagem são muito subjetiva e reflexiva, deixando-a muito confusa e perdida. Procure um profissional que você se sinta acolhida e com objetivos a ser trabalhado a cada sessão, com foco e meta a ser cumprido.


Sim, essa dificuldade pode acontecer no início da psicoterapia. Você está apenas na terceira sessão e ainda está conhecendo seu psicólogo, entendendo como funciona aquele espaço e construindo segurança para falar sobre assuntos que talvez nunca tenha colocado em palavras antes. E existe algo importante: você não precisa chegar à terapia sabendo explicar perfeitamente o que sente. Inclusive, “não sei responder”, “estou confusa” ou “acho que respondi rápido, mas não sei se é exatamente isso” também são informações importantes para o terapeuta. Pelo que você descreve, parece que, quando recebe uma pergunta, surge uma pressão para encontrar rapidamente uma resposta. Eu teria curiosidade em compreender justamente esse momento: “O que passa pela sua cabeça enquanto o psicólogo espera sua resposta?” “Você teme responder algo errado?” “Tem receio de ser julgada ou de não conseguir se explicar?” “O silêncio enquanto pensa provoca algum desconforto?” Isso porque talvez a dificuldade não esteja apenas em “não saber o que sente”. Pode existir também ansiedade em precisar encontrar a resposta certa naquele momento. Você pode, inclusive, dizer exatamente isso ao seu psicólogo na próxima sessão: “Às vezes fico tão nervosa tentando responder suas perguntas que acabo falando qualquer coisa e depois sinto que aquilo não representava exatamente o que eu queria dizer.” Isso já seria um ótimo assunto para trabalhar em terapia. Algumas estratégias simples também podem ajudar. Antes da sessão, você pode anotar situações, pensamentos ou sentimentos que gostaria de conversar, sem a obrigação de transformar isso em um relato perfeitamente organizado. Durante a sessão, também pode pedir alguns segundos para pensar ou dizer: “Não sei ainda”, “posso pensar um pouco?” ou “acho que preciso reformular o que acabei de falar”. E se depois da sessão perceber que deixou algo importante de fora, isso não significa que “perdeu a oportunidade”. Você pode retomar o assunto no encontro seguinte. A psicoterapia é um processo, não uma entrevista em que você precisa fornecer todas as respostas corretas de uma vez. Inclusive, aprender a perceber o que sente, organizar experiências e conseguir comunicá-las com mais clareza pode ser parte do próprio trabalho terapêutico, e não um pré-requisito para começar a terapia.

Maiara Correa

Maiara Correa

Psicólogo

Florianópolis

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Sim, essa experiência pode acontecer nas primeiras sessões. Na terceira consulta, a pessoa ainda está conhecendo a terapeuta, entendendo como funciona a terapia e construindo confiança. Ela não precisa chegar com um relato organizado nem saber responder imediatamente a todas as perguntas. A relação terapêutica é construída em colaboração, e dizer que uma sessão foi difícil ajuda a profissional a ajustar a forma de conduzi-la. Sugiro que compartilhe essa angústia com sua terapeuta .


Olá! Sim, é bastante comum sentir essa dificuldade no início da terapia, principalmente quando é a primeira experiência. Às vezes, a gente sente tanta coisa ao mesmo tempo que fica difícil organizar os pensamentos e encontrar as palavras para expressar o que realmente está sentindo. Quero te dizer que você não precisa ter respostas prontas nem conseguir explicar tudo com clareza. A terapia é justamente um espaço para você se conhecer melhor e, aos poucos, encontrar formas de compreender e expressar o que está vivendo. Uma sugestão é anotar, antes das sessões, algumas situações ou sentimentos que gostaria de compartilhar. E não deixe de falar com sua psicóloga sobre essa dificuldade, inclusive sobre o nervosismo que sente ao responder às perguntas. Isso também é importante e pode ser trabalhado juntas. Respeite o seu tempo. Você não precisa dar conta de tudo de uma vez. Estou à disposição.

Karla Teixeira

Karla Teixeira

Psicólogo

São Paulo

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Durante o processo terapêutico não apenas o que é dito, mas as sensações, o nervosismo. Tudo o que aparece chama a atenção na busca por autoconhecimento.


É muito comum sentir nervosismo e confusão no início, enquanto o espaço terapêutico e a relação com o profissional ainda estão se formando. Nomear emoções é uma habilidade que se desenvolve com o tempo, e essa própria dificuldade já é um material valioso para a sessão. Levar essa sensação para o psicólogo ajuda a ajustar o ritmo, e anotar situações e sentimentos durante a semana pode facilitar o acesso a eles na consulta. Com o tempo, a fala tende a ficar mais natural. Cuide-se.

Daniele Rodrigues

Daniele Rodrigues

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Sim, isso pode acontecer nas primeiras sessões. Você ainda está conhecendo o terapeuta, construindo confiança e tentando organizar experiências que talvez nem estejam muito claras para você. Você não precisa chegar à terapia sabendo explicar tudo perfeitamente. Inclusive, dizer ao psicólogo: “eu fico nervosa, me confundo e tenho medo de não conseguir falar o que realmente sinto” já é uma informação importante para o processo. Uma estratégia simples é anotar durante a semana situações, sentimentos ou assuntos que gostaria de levar para a sessão. Aos poucos, conforme o vínculo terapêutico se fortalece, geralmente fica mais fácil se expressar.


Olá! Sim, é comum essa sensação principalmente no começo de um processo psicoterapêutico, quando o vínculo com o terapeuta ainda está sendo construído. Na psicanálise, não é necessário chegar à sessão sabendo exatamente o que falar ou organizar tudo antes. Inclusive, esses sentimentos mencionados podem ser compreendidos ao longo do próprio processo, em conjunto com o terapeuta.


Boa tarde, tudo bem? Obrigado pela pergunta. O processo da psicoterapia é complexo e leva o seu tempo. Assim como toda relação humana, pode ser um pouco confusa no momento e solta, porém conforme for criando vínculo e confiança nesse espaço você poderá ocupar com mais conforto. Utilizar a terapia de uma forma que seja sua, compartilhar essa questão com seu psicólogo pode ajudar na criação de um vínculo. Não existe uma forma correta de realizar terapia, tente achar a sua.


O que você sente na terceira sessão é quase uma regra, não uma falha. Ninguém chega à terapia sabendo, de forma organizada, o que sente. Se soubéssemos, muitas vezes nem precisaríamos dela. A fala confusa, o nervosismo, a resposta "qualquer coisa" também fazem parte do que você vive, e um bom terapeuta presta atenção nisso tanto quanto no conteúdo. Uma ideia simples que costuma ajudar: diga exatamente isso na sessão. "Sinto que estou falando confuso", "fiquei nervosa com essa pergunta", "não sei o que sinto agora". Essas frases são material de trabalho, não um desvio. Também não existe algo que você "deveria" expor. O ritmo é seu, e o sentido costuma aparecer aos poucos, de dentro para fora. Se ajudar, anote durante a semana o que vier à cabeça, sem se preocupar com a ordem, e leve para a sessão. Dê tempo ao processo. Três sessões ainda são o começo de uma conversa. Thiago Pires, psicólogo, CRP 05/83313


olá , sim é muito comum ter este pensamento. Imagine que esta frente a você mesmo , com um profissional que através do acolhimento permite este encontro com sua essência. Não desista e fale sobre isso com seu terapeuta


É bastante comum sentir isso nas primeiras sessões, especialmente quando a terapia é uma experiência nova. Nem sempre conseguimos identificar ou organizar o que sentimos, e a ansiedade pode dificultar ainda mais essa expressão. Uma possibilidade é compartilhar com sua psicóloga essa própria dificuldade, além de anotar, entre as sessões, pensamentos e situações que gostaria de explorar. Você não precisa ter tudo organizado para que a terapia aconteça, o processo também envolve descobrir, aos poucos, o que você sente e como expressar isso.


Sim. Especialmente nas primeiras sessões, é bastante comum que a pessoa ainda não consiga organizar claramente aquilo que está sentindo ou que fique nervosa diante de perguntas mais direcionadas. A terapia não exige que você chegue sabendo explicar exatamente o que sente. Organizar essa experiência também faz parte do processo terapêutico. Você pode inclusive falar isso diretamente ao seu psicólogo: “Às vezes eu fico tão nervosa tentando responder corretamente que acabo falando qualquer coisa.” Essa informação é clinicamente importante. O terapeuta pode adaptar a forma de perguntar, utilizar exemplos, registros, escalas, situações concretas ou simplesmente dar mais tempo para você pensar. Não existe uma resposta “certa” que você precise encontrar para fazer terapia funcionar.


Sim, é muito comum sentir isso nas primeiras sessões. E que bom que você já tem essa lucidez de perceber que nem sempre está dizendo o que sente de verdade ou se expondo como gostaria. Isso faz parte de um processo. A base da terapia é a confiança no psicólogo, e é ela que permite que você seja o mais verdadeiro possível, porque só assim o profissional consegue realmente ajudar. Uma boa forma de começar é falar exatamente isso na sua próxima sessão: que você sente nervosismo e dificuldade de se expor. Isso já é um ótimo material de trabalho. Se, depois de seis a oito sessões, ou dez no máximo, você ainda não se sentir à vontade para ser transparente, vale procurar outro profissional com quem você tenha essa confiança e possa falar tudo. A terapia realmente começa quando a verdade é posta. Sem verdade, não há terapia.


Olá, que bom que você tomou esse passo, espero que tenha uma ótima experiência em seu acompanhamento! :) Sim, é bastante comum sentir isso nas primeiras sessões. Como em qualquer outra atividade, você vai melhorando com a prática, e com o tempo se sentirá mais à vontade na conversa e a dinâmica vai começar a fluir de forma mais natural. Não se pressione com relação a isso, não existe um jeito certo de falar em terapia, e até a confusão pode ser trabalhada ali. Mas, algumas dicas que eu daria para quem está começando: tente não se preocupar tanto em como estruturar suas falas ou se você está sendo compreendida da forma correta, foque em falar sobre o que você está sentindo de forma genuína. Caso algo não fique claro, seu(sua) terapeuta pode sempre pedir alguma clarificação, e isso é bastante comum no processo! Tome seu tempo, não tem nenhum problema em ficar em silêncio, pensando na sua resposta e refletindo sobre os pontos que estão sendo conversados. O silêncio é algo muito importante nas sessões e também fala sobre nós. Outra dica importante: conte ao(à) seu(sua) terapeuta exatamente o que você contou aqui, que fica nervosa e sente que responde sem pensar ou que não consegue expor o que gostaria. Isso já é um conteúdo valioso para a terapia e ajuda o profissional a te conduzir melhor. Por fim, o seu processo não acontece somente no momento em que você está na sessão. Fora dela, pense sobre aquilo que foi conversado, sobre o que não foi falado e traga pontos de reflexão que aconteceram no intervalo entre as sessões (fazer anotações simples pode ajudar bastante nisso). Espero que seu processo terapêutico seja muito proveitoso!!

Leonardo Filho

Leonardo Filho

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Olá! Isso pode acontecer nas primeiras sessões, especialmente quando a terapia é uma experiência nova. Você ainda está conhecendo a profissional e descobrindo como se sente naquele espaço. Não precisa chegar com tudo organizado, saber responder a todas as perguntas ou escolher perfeitamente o que falar. Essa sensação que você descreveu também merece ser conversada na terapia. Se conseguir, pode dizer algo como: “Fico nervosa quando você me pergunta algumas coisas e às vezes respondo antes de entender o que estou sentindo”. Você também pode levar este texto ou anotar algo que gostaria de abordar, se isso ajudar. Na sessão, é possível pedir tempo para pensar, dizer “não sei” e até retomar uma resposta depois: “Pensando melhor, não era bem aquilo”. A construção de confiança envolve vocês duas, e conversar sobre essas dificuldades pode ajudar a profissional a compreender seu ritmo e ajustar a maneira de acompanhar você.

Maria Alyne Silva

Maria Alyne Silva

Psicólogo

Campina Grande

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Bom dia, tudo bem? Claro, isso é comum sim. Tudo difere de pessoas para pessoas, mas é comum precisarmos de um tempo para entender o que sentimos e o que pensamos sobre. Uma dica para suas próximas sessões, anote durante a semana seus pensamentos, sentimentos e insights em um caderninho ou no seu bloco de nota. Não tem problema você trazer isso como tópicos por exemplo. E sobre responder durante a sessão, muitas vezes as perguntas são justamente para refletir, e não existe uma resposta certa ou errada. Até quando respondemos rápido, ou tentamos esconder algo, isso diz alguma coisa sobre nós. Espero ter ajudado!


Sentimento comum. Seu ou sua psicóloga pode te ajudar a clarear, organizar seus pensamentos. Com o tempo você vai vendo que o ambiente é seguro para ser quem você é e a partir daí, conseguir falar o que realmente quer, percebendo que isso não oferece perigo.


Durantes as minhas sessões sempre peço ao paciente para ir anotando ao longo dos dias até a proxima sessão, como tem se sentido, quais reflexões teve, medos, angustias, para que quando chegar no dia da sessão ter um norteador. É importante saber que mesmo que para você pareça confuso, o psicologo está buscando entender sua linha de raciocínio e o que não ficou claro para ele, com toda certeza ele irá perguntar para elaborarem melhor. Não tenha medo de como você fala ou se expressa, tudo isso será construído no processo.


Olá! É muito comum sentir esse nervosismo e a impressão de estar falando de forma confusa nas primeiras sessões, especialmente sendo a sua primeira experiência em terapia. No processo terapêutico, não existe um jeito certo ou um roteiro pronto para se expressar, e essa sensação de travar ou não conseguir dizer o que realmente sente muitas vezes funciona como uma defesa emocional natural diante de um espaço novo e do contato com temas delicados. A confiança e a espontaneidade vão sendo construídas aos poucos, conforme o vínculo se fortalece. Uma excelente forma de lidar com isso é contar exatamente como tem se sentido para o profissional que te acompanha, pois falar sobre a própria dificuldade de se abrir já é um passo muito rico para olhar para essa questão com calma e compreendê-la melhor dentro da própria terapia.


Olá! Bom, no início da terapia é comum sentir desconforto ou dificuldade para se abrir, pois a relação terapêutica (vínculo profissional entre psicólogo e paciente) ainda está sendo construída. E falar sobre sentimentos e experiências pessoais com alguém desconhecido pode causar insegurança. Com o tempo, é esperado que o paciente desenvolva confiança e se sinta mais seguro. Se essa sensação persistir, acredito ser importante conversar com o psicólogo ou, se necessário, procurar outro profissional com quem você se sinta mais confortável!

Manuela Abreu

Manuela Abreu

Psicólogo

Belo Horizonte

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Olá! Tudo bem? Antes de responder gostaria de parabenizar pela iniciativa em começar a fazer terapia. Ótima escolha e investimento em si mesmo. Sobre a sua questão, é super normal se sentir assim. O processo terapêutico é como entrar em una piscina, tem gente que se joga e já pula, tem gente que vai aos poucos, colocando o pé primeiro para depois ir entrando. Não se preocupe com o que você vai dizer ou está dizendo, o papel do psicólogo é lhe conduzir no processo. Você só precisa estar presente e participar. Além disso, é muito importante que você converse sobre isso com o psicólogo, sobre como você se sente em relação à terapia.


Olá! Sim, isso pode acontecer, principalmente nas primeiras sessões. A terapia é um espaço novo e pode ser difícil falar sobre coisas pessoais, organizar o que está sentindo ou responder imediatamente a perguntas, especialmente quando você está nervosa. Você não precisa chegar à sessão sabendo exatamente o que dizer ou conseguir explicar tudo de forma organizada. Inclusive, você pode falar isso diretamente para a sua terapeuta: “Eu sinto que fico nervosa e às vezes não consigo falar o que realmente queria”. Essa informação também faz parte do processo terapêutico e pode ajudar vocês a entenderem o que está acontecendo. Uma estratégia que pode ajudar é anotar durante a semana situações que te incomodaram, pensamentos que surgiram, emoções, dúvidas ou assuntos que você gostaria de abordar. Você pode até levar essas anotações para a sessão e dizer: “Eu não sei explicar muito bem, mas queria falar sobre isso”. E não se preocupe em dar a resposta “certa” para as perguntas. A terapia não é uma prova. Aos poucos, conforme você se sentir mais segura e construir vínculo com sua terapeuta, tende a ficar mais fácil falar sobre aquilo que realmente está acontecendo.

Dra. Raquel Saturnina

Dra. Raquel Saturnina

Psicólogo

Ribeirão das Neves

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Seu terapeuta está lá para lhe ouvir e através do que você diz, ele vai conceitualizar e procurar a melhor forma de ajudar com as questões, não se preocupe com a forma que você fala, mais se preocupe se o que você fala! vai ajudar ele a lhe ajudar. Não falar dos seus sentimentos reais, não ajuda ele e muito menos você. O passo mais difícil você já deu; que foi iniciar atendimentos

Jorge Lima

Jorge Lima

Psicólogo

São Paulo

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Olá! Decidir fazer terapia é algo realmente desafiador, porque nos coloca cara a cara com nossos principais medos, angústias e inseguranças. Essa sensação de inadequação que você relata é comum, sobretudo em pacientes que estão iniciando sua primeira experiência de psicoterapia. Importante destacar que não existe jeito certo de falar ou de se comportar numa sessão, sendo crucial ter abertura para se deixar ser cuidado(a) nesse processo, vivendo cada etapa dele com disposição para se escutar e, consequentemente, autoconhecer-se melhor. Por fim, seria interessante que esses desconfortos fossem comunicados ao profissional que o(a) atende. Talvez seja esse um bom ponto de partida para que suas principais questões e sofrimentos comecem a comparecer nas sessões e o tratamento avance.


Olá! É comum nas primeiras sessões! Às vezes temos muitas coisas para falar e nem sempre vem de uma forma linear. A psicóloga irá te conduzir quando for preciso, não se preocupe. Você pode até pontuar o que está sentindo e o quanto fica nervosa. A relação terapêutica vai de construindo assim, é um processo e você ficará mais à vontade com o tempo.

Vanessa Gallo Silva

Vanessa Gallo Silva

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Sim. O que você está descrevendo é bastante comum, especialmente nas primeiras sessões de terapia. E, na verdade, o fato de você perceber que existe uma diferença entre aquilo que você gostaria de falar e aquilo que consegue colocar em palavras já é um material muito importante para levar à terapia.

Rafaela Souza

Rafaela Souza

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Sim, isso pode acontecer bastante, principalmente nas primeiras sessões. Falar de si, dos próprios sentimentos e de questões delicadas diante de alguém que você ainda está conhecendo pode gerar nervosismo e até a sensação de não conseguir encontrar as palavras certas. Você não precisa chegar à terapia sabendo exatamente o que dizer ou quais são os problemas que “deveria” falar. Até essa dificuldade de se expressar pode fazer parte do que precisa ser compreendido no processo. Aos poucos, conforme você se sentir mais à vontade, pode ficar mais fácil perceber e colocar em palavras aquilo que está vivendo. Agenda aberta!


Sim, é bastante comum, principalmente nas primeiras sessões. A terapia é um espaço novo e pode levar um tempo até você se sentir segura para falar de coisas mais difíceis, ou até mesmo encontrar palavras para explicar o sente. Você não precisa chegar na sessão e saber exatamente o que vai dizer. Uma dica é anotar durante a semana situações, sentimentos, pensamentos ou assuntos que gostaria de abordar na terapia. E se perceber que ficou nervosa ou que respondeu algo sem conseguir pensar direito, pode relatar isso ao seu psicólogo. Essa dificuldade de se expressar pode ser algo importante a ser trabalhado na sessão.


A mente, às vezes, é como um quarto escuro cheio de coisas entulhadas. A primeira coisa que precisamos fazer é acender a luz para começar o trabalho de organização. Buscar a terapia pode ter significado que você acendeu a luz e agora é seguir no trabalho de organizar o que precisa. Importante também que você converse com sua/seu terapeuta para que, juntos, encontrem o melhor caminho para seguirem com a terapia.


Sim, é muito comum sentir isso, especialmente nas primeiras sessões de terapia. Você está começando a construir um espaço de confiança e, muitas vezes, organizar sentimentos e pensamentos enquanto falamos sobre eles não é tão simples. Você não precisa chegar à sessão sabendo exatamente o que sente ou tendo todas as respostas. A terapia também é um processo de descoberta. Uma sugestão é anotar durante a semana situações que te incomodaram, pensamentos, sentimentos e assuntos que gostaria de abordar. Você pode até levar essas anotações para a sessão ou dizer à sua psicóloga que está com dificuldade de se expressar. E lembre-se: você não precisa falar perfeitamente para fazer terapia. Até a sua dificuldade de falar pode ser um importante ponto de partida para o processo terapêutico.

Dra. Adriana Castro de Souza

Dra. Adriana Castro de Souza

Psicólogo

Balneário Camboriú

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O que você, de maneira muito honesta, está trazendo é a realidade da psicoterapia e seus desconfortos. O bom é que é justamente lá o espaço para para nos sentirmos "inadequados", "perdidos", com dificuldade de direcionamento e nos questionando sobre os nossos pensamentos e ações. Vivemos em uma sociedade na qual trabalhamos a aparência, os músculos, mas não a nossa mente, por isso, quando ela nos desconforta, não sabemos como agir. Nos primeiros dias de academia, quando iniciamos um atividade física, o corpo dói, músculos que nem sabíamos que existiam "dão as caras" e não estranhamos porque a dor é esperada e porque faz parte do processo para alcançarmos um bom resultado. Pois bem, o processo psicoterapêutico, ressalvadas as devidas proporções, é similar. Você não saberá que aparelho usar, se sentirá perdida e "desengonçada", ficará constrangida, nervosa, por vezes, responderá qualquer coisa, só para sair da situação e irá embora achando que "não malhou direito". Apesar disso tudo, lembre-se que há um objetivo que a levou a buscar esta jornada, então, apenas continue. Seja generosa com você, divida esses sentimentos em suas sessões, porque sim, eles são "normais" e podem ser muito importantes para o seu processo. "É preciso perder-se para encontrar-se".

Eloisa Silva

Eloisa Silva

Psicólogo

Juiz de Fora

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Fica tranquila, se a psicóloga estiver confusa ela pedira para você esclarecer. Desabafa!


Olá, é comum não saber o que falar nas sessões. As vezes estamos tão confusas que nosso pensamentos também estão. Organizá-los e verbalizados não é tão fácil quanto parece. Sua psicoterapeuta também vai te ajudar a organizar esses pensamentos, mas isso demanda tempo. Vale a pensa se perguntar se está, de fato, se sentindo segura na sua psicoterapia. Se a resposta for sim, continue por mais 1 mês e analise se o cenário melhora. Caso contrário, tentaria uma nova psicóloga, pode ser que você não tenha se adequado a essa. Espero ter ajudado!


Oi! Muito comum, o importante é aos poucos criar vínculo, não se sentir julgada e se abrir aos poucos em suas vulnerabilidades. Se não acontecer, busque outro psi. Espero que tenha ajudado!


Sim, é super normal. A sua terapeuta vai saber o que fazer com suas informações.


Olá, como você vai? É muito comum se sentir assim, principalmente nas primeiras sessões e, sobretudo, quando a terapia é uma experiência nova para você. Não existe uma maneira “correta” de falar na terapia, nem é necessário chegar sabendo exatamente o que sente, o que precisa dizer ou quais questões deveria trazer. Às vezes, quando estamos diante de alguém que está nos escutando com atenção, podemos ficar nervosos justamente por perceber que estamos entrando em contato com coisas que nem sempre conseguimos organizar sozinhos. E nem sempre aquilo que sentimos aparece imediatamente em palavras. Você pode se contradizer, esquecer algo, não saber responder, mudar de assunto ou perceber só depois de uma sessão o que realmente gostaria de ter dito, tudo isso também pode fazer parte do processo. Você não precisa se preparar para dar a “resposta certa” ao psicólogo. Inclusive, pode ser muito importante levar para a própria sessão essa dificuldade: “eu sinto que não consigo responder às suas perguntas”, “fico nervosa e acabo falando qualquer coisa” ou “tenho a sensação de que não estou conseguindo dizer o que realmente sinto”. Isso já é algo que pode ser trabalhado na terapia. Com o tempo e à medida que você se sentir mais segura naquele espaço, pode ficar mais fácil reconhecer e expressar aquilo que está vivendo. Mas não precisa acontecer tudo de uma vez. A terapia também é um processo de construir, aos poucos, essa possibilidade de se escutar e se expressar. Se você sentir que precisa de ajuda profissional para compreender melhor esse processo e encontrar uma forma mais confortável de expressar o que está vivendo, estou à disposição para te acompanhar nesse caminho!


Olá! Muito prazer, sou a Laryssa, psicóloga clínica e trabalho com terapia online para adultos. Como essa é a sua primeira experiência com terapia e você está apenas na terceira sessão, é bastante comum ainda se sentir assim. No começo, você está conhecendo o terapeuta, entendendo como funciona aquele espaço e, ao mesmo tempo, tentando falar sobre coisas que talvez nunca tenha colocado em palavras. Você não precisa chegar à sessão sabendo exatamente o que sente ou tendo as respostas certas. A relação terapêutica também vai sendo construída aos poucos, e é justamente nesse processo que você pode começar a se sentir mais segura para falar sobre aquilo que realmente está vivendo. Inclusive, você pode contar ao seu próprio terapeuta que sente que fica nervosa, que às vezes não consegue responder ou que sai da sessão com a sensação de não ter conseguido falar o que queria. Isso também é material importante para a terapia e pode ajudar vocês a entenderem juntos o que está acontecendo. Não existe uma forma “certa” de fazer terapia. Você não precisa saber se expressar perfeitamente para que a terapia possa te ajudar. @psilaryguedes

Dra. Laryssa Guedes

Dra. Laryssa Guedes

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Olá. É comum sim que o paciente demore algumas sessões para se sentir a vontade para abordar assuntos mais delicados. É importante que você confie e se sinta seguro com sua psicóloga. No caso desse vínculo não se fortalecer, pode ser necessário trocar de profissional.


Sim, isso pode acontecer, especialmente no início da terapia, quando você ainda está se familiarizando com o espaço e com o profissional. Não é necessário conseguir organizar tudo ou encontrar as palavras “certas” para que a sessão seja válida. Perceber essa dificuldade também é algo importante para levar à terapia. Você pode contar à sua psicoterapeuta exatamente isso: que fica nervosa, sente que se confunde ou que nem sempre consegue dizer o que gostaria. Se ajudar, anote antes da sessão alguns temas, situações ou sentimentos que gostaria de abordar, mesmo que sejam palavras soltas, e leve suas anotações. Também pode pedir um tempo para pensar antes de responder. O processo é construído aos poucos, no seu ritmo, e vocês podem encontrar juntas formas de tornar as conversas mais confortáveis.

Júlia Milagres

Júlia Milagres

Psicólogo

Belo Horizonte

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Sim, isso pode acontecer, principalmente no início. Nas primeiras sessões, você ainda está conhecendo o terapeuta, entendendo como funciona aquele espaço e, ao mesmo tempo, tentando colocar em palavras coisas que talvez nunca tenham sido ditas dessa forma antes. Pela psicanálise, eu não pensaria que você está “fazendo a terapia errado” porque fala de maneira confusa, não sabe responder ou percebe depois que gostaria de ter dito outra coisa. Muitas vezes, essa própria dificuldade de falar já faz parte do que pode ser escutado e trabalhado. Às vezes queremos encontrar a resposta “certa” para o terapeuta, organizar tudo antes de falar ou explicar perfeitamente o que sentimos. Mas a terapia não exige isso. Você pode dizer “não sei”, “acho que respondi qualquer coisa porque fiquei nervosa”, “tem algo que quero falar, mas não consigo organizar” ou até “não tenho certeza se é realmente isso que estou sentindo”. Tudo isso pode abrir caminhos importantes. Inclusive, eu sugeriria que você levasse exatamente o que escreveu aqui para a próxima sessão. Dizer ao seu terapeuta que tem medo de não estar conseguindo mostrar o que realmente acontece com você pode ser muito mais importante do que tentar preparar um relato perfeito. Com o tempo, à medida que o vínculo e a confiança vão sendo construídos, costuma ficar mais possível reconhecer e nomear algumas experiências. E outras continuarão difíceis de colocar em palavras, o que também pode ser parte do trabalho. Você não precisa chegar à terapia sabendo exatamente o que dizer. Às vezes, a terapia começa justamente onde faltam palavras. Nilzelly Martins | Psicóloga clínica

Nilzelly Martins

Nilzelly Martins

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Sim, é muito comum sentir isso, principalmente estando apenas na terceira sessão e sendo a sua primeira experiência com terapia. Você não precisa chegar à sessão sabendo exatamente o que sente, nem conseguir organizar tudo perfeitamente para conseguir fazer terapia. Às vezes, quando alguém pergunta “o que você está sentindo?”, a nossa cabeça simplesmente fica em branco. E quanto mais a gente percebe que está sendo observado e espera dar uma resposta boa, mais nervoso fica. Aí acabamos falando a primeira coisa que vem à cabeça, mudando de assunto, esquecendo coisas importantes ou só conseguindo perceber o que realmente queríamos dizer depois que a sessão terminou. Isso não significa que você esteja fazendo terapia errado. Inclusive, você pode levar exatamente isso para a sua próxima sessão. Pode começar dizendo: “Eu tenho percebido que fico muito nervoso para responder suas perguntas e às vezes sinto que não consigo falar o que realmente queria. Tenho medo de estar deixando coisas importantes de fora.” Isso já é material para a própria terapia e pode ajudar o psicólogo a entender melhor como você funciona durante as conversas. Uma coisa que pode ajudar bastante é não tentar descobrir qual seria a resposta “certa” para cada pergunta. Você não precisa dar uma resposta bonita, profunda ou perfeitamente organizada. Pode dizer “não sei”, “não consigo explicar”, “eu acho que é isso, mas não tenho certeza”, “eu queria falar sobre outra coisa” ou até “eu sei que tem alguma coisa me incomodando, mas não consigo colocar em palavras”. Tudo isso é válido. Também pode ser útil anotar durante a semana algumas coisas que você gostaria de levar para a sessão. Não precisa escrever um texto enorme. Pode ser simplesmente uma frase, uma situação que aconteceu, um pensamento que apareceu ou algo que você sentiu e ficou pensando depois. Se na hora você travar, pode simplesmente mostrar o que escreveu. E tem outra coisa importante: você não precisa contar tudo nas primeiras sessões. A confiança vai sendo construída aos poucos. Algumas coisas você só vai conseguir falar depois de algumas semanas ou meses, quando se sentir mais seguro. Isso não significa que você esteja escondendo algo de propósito. Às vezes, a nossa própria mente precisa de tempo para entender o que está acontecendo antes de conseguir colocar aquilo em palavras. Então tente não transformar a terapia em mais uma situação em que você precisa “performar bem”. Você não precisa ser um bom paciente. Pode ficar confuso, pode se contradizer, pode esquecer coisas, pode ficar em silêncio e pode até dizer algo e depois perceber que não era exatamente aquilo que queria dizer. A terapia também é um lugar onde você pode aprender, aos poucos, a perceber o que sente e encontrar palavras para isso. Você não precisa chegar sabendo fazer isso. É justamente uma das coisas que podem ser construídas durante o processo.


A terapia é um percurso, não precisa ter pressa de falar tudo, o falar é uma construção e com o tempo poderá ir falando mais, aprendendo a dizer de si e também a se escutar. O caminho se faz aos poucos, palavra por palavra, com respeito e sem julgamento.


Olá ! Muito honesto da sua parte fazer esse comentário. No começo, é normal o nervosismo. Pense que não estamos acostumados com um ambiente que vai acolher, independente da nossa resposta. Responder a primeira coisa que vem na sua mente também não é ruim. Mas é possivel que você crie estratégias para gerar uma sensação de conforto mais objetivo, como anotar os temas que gostaria de falar, pensamentos e sentimentos que percebeu durante a semana ou até desenhos e sonhos que a deixaram confusa. Na minha abordagem, os sonhos são excelentes para encontrar o que as palavras ainda não encontraram um caminho. Conte comigo, caso queira conhecer um novo profissional. Se não, desejo que seu tratamento continue e seja um momento de muita cura e acolhimento :)


Olá. Você pode estar com receio de estar sendo julgada. Uma crença que foi construída ao longo de sua vida. Mas o momento da terapia é o momento de você falar o que sente e pensa sem receio de ser julgada. Lá a escuta é neutra , empática e sem julgamentos. Um abraço.

Dra. Roberta Barros

Dra. Roberta Barros

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Olá, como vai? Me chamo Talita Noronha, sou psicóloga, psicanalista, mestre em psicologia da saúde e professora e vou responder tua duvida: é absolutamente normal esse atrapalhamento para marinheiros de primeira viagem, mas é melhor ainda se você contar tudo isso que contou aqui para o seu profissional, pois ele poderá te tranquilizar e te orientar de como seguir. Ele precisa estar a par de todas as suas angústias, inclusive essa. Vá sem medo, logo menos você se acomodará e achará sua forma de fazer terapia, que é singular para todos nós!


Olá! Sim, essa sensação é bastante comum, especialmente no início da psicoterapia. Afinal, falar sobre si mesma, seus sentimentos e suas experiências para alguém que você ainda está conhecendo pode despertar ansiedade, insegurança e até dificuldade para organizar os pensamentos. É importante compreender que a terapia não é uma prova em que você precisa apresentar respostas certas ou discursos organizados. Na psicanálise, inclusive, aquilo que parece confuso, contraditório ou difícil de expressar também pode ser significativo para o processo terapêutico. Uma sugestão é compartilhar exatamente essa dificuldade com seu psicólogo. Você também pode anotar sentimentos, situações ou pensamentos entre as sessões, não para preparar respostas perfeitas, mas para ajudá-la a identificar o que gostaria de conversar. Lembre-se de que o vínculo terapêutico é construído gradualmente. Você não precisa conseguir falar tudo nas primeiras sessões, nem saber exatamente o que sente o tempo inteiro. Continue seu acompanhamento com um psicólogo com registro ativo no Conselho Regional de Psicologia (CRP). Caso a ansiedade esteja prejudicando significativamente outras áreas da sua vida, uma avaliação médica também pode ser pertinente. Esta orientação não substitui uma avaliação psicológica individualizada.

Rafael dos Santos Bueno

Rafael dos Santos Bueno

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Olá, tudo bem? Que legal que você se permitiu começar um processo terapêutico! Sim, isso que você relatou é bem comum e é bem positivo que esteja indo mesmo confusa, mesmo sem clareza e se sentindo perdida. A terapia não é o lugar para você ir quando se sentir pronta ou quando as coisas estiverem claras. A terapia não é o lugar de performance, de mostrar certezas ou que dá conta de algo. Muito pelo contrário, é o lugar pra tentar se libertar, pelo menos um pouco, da lógica da performance. Você pode se permitir não ter respostas ou ter respostas confusas sem nenhuma pressão. Você está no começo ainda, a época em que o vínculo terapêutico está sendo construído, em que você ainda está começando a entender as sensações de como é falar das suas coisas livremente. Eu não sei se você precisa se cobrar pra melhorar isso. O que pode te ajudar é continuar o processo, sabendo que você vai se abrir aos poucos, que é gradativamente que vai conseguir externalizar suas coisas. É permitindo-se explorar essa experiência nova que você vai encontrar o seu jeito de lidar com a sua terapia. Se quiser, uma possibilidade interessante é inclusive conversar sobre isso com a sua terapeuta. Aproveite e permita-se nessa nova experiência! Tudo de bom pra você!


Sim, é comum sentir insegurança e dificuldade para expressar os sentimentos nas primeiras sessões de terapia. Esse é um processo de construção de confiança e autoconhecimento, que acontece gradualmente, sem a necessidade de saber explicar tudo com clareza desde o início. Você pode anotar durante a semana os sentimentos, situações e assuntos que gostaria de abordar, levando essas anotações para a sessão. Também pode dizer ao psicólogo quando estiver nervosa ou sentir dificuldade para responder. Você não precisa encontrar as palavras certas o tempo todo. A terapia é justamente um espaço para explorar essas experiências no seu ritmo, com acolhimento e sem julgamentos.


Sim, isso pode acontecer, principalmente no início da terapia. Você está entrando em um espaço novo, falando sobre questões íntimas e tentando colocar em palavras coisas que, muitas vezes, ainda nem estão muito claras para você. Não é preciso chegar sabendo exatamente o que dizer, organizar tudo antes da sessão ou ter respostas prontas. Às vezes, a própria confusão, o nervosismo, os silêncios ou a sensação de “não consegui falar o que eu queria” também fazem parte do processo e podem ser importantes para compreender o que está acontecendo naquele momento. Inclusive, você pode levar exatamente essa dificuldade para a terapia e dizer ao seu psicólogo que sente que se perde, responde no impulso ou tem dificuldade de falar sobre o que realmente sente. Isso também é material de trabalho. Com o tempo e com a construção de confiança na relação terapêutica, pode ficar mais fácil se expressar. Mas a terapia não exige que você “saiba fazer terapia direito”. Você pode chegar com dúvidas, contradições, pensamentos confusos ou até sem saber por onde começar.


Precisa expor essa situação a tua terapeuta para que juntas vocês encontrem o caminho.


Olá, é extremamente comum e válido o seu sentimento. Primeiro porque falar sobre nossas vulnerabilidades exige coragem e desprendimento. Segundo porque anos de vida que provocaram em você os seus sintomas, não serão resolvidos com poucas sessões. Mostrar que tem questões e quais são essas questões, é um ato de muita coragem na busca de resolver minimamente o que se sente. A palavra que usamos na terapia com psicanálise é "RESISTÊNCIA". Aquilo que foi reprimido e colocado para debaixo de um tapete, demora a sair. Mas percebo um sinal bom em sua descrição. Falar sem muito sentido e sem pensar muito no que diz, fala livremente vai te fazer falar também aquilo que não queres dizer. Lacan já dizia que ninguém vai à análise para buscar a verdade, nós vamos para parar de sofrer. Mas uma hora temos de abrir as janelas e deixar fluir aquilo que dói, que nos parece feio ao olhar dos outros, do julgamento... assim, assumir quem somos e o que realmente desejamos.


Sim, isso pode acontecer nas primeiras sessões. Aos poucos, você vai se sentindo mais à vontade para falar sobre o que vive e sente. Não é preciso ter tudo organizado ou encontrar as palavras certas. A terapia também é um espaço para compreender aquilo que ainda é difícil expressar. Respeite seu tempo e leve essas dificuldades para a própria terapia...elas também podem ser trabalhadas nesse espaço.


Olá, é muito comum no início do processo terapêutico se sentir confuso e até mesmo com ansiedade para falar muitas coisas e resultando em não saber muito bem o que falar, com o tempo e a construção do vínculo terapêutico entre profissional e paciente, a confiança vai se estabelecendo, outra alternativa é expor esses sentimentos e pensamentos que trouxe aqui para o profissional, pois o mesmo não está para julgar o paciente, e sim para acolhe-lo independente do sofrimento ou angústia trazida na sessão.


Sugiro conversar isso com o (a) profissional que te atende, as vezes é apenas impressão sua de não estar conseguindo se expressar. É comum o paciente achar que não está expressando bem, quando na verdade o profissional está analisando e fazendo conexões "até com o que parece irrelevante" para você. Uma dica é anotar antes das sessões os tópicos que você gostaria de abordar, pelo menos a princípio para se sentir melhor. Espero ter ajudado.

Alexia Mallab

Alexia Mallab

Psicólogo

Sete Lagoas

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É comum se sentir perdido ou confuso no início do processo terapêutico. Se você se identificou com o psicólogo, não desista. Aos poucos as informações se encaixam e o processo flui mais naturalmente. No início são muitos temas a tratar e pode parecer mais atribulado mesmo!


Olá! Imagino como pode ser desconfortável sentir dificuldade para expressar o que está vivendo, especialmente no início da terapia. Essa experiência pode acontecer nas primeiras sessões, já que construir confiança e conseguir falar sobre sentimentos nem sempre é algo imediato. Na perspectiva da TCC, talvez seja interessante observar se a ansiedade e a autocobrança estão dificultando sua expressão. Uma possibilidade seria anotar, entre as sessões, pensamentos, sentimentos e situações que gostaria de abordar. Também pode ser importante compartilhar essa dificuldade com sua psicóloga. Afinal, aprender a reconhecer e comunicar suas emoções pode fazer parte do próprio processo terapêutico. Respeite seu tempo!

Andressa Wolf

Andressa Wolf

Psicólogo

Florianópolis

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Olá! Sim, essa sensação pode ser bastante comum no início da psicoterapia, especialmente quando é a sua primeira experiência. Começar a falar sobre si, reconhecer emoções e organizar experiências que nem sempre compreendemos completamente pode ser um processo desafiador. Você não precisa chegar à sessão sabendo exatamente o que sente ou tendo todas as respostas. Às vezes, a dificuldade de colocar algo em palavras também faz parte daquilo que precisa ser compreendido durante o processo terapêutico. Uma estratégia que pode ajudar é anotar, ao longo da semana, situações que causaram desconforto, pensamentos que surgiram e sentimentos que você percebeu, mesmo que ainda não consiga explicá-los. Você pode levar essas anotações para a sessão e utilizá-las como ponto de partida. Outra possibilidade é dizer ao seu psicólogo exatamente o que você compartilhou aqui: que fica nervosa ao responder, sente que se confunde e tem medo de não conseguir expressar o que realmente gostaria. Essa dificuldade, por si só, pode ser um tema importante para trabalhar na terapia. Lembre-se de que a psicoterapia não é uma prova na qual você precisa dar as respostas certas. Você pode pedir um tempo para pensar, dizer que não sabe responder ou até reconhecer que ainda não consegue identificar o que está sentindo. Com o tempo, a tendência é que você desenvolva mais familiaridade com esse espaço e com a expressão das próprias experiências. Respeite seu ritmo e permita-se construir esse processo sem a cobrança de fazer tudo perfeitamente desde o início.


Olá! Sim, é bastante comum sentir isso nas primeiras sessões de psicoterapia, especialmente quando você nunca fez terapia antes. E quero destacar algo importante: você não precisa saber explicar perfeitamente o que sente para que a terapia funcione. Você está na sua terceira sessão. Ainda está conhecendo o profissional, entendendo como funciona esse espaço e, ao mesmo tempo, tentando falar sobre questões que talvez sejam difíceis de organizar até mesmo dentro da sua própria cabeça. É compreensível que isso provoque nervosismo, dúvidas e a sensação de que você não conseguiu dizer o que realmente queria.


Olá. Sim, é muito comum. Falar de si para alguém, sobretudo no começo, costuma sair confuso, entrecortado, com a sensação de não ter dito o mais importante. Isso não é um problema da terapia, é parte dela. Na psicanálise, inclusive, o que parece confuso ou dito sem pensar muitas vezes é justamente o que abre caminho. Você não precisa chegar com tudo organizado. Uma sugestão simples: conte ao seu psicólogo exatamente o que você escreveu aqui, o nervosismo e a sensação de não conseguir dizer o que sente. Esse já é um ótimo ponto de partida.


Olá, tudo bem? É muito comum sentir isso nas primeiras sessões. Falar de si para alguém que você acabou de conhecer gera nervosismo, e é normal que as respostas saiam confusas ou "automáticas". Você não está fazendo nada errado, e não precisa saber responder tudo na hora. Dizer "preciso pensar" ou "não sei" também é uma resposta válida. Para ajudar, você pode anotar antes da sessão o que tem sentido no período e o que gostaria de trabalhar, e levar o papel. Também pode dizer ao psicólogo exatamente o que contou aqui: "fico nervosa e sinto que não consigo me expressar". Isso já é conteúdo para a terapia, e o profissional pode ajustar o ritmo e as perguntas. Com o tempo, a confiança cresce e fica mais fácil. Que tema você mais gostaria de trabalhar, mesmo que ainda não consiga explicar bem? E o que acontece no seu corpo quando uma pergunta é feita? Caso precise, estou à disposição.

Bianca Pacheco

Bianca Pacheco

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Olá, tudo bem? Isso é muito comum no começo da terapia. Falar sobre si em voz alta é algo que a gente raramente pratica, e nas primeiras sessões é normal sentir que as ideias saem desorganizadas ou que ficou algo importante de fora. Você não precisa falar tudo de forma clara nem completa. O psicólogo ajuda a organizar o que aparece, e o que ficou faltando costuma voltar nas sessões seguintes. Vale também dizer a ele exatamente isso que sentiu, porque essa percepção já é material útil para o trabalho. Caso precise, estou à disposição.

Thais  Mazzini

Thais Mazzini

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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olá! sim, essa experiência pode acontecer, principalmente no início do processo psicoterapêutico, quando você ainda tá conhecendo o profissional, você ainda está construindo confiança e tentando encontrar as palavras para descrever experiências que talvez você nunca tenha conseguido compartilhar dessa forma. nem sempre vamos saber explicar exatamente o que sentimos. às vezes, podemos perceber o sofrimento, só que ainda não conseguimos compreender a sua origem ou organizar tudo em uma narrativa coerente. e a psicoterapia também pode ser um espaço pra irconstruindo essa compreensão, não somente pra apresentar respostas que já estão de certa forma "elaboradas". algo que considero importante é você compartilhar com seu psicólogo exatamente essa dificuldade que você descreveu aqui. você pode contar que fica nervosa diante das perguntas, que às vezes responde sem ter certeza do que tá sentindo ou que sai da sessão com a impressão de não ter falado sobre o que você realmente precisava falar. o que também pode ajudar é anotar alguns pensamentos entre as sessões, sem a obrigação de organizar tudo da melhor forma possível. e essas anotações podem servir como ponto de partida para a conversa. você tá apenas na terceira sessão. não precisa saber exatamente o que dizer, responder rapidamente ou apresentar seus sentimentos de maneira organizada. encontrar palavras, perceber contradições e descobrir o que você ainda não consegue expressar também fazem parte do processo terapêutico.


Olá! Que bom que você deu o passo de começar a terapia, isso já diz muito sobre o seu cuidado consigo. O que você descreve é bastante comum nas primeiras sessões. Falar de si para alguém que ainda está conhecendo você pode gerar nervosismo, e é natural que as palavras venham confusas ou que você tenha a sensação de não estar dizendo o que "deveria". Não existe um jeito certo de fazer terapia: o espaço é seu, e a confusão e o nervosismo também podem ser material de trabalho. Do ponto de vista humanista, a relação entre você e o profissional é muito importante. Ela vai se construindo aos poucos, com acolhimento, autenticidade e escuta. Você pode, inclusive, dizer ao seu terapeuta exatamente o que contou aqui: que fica nervosa, que sente que se confunde e que teme não falar o que realmente sente. Isso costuma abrir caminhos e ajuda o profissional a conduzir a conversa no seu ritmo. Algumas pessoas também gostam de anotar, antes da sessão, o que gostariam de trazer. Seja gentil com você nesse processo, ele leva tempo. Esta resposta não substitui uma consulta, então continue levando essas percepções para o seu psicoterapeuta. Um abraço, Rosani Isobe

Rosani Isobe

Rosani Isobe

Psicólogo

São Paulo

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Olá! Sim, é bastante comum sentir isso no início da terapia. Como esse é um espaço novo, pode levar um tempo até você se sentir confortável para falar sobre suas emoções e organizar aquilo que está sentindo. Você não precisa ter respostas prontas nem conseguir explicar tudo com clareza. Você também pode compartilhar com sua psicóloga essa dificuldade de se expressar, inclusive o nervosismo que sente ao responder às perguntas. Isso, por si só, já pode ser um ponto importante para trabalhar na terapia. O processo é construído aos poucos, respeitando seu tempo e suas possibilidades.


Olá, tudo bem? É muito comum, nas primeiras sessões, sentir que se está falando de forma confusa. Contar a própria história para alguém novo é difícil, e os pensamentos nem sempre vêm organizados. Isso não atrapalha o trabalho, pois o terapeuta está acostumado a ajudar a organizar o que a pessoa traz. Você pode falar abertamente sobre essa sensação com o seu psicólogo, que poderá ajudar com perguntas, resumos ou com um roteiro do que quer abordar. Com o tempo, a fala costuma ficar mais fluida. O que você sente que fica confuso quando está falando? Já contou isso ao seu psicólogo? Caso precise, estou à disposição.

Gilvanda de Oliveira Rodrigues

Gilvanda de Oliveira Rodrigues

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Olá, tudo bem? Na terceira sessão, é muito comum sentir que a fala está confusa. Falar da própria vida para alguém novo exige tempo, e os pensamentos nem sempre saem em ordem. O psicólogo está habituado a ajudar a organizar o que você traz. Você pode contar a ele essa sensação e, se ajudar, levar anotações do que quer abordar. Com o vínculo se consolidando, a fala costuma ficar mais fluida. O que você sente que fica mais confuso quando fala? Já pensou em anotar tópicos antes das sessões? Caso precise, estou à disposição.

Anderson de Araújo Soares

Anderson de Araújo Soares

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Olá, tudo bem? Na terceira sessão, sentir que se fala de maneira confusa é bem comum, porque ainda está se criando confiança e a história não vem organizada. O psicólogo sabe lidar com isso e vai ajudando a dar forma ao que você traz. Dizer a ele que você se sente assim pode facilitar, e anotar alguns tópicos antes ajuda. Com o tempo, a comunicação flui melhor. O que mais te preocupa quando fala na sessão? O que você gostaria de conseguir explicar? Caso precise, estou à disposição.

Wagner Barros Marques

Wagner Barros Marques

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Essa dificuldade pode acontecer nas primeiras sessões, especialmente quando falar de si e conhecer o processo terapêutico ainda são experiências novas. Você não precisa chegar com tudo organizado, responder rapidamente ou descobrir sozinho o assunto “certo”. A dificuldade de perceber e expressar o que sente também pode fazer parte da conversa. Vale contar ao terapeuta justamente o que escreveu aqui: que fica nervosa, responde antes de pensar e depois sente que não conseguiu se expressar. É possível pedir mais tempo, esclarecimento sobre uma pergunta ou dizer que ainda não sabe responder. Anotações breves podem ajudar, se forem confortáveis, mas não precisam virar um roteiro obrigatório. Você também pode sinalizar que não está pronta para abordar determinado tema e conversar sobre um ritmo que respeite seus limites.

Andre Fiker

Andre Fiker

Psicólogo

Guarulhos

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Olá, tudo bem? No começo da terapia, pode ser difícil encontrar palavras, entender o que está sentindo e falar diante de alguém que ainda está conhecendo. Você não precisa apresentar uma história organizada nem saber responder imediatamente a todas as perguntas. A construção desse espaço também faz parte do processo. Pode ser muito útil levar exatamente essa percepção à sessão: “fico nervosa e às vezes respondo antes de conseguir perceber o que sinto”. Isso permite que vocês conversem sobre o ritmo e experimentem pausas ou outras formas de expressão. Se ajudar, você pode anotar um ou dois assuntos durante a semana, sem transformar a sessão em uma apresentação para a qual precisa estar preparada. Quando percebe essa confusão, o que acontece no seu corpo e que receio aparece? Existe medo de responder errado ou de ser julgada? Essas experiências também podem ser acolhidas na terapia. Se algo que disse não representa bem o que vive, você pode retomar e esclarecer depois. Seu processo não precisa caber em uma resposta perfeita.


Sim, essa experiência pode acontecer, especialmente nas primeiras sessões de psicoterapia. Gostaria de destacar algo importante: você não precisa chegar à terapia sabendo exatamente o que sente, o que deseja dizer ou como organizar seus pensamentos. Muitas pessoas procuram acompanhamento psicológico justamente porque estão enfrentando dificuldades para compreender e expressar suas emoções. Nas primeiras sessões, também existe um processo de construção do vínculo terapêutico. Você está conhecendo um profissional, compartilhando experiências pessoais e aprendendo a se sentir segura nesse novo espaço. Na perspectiva psicanalítica, compreendemos que nem sempre aquilo que sentimos está imediatamente disponível para ser colocado em palavras. Às vezes, precisamos de tempo para reconhecer emoções, conflitos e experiências que ainda não conseguimos elaborar. Minha sugestão é que você compartilhe exatamente essa dificuldade com seu psicólogo. Você pode dizer: “Percebo que fico nervosa durante as sessões e acabo falando coisas que não representam exatamente o que estou sentindo”. Essa informação já é um conteúdo importante para o processo terapêutico. Outra possibilidade é anotar, durante a semana, situações, pensamentos ou sentimentos que gostaria de conversar na sessão, sem a obrigação de organizar tudo perfeitamente. A psicoterapia não é uma prova em que você precisa apresentar respostas corretas. É um espaço de construção, descoberta e compreensão de si mesma. Você não precisa saber explicar tudo para começar a ser compreendida. Natalie Thedim Psicóloga Clínica | CRP 05/45482 Especialista em Casal e Família – PUC-Rio


Sugestão: leve esse assunto para a sua terapia, você pode inclusive ler o que escreveu aqui. Se for muito difícil ler, se você sentir vergonha ou "travar" por algum motivo, pode levar por escrito e pedir para o psicoterapeuta ler para você. Com três consultas você está bem no início, construindo vínvulo e confiança, o que é normal e faz parte do trabalho clínico.

Israel Machado

Israel Machado

Psicólogo

Passo Fundo

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.