Pedras nos rins (cólica renal) - Informações, especialistas e perguntas frequentes

O que são pedras nos rins?

Pedras ou cálculos renais são o resultado de precipitação de qualquer uma das várias substâncias que são eliminadas pelos rins na urina. Substâncias como o cascalho precipitado  acabam formando pedras. Os mais comuns são aqueles formados por sais de cálcio como oxalato de cálcio (70%) e fosfato de cálcio, ácido úrico (12%), cistina (2%) e estruvita (fonte de infecção).

O pico de incidência desta doença está entre as terceira e quinta décadas de vida, e na maioria das vezes afeta os homens (2-3/1), embora em crianças a incidência é semelhante em ambos os sexos.

Quais são os sintomas de pedras nos rins?

Os cálculos do sistema urinário se manifestam de várias maneiras dependendo de sua origem, tamanho e localização, e  na maioria das vezes cólicas  ocorrem quando a pedra provoca uma obstrução à passagem de urina em qualquer parte do ureter. Isso faz uma sobrepressão e distensão do trato urinário e  assim, causa dor grave.

Cólica renal é uma dor de início súbito que está localizado na região lombar do lado afetado, e pode irradiar para o abdômen, virilha e testículo ou vulva. Pode ser acompanhada de sudorese, palidez, náuseas e vômitos. Se você estiver perto da bexiga, o paciente pode ter um desejo constante de urinar e coceira intensa.

Outros problemas que podem causar a produção de pedras são a hematúria e infecção da urina.

Um aspecto importante que deve ser levado em consideração é o tamanho da pedra, normalmente apenas os menores (com menos de 1 polegada) podem passar para o ureter e causam cólicas. As pedras maiores podem continuar a crescer  se não for tratada a função renal se seriamente comprometida.

O que deve ser feito com uma cólica renal?

Se você tiver uma cólica renal, você tem que ir ao médico (muitas vezes uma questão de urgência, dada a intensidade da dor), de modo que, inicialmente, ele trata a dor, que muitas vezes requer medicação intravenosa ou intramuscular,  em um ambulatório ou hospital. Se o cálculo for menor que uma polegada, geralmente pode ser expulso sem dificuldade, embora o processo possa demorar vários dias. Quando a pedra dá acesso ao ureter e da bexiga, ocorre a cessação da dor e ela será excluído com a micção.

Que testes são realizados?

Geralmente na forma inicial, exames de sangue e urina, especialmente para avaliar a função renal e excluir infecção do trato urinário. Além disso, serão praticados radiografia simples (sem contraste) para avaliar o tamanho e a posição do cálculo (exceto para os casos onde a pedra é apenas o ácido úrico, as pedras de ácido úrico não são visíveis na radiografia).

Ultra-som nos dá informações sobre a posição das pedras, em muitos casos e, sobretudo, o grau de obstrução que tem o rim afetado. Se o tratamento for necessário, será aconselhável obter uma radiografia com contraste para avaliar mais detalhadamente a posição e o tamanho da pedra e seu impacto funcional. Alguns centros realizam uma varredura nestes casos, mas acrescenta logo que o processo não fornece qualquer informação adicionada ao teste anterior.

Devemos ir a um especialista?

É aconselhável visitar o seu urologista, que irá:

  • Verificar a passagem de pedra.
  • Estudar a composição do cálculo, identificar uma doença metabólica que pode causar pedras e tratamentos  que tentam impedir a formação de um novo.
  • No caso em que não tenha sido expulso ou ter um tamanho que impede a sua remoção, é necessário realizar procedimentos que permitem  avaliar o estado das pedras, bem como a estrutura e funcionalidade do trato urinário.

Atualmente a maior parte do tempo se pode quebrar as pedras em pequenos fragmentos (deportável) pelo uso de litotripsia extracorpórea por ondas de choque, embora possa ser necessário o uso de cirurgia endoscópica (através de um tubo inserido no ureter através da uretra ou no rim através da pele) ou cirurgia aberta (que requer incisão). Durante este processo podem ser  necessários usar dispositivos como cateteres (tubos de plástico colocado dentro do ureter) ou tubo de nefrostomia (hospedado pela pele da parte interna traseira da pelve renal) para aliviar a obstrução que possam existir em os rins afetados.

Que é litotripsia?

Litotripsia é uma técnica não invasiva que é a fragmentação do cálculo, gerando ondas de choque. O número de ondas e intensidade delas, depende da posição do cálculo, seu tamanho e dureza do mesmo. A litotripsia requer apenas uma pequena sedação. Na maioria dos casos, é realizado em internamento hospitalar por algumas horas para monitorar a ocorrência de complicações, embora em alguns casos pode ser realizado mesmo em regime de ambulatório (sem renda).

Especialistas em pedras nos rins (cólica renal)

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Perguntas sobre Pedras nos rins (cólica renal)

Nossos especialistas responderam a 83 perguntas sobre Pedras nos rins (cólica renal)

Dr. Victor Hugo Senra Victor
Dr. Victor Hugo Senra Victor
Urologista
Rio de Janeiro
Não, problema nenhum. O mais importante é beber muita água e evitar dieta rica em proteínas e suplementos ricos em proteínas.
1 respostas

Boa Noite! As vezes, a pedra pode ter provocado um processo inflamatório e provocar um inchaço no rim. Recomendo realizar algum exame de controle. Agende uma consulta com algum profissional.…
1 respostas

Olá, qualquer cálculo acima de 6mm tem risco de ficar “encravado” no ureter e ter necessidade de cirurgia de urgência. Agende uma consulta com o urologista para saber mais
1 respostas

Especialistas falam sobre Pedras nos rins (cólica renal)

A cólica renal é considerada um quadro de dor aguda dos mais fortes que se tem relato. É causada pela movimentação do cálculo ( pedra ) dentro do sistema urinário ( rins, ureter, bexiga ou uretra ). Independe do tamanho da pedra, e por isso que mesmo pedras pequenas podem causar Muita dor! A primeira conduta, é eliminar a dor com medicações orais e injetaveis, e segundo determinar a localização do cálculo, e em terceiro eliminar o cálculo. Atualmente dispomos de aparelhos endoscópicos flexíveis e bastante finos, que permitem entrarmos dentro dos rins, e pulverizar os calculos com ou uso de aparelhos de laser. Alta hospitalar geralmente apos 4 horas do procedimento, sem cortes.

As pedras nos rins se formam devido à agregação de cristais de algumas substâncias excretadas na urina, tais como oxalato, cálcio, fosfato e ácido úrico. A incidência de cálculo renal na população é por volta de 10%. Para formar uma pedra no rim é preciso uma composição entre fatores ambientais e genética. O tratamento depende do tamanho e da localização do cálculo. Os cálculos pequenos normalmente são tratados clinicamente, ou seja, sem a necessidade de cirurgia. Os maiores vão necessitar de algum procedimento, a maioria deles endoscópicos e minimamente invasivos, ou seja sem cortes. Quando o cálculo é de ácido úrico, existe a possibilidade de dissolve-lo usando medicação.

A Cólica Renal é uma das situações clínicas mais desesperadoras e angustiantes para seu portador. Consiste geralmente na pior experiência dolorosa do indivíduo e umas das causas mais comuns às visitas aos Pronto-Socorros. Os já acometidos ficam apavorados só de escutar esta palavra e recordar sua experiência. Atualmente existe uma série de tratamentos com a mínima agressão cirúrgica. Muitas técnicas utilizam as próprias vias naturais do sistema urinário para o acesso aos cálculos (cirurgias sem corte). É fundamental a avaliação pelo Urologista para o diagnóstico preciso, tratamento adequado e principalmente investigação para inibirmos a formação de novos cálculos.

O Cálculo Renal é uma doença muito comum. Estudos têm demonstrado que 15% dos indivíduos formarão pedras nos rins em algum momento de suas vidas. Considerando que 30% desses pacientes serão hospitalizados e submetidos a alguma intervenção (fragmentação endoscópica, por exemplo) associada à redução da produtividade, pode-se avaliar o grande impacto social e econômico dessa doença. O objetivo do tratamento do cálculo renal é a total eliminação ou a retirada de cálculos e fragmentos com a menor morbidade ao paciente.O índice livre de cálculo após procedimentos endoscópicos (ureterolitotripsia rígida ou flexível) varia de 85 a 100%.

A dor é causada pela distensão do rim devido retenção de urina secundária ao entupimento do ureter por um cálculo. Quem já teve uma cólica sabe que se trata de uma dor intensa, nas costas, que pode estar associada a náuseas e vômitos e sensação de desmaio. A dor pode irradiar para região anterior da barriga e genitais. Analgésicos comuns podem ajudar pouco, sendo muitas vezes necessária medicação venosa em hospitais. Compressas de água morna na região da dor podem oferecer algum conforto. Caso isso aconteça com você, pode procurar o serviço de pronto atendimento do Hospital Lifecenter que a equipe de urologia de plantão fará o atendimento necessário e ficarei feliz em acompanhar seu caso.

A famosa cólica renal é caracterizada por dor lombar intensa, de início súbito, geralmente descrita pelos pacientes como a "pior dor da vida", podendo estar associada a náuseas, vômitos e palidez cutânea. É provocada na grande maioria dos casos pela migração de um cálculo do rim para a bexiga. Ao obstruir parcialmente o fluxo de urina do rim para a bexiga, o cálculo provoca dilatação do sistema urinário, consequentemente provocando dor. As chances de eliminação espontânea variam dependendo do tamanho do cálculo, posição em que ficou impactado e características próprias do paciente. O melhor exame para diagnóstico adequado é a tomografia de abdome. Alguns casos necessitam cirurgia.

Quem já teve nunca esquece! Dor súbita, de forte intensidade e de difícil controle, às vezes associado a enjôos e vômitos e sangue na urina, necessitando na maioria dos casos de atendimento em Pronto Socorro para o alívio da dor. Muitas vezes, indica-se a internação para controle dos sintomas ou até mesmo procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos em casos selecionados. Tenha um Urologista que possa lhe dar atenção nesses momentos inesperados.

Pedras nos rins (cálculos renais) é um problema de saúde muito frequente que pode levar a crises de dor intensa e, se não tratado, até mesmo a falência do rim. Em alguns casos pode ser necessário tratamento cirúrgico, que realizamos completamente a laser, na maioria das vezes sem nenhum tipo de corte e com grande taxa de sucesso. Importante passar por uma avaliação inicial para definir qual melhor opção de tratamento para cada paciente.

Ramatis Castro Souza

Urologista

Governador Valadares

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Medidas dietéticas que ajudam a diminuir a formação dos cálculos renais. 1. Aumentar a ingestão de líquidos : 2 litros em dias normais e 3 litros em dias quentes ( pode ser água, sucos ou chá de ervas ou de frutas ) .. 2. Tomar limonada 120ml ao longo do dia. 3. Diminuir a ingesta a alimentos ricos em oxalato ( espinafre, chá verde e preto,amêndoas, amendoim, chocolate e bebidas achocolatadas. 4. Aumentar a ingesta de alimentos ricos em fibras. 5. Diminuir o consumo de sal de cozinha . 6. Evitar o consumo excessivo de alimentos a base de proteínas( miudo e carne vermelha, frutos do mar,,aspargo.enlatados).

A cólica nefrética é uma das piores dores que o ser humano pode sentir. Além da dor na altura dos rins que pode se irradiar para os órgãos genitais também podemos citar outros sinais e sintomas: náuseas e vômitos, hematúria (sangramento ao urinar), ardência ao urinar. A dor da cólica nefrética geralmente requer uso de medicamentos endovenosos para aliviar a dor e é decorrente na maioria das vezes da impactação de cálculos (pedras) no ureter (canal que une o rim à bexiga). Dependendo do tamanho e localização o tratamento endoscópico consiste numa das melhores opções terapêuticas visto se tratar de um procedimento minimamente invasivo, com alta precoce e resolução na maioria dos casos.

Eudes Pinheiro

Urologista

Fortaleza


A cólica renal acontece durante a passagem de um cálculo (pedra) através do ureter. Essa passagem do cálculo dificulta a drenagem de urina do rim para a bexiga o que determina a dor intensa nas costas que pode irradiar para a virilha. O tratamento da cólica renal envolve a utilização de medicamentos e o tratamento cirúrgico para os casos em que as medicações não conseguem ser suficientes ou em que há sinais de complicações, como febre/ infecção. Atualmente, dispomos de aparelhos que permitem a pulverização do cálculo com laser, o que diminui o tempo de internação e riscos de complicações. Somos especialistas no tratamento de cálculos renais em Brasília e atendemos nos principais hospitais.

O tratamento consiste em quebra e retirada de pedras de qualquer parte das vias urinárias. Hoje existem tratamentos endoscópicos, que são realizados por aparelhos com câmeras pequenas que possibilitam quebrar as pedras com laser e retirá-las, sem que seja necessário cortes no paciente. O procedimento é realizado no centro cirúrgico com anestesia. Cada paciente apresenta pedra no rins de um jeito, são vários tamanhos e quantidade de pedras, localização variada, além de que cada paciente pode apresentar uma anatomia diferente das vias urinárias. Sendo assim agende uma consulta e discuta com seu médico qual a melhor opção para o seu caso.

O cálculo renal, mais conhecido omo pedra nos rins, é a formação de cristais na urina quando a concentração de determinadas substancias ultrapassam o ponto de solubilidade. Sua prevalência ao longo da vida é de aproximadamente 10 a 15% e fatores como idade, sexo, raça e antecedentes familiares interferem diretamente na incidência da doença. Geralmente, formam-se devido à baixa ingestão de água, uma dieta rica em sódio e outros descuidos com a saúde.

A cólica renal caracteriza-se a um episódio de dor súbita e de forte intensidade inicialmente localizada em região lombar unilateral, irradiando para região da virilha e até mesmo nos órgão genitais, associada ou não à enjôo e dor para urinar. Esses quadros são causados principalmente por cálculos renais (pedra nos rins) quando obstruem o fluxo de urina dos rins para a bexiga e assim podendo ocasionar a hidronefrose (inchaço dos rins). Os cálculos grandes podem obstruir o ureter proximal ao rim e os pequenos próximo a bexiga e assim ser instituída a melhor forma de tratamento. Por isso não deixe de beber bastante água e diminuir sal na alimentação para evitar-los.

A litíase urinária ocorre no mundo todo, com risco durante a vida de 12% em homens e 6% em mulheres. A pedra é apenas a manifestação final de uma doença e assim, o urologista não pode se contentar em apenas remover a pedra. É necessário investigar os motivos da formação da pedra para evitar que o problema se repita. O paciente adulto que formou cálculo de cálcio pela primeira vez, sem história familiar ou história de alteração metabólica tem 50% de chance de formar outro cálculo em 5 a 10 anos. A avaliação metabólica tem 75% de chance de diagnosticar a causa da formação do cálculo urinário e possibilita o tratamento específico, com maior chance de sucesso.

Os cálculos (pedras) urinários são formados devido a um defeito no equilíbrio da nossa urina. Ao serem formados, podem os cálculos ficarem no rim causando pouca ou nenhuma dor; migrarem para o ureter (canal que liga o rim até a bexiga) causando dor lombar, vômitos e, por vezes, febre; ficarem na bexiga causando irritação e ardência para urinar; ou serem expelidos sem dor na urina. Nem sempre a intervenção cirúrgica é indicada, e cada caso deve ser avaliado individualmente.

A presença de cálculo no trato urinário, chamada de urolitíase, possui alta prevalência, o que a torna uma das principais doenças na Urologia. Sua incidência pode chegar até 20% em alguns países, apresentando grandes variações conforme fatores geográficos, climáticos, étnicos, alimentares e genéticos. Além dessa alta prevalência, a taxa de recidiva pode chegar a 50%. Portanto os fatores envolvidos são de fundamental avaliação, visto que podemos tentar reduzir esse risco de desenvolvimento e recidiva.

Quais profissionais tratam Pedras nos rins (cólica renal)?


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