Perguntas do paciente (153)

  • Minha namorada pediu tempo, o que me levou a uma crise de ansiedade muito forte, na qual ela não me

    Minha namorada pediu tempo, o que me levou a uma crise de ansiedade muito forte, na qual ela não me deu nenhum suporte ( nem perguntar se estava bem me perguntava, até nas crises na empresa não veio me dar suporte). Resolvemos terminar, mas trabalhamos juntos. Assim que terminamos ela chegou no local de trabalho toda risonha e quando via que eu estava perto começava a conversar com outras funcionárias e rir, para me deixar mal, visto a minha fragilidade emocional no momento, ninguém na empresa sabe do nosso relacionamento. E contou para outra pessoa que não gostou de me ver sorrindo nas fotos com enfeites de Natal no shopping que fui. Ela agora veio com história de ser minha amiga, eu disse que não quero, visto que ela falhou como amiga também: não dando nenhum apoio em meio as crises e ela mais tarde revelou que o tempo que ela pediu sempre foi com a intenção de dizer não no fim, brincado esse tempo todo com os meus sentimentos e mentindo que ainda me amava. Me levando a uma crise de ansiedade, perda de peso e insônia. Agi certo? Seria um relacionamento tóxico o que vivi? Qual a intenção dela em querer minha amizade, seria para tentar amenizar a culpa dela ou uma forma de me prender ainda a ela?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    É compreensível que você se questione se viveu algo 'tóxico'. O que você descreve — a falta de empatia durante suas crises e o comportamento dela no trabalho — indica uma dinâmica de desamparo que justifica sua forte crise de ansiedade.

    Muitas vezes, o desejo de manter a amizade após um término confuso serve mais para quem termina do que para quem foi deixado. Aceitar um contato que te faz mal apenas para 'parecer bem' só prolonga o sofrimento. O fato de trabalharem juntos já é um desafio por si só; por isso, manter o contato apenas no nível profissional é a estratégia mais saudável no momento. Recomendo que busque acompanhamento para tratar esses sintomas físicos de ansiedade e fortalecer sua autoestima após esse processo de desvalorização.


  • Sou casada a 8 anos e venho pensando mto e observando meu casamento , chego a pensar que meu marido

    Sou casada a 8 anos e venho pensando mto e observando meu casamento , chego a pensar que meu marido tem um pouco de possessividade .
    Ele é tímido ,tem vergonha de me elogiar , é mto nervoso ao ponto de eu ficar com medo de perguntar algo pra ele ou fazer algo que ele não goste , estes 8 anos ele nunca me levou pra passear ir para uma praia e olha que tem dinheiro , a desculpa dele é que ele tem q quitar as dividas para poder fazer alguma coisa legal , minhas irmãs e minha mãe são uma inimigas ,ontem fui falar pra ele que eu ia na casa da minha irmã ele levantou a voz e quis ser mto agressivo , penso em separar mas ele disse que vai melhorar e procurar ajuda psicológica.
    Eu não sei esse tipo de amor dele se ama ou não , ele está bem e do nada me responde rude e nervoso e difícil escrever uma 8 anos mas resumindo ,não sei se devo largar dele .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá. Sinto muito que você esteja passando por isso. O seu relato traz pontos que merecem muita atenção, especialmente quando você menciona que sente medo de perguntar algo ou de agir. Em um relacionamento saudável, o respeito e a segurança devem ser a base, e o medo não deve ocupar esse espaço.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos para que você consiga identificar esses padrões de comportamento e entender o impacto deles na sua saúde mental e na sua identidade. É fundamental que você tenha um espaço seguro — a psicoterapia — para avaliar se essa promessa de mudança dele é genuína e, principalmente, para você fortalecer sua autonomia e rede de apoio. Você não precisa decidir tudo agora, mas buscar ajuda profissional ajudará você a enxergar a situação com mais clareza e segurança.


  • Estou vivendo uma fixação emocional intensa após uma relação breve e confusa. Isso mexeu numa ferida

    Estou vivendo uma fixação emocional intensa após uma relação breve e confusa. Isso mexeu numa ferida muito antiga de dignidade e apego, ligada à minha mãe e não consigo sair disso sozinha. Quero trabalhar questões relacionadas ao apego, ferida materna, lutos prolongados e outros problemas profundos. Qual o melhor tipo de terapia para estes enfoques? Estou perdida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    É muito comum que relações breves e confusas funcionem como 'gatilhos' para feridas de dignidade e abandono que carregamos de nossa história familiar.

    Para o que você descreve — apego, ferida materna e lutos prolongados — as abordagens que olham para o processamento emocional e padrões de comportamento são as mais indicadas. A TCC ajuda a lidar com a fixação e a ansiedade do presente, enquanto abordagens focadas no apego ajudam a ressignificar a relação com a figura materna. O mais importante não é apenas a 'linha' da psicologia, mas encontrar um profissional com quem você se sinta segura para revisitar essas feridas. Você não precisa estar perdida; há caminhos estruturados para tratar exatamente esses pontos.


  • Meu esposo parece está com bloqueio emocional ele vem ficando estranho por um tempo tendo altos e ba

    Meu esposo parece está com bloqueio emocional ele vem ficando estranho por um tempo tendo altos e baixos agora ele pediu um tempo ele chora bastante,fala q dói por está fazendo isso ,parece está confuso ,todos os domingos ele fica comigo a gente namora temos uma ótima conexão quando volta pra casa da mãe no dia seguinte ele já fica distante,agora ele fala q fica lembrando de coisas q aconteceu no casamento q não resolvemos e está ferindo ele aí começa a falar só as feridas q eu fiz as q ele fez ele nem comenta .agora está se sentindo mal por agente fazer sexo aos domingos e ele está achando q está me usando.de uma certa forma eu sei q é errado a gente fazer isso .mas ele falou tbm q não tem vontade de voltar a dormir em casa que está quase sem vontade de voltar , mas sempre chora quando vai se abrir com alguém.então eu acho q ele deve está com esse bloqueio.oq podemos fazer para resolver outra coisa falei pra ele procurar ajuda profissional ele fala q não confia nesses profissionais

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá. Sinto muito que vocês estejam passando por esse momento de tanta angústia e instabilidade. Pelo seu relato, parece que o casal está vivendo um ciclo de ambivalência afetiva: existe o vínculo e o carinho (que aparecem aos domingos), mas também existem mágoas passadas não elaboradas que "ativam" a defesa dele quando ele se afasta.

    Quando ele diz que "não confia em profissionais", muitas vezes é o medo de mexer nessas feridas que fala mais alto. O comportamento dele de chorar, se culpar e oscilar indica que ele não está sabendo lidar com as emoções sozinho.

    O que pode ser feito?

    Quebrar o ciclo: Manter a intimidade aos domingos sem resolver os problemas da semana pode estar gerando mais culpa do que solução, mantendo vocês nesse "limbo".

    Terapia para você: Já que ele resiste à ajuda, o ideal é que você inicie um processo terapêutico. Isso te ajudará a estabelecer limites saudáveis, entender até onde você pode ir para "salvar" a relação e como lidar com essa instabilidade dele sem adoecer junto. Muitas vezes, quando um muda a postura, todo o sistema do casal se movimenta. Estou à disposição.


  • Já tiveram vontade de terminar o relacionamento,esses pensamentos constante, não tomam a decisão, e

    Já tiveram vontade de terminar o relacionamento,esses pensamentos constante, não tomam a decisão, e continuam a relação... E deu tudo certo. detalhe gosto muito da minha namorada, temos 3 anos, mas não consegui criar aquele amor ainda. estamos construindo uma casa e pensando em casar, por um lado confio nela, e essa mulher(22anos) faz tudo por mim e eu(27anos) por ela(sabe quando uma pessoa e muito boa falo de caráter, índole, faz tudo para te agradar, soma em tudo, quer um futuro, filho e fiel, você não consegue retribuir ou sentir aquele sentimento).
    Afinal o amor vem com o tempo ou ele já vem de primeira?
    Não quero ser aquele que terminar por nenhum motivo e perde uma pessoa por um pensamento de momento, afinal acredito que seja só um pensamento bobo e que no final tudo vai ficar bem, o que você me orientam voz da experiência.
    Independente vou tentar até onde for possível, só não quero ter esses pensamentos constantes e chatos.

    Detalhe somos cristãos, louvamos juntos, ultimamente quando tenho esses pensamentos procuro orar e pedir orientação a Deus e pedir para ele me acalmar diante desses tipos de pensamentos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá! É muito importante você trazer essa questão. Na psicologia, diferenciamos muito a "paixão" (que é química, intensa e passageira) do "amor" (que é construção, escolha e comportamento).

    Pelo seu relato, parece haver uma idealização do que você deveria estar sentindo. Muitas vezes, a ansiedade de "precisar sentir algo forte" acaba gerando um bloqueio emocional. É como tentar dormir à força: quanto mais você se força, menos consegue.

    Esses "pensamentos constantes e chatos" que você descreve podem ser o que chamamos de pensamentos intrusivos. Eles geram dúvida e angústia, e não necessariamente refletem a verdade do seu coração, mas sim o seu nível de ansiedade diante do compromisso (construção da casa, casamento).

    A terapia seria fundamental para você diferenciar o que é uma incompatibilidade real do que é apenas a ansiedade sabotando sua capacidade de se conectar. A oração te acalma espiritualmente, mas a terapia te dará ferramentas mentais para lidar com esses pensamentos obsessivos.


  • Ola boa tarde, estou passando por uma crise no casamento minha esposa deixou de me amar a mais ou me

    Ola boa tarde, estou passando por uma crise no casamento minha esposa deixou de me amar a mais ou menos 6 meses, quando nossa relação começou a esfriar, ela se distanciou e e começou a me evitar, ficando mais fria e a o mesmo tempo mais estressada, temos 16 anos de casdos e uma filha de 15 anos e outra de 7 anos. A amo muito sempre fui bom marido, bom pai, sem vicios de alcool, fumo, jogos, etc, sempre caseiro e a ajudava com tudo em casa dese limpeza ate cozinhar. Sempre passamos por alguns perrengues de contas o que nois limitava a passeios caros, mas eramos felizes e uma familia muito unida. Ao longo deste periodo ela teve algumas crises de ansiedade mas estive ao lado dela sempre.
    Este ano passei por algumas dificuldades no trabalho e nao conseguia de imediato perceber o distanciamento dela, mas quando percebi ja era tarde demais. ela ao mesmo tempo começou a cuidar mais da aparencia, emagreceu e ficou muito mais bonita, fez tatuagens e mais ativa nas redes sociais. e nos ultios meses quando comecei a conversar melhor sobre isso ela pediu um tempo, depois a separação. Consegui de forma paliativa a convencer a voltar mas ela me trata com indiferença e estou cansado de lutar sopzinho, nao quero perde-la nem o contato com minhas filhas, mas nao consigo ter uma conversa amigavel com ela pois tudo é resposta seca e curta. O que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá. Sinto muito que você esteja passando por esse momento de tanta dor e incerteza. Pelas suas palavras, fica claro o quanto você valoriza sua família e o esforço que tem feito para manter o casamento de 16 anos de pé.

    Situações como a que você descreveu — onde um dos parceiros passa por uma mudança abrupta de comportamento, busca uma nova identidade visual e se distancia emocionalmente — são complexas e geram um desgaste imenso em quem tenta "lutar sozinho".

    Para te ajudar a dar os próximos passos, gostaria de pontuar alguns caminhos:

    Olhe para si mesmo: Quando focamos toda a nossa energia em tentar "trazer o outro de volta", acabamos nos negligenciando. O fato de ela estar indiferente causa uma ferida na sua autoestima. É fundamental que você busque um espaço de escuta para processar essa rejeição e o medo de perder o convívio com suas filhas.

    A "Luta Sozinho": Um relacionamento é uma construção a dois. Se apenas um lado está investindo, o esgotamento é inevitável. Às vezes, o "espaço" que ela pediu não é apenas físico, mas uma necessidade de processar mudanças internas dela que talvez nem ela saiba explicar agora.

    Comunicação não-violenta: Se as respostas dela são curtas e secas, forçar conversas profundas pode gerar mais afastamento. Tente focar, por enquanto, no diálogo prático sobre a rotina e as filhas, diminuindo a pressão sobre o "nós", para ver se o ambiente se torna menos reativo.

    Busque Ajuda Profissional: * Terapia Individual: Para você fortalecer seu emocional, lidar com a ansiedade e entender quais são os seus limites nessa relação.

    Terapia de Casal: Se ela estiver disposta, seria o espaço ideal para que ambos possam falar honestamente sobre o que mudou nesses últimos 6 meses, mediado por um profissional neutro.

    Não tome decisões definitivas sob o efeito do desespero. O cuidado com sua saúde mental agora é o que garantirá que você seja o melhor pai possível para suas filhas, independentemente do desfecho do casamento.

    Espero que você encontre serenidade para atravessar esse período.


  • Por onde é possível começar a perder o medo com mulheres após anos de depressão grave e isolamento

    Por onde é possível começar a perder o medo com mulheres após anos de depressão grave e isolamento (ansiedade social)?

    Contexto: Minha depressão começou no Ensino Médio. Terminei, fiquei quatro anos definhando, e então foi dado início ao tratamento (oito anos ao todo). Veio a pandemia, mais de um ano de lockdown, e então passei a ter uma grande melhora. Minha depressão entrou em remissão tem um ano, minha ansiedade social está controlada em boa parte. Faço acompanhamento com psiquiatra e psicóloga.
    Estou recomeçando a minha vida do zero após anos e anos de isolamento. Já aprendi dois idiomas, comecei a sair mais e sozinho, voltei a ter minha autonomia, cuidado comigo, faço academia, yoga, me matei de estudar pra entrar num curso muito concorrido na federal, voltei a sair com meus amigos e até fiz novas amizades e é isso. Acontece que quanto mais eu vou melhorando, maior a minha solidão vai ficando. O meu anseio por contato humano, desejo e a libido acabam ficando muito altos. Eu não quero pagar por profissional (não sou virgem), pois eu necessito de conexão. Sou introvertido.

    Agora para a questão da pergunta: Eu estou voltando a desenvolver minhas habilidades sociais. Consigo falar com mulheres normalmente quando não envolve atração física/sexual. Como esse desejo somado a solidão tem aumentado muito, abordei minha psicóloga para ver se há maneira de eu começar a me expor de forma gradual ou de contornar isso. Não tive êxito. Meu tratamento é pelo SUS. Então comecei a puxar assunto pelo instagram e whatsapp para ir me expondo. Só que esses dias tive uma crise de pânico após estar rodeado de mulheres na mesa em um pub. Consegui contornar a crise, mas percebi que eu ainda não consigo flertar pessoalmente ou ter um date ou qualquer coisa do tipo e eu quero muito melhorar isso, pois minha mente e meu corpo estão clamando por isso, mas a minha ansiedade social nesse quesito está me bloqueando.

    Não sei qual profissional procurar ou então qual outra forma de abordar esse assunto com a minha psicóloga para que eu possa ter o acompanhamento dela, de uma profissional da saúde. Só sei que isso está acabando comigo. É algo muito novo pra mim, pois passei boa parte da minha vida sem desejo algum.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá. Primeiramente, parabéns pela sua trajetória. Sair de um quadro de 8 anos de depressão e isolamento para conquistar autonomia, entrar em uma universidade federal e cuidar da saúde física é uma vitória imensa e mostra o quanto você é capaz de superar desafios.

    O que você está sentindo agora é o que chamamos de Ansiedade Social Específica. É muito comum que, mesmo após a remissão da depressão, restem "ilhas" de ansiedade em áreas que não foram praticadas. Você "destravou" a área acadêmica e de amizades, mas a área afetivo-sexual requer um conjunto de habilidades diferente, envolvendo vulnerabilidade e risco de rejeição.

    Sobre sua pergunta de "por onde começar":

    Ajuste a Gradualidade (Hierarquia de Exposição): Você mencionou que teve uma crise em um pub rodeado de mulheres. Na TCC, isso seria um passo muito avançado. O segredo é a exposição gradual. Se conversar com amigas sem interesse é 'Nível 1' e o Pub é 'Nível 10', você precisa treinar os níveis 2, 3 e 4. Exemplo: manter contato visual com alguém que te atrai por alguns segundos e sorrir, sem a obrigação de conversar. Depois, perguntar uma informação simples a uma desconhecida, sem intenção de flerte. O objetivo é desassociar a presença feminina do perigo.

    Sobre sua Psicóloga: Como o atendimento é pelo SUS, o tempo pode ser curto, mas você pode ser diretivo. Leve esse episódio do Pub para a sessão. Diga: "Tive uma crise de ansiedade nesta situação específica. Podemos fazer um Treinamento de Habilidades Sociais focado nisso ou construir uma hierarquia de exposição para eu treinar?". Isso dá a ela ferramentas concretas para trabalhar com você.

    Tipo de Profissional: A abordagem com maior evidência científica para o seu caso é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), com foco em Treinamento de Habilidades Sociais (THS). Se sentir que travou no tratamento atual, buscar um psicólogo especialista em TCC (particular ou convênio) pode acelerar esse processo específico.

    Seu corpo e mente 'clamando' por conexão é um sinal de saúde, de que a vida pulsou novamente em você. Respeite seu tempo, mas não pare. A ansiedade diminui conforme você acumula pequenas experiências positivas de baixo risco. Um abraço.


  • Boa tarde Há 1 mês e meio, estou com dificuldades para adormecer e isso vem afetando meu estilo d

    Boa tarde

    Há 1 mês e meio, estou com dificuldades para adormecer e isso vem afetando meu estilo de vida.
    A primeira noite de insônia veio na TPM.
    Os dias seguintes após a insônia, desgastei meu corpo (ao invés de relaxar) e de lá pra cá, tive dois resfriados de repetição (já melhorei) e agora, todo anoitecer me dá vontade de chorar, além de estranhar meu quarto. Sim, já faxinei meu quarto, tirei coisas que estavam acumuladas, mas sinto que o ambiente tem algo errado (e tenho certeza que não tá).
    Os sintomas mais intensos vem na TPM e na menstruação, onde eu tenho crise de choro do nada, ansiedade.

    Devo procurar um psicólogo ou ginecologista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá. Entendo sua angústia. A privação de sono afeta diretamente a imunidade e o humor, criando esse ciclo de desgaste que você descreveu.

    Sobre sua dúvida de qual profissional procurar: O ideal são os dois, pois eles se complementam.

    Ginecologista: É fundamental para verificar questões hormonais, como a TPM severa (ou TDPM), que pode ser o gatilho inicial da sua insônia.

    Psicólogo: É essencial para tratar a insônia e a ansiedade. O fato de você 'estranhar o quarto' sugere que seu cérebro criou um condicionamento negativo: ele associou o quarto ao sofrimento de não dormir, e não ao descanso. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, usamos técnicas de Higiene do Sono e reestruturação cognitiva para 'desfazer' essa associação e tratar as crises de choro.

    Cuide-se e não deixe de buscar ajuda.


  • Minha namorada pediu tempo por questões familiares, mas como é meu primeiro namoro, não soube lidar

    Minha namorada pediu tempo por questões familiares, mas como é meu primeiro namoro, não soube lidar com isso, tive crises de ansiedade, emagreci e infelizmente não dei o espaço e o tempo que ela queria( ela sempre fala que estou repetindo muito as coisas). Eu não soube lidar com a minha dor, com o vazio que ficou.Pois bem essa semana optamos por terminar , mas assim que ela resolver as questões familiares dela tentar o relacionamento, para ver o que acontece.Depois que terminamos sem a questão do tempo estou me sentindo melhor e estou respeitando o espaço dela. Mas tenho medo do fato de eu não ter respeitado o espaço dela anteriormente, tenha colocado tudo a perder. Vocês acreditam que ela pode querer retomar esse relacionamento? Ela estabeleceu um prazo de 2 meses, esse tempo todo que me deu uma angústia e crises de ansiedade e medo .Vivi um novembro terrível, doloroso, onde não respeitei o tempo dela e não soube lidar com as minhas emoções que são novas para mim, é o primeiro relacionamento .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá. Sinto muito que esteja passando por esse momento doloroso. O primeiro relacionamento tem uma intensidade emocional única e, por isso, o término ou o 'tempo' podem ser vividos de forma avassaladora, quase como um luto físico (daí o emagrecimento e as crises).

    Respondendo à sua pergunta sobre se 'ela pode querer retomar': Nenhum profissional pode prever o futuro ou saber o que se passa na mente de outra pessoa. O que podemos analisar é o seu comportamento e o que ele diz sobre sua saúde emocional.

    O fato de você se sentir melhor agora, após o término definitivo, do que durante o 'tempo', ocorre porque a ansiedade não suporta a incerteza. O 'talvez' gera mais angústia que o 'não'. No entanto, o seu medo de 'ter colocado tudo a perder' é uma ruminação, uma tentativa da ansiedade de controlar o passado.

    O que fazer agora? A melhor forma de aumentar suas chances (e, principalmente, de se cuidar) é focar no agora. Você não pode mudar o mês de novembro, mas pode manter o respeito ao espaço dela hoje. Se você usar esse tempo para tratar sua ansiedade e dependência emocional em terapia, estará muito mais preparado e maduro caso ela queira voltar — ou para um futuro relacionamento. Busque um psicólogo para transformar essa dor em amadurecimento.


  • Eu vivo me comparando com qualquer pessoas ou menina, e automaticamente eu me sinto muito triste dep

    Eu vivo me comparando com qualquer pessoas ou menina, e automaticamente eu me sinto muito triste deprimida e uma vontade de chorar muito, parece que minhas inseguranças aumentam e que essas pessoas são mais segura não sei, eu todo antidepressivo também e tenho problemas psicológicos como ansiedade generalizada e a depressao também eu acho, sempre me sinto inferior a qualquer coisas as vezes não quero que as pessoas me vejam, só quero ficar sozinha muitas vezes, não é sempre mais esse sentimento de baixa autoestima eu tenho muito forte e me sinto muito pequena uma sensação de inutilidade, o que isso significa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá. Sinto muito que você se sinta assim. O que você descreve — essa sensação de 'inutilidade' e o desejo de se esconder — são sintomas clássicos de um quadro depressivo e ansioso, onde a nossa percepção sobre nós mesmos fica distorcida.

    Na Psicologia, chamamos essa comparação constante de Distorção Cognitiva. É como se você estivesse usando óculos que aumentam as qualidades dos outros e minimizam as suas. Você acaba comparando o 'palco' dos outros (o que eles mostram) com os seus 'bastidores' (suas dores internas), e essa é uma comparação injusta.

    O medicamento (antidepressivo) é fundamental para a parte química, mas ele sozinho não muda a forma como você se enxerga. A psicoterapia é essencial para trabalhar essas Crenças Centrais de inferioridade e construir uma autoestima baseada na realidade, e não na depressão. Existe tratamento e você não precisa carregar esse peso sozinha.


  • gostaria de saber que profissional e indicado para minha mae,ela anda muito irritada qualquer coisa

    gostaria de saber que profissional e indicado para minha mae,ela anda muito irritada qualquer coisa ela grita,principalmente quanto falo com ela de minha vo mae dela,devido a algumas situaçoes relacionadas a minha vo e tambem relacionadas a minha irmã e meu pai ela ta com ansiedade muito grande.e eu to ficando sem paciencia com a situacao acho que tambem terei que busca ajuda profissional pois ando muito irritada,as vezes sem paciencia.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá. Sinto muito que vocês estejam passando por esse momento familiar tão delicado. É muito comum que, em ambientes de alta tensão e conflito, o estresse acabe afetando a saúde emocional de todos os envolvidos, não apenas de quem parece estar com o problema central.

    Para a sua mãe, o indicado é uma abordagem combinada. Devido aos sintomas de irritabilidade agressiva (gritos) e ansiedade muito elevada, seria prudente levá-la a um Psiquiatra para uma avaliação médica. Ele poderá verificar se há necessidade de medicação para estabilizar o humor e diminuir a ansiedade aguda. Em paralelo, é fundamental que ela inicie psicoterapia com um Psicólogo, para aprender a lidar com as questões do passado (relação com a mãe dela) e os conflitos atuais com a família.

    Para você, a sua percepção está correta: buscar ajuda profissional é um ato de autocuidado essencial agora. Conviver com alguém em sofrimento psíquico é exaustivo e pode gerar o que chamamos de "estresse do cuidador". Um Psicólogo te ajudará a criar ferramentas emocionais para lidar com essa situação, estabelecer limites saudáveis e preservar a sua própria saúde mental, evitando que você adoeça junto.

    Resumindo: Recomendo avaliação psiquiátrica e psicológica para sua mãe, e psicoterapia individual para você. Espero ter ajudado.


  • Tive um sonho sexual com minha mãe que faleceu a 5 anos atrás, eu nunca tive nenhum tipo de atração

    Tive um sonho sexual com minha mãe que faleceu a 5 anos atrás, eu nunca tive nenhum tipo de atração sexual pela minha mãe. Nos anos anteriores do falecimento dela, a nossa relação não estava boa. Isso me deixou muito assustado! O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá. Compreendo perfeitamente o seu susto, mas quero te tranquilizar: na psicologia, não interpretamos os sonhos de forma literal. Ter um sonho com conteúdo sexual não significa que você tenha esse desejo na vida real.

    Como você mencionou que a relação com ela não era boa e que ela já faleceu, esse sonho muito provavelmente é uma representação simbólica do seu cérebro tentando lidar com 'pendências emocionais'. A intimidade no sonho pode representar a busca por uma conexão ou aproximação afetiva que faltou enquanto ela estava viva, ou uma tentativa de elaborar o luto e os conflitos não resolvidos.

    Não se culpe. Se essa angústia persistir ou se você sentir que ficaram muitas mágoas dessa relação, a psicoterapia é o espaço ideal para você elaborar esse luto e ficar em paz com a memória dela.


  • Estou gostando de uma garota transexual, a gente já ficou duas vezes, mais hoje em dia ela tem raiva

    Estou gostando de uma garota transexual, a gente já ficou duas vezes, mais hoje em dia ela tem raiva de mim por algo que aconteceu entre a gente, ela não fala mais comigo, quando tento mandar mensagem ela só visualiza, teve um dia que ela me humilhou por mensagem, o que eu faço pra conseguir mudar isso ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá. Compreendo que você esteja sofrendo porque gosta dela e gostaria de reparar o que aconteceu. No entanto, é importante observar os sinais que ela está enviando.

    Relacionamentos saudáveis são construídos com base no respeito mútuo e na vontade de ambas as partes. O comportamento dela — visualizar e não responder, e principalmente a humilhação — indica que, neste momento, ela não está aberta ao diálogo. Insistir ou tentar 'consertar' a situação agora pode gerar ainda mais afastamento da parte dela e mais sofrimento para você.

    A melhor coisa a fazer para 'mudar isso' pode não ser tentar mudar a opinião dela, mas sim mudar a sua postura diante da situação:

    Respeite o silêncio dela: Dê espaço. Continuar mandando mensagens pode ser percebido como invasivo.

    Cuide da sua autoestima: Pergunte-se se vale a pena insistir em alguém que te humilhou. Você merece ser tratado com respeito, independentemente do erro que possa ter acontecido.

    Se você sentir muita dificuldade em se afastar ou lidar com essa rejeição sozinho, a psicoterapia pode te ajudar a entender melhor esses sentimentos e fortalecer sua autoconfiança. Um abraço.


  • Olá! Eu tenho uma questão um pouco complicada. Eu sou uma pessoa bastante cética, não tenho cre

    Olá! Eu tenho uma questão um pouco complicada.

    Eu sou uma pessoa bastante cética, não tenho crenças ou religiões. Por isso eu estive a procura de uma explicação científica para a sensação de morte que sinto antes de realmente alguém falecer. Parece que eu tenho uma "intuição" que maioria das vezes é um dia antes da notícia infeliz.
    Eu andei dando uma pesquisada e a explicação mais lógica que eu achei é que talvez meu subconsciente percebe sinais nas pessoas? (luto antecipatório). Mas sinceramente, mesmo essa explicação me parece um pouco fantasiosa e sem sentido já que aconteceu de eu sentir isso sem ter contato muito próximo da pessoa.
    Por isso eu queria opinião de profissionais que estudaram bem mais que eu.

    Eu acredito que é apenas realmente coincidências infelizes ou até mesmo meu cérebro pregando uma peça comigo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá. Compreendo sua dúvida e é muito comum que nossa mente tente encontrar causalidade para sentimentos de angústia. O que você descreve como 'sensação de morte' muitas vezes é um sintoma físico de ansiedade (aperto no peito, inquietude) que surge espontaneamente.

    Como seres humanos, temos dificuldade em lidar com o aleatório. Quando sentimos esse desconforto físico sem um motivo aparente e, logo depois, acontece um fato triste, nosso cérebro tenta 'acalmar' a angústia criando uma explicação: 'Ah, eu me sentia mal porque aquilo ia acontecer'. É um mecanismo de defesa para tentar ter controle sobre o incontrolável.

    Se essas sensações estiverem te causando sofrimento ou medo constante, a terapia é o espaço ideal para racionalizar esses eventos. Espero ter ajudado!


  • Às vezes, me sinto estranha, começo a ouvir vozes ou sussurros, e até vejo coisas, mesmo estando em

    Às vezes, me sinto estranha, começo a ouvir vozes ou sussurros, e até vejo coisas, mesmo estando em momentos normais do dia. Também percebo que minhas emoções são muito intensas, mas não o tempo todo. É como se eu fosse extremamente sensível por dentro, mas por fora pareço tranquila. Isso me deixa confusa, porque, apesar de tudo, me sinto lúcida e estou sempre tentando me entender melhor. Só não tenho certeza do que tudo isso significa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá. Imagino o quanto deve ser angustiante passar por isso e tentar esconder de quem está fora. O fato de você se sentir lúcida e perceber que essas experiências são estranhas é um sinal muito positivo: chamamos isso de 'crítica preservada', e é um grande aliado no tratamento.

    Ouvir vozes ou ver coisas (alucinações) pode acontecer por diversos motivos, não apenas em quadros graves. Pode ocorrer devido a níveis extremos de estresse, ansiedade severa, traumas não processados ou alterações neuroquímicas.

    Porém, como envolve alterações na percepção (ver/ouvir) e nas emoções, é fundamental que você passe por uma avaliação com um médico psiquiatra e um psicólogo. O psiquiatra vai investigar se há causas orgânicas, e a terapia vai te ajudar a entender essa sensibilidade interna e lidar com essas emoções intensas. Não fique sozinha com essa dúvida, busque ajuda profissional.


  • Qual é a terapia mais indicada pra mim? Eu tenho 18 anos, lido desde a pré-adolescência com um padrã

    Qual é a terapia mais indicada pra mim? Eu tenho 18 anos, lido desde a pré-adolescência com um padrão de resposta neurofísica que interrompe a minha espontaneidade em situações que exigem minha atenção plena no momento e esforço mental. Atrapalha muito a minha vida social e acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá! Primeiro, sinto muito que você esteja lidando com esse peso desde a pré-adolescência. É compreensível que essa interrupção da espontaneidade gere frustração, especialmente agora aos 18 anos, quando a vida social e acadêmica exige tanto de nós.

    Pelo seu relato sobre 'resposta neurofísica' e atenção, parece haver uma ansiedade importante ou uma desregulação que ativa o 'modo de alerta' do seu cérebro na hora errada. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é excelente para isso: ela ajuda a mapear esses gatilhos corporais e mentais, ensinando técnicas para você retomar o controle e a atenção plena sem travar. O ideal é buscar um psicólogo para uma avaliação inicial e entender a raiz desse padrão. Existe tratamento e você não precisa carregar isso sozinho(a). Um abraço!


  • Durante minha vida, sempre tentei me forçar a gostar de homens porque assim exigia a sociedade, poré

    Durante minha vida, sempre tentei me forçar a gostar de homens porque assim exigia a sociedade, porém conforme o tempo passou, descobri que gosto de mulheres. Não há em homens o que me interessa a não ser o genital. Não sei dizer também se é atração ou ansiedade que sinto por esse órgão. Desde minha infância tive uma obsessão por esse órgão que me levava a comportamentos de masturbação compulsiva, e conforme o tempo passava, pensamentos absurdos e impróprios também me causavam a mesma sensação. Não sei porque isso acontece, mas desde a infância me culpo muito por isso. Gostaria de uma análise sobre essa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá. Ler o seu relato me faz pensar no quanto deve ter sido solitário carregar essas dúvidas e essa culpa desde a infância. Quero que saiba que sentimentos de 'culpa' e pensamentos que consideramos 'impróprios' são muito comuns em quadros de ansiedade e não definem o seu caráter.

    Você mencionou que se forçou a seguir um padrão social por muito tempo; só isso já gera uma carga imensa de estresse. O comportamento compulsivo muitas vezes vem como uma válvula de escape para essa pressão, e não necessariamente reflete quem você é. Uma análise profunda só é possível em consultório, mas quero te encorajar a buscar psicoterapia. É possível viver sua sexualidade e sua mente com mais leveza e liberdade, entendendo o que é seu desejo e o que é apenas um sintoma ansioso.


  • Como começar um assunto com seu psicólogo sobre ter algum tipo de transtorno?

    Como começar um assunto com seu psicólogo sobre ter algum tipo de transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá! Essa insegurança é muito natural. Lembre-se de que o espaço da terapia é um lugar seguro e livre de julgamentos. A melhor forma é sendo sincero(a). Você pode começar dizendo: 'Tenho lido sobre tal assunto e me identifiquei', ou 'Estou preocupado com alguns sintomas que percebi'. O seu psicólogo está ali justamente para acolher essa demanda e investigar junto com você. Não precisa ter certeza de nada, apenas leve o que você sente. Um abraço!


  • Ultimamente tive umas experiências sexuais onde acabei gozando rápido menos de 3 minutos, não tenho

    Ultimamente tive umas experiências sexuais onde acabei gozando rápido menos de 3 minutos, não tenho uma parceira fixa, não sou viciado em pornografia, mas antigamente eu sempre me masturbava assistindo porno e gozava rápido só que assistia com bem mais frequência praticamente todas vezes que eu ia me masturbar, isso desde 13 a 14 anos, atualmente tenho 21, porém assisto as vezes e também gozo rápido quando estou assistindo, porém tem vezes que me masturbo sem assistir é mais concentrado e consigo controlar por mais tempo alternando o ritmo e tudo mais, também tive uma namorada uma época de minha vida e não me lembro de ter problemas no sexo com ela, e tem vezes que vou sair com alguma garota, e a gente bebe um pouco eu geralmente demoro mais pra gozar e já chegou me ocorrer de eu gozar rápido na primeira transa e depois de uns minutos na segunda eu demorar mais, eu também tenho um tesão muito grande, geralmente quando vou transar sempre to morrendo de vontade, isso quer dizer que sou precoce?
    Não tenho parceira fixa e geralmente só transo umas 4 a 5 vezes no mês

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá! Muito obrigado pela sua pergunta detalhada. Ela traz pontos fundamentais para diferenciarmos uma disfunção crônica de uma questão situacional e comportamental.

    Respondendo diretamente à sua dúvida: O relato sugere muito mais um quadro de Ansiedade de Desempenho e Condicionamento do que uma Ejaculação Precoce crônica.

    Vamos analisar os pontos que você trouxe sob a ótica da Psicologia:

    O Fator Condicionamento: Você relatou anos de masturbação rápida associada à pornografia. Isso pode ter 'treinado' o seu cérebro a entender que o objetivo do sexo é chegar ao clímax o mais rápido possível. Na terapia, trabalhamos para 'reeducar' esse tempo de resposta.

    O Fator Ansiedade e Novidade: O fato de não ter parceira fixa e estar 'morrendo de vontade' (alta excitação) gera uma descarga de adrenalina muito alta, o que acelera a ejaculação. Isso explica por que, com sua ex-namorada (onde havia vínculo, segurança e menos ansiedade da novidade), o tempo era normal.

    O Controle Existente: Você relata que, quando se masturba concentrado (sem pornografia), consegue controlar. Isso é um excelente sinal! Mostra que a fisiologia funciona, mas que a ansiedade ou o estímulo visual excessivo é que disparam o gatilho rápido.

    O fato de demorar mais na 'segunda vez' ou com álcool (que é um depressor do sistema nervoso) reforça que a questão é o nível de ansiedade e sensibilidade do momento.

    Conclusão: É muito provável que você não 'seja' precoce, mas esteja enfrentando episódios de ejaculação rápida devido à ansiedade e ao aprendizado antigo. A Psicoterapia (TCC) e a Terapia Sexual são extremamente eficazes para te ensinar técnicas de controle, respiração e foco, ajudando você a ter o mesmo desempenho que tem sozinho ou que tinha no namoro.

    Estou à disposição para te ajudar a retomar esse controle. Um abraço, Psicóloga Priscila Oyama


  • Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se

    Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se afastar para recuperação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Priscila Hideko Oyama Alves

    Olá! Essa é uma dúvida muito importante. A principal diferença está na cronificação e na natureza do sentimento. O estresse comum geralmente envolve 'excesso' (muita pressão, muita urgência) e tende a aliviar após um descanso ou a entrega de um projeto. Já o Burnout é caracterizado por um colapso e sensação de vazio.

    Para diferenciar, observe a tríade do Burnout:

    Exaustão emocional: Cansaço que não passa nem após dormir ou tirar férias curtas.

    Despersonalização: Sentimentos de cinismo, indiferença ou distanciamento afetivo em relação ao trabalho ou colegas.

    Baixa realização: Sensação de que nada que você faz tem valor ou importa.

    O afastamento é recomendável quando há prejuízo funcional (você não consegue raciocinar ou concentrar), sintomas físicos intensos (dores, taquicardia) ou risco à sua integridade. Nesses casos, a avaliação psiquiátrica em conjunto com a psicoterapia é indispensável.


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