Doenças mamárias - Informações, especialistas e perguntas frequentes

As doenças mais comuns da região mamária são:

Afecção funcional benigna das mamas (AFBM)

Costumava ter o nome de Displasia Mamária. Não tem causa definida. Apresenta sintomas como dor, intumescimento e o aparecimento de vários caroços nos seios. Pode ser detectada através de um exame clínico comum dispensando a realização de exames laboratoriais ou de imagens. Aparece na maioria das vezes em mulheres jovens. Pode ser tratada com medicamentos, mas nem sempre isso é necessário. A condição normalmente desaparece após o período menstrual.

Câncer de mama

Surgimento de tumores no seio. Pode ser diagnosticado com exame clínico, mas necessita de confirmação através de exames de imagem (mamografia, ultrassonografia, ressonância magnética, entre outros). Com o diagnóstico confirmado, deve ser feita uma biópsia para retirada do tecido. Ele será analisado por um patologista que dirá se o tumor é benigno ou maligno. Em caso de câncer, a mastectomia é necessária. Pode ser seguida de radioterapia ou quimioterapia.

Doença de Paget

Um tumor que atinge a aréola ou o mamilo (ou até os dois juntos). A lesão mais característica é uma crosta desenvolvida na região. A pela fica mais espessa, áspera e enrugada. Pode gerar uma úlcera ou até mesmo sangramento. Todavia, dor, ardência e coceira são os sintomas mais comuns. Além do diagnóstico clínico é necessária a realização de exame de imagem (ultrassonografia ou ressonância magnética) e biópsia podendo até ser feita a retirada total da lesão. A condição é frequentemente associada ao câncer. Quando há a confirmação desse diagnóstico, o tratamento é a cirurgia. Antigamente a mastectomia (extração da mama atingida) era a única opção indicada seguida por radioterapia. Hoje, de acordo com as condições da paciente, é possível fazer a retirada apenas da região afetada sem a remoção do seio.

Ectasia ductal

Comum em mulheres com idade igual ou superior a 40 anos. É uma infecção nos ductos mamários que provoca dor e secreção mamilar. Na maioria dos casos a secreção é escura. A causa é desconhecida, mas é frequentemente confundida com câncer. Sua detecção é feita através de exame clínico comum. Exames de imagem podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico. O tratamento é feito com medicamentos.

Outras

Há ainda o aparecimento de cistos na região mamária. Eles não podem ser caracterizados como uma doença nem aumentam o risco de desenvolvimento de câncer ou qualquer outra patologia. A dor mamária é outro sintoma derivado das variações hormonais. Também pode surgir devido a traumatismos, inflamações, obesidade, entre outros. Assim como o cisto, também não é considerada doença. O diagnóstico pode ser feito através do exame clínico e contar com auxílio de exames laboratoriais e de imagem. Há possibilidade do uso de medicamentos no tratamento.

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Perguntas sobre Doenças mamárias

Nossos especialistas responderam a 136 perguntas sobre Doenças mamárias

Olá, os linfonodos axilares podem aparecer no USG de mamas sim, mas pode ficar tranquila que não é uma alteração grave! Pelo que você descreve eles tem o aspecto habitual, o que quer dizer que…
2 respostas


Olá, a mama acessória pode ser bem dolorosa principalmente com as mudanças hormonais do ciclo menstrual. Se a dor é muito intensa, seria importante a consulta especialista para uma avaliação…
1 respostas


Olá boa noite. Muito cuidado ao apertar o seu seio. Não cultue o hábito de apertar ou manipular com frequência pois pode estimular a saída de um conteúdo liquido presente dentro dos ductos mamários,…
2 respostas

Especialistas falam sobre Doenças Mamárias

Colocação de prótese de mama redonda, cônica ou natural. Perfil baixo, médio, alto ou superalto. Próteses lisas, texturizadas ou revestidas de poliuretano. Incisão axilar, areolar ou inframamária.

Ricardo Alexandre Silveira

Cirurgião plástico, Cirurgião geral

Ribeirão Preto


As alterações de forma e tamanho da mama são muito comuns nas mulheres, principalmente após a gestação e amamentação. Os níveis de queda (ptose) das mamas podem variar muito, podendo ter variações na própria paciente devido escolha do lactente. Em níveis discretos de ptpse podem muitas vezes ser corrigidos apenas com o implante de próteses, sem necessitar de retirada de pele. Em níveis moderados a importantes de ptose é recomendada a retirada de pele, pois a simples inclusão de prótese geralmente ocasiona a queda precoce da mama. A opção da técnica é feita sempre junto ao paciente, levando em conta características físicas e os desejos pessoais de cada mulher.

Leonardo Caetano

Cirurgião plástico

São Paulo


As estratégias para a detecção precoce do câncer de mama são o diagnóstico precoce e o rastreamento. A orientação é que a mulher realize o autoexame das mamas sempre que se sentir confortável para tal (seja no banho ou em outra situação do cotidiano). A Organização Mundial da Saúde define o rastreamento do câncer de mama para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos como prioritário. A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda o rastreamento com a mamografia bilateral a partir dos 40 anos. A mamografia é extremamente importante para detectar a presença da doença em seu estágio inicial, quando a chance de cura chega a ser de 95% e o tratamento é mais simples.

Norma Luiza Machado Silveira

Ginecologista, Mastologista

Rio de Janeiro


Entendemos que uma consulta médica deve ser encarada como um verdadeiro encontro entre pessoas. Neste caso, uma das pessoas é um paciente com suas dúvidas e inseguranças pelo problema apresentado. Ouvir e entender de fato, cada problema que um paciente traz ao médico, é a chave para ajudá-lo na solução. Por isso consideramos que, a avaliação das queixas do paciente desde seu início, do histórico pessoal e familiar, dos exames já realizados, complementado por um exame clínico completo é fundamental para se alcançar bons resultados no cuidado dispensado à cada paciente.

As mamas são parte importante do ser mulher, e seu cuidado é fundamental para a sua saúde como um todo.

Kelma Assis Sandes Lima

Mastologista

Salvador

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