MANIA DE LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO E TRAÇOS PERFECCIONISTAS. Olá! Tenho 22 anos, sexo feminino e

28 respostas
MANIA DE LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO E TRAÇOS PERFECCIONISTAS.

Olá!

Tenho 22 anos, sexo feminino e desde sempre apresento alguns comportamentos de mania de limpeza com organização e traços perfeccionistas.

Apresento uma espécie de medo inconsciente de sujeira e contaminação. Limpo um mesmo lugar várias vezes, quando um ambiente está sujo e desorganizado, sinto angústia. Quando as pessoas chegam na minha casa, a primeira pergunta que faço na minha cabeça, é: "a casa está limpa?", "o que elas podem achar e sair falando se não a encontrarem limpa?".

Se erro uma letra numa mensagem de texto, me sinto mal. Se a cama fica mal forrada... Se o tapete está torto... Etc e etc. Estranhamente esses comportamentos estão relacionados a sentimentos depressivos, pois quando os apresento tenho essa sensação.

Esses comportamentos estão associados a uma única coisa?
Olá! Obrigado por compartilhar sua dúvida.

Pelo que você descreve, parece haver uma sobreposição de comportamentos que envolvem limpeza, organização, perfeccionismo e também sentimentos difíceis, como a angústia e o peso emocional que isso tudo traz. Antes de tirar qualquer conclusão, seria importante explorar essas experiências com mais profundidade. Em alguns casos, esses comportamentos podem ter um ponto de origem comum, mas também podem estar ligados a diferentes aspectos da sua história e forma de se relacionar com o mundo.

Na psicoterapia, esse processo de investigação acontece com cuidado, respeitando seu tempo e suas vivências. Algumas perguntas poderiam ajudar a iniciar esse caminho de compreensão: sempre foi assim ou existiu um período em que esses comportamentos não se faziam presentes? Eles estavam presentes na infância? Alguém próximo de você também os apresenta, ou talvez o oposto? Como você sente essa angústia quando algo está fora do lugar? O que você acredita que os outros pensariam se sua casa não estivesse limpa? Qual é o peso da opinião alheia em sua vida? Errar, para você, tem que tipo de significado? Qual o nível de impacto que esses comportamentos têm em sua vida cotidiana ou em seus relacionamentos?

Aos poucos, com esse tipo de reflexão, é possível entender de forma mais clara como tudo isso funciona em você e, a partir disso, encontrar formas mais leves de lidar com essas sensações e exigências internas.

Espero que essa resposta possa te ajudar a dar os primeiros passos nesse processo. Se sentir necessidade, estou à disposição.

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 Michelle Novello
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Os comportamentos que você descreve podem estar ligados a formas inconscientes de lidar com a angústia, o medo do julgamento e a exigência de corresponder a ideais muito rígidos. Na psicanálise, entendemos que esses sintomas não têm uma única causa, mas expressam algo singular sobre sua história, seus conflitos e sua forma de estar no mundo. A associação com sentimentos depressivos pode indicar o quanto essa busca por controle cobra um alto preço psíquico. Um processo analítico pode ajudar a escutar o sentido disso tudo, possibilitando um lugar menos rígido e mais livre diante de si mesma.
 Edilson  Santos
Psicólogo
Vitória da Conquista
Olá! Agradeço por compartilhar sua experiência. O que você descreve envolve algumas características bem comuns, mas que podem sim estar associadas a questões clínicas específicas dependendo da intensidade e do impacto que isso gera na sua vida.

Essa “mania de limpeza”, organização extrema, desconforto com pequenos erros e preocupação excessiva com o que os outros vão pensar são traços que podem estar ligados a um quadro de ansiedade, em especial algo que chamamos de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) — principalmente pela repetição de comportamentos (como limpar várias vezes o mesmo lugar) e o medo de contaminação.

Por outro lado, traços perfeccionistas também podem aparecer em pessoas com quadros de ansiedade generalizada e, às vezes, podem estar associados a sintomas depressivos, como você mencionou. Não é raro que pessoas que vivem sob essa pressão interna constante acabem se sentindo exaustas e até tristes.

A chave para diferenciar é observar:

Esses comportamentos te trazem alívio ou mais sofrimento?

Você consegue controlar quando faz ou é algo compulsivo?

Isso tem atrapalhado seu dia a dia ou suas relações?


Os sintomas podem sim estar interligados — perfeccionismo, mania de limpeza, medo do julgamento dos outros e sentimentos depressivos — formando um ciclo. Mas apenas uma avaliação clínica com psicólogo ou psiquiatra poderá dizer com certeza se se trata de TOC, ansiedade, traços obsessivos ou outra condição.

O mais importante: existem tratamentos eficazes, principalmente a psicoterapia, que podem ajudar muito no seu bem-estar.
Esses comportamentos podem estar associados a algum transtorno, como o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), mas nem sempre indicam uma patologia específica. É importante compreender que uma preocupação excessiva com limpeza ou perfeição pode estar comunicando algo mais profundo: um desejo de controle diante de situações internas ou externas que parecem caóticas, medo de falhar, dor emocional não elaborada ou até a tentativa de se proteger de sentimentos difíceis.

Em vez de rotular, é mais cuidadoso perguntar: o que essa necessidade está tentando me dizer? Talvez seja um convite para se olhar com mais carinho, ter coragem de enfrentar suas dores e acolher seus medos. Nem todo comportamento rígido aponta para uma doença, mas todos eles merecem ser escutados com atenção e empatia.
Buscar ajuda profissional nestes casos é a melhor forma de buscar respostas.
Dra. Isis Oliveira da Silva
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá! Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que esses comportamentos de limpeza, organização e correção excessiva muitas vezes são formas que a mente encontra para tentar aliviar uma ansiedade interna, seja por medo de julgamento, sensação de descontrole ou necessidade de evitar erros. Só que, com o tempo, essas tentativas de alívio se tornam rígidas, tomam muito espaço na rotina e trazem sofrimento, como você mesma percebeu pela relação com sentimentos depressivos.

O bom é que esse tipo de padrão pode ser compreendido e tratado. Na TCC, trabalhamos identificando os pensamentos automáticos, as crenças centrais por trás dessas exigências internas e desenvolvendo estratégias para flexibilizar esses comportamentos, com leveza e respeito ao seu ritmo. Você não está sozinha, há caminhos possíveis e eficazes para lidar com isso. Se sentir que é o momento, vale muito buscar esse apoio. Torcendo por você! Um abraço!
O que você descreve faz muito sentido e revela o quanto essas atitudes de limpeza, organização e perfeccionismo não são apenas hábitos, mas sim comportamentos que vêm carregados de tensões emocionais profundas, como angústia, medo e até tristeza.
A partir da perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), esses comportamentos podem estar ligados a padrões de pensamento automáticos, crenças centrais e esquemas de funcionamento que se formaram ao longo da sua vida. Não estão associados a “uma única coisa”, mas sim a um conjunto de fatores emocionais, cognitivos e comportamentais que se retroalimentam.
O que pode estar por trás dos seus comportamentos?
1) Crenças centrais rígidas;
2) Medo de julgamento e de perda de controle;
3) Perfeccionismo como estratégia de regulação emocional;
4) Ciclo disfuncional entre pensamento – emoção – comportamento
Mas cada caso deve ser avaliado com cuidado. O mais importante é que você já está consciente desses comportamentos e do impacto emocional que eles causam, o que é um grande passo. Caso ache necessário, procure um profissional.
Espero ter ajudado!
O nosso ambiente principalmente infância e da adolescência tem forte influência nas nossas vidas. Se fomos criados em uma ambiente com muitas regras, muita cobrança, repressão, pouca liberdade para a espontaneidade, etc. acabamos por desenvolver uma forma de viver onde nos esforçamos para cumprir regras rígidas internalizadas limitando nossa felicidade, nossa auto expressão, relacionamentos íntimos, etc. Isso pode ser minimizado com uma boa psicoterapia. Um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode te ajudar nessa questão.
Olá!
Primeiramente é importante considerar que cada caso é um caso, e precisa ser analisado com cautela e profundidade. Contudo, de modo geral, a mania de limpeza, organização e perfeccionismo geralmente têm como pano de fundo uma necessidade de controle. É uma forma "segura" que a psique encontrou para atuar em um mundo que sofre mudanças, é fluído, incerto e instável.
Se você percebe que esses pensamentos e comportamento estão prejudicando o seu dia a dia, seria interessante considerar a possibilidade de buscar um psicólogo para te auxiliar.
Não é possível, a partir de um recorte, determinar algo específico como causador de tudo o que você relata, até porque a vida é composta por diversos atravessamentos que nos constituem — o que traz uma noção mais complexa do que causa e consequência.

Embora você tenha trazido um enfoque maior nos sintomas de limpeza e perfeccionismo, é interessante perceber como sua angústia também aparece no encontro com o outro — no medo do julgamento, na preocupação com o que podem pensar ou dizer. Isso mostra que não se trata apenas de algo “de dentro”, mas também de como você se sente sendo vista e avaliada.

Não se trata, portanto, de buscar uma única causa para o que você sente. A existência é complexa, múltipla, e cada comportamento carrega uma história, uma intenção, uma tentativa de lidar com o mundo. O que podemos fazer é olhar com mais cuidado para o modo como você tem vivido tudo isso — o quanto essas repetições talvez tentem dar conta de uma angústia mais profunda, que não tem relação apenas com sujeira, mas também com exposição, erro, falha, imagem.

A terapia pode ser um caminho possível para que você possa se demorar nessas questões.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? É compreensível que essa busca incessante por limpeza perfeita funcione quase como um “vigia interno” que liga o alarme sempre que uma almofada foge meio centímetro da posição ideal; quando o alarme toca, o corpo e a mente entram num estado de tensão que, não raro, se mistura a tristeza ou exaustão. Embora muitos desses sinais lembrem o transtorno obsessivo-compulsivo, vale lembrar que cada pessoa carrega uma combinação única de histórias, esquemas de perfeição rígida e receios de julgamento, por isso raramente falamos de “uma única coisa”, mas de um emaranhado de fatores que mantêm o ciclo funcionando.

Do ponto de vista da neurociência, circuitos responsáveis por detecção de erro — como o córtex órbito-frontal — ficam hiperativados quando algo não corresponde ao padrão interno; ao mesmo tempo, áreas ligadas ao medo de contaminação disparam respostas de perigo, elevando a ansiedade e drenando recursos emocionais. Terapias integrativas que unem técnicas cognitivo-comportamentais, foco nas emoções e trabalho com esquemas ajudam a diminuir essa sensibilidade, ensinando o cérebro a diferenciar sujeira real de “ameaças” imaginadas e a relaxar antes que o alarme toque.

Talvez possa perguntar a si mesma: que pensamento aparece imediatamente antes de você endireitar o tapete pela terceira vez? De onde vem a voz que afirma que um pequeno erro de digitação “diz algo” sobre quem você é? E se um cômodo ficasse levemente bagunçado por alguns minutos, que sensação emergiria logo depois — seria apenas desconforto ou surgiria também medo de críticas? Investigar essas pistas em sessão costuma transformar o perfeccionismo em informação preciosa sobre necessidades emocionais ainda não atendidas.

Se perceber que o desconforto está muito intenso ou impede o curso da rotina, conversar também com um(a) psiquiatra pode abrir possibilidades de tratamento combinado, enquanto o processo terapêutico oferece ferramentas para flexibilizar padrões e cultivar autocompaixão. Caso precise, estou à disposição.
Esses comportamentos que você descreve podem estar ligados a algo que precisa ser olhado com cuidado. A repetição, o medo do julgamento, a necessidade constante de organização e o mal-estar diante de pequenos “erros” podem estar associados a fatores como ansiedade, padrões de exigência elevados, experiências anteriores ou até sentimentos mais profundos como o medo da rejeição ou da perda de controle. O acompanhamento psicológico pode ajudar justamente a compreender de onde vêm esses comportamentos, o que eles representam e como lidar com eles de forma mais leve e saudável.
Pode ser que sim e pode ser que não! Tem vários fatores que podem influenciar esses comportamentos, e só uma avaliação psicológica ou psiquiátrica pode ajudar a entender com mais clareza o que tá por trás disso. Vale a pena procurar esse cuidado, sem pressão, só pra ter um olhar mais profissional sobre o que você está vivendo.
Olá. Esses comportamentos podem estar relacionados a Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ou traços de personalidade perfeccionista. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), podemos trabalhar juntos para identificar e desafiar os pensamentos e crenças que estão por trás desses comportamentos, desenvolvendo estratégias para reduzir a ansiedade e melhorar a qualidade de vida. Se você está pronta para entender melhor esses comportamentos e encontrar maneiras de lidar com eles de forma mais saudável, considere buscar ajuda de um psicólogo especializado em TCC. Juntos, podemos trabalhar para ajudá-la a alcançar uma vida mais equilibrada e livre de sintomas.
 Carolina Carnino
Psicólogo
Ribeirão Preto
Olá! É bacana ser uma pessoa limpa e organizada, mas parece no seu caso essa necessidade já passou do limite saudável e está te gerando muita angústia. Parece que você é bastante rígida com si mesma e tem receio de que os outros irão julga-la com a mesma régua que você usa para si, e talvez por isso você sinta essa tristeza nesses momentos. É sofrido ser tão crítica consigo mesma e seria interessante cuidar disso. Esses seus comportamentos podem ter diversas causas e com certeza eles tem alguma função para você, na sua vida psíquica. Por meio da terapia, é possível entender melhor o que está por trás desse seu medo inconsciente de sujeira e que sujeira é essa que você fica tentando sempre limpar e evitar. Assim, talvez, fique mais fácil tolerar a imperfeição natural à vida e essa angústia diminuirá com o tempo. Caso queira conversar mais sobre isso, fico à disposição.
Olá! Descreveu com propriedade como se sente. Posso considerar que se seus comportamentos lhe geram prejuízos você deve procurar por ajuda, pois eles podem estar associados a um transtorno de ansiedade.
esses comportamentos podem estar associados a um transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou a um transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva. Quando a limpeza, organização e perfeccionismo geram sofrimento e afetam sua rotina, é um sinal de que algo precisa ser cuidado.

Procure um profissional especializado para avaliar e te orientar com segurança.
 Giulia Molossi Carneiro
Psicólogo, Psicanalista
Florianópolis
Olá. Você quem poderá dizer ao que está associado, seja uma ou mais. Esse medo de sujeira, a necessidade de controlar detalhes, o desconforto diante de pequenos erros, tudo isso parece estar ligado a algo do seu modo de lidar com o seu sofrimento, por isso, esses comportamentos não estão ali por acaso — eles cumprem uma função. Em vez de tentar eliminar o sintoma, a psicanálise propõe escutá-lo: o que está tentando se dizer por meio dessas repetições, exigências e medos? Esse é um caminho que exige tempo, mas pode abrir espaço para você se separar um pouco disso que hoje parece preponderante na sua vida. Talvez seja o momento de procurar um analista e iniciar esse processo.
Sim. Parece que você tem uma autocobrança excessiva. Sinto muito por isso. Sugiro que você inicie um processo terapêutico. Pode te ajudar bastante
Parece um caso clássico de Transtorno obsessivo compulsivo. Procure um psiquiatra e um psicólogo.
 Alessandro Felippe
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! É bem comum que a mania de limpeza, organização excessiva, perfeccionismo e o medo de contaminação estejam conectados. Esses comportamentos, junto com a angústia e os sentimentos depressivos que você descreve, podem fazer parte de um mesmo padrão, sim.

A boa notícia é que você não precisa viver com esse peso. Como psicólogo, posso te ajudar a entender esses padrões e a encontrar formas mais leves de lidar com essas questões. Através da terapia, podemos trabalhar para diminuir a angústia, o medo da contaminação e a necessidade de controle, trazendo mais liberdade para o seu dia a dia.

Se você sente que esses comportamentos estão impactando sua vida, te convido a agendar uma conversa. É um espaço seguro para explorarmos o que está acontecendo e iniciarmos um caminho de autoconhecimento e bem-estar.
Dr. Paulo Ricardo Fortunato
Psicólogo, Psicanalista, Terapeuta complementar
Campinas
Seu relato é profundamente sensível e revela não apenas uma questão de "mania", mas uma dinâmica interna mais complexa e importante de ser acolhida com cuidado.

Sob a perspectiva psicodinâmica, comportamentos de limpeza excessiva, perfeccionismo e controle geralmente estão ligados a angústias internas mais profundas — como sentimentos de desamparo, medo da crítica, da rejeição ou experiências precoces de insegurança. Em muitos casos, aprendemos desde cedo (muitas vezes sem perceber) que só seremos amados se formos “impecáveis”, se não errarmos, se formos limpos, organizadas, eficientes.

O excesso de controle sobre o externo (ambientes, mensagens, objetos) pode ser uma forma inconsciente de lidar com o que parece caótico ou imprevisível por dentro: emoções que não sabemos nomear, medos antigos, culpas, ou até vivências onde fomos expostas ao julgamento ou à vergonha. Assim, o comportamento de "limpar", "alinhar", "corrigir" pode funcionar como uma tentativa de aliviar essa angústia, ainda que temporariamente.

A associação com sentimentos depressivos faz todo sentido nesse contexto: quanto mais tentamos controlar, mais sentimos que nunca é suficiente e isso pode gerar exaustão, culpa e tristeza.

Dificilmente há uma única causa, mas sim uma constelação de vivências, símbolos e padrões que se repetem. A boa notícia é que isso pode ser compreendido, ressignificado e transformado dentro de um espaço terapêutico seguro. O objetivo não é eliminar seu cuidado com os detalhes (isso pode até ser uma qualidade), mas libertar você do sofrimento que isso gera e ajudar a construir um novo jeito de se relacionar consigo mesma. mais leve, mais livre, mais gentil.
O que você descreve é vivido por muitas pessoas e merece ser acolhido com respeito e atenção — sentimentos como angústia diante da desorganização, comportamentos repetitivos de limpeza e autocobrança excessiva podem estar ligados a padrões de pensamento rígidos, medo de julgamento e até tentativas de controlar a ansiedade por meio da organização do ambiente. Ainda que esses comportamentos possam parecer “manias isoladas”, eles muitas vezes estão interligados a aspectos emocionais mais profundos — como o perfeccionismo disfuncional e a insegurança — e podem, sim, se associar a sentimentos de tristeza ou esgotamento. Como psicólogo posso ajudar você a entender o porquê desses padrões, validar suas experiências e trabalhar, de forma ética e baseada em evidências, estratégias para lidar com esse sofrimento com mais leveza, autocompaixão e autonomia. Buscar esse cuidado psicológico não significa que algo está “errado” com você — é justamente um caminho para se conhecer melhor e cuidar de si com mais consciência.
 Rute Rodrigues
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Olá! Teu relato traz a impressão que estás sempre se policiando e espera isso também dos outros. Num estado de hipervigilancia que, apesar de apaziguar tua angústia, te faz sofrer também. Apesar de serem sintomas conhecidos, comumente associados na manifestação, como e porquê acomete cada pessoa tem a ver com sua história de vida, como se vê, como responde ao que esperam dela, enfim, com a singularidade. Portanto o indicado é que tu comece um tratamento para que teus sintomas possam diminuir. A vida tem mais a te oferecer que só ordem e limpeza!
O que você relata são comportamentos e pensamentos que realmente podem estar associados a um quadro específico — muitas vezes relacionado a ansiedade e sintomas obsessivo-compulsivos. A preocupação excessiva com limpeza, organização, medo de contaminação, necessidade de perfeição em pequenos detalhes e a angústia quando “não está como deveria” são características que podem fazer parte do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ou, em alguns casos, de um quadro de ansiedade generalizada com traços perfeccionistas.

Também é bastante comum que esses comportamentos venham acompanhados de sentimentos depressivos, como você percebeu, porque a constante tensão, autocobrança e sensação de fracasso quando as coisas não estão “certas” acabam gerando muita frustração, tristeza e esgotamento emocional.

Não dá para afirmar com certeza que tudo está associado a “uma única coisa” sem uma avaliação profissional, porque cada pessoa tem sua história e seu funcionamento emocional. Pode ser um transtorno específico, mas também pode envolver características de personalidade e outras questões emocionais.

O mais indicado é procurar um psicólogo ou psiquiatra para uma avaliação completa. O tratamento psicológico (e, em alguns casos, associado à medicação) costuma ajudar bastante a reduzir a ansiedade, flexibilizar esses padrões de pensamento e comportamento, e melhorar a qualidade de vida.

Você já deu um passo importante ao perceber e buscar entender o que sente. Não hesite em buscar ajuda!
 Henrique José Almeida
Psicólogo
Belo Horizonte
Olá! A forma como você descreve seus comportamentos sugere um padrão bastante marcado de perfeccionismo, controle e rigidez ligados à limpeza e organização — o que pode estar relacionado a traços obsessivo-compulsivos. Esses comportamentos não surgem “do nada”; geralmente, estão conectados a uma necessidade interna de segurança, controle e alívio da ansiedade. Quando o ambiente está “em ordem”, pode parecer que, por um momento, o mundo interno também está mais seguro e previsível.

O fato de essas atitudes virem acompanhadas de sentimentos depressivos, como angústia ou culpa, também é importante. Isso indica que o esforço para manter tudo perfeito talvez esteja gerando sofrimento, em vez de alívio duradouro.

É possível que esses comportamentos estejam associados a transtornos como o TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), mas também podem ser parte de um conjunto de traços de personalidade com um nível mais elevado de exigência e autocobrança.

Mais do que buscar um rótulo, o importante é perceber o quanto essas condutas interferem na sua qualidade de vida, nas relações e no bem-estar emocional. A terapia pode ajudar muito a entender a origem desses padrões, lidar com as angústias envolvidas e flexibilizar essas exigências internas, construindo uma relação mais leve com você mesma e com o mundo à sua volta.

Se você desejar, posso te acompanhar nesse processo de autoconhecimento e cuidado.
Olá! Pelo que você descreveu, seus comportamentos de limpeza excessiva, organização rígida e perfeccionismo, acompanhados de medo de contaminação e angústia quando algo está fora do lugar, podem estar relacionados a um transtorno conhecido como Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

No TOC, a pessoa experimenta obsessões (pensamentos, medos ou imagens repetitivas e intrusivas, como medo de sujeira ou contaminação) que geram ansiedade, e para aliviar essa angústia, realiza compulsões (ações repetitivas, como limpar várias vezes ou organizar obsessivamente).

Além disso, é comum que esses sintomas estejam associados a sentimentos depressivos, já que a ansiedade constante e o esforço para controlar essas obsessões podem afetar muito o bem-estar emocional.

É importante buscar uma avaliação com um psicólogo ou psiquiatra para confirmar o diagnóstico e iniciar um tratamento adequado, que pode incluir terapia cognitivo-comportamental (TCC) e, em alguns casos, medicação.

Sou especialista nessa área e ficarei feliz em atendê-la para ajudar você a entender melhor esses sintomas e encontrar estratégias para lidar com eles.
 Germaniely Lima
Psicólogo, Psicanalista
Florianópolis
Olá, pelo seu relato você deve estar sofrendo de transtorno obsessivo compulsivo em diversas áreas da sua vida. O que deve ser investigado em um processo terapêutico é o que que está por trás de tanta insistência em tampar buracos que é a busca pela perfeição E com isso ocasionando sofrimento já que a perfeição nunca é alcançada. O indicado é que procure ajuda terapêutica para tratar desses sintomas. Me Coloco à disposição!
Olá! Olá! Pelo que você descreve, esses comportamentos parecem estar relacionados a um padrão de pensamentos rígidos e autocríticos, comuns em traços de perfeccionismo e alta autocobrança. Na TCC, o foco não é apenas no comportamento (limpeza, organização, correções), mas principalmente nos pensamentos automáticos que surgem, como a necessidade de fazer tudo “do jeito certo”, o medo de julgamento e a ideia de que errar ou desorganizar algo significa falha pessoal. Esses padrões costumam gerar ansiedade e angústia, e quando a pessoa se sente constantemente pressionada a manter controle e perfeição, pode surgir também cansaço emocional e sintomas depressivos. Portanto, não se trata de uma única coisa isolada, mas de um conjunto de pensamentos, emoções e comportamentos que se reforçam mutuamente. Sugiro que procure um psicólogo para que juntos possam avaliar e atuar nessas questões, proporcionando melhoria em sua qualidade de vida e bem-estar.

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